569: Europa corre risco de falta de gás no inverno de 2023-24

– Vamo-nos concentrar no Inverno 2022/2023 e depois virá a Primavera, o Verão, o Outono e o tal Inverno de 2023/2024… Em última análise, faz-se uma fogueira no meio da cozinha, ou volta-se ao fogareiro a petróleo (se existir…).

ENERGIA/GÁS

Cálculos da AIE indicam que cerca de 30 mil milhões de metros cúbicos de gás podem vir a faltar no próximo ano, em caso de paragem total das entregas provenientes da Rússia e com a recuperação económica da China, que absorverá uma larga parte do gás natural liquefeito.

© João Silva / Global Imagens

A Europa corre o risco de ter falta de gás no inverno de 2023-2024, alertou esta quinta-feira a Agência Internacional de Energia (AIE), que apelou aos governos para “agirem imediatamente” e reduzirem a procura.

Cerca de 30 mil milhões de metros cúbicos de gás podem vir a faltar no próximo ano, em caso de paragem total das entregas provenientes da Rússia e também com a recuperação económica da China, que absorverá uma larga parte do gás natural liquefeito (GNL), segundo os cálculos da AIE, criada em 1974 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para aconselhar os países em questões energéticas.

As reservas europeias estarão apenas a 65% no início do inverno de 2023-2024, quando actualmente estão em 95%, indicou o director da agência, Fatih Birol, aos jornalistas durante uma conferência de imprensa ‘online’.

A ‘almofada’ garantida pelos actuais níveis de reserva, a redução recente nos preços de gás e as temperaturas amenas, ao contrário do que é habitual, não devem levar a conclusões demasiado optimistas quanto ao futuro”, adverte a AIE nesta análise, que sublinha que no verão de 2023 as condições geopolíticas e económicas mundiais para conseguir abastecimento e preencher as reservas devem ter mudado bastante em relação a 2022.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Novembro 2022 — 13:16



 

527: Milhares de famílias arriscam pagar duas facturas de gás num mês

– O habitual e normal no Portugal do faz-de-conta que é um Estado de Direito e uma democracia plena…

GÁS/LIBERALIZAÇÃO/FACTURAS/FAMÍLIAS

KWON JUNHO / Unsplash

A demora na validação dos pedidos de mudança para o mercado regulado pode levar a que as famílias tenham de pagar a factura normal pelo consumo de gás e ainda a factura final para a rescisão do contrato com o anterior fornecedor do mercado liberalizado.

Há várias semanas que milhares de famílias estão à espera da mudança para o mercado regulado do gás, mas os comerciantes continuam sem dar resposta nem prazos para se concluir o processo.

A DECO alerta para o risco de muitas famílias terem de pagar duas facturas de gás no próximo mês devido a esta demora, dado que os clientes continuam vinculados ao contrato anterior e têm também de pagar a conta, assim como a factura final de rescisão do contrato.

“Esta incerteza começa a criar ansiedade nos consumidores, preocupados com o facto de virem a ser confrontados com o pagamento de duas facturas, que podem chegar muito próximas uma da outra.

À DECO, têm chegado muitas dúvidas e pedidos de apoio. Alguns consumidores já pediram a mudança há bastante tempo e continuam sem resposta”, explica a jurista Ana Sofia Ferreira ao JN.

A especialista lembra ainda que a mudança foi autorizada pelo Governo devido a uma “necessidade social” e, por isso, “as medidas de apoio têm de ser rápidas e eficazes”. “Há pessoas para quem a mudança é fundamental para cumprir outros compromissos”, acrescenta.

Desde 7 de Setembro, já foram feitos 103 341 pedidos de mudança para o mercado regulado, que têm de aguardar pela validação da ADENE – Agência para a Energia. Já foram aceites 88 mil pedidos e que 14 996 estão pendentes.

A EDP Gás Serviço Universal também admite estar a sofrer constrangimentos devido à enorme onda de pedidos, que é superior ao número de clientes que a empresa tinha antes da possibilidade da mudança para o mercado regulado.

  ZAP //
30 Outubro, 2022



 

387: Noruega protege petróleo e gás com ajuda militar alemã, britânica e francesa

SABOTAGEM/GASODUTOS/NORUEGA/PROTECÇÃO

O anúncio foi feito depois da alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream no vizinho Mar Báltico.

© Carina Johansen / NTB Scanpix / AFP

A Noruega, que é o principal fornecedor de gás da Europa, aceitou as contribuições militares alemã, britânica e francesa, para garantir a segurança das suas explorações de petróleo e gás, anunciou esta sexta-feira o seu primeiro-ministro.

O anúncio foi feito depois da alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream no vizinho Mar Báltico.

“Estamos em discussão com os nossos aliados para aumentar a presença (militar) nas águas norueguesas e aceitámos contribuições alemã, francesa e britânica”, declarou o chefe do governo norueguês, Jonas Gahr Støre, durante uma conferência de imprensa.

Este anúncio é feito dias depois da detecção de quatro fugas, precedidas de explosões, nos gasodutos Nord Stream, que ligam a Federação Russa à Alemanha, sob o Mar Báltico, um incidente geralmente considerado como um ato de sabotagem.

“Compreendo que as pessoas estejam inquietas das consequências que a situação no Mar Báltico possa ter e que algo parecido possa ocorrer nas instalações petro-gasíferas” norueguesas, elaborou Støre.

“Não temos qualquer indicação de ameaças directas contra o sector petro-gasífero norueguês”, acrescentou.

Depois das fugas e explosões que ocorreram nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, ao largo da ilha dinamarquesa de Bornholm, entre o sul da Suécia e a Polónia, a Noruega anunciou um reforço das suas próprias infra-estruturas petro-gasíferas com, nomeadamente, uma presença militar “mais visível”.

Esta sexta-feira, Støre especificou que dois navios da Guarda Costeira norueguesa tinham sido destacados para patrulhar das plataformas dos hidrocarbonetos e que a zona também passou a ser vigiada por um avião de patrulha marítima.

Tornado o principal fornecedor de gás à Europa, depois da redução dos fornecimentos russos, no seguimento da invasão da Ucrânia, pelas tropas de Moscovo, a Noruega está ligada ao Velho Continente por uma rede de gasodutos submarinos que se estende por cerca de nove mil quilómetros.

Støre, que se reuniu esta sexta-feira com dirigentes europeus e o secretário-geral da NATO, deve visitar a plataforma petrolífera Sleipner, no Mar do Norte, durante o dia de sábado.

Alemanha patrulha Mar do Norte e Báltico com todas as forças disponíveis

A polícia alemã está a patrulhar o Mar do Norte e o Mar Báltico com “todas as forças disponíveis”, depois de explosões terem danificado os gasodutos submarinos Nord Stream provenientes da Federação Russa, assegurou hoje a ministra do Interior.

Em declarações ao Sueddeutsche Zeitung, Nancy Faeser declarou: “Estamos a levar a sério as ameaças actuais e estamos a proteger-nos”.

As quatro fugas nos gasodutos Nord Stream devem-se a explosões submarinas correspondentes a centenas de quilogramas de TNT, concluiu um relatório oficial da Suécia e da Dinamarca apresentado hoje às Nações Unidas.

Hoje, em referência ao gasoduto Nord Stream, o presidente dos EUA, Joe Biden, referiu-se a um “ato deliberado de sabotagem” e assegurou, em resposta às acusações de Moscovo sobre um alegado envolvimento de Washington no incidente, que a Rússia “está a difundir mentiras”.

No entanto, admitiu que ainda “não se sabe” qual a origem da fuga de gás dos gasodutos submarinos e que está a colaborar com os aliados para um total esclarecimento, com o objectivo de “reforçar a protecção destas estruturas cruciais”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Outubro 2022 — 00:06



 

386: Preços do gás e electricidade para as famílias sobem este sábado

PREÇOS/AUMENTOS/GÁS/ELECTRICIDADE

Os clientes da EDP Comercial vão passar a pagar pelo gás natural, em média, mais 30 euros mensais. Na Goldenergy os preços vão sofrer aumentos médios de 10 euros e no mercado regulado passam a pagar mais cinco euros por megawatt-hora.

© João Silva/Global Imagens

Os aumentos de preços do gás natural e da electricidade para os clientes domésticos, no mercado regulado e no liberalizado, entram este sábado em vigor, o que, em alguns casos, vai pesar quase mais 40 euros na factura mensal.

Os anúncios dos aumentos foram sendo feitos um a um pelos comercializadores, durante o verão, mas a entrada em vigor dos novos preços acontece agora ao mesmo tempo para todos os clientes domésticos e também alguns pequenos negócios.

Quem for cliente da EDP Comercial vai passar a pagar pelo gás natural, em média, mais 30 euros mensais, acrescidos de cinco a sete euros de taxas e impostos, uma subida que a empresa justificou com a escalada de preços nos mercados internacionais, após um ano sem fazer actualizações de tarifário.

Os novos preços vão estar em vigor durante três meses, e não durante um ano, como habitual, estando sujeitos a revisões em alta ou em baixa, no final daquele período.

A empresa descartou, no entanto, “mais alterações até ao final do ano no preço da electricidade”, a menos que haja “situações excepcionais no decorrer dos próximos meses”.

Já no caso da Galp, a subida da factura do gás natural rondará os oito euros, para o escalão mais representativo de clientes.

A empresa justificou a subida também com o “custo de aquisição em linha” com os preços no mercado internacional.

A Galp tinha actualizado o preço do gás natural em 01 de Julho, com um aumento de cerca de 3,60 euros para o escalão mais representativo.

Por sua vez, os clientes da Goldenergy vão sofrer aumentos médios de 10 euros nas facturas de gás mensais, que abrangem tanto famílias, como pequenos negócios.

A energética justificou esta subida com os custos dos acessos regulados, a volatilidade do mercado e a escalada de preços do gás.

O novo tarifário será aplicado até ao final do ano, sendo revisto face às alterações do mercado.

Estes anúncios levaram o Governo a aprovar uma medida que permite o regresso ao mercado regulado de gás dos consumidores no mercado liberalizado, tal como já acontecia no caso da electricidade.

O mercado regulado oferece tarifas mais baratas, no entanto, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou um novo aumento do preço da energia no mercado regulado de gás natural e no de electricidade.

Assim, naquele mercado, entra hoje em vigor uma subida de 3,9% face ao mês anterior e, uma vez que foram sendo feitas actualizações ao longo do ano, o aumento é de 8,2% para o ano 2022-2023, face ao ano anterior (2021-2022).

Já no caso da electricidade, os clientes no mercado regulado passam a pagar mais cinco euros por megawatt-hora (MWh), equivalente a uma subida média de 3% na factura mensal.

Sem subidas mantêm-se os clientes da Endesa, que se comprometeu a manter os preços contratuais até Dezembro e a cumprir os compromissos estabelecidos no mecanismo ibérico, depois de o presidente da empresa ter afirmado que a electricidade iria subir 40% em Agosto.

A Iberdrola também não anunciou aumentos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Outubro 2022 — 12:35



 

240: Energia: Governo quer reduzir luzes decorativas no Natal

ENERGIA/GOVERNO/LUZES DE NATAL

Todos nós assistimos à escala de preços da energia devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Nesse sentido, são necessárias políticas extraordinárias para tempos incertos e difíceis.

O Governo português quer reduzir luzes decorativas no Natal e edifícios menos quentes, para poupar luz e gás.

Energia: Governante diz que se tratam de “medidas simples e intuitivas”…

O ministro Duarte Cordeiro garantiu que até ao final do ano será possível uma poupança energética adicional de 5% com as medidas aprovadas em Conselho de Ministros. No entanto, o governante diz que se tratam de “medidas simples e intuitivas”.

Segundo refere o Jornal de Negócios, fazem parte medidas como “desligar a iluminação interior e exterior quando os estabelecimentos não estão a funcionar, reduzir as luzes decorativas em épocas festivas, como o Natal que se aproxima, e em horários tardios, a partir das 24h por exemplo, e também a redução das temperaturas a partir do uso de gás natural nos edifícios”.

Duarte Cordeiro deu como exemplo as piscinas municipais e outros equipamentos que são fortemente aquecidos.

Quanto à limitação de horários para os estabelecimentos comerciais, o governante disse que não há para já nenhuma decisão nesse sentido neste pacote de medidas.

Portugal já reduziu 20% do consumo de gás (excluindo a produção de energia eléctrica) desde o início do ano, sendo uma das metas deste plano de poupança energética reduzir ainda mais 5% até ao final do ano.

O governante, frisou, no entanto, que para já o objectivo é chegar a “compromissos” e só se necessário haverá uma decisão coerciva de redução dos 7% acordados com a Comissão Europeia, revelou o ministro.

Para apresentar estas medidas, o Governo pediu à Agência para a Energia (ADENE) para reunir um conjunto de sugestões de várias entidades, que resultou depois na proposta de Plano de Poupança de Energia e Eficiência Hídrica apresentada hoje ao Governo e sujeita a aprovação em Conselho de Ministros.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
08 Set 2022



 

135: Quanto e como poupar? Saiba o que fazer para evitar subida de 30€ na conta do gás

– Resumindo o blá-blã-blá da notícia: o mar bate na rocha e quem se lixa é sempre o mexilhão… E lixados andam, cada vez mais, os “mexilhões” com pensões de reforma de miséria, os desempregados sem qualquer tipo de ajuda da “segurança” social, etc., etc., etc..A governança também se está lixando para quem mais necessita de apoios, os políticos idem, ibidem e Portugal é um país lindo de morrer… na penúria!!!

SOCIEDADE/AUMENTOS DESMESURADOS/GÁS E ELECTRICIDADE

O governo anunciou nesta semana medidas para reduzir o impacto da escalada de preços da energia, depois de EDP e Galp terem anunciado aumentos brutais na factura do gás. Mas quem quer fugir aos novos custos tem de pedir. E também é assim na Bilha Solidária. Entenda como funciona o mercado e o que tem de fazer para reduzir o impacto no seu bolso.

© João Silva/Global Imagens

Quanto posso poupar na conta se voltar à tarifa regulada do gás?
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) faz a simulação. Um casal com dois filhos e sem aquecimento central, com um consumo de 292 metros cúbicos anuais de gás, que estivesse no mercado regulado, pagava 23,41 euros por mês. Se fosse cliente da EDP Comercial já desembolsaria 28,10 euros, na Galp Power 56,16 euros e na Iberdrola a factura chegaria aos 69,37 euros. Com o aumento previsto na EDP a rondar os 30 euros a mais a partir de Outubro, os preços no mercado livre subiriam para, pelo menos, 60 euros. Ainda que esteja previsto um aumento também no mercado regulado, este limita-se a 3,9%, pelo que estar no mercado regulado pode representar uma poupança de quatro a 46 euros mensais face ao que pagaria no mercado liberalizado, dependendo do operador.

E o que tenho de fazer para voltar ao mercado regulado? E paga-se a mudança?
O governo decidiu levantar as restrições legais aplicadas à tarifa regulada do gás (que impede quem aderiu ao mercado livre de reverter a decisão) para evitar que famílias e pequenos negociantes — que tenham um consumo anual até 10 mil metros cúbicos de gás — sejam impactadas com aumentos de 150% na sua factura. Assim, qualquer consumidor poderá transitar do mercado liberalizado para o regulado quando quiser, sem qualquer encargo adicional. De acordo com a ERSE, existem hoje 12 comercializadores de último recurso para o gás natural, isto é, com tarifa regulada. No caso da electricidade, existem 13. Ora, no mercado liberalizado o número de fornecedores pode ser cinco vezes maior. Para regressar à tarifa regulada, com o governo a garantir que o preço praticado é inferior ao que se verifica no mercado liberalizado, o consumidor deve pesquisar que serviço se adequa mais às suas condições (há simuladores na ERSE e na Deco que podem ajudar) e tem de celebrar um novo contrato com um comercializador de último recurso. Será a nova empresa fornecedora a tratar da transição com o antigo comercializador. A mudança pode levar até três semanas a concretizar-se, mas não haverá quaisquer encargos adicionais. E também não há risco de ficar sem acesso ao gás em casa durante o processo de troca de fornecedor.

O que distingue a tarifa regulada dos preços praticados no mercado liberalizado?
No mercado regulado, os preços da energia a cobrar aos consumidores são fixados pelo regulador, enquanto no mercado liberalizado, embora existam regras a cumprir, cada comercializador decide quanto cobra ao consumidor pela energia. Desde 2013, pelo menos, que os consumidores têm sido incentivados a aderir ao mercado liberalizado, com o argumento de que mais concorrência gera uma baixa de preços. E quem saía não podia voltar, tanto no gás como na electricidade. Em 2018, essa regra foi alterada para a luz, após proposta do PCP, mas continuava a ser irreversível no gás. Com os custos da energia a dispararem nos mercados internacionais, os preços no consumidor estão a subir em flecha. Daí que o governo, agora, permita o regresso ao mercado regulado, onde os preços praticados são mais baixos. Essa excepção só durará, porém, por um ano.

Como escolher um novo comercializador?
A ERSE aconselha o uso do simulador do regulador para uma escolha informada. O simulador da ERSE reúne todas as ofertas comerciais disponíveis para os consumidores de electricidade com potência contratada até 41,4 kilovoltampere (kVA), para baixa tensão normal, e de gás natural com consumos anuais até 10 000 metros cúbicos, para baixa pressão (BP). “Como os preços das ofertas comerciais no mercado liberalizado dependem, em parte, das tarifas aprovadas anualmente pela ERSE, como é o caso das tarifas de acesso às redes, aconselha-se o consumidor a fazer, pelo menos, duas simulações de preços por ano. Dado o calendário de aprovação das tarifas da ERSE, recomenda-se o final de Janeiro, para a electricidade, e o final de Outubro, para o gás natural”, sugere ainda o regulador.

Quando podem os consumidores mudar para a tarifa regulada?
A partir de 1 de Outubro pode escolher livremente em qual dos mercados quer estar, de acordo com o anúncio do ministro do Ambiente e Acção Climática, Duarte Cordeiro. Actualmente são 227 mil os consumidores que se mantêm na tarifa regulada do gás natural, de acordo com dados da ERSE. Ou seja, cerca de 97,7% dos consumidores portugueses estão hoje no mercado liberalizado do gás.

E quem tem gás de bilha, tem algum apoio?
O governo prolongou também o Programa Bilha Solidária, que prevê um apoio de dez euros por família, mas também aqui é preciso ver se tem direito e fazer o pedido de adesão. O programa que o governo apresentou para ajudar as famílias mais pobres a reduzir o impacto da escalada de preços no gás, devia ter chegado a mais de 800 mil consumidores, mas ficou-se por 8 mil. Demasiada burocracia e falta de informação e divulgação foram as razões encontradas pela Deco para o apoio não ter chegado a quem dele precisava. Agora, o governo promete simplificar o acesso.

E mudar compensa de certeza?
O preço definido pela ERSE mantém-se bastante abaixo dos valores do mercado liberalizado, mas apenas no gás. Na electricidade, é no mercado livre que estão as melhores ofertas. Pelo que quem tem contratos combinados de luz e gás pode acabar por perder no custo da luz o que poupa com a mudança no do gás. Convém fazer as simulações antes de decidir. Com J.P.

​​​​​​​jose.rodrigues@dinheirovivo.pt

Diário de Notícias
José Varela Rodrigues
28 Agosto 2022 — 07:00

124: Famílias vão poder voltar a aderir à tarifa regulada do gás

– … “Em resposta ao Dinheiro Vivo, a energética (EDP) avançou que esta medida (a EDP Comercial tornou público que, a partir de Outubro, a factura dos gás natural dos clientes residenciais vai aumentar, em média, 30 euros.) vai impactar um universo de 650 mil clientes, que engloba os 21 mil utentes da tarifa social.”. Os “aumentos” das pensões de reforma, assim como salariais não acompanham estes aumentos. Nestas circunstância, é de pensar começar a preparar os alimentos numa fogueira instalada no chão da cozinha…

SOCIEDADE/ELECTRICIDADE/GÁS/AUMENTOS

Esta medida foi anunciada pelo ministro do Ambiente e Acção Climática, Duarte Cordeiro.

Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentar
© TIAGO PETINGA/LUSA

Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, que ocorreu esta tarde, o ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, informou que o executivo decidiu levantar as restrições aplicadas à tarifa regulada do gás, evitando que famílias e pequenos negociantes, com consumo anual até dez mil metros cúbicos, se exponham a aumentos de 150% na factura do gás – que, segundo o governante, não se comparam ao aumento de 3,9% anunciado pela ERSE para o mercado regulado a partir de Outubro.

De acordo com o responsável governamental, esta medida vai abranger cerca de 1,5 milhões de clientes, que poderão voltar a decidir-se pelo mercado regulado daquela matéria-prima. Este é um número, estima o Governo, que representa cerca de 7% do volume de gás consumido em Portugal e 12% do total dos contratos.

“O Governo tem estado a trabalhar num conjunto de medidas que têm como objectivo responder ao aumento do custo de vida”, deu conta o ministro. Contudo, “face ao que soubemos” – referia-se ao aumento de 30 euros na factura do gás, anunciado na quarta-feira pela EDP Comercial – “decidimos antecipar”.

Questionado sobre a possibilidade de o executivo adoptar um dos instrumentos propostos pela Comissão Europeia, referente à descida do IVA sobre o gás, Duarte Cordeiro considerou que a medida agora apresentada é “mais eficaz do que outras alternativas”, revelando um “impacto directo no preço que as famílias pagam pelo gás”, representando mesmo “uma poupança face ao actual preço”.

Relativamente ao aumento do apoio à indústria, nomeadamente às empresas com consumo intensivo de energia, o ministro do Ambiente remeteu a responsabilidade ao ministério tutelado por António Costa Silva. “Essa é uma medida que terá de ser o ministério da Economia a esclarecer”, vincou.

Sobre o mercado de electricidade, Duarte Cordeiro disse que estamos perante um cenário em que “o mercado regulado não sofreu aumentos e que existem várias ofertas de comercializadores que não sofreram aumentos acentuados”.

O ministro salientou ainda que o Governo uniu esforços para reduzir os preços praticados através da aplicação do mecanismo ibérico, deixando a nota de que “o benefício deste mecanismo de ajustamento deveria estar visível” nas facturas dos clientes.

Outros pontos abordados pela imprensa tocaram também o prolongamento do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), sobre o qual respondeu o responsável governamental: “O Governo está a fazer uma avaliação”. A mesma reacção obteve a questão da possibilidade de tributar os lucros excessivos: “No momento certo, avaliaremos se existiram”.

Na quarta-feira a EDP Comercial tornou público que, a partir de Outubro, a factura dos gás natural dos clientes residenciais vai aumentar, em média, 30 euros. A justificação da empresa prende-se com a crescente subida de preços nos mercados internacionais e por não ter efectuado qualquer actualização nos valores cobrados há um ano.

Em resposta ao Dinheiro Vivo, a energética avançou que esta medida vai impactar um universo de 650 mil clientes, que engloba os 21 mil utentes da tarifa social.

No mesmo dia a Galp declarou que, também em Outubro, iria proceder a um aumento do preço do gás, embora tenha remetido para mais tarde a revelação do valor desse aumento. Ainda no mês passado a petrolífera havia aumentado o preço do gás natural, para para “reflectir o aumento do custo de compra em linha com a evolução do produto no mercado internacional”.

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Em actualização

Diário de Notícias
Mónica Costa e Mariana Coelho Dias (Dinheiro Vivo)
25 Agosto 2022 — 16:18