217: Cheques de 125 e 50 euros estão isentos de IRS. Já “meia pensão” será tributada

“… O montante atribuído aos pensionistas está sujeito a tributação”… Belo! Belíssimo! Não bastam as pensões de “sobrevivência” por morte do conjugue serem tributadas em sede de IRS (sobrevivência? qual sobrevivência?), até este tipo de “ajuda fantoche” paga IMPOSTO! Já agora, quando é que começo a pagar imposto pelas vezes que utilizo a sanita?

APOIOS ÀS FAMÍLIAS/PENSIONISTAS

Os apoios dados às famílias não vão pagar IRS. O montante atribuído aos pensionistas está sujeito a tributação, mas não será somado à pensão, pelo que não impacta a taxa aplicada.

Os apoios às famílias anunciados pelo Governo, que contemplam um cheque de 125 euros e um complemento de 50 euros por cada dependente, “estão isentos de tributação de IRS, são líquidos“, esclareceu o ministro das Finanças. Já o apoio equivalente a meia pensão pagará imposto, não havendo lugar, no entanto, a alteração da taxa.

O apoio financeiro de 125 euros euros aos cidadãos não pensionistas com rendimentos até 2.700 euros mensais brutos, para ajudar a atenuar os efeitos do aumento dos preços, é atribuído por indivíduo e será pago em Outubro, sendo de 125 euros líquidos.

Além disso, será dado um complemento de 50 euros por cada dependente até 24 anos (não há limite etário no caso de dependentes com deficiência).

Assim, o Governo dá o exemplo de um casal com dois filhos, cujos rendimentos individuais não ultrapassam os 2.700 euros brutos mensais, que recebe 350 euros líquidos com estes novos apoios.

O Executivo destacou a abrangência desta medida, apontando que “o único limite que é colocado é o do rendimento bruto não exceder os 37.800 euros por ano, que corresponde a 2.700 euros por mês durante 14 meses”, como explicou o ministro das Finanças.

Por outro lado, os reformados vão ter um aumento extraordinário correspondente a meio mês de pensão ainda este ano, de modo a que possam recuperar uma parte do poder de compra perdido ao longo deste ano devido ao aumento da taxa de inflação.

“Os pensionistas em 2022 receberão o correspondente a 14,5 pensões e esta meia pensão adicional paga em Outubro será sujeita à tributação normal. Será tratada como qualquer das pensões recebidas ao longo do ano“, explicou a ministra do Trabalho.

Este montante será então tributado, mas não será somado à pensão regular, pelo que não poderá levar a um salto no escalão e na taxa aplicada. Há uma cláusula que dita que “do aumento de rendimento do mês de Outubro que decorrerá deste apoio extraordinário, não haverá penalização em termos de retenção na fonte ou imposto a pagar“, explicou o ministro das Finanças, na conferência de imprensa de apresentação das medidas.

Este bónus vai abranger a quase totalidade dos pensionistas. Para o próximo ano, o “Governo decidiu propor à Assembleia da República o seguinte aumento das pensões: 4,43% para as pensões até 886 euros; 4,07% para as pensões as pensões entre os 886 euros e os 2.659 euros e 3,53% para as restantes pensões sujeitas à actualização”, tinha já adiantado o primeiro-ministro.

É de salientar que o “bónus” de meia pensão é um valor que será retirado da actualização das pensões no próximo ano. O Governo explica esta opção com o facto de que os pensionistas precisam deste valor agora, sendo que receberão no total o montante que sempre iriam receber.

Sapo/ oEco
Mariana Espírito Santo
06.09.2022 12:38



 

Costa anuncia 2.400M€. Oposição diz que é “curto” vem “tarde” e tem “ratoeira”

– … e blá… blá… blá… e mais blá… tudo conversa da treta! O Costa não sabe o que a vida costa! Nem o Costa, nem todos os pançudos do regime que não têm de andar a contar os cêntimos, a tirar daqui para chegar acolá… é preciso ter lata e descaramento para chamar a isto “FAMÍLIAS PRIMEIRO”…!!! Fantochada!!!

MEDIDAS DA TRETA/GOVERNANÇA/FACHADA

Governo anunciou um conjunto de oito medidas para ajudar os portugueses a fazer face à inflação. Costa garante que surgem no tempo certo e não põem em causa os objectivos orçamentais. Oposição alerta para “ilusão” e “truque” nos apoios aos pensionistas.

“Famílias Primeiro”. Assim se chama o pacote de apoios anunciado ontem por António Costa, que tem um impacto estimado na despesa de 2400 milhões de euros.
© ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

Um pagamento de 125 euros a cada cidadão não pensionista que ganhe abaixo de 2700 euros; meia pensão adicional paga em Outubro aos pensionistas; redução do IVA da electricidade de 13% para 6%; um tecto ao aumento das rendas de 2%; congelamento dos passes dos transportes. António Costa anunciou ontem um pacote de 2400 milhões de euros em medidas destinadas a mitigar o aumento do custo de vida dos portugueses, face ao aumento continuado da inflação.

São oito eixos de apoio, que ficaram muito longe de convencer a oposição: “tardio”, “uma ilusão”, “aquém”, um “orçamento rectificativo”, uma “migalha”, uma “fraude”, “muito curto”, “muito aquém da receita fiscal extraordinária” foram as reacções que atravessaram as várias bancadas parlamentares.

Foi o próprio António Costa que, no final do Conselho de Ministros Extraordinário, e depois de ter ido a Belém comunicar o conjunto das medidas ao Presidente da República – que as promulgou ainda decorria a conferência de imprensa no Palácio da Ajuda -, anunciou o plano de apoio, rejeitando repetidamente que as medidas já cheguem tarde.

“Era importante termos a certeza que podíamos dar este passo”, para “não ganharmos hoje e perdermos amanhã”, justificou o primeiro-ministro. Costa insistiu também que as medidas anunciadas – e as que falta anunciar, dedicadas às empresas – não vão pôr em causa nem a meta do défice, nem da redução da dívida, que serão “tranquilamente” asseguradas.

Para António Costa as novas medidas vão entrar em vigor numa altura em já existem garantias de segurança nas contas públicas. Duas das principais medidas enunciadas, a atribuição de um pagamento extraordinário no valor de 125 euros a cada cidadão não pensionista com rendimento até 2.700 euros brutos mensais, e de 50 euros por cada descendente até aos 24 anos, bem como o pagamento de meia pensão aos pensionistas, só serão efectivadas em Outubro.

O mesmo sucederá com a baixa do IVA da electricidade (que não abrange toda a factura, mas apenas a parte que é cobrada a 13%). E medidas de carácter mais prolongado, como o travão às rendas ou o congelamento dos passes sociais (ambas com compensação por parte do Estado), terão efeito no início do próximo ano.

Medidas que classificou como “muito bem calibradas” de forma a “não alimentar a própria inflação”, nem fazer perigar os objectivos orçamentais.

“Estamos a adoptar um apoio extraordinário que foi calculado tendo em conta a capacidade do Estado, fruto da evolução da economia e, sobretudo, do emprego ao longo deste ano. Adoptamos estas medidas sem afectar todas as outras medidas previstas no Orçamento”, garantiu o primeiro-ministro.

Costa sublinhou que já foram mobilizados “1.600 milhões de euros desde o início do ano” para ajudar as famílias a fazer face à inflação e que, com o novo pacote, o total de apoios às famílias chega agora aos 4000 milhões de euros. Hoje, as medidas anunciadas serão explicadas em maior detalhe no ministério das Finanças, com a presença de vários ministros.

“Ilusão” e “truque”. Oposição alerta pensionistas

O pacote de medidas anunciado por António Costa foi qualificado pela generalidade da oposição como muito “aquém” do que seria necessário, mas um ponto em particular suscitou alertas de vários quadrantes. Caso do PSD, com o vice-presidente António Leitão Amaro a acusar o Executivo socialista de estar a criar uma “ilusão” em relação ao aumento do rendimento dos pensionistas.

Costa anunciou o pagamento, no próximo mês de Outubro, de um valor correspondente a meia pensão, e um aumento das pensões, no próximo ano, de 4,43% até aos 886 euros; 4,07% para pensões entre os 886 e 2.659 euros; e de 3,53% para as restantes (as sujeitas a actualização). Uma “habilidade”, nas palavras do dirigente social-democrata: “Os pensionistas ganham zero com esta proposta face ao que estava na lei”.

Para o PSD, o Governo chegou “muito tarde” na resposta ao aumento do custo de vida e está a colocar primeiro não as famílias, mas a receita extraordinária que está a obter com o aumento dos preços: “Temos um Governo que age tarde, que faz hoje o que podia ter feito há muitos meses e muito depois do que o PSD propôs desde maio. Mostra com isso que está a colocar primeiro a arrecadação de impostos”.

À esquerda também se repetiram os avisos quanto aos valores do aumento das pensões para o próximo ano. “É uma fraude e um embuste”, apontou o deputado comunista Bruno Dias – “O que está a ser anunciado é uma medida que está a travar uma actualização de pensões no próximo ano”.

Também o Bloco de Esquerda falou num “truque” e numa “ratoeira”. “Não é um aumento, é uma antecipação do aumento do próximo ano”, avisou a deputada bloquista Mariana Mortágua.

Pelo Chega, as medidas anunciadas pelo Governo não são mais que “migalhas” face às dificuldades dos portugueses: “um plano vazio, tardio e que não tem nenhuma repercussão na vida real das pessoas”.

Já pela Iniciativa Liberal, o líder parlamentar, Rodrigo Saraiva, acusou António Costa de “enganar” as pessoas já que “o IVA de 23% [na electricidade] vai-se manter”, e é a taxa máxima que representa “a maior parte do consumo que os portugueses pagam”.

Para Rui Tavares, do Livre, o pacote de medidas “chega demasiado tarde” e “é demasiado pouco”, enquanto Inês Sousa Real, do PAN, defendeu que se trata de “medidas de curto prazo” sem o alcance necessário.

No tom totalmente oposto, João Torres, secretário-geral-adjunto dos socialistas, considerou que os apoios anunciados “têm um carácter absolutamente histórico”.

susete.francisco@dn.pt

rui.godinho@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco, Rui Miguel Godinho
05 Setembro 2022 — 23:16



 

170: Exército russo enganado com falsos Himars feitos de madeira

– Com bananas e bolos se enganam os tolos… 🙂

GUERRA/INVASÃO DA UCRÂNIA PELA UNIÃO ZOVIÉTICA

Numa guerra vale tudo, mas nem tudo o que parece é! De acordo com informações recentes do campo de batalha, as forças russas estão a ser enganadas com falsos Himars feitos de madeira, levando assim a Rússia a gastar milhões.

As previsões apontam para que a Rússia já tenha gasto mais de 65 milhões de euros a destruir algumas tábuas de madeira em forma de lançador de foguetes.

Desde o início da guerra que os Himars têm sido um dos principais alvos das forças russas. Segundo Volodymyr Zelensky, os mísseis Himars têm mesmo mudado o rumo da guerra contra a Rússia.

Para quem não sabe, o Himars – o M142 High Mobility Artillery Rocket System – é um lançador de mísseis que se encontra montado num camião de cinco toneladas que pode disparar seis mísseis guiados em rápida sucessão.

Estes mísseis, que os ucranianos utilizam habilmente, têm uma enorme eficácia na destruição de inúmeros armazéns e infra-estruturas essenciais à logística das tropas de Vladimir Putin, mas há algo que está a acontecer.

O exército ucraniano está a utilizar uma velha táctica militar para enganar o exército russo e levá-lo a gastar milhões durante o processo. A Ucrânia tem vindo a construiu uma frota de réplicas de HIMARS de madeira com o propósito de confundir os russos segundo revela o Washington Post.

As fotografias analisadas pelo jornal revelam que as tropas ucranianas estão a utilizar réplicas destes sistemas quase indistinguíveis aos olhos dos operadores dos drones russos que são responsáveis por descobrir e abater este tipo de alvos.

Sempre que é detectado um Himar, as tropas russas disparam um míssil cruzeiro de alta precisão para o destruir, desperdiçando milhões de euros no processo. O míssil mais utilizado pelas tropas russas, o Kalibr-M, que é lançado dos navios da frota do Mar Negro, tem um preço estimado em 6,5 milhões de euros.

Após várias semanas de utilização no terreno, estes falsos HIMARS já precipitaram o exército russo a disparar pelo menos 10 Kalibr, o equivalente a 65 milhões de euros, contra algumas tábuas de madeira em forma de lançador de foguetes, revela a CNN.

Esta estratégia é normalmente designada de “guerra assimétrica”, cujo objectivo é o equilíbrio de forças, num conflito em que um dos lados dispõe de um número de recursos e capacidades mais elevado do que o outro.

Pplware
Autor: Pedro Pinto