1015: Estudante zambiano morto na Ucrânia era mercenário do Grupo Wagner

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RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 / MERCENÁRIOS / GRUPO WAGNER / TERRORISTAS

O estudante zambiano que tinha estado a cumprir uma pena de prisão na Rússia e morreu a lutar ao lado das tropas russas na Ucrânia, trabalhava com o grupo mercenário russo Wagner, afirmou o seu líder.

© REUTERS/Leah Millis

O chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, publicou, na terça-feira, uma mensagem numa rede social russa chamada VKontake que o estudante Lemekhane Nyireda, de 23 anos de idade, “morreu como herói”.

Prigozhin disse ter perguntado ao estudante preso por que queria juntar-se à luta, dada a grande probabilidade de este ser morto, e que o cidadão zambiano respondeu: “Vocês, russos, ajudaram-nos a nós, africanos, a conquistar a independência durante muitos anos.

Quando foi difícil para nós, estenderam-nos a mão e continuam a fazê-lo agora. O mínimo que eu podia fazer, provavelmente, para pagar as nossas dívidas era ir para a guerra convosco”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Zâmbia, Stanley Kakubo, disse no início deste mês que funcionários russos tinham comunicado ao Governo zambiano a morte de Nyireda, que era um estudante financiado pelo Governo, antes de ser condenado na Rússia por crimes não especificados, em Abril de 2020.

O ministro afirmou que a Embaixada da Zâmbia em Moscovo afirmou que Nyirenda morreu em 22 de Setembro e que os seus restos mortais tinham sido transportados para a cidade fronteiriça russa de Rostov antes do repatriamento para a Zâmbia.

Antes da sua sentença de prisão, Nyirenda estava a estudar engenharia nuclear no Instituto de Física de Engenharia de Moscovo. O estudante encontrava-se a cumprir uma pena de aproximadamente nove anos numa prisão nos arredores de Moscovo, de acordo com o Governo zambiano.

Segundo várias fontes, a Rússia – desesperada por mais mão-de-obra para apoiar aquilo a que o Kremlin chama uma “operação militar especial” na Ucrânia – ofereceu liberdade aos condenados se estes se juntassem à luta.

A Rússia recorreu ao Grupo Wagner – cujo chefe é apontado como um aliado próximo do Presidente, Vladimir Putin – em vários conflitos armados em todo o mundo.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
30/11/22 16:13
por Lusa



 

857: Associação dos ucranianos pede à AR que reconheça Rússia como Estado patrocinador do terrorismo

UCRÂNIA/INVASÃO/GUERRA/TERRORISMO/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Pedido foi feito pelo presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, que apela para que o Grupo Wagner seja reconhecido como uma “organização envolvida em actos terroristas e que sejam tomadas todas as medidas apropriadas para prevenir novos ataques” da Rússia.

Pavlo Sodakha, presidente da Associação de Ucranianos em Portugal
© Rita Chantre / Global Imagens

O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal apelou esta terça-feira aos membros da Assembleia da República Portuguesa que reconheçam a Rússia como “um Estado patrocinador do terrorismo internacional” e que sejam tomadas medidas para prevenir novos ataques.

Em comunicado, Pavlo Sadokha pede também ao presidente da Assembleia da República e aos líderes dos Grupos parlamentares que reconheçam igualmente o Grupo Wagner como uma “organização envolvida em actos terroristas e que sejam tomadas todas as medidas apropriadas para prevenir novos ataques terroristas da Rússia contra a Ucrânia e outros países”.

Na segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha feito um apelo aos parlamentos de todos os países da NATO para declararem a Rússia um “estado terrorista” e pediu mais sistemas de defesa aéreos e anti-mísseis.

Na nota, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal destaca que a “adopção da presente resolução seria um passo importante em direcção ao apoio diplomático à Ucrânia, aos seus cidadãos e à restauração da justiça”.

Pavlo Sadokha lembra que desde o início da “agressão armada” em Fevereiro de 2014, a “Federação Russa tem usado tácticas de terror contra a população civil, como o bombardeio indiscriminado de cidades e vilas, o uso de munições proibidas, execuções sumárias para limpeza étnica, detenções arbitrárias, violência sexual, sequestros, deportação forçada e ataques contra civis”.

O presidente da Associação destaca igualmente que “alguns dos principais executores dos ataques terroristas contra a população civil iniciados pelo Estado russo são redes militares privadas de mercenários, em destaque entre as quais o Grupo Wagner”.

“Atribuir à Rússia o estatuto de Estado patrocinador do terrorismo internacional teria um papel crucial no fortalecimento das sanções, no isolamento económico, financeiro e diplomático da Rússia e na subsequente incapacidade da Rússia de financiar a brutal guerra contra a Ucrânia”, é sublinhado na nota.

Para Pavlo Sadokha reconhecer a Rússia como “Estado patrocinador do terrorismo” seria “um forte sinal na opinião pública, desencorajando qualquer apoio público, político e económico” por parte de outros Estados, organizações e negócios comerciais com a Rússia ou “auxiliando-o em esquemas de evasão de sanções”.

Na segunda-feira o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu, numa intervenção por videoconferência na 68.ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da NATO, em Madrid, que a Rússia está a levar a cabo uma “política genocida” na Ucrânia, que tem como alvos a população civil ou infra-estruturas energéticas e de fornecimento de água, com efeitos similares aos das armas de destruição maciça.

O presidente ucraniano pediu, por isso, aos parlamentos dos 30 países da NATO que declarem a Rússia como “estado terrorista”, à semelhança do que já fizeram Letónia, Lituânia, Estónia, Polónia e República Checa.

Zelensky pediu também a manutenção e reforço das sanções à Rússia por causa “do terror” que está a provocar aos ucranianos, e ajuda para “aumentar a protecção” da Ucrânia, nomeadamente, mais sistemas de defesa área e anti-míssil, “em quantidade e qualidade suficientes”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Novembro 2022 — 07:50



 

752: Entre espancamentos e electrocussões, o cativeiro de um ucraniano na ocupação russa de Kherson

– Dirão os russonazis ☠️卐☠️ Lavrov, Peskov, Medvedev, Prighozin & companhia, que tudo isto é mentira, culpando o ocidente satânico de falsas informações. Os presos dos russonazis ☠️卐☠️ até são tratados com carinho, humanismo, blá, blá, blá…

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TERRORISMO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ASSASSINOS

Anatoli Stozki foi preso duas vezes pelas forças russas e na segunda foi espancado de tal forma que chegou a urinar sangue.

Foto International Observers Ukraine

Foto International Observers Ukraine

Detido duas vezes em Kherson, cidade no sul da Ucrânia que esteve sob ocupação russa durante oito meses, Anatoli Stozki relatou à AFP os interrogatórios a que foi submetido pelos serviços russos e pró-russos, pontuados por espancamentos e choques eléctricos.

Anatoli que, armado com uma metralhadora, entrou numa unidade da força de defesa territorial ucraniana a 24 de Fevereiro, no início da invasão russa, estava em Kherson a 2 de Março quando as forças de Moscovo entraram na cidade. Ele foi ordenado a ficar em casa com a sua arma e aguardar instruções.

“Depois de duas ou três semanas, os russos encontraram a lista daqueles que havíamos recrutados para a defesa territorial e começaram a prender-nos”, contou a repórteres da AFP na sua casa no centro da cidade, alguns dias depois da libertação de Kherson, a 11 de Novembro.

A 25 de Abril, “eles chegaram”. “Eu estava com a minha esposa e a minha filha de 3 anos. Dei-lhes a minha arma porque ameaçaram matar a minha família”, explicou.

Anatoli Stozki foi então levado, encapuçado, para o que acredita ser uma esquadra de polícia próxima. Foi colocado numa cela e “amarrado a uma cadeira”.

“Três ou quatro pessoas interrogaram-me. Bateram-me com um bastão e colocaram uma pistola, ou uma espingarda na minha cabeça. Bateram dos dois lados da cabeça, em cima e nas orelhas, mas não deixaram marcas”, disse.

Segundo ele, homens encapuçados – dos serviços de segurança russos – questionaram-no sobre a sua arma. “Eles perguntaram-me onde é que eu a consegui, quem me a deu e por que não a entreguei” depois de os russos terem entrado na cidade.

Ficaram com o seu passaporte, tiraram as suas impressões digitais e amostras de ADN e disseram que agora estava numa base de dados, que deveria ficar na cidade e colaborar com os russos.

Foi libertado a 4 de Maio, na rua, com a cabeça tapada.

Coberto de hematomas

“Quando cheguei a casa, estava coberto de hematomas”, contou Anatoli. “Pensei em sair da cidade, mas tive medo”, acrescentou.

Em vez disso, enviou a sua esposa e filha para um posto de controlo em Zaporizhzhia, 300 quilómetros a nordeste de Kherson.

Foi então preso pela segunda vez a 6 de Julho. Desta vez, por homens do Ministério da Segurança do Estado da República Popular de Donetsk, região anexada por Moscovo no final de Setembro.

“Vieram à minha casa e disseram-me: ‘sabemos que já foi preso, mas o interrogatório foi incompleto. Agora vai dizer-nos quem conhece e onde estão os depósitos de armas'”, relatou.

“Nos primeiros cinco ou seis dias espancaram-me. À noite, não me deixavam dormir. A cada duas horas, entravam na minha cela e obrigavam-me a levantar e a dizer o meu nome.

Ficava algemado a um cano”, afirmou. Cada vez que os seus captores entravam na cela, devia colocar um saco na cabeça para não os ver. Um dia, foi levado para outra cela para interrogatório.

Descargas eléctricas

“Amarraram as minhas mãos e pés, atiraram-me ao chão e electrocutar-me”, relatou Anatoli, acreditando que foi electrocutado com “um dispositivo especial, porque a energia vinha de uma caixa”.

Segundo ele, raramente era permitido ir à casa de banho. Urinava em garrafas vazias entregues na cela.

“Durante as duas primeiras semanas eu urinava sangue. Os meus rins estavam em mau estado. Nas celas havia buracos na parede, e eu conseguia comunicar-me com outros presos. Isso permitiu-me não perder a minha sanidade”, acrescentou, especificando que era alimentado uma vez a cada três dias.

No final, foi libertado a 20 de agosto, após um mês e meio de detenção. Não voltou para casa e escondeu-se com parentes, temendo ser preso novamente. Perdeu 25 quilos durante o cativeiro.

Segundo ele, o segundo local de detenção foi um antigo prédio comercial no centro da cidade. De lá, podia ver as bandeiras do Japão, dos Estados Unidos e da Ucrânia caídas no chão na entrada. O prédio de quatro andares está localizado na rua Pylypa Orlyk.

Os jornalistas da AFP tentaram entrar, sem sucesso, porque “está a decorrer uma investigação”, disseram no acesso ao local.

“Pensei em suicídio”, comentou Anatoli, que completou 50 anos na prisão. “Mas pensar na minha família me deu forças para suportar tudo isso”, desabafou.

Diário de Notícias
DN/AFP
16 Novembro 2022 — 17:33



 

733: Guerra na Ucrânia: chefe de grupo mercenário russo ironiza vídeo que mostra assassinato brutal de desertor

Tu e outros ORCS russonazis ☠️卐☠️ como tu é que precisavam desse “tratamento”.

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RUSSONAZI ☠️卐☠️ /Yevgeny Prigozhin/GRUPO ASSASSINOS WAGNER

“Uma morte de cão para um cachorro.”

É com essas palavras que o chefe do grupo militar privado russo Wagner defende um vídeo brutal que supostamente mostra a morte de um de seus mercenários enviados para lutar na Ucrânia – que tinha desertado e mudado de lado em Setembro.

A filmagem do assassinato foi postada no fim de semana em um canal do Telegram afiliado ao grupo Wagner, o Gray Zone. A BBC não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade do vídeo.

Aviso: este artigo contém detalhes que podem ser sensíveis para alguns leitores

As imagens mostram o que parece ser a execução sumária de Yevgeny Nuzhin, um homem de 55 anos condenado por assassinato na Rússia e recrutado na prisão em Agosto para lutar pelos russos na Ucrânia.

Esse grupo de ex-prisioneiros havia sido enviado no mesmo mês de Agosto para a região ocupada de Luhansk, no leste ucraniano, onde foram distribuídos em esquadrões de combate.

Nuzhin foi capturado pelos ucranianos em Setembro, e deu detalhes de sua rendição em uma entrevista a um jornalista ucraniano.

Ele disse que tinha sido recrutado pessoalmente pelo chefe do grupo mercenário, mas que sua intenção era se entregar assim que chegasse ao palco dos combates.

O mercenário afirmou que fora contratado com a promessa de perdão total de sua pena, um salário e compensação para sua família em caso de morte em combate. A razão dada para o recrutamento foi que “a pátria está em perigo”.

Segundo Nuzhin, os esquadrões eram “bucha de canhão” e qualquer ato de desobediência significaria execução sumária.

Em determinado momento, ele foi designado para retirar cadáveres de soldados mortos. Foi durante uma dessas operações que Nuzhin conseguiu escapar e se render.

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner © Getty Images

Mas ele aparece no vídeo postado no Telegram contando que, em 11 de Novembro, foi atacado em Kiev (não está claro como ele andava pela capital ucraniana se era prisioneiro), perdeu a consciência e acordou no porão onde estava sendo realizada a filmagem.

Logo depois disso, um homem não identificado aparece no vídeo atacando Nuzhin com uma marreta. Este cai no chão e é espancado até a morte.

‘Excelente trabalho’

O chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, um aliado do presidente russo Vladimir Putin, disse em um comunicado que Nuzhin “traiu seu povo, traiu seus companheiros”.

Ele sarcasticamente descreve o vídeo como “excelente trabalho bem dirigido que pode ser assistido de uma só vez”.

“Acho que o nome do filme é ‘Uma morte de cão para um cachorro'”, disse Prigozhin.

Já o Kremlin tentou se distanciar do vídeo. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o assunto “não é da nossa conta”.

Prigozhin é um ex-dono de restaurante e um colaborador próximo de Putin.

Ele montou o grupo Wagner, uma empresa de recrutamento de mercenários, em 2014 — mas só reconheceu publicamente o fato em Setembro passado.

O grupo apareceu pela primeira vez em 2014 no leste da Ucrânia, no início do conflito entre forças ucranianas e grupos pró-Rússia russos no Donbas. Desde então, o Wagner esteve envolvido em combates na Síria e em vários países africanos.

Desde a invasão da Ucrânia em Fevereiro, vários de seus membros foram acusados ​​de cometer crimes de guerra.

Em Setembro, Prigozhin foi visto recrutando condenados para o grupo de mercenários em uma prisão russa.

MSN Notícias
BBC News BBC News
15.11.2022



 

Divulgação de vídeo de soldado russo executado quer passar mensagem aos russos – e pode ser um crime de guerra

– Tratamento adequado a todos os russonazis ☠️卐☠️ ordenantes que invadiram a Ucrânia, assassinaram milhares de civis de todas as idades e destruíram infra-estruturas essenciais ao Povo ucraniano.

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RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /EXECUÇÃO/TRAIDORES/WAGNER ☠️卐☠️/ ASSASSINOS

A execução de um russo divulgada numa conta de Telegram associada ao Grupo Wagner circulou por todo o mundo nas últimas horas e esse pode mesmo ter sido o objectivo deste grupo de mercenários: enviar uma mensagem a todos os que tencionam deixar de lutar pela Rússia para passar a defender a Ucrânia.

À CNN Portugal, tanto Helena Ferro Gouveia, especialista em Assuntos Internacionais, como o major-general Isidro de Morais Pereira, consideram que este tipo de práticas não são novidade no grupo de mercenários – e noutras milícias de guerra -, mas que a divulgação do vídeo tem o propósito de “dissuadir outros de ter comportamentos semelhantes, para que todos vejam o que pode acontecer àqueles que fraquejarem”.

Isidro de Morais Pereira explica que este “é um caso que deve ser observado dentro do universo do Grupo Wagner” e daqueles que se querem juntar ou já se juntaram aos mercenários liderados por Yevgeny Prigozhin, homem próximo de Vladimir Putin, embora seja um dos maiores críticos da actuação dos militares russos, a quem chamou de “montes de lixo”.

“Quem assina o contrato e depois se recusa a cumpri-lo já sabe o que acontece, nem sequer se deram ao luxo de gastar uma munição, podiam ter dado um tiro, era muito mais humano”, diz o major-general, que continua: “Este homem terá fraquejado, o grupo tratou-o de forma desumana, algo inconcebível nos dias de hoje.”

“Conhecemos o que o Grupo Wagner tem vindo a fazer desde 2014”, observa Helena Ferro Gouveia, sublinhando que o uso de violência “é bastante comum”. “O Grupo Wagner opera em vários conflitos africanos, tem sido relacionado e acusado de crimes de guerra nos países onde opera e opera de uma forma geral com muita violência”, continua, destacando que “esta morte e a divulgação [da mesma] não surpreende quem acompanha este grupo”.

Também o major-general Isidro de Morais Pereira não se mostra surpreendido com a violência usada, uma vez que tem sido prática comum de outros grupos privados de guerra e até de milícias.

“O que sabemos de antecedentes de violência, como aconteceu com as forças do Kadyrov na batalha de Mariupol, é que há notícias de que estavam por trás desses actos e sempre que combatentes russos fraquejavam as ordens eram para liquidar, para que não houvesse actos de covardia”, lembra.

Para Helena Ferro Gouveia, tal como defende o major-general, a divulgação deste vídeo por parte do grupo de mercenários poderá servir de travão para todos os que pretendam juntar-se ao país invadido, o que poderá evitar perdas por parte dos russos nestes grupos privados de guerra.

Também Daniela Nascimento, doutorada em Política Internacional e Resolução de Conflitos, diz que “não seria surpreendente” que a divulgação do vídeo seja uma estratégia da Rússia de reter soldados e militares na linha da frente do combate, uma vez que “está a sofrer baixas significativas e recuos importantes, e torna-se fundamental garantir o mais possível a força de guerra activa”.

“Este vídeo parece ser uma mensagem muito forte, as pessoas que passem para o lado ucraniano não enfrentam apenas prisão, mas sim a violência e guerra”, considera a especialista, lembrando que o próprio Vladimir Putin já tinha ordenado uma alteração do Código Penal russo para mudar as penas a desertores, estipulando o mínimo de dez anos.

“Não é a primeira vez que este tipo de situação ocorre, do ponto de vista do quão radical é o emprego de força, violência e tortura dos que estão associados ao grupo Wagner.

Não havendo limites, e a meu ver não há, esta é claramente uma mensagem forte, no sentido de assegurar o controlo por via da força e da violência de todos os que integram o grupo”, assegura Daniela Nascimento, que considera ainda que “por muito que se diga que o grupo Wagner tem autonomia do ponto de vista de actuação, não me parece que este acto bárbaro não tenha sido, de alguma maneira, comunicado ou tido o aval das forças russas ou dos serviços militares russos.”

Uma outra mensagem que, na análise de Helena Ferro Gouveia, pode ser passada com a divulgação desta execução é a de que o Grupo Wagner saiu da “sombra” e que Yevgeny Prigozhin pode ser o próximo presidente da Rússia, nome já apontado por analistas, diz.

“Durante muito tempo foram um grupo que se manteve numa zona de sombra, agora assumiram-se, inauguraram uma sede em São Petersburgo recentemente, uma base para desenvolver o que dizem ser tecnologias militares, é uma afirmação do grupo, deixando o secretismo que o rodeava. Isto reforça o papel e peso do líder que é aliado de Putin e que alguns analistas têm como possível sucessor de Putin”, reforça.

Visitantes vestidos com farda militar durante a abertura oficial do escritório do Grupo Wagner durante o Dia da Unidade Nacional, em São Petersburgo, a 4 de Novembro de 2022 (AP Photo/Dmitri Lovetsky) © Fornecido por TVI

E pode a Ucrânia ‘tirar proveito’ deste episódio? Sim. Embora os três especialistas entrevistados pela CNN Portugal defendam que, no imediato, a divulgação do vídeo não terá impacto a nível directo na Ucrânia, Daniela Nascimento defende que Volodymyr Zelensky pode, de algum modo, tirar proveito do sucedido.

E bastaria, para tal, passar a mensagem de que a Rússia não olha a meios para matar e que comete crimes de guerra contra os próprios cidadãos.

Daniela Nascimento considera que este “ato bárbaro” do grupo Wagner “pode ser considerado crime de guerra”, pois “as leis da guerra e o direito internacional humanitário não fazem distinção da nacionalidade das vítimas”.

“É é um ato de tortura e violência condenável e, por isso, pode ser considerado um crime de guerra, em condições normais deveria ser punido, como todos os que são cometidos nesta guerra de parte a parte. A tortura está proibida nas convenções de Genebra”, explica.

Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional Portugal, é mais cauteloso neste ponto, defendendo que é preciso saber em que moldes o cidadão russo foi parar às mãos do grupo Wagner e qual a veracidade do vídeo.

“É uma execução sumária, a barbárie deste ato não está em causa, é uma actuação bárbara, cruel e desumana”, diz, destacando que “mesmo sendo um soldado russo, mesmo sendo desertor, um ato desses é injustificável numa guerra e em qualquer outra circunstância”.

Pedro Neto também afirma que o facto de ser um russo a morrer às mãos dos russos não invalida a possibilidade de se tratar de um crime de guerra, até porque, “tendo em conta que os actores são partes do conflito” e, por isso, poderá ser considerado “um crime de guerra”.

O major-general Isidro de Morais Pereira é da mesma opinião e considera que “no momento em que lhe é conferido o estatuto de combatente pode estar ao abrigo das Convenções de Genebra, mesmo que seja por um grupo de mercenários”: “Ele está a combater pela Rússia.”

MSN Notícias
CNN Portugal CNN Portugal
Daniela Costa Teixeira
14.11.2022 às 21:06

710: Soldado russo executado à marretada pelo Grupo Wagner. Zelensky visitou Kherson esta manhã

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RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /GRUPO WAGNER/ASSASSINOS

O Grupo Wagner consiste numa empresa militar privada russa com fortes ligações ao governo do país, tendo células em várias regiões do mundo.

Sergey Dolzhenko/EPA
Volodymyr Zelensky

O Grupo Wagner divulgou nas últimas horas um vídeo onde é possível ver Yevgeny Nuzhin, soldado russo que acabou por se entregar às tropas ucranianas, a ser assassinado por via de uma marreta que lhe esmaga a cabeça. As imagens foram divulgadas no Telegram pelo Grey Zone, um site ligado ao grupo, com o título “Punição de um traidor”.

Segundo o Observador, quando Nuzhin se juntou à milícia, em Setembro, os seus planos já eram claros: entregar-se aos opositores e, posteriormente, lutar contra os russos.

A história e a confissão foram até gravadas para um programa de televisão ucraniano e, agora, incluídas no vídeo divulgado. Nele é ainda possível ver as últimas palavras do homem. “Chamo-me Yevgeny Nuzhin, e nasci em 1967”.

Não é claro como é que o homem voltou ao controlo do Grupo Wagner, especulando-se que tal possa ter ocorrido no decorrer de uma troca de prisioneiros de guerra. Yevgeny Nuzhin terá sido originalmente detido, na Rússia, em 1999, por assassino.

Já o Grupo Wagner consiste numa empresa militar privada russa com fortes ligações ao governo do país, tendo células em várias regiões do mundo, nomeadamente no leste da Ucrânia (Donbass), Síria e África.

Há ainda quem especule que a organização pertence ao Departamento Central de Inteligência das Forças Armadas Russas, sendo utilizado como apoio não oficial nos conflitos em que a Rússia está envolvida.

A sua associação ao neonazismo é frequente, assim, como o seu papel para encobrir baixas e custos financeiros nos conflitos em que a Rússia participa.

No que respeita às movimentações no terreno, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ontem que o exército russo fez “as mesmas atrocidades” em Kherson que em outras regiões do país durante a sua ocupação, e afirmou que já foram documentados “mais de 400 crimes de guerra russos”.

Na habitual intervenção diária ao país, Zelensky afirmou que o exército russo “deixou para trás as mesmas atrocidades que em outras regiões onde conseguiu entrar” e que “os investigadores já documentaram mais de 400 crimes de guerra russos e estão a ser encontrados corpos de civis e soldados“.

“Vamos encontrar e levar à justiça todos os assassinos. Sem dúvida”, garantiu.

Volodymyr Zelensky adiantou que as autoridades ucranianas estão a recuperar as comunicações, a Internet e a televisão, e estão a fazer “todo o possível para restabelecer as capacidades técnicas normais de fornecimento de electricidade e água, o mais rapidamente possível”, acrescentou.

“A região de Kherson ainda é muito perigosa. Em primeiro lugar, existem minas. Infelizmente, um dos nossos sapadores foi morto e outros quatro ficaram feridos enquanto limpavam as minas”, advertiu ainda o Presidente ucraniano. Horas mais tarde soube-se que o grupo de quatro pessoas consistia numa família, da qual fazia parte uma criança de 11 anos.

Apesar dos avisos, o presidente ucraniano visitou Kherson esta manhã, felicitando as tropas que participaram na operação de reconquista da cidade.

Zelensky referiu igualmente no seu discurso que os combates na região de Donetsk são tão intensos quanto nos dias anteriores. “O nível de ataques russos não está a diminuir”, sublinhou.

ZAP //
14 Novembro, 2022



 

Grupo Wagner diz que vai formar “milicianos” para defender a Rússia

“… “Quem pretende a paz, prepara a guerra. É necessário estar-se sempre preparado para defender a sua terra” (Evgueni Prigozhin)”.

Estes ORCS terroristas assassinos russonazis ☠️卐☠️ contradizem-se em cada palavra que proferem! DEFENDER A SUA TERRA!!! É o que está a fazer o povo ucraniano, a defender a sua terra dos terroristas ASSASSINOS russonazis que invadiram a Ucrânia!

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GRUPO WAGNER/ASSASSINOS/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

O chefe do grupo paramilitar russo Wagner, Evgueni Prigozhin, afirmou esta sexta-feira que a sua organização vai formar milicianos e construir fortificações em duas regiões da Rússia fronteiriças com a Ucrânia.

© (EPA/GEORGE IVANCHENKO)

“A companhia militar privada Wagner ajuda e vai ajudar a população dos territórios fronteiriços [da Ucrânia] a receberem uma formação, a construírem instalações, a prepararem pessoas e a organizarem milícias”, indicou Prigozhin, citado pelo serviço de imprensa da sua empresa Concord.

Segundo declarou, estas actividades já se iniciaram nas regiões russas de Belgorod e Kursk, regularmente atingidas nos últimos meses por disparos atribuídos por Moscovo ao exército ucraniano.

O objectivo, de acordo com Prigozhin, consiste em construir “instalações fortificadas e centros de formação de milicianos nas regiões fronteiriças”. “Quem pretende a paz, prepara a guerra. É necessário estar-se sempre preparado para defender a sua terra”, acrescentou.

Na semana passada, o chefe da Wagner tinha já mencionado este projecto, assegurando que vai financiá-lo sem a ajuda do Estado russo.

Desde 2014 que os mercenários do grupo Wagner são acusados de servir os interesses do regime de Vladimir Putin em numerosas zonas de conflito, que se estendem da Síria à Ucrânia, passando por África e América do Sul.

Nos últimos meses, o grupo operou activamente na frente ucraniana, em apoio ao exército russo. Foi ainda acusado de ter efectuado uma deslocação a diversas prisões russas e recrutar detidos para combater, em troca de uma redução das penas.

Em Setembro, Evgueni Prigozhin, 61 anos, reconheceu ter fundado esta organização paramilitar, após anos de negação. Esta semana, também admitiu ter promovido operações de ingerência eleitoral nos Estados Unidos.

Desde então, promove as suas actividades na Rússia sem encobrimento, um sinal de um reforço do seu poder desde a ofensiva do Kremlin na Ucrânia e o início de uma mobilização militar no país face aos recuos de Moscovo em diversas linhas da frente.

Em Outubro, Evgueni Prigozhin abriu o actual “quartel-general” do grupo Wagner, uma torre envidraçada em São Petersburgo.

O complexo foi inaugurado oficialmente no início de Novembro, mas Prigozhin afirmou que as autoridades de São Petersburgo recusaram conceder-lhe uma licença de exploração.

Face a esta recusa, Prigozhin acusou na quinta-feira o governador de São Petersburgo, Alexandre Beglov, de apoiar os interesses dos “nacionalistas ucranianos que matam russos”. Os dois homens estão há longa data em conflito.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Novembro 2022 — 15:19