144: Kissinger defende integração da Ucrânia na NATO

 

– Agora já vai tarde! A adesão a ter acontecido deveria ter sido logo no início da invasão dos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terroristas sociopatas putinofantoches! O Ocidente acagaçou-se com uma rússianazi miserável e terrorista!

🇺🇸 EUA // KISSINGER // 🇺🇦 UCRÂNIA // Flag of NATO.svg NATO

“Agora, a ideia de uma Ucrânia neutra já não tem significado”, defendeu antigo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

Kissinger, com 99 anos, participou no Fórum Económico Mundial por videoconferência.
© EPA/GIAN EHRENZELLER

Henry Kissinger, antigo conselheiro de Segurança Nacional e antigo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, defendeu esta terça-feira que a guerra acabou completamente com a ideia da Ucrânia como país neutro e que agora o melhor seria entrar na NATO.

Figura mítica das relações internacionais, Kissinger, de 99 anos, fez uma análise da situação geopolítica para os participantes no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, embora de forma virtual, devido a dificuldades de deslocação relacionadas com a idade avançada.

O facto de ser por videoconferência não dissuadiu uma grande quantidade de participantes de formar uma longa fila para conseguir um lugar na sala onde foi transmitida a sua intervenção e onde se encontrava o politólogo norte-americano Graham Allison, que fez o papel de moderador.

Kissinger sustentou que antes da invasão russa, a 24 de Fevereiro de 2022, discordava da entrada da Ucrânia na NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), mas que “agora, a ideia de uma Ucrânia neutra já não tem significado” e que a Aliança Atlântica deveria oferecer ao país algum tipo de garantia de segurança.

“A entrada da Ucrânia na NATO é um resultado apropriado” à situação actual, sublinhou.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro do ano passado pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 328.º dia, 7.031 civis mortos e 11.327 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Janeiro 2023 — 21:01



 

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