435: Lisboa prevê gastar 800 mil euros em luzes de Natal em plena crise energética

– Nem vale a pena comentar…

C.M.L./LUZES DE NATAL/800.000 EUROS

Letícia Pelissari / Unsplash

Lisboa prevê gastar 800 mil euros em iluminação de Natal, apesar da crise energética. A solução para poupar no consumo passará pela utilização de luzes LED.

As ameaças de uma crise energética, com vários países a tomarem medidas para reduzir o consumo de luz, não parecem afectar muito as ambições da Câmara de Lisboa para o Natal. A autarquia prevê gastar 800 mil euros em luzes para a quadra natalícia.

A Câmara de Lisboa não só não vai reduzir o investimento em luz de Natal, como até o vai aumentar. No ano passado, a capital portuguesa gastou 750 mil euros. A diferença é que este ano, Lisboa quer poupar com luzes LED.

Na proposta a que o Observador teve acesso lê-se que o “objectivo principal é o de reverter os significativos impactos negativos na cidade de Lisboa e em particular nos estabelecimentos comerciais, da restauração ao comércio a retalho”.

“É necessário dar continuidade à implementação, em conjunto com as entidades associativas do sector, de iniciativas de incentivo e apoio à recuperação económica da cidade, reactivando e fomentando o desenvolvimento da sua actividade comercial e o crescimento da confiança dos consumidores”, lê-se ainda na proposta.

Ainda assim, a autarquia presidida por Carlos Moedas planeia, entre outras coisas, um “ajuste dos períodos de utilização da iluminação natalícia para o horário entre as 18 horas e as 24 horas, entre 6 de Dezembro de 2022 e 6 de Janeiro de 2023″.

Por sua vez, a utilização de luzes LED em vez das lâmpadas normais deverá permitir uma “redução de consumos energéticos na ordem dos 80%”.

A proposta ainda será discutida na próxima semana, mas o vereador Diogo Moura assinala a importância das luzes de Natal, que “têm sido um dos pontos altos de estímulo ao comércio”.

  ZAP //
15 Outubro, 2022



 

368: Governo limita iluminação no Natal e apela para teletrabalho

ILUMINAÇÃO/NATAL/LIMITAÇÕES

A iluminação interior de carácter decorativo de edifícios será desligada a partir das 22:00 no período de inverno e a partir das 23:00 no período de verão e no exterior a partir das 24:00, “salvaguardando questões de segurança”, diz o Governo.

© Pedro Granadeiro/Global Imagens

O Governo vai limitar a iluminação decorativa no Natal para o período entre as 18:00 e as 24:00, controlar as temperaturas da climatização interiores e apela ainda para a avaliação do recurso ao teletrabalho para poupar energia.

De acordo com o plano de poupança de energia 2022-2023, publicado esta terça-feira numa resolução de Conselho de Ministros, o Governo vai implementar ao longo dos próximos meses várias medidas de poupanças, que no caso da Administração Central serão obrigatórias.

Assim, a iluminação interior de carácter decorativo de edifícios será desligada a partir das 22:00 no período de inverno e a partir das 23:00 no período de verão e no exterior a partir das 24:00, “salvaguardando questões de segurança”.

Além disso, ficou estabelecido que “de 6 de Dezembro de 2022 a 6 de Janeiro de 2023” serão ajustados “os períodos de utilização da iluminação natalícia para o horário entre as 18:00 e as 24:00”. Terá ainda de ser desligada a iluminação interior sempre que o espaço não esteja em uso e após o horário de trabalho, promovida uma maior utilização de luz natural e outras medidas.

De acordo com o plano, as temperaturas dos equipamentos de climatização interior serão reguladas “para o máximo de 18.°C no inverno e o mínimo de 25.°C no verão” entre outras iniciativas.

No que diz respeito à água, o executivo pretende a “redução do tempo de água corrente e adequação da temperatura da água do sistema de aquecimento à estação do ano”, bem como a “redução da quantidade de água utilizada na lavagem de pavimentos”, reduzir o “número de lavagens de veículos” e outras estratégias.

Além disso, a rega será programada “para horários de menor evaporação” ligando-se depois das 20:00 no período de verão e das 17:00 no período de inverno.

Recurso ao teletrabalho

O Governo destacou ainda a “adopção de práticas de gestão dos recursos humanos que permitam a redução dos consumos energéticos (por exemplo, avaliando as poupanças energéticas do recurso ao teletrabalho), sempre que viável” bem como “acções de informação no âmbito das poupanças associados ao consumo energético, bem como das deslocações casa -trabalho-casa”.

Por outro lado, entre as recomendações para a administração local, muitas delas semelhantes ao que será obrigatório na central, conta-se a “regulação da temperatura da água de piscinas interiores para 26.°C e diminuição de 2.°C na temperatura de aquecimento ambiente onde se inserem as piscinas cobertas (para 28.°C)”.

Também para os privados há várias medidas semelhantes, mas o Estado recomenda ainda a “redução do tempo de água corrente de banhos e duches e adequação da temperatura da água do sistema de aquecimento à estação do ano” e a “minimização do número de utilizações da máquina de lavar roupa e máquina de lavar louça, utilizando a sua capacidade máxima”, entre outras.

“Na sua totalidade, as medidas apresentadas no Plano de Poupança de Energia 2022-2023 poupam 188 mcm [milhões de metros cúbicos] de gás natural, o que representa 5% do consumo face ao período de referência”, lembrou o executivo no diploma.

“O Plano de Poupança de Energia 2022-2023 contempla medidas com prazo de implementação inferior a três meses, e que representam uma redução de 3% face ao período de referência”, sendo que “atendendo ao objectivo voluntário de redução de 15% do consumo, consegue-se alcançar 19 % do objectivo com as medidas imediatas e 31% do objectivo com o total das medidas”.

No entanto, “no caso de ser declarado alerta da União, o Plano de Poupança de Energia 2022-2023 passará a ser de carácter obrigatório e poderá contemplar medidas excepcionais”, alertou o Governo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Setembro 2022 — 17:29



 

240: Energia: Governo quer reduzir luzes decorativas no Natal

ENERGIA/GOVERNO/LUZES DE NATAL

Todos nós assistimos à escala de preços da energia devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Nesse sentido, são necessárias políticas extraordinárias para tempos incertos e difíceis.

O Governo português quer reduzir luzes decorativas no Natal e edifícios menos quentes, para poupar luz e gás.

Energia: Governante diz que se tratam de “medidas simples e intuitivas”…

O ministro Duarte Cordeiro garantiu que até ao final do ano será possível uma poupança energética adicional de 5% com as medidas aprovadas em Conselho de Ministros. No entanto, o governante diz que se tratam de “medidas simples e intuitivas”.

Segundo refere o Jornal de Negócios, fazem parte medidas como “desligar a iluminação interior e exterior quando os estabelecimentos não estão a funcionar, reduzir as luzes decorativas em épocas festivas, como o Natal que se aproxima, e em horários tardios, a partir das 24h por exemplo, e também a redução das temperaturas a partir do uso de gás natural nos edifícios”.

Duarte Cordeiro deu como exemplo as piscinas municipais e outros equipamentos que são fortemente aquecidos.

Quanto à limitação de horários para os estabelecimentos comerciais, o governante disse que não há para já nenhuma decisão nesse sentido neste pacote de medidas.

Portugal já reduziu 20% do consumo de gás (excluindo a produção de energia eléctrica) desde o início do ano, sendo uma das metas deste plano de poupança energética reduzir ainda mais 5% até ao final do ano.

O governante, frisou, no entanto, que para já o objectivo é chegar a “compromissos” e só se necessário haverá uma decisão coerciva de redução dos 7% acordados com a Comissão Europeia, revelou o ministro.

Para apresentar estas medidas, o Governo pediu à Agência para a Energia (ADENE) para reunir um conjunto de sugestões de várias entidades, que resultou depois na proposta de Plano de Poupança de Energia e Eficiência Hídrica apresentada hoje ao Governo e sujeita a aprovação em Conselho de Ministros.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
08 Set 2022