852: Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil

– Porque será que a Ucrânia não pode participar na investigação do míssil caído na Polónia? Se calhar porque o Zelensky tem razão e a Polónia e a NATO acobardaram-se e não querem retirar as consequências do artº. 5º.? Dá para começar a não acreditar em algumas “coisas” que vão acontecendo nesta guerra. Há “estórias” muito mal contadas…

POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO/UCRÂNIA DE FORA

A justiça polaca anunciou, esta segunda-feira, que Kiev ficará fora da investigação à explosão de um míssil na localidade de Przewodow, na Polónia e a cerca de dez quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil © Evgeniy Maloletka/AP

De acordo com o Kyiv Independent, a procuradoria polaca fez saber que não concorda com a participação do lado ucraniano.

“Não existe essa possibilidade legal e seria contra os procedimentos, já para não referir o interesse da investigação, na qual todas as possíveis versões são examinadas, incluindo a de que pode ter sido um míssil da defesa aérea ucraniana a cair”, adiantou fonte citadas pelo meio ucraniano.

Após o impacto do míssil antiaéreo na povoação polaca, que aconteceu no passado dia 15 e provocou a morte de duas pessoas, o Presidente ucraniano veio a público assegurar que o projéctil foi lançado pela Rússia, mas investigações posteriores indicam que poderá tratar-se de um míssil disparado pelas forças ucranianas e que se desviou da rota.

Entretanto, o Governo alemão anunciou hoje que disponibilizou-se para fornecer à Polónia um sistema de defesa antiaérea Patriot, depois da queda de um míssil em território polaco, que matou duas pessoas na semana passada.

“Oferecemo-nos para ajudar a Polónia a manter seguro o seu espaço aéreo com os nossos Eurofighter (aviões) e sistemas de defesa aérea Patriot, disse a ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, numa entrevista ao diário Rheinische Post.

A Alemanha já se tinha oferecido à Polónia para a apoiar com patrulhas aéreas. “Congratulo-me com a proposta alemã”, respondeu o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak, no Twitter, sobre o sistema de mísseis terra-ar Patriot, de fabrico norte-americano.

“Na minha conversa telefónica com as autoridades alemãs hoje vou propor que o sistema seja estacionado perto da fronteira com a Ucrânia”, acrescentou.

Unidades antiaéreas Patriot alemãs já estão destacadas na Eslováquia. Berlim pretende mantê-las lá “até ao final de 2023 e potencialmente até mais”, avançou também hoje a ministra da Defesa alemã.

MSN Notícias
SIC Notícias SIC Notícias
21.11.2022 16:46



 

Zelensky deixa garantia: “Não tenho dúvidas. Não foi o nosso míssil”

– Zelensky tem razão e todos os intervenientes devem aceitar a inclusão de técnicos ucranianos na equipa de investigação do incidente dado que, mesmo não sendo culpa ucraniana, eles são directamente interessados em que se apure a verdade. É que não se pode confiar em tudo o que os russonazis ☠️卐☠️ dizem!

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

INVESTIGAÇÃO/MISSEIS/POLÓNIA/UCRÂNIA

As declarações do presidente da Ucrânia baseiam-se nas informações que recebeu do seu comando das forças armadas. Varsóvia e NATO consideraram “provável” que o míssil que atingiu a localidade polaca era um projéctil da defesa antiaérea ucraniana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
© Genya SAVILOV / AFP

Volodymyr Zelensky afirmou esta quarta-feira que não tem dúvidas de que o míssil que atingiu a localidade polaca de Przewodów, junto à fronteira com a Ucrânia, não era ucraniano. Duas pessoas morreram na sequência da queda do projéctil.

“Não tenho dúvidas de que não foi o nosso míssil”, disse o presidente ucraniano, citado pela agência de notícias Interfax. As declarações de Zelensky surgem depois da NATO e de Varsóvia considerarem “provável” que o projéctil era da defesa antiaérea ucraniana, de acordo com informações preliminares sobre o que aconteceu na terça-feira em solo polaco.

A afirmação de Zelensky é sustentada por relatórios do comando das forças armadas e pela força aérea ucranianas.

“Acredito que foi um míssil russo com base na credibilidade dos relatórios dos militares”, destacou.

O presidente ucraniano defende que as autoridades de Kiev devem ter acesso ao local, em Przewodów, que foi atingido pelo míssil. “Temos direito de estar na equipa de investigação? Claro”, afirmou em declarações a jornalistas.

Antes, já o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano, Oleksiy Danilov, pedia acesso ao local, onde decorreu a explosão provocada pela queda do projéctil. “A Ucrânia pede acesso imediato, para representantes da Defesa e da Guarda de Fronteiras, ao local atingido”, escreveu, na rede social Twitter.

Danilov disse querer “um exame conjunto do incidente”. “Estamos prontos para entregar a prova do vestígio russo que temos”, referiu, depois de Moscovo ter negado formalmente ser responsável por este lançamento.

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano acrescentou que Kiev “está à espera de informações dos parceiros, os quais concluíram que se tratava de um míssil de defesa aérea ucraniano”.

Afirmações de Zelensky são “irresponsáveis”, acusa a Hungria

A Hungria já reagiu às afirmações de Zelensky sobre o míssil que atingiu a localidade polaca Przewodów considerando que se tratam de declarações “irresponsáveis”.

Gergely Gulyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que os líderes mundiais reagiram de forma responsável aos desenvolvimentos na Polónia. Mas “o presidente ucraniano, ao acusar imediatamente os russos, foi um mau exemplo”, afirmou Gulyas, citado pela AFP.

O presidente polaco, Andrzej Duda, disse considerar “altamente provável” que o míssil que matou duas pessoas na terça-feira em Przewodów, perto da fronteira com a Ucrânia, tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana.

Também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, declarou hoje que a explosão ocorrida na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo convocou, entretanto, o embaixador polaco em Moscovo, indicou a diplomacia russa, um dia após um míssil ter feito dois mortos em território da Polónia, fazendo temer uma escalada do conflito na Ucrânia.

“O embaixador polaco foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo”, escreveu na plataforma digital Telegram a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, sem fornecer mais pormenores.

Kiev tinha acusado Moscovo da autoria de um ataque com um míssil à Polónia, o que a Rússia imediatamente negou.

Já esta quarta-feira, William Burns, o director dos serviços de informação dos EUA, CIA, esteve reunido com o presidente da Polónia, Andrzej Duda, em Varsóvia, na sequência do míssil que atingiu território polaco. O encontro sucedeu após a visita de Burns a Kiev.

A “situação geral de segurança” e os “recentes acontecimentos” em Przewodów foram os temas principais do encontro, informou Jacek Siewiera, o chefe dos serviços de segurança nacional da Polónia nas redes sociais.

Diário de Notícias
Com Lusa
Notícia actualizada às 19:13



 

637: A primeira extinção em massa na Terra ocorreu há 550 milhões de anos

CIÊNCIA/GEOBIOLOGIA

A maior parte das espécies extintas no final do período Ediacarano (há quase 550 milhões de anos) foi causada por uma queda na disponibilidade de oxigénio em todo o mundo, revelou um novo estudo.

Scott Evans / Virginia Tech
Impressões dos fósseis do período Ediacarano

Numa investigação publicada recentemente na Proceedings of the National Academy of Sciences, geobiólogos da Virginia Tech, nos Estados Unidos (EUA), concluíram que este período assistiu à primeira extinção em massa, na qual morreram cerca de 80% das espécies.

“Isto incluiu a perda de muitos tipos diferentes de animais. No entanto, aqueles (…) que dependiam de quantidades significativas de oxigénio parecem ter sido atingidos de forma particularmente dura”, disse o investigador Scott Evans, citado pelo Interesting Engineering.

Estes resultados “sugerem que o evento de extinção ocorreu a nível ambiental, tal como todas as outras extinções em massa no registo geológico”, continuou.

“Alterações ambientais, tais como o aquecimento global e eventos de desoxigenação, podem levar à extinção em massa de animais e a uma profunda perturbação e reorganização do ecossistema”, disse Shuhai Xiao, co-autor do estudo, notando: “isto tem sido demonstrado repetidamente no estudo da história da Terra”.

Segundo Evans, não se sabe o que causou a queda de oxigénio a nível global. Os animais que se extinguiram reagiram a uma redução da quantidade de oxigénio à escala global, embora a extinção possa ter sido causada por uma combinação de movimentos de placas tectónicas, erupções vulcânicas e impactos de asteróides.

“O nosso estudo mostra que, tal como todas as outras extinções no passado, esta primeira extinção em massa de animais foi causada por alterações climáticas – mais uma numa longa lista de advertências que demonstram os perigos da actual crise climática para a vida animal”, reforçou.

Segundo Xiao, as extinções em massa que já eram conhecidas na história animal são: a Extinção do Ordoviciano–Siluriano (há 440 milhões de anos), a Extinção do Devoniano (há 370 milhões de anos), a Extinção Permiano-Triássica (há 250 milhões de anos), a Extinção do Triássico-Jurássico (há 200 milhões de anos) e a Extinção do Cretáceo-Paleógeno (há 65 milhões de anos).

“As extinções em massa são reconhecidas como passos significativos na trajectória evolutiva da vida neste planeta”, indicaram os investigadores.

Na investigação, a equipa encontrou dados que apontam para “diminuição da disponibilidade global de oxigénio como o mecanismo responsável por essa extinção”.

“Isto sugere que os factores abióticos têm tido impactos significativos nos padrões de diversidade ao longo dos mais de 570 milhões de anos de história dos animais neste planeta”, escreveram os autores.

ZAP //
8 Novembro, 2022



 

350: Um sistema contra propagação de infecções

SAÚDE PÚBLICA/NOVIRBOX

O sistema de desinfecção designado ‘NovirBox’ pode ser usado à temperatura ambiente e não molha os tecidos ou o calçado.

Foto DR

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e uma empresa de Setúbal desenvolveram um novo sistema de desinfecção que pode ajudar a combater a propagação de infecções.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a UC afirmou que se trata de uma solução “inovadora rápida e fácil de usar” na desinfecção de tecidos, vestuário e calçado.

“O designado ‘NovirBox’ é um armário de desinfecção que recorre à nebulização ultra-sónica do desinfectante VIRCOV BAC 360 da Inokem”, explicou, indicando que o sistema foi desenvolvido por investigadores de Coimbra, através da Colecção de Culturas de Bactérias da UC (UCCCB, na sigla em inglês), em colaboração com a Dynasys, empresa de engenharia electrónica e telecomunicações.

“Graças à tecnologia de nebulização ultra-sónica do NovirBox, é possível gerar um aerossol do desinfectante com gotículas extremamente pequenas, o que permite que este penetre nos poros dos tecidos da roupa e chegue a todas as zonas do calçado”, segundo os criadores do “armário inovador”.

Este sistema de desinfecção, “automático, programável, rápido e fácil de usar”, pode ser usado à temperatura ambiente e não molha os tecidos ou o calçado.

“Pode, assim, tornar-se crucial na prevenção da disseminação de infecções em lojas de roupa e calçado, nas quais os itens são amplamente manipulados, mas também em espaços como hospitais, laboratórios, ginásios, escolas e indústrias, entre outros”, salientaram os responsáveis do projecto.

Tirando partido da sua “vasta e diversificada colecção de microrganismos”, a UCCCB testou a eficácia do desinfectante e de todos os protótipos do ‘NovirBox’ “contra uma ampla gama de microrganismos”.

“Testámos a eliminação de esporos bacterianos, de vírus e de bactérias gram-negativas e gram-positivas. Os ensaios realizados na UCCCB incluíram a testagem dos protótipos do NovirBox na desinfeção de tecidos e de calçado”, esclareceu a directora da Colecção de Culturas de Bactérias da UC, Paula Morais.

Publicados na revista especializada International Journal of Environmental Research and Public Health, os resultados deste trabalho “demonstram que a nebulização ultra-sónica usada no NovirBox é altamente eficaz na desinfecção dos produtos testados”, adiantou a instituição.

Paula Morais realçou que o surgimento da pandemia da covid-19 “destacou a importância dos processos de desinfecção na segurança da saúde”.

“Têxteis e calçado foram identificados como vectores de disseminação de infecções. Além disso, o risco de surgimento de novas variantes de SARS-CoV-2 e de novas pandemias, como a varíola dos macacos, juntamente com o crescente problema de microrganismos multi-resistentes, torna necessário o desenvolvimento de novos e melhores métodos de desinfecção”, sublinhou a docente da FCTUC.

Para os investigadores da UC envolvidos no trabalho, Paula Morais, Diogo Proença, Beatriz Rito e Tiago Henriques, “encontrar um método eficiente para a desinfecção rápida de têxteis e calçado pode ser decisivo para controlar a propagação de infecções”.

“Esta colaboração da UCCCB com a Dynasys representa um bom exemplo da sua missão de estar próxima da comunidade e de contribuir para o desenvolvimento tecnológico da indústria”, concluíram.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Setembro 2022 — 11:08