931: Japão está na corrida espacial com o objectivo de limpar os detritos

TECNOLOGIA/JAPÃO/LIXO ESPACIAL

A exploração espacial é uma promessa gigante que tem unido e afastado países que pretendem ver, com os seus olhos, aquilo que está para lá da Terra.

Mais um exemplo disso é o Japão. Contudo, este não pretende que os humanos visitem o espaço, nem pretende criar colónias. Por sua vez, quer tratar de um problema que já conhecemos e que é preocupante: detritos.

Depois de anos e anos de exploração que não se prevê que abrande, o lixo espacial é uma questão cada vez mais relevante, e o Japão quer ser parte da solução.

O espaço tem sido alvo de muitos projectos, que tencionam mostrar aos terráqueos aquilo que está para lá da Terra. Contudo, no meio das viagens comerciais destinadas aos turistas mais curiosos, dos satélites que são lançados com o objectivo de explorar o “infinito”, e das colónias que se poderão, futuramente, instalar em planetas como Marte, o lixo começa a ser uma questão.

De acordo com os cálculos da NASA, cerca de 9.000 toneladas métricas de destroços estão espalhadas no espaço à volta da Terra, uma massa que inclui satélites abandonados e os restos de naves espaciais em desintegração. Conforme já vimos, isto representa perigo.

Apesar de não ser tida em conta por todos os países, a gestão da enorme quantidade de detritos que está a acumular-se acima das nossas cabeças após décadas de colocação de dispositivos em órbita começa a ser, esporadicamente, mencionada.

Japão quer ser parte da solução tecnológica e burocraticamente

Tendo os cidadãos japoneses sido, recentemente, notícia pela sua conduta surpreendente na FIFA World Cup 2022, não é apenas a Terra que eles querem deixar “impecável”. Afinal, os esforços direccionados para o espaço têm sido conhecidos.

Em conjunto com a empresa Astrocale, com sede em Tóquio, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) tem vindo a trabalhar no desenvolvimento de tecnologia para a remoção de detritos espaciais.

A parceria começou, oficialmente, em 2020, quando a agência japonesa seleccionou a Astrocale para a primeira fase do seu projecto de demonstração CRD2 e, este verão, foi anunciado um novo estudo, incluindo testes terrestres de hardware e software, dentro do mesmo quadro.

O objectivo passa por oferecer serviços de remoção de detritos, a médio prazo, até 2030, e no quadro dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.

A Astrocale já realizou testes interessantes com a sua missão ELSA-d, incluindo uma experiência de captura por satélite, que aconteceu este verão. A empresa também aumentou o apoio no Japão e noutros países. Por exemplo, em Julho, angariou cerca de 300 milhões de dólares em financiamento de investidores japoneses e internacionais, e, no início do outono, a Agência Espacial do Reino Unido (UKSA) já tinha voltado a sua atenção para a ClearSpace para a eliminação de detritos.

Por querer que a economia espacial prospera “de forma sustentável”, a empresa está ainda a trabalhar noutros serviços, como o alargamento do ciclo de vida, reparações e reabastecimento.

No espaço, o Japão sempre foi um país de segunda velocidade. O primeiro foi sempre os EUA, a URSS e, recentemente, a China. Esta é uma oportunidade de ouro, mas o tempo é curto.

Revelou Kazuto Suzuki, especialista em política espacial da Graduate School of Public Policy da University of Tokyo.

Kazuto Suzuki, especialista em política espacial da Graduate School of Public Policy da University of Tokyo

Além de querer contribuir com tecnologia, o Japão pretende também ser uma ajuda na regulamentação, pois, para Jonathan McDowell do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, “o problema é que não existe um regulador de tráfego aéreo internacional para o espaço”.

Para que isso seja possível, McDowell explica que os países têm de estar dispostos a “a colocar os interesses internacionais à frente da sua própria paranóia sobre as preocupações militares”, e aceitar uma regulamentação que precisa de transcender fronteiras (e órbitas) e tocar em questões sensíveis.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
26 Nov 2022



 

914: Rússia estava preparada para atacar o Japão, antes de invadir a Ucrânia

– Ou seja, o que este putinocrata terrorista assassino russonazi ☠️卐☠️ pretende é andar à batatada seja com que país for… Japão, Ucrânia… e depois? Quem virá a seguir? E a habitual e sistemática propaganda de chamar nazi e fascista é a mesma que está a ser empregue na Ucrânia. Quando um puro ariano russonazi ☠️卐☠️ – que até deixaria Hitler envergonhado – chama nazis a outros, está a ver-se ao espelho, exclamando: espelho meu, espelho meu, existe alguém mais NAZI que eu? E que tal umas bojardas a caírem sobre Moscovo e S. Petersburgo para lhe passar a tosse? Hajam 🍅🍅 para isso!

🇷🇺 UBIYTSA! 🇷🇺

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

ORC RUSSONAZI ☠️卐☠️ /TERRORISTA/ASSASSINO/PUTINOCRATA

A informação é conhecida graças a uma carta de um denunciante do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, partilhada num email com a revista Newsweek.

Em Agosto de 2021, a Rússia estava “a preparar-se seriamente para um conflito militar localizado com o Japão”, disse o agente num e-mail a Osechkin, em Março.

“A confiança de que os países entrariam em estágio de confronto agudo e até mesmo de guerra era alta. A razão pela qual a Ucrânia foi escolhida para a guerra no final cabe a outros responderem”, escreveu ainda o agente.

O denunciante detalhou movimentos de helicópteros de guerra com o intuito de eventualmente atacarem o Japão. A propaganda de Moscovo também planeava rotular os japoneses de “nazis” e “fascistas”.

O email é datado de 17 de Março e foi enviado por um agente, apelidado de “Wind of Change”, a Vladimir Osechkin, activista russo de direitos humanos exilado em França.

O agente secreto russo revela ainda o descontentamento e revolta dentro da FSB depois do início da guerra na Ucrânia.

As várias cartas enviadas a Osechkin foram traduzidas e estão disponíveis para download mediante doação ao Wind of Change Research Group, uma organização não governamental sediada em Washington, nos EUA.

Christo Grozev, um especialista no FSB mostrou uma das cartas a “dois contactos” da principal sucessora da KGB da URSS, que garantiram que “sem dúvida que foi escrita por um colega”.

Uma paz que nunca foi alcançada

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Rússia e Japão nunca assinaram um tratado de paz, principalmente devido à disputa das ilhas Curilhas.

Embora o Japão disputa a soberania das ilhas mais a sul, a que denomina “Territórios do Norte”, todo o arquipélago permanece sob administração da Rússia desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, como resultado do Tratado de São Francisco, fazendo parte do Oblast de Sacalina.

A principal actividade é a pesca, com a região a ter um valor económico muito grande, devido a riquezas minerais e pesca em abundância. Além disso, devido à sua localização Hokkaido e a península russa de Kamchatka, as ilhas oferecem vários benefícios militares e políticos.

Em Agosto de 2021, o FSB desclassificou informações gráficas sobre como cidadãos soviéticos foram torturados por serviços especiais japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. O denunciante do FSB disse que o serviço foi encarregado de lançar uma “campanha de informação contra o Japão na sociedade russa”.

“Eles meio que trocaram o Japão pela Ucrânia”, acrescentou o whistleblower. “Basta olhar para as coisas que a Rússia estava a considerar [antes] de atacar o Japão, é insano, assim como o facto de a Rússia ter atacado a Ucrânia é insano. É insano”.

Daniel Costa, ZAP //
25 Novembro, 2022




 

744: NASA vai protagonizar o primeiro negócio na Lua — e abrir um precedente perigoso

NASA/LUA/NEGÓCIOS/STARTUP JAPONESA

A NASA e uma startup japonesa vão protagonizar a primeira transacção comercial no Espaço. O objectivo é abrir um precedente.

ispace

O Japão concedeu a uma startup a primeira licença de sempre para realizar actividades comerciais na Lua. A ispace vai recolher e vender uma pequena quantidade de solo lunar à NASA.

“Se a ispace transferir a propriedade dos recursos lunares para a NASA de acordo com o seu plano, será o primeiro caso no mundo de transacções comerciais de recursos espaciais na Lua por um operador privado”, sublinhou Sanae Takaichi, ministro de Estado do Japão para a Política Espacial.

“Este será um primeiro passo inovador para o estabelecimento da exploração espacial comercial por operadores privados”, acrescentou.

A transacção comercial pode não tardar. A empresa sediada em Tóquio planeia enviar a sua nave Hakuto-R para a Lua através da Falcon 9, da SpaceX, já no dia 22 de Novembro.

Segundo o Singularity Hub, o lander ajudará a entregar uma variedade de cargas, incluindo dois rovers, além de cumprir o contrato com a NASA.

O negócio está muito longe de ser lucrativo para a startup nipónica, que vai receber 5 mil dólares pelo regolito recolhido. O plano é dar à NASA qualquer sujidade que fique acumulada na base da nave. Afinal de contas, a poeira lunar pouco interessa à agência espacial.

O único objectivo é abrir um precedente de negociação entre empresas privadas para extrair e vender recursos na Lua.

O regolito é uma camada solta de material heterogéneo e superficial que cobre uma rocha sólida. Trata-se, portanto, de um material não consolidado e residual, uma vez que é formado por material originário da rocha fresca imediatamente subjacente.

A sua mineração pode extrair água, oxigénio, metais e um isótopo chamado hélio-3, que pode abastecer reactores de fusão nuclear, gerando energia livre de resíduos.

Estima-se que exista um milhão de toneladas de hélio-3 na Lua, ainda que apenas 25% possa ser trazido para a Terra. No entanto, esta quantidade é suficiente para responder à demanda de energia do nosso planeta durante, pelo menos, dois séculos. O hélio-3 pode valer quase 5 mil milhões de dólares por tonelada – e pode mesmo tornar-se o novo “ouro negro”, mas da Lua.

A exploração lunar é controversa. Os EUA têm promovido activamente a exploração comercial de recursos espaciais, nomeadamente através dos chamados Acordos de Artemis.

EUA, Japão, Luxemburgo e Emirados Árabes Unidos assinaram uma legislação nacional que concede às empresas os direitos sobre os recursos que extraem.

Uma voz de contestação chegou da Rússia. No ano passado, o director-geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, disse que países não deveriam usar a legislação nacional para tomar decisões sobre o quer fazer com os recursos espaciais.

Daniel Costa, ZAP //
16 Novembro, 2022