194: Características do Leopard 2 vistas como fundamentais para luta de Kyiv

 

🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2 // CARACTERÍSTICAS

A Alemanha parece estar mais perto de aprovar as entregas dos tanques de combate Leopard 2 à Ucrânia, que os aliados ocidentais esperam que impulsione a luta das forças de Kyiv contra a invasão russa.

© Shutterstock

A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, divulgou este fim de semana que Berlim não se irá opor à intenção da Polónia de enviar os seus tanques Leopard 2 para a Ucrânia.

Berlim também ainda não descartou o fornecimento destes tanques a Kyiv, apesar de continuar a alertar para as implicações desta medida.

O alemão Krauss-Maffei Wegmann (KMW), fabricante do Leopard 2, considera este “o principal tanque de batalha do mundo” que durante mais de meio século combinou aspectos de poder de fogo, protecção, velocidade e manobrabilidade, tornando-o adaptável a muitos tipos de situações de combate.

O tanque, de 55 toneladas, tem uma tripulação de quatro pessoas, um alcance de cerca de 500 quilómetros (310 milhas) e velocidades máximas de cerca de 68 quilómetros por hora.

Actualmente com quatro variantes principais, a sua versão mais antiga entrou em serviço pela primeira vez em 1979. A sua arma principal é um canhão de cano liso de 120 mm e possui um sistema de controlo de tiro totalmente digital.

Este tanque de fabrico alemão foi produzido em grande número. Mais de 2.000 foram implantados em mais de uma dúzia de países europeus, incluindo Portugal, e no Canadá.

No geral, a KMW refere que mais de 3.500 unidades foram fornecidas a 19 países.

A Rheinmetall AG, uma empresa de defesa alemã que fabrica o canhão de cano liso de 120 mm do Leopard 2, assegura que este o tanque foi implantado em “mais nações do que qualquer outra”.

No contexto da invasão russa da Ucrânia, “acredita-se que, para os tanques Leopard 2 podem ter um efeito significativo nos combates, são necessários cerca de 100”, segundo uma análise do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), um ‘think tank’ global com sede em Londres.

O ministro da Defesa da Ucrânia quer 300 tanques, e alguns líderes da União Europeia apoiam este pedido.

Mas colocar os tanques de combate na Ucrânia é mais difícil do que apenas os entregar através da fronteira ocidental. O IISS estima que seriam necessárias três a seis semanas de treino para que as equipas operacionais e o pessoal de apoio atingissem a capacidade básica.

Sobre a sua importância para o conflito, Yohann Michel, analista para assuntos militares e de defesa do IISS, destacou que estes tanques podem permitir que a Ucrânia parta para a ofensiva, entretanto paralisada após duas importantes contra-ofensivas ucranianas que permitiram nos últimos meses recuperar áreas ocupadas pelos russos no nordeste e no sul.

“Neste tipo de conflito, simplesmente não é possível realizar ofensivas em larga escala sem toda a variedade de equipamentos blindados de combate e veículos blindados, e os tanques fazem parte disso”, explicou este especialista em entrevista à agência Associated Press (AP).

As entregas ocidentais de Leopard 2 podem ajudar a equipar a Ucrânia com as munições de alto calibre necessárias para substituir as suas próprias reservas da era soviética que estão a diminuir – abrindo um novo caminho para o fornecimento de poder de fogo ocidental para chegar à Ucrânia.

“Na minha opinião, esse é o principal impacto. O segundo impacto, claro, é aumentar o número de tanques disponíveis no arsenal ucraniano”, frisou Michel.

A Alemanha tem a palavra final sobre se os Leopard 2 podem ser entregues – mesmo os que pertencem a arsenais de outros países – e tem sido reticente.

Aliados ocidentais mais radicais têm aumentado a pressão sobre a Alemanha, mas os Estados Unidos também se recusaram a enviar os seus poderosos tanques M1 Abrams.

Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de ajuda militar que deve incluir quase 100 veículos de combate Stryker e pelo menos 50 veículos blindados Bradley – mas não o Abrams, que as autoridades norte-americanas dizem ter necessidades complexas de manutenção e podem não ser o mais adequado.

Aliados e analistas militares dizem que o Leopard 2 é movido a diesel – não movido por combustível de aviação que alimenta o M1 Abrams – e é mais fácil de operar do que os grandes tanques dos EUA e, portanto, tem tempos de formação mais curtos.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
23/01/23 23:56
por Lusa



 

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193: Ucrânia: Grupo Wagner já perdeu cerca de 40 mil presidiários recrutados

 

– O Yevgeny Prigozhin (patrão dos mercenários terroristas assassinos do grupo russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 wagner) e grande amigo do putinofantoche da laia dele, que vá distribuir cachorros quentes (a especialidade dele) à linha da frente, aos criminosos presidiários que andou a recrutar pelas prisões russas e que estão a morrer aos cachos.

🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 GRUPO MERCENÁRIO DE ASSASSINOS RUSSONAZIS WAGNER // MORTOS

Apenas 10 mil presidiários estão a lutar na frente de combate, anunciou a organização russa de direitos dos prisioneiros Rus Sidiaschaya.

© Olga MALTSEVA / AFP

Cerca de 40.000 presidiários recrutados pelo grupo mercenário Wagner morreram, desertaram, foram feridos ou foram presos na Ucrânia, informou esta segunda-feira a organização russa de direitos dos prisioneiros Rus Sidiaschaya (RS).

“Cerca de 10.000 (presidiários) estão a lutar na frente de combate, já que o resto foi morto, ferido, desaparecido, desertou ou entregou-se”, disse Olga Románova, directora da RS.

De acordo com esta organização, as deserções nas fileiras dos mercenários, que levaram consigo as armas fornecidas pelo seu grupo, começaram em massa depois do verão.

Segundo Románova, a maioria destes mercenários fugiu da frente ucraniana em direcção à Rússia, como ficou provado por alguns incidentes entre a polícia e os condenados recrutados.

Ao justificar o recrutamento nas prisões russas, o líder do Grupo Wagner, Yevgueni Prigojine, respondeu que é melhor serem mercenários ou condenados a lutar na Ucrânia do que os filhos dos russos que os criticam.

A Casa Branca informou na sexta-feira que os Estados Unidos imporão novas sanções contra o Grupo Wagner, por causa do seu envolvimento no conflito na Ucrânia, pelo que passará a ser considerada “organização criminosa transnacional”.

O porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, John Kirby, disse que os EUA também sancionarão aqueles que apoiam esse grupo em “vários continentes”.

Prigojine reagiu ao anúncio das sanções dos EUA dizendo que “finalmente, Wagner e os EUA serão colegas”.

“As nossas relações a partir de agora podem ser definidas como ‘disputas entre clãs criminosos'”, explicou o líder do grupo de mercenários.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Janeiro 2023 — 19:38



 

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Indecisão sobre tanques mostra “nervosismo” dos aliados, diz Rússia

 

“A Polónia anunciou esta segunda-feira que vai pedir autorização à Alemanha para enviar os seus tanques Leopard, de fabrico alemão, para a Ucrânia. Mas deixou claro que, mesmo sem essa autorização, estava disponível para os fornecer a Kiev, considerando que ao negar-se a enviar os seus próprios tanques, Berlim “cai no isolamento internacional”… O Kremlin parece congratular-se com esta discussão, alegando que a indecisão mostra o “nervosismo” dos aliados. Mas avisa que serão os ucranianos a “pagar o preço” desta “pseudo ajuda”.

Os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terroristas vão aproveitando estas indecisões dos aliados europeus para lançarem a sua propaganda já gasta mas ainda admissível para consumo interno dos russos que, coitados, vivem na sua grande maioria, na ignorância de um regime de ditadura nazi, chefiada por um putinofantoche terrorista 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 e secundada pelos fantoches amestrados do regime. O “nervosismo” propalado pelos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 deve ser visto ao contrário, ou seja, os Leopard 2 ao chegarem à Ucrânia, vão dar um sério revés às falaciosas “conquistas” russonazis.

🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 RUSSONAZIS // TANQUES //
🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2

Polónia vai pedir autorização à Alemanha para enviar os seus Leopard para a Ucrânia, mas está disposta a cedê-los mesmo sem o acordo de Berlim.

“Libertem os leopardos”, diz o cartaz no protesto em Bruxelas, num jogo de palavras entre os tanques alemães e os animais.
© EPA/OLIVIER HOSLET

A Polónia anunciou esta segunda-feira que vai pedir autorização à Alemanha para enviar os seus tanques Leopard, de fabrico alemão, para a Ucrânia. Mas deixou claro que, mesmo sem essa autorização, estava disponível para os fornecer a Kiev, considerando que ao negar-se a enviar os seus próprios tanques, Berlim “cai no isolamento internacional”.

O Kremlin parece congratular-se com esta discussão, alegando que a indecisão mostra o “nervosismo” dos aliados. Mas avisa que serão os ucranianos a “pagar o preço” desta “pseudo ajuda”.

A um mês do primeiro aniversário da invasão russa – e numa altura em que se teme uma nova investida de larga escala das forças de Moscovo -, o debate tem estado centrado no envio dos Leopard 2.

Uma análise recente do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), de Londres, concluiu que “para terem um efeito significativo” nos combates, seria preciso fornecer a Kiev “cerca de cem” destes tanques pesados. Os ucranianos querem 300 e há países europeus dispostos a fornecê-los, mas precisam da autorização da Alemanha para o fazer.

A Polónia está disponível para enviar 14 dos seus Leopard, com o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki a dizer que estava à espera de uma “declaração clara” da parte de Berlim sobre se os podia transferir.

A Alemanha tem-se mostrado reticente em enviar os que tem no seu arsenal, dizendo que é necessário analisar os prós e os contra de tal decisão – temendo por um lado uma escalada do conflito da parte da Rússia.

“O argumento da escalada do conflito não funciona, porque a Rússia continua essa escalada”, alegou o chefe da diplomacia da Letónia, Edgars Rinkevics.

Na sexta-feira, numa reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia em Ramstein, a Alemanha recusou tomar uma decisão, dizendo que esta poderia ainda demorar dias. Mas entretanto, parece ter aberto a porta a autorizar que países terceiros forneçam os seus a Kiev.

“Se nos fizerem a pergunta, então não nos iremos meter no caminho”, disse no domingo à noite, a chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, alegando que não tinha sido feito ainda qualquer pedido.

Mas o porta-voz do executivo, Steffen Hebestreit, foi menos claro, dizendo que se o pedido for feito, então o governo vai seguir “os procedimentos bem estabelecidos” para tomar uma decisão.

Diante destas declarações, Morawiecki anunciou que irá pedir então essa autorização. Mas também deixou claro que esta seria secundária. “Mesmo que não consigamos o acordo deles, daremos os nossos tanques à Ucrânia, juntamente com outros países, no âmbito de uma pequena coligação, mesmo que a Alemanha não faça parte dela”, indicou o primeiro-ministro polaco.

Há 16 países da NATO que têm tanques Leopard 2 (de diferentes modelos), estimando-se que só os alemães tenham 200 em armazéns, além de mais de 300 em acção.

Os polacos têm cerca de 250, os gregos mais de 300, tal como os espanhóis. Portugal tem 37. A Finlândia, que tal como a Polónia também já se mostrou disponível para fornecer à Ucrânia, tem 200 (100 deles armazenados). O relatório do IISS indicava que os tanques destes dois países seriam os que mais rapidamente poderiam ser colocados no terreno.

Além de fornecer os tanques, será necessário garantir a formação dos militares ucranianos – habituados aos veículos de fabrico soviético. Portugal já se ofereceu para dar formação e manifestou disponibilidade para “identificar, de forma coordenada com os seus parceiros, formas de apoiar a Ucrânia com esta capacidade”, não sendo claro se está disponível para fornecer os próprios tanques.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, coloca Portugal no leque dos países disponíveis para o fazer.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, falou nestes “malabarismos jurídicos” e “troca de declarações entre as capitais europeias”, dizendo que tudo isto ameaça “isolar Berlim internacionalmente”. Considerou, por isso, que isto mostra como cresce “o nervosismo entre os membros da Aliança Atlântica”.

E deixou o aviso: “Todos os países, que de um modo ou outro participam no envio de armamento e no aumento do nível tecnológico das forças ucranianas, vão ser responsabilizados”. E quem vai pagar são os ucranianos.

Entretanto, a União Europeia anunciou que vai disponibilizar mais 500 milhões de euros do mecanismo europeu de apoio à paz na Ucrânia, além de mais 45 milhões para a “missão de assistência militar”, isto é, para treino de militares na Polónia e Alemanha. O acordo foi alcançado na reunião de chefes da diplomacia, em Bruxelas.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias
Susana Salvador
23 Janeiro 2023 — 20:46



 

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180: MNE alemã a favor de Kiev receber tanques da Polónia

 

🇩🇪 ALEMANHA // 🇫🇷 FRANÇA // 🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2

Annalena Baerbock não se opõe a que os Leopard 2 alemães sigam para a Ucrânia. PM polaco disse estar a organizar uma “pequena coligação” para enviar tanques.

As chefes da diplomacia da Alemanha, Annalena Baerbock, e de França, Catherine Colonna.
© EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL

A Alemanha está pronta a autorizar a Polónia a enviar tanques Leopard 2 de fabrico alemão para a Ucrânia se Varsóvia fizer tal pedido, disse a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, em entrevista ao canal LCI.

“Precisamos de garantir que as vidas das pessoas são salvas e o território da Ucrânia é libertado. Se nos fizerem a pergunta, então não nos vamos atravessar no caminho”, afirmou.

O entrevistador ainda perguntou a Baerbock se tinha escutado bem. “Ouviu bem”, confirmou a ministra, na entrevista conjunta com a homóloga francesa Catherine Colonna.

A Polónia foi a primeira a anunciar a intenção do envio dos Leopard 2, no que foi secundada pela Finlândia, Lituânia e, de forma menos explícita, pelo Canadá. No entanto, disse que tal dependeria da autorização da licença de reexportação por parte de Berlim, e que tal deveria acontecer no âmbito de uma coligação internacional.

Entretanto, perante o anúncio do novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, de que a questão estava a ser avaliada, o governo polaco decidiu não esperar.

O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, que já afirmara que o consentimento alemão era de “importância secundária”, afirmou que está em conversações com 15 países para se organizar uma “pequena coligação” para enviar os tanques, com ou sem Alemanha.

Na ressaca da reunião do grupo de contacto de Ramstein, que na sexta-feira juntou cerca de cinco dezenas de países aliados, o ministro da Defesa da Ucrânia Oleksei Reznikov disse que militares dos seu país iriam em breve para a Polónia receber formação nos referidos veículos de combate.

Em Paris, no encontro entre os líderes da França e da Alemanha, que comemoraram os 60 anos do Tratado do Eliseu, Olaf Scholz voltou a ser questionado quanto à indecisão de Berlim sobre o envio dos veículos de combate.

“Há anos que não entregamos armas a territórios em conflito. Mudámos a nossa posição e vamos continuar a fazê-lo. Estamos a fazer muito, em consulta com os nossos aliados. Entregámos obuses, lançadores de mísseis e, muito recentemente, entregámos blindados ligeiros.

O nosso apoio é muito amplo. Receio que esta guerra dure muito tempo, continuaremos a ajudar a Ucrânia, mas temos um princípio: trabalhamos em conjunto”, afirmou o chanceler alemão, sem dar uma resposta cabal.

Já o presidente francês, cujo país foi o primeiro a quebrar o tabu do envio de viaturas de combate ocidentais, com o anúncio de um número indeterminado de blindados AMX-10, foi questionado sobre os tanques franceses Leclerc, ao que disse: “Nada está excluído.”

E depois disse que uma decisão deve responder a três princípios: “Não ser escalatório; que possa fornecer um apoio real e eficaz à Ucrânia, e não enfraquecer as nossas próprias capacidades de defesa.”

Diário de Notícias
César Avó
22 Janeiro 2023 — 21:25



 

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177: Primeiro-ministro polaco considera inaceitável recusa da Alemanha em fornecer tanques

 

– A Alemanha acobardou-se perante o putinofantoche russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista, quiçá efeitos reflexivos da época Merkelreich…

🇵🇱 POLÓNIA // 🇩🇪 ALEMANHA // 🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2

Dois dias depois de uma reunião de Ramstrin, Mateusz Morawiecki lembra que “mulheres e crianças estão a ser assassinadas” pelas bombas russas.

© EPA/CLEMENS BILAN / POOL

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, considerou este domingo “inaceitável” a recusa de Berlim em fornecer tanques de combate Leopard à Ucrânia, que os reclama com urgência para combater as forças russas.

“A atitude da Alemanha é inaceitável. Já passou quase um ano desde que a guerra começou. Pessoas inocentes morrem todos os dias. As bombas russas estão a causar estragos nas cidades ucranianas. Alvos civis estão a ser atacados, mulheres e crianças estão a ser assassinadas”, disse Mateusz Morawiecki à agência PAP.

As declarações do chefe de estado polaco acontecem dois dias depois de uma reunião que juntou cerca de 50 países na base norte-americana em Ramstein, na Alemanha.

Os aliados da Ucrânia anunciaram novas entregas substanciais de armas à Ucrânia, mas não conseguiram chegar a acordo sobre a entrega de tanques de combate Leopard, apesar dos repetidos pedidos da Ucrânia.

O primeiro-ministro polaco disse estar à espera de “uma declaração clara” de Berlim a autorizar o envio dos Leopard, dos quais é produtor, pelos países que os têm.

A Polónia, que declarou estar pronta para entregar 14 tanques Leopard a Kiev, diz estar em conversações com cerca de 15 países sobre o assunto, escreve a AFP.

Morawiecki sublinhou que, se Berlim se recusar a fornecer estes tanques de combate a Kiev, criarão “uma pequena coligação de países” que estão prontos a doar “algum do seu equipamento moderno, os seus tanques modernos, a uma Ucrânia em dificuldades”.

No sábado, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Letónia e Lituânia apelaram ao Governo alemão para que envie “imediatamente” os tanques Leopard para a Ucrânia para ajudar o exército ucraniano contra a invasão russa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Janeiro 2023 — 10:10



 

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Kiev avança para os Leopard 2 e pede a Berlim: “Pensem mais rápido”

 

🇩🇪 ALEMANHA // LEOPARD 2 // ATRASOS // MEDOS // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Polónia vai treinar ucranianos a manusear os tanques alemães enquanto a pressão para o governo alemão se decidir prossegue. Moldávia discute fim da neutralidade.

Kiev não vai esperar pela decisão de Berlim e vai ter militares na Polónia a receber formação para poderem manobrar os Leopard 2.
© Wojtek RADWANSKI / AFP

Os dirigentes ucranianos e os seus aliados mais próximos digeriram com dificuldade a indecisão de Berlim em avançar com os seus veículos de combate Leopard 2 para a guerra na Ucrânia durante a reunião de sexta-feira na base de Ramstein, Alemanha, que juntou cerca de 50 aliados e países parceiros.

O novo ministro da Defesa alemão Boris Pistorius disse não saber quando poderá Berlim responder e em que sentido sobre os tanques de guerra. O ministro da Defesa ucraniano Olekseii Reznikov contornou a questão ao anunciar que militares ucranianos vão receber formação na Polónia.

“Os países que já têm tanques Leopard podem iniciar missões de treino para as nossas tripulações de tanques”, comentou.

Ainda assim, mostrou-se satisfeito com o resultado do oitavo encontro do grupo de contacto presidido pelo secretário da Defesa norte-americano Lloyd Austin, tendo destacado o fortalecimento da defesa antiaérea.

“Falámos em Ramstein não só sobre os Patriot, mas também sobre outros sistemas. Estamos a falar de sistemas de curto, médio e longo alcance, inclusive em termos de amplitude de altitude”, disse Reznikov.

Sobre a questão mais badalada, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Andriy Melnyk, que ficou bem conhecido junto dos alemães enquanto embaixador em Berlim, não escondeu estar “desapontado” e disse ser “ridículo” que o exército e a indústria da Alemanha, “após 331 dias de guerra brutal ainda esteja a fazer um inventário das existências para verificar se têm algo a enviar para a Ucrânia”, disse à CNN.

– Os alemães não querem “ofender” o putinofantoche russonazi

Por fim, o conselheiro do presidente Zelensky – que participou nas cerimónias fúnebres dos 14 mortos da queda do helicóptero que vitimou o ministro do Interior e dois subalternos – criticou a “indecisão global” que irá, de qualquer modo, acabar na ajuda à Ucrânia “com as armas necessárias”, disse Mikhailo Podolyak.

“Mas a indecisão de hoje está a matar mais pessoas. Cada dia de atraso é a morte de ucranianos. Pensem mais rápido.” Apelo similar foi subscrito pelos chefes da diplomacia da Estónia, Letónia e Lituânia.

No terreno, a Rússia está a anunciar avanços, quer em Donetsk, em especial em redor de Bakhmut, quer em Zaporíjia, embora em termos gerais o conflito esteja “em ponto morto”, segundo a avaliação dos serviços de informações da Defesa britânicos.

Chisinau move-se

A invasão russa da Ucrânia teve outras consequências geopolíticas. A Suécia e a Finlândia abandonaram a neutralidade e juntaram-se à NATO, mas apesar de um processo rápido de adesão, estão dependentes da ratificação dos parlamentos da Hungria e da Turquia.

O líder turco Erdogan tem explorado o dossier ao máximo para consumo doméstico e para perseguição aos seus opositores, sejam curdos, sejam do movimento gulenista.

Ancara obteve concessões de Estocolmo: o parlamento sueco aprovou uma emenda constitucional que abre o caminho para perseguir organizações terroristas, caso do PKK.

No entanto, os turcos dizem que a ratificação depende agora da extradição de pessoas que acusa de terrorismo ou de ter desempenhado um papel na tentativa de golpe de Estado de 2016, algo que não depende do governo.

– A escola deste turco é a mesma do putinofantoche russonazi

Com eleições presidenciais em Maio como pano de fundo, o governo turco cancelou uma visita do ministro da Defesa sueco porque as autoridades suecas permitiram uma manifestação de um activista anti-islâmico em Estocolmo.

Rasmus Paludan, um político de direita sueco-dinamarquês liderou um protesto em frente à embaixada da Turquia, no qual criticou o islão e ateou fogo a um exemplar do Alcorão.

Outro país que planeia abandonar a neutralidade é a Moldávia. A presidente Maia Sandu, em declarações ao Político, disse que decorre um debate nacional sobre se o pequeno país tem condições para se defender ou “se deve fazer parte de uma aliança maior”, sem nomear a NATO.

Além de ter uma base russa em seu território contra vontade, no território separatista da Transnístria, a Moldávia tem sido um dos países mais afectados pela agressão russa: é o estado que mais refugiados recebeu per capita e sofre consequências directas dos bombardeamentos às infra-estruturas ucranianas, uma vez que o seu sistema energético depende do ucraniano.

Como antigo estado soviético, Chisinau tem sido advertido pelo regime de Putin sobre as consequências de se aproximar do Ocidente.

“A propaganda russa conseguiu convencer parte da população de que a neutralidade significa que não é necessário investir no sector de defesa, que a neutralidade significa que não se faz nada e que há capacidade de se defender, o que é errado”, disse Sandu.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
21 Janeiro 2023 — 23:38



 

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Tanques Leopard 2? Polónia pronta para tomar medidas “fora do normal”

 

🇵🇱 POLÓNIA // TANQUES LEOPARD 2 // 🇺🇦 UCRÂNIA

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia admitiu que há “um risco sério” de a Rússia atacar outras partes da Ucrânia, uma vez que “está constantemente a mobilizar recrutas”. Assim, na sua óptica, “quanto mais cedo transferirmos mais tanques para a Ucrânia, mais segura também ficará a Polónia”.

© Getty Images

Face à indecisão da Alemanha, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Paweł Jabłoński, apontou, esta sexta-feira, que o país poderá “tomar decisões fora do normal” e fornecer os tanques Leopard 2 à Ucrânia, mesmo sem a luz verde alemã.

Se houver forte resistência, estaremos prontos para tomar acções fora do normal, mesmo que alguém se ofenda com isso, mas não vamos antecipar-nos aos factos. Vamos tentar garantir que o maior número possível de países, juntamente connosco, tem um impacto efectivo na Alemanha”, disse, em entrevista à rádio polaca RMF FM.

Na óptica do responsável, “é disso que se trata a diplomacia”.

“Às vezes, os nossos parceiros nem sempre querem realizar certas acções, mas se forem submetidos a vários tipos de persuasão, pressão, podem mudar de ideias, como já aconteceu”, considerou.

Questionado quanto à possibilidade de o aumento de ajuda militar à Ucrânia significar que o Ocidente dispõe de informações sobre um eventual ataque a Kyiv, Jabłoński foi taxativo: “Daquilo que posso dizer publicamente, uma coisa deve ficar clara – não podemos descartar absolutamente nada”, salientou.

“A Rússia tem, certamente, intenções muito agressivas. Se permitirmos que tenha uma vantagem sobre a Ucrânia e possa atacar, certamente que o vai fazer. Não acho que facto de os tanques serem entregues seja motivo de preocupação.

Se há algo que nos preocupa é a indecisão de fornecer equipamento. Mas é bom que comece a surgir essa mobilização, porque quanto mais cedo transferirmos mais tanques para a Ucrânia, mais segura também ficará a Polónia”, esclareceu.

Ainda assim, o vice-ministro admitiu que há “um risco sério” de a Rússia atacar outras partes da Ucrânia, uma vez que “está constantemente a mobilizar recrutas”.

“Embora todos consigamos ver que a qualidade do exército russo não é das melhores, os números são grandes e, com esses números, a Rússia pode simplesmente compensar as suas deficiências técnicas”, apontou, considerando que a indecisão da Alemanha quanto ao fornecimento de tanques Leopard 2 passa por “questões de simpatia”.

Muitas pessoas têm muita vergonha disso mas, na realidade, agem de forma a não causar muito dano à Rússia”, por o país ter “influenciado as esferas política, industrial, e empresarial” daquele país.

Contudo, o responsável considerou que o presidente russo, Vladimir Putin, “não precisa de provocações”.

Se alguma coisa provoca Putin, é a fraqueza. Vimos isso nestes 11 meses. Putin atacou a Ucrânia, convencido de que a Ucrânia era fraca, e que não receberia apoio. Contava com a sorte. No entanto, age de tal forma que apenas a força pode detê-lo”, disse, rematando que “a Ucrânia está a defender-se e tem todo o direito”.

De notar que o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, indicou, na quinta-feira, que o país poderia enviar os tanques Leopard 2, que são fabricados na Alemanha, sem a aprovação daquele país.

“O consentimento é de importância secundária, ou obtemos esse consentimento rapidamente ou faremos o que for necessário”, reforçou, citado pela agência Reuters.

Recorde-se ainda que o Grupo de Contacto para a Ucrânia criado e liderado pelos Estados Unidos e que integra cerca de 50 países reúne-se, esta sexta-feira, na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, para coordenar o fornecimento de mais ajuda a Kyiv.

A questão dos tanques Leopard 2 pesa sobre o novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que tomou posse esta semana e reuniu-se na quinta-feira, pela primeira vez, com o seu homólogo norte-americano. Após o encontro, Boris Pistorius insistiu que não haveria “decisões unilaterais” do lado alemão.

Lançada a 24 de Fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram 6.952 civis desde o início da guerra e 11.144 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
20/01/23 09:31
por Daniela Filipe



 

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163: Alemanha bate o pé e não acelera decisão sobre tanques para Kiev

 

– A política e certos políticos são autênticas cagadeiras portáteis! Qual o motivo ou a razão da Alemanha não fornecer os Leopard 2 ou deixar que os países que já se disponibilizaram a fornecê-los o façam? Os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 vão-se aproveitando destes impasses sem nexo e vão destruindo o que resta da Ucrânia, assassinando tudo o que mexe na frente deles, não importa que sejam crianças, jovens ou idosos – são todos nazis na óptica psicopata deles – e quando estiver tudo destruído é que vão dar luz verde para os Leopard 2 avançarem? “Analistas dizem que Alemanha bloqueia entrega de tanques por receio da reacção russa” Serão ainda reflexos do Merkelreich?💩💩💩 para esta gente!

🇩🇪 ALEMANHA // RAMSTEIN // 🇺🇦 UCRÂNIA

Apesar dos apelos da Ucrânia e da pressão dos aliados, Berlim não tomou ainda ​​​​​​​a decisão de fornecer os Leopard ou deixar que outros forneçam os que têm nos seus arsenais.

Os titulares da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, dos EUA, Lloyd Austin, e da Ucrânia, Olsksii Reznikov.
© EPA/RONALD WITTEK

A reunião do Grupo de Contacto da Ucrânia terminou com promessas de um “potente” pacote de ajuda militar a Kiev, mas nenhuma decisão em relação ao envio de tanques pesados de fabrico alemão aos ucranianos.

Berlim não cedeu às pressões dos últimos dias dos aliados para fornecer os seus Leopard, nem desbloqueou a hipótese de outros países enviarem aqueles que têm no seu arsenal (eles têm que dar luz verde a essa eventual transferência).

“O tempo continua a ser uma arma russa”, lembrou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dizendo que “não há alternativa” ao envio dos tanques.

“Hoje ainda não podemos dizer quando uma decisão será tomada, e qual será essa decisão, em relação aos tanques Leopard”, afirmou o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, há menos de uma semana no cargo.

Num intervalo da reunião na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, onde estiveram representantes de 50 países, o ministro lembrou que a ideia de que “há uma coligação unida” e que Berlim “está a meter-se no caminho é errada”, alegando que “há muitos aliados que dizem partilhar a visão” alemã.

A Polónia, um dos países que já mostrou disponibilidade para fornecer os seus próprios Leopard à Ucrânia (Zelensky diz que Portugal é outro), está convencida de que os aliados acabarão por formar essa coligação para ceder os tanques pedidos por Kiev.

“Estou convencido que a formação desta coligação será um sucesso”, indicou o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak. Mas a decisão ainda não foi tomada em Ramstein.

“Há boas razões a favor da entrega e há boas razões contra”, tinha referido o alemão Pistorius, dizendo que é preciso pesar os prós e contras.

O secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, considera que “todos podemos fazer mais” pela Ucrânia, mas em relação à posição alemã reiterou que Berlim é um “aliado confiável”.

Os próprios EUA não têm em cima da mesa o envio dos seus tanques pesados Abrams, com os alemães a rejeitar a notícia de que o envio dos Leopard estaria dependente de Washington decidir também enviar os seus Abrams.

Austin lembrou que a Alemanha vai enviar blindados Marder e que o sucesso ucraniano “não depende de uma única plataforma”, mas de um “esforço combinado” de todos.

O Pentágono, que admitiu que será “muito difícil” expulsar as tropas russas da Ucrânia este ano, anunciou na véspera da reunião um novo pacote de ajuda militar no valor de 2,5 mil milhões de dólares para Kiev, que inclui 90 veículos de combate Stryker e mais 59 blindados Bradley. Zelensky agradeceu esta “poderosa” ajuda, tal como o 12.º pacote de apoio da Finlândia, no valor de 400 milhões de euros.

Alemanha e Países Baixos vão enviar sistemas de mísseis Patriot. Portugal vai enviar mais 14 viaturas blindadas M113 e, sobre os Leopard, está disponível para treinar os militares para os usar e “identificar, de forma coordenada com os seus parceiros, formas de apoiar a Ucrânia com esta capacidade”.

O Kremlin mostrou-se convencido de que a entrega de tanques à Ucrânia “não mudará em nada” a situação no terreno, acusando o Ocidente de manter a “dramática ilusão” de que é possível uma vitória militar de Kiev.

“É preciso não exagerar a importância da entrega de tais armas, nem a sua capacidade em mudar alguma coisa. Não mudarão nada no que diz respeito ao progresso do lado russo no cumprimento dos seus objectivos”, referiu o porta-voz, Dmitry Peskov.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias
Susana Salvador
20 Janeiro 2023 — 23:15



 

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