Zelensky diz que Rússia destruiu “toda a infra-estrutura crucial” em Kherson

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UCRÂNIA/KHERSON/INFRA-ESTRUTURAS/DESTRUIÇÃO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

O presidente ucraniano denuncia ainda que “todas as instalações importantes da cidade e da região estão minadas”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na cidade de Kherson, que Kiev recuperou às forças de Moscovo
© EPA/OLEG PETRASYUK

A Rússia destruiu “toda a infra-estrutura crucial” na cidade de Kherson, recapturada das forças de Moscovo na semana passada pelo Exército ucraniano, disse na noite desta segunda-feira o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

“Na véspera do inverno, os ocupantes russos destruíram absolutamente toda a infra-estrutura crítica. (…) Todas as instalações importantes da cidade e da região estão minadas”, disse o chefe de Estado no seu discurso nocturno habitual após visitar Kherson.

De acordo com Zelensky, não há electricidade, comunicações, Internet e televisão.

“Os ocupantes destruíram tudo sozinhos — de propósito. Esta é a sua operação especial”, observou.

“É isso que a bandeira russa significa — devastação total”, acrescentou, prometendo um regresso à vida normal.

A empresa nacional ucraniana Ukrenergo informou que a Rússia destruiu a principal infra-estrutura de energia que abastece toda a margem direita da região de Kherson e uma parte significativa da região de Mykolaiv.

“A maior parte da região libertada de Kherson está sem electricidade desde 6 de Novembro. Estamos a fazer o nosso melhor para fornecer electricidade à pessoas o mais rápido possível”, disse o presidente da Ukrenergo, Volodymyr Kudrytsky.

A reconquista de Kherson (sul), a única capital regional que as tropas de Moscovo conseguiram controlar, desferiu um golpe significativo na ofensiva de Vladimir Putin.

Durante uma visita a Kherson, Zelensky disse que a libertação da cidade é “o começo do fim da guerra”.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Novembro 2022 — 23:37



 

716: É o princípio do fim da guerra, afirma Zelensky

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UCRÂNIA/KHERSON/ZELENSKY/LIBERTAÇÃO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ 

Líder ucraniano visitou Kherson de surpresa e declarou que se assiste a um ponto de inflexão no conflito.

Presidente ucraniano fotografado com militares à entrada da capital de Kherson.
© EPA/GABINETE DE IMPRENSA DA PRESIDÊNCIA DA UCRÂNIA

Por trás de si está o rio Dniepre e eles [russos] estão do lado de lá, muito perto. Podia ter feito este discurso no gabinete do presidente, mas está aqui. Porque é tão importante para si?”, perguntou um jornalista a Volodymyr Zelensky durante a visita surpresa a Kherson.

Denunciando o seu sentido de humor, o líder respondeu: “E as melancias de Kherson?”, em alusão ao fruto típico daquela região do sul da Ucrânia. “Toda a gente corre riscos. Os militares arriscam, os jornalistas arriscam.

Precisamos mostrar apoio aos residentes de Kherson, não fazer apenas promessas, mas que estamos de facto de regresso, a içar a nossa bandeira. E quero receber as emoções e a energias desta gente, é importante e motivador”, respondeu mais a sério, numa viagem em que anunciou “o início do fim da guerra”.

A visita de Zelensky a Kherson – em contraste com o silêncio de Putin – coincidiu com a primeira caravana de ajuda humanitária a chegar à cidade. Desprovidos de electricidade e água, os habitantes receberam alimentos, água e roupa de uma operação das Nações Unidas.

O chefe de Estado presidiu à cerimónia de hastear da bandeira ucraniana junto do edifício do governo regional enquanto, de mão no peito, ouvia o hino nacional.

“Passo a passo, estamos a chegar a todo o país”, disse, ao anunciar que a libertação daquela cidade capital da região homónima representa o início do fim das hostilidades.

“É um caminho longo e difícil, porque a guerra levou os melhores heróis do nosso país. Estamos prontos para a paz, mas paz para todo o nosso país, todo o nosso território”, declarou.

Mordaz, o seu conselheiro Mikhailo Podolyak, disse que o “inverno, as peculiaridades climáticas, a campanha de informação sobre uma “solução diplomática” como uma capitulação oculta, as lamurias intermináveis da Federação Russa sobre “negociações e a necessidade de fazer uma pausa” não têm qualquer efeito sobre o programa de desocupação da Ucrânia”.

Relatos não confirmados oficialmente dão conta de que as forças ucranianas atravessaram o Dniepre em dois pontos.

Horas mais tarde, dirigiu-se directamente ao comando militar “em ruínas” da Rússia e escreveu: “O sul da Ucrânia é uma estepe desprotegida, a Crimeia é uma armadilha natural, Donetsk tem uma localização desfavorável. O melhor lugar para a defesa é estabelecer-se fora das fronteiras da Ucrânia.”

Relatos não confirmados dão conta de que forças ucranianas atravessaram o Dniepre em dois pontos: na península de Kinburn, o extremo mais ocidental da margem esquerda do rio, e a cidade de Oleshky, que se encontra na margem oposta à cidade de Kherson.

No leste, as forças ucranianas retomaram 12 localidades na região de Lugansk, enquanto os ocupantes estarão na iminência de repetir a retirada de Kherson – usando os civis como escudos – em Kreminna, Severodonetsk e Rubizhne, disseram os militares ucranianos. Em contracorrente, os russos disseram que as suas forças capturaram a aldeia de Pavlivka, em Donetsk.

Guterres apela para Moscovo

O secretário-geral da ONU apelou para a prorrogação do acordo que permite a exportação de cereais ucranianos, ao sustentar que tal é “essencial para a segurança alimentar global”. O pacto assinado em Julho com a participação da ONU e da Turquia expira no sábado e a sua renovação pelo prazo de um ano ainda não é certa.

“Necessitamos uma acção urgente para evitar a fome num crescente número de lugares no mundo”, alertou António Guterres, que disse que as negociações realizadas na última semana tiveram “muitos avanços”. O Kremlin disse que as conversações estão a ser “bastante construtivas”, mas que ainda estão em curso.

AG da ONU aprova reparações

A Assembleia Geral das Nações Unidas concluiu que a Rússia tem de prestar contas pela invasão da Ucrânia, ao aprovar uma resolução a responsabilizar Moscovo pelas reparações de guerra. A resolução, que não é vinculativa, foi aprovada com 94 votos a favor, 13 contra e 74 abstenções.

O documento afirma que os russos devem ser responsabilizada por violações do direito internacional contra a Ucrânia e “deve suportar as consequências legais de todos os seus actos ilegais internacionais, incluindo a reparação dos danos causados”.

Lavrov “de boa saúde”

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov está “de boa saúde após dois exames” num hospital em Bali, disse um funcionário do Ministério da Saúde indonésio, enquanto Moscovo negava as notícias de que o chefe da diplomacia tivesse sido hospitalizado.

A porta-voz do ministério, Maria Zakharova, denunciou “o mais alto nível de falsificação” e publicou um vídeo de Lavrov, de volta de papéis, de calções e com uma t-shirt que reproduz uma obra do artista norte-americano Basquiat.

Na ausência de Vladimir Putin, Lavrov representa a Rússia na cimeira das 20 maiores economias do mundo. A guerra na Ucrânia está na agenda – Zelensky irá participar em videoconferência – e poderá trazer mais isolamento e condenação internacional a Moscovo.

Diário de Notícias
César Avó
14 Novembro 2022 — 23:05



 

711: Ucrânia: Pró-russos de Lugansk receiam reforços ucranianos a partir de Kherson

– É simples! Pró-russos deixem a Ucrânia e vão viver para a Rússia, caso arrumado! Se não consideram a Ucrânia a vossa casa… ala que já se faz tarde!

E a comunicação social apelidar de “autoridades” russas ou pró-russas é uma blasfémia dado que eles podem ser “autoridades” mas na terra deles, não na terra que não lhes pertence e que invadiram e ocuparam ILEGALMENTE!

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PRÓ-RUSSOS/UCRÂNIA/LUGANSK

Todos os dias as tropas ucranianas tentam quebrar as defesas russas e pró-russas em Lugansk, que têm repelido os ataques, segundo porta-voz militar da região.

© EPA/ALESSANDRO GUERRA

As autoridades pró-russas alertaram esta segunda-feira que a Ucrânia vai enviar tropas adicionais para a região de Lugansk (leste), anexada pela Rússia, depois de terem reconquistado Kherson.

“Há informações de que cada vez mais forças estão a ser transferidas para lá, logo abaixo de Svatove, incluindo de Kherson, de acordo com as nossas agências de inteligência”, disse o porta-voz militar de Lugansk, Andrei Marochko, à televisão estatal russa Rossiya-24.

Segundo Marochko, todos os dias as tropas ucranianas tentam quebrar as defesas russas e pró-russas em Lugansk, que têm repelido os ataques.

“A situação na linha de contacto é bastante grave. De facto, o inimigo tenta diariamente quebrar as nossas defesas de diferentes direcções, mas os rapazes estão firmes, não estão a desistir de um centímetro da sua terra”, acrescentou.

A Rússia anexou as regiões de Kherson, Lugansk, Donetsk e Zaporijia em 30 de Setembro, no âmbito da ofensiva que lançou em 24 de Fevereiro deste ano.

Moscovo já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas regiões anexadas.

O governador de Lugansk leal a Kiev, Serguei Gaidai, disse esta segunda-feira que as tropas ucranianas libertaram Makiivka, cerca de 41 quilómetros a sudoeste de Svatove.

“Incluindo Makiivka, 12 localidades na região de Lugansk já foram libertadas”, disse Gaidai na rede social Telegram, citado pela agência espanhola EFE.

O governador ucraniano disse também que os russos continuam a atacar diariamente a cidade já destruída de Bilohorivka, a oeste de Lysychansk e Severodonetsk.

Gaidai reportou ainda uma “grande concentração” em Lugansk de mercenários e presos russos recentemente mobilizados pelo grupo paramilitar Wagner, controlado por Yevgeny Prigozhin, aliado do Presidente russo, Vladimir Putin.

A Ucrânia reconquistou parte da região de Kherson na sexta-feira, incluindo a capital regional com o mesmo nome, depois de Moscovo ter ordenado a retirada de milhares dos seus soldados face à contra-ofensiva de Kiev.

As autoridades pró-russas escolheram a cidade portuária de Henichesk, na margem sul do Rio Dniepre, como capital provisória da região de Kherson, noticiou a agência oficial russa TASS no sábado.

A reconquista de Kherson é considerada como um dos êxitos mais significativos das forças ucranianas na guerra com a Rússia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou esta segunda-feira Kherson e saudou a vitória das suas tropas como o “início do fim da guerra”.

A invasão da Ucrânia pela Rússia mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm alertado que será elevado.

A guerra e as sanções impostas à Rússia também perturbaram a economia a nível global, particularmente os sectores da energia e alimentar, quando o mundo estava a tentar recuperar da crise provocada pela pandemia de covid-19.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Novembro 2022 — 14:05



 

696: Bandeira ucraniana pendurada sobre a ponte Antonivskyi em Kherson

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UCRÂNIA/KHERSON/FUGA/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Um vídeo filmado por soldados ucranianos, e divulgado este domingo nas redes sociais, mostra uma bandeira da Ucrânia a ser pendurada na ponte Antonivskyi.

Este local, de acordo com o The Kyiv Independent, é uma “passagem estratégica entre a margem oeste de Kherson e a margem leste para onde os russos recuaram”.

Notícias ao Minuto
Daniela Carrilho
13.11.2022



 

691: Guerra na Ucrânia: como retirada russa de Kherson pode abalar imagem de Putin

– Cantaste de galo e não conseguiste galar… 🙂

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UCRÂNIA/GUERRA/INVASÃO ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Como a mensagem mudou.

Vladimir Putin comemorou anexação declarada de regiões ucranianas em Setembro © Getty Images

Logo depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, os apresentadores de programas de TV aqui estavam prevendo com confiança que em poucos dias as tropas russas estariam marchando por Kiev.

Isso foi há quase nove meses.

Esta semana, os mesmos apresentadores anunciaram a “difícil decisão” do Exército de retirar as forças russas de Kherson – a única capital regional ucraniana que a Rússia conseguiu capturar e ocupar desde a invasão do país em 24 de Fevereiro.

Apenas seis semanas atrás, o presidente Vladimir Putin afirmou ter anexado a região de Kherson, juntamente com outros três territórios ucranianos, insistindo que eles seriam parte da Rússia para sempre.

“Eu queria que nossa bandeira estivesse hasteada em Kiev em Março”, disse o âncora Vladimir Solovyov aos telespectadores de seu programa.

É exactamente assim que o Kremlin está tentando retratar tudo isso: culpando o Ocidente. A mensagem da média estatal russa é que, na Ucrânia, a Rússia está enfrentando o poder combinado dos Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e NATO.

Em outras palavras, os contratempos no campo de batalha não são culpa do Kremlin, mas obra de inimigos externos.

Há outra mensagem também: não critique o Exército russo ou o presidente da Rússia pelo que deu errado na Ucrânia. Em vez disso, cumpra seu dever e junte-se à luta.

É um conselho que, por enquanto, vozes russas proeminentes e poderosas parecem estar seguindo.

O líder tchetcheno, Ramzan Kadyrov, e Yevgeny Prigozhin, fundador do grupo mercenário Wagner, têm criticado abertamente a liderança militar russa. Mas sobre a retirada de Kherson, ambos postaram mensagens de apoio ao comandante russo na Ucrânia, o general Surovikin, que havia recomendado a retirada.

O mesmo não pode ser dito dos blogueiros militares russos pró-guerra. Eles estão escrevendo mensagens raivosas, como:

“Nunca esquecerei esse assassinato das esperanças da Rússia. Essa traição ficará gravada em meu coração por séculos.” – Zastavny.

“Esta é uma enorme derrota geopolítica para Putin e a Rússia… o Ministério da Defesa perdeu a confiança da sociedade há muito tempo… agora, a confiança no presidente vai desaparecer.” – Zloi Zhurnalist.

Não se o Kremlin puder evitar, porque tem se esforçado para distanciar o presidente Putin da retirada, sabendo que muitos na Rússia a verão como um revés militar e um golpe duro contra o prestígio russo.

No início desta semana, foram os generais que anunciaram que as forças russas seriam retiradas de parte da região de Kherson.

A TV russa mostrou o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, emitindo a ordem, após consultas com o general Surovikin. Putin não estava à vista em lugar algum.

O general Surovikin (esq.) disse que a retirada, ordenada pelo ministro da Defesa (dir,) foi uma decisão difícil © Ministério da Defesa da Rússia

“O ministro da Defesa tomou a decisão, não tenho nada a dizer sobre isso”, disse o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, a jornalistas na sexta-feira (11/11). O Kremlin está deixando os militares assumirem a responsabilidade pela retirada. Ou pelo menos tentando.

Mas foi Putin que ordenou a invasão da Ucrânia. O que ele chama de “operação militar especial” foi ideia dele. Distanciar-se de qualquer aspecto ligado à invasão não será fácil.

Há um perigo aqui para Vladimir Putin, mas que antecede a retirada de Kherson. Os acontecimentos dos últimos nove meses correm o risco de mudar a forma como o presidente é visto em casa: não tanto pelo público russo, mas – crucialmente – pela elite russa, pelas pessoas ao seu redor, pelas pessoas no poder.

Durante anos, eles viram Putin como um mestre estrategista, como alguém que sempre consegue sair por cima… como um vencedor. Eles o viram como o eixo central do sistema do qual fazem parte e que foi construído em torno dele.

Vitórias, no entanto, estão em falta desde 24 de Fevereiro. A invasão de Vladimir Putin não saiu conforme o planeado.

Não só resultou em morte e destruição na Ucrânia, mas perdas militares significativas para seu próprio exército. Ele havia prometido que apenas “soldados profissionais” lutariam, mas depois convocou centenas de milhares de cidadãos para as Forças Armadas para participar da guerra.

Os custos económicos para a Rússia também foram consideráveis.

O Kremlin costumava retratar Vladimir Putin como o “sr. Estabilidade” na Rússia. Isso se tornou muito mais difícil de concretizar.

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63611690

MSN Notícias

BBC News BBC News
12.11.2022 às 23:13



 

688: Kyiv recupera 60 localidades em Kherson. Infra-estruturas estão destruídas

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Zelensky acusou ainda as forças russas de ter “o mesmo objectivo em todo o lado: humilhar as pessoas o máximo possível”.

© Getty

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou, este sábado, que as forças russas destruíram as infra-estruturas da cidade de Kherson antes de se retirarem, assegurando, contudo, que as autoridades ucranianas já começaram os trabalhos para que a localidade regresse ao normal. Neste momento, a Ucrânia já recuperou 60 localidades da região, segundo o responsável

Antes de sair de Kherson, os ocupantes destruíram toda a infra-estrutura crítica: comunicações, fornecimento de água, energia, electricidade”, disse o chefe de Estado, numa mensagem em vídeo publicada nas suas redes sociais.

Zelensky acusou ainda as forças russas de ter “o mesmo objectivo em todo o lado: humilhar as pessoas o máximo possível”, assegurando, contudo, que as autoridades ucranianas vão “reparar tudo”.

Acreditem em mim. Ainda que demore, já está claro que a conclusão será nossa“, disse.

O habitual discurso do líder ucraniano centrou-se, este sábado, na retirada das tropas russas de Kherson, reocupada pelas forças de Kyiv na sexta-feira, o que é considerado como uma das vitórias mais significativas para a Ucrânia, e uma humilhação para Moscovo.

“Hoje, todos sentimos entusiasmo. Não sei se teremos uma pessoa que não tenha visto o vídeo do nosso povo de Kherson a cumprimentar os defensores ucranianos”, apontou, celebrando o “mar de bandeiras ucranianas nas ruas”.

“Meses de ocupação russa, meses de gozo para com o nosso povo, meses de histórias de que a Rússia ficaria ali para sempre… E, no entanto, há um mar de bandeiras ucranianas nas ruas.

As pessoas nem pensaram em recusar a Ucrânia. E o mundo vê isso agora. Vê o que significa quando os ucranianos veem o seu próprio povo. Vê o que significa a unidade dos ucranianos. E vê por que é que devemos libertar toda a nossa terra”, complementou.

Nessa linha, Zelensky garantiu que o cenário será o mesmo nas outras cidades ainda em mãos russas, como Henichesk e Melitopol, considerando que até a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, poderá vir a ser libertada.

Veremos muitos outros encontros. Nas cidades e aldeias que ainda estão ocupadas. Não esquecemos ninguém, não vamos deixar ninguém para trás. Graças às nossas operações de defesa e diplomacia, chegaremos definitivamente à fronteira do nosso estado – todas as secções da fronteira internacionalmente reconhecida da Ucrânia”, reiterou.

Ainda que tenha confirmado que as autoridades ucranianas já deram início a “operações de estabilização” em Kherson, o líder ucraniano não deixou de alertar os residentes para “terem cuidado com a sua própria segurança”, tendo em conta o armamento e “objectos suspeitos” deixados para trás pelas forças de Moscovo.

No entanto, foram já removidos cerca de dois mil explosivos, de acordo com o responsável, que teceu também agradecimentos aos soldados ucranianos pelo seu trabalho, particularmente na região de Donetsk, onde reina “o inferno”, com “ataques brutais todos os dias”.

Lançada a 24 de Fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Notícias ao Minuto
Notícias ao Minuto
12/11/22 – 19:50
por Daniela Filipe



 

Após a festa, a “catástrofe humanitária” em Kherson

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Chefe da diplomacia ucraniana lembra que “a guerra continua”. Russos, que ainda ocupam cerca de 70% da região, já designaram uma outra “capital provisória”, Henichesk.

A festa em torno da fogueira em Kherson, com cantos patrióticos.
© AFP PHOTO / HO / 28TH MECHANIZED BRIGADE / ESN

Os ucranianos festejaram durante a noite a libertação da cidade de Kherson, após oito meses de ocupação russa, dançando em redor de uma fogueira e entoando a canção patriótica Chervona Kalyna, segundo os vídeos partilhados pelos militares de Kiev. Mas depois da festa, é preciso enfrentar a realidade da “catástrofe humanitária”, segundo as autoridades locais.

Além disso, o chefe da diplomacia, Dmitro Kuleba, lembrou que “a guerra continua”. Os russos, que ainda controlam cerca de 70% da região, já designaram uma nova capital “provisória” – Henichesk, que fica cerca de 200 km a sul.

Um conselheiro do presidente da câmara de Kherson, Roman Holovnya, falou da “catástrofe humanitária” na televisão ucraniana – que já voltou a emitir a partir da cidade.

Falta água, alimentos e medicamentos naquela que foi a única capital regional a cair às mãos dos russos, logo nos primeiros dias da invasão a 24 de Fevereiro. A ajuda humanitária e os abastecimentos já estarão contudo a chegar desde a região vizinha de Mykolaiv.

Entretanto, o chefe da polícia ucraniana, Igor Klymenko, indicou que 200 agentes já estão na cidade, tendo erguido vários postos de controlo – os Serviços de Informação ucranianos acreditam que muitos soldados russos podem ter ficado, abandonando os uniformes e vestindo roupas civis para passarem despercebidos.

Klymenko alertou ainda para a presença de minas, tendo um polícia ficado ferido na desminagem de um edifício administrativo. Uma mulher e duas crianças também ficaram feridas na explosão de outro engenho, perto do carro em que seguiam na aldeia de Mylove.

Os agentes vão também começar a fazer o levantamento dos “crimes dos ocupantes russos”. À semelhança do que aconteceu em Bucha, nos arredores de Kiev, ou Izium, na região de Kharkiv, que também estiveram sob ocupação russa, teme-se a descoberta de valas comuns e outras atrocidades agora que as forças de Moscovo recuaram para a margem oriental do rio Dniepre.

Os ocupantes escolheram uma cidade portuária no mar de Azov, Henichesk (Genichesk na transliteração do nome russo da cidade ucraniana), como capital provisória da região – uma das que foi anexada ilegalmente por Moscovo após os referendos de Setembro.

“Todos os organismos governamentais localizam-se lá agora”, disse o porta-voz da administração pró-russa, Alexander Fomin.

Festejos e felicitações

“Todos nós sentimos a euforia juntos”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Telegram, questionando se haverá alguém que não viu o vídeo dos habitantes de Kherson a acolherem os militares ucranianos. “Veremos muitas outras reuniões deste tipo. Nas cidades e aldeias que ainda estão sob ocupação.

Não nos esquecemos de ninguém, não vamos deixar ninguém para trás. Será o mesmo em Henichesk e Melitopol”, referiu, incluindo a região do Donbass ou a Crimeia. “Haverá centenas de bandeiras da Ucrânia nas ruas no dia da libertação”, garantiu.

Kuleba, que esteve com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, no Cambodja (à margem da Cimeira das Nações do Sudeste Asiático), defendeu que o Ocidente caminha para uma “vitória conjunta”, após a retirada das tropas russas de Kherson.

“Muito poucos acreditavam que a Ucrânia sobreviveria”, indicou. “Está a acontecer e a nossa vitória será uma vitória conjunta, uma vitória de todas as nações amantes da paz por todo o mundo”, acrescentou.

Washington saudou a “vitória extraordinária” dos ucranianos, enquanto Londres reiterou que a retirada dos russos marca “um novo fracasso estratégico” por parte de Moscovo.

“O Reino Unido e a comunidade internacional vão continuar a apoiar [os ucranianos] e, embora a retirada seja bem-vinda, ninguém subestimará a ameaça que a Rússia representa”, indicou o ministro da Defesa, Ben Wallace.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias
Susana Salvador
12 Novembro 2022 — 22:47


681: Ucrânia reconquista Kherson. Um dia histórico, uma “humilhação para Putin”, um ponto de viragem

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UCRÂNIA/KHERSON/LIBERDADE

Após a retirada das tropas russas da cidade ucraniana de Kherson esta sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, celebrou o que chamou de “um dia histórico”.

ZAP // Gerashchenko / Twitter

Pela primeira vez em mais de oito meses, esta sexta-feira, as tropas ucranianas voltaram a hastear bandeiras nacionais em Kherson.

A cidade, com cerca de 300 mil habitantes, tinha sido tomada pelas tropas russas quase no início da invasão do território, a 3 de Março.

Kherson é nossa“, escreveu Zelensky no seu canal no Telegram. Na mensagem, o presidente ucraniano confirmou que unidades especiais das Forças Armadas ucranianas já estavam na cidade após a saída de Moscovo.

Fotos tiradas na cidade mostram centenas de ucranianos nas ruas a comemorar a retirada russa.

Num vídeo verificado pela BBC, habitantes da cidade são vistos a agitar bandeiras e a cantar em homenagem aos soldados ucranianos: “Glória à Ucrânia! Glória aos Heróis!, Glória às Forças Armadas da Ucrânia!”.

Anteriormente, o Ministério da Defesa russo já tinha anunciado que cerca de 30.000 dos seus homens tinham deixado a região de Kherson em direcção à margem leste do rio Dnipro.

A cidade foi a única grande capital regional capturada por Moscovo desde o início da invasão, em Fevereiro.

Humilhação para Putin

Embora o governo russo não use a palavra “retirada”, o abandono de Kherson pelas suas tropas é visto por muitos analistas como “um revés humilhante” para os planos de Vladimir Putin.

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, descreveu este sábado a retirada de Kherson como “outro fracasso estratégico” para Moscovo, e reiterou o apoio do Reino Unido à Ucrânia.

“A retirada da Rússia de Kherson marca outro fracasso estratégico. Em Fevereiro, a Rússia não conseguiu alcançar nenhum dos seus principais objectivos, excepto Kherson”, disse Wallace, em nota de imprensa citada pela agência  EFE.

Andrei Goryanov, director da delegação da BBC em Moscovo, recorda que há apenas um mês Putin tinha proclamado que este território permaneceria “para sempre” na Rússia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nega no entanto que a reconquista de Kherson pelos ucranianos seja uma humilhação para Putin.

“Há muitos especialistas diferentes — uns dizem isso, outros dizem outras coisas. Não queremos comentar nenhuma das declarações, disse Peskov aos jornalistas que o questionaram sobre o tema. “A operação militar especial continua“.

Mas, até agora, Kherson tinha sido fundamental para a estratégia de Moscovo na Ucrânia.

A ocupação da cidade permitiu que a Rússia tivesse acesso terrestre do continente à península da Crimeia, controlo que o Kremlin pretendia usar para alcançar as cidades ocidentais de Odessa e Nikolaiev para isolar a Ucrânia do Mar Negro.

Mas os avanços militares ucranianos no sul, somados a operações como as que levaram ao naufrágio do Moskva, principal navio da frota russa do Mar Negro, expuseram as deficiências e a má preparação do Exército de Putin.

Graças a mísseis HIMARS fabricados nos EUA, as tropas ucranianas também conseguiram destruir as pontes que ligam as duas margens do rio Dnipro, o que cortou o fornecimento de munições e suprimentos para os soldados russos.

“As tropas russas em Kherson morreriam de fome se ficassem lá mais tempo“, diz Goryanov, para quem a retirada “era inevitável e apenas uma questão de tempo”.

No entanto, como explica o enviado especial da BBC na Ucrânia, Jeremy Bowen, também é possível que, em termos estritamente militares, esta retirada seja a “coisa mais sensata que os russos fizeram desde o início da guerra”.

Ao deixar a sua posição no oeste da cidade, que já estava a tornar-se insustentável, para reorganizar as tropas do outro lado do rio, os russos podem na realidade ter complicado uma eventual ofensiva ucraniana, diz Bowen.

A margem leste do Dnipro está fortificada desde a barragem de Nova Kakhovka até ao Mar Negro, como mostram imagens de satélite — as quais revelam também que as tropas russas cavaram mais de 160 quilómetros de defesas ao longo do rio e terão construido bunkers de betão para defender essa margem do rio.

A imprensa ucraniana comparou essas fortificações à “Muralha do Atlântico“, criada pelos nazis para tentar impedir os desembarques aliados durante a 2ª Guerra Mundial.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, considera que a Rússia está sob pressão e afirmou que a retirada russa é “mais uma vitória” para os ucranianos.

Mas a retirada das tropas não está isenta de perigo, advertiu Mijailo Podoliak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Em primeiro lugar, as forças russas podem ter minado a cidade e deixado armadilhas para as tropas ucranianas que entram no território.

Ao sair da margem oeste do rio, as tropas russas também “evacuaram”, muitas vezes à força, um grande número de civis. Dessa forma, a Rússia pode agora, segundo Podoliak, bombardear Kherson sem piedade.

Além disso, recorda o conselheiro, sempre que a Rússia sofreu um revés militar, a sua resposta foi punir ainda mais a população. Assim, ataques com mísseis e drones poderiam dificultar ainda mais o inverno para os ucranianos.

Na quarta-feira, Zelensky assegurou que estava a agir “com muito cuidado, sem emoção, sem riscos desnecessários, com o objectivo de libertar todas os territórios de modo a que as perdas sejam as menores possíveis“.

Ponto de viragem

A cidade de Kherson, que antes da guerra tinha uma população de 380.000 habitantes, “é a porta de entrada para a Crimeia“, explica Marina Miron, investigadora de Estudos de Defesa do Kings College de Londres, à BBC.

“Recuperar Kherson pode facilitar o caminho para a reconquista da Crimeia, algo que a Ucrânia procura alcançar nesta guerra.”

A retirada de Kherson tem, segundo Andrei Goryanov, “um enorme impacto militar, simbólico e político“.

Além do efeito desmoralizador que a derrota impõe sobre as tropas russas, a retirada de Kherson e a construção de uma nova linha de defesa contra um eventual ataque à península da Crimeia muda o curso do conflito: a partir de agora, torna-se uma guerra de defesa para a Rússia.

Simbolicamente, Kherson também representa um fracasso para Moscovo: após oito meses de guerra, as forças russas não conseguiram mostrar resultados significativos.

Mas o impacto político é, segundo o correspondente russo da BBC, muito mais severo. “O regime de Putin é baseado na ideia da Rússia como uma super-potência. A derrota significativa contra um país muito menor coloca toda essa ideia em xeque”, explica Goryanov.

Como consequência, o presidente russo tem recebido críticas da ala mais dura do seu regime e, cada vez mais, a palavra “negociações” é ouvida com frequência entre os russos.

A Ucrânia, por sua vez, já disse que não está pronta para negociar até que a Rússia se retire de todos os territórios ocupados — e pague uma indemnização pelos danos causados pela invasão do país.

ZAP // BBC
12 Novembro, 2022


 

674: Tropas ucranianas voltam a hastear bandeiras nacionais em Kherson

“… O Kremlin nega ainda que tenha sofrido uma derrota com esta retirada e mantém que Kherson continua a fazer parte da Rússia.”.

A desfaçatez e a arrogância pacóvia com que estes ORCS russonazis ☠️卐☠️ se declaram donos do que não lhes pertence…

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

UCRÂNIA/KHERSON/LIBERTAÇÃO/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Pela primeira vez em mais de oito meses, bandeiras ucranianas voltaram a ser hasteadas em edifícios e monumentos de Kherson.

ZAP

Kiev voltou a assumir, esta sexta-feira, o controlo da cidade ucraniana, ocupada quase desde o início da invasão do território, após a retirada do exército russo, noticiou a Euronews.

Relatos dos soldados ucranianos dão conta de várias infra-estruturas destruídas, em particular a ponte que atravessa o rio Dnipro.

Segundo o Kremlin, todos os militares afectos a Moscovo – cerca de 30 mil homens – foram reposicionados na margem esquerda do rio, bem como alguns dos civis.

“Não permitimos quaisquer perdas de pessoal, armas, equipamento militar ou material das tropas russas. Todos os civis que desejavam abandonar a margem direita da região de Kherson foram assistidos na retirada”, afirmou o porta-voz do ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

O Kremlin nega ainda que tenha sofrido uma derrota com esta retirada e mantém que Kherson continua a fazer parte da Rússia.

ZAP //
11 Novembro, 2022


 

666: Exército ucraniano já começou a entrar em Kherson

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

UCRÂNIA/KHERSON/LIBERDADE/OCUPAÇÃO RUSSONAZI ☠️卐☠️

As “unidades das forças armadas da Ucrânia estão a entrar na cidade” de Kherson, informou o Ministério da Defesa ucraniano. Os soldados russos que ainda estão na região devem render-se “imediatamente”, acrescentou.

As “unidades das forças armadas da Ucrânia estão a entrar na cidade” de Kherson, informou o Ministério da Defesa ucraniano. Os soldados russos que ainda estão na região devem render-se “imediatamente”, acrescentou.

Kiev informou esta sexta-feira que as forças ucranianas entraram na cidade de Kherson, no sul do país, depois de a Rússia anunciar a retirada dos seus militares para posições defensivas na margem leste do rio Dnipro.

“Kherson está a regressar ao controlo ucraniano e unidades das Forças Armadas da Ucrânia estão a entrar na cidade”, informou o Ministério da Defesa ucraniano nas redes sociais.

“As rotas de retirada dos invasores russos estão sob controlo do exército ucraniano. Qualquer tentativa de se opor às Forças Armadas da Ucrânia será evitada”, refere Kiev.

Na nota divulgada nas redes sociais, os serviços de inteligência do Ministério de Defesa ucraniano dizem que os militares russos devem render-se “imediatamente”.

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Soldados russos!
Como esperado, após a retirada do principal grupo de tropas do exército russo do Kherson ucraniano, o seu comando abandonou-o ao seu destino.
Os seus comandantes instam-no a vestir roupas civis e tentar escapar de Kherson sozinho. Obviamente não podes fazer isto.
Kherson retorna sob o controle da Ucrânia. Caminhos de retirada dos ocupantes russos estão sob o controlo de fogo do exército ucraniano. Quaisquer tentativas de contrariar as Forças Armadas da Ucrânia serão evitadas. Todo soldado russo que resistir será destruído.
Só tem uma chance de evitar a morte – render-se imediatamente.
Em caso de cativeiro voluntário, a Ucrânia garante sobrevivência e segurança. Cumprimos as Convenções de Genebra, garantimos aos prisioneiros de guerra alimentos, cuidados médicos e a possibilidade de sua troca por soldados das Forças Armadas da Ucrânia mantidos em cativeiro na Federação Russa.
É seguro render-se ao cativeiro depois de discutir prévia as condições de rendição com representantes autorizados do comando ucraniano chamando a linha directa do projecto estatal da Ucrânia “Eu quero viver”:
☎️ +38 066 580 34 98
☎️ +38 093 119 29 84
( 24 horas)
ou use o chatbot “Eu quero viver”
Se você não está conseguindo entrar em contacto com o projecto “Eu quero viver”, siga o seguinte algoritmo:
▪️Desbloqueie a loja e pendure a arma no seu ombro esquerdo com um cano para baixo, levante as mãos com uma bandeira branca (qualquer pano branco serve), grite “Eu me rendo! », aproxime-se dos militares ucranianos no comando e cumpra todas as suas exigências.
Como se render como parte de um grupo ou unidade:
▪️Baixe todas as armas e afaste-se, fique à frente do seu equipamento militar (antes disso, silencie-o – não deve estar em combate), envie o negociador (oficial ou sénior em classificação) – ele deve estar desarmado e ter uma bandeira branca.
Se é um cidadão da Ucrânia dos territórios ocupados e for “chamado” à força e forçado a lutar ao lado da Federação Russa, informe isto os militares ucranianos.
No interrogatório, terá de informar os militares ucranianos os seus dados: sobrenome, nome, paternidade, título, data de nascimento, número pessoal e outras informações relevantes.
Preservem suas vidas – rendam-se!

Também nas redes sociais começam a surgir imagens e vídeos que mostram soldados ucranianos a serem recebidos pela população da cidade de Kherson.

Diário de Notícias
DN/AFP
11 Novembro 2022 — 14:17