1066: Iluminação de Natal em Lisboa arranca oficialmente segunda-feira

🇵🇹 LISBOA // ILUMINAÇÃO NATAL

As iluminações de Natal este ano estarão com um horário reduzido, decisão da Câmara Municipal de Lisboa para garantir poupanças de 50% no consumo de energia.

© Gerardo Santos / Global Imagens

O arranque oficial das iluminações de Natal em Lisboa está marcado para esta segunda-feira, dia 5 de Dezembro, às 19h na Praça do Comércio. O evento irá contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e a União de Associações de Comércio e Serviços.

As iluminações de Natal este ano estarão com um horário reduzido, decisão da Câmara Municipal de Lisboa para garantir poupanças de 50% no consumo de energia. As luzes vão estar nos habituais locais da cidade, mas com recurso a lâmpadas de baixo consumo com tecnologia LED”.

Segundo o comunicado enviado às redacções, a CML “já tinha informado que as tradicionais iluminações de Natal em Lisboa só iriam entrar em funcionamento mais tarde do que o habitual, e decidiu também reduzir o período em que as mesmas estarão em funcionamento”

“A poupança dos recursos do planeta é algo que nos preocupa verdadeiramente. E com isso em mente procuramos sempre optar por garantias na utilização das mais recentes técnicas de poupança”, lê-se em comunicado da CML, acrescentado ainda que as iluminações “têm sido um dos pontos altos de estímulo ao comércio em Lisboa e constituem uma tradição fortemente enraizada por todos”.

As luzes vão estar acesas das 18h às 23h de domingo a quinta-feira. Sextas e sábado as luzes vão estar ligadas até à meia-noite. Na noite de Natal e de passagem de ano ficarão ligadas até à 1 da manhã.

Diário de Notícias
DN
03 Dezembro 2022 — 16:18



 

1034: Astrofotografia lunar @ 01.12.2022

Flag for PortugalLisbon, Portugal — Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Dezembro 2022

Stellarium

Finalmente um céu sem nuvens sem chuva embora ligeiramente nublado.

01.12.2022

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958: Lisboa com níveis de poluição superiores ao tolerado pela OMS

LISBOA/NÍVEIS DE POLUIÇÃO/OMS

Investigadores constataram que, no período de análise, os valores na cidade de Lisboa foram, em termos médios, de 71,08 µg/m3, “bem acima do patamar definido pela OMS”, que é de 10 µg/m3.

© Global Imagens

Algumas zonas da cidade de Lisboa apresentam níveis de poluição superiores aos que são tolerados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), destacando-se o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e algumas ciclovias, segundo um estudo divulgado esta segunda-feira.

Os dados para este estudo, desenvolvido por investigadores dos centros de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-Iscte), Investigação em Ciências da Informação, Tecnologias e Arquitectura (ISTAR-IUL) e Recursos Naturais e Ambiente (CERENA), foram recolhidos por 80 sensores, entre Agosto de 2021 e Julho deste ano.

Numa nota divulgada pelos autores do estudo, é explicado que foi feita a análise dos valores de dióxido de azoto (N02) e de partículas suspensas PM10, concluindo-se que, em certas zonas da cidade de Lisboa, “excedem os parâmetros aceites” pela OMS.

“O terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, tal como as ciclovias em certas artérias da capital, são áreas com níveis de poluição elevados e prejudiciais à saúde.

A investigação em curso corrobora, na sequência de estudos anteriores, o trânsito elevado e o transporte marítimo como factores determinantes nas situações de poluição registadas no concelho de Lisboa”, pode ler-se na nota.

No que diz respeito ao dióxido de azoto, os investigadores constataram que, no período de análise, os valores na cidade de Lisboa foram, em termos médios, de 71,08 µg/m3, “bem acima do patamar definido pela OMS”, que é de 10 µg/m3.

A Calçada de Carriche (Lumiar), a Alameda da Encarnação, a Avenida 24 de Julho e a Avenida Infante Dom Henrique, em Santa Apolónia, foram as zonas que apresentaram níveis de poluição mais elevados por dióxido de azoto.

Já no que diz respeito à concentração de partículas suspensas PM10, os níveis mais preocupantes foram detectados na Calçada da Ajuda, Rua dos Sapadores (Graça), Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida Alfredo Doutor Bensaúde (Olivais) e Calçada de Carriche.

Relativamente às partículas PM10, a OMS define o limite médio diário em 45 ug/m3 e o limite médio anual em 15 ug/m3.

“Apesar de em nenhum dos sensores utilizados o limite médio diário ter sido excedido em mais de 10% dos dias, o valor médio anual foi de 15,7 µg/m3, ultrapassando ligeiramente o limite definido pela OMS”, explicam os investigadores.

De acordo com as conclusões do estudo, o trânsito e o transporte marítimo são apontados como possíveis causas para os níveis de poluição ultrapassarem os parâmetros estabelecidos pela OMS.

Além destes factores, o estudo aponta também para questões como o aquecimento residencial e comercial, a construção e a indústria como elementos poluidores, além de “fenómenos naturais como o transporte de poeiras do deserto do Saara”.

Segundo alertam os autores deste estudo, a OMS refere que “a exposição ao dióxido de azoto e às partículas PM10 aumenta o risco de doenças crónicas, como infecções respiratórias agudas, doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crónica e cancro do pulmão.

Nesse sentido, os investigadores defendem a necessidade de ser feita “uma monitorização periódica e constante” à qualidade do ar.

“É necessário recolher dados que permitam às autarquias actuar preventivamente e identificar tanto as áreas que carecem de intervenção, como o nível de actuação necessário”, afirmam os investigadores, recomendando ainda o alargamento da rede de distribuição de sensores de indicadores de poluição do ar a mais locais.

Aumentar os espaços de áreas verdes, alargar o circuito pedonal na cidade e “construir e renovar edifícios de forma que sejam energeticamente eficientes”, são outras das propostas defendidas pelos investigadores, que aconselham ainda ao uso de transportes públicos, à partilha de carros ou à utilização de bicicleta.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Novembro 2022 — 09:33



 

929: Lisboa implementa sistema de aviso de tsunami com duas sirenes na faixa ribeirinha

LISBOA/PROTECÇÃO CIVIL/TSUNAMI/PREVENÇÃO

A faixa ribeirinha de Lisboa encontra-se exposta aos efeitos de um tsunami, em especial a zona entre Belém e Santa Apolónia, onde o índice de perigosidade de inundação por tsunami é “extremo” num cenário de sismo de magnitude de 8,75 graus na escala de Richter, segundo dados apresentados pelo Serviço Municipal de Protecção Civil.

© Leonardo Negrão/Global Imagens

A Câmara de Lisboa apresentou este sábado o Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami no Estuário do Tejo, com a instalação de sirenes na Praça do Império e na Ribeira das Naus e a definição de percursos de evacuação.

“O fenómeno das alterações climáticas impõe-nos hoje uma urgência acrescida em preparar Lisboa para maiores ocorrências ou catástrofes, como os tsunamis”, afirmou o vereador da Protecção Civil, Ângelo Pereira (PSD), na apresentação do projecto, que decorreu no Museu de Arte Popular, onde foi realizado um exercício de evacuação, com o accionamento de um sinal sonoro.

O projecto inclui a instalação de um sistema de aviso à população, com duas sirenes e dois painéis informativos digitais na Praça do Império e na Ribeira das Naus, e de sinalética vertical de evacuação de emergência (percursos de evacuação e pontos de encontro), a que se juntam a realização de acções de sensibilização e informação pública sobre o risco de tsunami na cidade.

“Lisboa está já a preparar-se para este risco”, assegurou o vereador Ângelo Pereira, referindo que, além do fenómeno das alterações climáticas, a história e a geografia da cidade determinam a “possibilidade real da ocorrência de sismos, com tsunamis a eles associados, um risco que é ainda exponenciado pela grande frente ribeirinha”.

Por se considerar que “todo o cuidado é pouco”, a Câmara de Lisboa, através do Serviço Municipal de Protecção Civil, testou este sábado o dispositivo de sirenes de avisos de tsunami, integrado no Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami no Estuário do Tejo, que pretende tornar a cidade “mais resiliente e mais preparada” relativamente à ocorrência destes desastres naturais.

“Além disso, iremos começar várias acções de esclarecimento do público, com uma campanha de esclarecimento em escolas e com divulgação de conteúdos para sensibilização e informação dos cidadãos”, indicou o vereador da Protecção Civil, reforçando que a prevenção de tsunamis é uma das grandes preocupações do concelho em matéria de segurança das pessoas.

A faixa ribeirinha de Lisboa encontra-se exposta aos efeitos de um tsunami, em especial a zona entre Belém e Santa Apolónia, onde o índice de perigosidade de inundação por tsunami é “extremo” num cenário de sismo de magnitude de 8,75 graus na escala de Richter, segundo dados apresentados pelo Serviço Municipal de Protecção Civil.

Alguns dos sinais naturais que indiciam a possibilidade de ocorrência de um tsunami e que devem desencadear a evacuação imediata do local são a ocorrência de um sismo forte, a variação súbita e anormal do nível do rio e um ruído estranho vindo do rio.

Em termos de preparação prévia, o Serviço Municipal de Protecção Civil aconselha os cidadãos a estarem informarem sobre as zonas expostas a perigo de tsunami, a elaborem um plano de emergência familiar e a conhecerem o do seu local de trabalho ou escola, e a combinarem uma forma de contacto alternativo e um local de reunião.

Outras das acções são a preparação de um ‘kit’ de emergência, com “água e alimentos não perecíveis, lanterna, rádio, agasalhos, estojo de primeiros socorros, artigos de higiene pessoal, apito, canivete multifunções e cópia dos documentos pessoais”, e o conhecimento da sinalização de percursos de evacuação e de pontos de encontro.

“Se ouvir o aviso de tsunami, receber uma mensagem emitida pelas autoridades ou detectar algum dos sinais naturais referidos: afaste-se imediatamente a pé para um local elevado e longe da zona ribeirinha; se vir sinalização de evacuação, siga o caminho indicado até atingir o ponto de encontro; mantenha-se afastado do rio até que as autoridades informem que já não existe perigo; se não conseguir deslocar-se para um local afastado do rio, suba até um andar elevado de um edifício que não tenha danos”, indica a informação disponibilizada.

O Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa recomenda que, depois da ocorrência do tsunami, os cidadãos se mantenham afastados da água estagnada e dos edifícios danificados, ajudem pessoas feridas ou presas, sem se colocarem em perigo, alertem as equipas de socorro, colaborem e sigam as recomendações das autoridades.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Novembro 2022 — 17:08



 

885: Lisboa vai ter limites no número de trotinetes

“… não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”“.

As “muitas outras coisas” que a polícia tem como preocupação mas não actua convenientemente contra os infractores, é o estacionamento selvagem e ilegal em cima dos passeios, obrigando as pessoas a circularem pela estrada com risco de vida; é o estacionamento ilegal em cima das passadeiras; é o estacionamento ilegal nas zonas de paragem dos transportes públicos; é o estacionamento ilegal em cima do passeio com bloqueio de portas de prédios. Muito mais preocupante que o caso das trotinetes.

LISBOA/C.M.L./TROTINETES

No início de Junho, a Câmara de Lisboa revelou que existiam na altura na capital portuguesa 11.000 trotinetas e bicicletas partilhadas sem doca.

Tim Evanson / Flickr

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse esta terça-feira que o memorando de entendimento com os operadores de trotinetes será assinado em breve e terá “aspectos muito claros” relativamente à redução da velocidade e limitação do número de veículos.

“Estou a semanas de assinar um memorando com aqueles que são os promotores das trotinetes, em que espero que todos assinem esse memorando, um memorando que virá antes de um regulamento”, declarou Carlos Moedas (PSD), na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

Considerando que o memorando de entendimento é “um bom sinal à cidade”, o autarca de Lisboa disse que o acordo com os operadores destes veículos eléctricos terá “aspectos muito claros, o primeiro é uma redução da velocidade das trotinetes”.

“Temos velocidades que vão acima dos 20 quilómetros por hora e sabemos que em cidades europeias, como é o caso de Paris, tem havido limitações”, indicou o presidente da Câmara de Lisboa, referindo que na capital francesa a velocidade das trotinetes foi limitada para “oito quilómetros por hora, o que tem reduzido muito os acidentes”.

Além desse aspecto, Carlos Moedas disse pretender ter “um comprometimento do lado destes promotores numa limitação do número de trotinetes”, relembrando que Lisboa tem “o dobro ou o triplo das trotinetes que existem numa cidade como Madrid e isso não é normal”.

“Vai ter que haver um acordo nesse sentido e, depois, um acordo também naquilo que é o comportamento em relação a andar em cima dos passeios, andar em contra-mão, e temos hoje sistemas tecnológicos que permitem evitar que isso aconteça”, acrescentou.

O autarca de Lisboa ressalvou que não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”.

“Temos que ter sistemas tecnológicos em que as trotinetes não andem nos sítios errados, em que quando estão em cima do passeio não conseguem andar, que são estacionadas em pontos específicos da cidade”, explicou.

Sem anunciar a data concreta da assinatura do memorando de entendimento, Carlos Moedas disse que é preciso saber se “todos vão assinar”.

“Se assinarem esse memorando, já ficam comprometidos para aquilo que vai ser o próprio regulamento e penso que isso seria muito positivo na cidade”, defendeu o presidente da Câmara de Lisboa.

O autarca referiu ainda os casos de acidentes com trotinetes, em que “hoje, pela primeira vez, há uma preocupação de muitos médicos em relação a este assunto”.

Em Setembro, Moedas revelou que o Executivo camarário já tinha tido uma primeira reunião com alguns operadores, na qual perguntou quantas trotinetes é que cada um tinha no mercado: “contámos 15 mil trotinetes”, adiantou.

Na reunião, Carlos Moedas ficou também a saber, por parte de um operador espanhol, que a cidade de Madrid, com cinco vezes mais população e tamanho do que Lisboa, tem seis mil trotinetes.

A elaboração do Regulamento Municipal da Mobilidade Partilhada (RMMP) da cidade de Lisboa está em processo de participação dos cidadãos, fase que se iniciou em 30 de Setembro e termina na sexta-feira, para entrar em vigor em 2023.

No início de Junho, em resposta à agência Lusa, a Câmara de Lisboa revelou que existiam na altura na capital portuguesa 11.000 trotinetas e bicicletas partilhadas sem doca (não necessitam de serem arrumadas e os clientes podem deixá-las em qualquer lugar das ruas da cidade) e quatro operadoras.

O município adiantou, então, que estava a estudar a forma de “melhor regular a actividade” e que pretendia ter um regulamento em vigor tão brevemente quanto possível, para permitir a monitorização e controlo efectivo da actividade de partilha de trotinetas e bicicletas sem docas.

Lusa // ZAP
23 Novembro, 2022



 

Lisboa “está cheia de alojamento local ilegal” e “há descontrolo” na abertura de bares

– Lisboa é terra de “xicos espertos”, onde a trafulhice, o oportunismo & outras coisas mais se juntam para lixar o parceiro em benefício próprio, onde o estacionamento selvagem em cima dos passeios, passadeiras, paragens de transportes públicos é Rei e a polícia nada faz para combater os infractores. Onde o lixo impera sem ser recolhido nos dias programados. Onde as ruas apenas são lavadas quando chove, etc., etc., etc..

LISBOA/ALOJAMENTO LOCAL/ILEGALIDADES

Vereadora do Urbanismo na Câmara Municipal de Lisboa diz que “descontrolo” na abertura de bares, inclusive no Bairro Alto, que prejudica o descanso dos moradores.

A vereadora do Urbanismo na Câmara Municipal de Lisboa disse esta quarta-feira que a cidade “está cheia de alojamento local ilegal” e que “há um descontrolo” na abertura de bares, inclusive no Bairro Alto, que prejudica o descanso dos moradores.

“Nas zonas de contenção, obviamente que, a partir do momento que não se aceita mais alojamento local, como há procura, aparece o alojamento local ilegal e estamos cheios de alojamento local ilegal pela cidade”, declarou a vereadora Joana Almeida (independente eleita pela coligação ‘Novos Tempos’ PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), sem apresentar dados concretos.

A vereadora falava no âmbito de uma audição na Assembleia Municipal de Lisboa sobre a proposta de orçamento para 2023, em que revelou que a verba total para o pelouro do Urbanismo, prevista para o próximo ano, é de 3.587.842 euros, que se reparte por 2.481.976 euros para a Direcção Municipal de Urbanismo, 726.954 euros para obras de urbanização e 378.912 euros para o ReSist, programa municipal de promoção da resiliência sísmica do parque edificado, privado e municipal e infra-estruturas urbanas municipais.

Entre as prioridades assumidas na proposta de orçamento de Lisboa para 2023 está a revisão do Regulamento Municipal para o Alojamento Local (RMAL), indicou Joana Almeida, referindo que o executivo terminou na semana passada uma fase de auscultação prévia com as 24 juntas de freguesia da cidade e com as associações do sector, assim como com representantes dos proprietários e dos inquilinos.

Na audição, o tema do alojamento local motivou questões dos deputados municipais Vasco Barata (BE), Jorge Marques (PS), Isabel Mendes Lopes (Livre) e Jorge Nuno Sá (Aliança), nomeadamente sobre qual a posição da liderança PSD/CDS-PP na Câmara de Lisboa relativamente a esta área, se é a favor ou contra que as licenças tenham um prazo e caduquem e sobre qual a estratégia para identificar o alojamento turístico ilegal.

Ressalvando que o alojamento local ilegal é da responsabilidade da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a vereadora disse que o pelouro do Urbanismo está a actuar no âmbito das suas competências, começando por fazer vistorias, o que “não se fazia no passado”, verificando que existem obras ilegais no alojamento local, assim como situações de incumprimento dos requisitos para funcionamento.

Joana Almeida disse que há “várias frentes possíveis” para prevenir o alojamento local ilegal, nomeadamente através de dados das plataformas de reservas, como a Airbnb e o Booking, assim como “através da taxa turística ou do contador de água”.

Sobre a posição da liderança PSD/CDS-PP relativamente à revisão do RMAL, Joana Almeida defendeu a necessidade de um equilíbrio entre o alojamento local e a habitação, “exactamente por se constatar que na zona central, na zona histórica da cidade, esse equilíbrio não existe”, apoiando a existência de zonas de contenção, mas ressalvando que é importante considerar o perfil do titular do alojamento local.

Em relação à abertura de bares em zonas residenciais, o problema foi levantado por Angélique da Teresa (IL), que disse existir “quase uma guerra entre residentes e interesses comerciais” e defendeu “zonas amigas de diversão nocturna e zonas inimigas desses locais de diversão nocturna”, e por Jorge Nuno Sá (Aliança), que pediu um levantamento da abertura de bares.

A presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira (PS), propôs a regulamentação dos horários dos estabelecimentos locais e alertou que, apesar de o Plano de Urbanização do Núcleo Histórico do Bairro Alto e Bica proibir a abertura de bares, as casas de ferragens e tabacarias “viraram bares”, ao abrigo do Licenciamento Zero, porque procederam a alteração das licenças, inclusive para casas de chá, mas “não vendem chá, vendem muita cerveja, muito álcool”.

“Esses estabelecimentos estão a funcionar ilegalmente. Esses estabelecimentos deviam ser imediatamente encerrados”, apelou Carla Madeira.

Em resposta, a vereadora do Urbanismo reconheceu que os bares são “um problema transversal” na cidade de Lisboa, referindo que, “neste momento, há um descontrolo” em resultado do Licenciamento Zero, em que “um proprietário pode mudar de restaurante para bar”, sem passar por um novo licenciamento urbanístico.

“Julgo que chegou a altura de trabalhar num regulamento para minimizar este tipo de conflitos”, expôs Joana Almeida, apontando a necessidade de controlar os horários dos estabelecimentos e de limitar o ruído, o que deve passar, também, por um reforço da fiscalização, possivelmente com o apoio das juntas de freguesia.

A proposta de orçamento municipal de Lisboa para 2023 prevê uma despesa de 1.305 milhões de euros, superior à calculada para este ano (1,16 mil milhões), esperando a câmara ter um crescimento de 15% nas receitas correntes, bem como um investimento de 138 milhões financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Este é o segundo orçamento municipal de Lisboa do actual mandato, 2021-2025, sob a presidência do social-democrata Carlos Moedas, que governa sem maioria absoluta, com sete eleitos da coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) entre os 17 elementos que compõe o executivo camarário.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Novembro 2022 — 18:47



 

682: Ensaio fotográfico @ 12.11.2022

Flag for PortugalLisboa, Portugal

O céu visto da minha janela em fim de tarde…

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12.11.2022



 

630: Chuva e vento fortes arrancam árvores centenárias, causam inundações e destroem carros

TEMPORAL/INUNDAÇÕES

A forte chuva que caiu entre as 13:30 e 14:00 esta terça-feira em Lisboa levou ao corte de algumas vias e ao encerramento temporário do túnel junto à Praça José Queirós, para o escoamento de águas, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Miguel A. Lopes / Lusa

Segundo o comandante dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, Tiago Lopes, “algumas vias da cidade de Lisboa estiveram cortadas devido ao escoamento de águas”, tendo sido registadas cerca de 25 inundações em espaços públicos e privados.

“As tampas de escoamento de águas levantaram devido ao caudal, o que obrigou a interromper a circulação”, explicou, indicando também a ocorrência de algumas quedas de árvores na cidade.

Já a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) adiantou à Lusa ter um registo de 106 ocorrências, entre as 00:00 e as 13:00 deste dia, em todo o território continental, devido à chuva.

Paulo Santos, comandante da Protecção Civil, disse que os distritos mais afectados foram os do Porto e de Aveiro, sobretudo devido a inundações em vias urbanas e quedas de árvores.

Em Alcântara, em Lisboa, vários carros sofreram estragos avultados ao serem atingidos por árvores arrancadas do solo pelo forte vento. Aquela freguesia foi uma das mais afectadas mas a chuva deixou estragos noutras zonas da cidade, nomeadamente na Baixa.

O fenómeno atmosférico, semelhante a um tornado, causou a queda de árvores, algumas centenárias. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, David Amaro, o jardim Avelar Brotero ficou completamente destruído.

Outra fonte revelou que a cobertura do armazém do Banco Alimentar contra a Fome, junto à estação de Alcântara Terra, terá sido arrancada pelo vento.

Parte do telhado do Banco Alimentar Contra a Fome desapareceu com o tornado!

Na Rua da Prata, um camião derramou cimento no pavimento, que, à mistura com a chuva deixou a artéria intransitável. Também na Rua das Pretas, uma perpendicular à Avenida da Liberdade, se registou uma cheia, que obrigou a fechar algumas lojas.

A Protecção Civil alertou na segunda-feira a população para as previsões de chuva e vento durante o dia desta terça-feira, com possibilidade de ocorrência de cheias, inundações e deslizamento de terras, principalmente nas regiões do Norte e Centro.

“Houve ainda o registo de uma ocorrência de um fenómeno extremo de vento, a meio da manhã, cerca das 10:50, na Marinha Grande [Leiria], que levou à queda de várias árvores, danos em 14 veículos e uma estrutura metálica que voou e danificou linhas de alta tensão, o que levou à intervenção da E-Redes”, disse Paulo Santos.

Segundo o responsável, os veículos foram afectados por detritos de destroços e quedas de árvores. Em relação à chuva forte registada ao início da tarde, Paulo Santos disse, cerca das 14:25, ainda não ser possível fazer um balanço.

Nas redes sociais começam a surgir vídeos do temporal e de locais inundados na cidade de Lisboa:

ZAP //
8 Novembro, 2022



 

514: Segurança em Lisboa. Planos na gaveta, um vazio de acção e polícias quase só para a TV

SOCIEDADE/LISBOA/POLICIAMENTO/SEGURANÇA

Um ano depois das eleições autárquicas não há ainda medidas significativas para a segurança da cidade. Carlos Moedas exige mais polícias e esquadras, mas a reorganização da PSP de Lisboa, aprovada em 2014, não saiu do papel e 70% dos residentes denunciam que as suas áreas são “escassamente policiadas”.

A noite de Lisboa tem sido o principal alvo de atenção em matéria da segurança da cidade
© Rita Chantre / Global Imagens

Há várias “cidades” que “coabitam dentro da cidade de Lisboa” e só um “conhecimento mais profundo pode fundamentar a tomada de decisão sobre como intervir no sentimento de segurança em cada área” da capital: “com que mensagem, para que público e recorrendo a que medidas”.

Esta é uma das principais conclusões do estudo sobre “O sentimento de segurança e a vitimação na cidade de Lisboa, feito pelo Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova, a pedido da câmara municipal.

Apesar de registar que 80% dos inquiridos se sentem seguros na cidade, este estudo, que tem por base um inquérito a uma amostra representativa de residentes, revela que 69% dos inquiridos mencionam questões relacionadas com a segurança como uma preocupação.

Entre estes, 23% refere-se à falta de segurança, num sentido genérico, como um dos problemas centrais de quem habita em Lisboa; 10% refere o tráfico e o consumo de droga, e mais de 16% das respostas revelam a preocupação com os assaltos e a violência nas ruas.

“Com elevado grau de certeza é possível dizer que o sentimento de insegurança figura entre os problemas de vida urbana que os inquiridos mais identificam“, sinalizam os investigadores da Universidade Nova.

A razão mais apontada para esta percepção é de que “a área de residência é escassamente policiada (70,3%)”. Dos que ainda observam policiamento, 41% afirma que esse patrulhamento é “pouco frequente”.

A confirmação que a falta de policiamento preocupa os lisboetas vai ao encontro do que pensa o presidente da autarquia, Carlos Moedas – e a sua pressão levou a PSP a activar uma esquadra móvel nas zonas com maiores ajuntamentos nocturnos -, mas não teve, ainda, resposta suficiente de quem pode decidir: o Ministério da Administração Interna (MAI) e a PSP.

Plano há oito anos na gaveta

Em 2014 foi aprovado e publicado em deliberação da CML o “Plano de Reorganização do Dispositivo Operacional da PSP em Lisboa”, um acordo do governo, autarquia e PSP, mas não saiu da gaveta.

“Do ponto de vista da CML, aquilo a que a cidade está vinculada é ao acordado oficialmente em 2014, plasmado na nossa Deliberação n.º 244/CM/2014, que continua a vigorar”, frisa o vereador com este pelouro, Ângelo Pereira.

“Constatamos que, passados oito anos, infelizmente não foi cumprida a obrigação de colocar mais polícias a patrulhar as ruas, que até agora só foi activada uma unidade móvel da PSP, e que durante estes últimos quatro anos foram encerradas 14 esquadras e apenas duas novas foram abertas, estando por construir as seis novas esquadras que estão previstas no Plano para substituir as que encerraram”, afiança.

As críticas à “falta de policiamento” e à falta de uma “estratégia de segurança” para a cidade são transversais e atingem também os empresários da noite.

“É preciso morrer alguém para se falar de segurança em Lisboa. Fala-se uns dias, surgem uns planos, depois passa. Até morrer alguém outra vez”, sublinha José Gouveia, da Associação Nacional de Discotecas.

A noite e a diversão nocturna têm sido os focos mediáticos da insegurança em Lisboa, com notícias de assaltos e mortes, como a do agente da PSP, Fábio Guerra.

“Sentimos que a Polícia Municipal tem vontade e vem para a rua, mas tem poderes limitados. A PSP veio agora com a unidade móvel, que é mais um placebo sem lógica nenhuma, com apenas dois polícias.

A PSP prefere estar nas operações stop, numa autêntica pesca de peixe morto. Onde é preciso estar não está. Não há qualquer policiamento.

Bastava uma patrulha de mota a fazer toda a zona entre as docas e o Cais do Sodré – são apenas três minutos – para se sentir segurança. De três em três minutos havia um polícia à porta. Mas não há. Quando era a pandemia havia dezenas de motas a mandar as pessoas para casa“, assinala este responsável.

Noite sem policiamento

Um polícia vale mais que dois ou três seguranças. Estamos dispostos a pagar bem. Até pode ser três ou quatro vezes mais caro. Dois gratificados na zona da 24 de Julho faziam a diferença”, diz.

Ricardo Tavares, da Associação Portuguesa de Bares, Discotecas e Animadores, lamenta a “falta de diálogo” da Câmara para se chegar a “acordos equilibrados que sirvam o interesse de todos, de quem se quer divertir, dos operadores e dos moradores” e garante que têm “estado na linha da frente” a fazer propostas.

“Temos tentado junto à CML que alguma coisa mude. Por exemplo, manter as esplanadas do tempo da pandemia, que serviram também para conter ajuntamentos que são sempre uma oportunidade para assaltos e violência. Servem de medida de segurança.

Os gangues desapareceram, mas agora voltaram às dezenas. Mas há juntas de freguesia que não querem esplanadas e a noite ficou mais desorganizada e com maior risco”, afirma.

Em 2018, na sequência do caso do Urban Beach, o ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e o ex-presidente da CML, Fernando Medina, anunciaram o plano “Noite + Segura”com um conjunto de medidas preventivas, como a video-vigilância em todos os acessos de espaços nocturnos, registo de ocorrências contra-ordenacionais e criminais através de uma plataforma informática partilhada entre CML, PSP e outras entidades envolvidas.

PSP declara aumento da violência

Numa avaliação de risco feita a pedido do Governo, a PSP identificou 23 espaços de diversão nocturna em Lisboa cuja actividade era “susceptível de alteração da ordem pública”.

Questionado sobre este plano, o MAI não tem relatórios de acompanhamento da execução desta política pública, mas garante, genericamente, que “foram implementadas medidas de carácter preventivo, envolvendo a adequação de vias de acesso e locais de estacionamento para viaturas de emergência, reforço da iluminação, restrições horárias da venda ambulante de comida e bebida, distribuição de panfletos, sensibilização para a venda de bebidas alcoólicas a menores ou maior vigilância policial”.

Nem os empresários da noite, nem quem a frequenta, veem polícias, mas o MAI diz que “a PSP mantém acções permanentes e regulares nesses locais, reforçando o policiamento de visibilidade e proximidade“.

Avança o gabinete de José Luís Carneiro que, depois de uma “paragem na implementação e avaliação do programa, imposta pela pandemia, ele irá agora ser retomado – no quadro da Estratégia Integrada de Segurança Urbana que está em preparação – para promover a segurança, paz e tranquilidade públicas e prevenir a criminalidade nas zonas de diversão nocturna”.

Será a secretária de Estado Isabel Oneto a coordenar esta estratégia, a mesma governante que, com Eduardo Cabrita, tinha coordenado o “Noite + Segura”.

Para provar a visibilidade, foi notada a presença no passado sábado, do director nacional da PSP, Magina da Silva, numa destas operações de prevenção na zona do Cais do Sodré, acompanhado pelas televisões.

“A intensidade da violência usada para cometer crimes graves e violentos, com recurso a armas brancas e armas de fogo está a aumentar”, alertou.

Questionada pelo DN sobre os dados concretos de Lisboa em que o director se baseou para esta afirmação, a PSP não respondeu. Assim como não esclareceu nenhuma das questões colocadas pelo DN sobre a segurança em Lisboa, nem sobre a sua actividade.

“Fecho de esquadras gerou sentimento de insegurança”

O vereador do PCP, João Ferreira, tem a convicção de que, com a perda do “policiamento de proximidade”, aumentou o “sentimento insegurança” em Lisboa.

E o problema não é de agora. Já tem, pelo menos, dez anos. “O encerramento de esquadras desde 2012 gerou um claro sentimento de insegurança, porque dificultou um policiamento de natureza mais preventiva e menos reactiva. Acabou aquilo que deve acontecer: o policiamento de proximidade”, considera.

A conclusão é simples: “Quando as esquadras fecham, as zonas da cidade onde elas existiam não ficam mais seguras”.

A lista de encerramentos é extensa e percorre toda cidade. “Tivemos o encerramento de esquadras na Praça do Comércio, Cais do Sodré, em Alcântara, no Bairro do Cabrinha, no Rossio, na Mouraria, na Gomes Freire, em Santa Marta, em Arroios, e esta é uma zona onde existe um claro sentimento de insegurança, no Rego, em Marvila, em Chelas, no Bairro do Condado, Bela Vista, Alta de Lisboa, Carnide… tudo isto foram esquadras que encerraram em Lisboa nos últimos anos”, lembra o vereador comunista.

Tal como elenca as esquadras que foram fechadas, João Ferreira não deixa esquecer as promessas de quem as encerrou. “Na altura diziam que as esquadras fechavam, mas que os polícias continuavam à mesma na rua. Mas não foi isso que aconteceu”, constata.

O resultado depois destes anos, sublinha, é que “nem esquadra, nem, em muitos destes sítios, polícias ou pelo menos com a regularidade desejável”.

João Ferreira reconhece que Carlos Moedas até tem admitido que esta situação “é um problema, até tem defendido a reabertura de esquadras, embora tenhamos nós muitas dúvidas de que seja por via daquelas carrinhas, ditas esquadras móveis, que o problema se vá resolver”.

O presidente da câmara, diz o vereador do PCP, precisa de perceber que, “nalguns casos, é mesmo necessário reabrir as esquadras que encerraram”.

E há um exemplo, a esquadra de Carnide, que, para João Ferreira, não faz sentido que se mantenha fechada: “A esquadra fechou por falta de condições, mas o espaço é da câmara! Portanto, a câmara tem mais é de fazer as obras e criar as condições para que a esquadra reabra rapidamente”.

Beatriz Gomes Dias, do BE, pede, tal como o PCP, uma “resposta de proximidade, uma polícia de proximidade”, mas entende que só “respostas aos problemas sociais, com políticas sociais robustas, ajudam a reduzir algumas percepções de insegurança que possam existir em determinados territórios da cidade”.

A vereadora bloquista verifica que há várias Lisboas numa “cidade desigual e que é policiada de forma desigual”. Ou seja, “há territórios onde se pede um policiamento como se houvesse um estado de excepção e noutros é um policiamento mais de proximidade e pedagógico.”

Rui Tavares, do Livre, recorre às estatísticas para dizer que “Lisboa é uma cidade segura”, mas alerta que “há categorias da criminalidade a que é preciso estar atento” e que surgem nos relatórios de Segurança Interna.

“Alguma delinquência grupal, juvenil, alguma criminalidade com origem no discurso do ódio. Vemos uma preocupação cada vez mais maior dos Serviços de Segurança com a extrema-direita e é preciso estar atento. Temos que estar atentos”, alerta.

Inês Drummond, vereadora do PS, referiu apenas que “a segurança não é um problema grave que se coloque em Lisboa”.

Ao longo da semana, o DN avalia o estado da cidade de Lisboa, um ano após a eleição de Carlos Moedas para liderar a câmara. O tema de amanhã será Habitação e Turismo.

Diário de Notícias
Valentina Marcelino e Artur Cassiano
28 Setembro 2022 — 00:13



 

144: Oposição propõe suspensão de novos AL em Lisboa por mais seis meses

…”Carlos Moedas mostrou-se, aliás, muito crítico da medida. “A suspensão imediata de novos registos de alojamento local que os partidos de esquerda e a vereadora independente aprovaram revela um sinal muito negativo para o turismo, para a economia local e, acima de tudo, para milhares de famílias que veem aqui um entrave aos seus rendimentos”“. Nota-se que no local de residência do sr. Moedas, os AL’s não lhe colocam o lixo à sua porta… E que tal uma fiscalização aos AL’s clandestinos?

SOCIEDADE/AL

Prazo de interdição actualmente em vigor, aprovado com o voto contra de PSD e CDS, termina em Outubro. PS avança com nova proposta, também subscrita por BE e Livre.

Suspensão abrange as freguesias em que o número de fogos afectos ao alojamento local exceda os 2,5% do parque habitacional.
© Álvaro Isidoro/Global Imagens

A oposição na Câmara de Lisboa – PS, Bloco de Esquerda e Livre – quer prorrogar por mais seis meses a proibição de abertura de novos alojamentos locais (AL) em 14 freguesias da cidade.

A interdição que está actualmente em vigor termina no próximo mês de Outubro, pelo que os vereadores socialistas, a que se juntam a vereadora do BE e a do Livre, vão avançar com uma proposta para que a suspensão se mantenha até Março do próximo ano, até que haja um novo regulamento municipal para o AL.

A proposta que será apresentada para discussão e votação do executivo camarário (e que terá de ir depois à Assembleia Municipal) prevê que não sejam aceites novas licenças nas freguesias onde o número de fogos afectos ao alojamento local exceda os 2,5% do parque habitacional.

Uma medida que abrange a Ajuda, Alcântara, Areeiro, Arroios, Avenidas Novas, Belém, Campo de Ourique, Estrela, Misericórdia, Parque das Nações, Penha de França, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente. Ficam fora da suspensão as freguesias de Alvalade, Beato, Benfica, Campolide, Carnide, Lumiar, Marvila, Olivais, Santa Clara e São Domingos de Benfica.

O documento, a que o DN teve acesso, prevê ainda que a Direcção Municipal de Urbanismo apresente à câmara um estudo urbanístico do turismo na cidade, até 10 de Outubro, numa análise que (entre outros pontos) especifique o rácio do alojamento local face aos imóveis disponíveis para habitação nas várias freguesias.

No texto que vai propor a votação, o PS sublinha que este estudo já era pedido na proposta inicial que ditou a suspensão de novos AL – que foi aprovada na câmara em Dezembro de 2021 e depois, em Março, na Assembleia Municipal – e que “ainda não foi elaborado, nem apresentado à Câmara Municipal”.

Na defesa de que esta é uma medida com resultados efectivos na regulação do mercado da habitação em Lisboa, a proposta cita um estudo apresentado pela Fundação Francisco Manuel do Santos, que “confirma que a suspensão que agora se prorroga levou à “contracção nas vendas e nos preços””, concluindo que “após a implementação da proibição parcial de novos registos em Lisboa, venderam-se menos cerca de 20% de casas e houve uma redução de 9% dos preços dos imóveis nas zonas onde a proibição entrou em vigor”.

“Evitar que as pessoas sejam empurradas para fora da cidade”

Para a vereadora socialista Inês Drummond, a extensão do prazo de interdição de novos AL é essencial para evitar um interregno da medida que abra as portas a “uma corrida brutal” à abertura de novas unidades em zonas da cidade que já têm uma sobrecarga deste tipo de alojamento turístico.

Para isso é preciso que a proposta seja aprovada até meados de Outubro, altura em que expira a decisão anterior. O objectivo último é que a proibição se mantenha enquanto é elaborado um novo regulamento municipal para o AL, um processo necessariamente moroso.

“Há aqui um tempo burocrático que pode demorar três, quatro meses”, diz a coordenadora da vereação socialista. O novo regulamento terá de ir à câmara, depois a consulta pública, submetido novamente ao executivo camarário e depois à Assembleia Municipal.

A restrição inicial que está agora em vigor foi aprovada, na câmara e na Assembleia Municipal, pelos partidos da oposição, à revelia da coligação “Novos Tempos”, que votou contra.

Carlos Moedas mostrou-se, aliás, muito crítico da medida. “A suspensão imediata de novos registos de alojamento local que os partidos de esquerda e a vereadora independente aprovaram revela um sinal muito negativo para o turismo, para a economia local e, acima de tudo, para milhares de famílias que veem aqui um entrave aos seus rendimentos”, afirmou então o líder da autarquia, manifestando-se contra “propostas radicais”.

“O que prejudica a economia da cidade é os lisboetas não conseguirem viver em Lisboa”, contrapõe Inês Drummond, defendendo que a câmara deve recorrer a “todos os instrumentos” disponíveis para “evitar que as pessoas sejam empurradas para fora da cidade” por falta de habitação a preços comportáveis. “Nós não somos contra o AL, também tem lugar em Lisboa.

Não pode é comprometer a vivência da cidade, de repente termos zonas onde os lisboetas não conseguem viver”, argumenta a antiga presidente da Junta de Freguesia de Benfica, que espera uma posição favorável dos vereadores à esquerda, nomeadamente do PCP, que votou favoravelmente a interdição inicial.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
29 Agosto 2022 — 00:00