913: Artemis 1: Hoje é um dia especial, a nave Orion entra na órbita lunar (vídeo)

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/NASA/LUA/ARTEMIS 1

A nave espacial Orion da missão Artemis 1 DA ASA chegará à órbita da Lua hoje, sexta-feira dia 25 de Novembro, e poderá assistir ao momento marcante ao vivo. O evento, que acontecerá pelas 21:52 hora de Lisboa, irá por à prova a cápsula, dado que o caminho até lá chegar é sinuoso.

Com mais esta etapa, a nave não tripulada atinge com sucesso o seu objectivo principal. A entrada em órbita será acompanhada da Terra e poderá assistir a tudo em directo. Veja como.

Artemis 1: Hoje será batido um novo recorde

Hoje, pelas 21:52 horas de Portugal continental, a Orion está programado para ligar o motor que irá atirar a nave espacial numa órbita retrógrada distante à volta da Lua.

A cápsula irá utilizar o Módulo de Serviço Europeu, projectado e implantado pela Agência Espacial Europeia (ESA), que realizará uma manobra com suporte da gravidade da Lua. É esse movimento que é chamado de “órbita retrógrada distante” (DRO).

Segundo informações a DRO levará Orion cerca de 64.000 quilómetros para além da lua no seu ponto mais distante. Ao percorrer este caminho, a cápsula estabelecerá um novo recorde, afastando-se mais da Terra do que qualquer outra nave espacial anterior de classificação humana.

A actual marca de 400.171 km é mantida pela missão Apollo 13 da NASA, que não se destinava a viajar tão longe. A Apollo 13 deu a volta à Lua em vez de aterrar no solo lunar, depois da explosão de um tanque de oxigénio no módulo de serviço da nave espacial.

Orion vai chegar, cumprimentar a Lua e vir embora

A Orion passará um pouco menos de uma semana na DRO. A cápsula deixará a órbita lunar com o impulso gerado após ligar o motor no dia 1 de Dezembro, depois começará a viagem para casa, para a Terra.

A nave chegará aqui no dia 11 de Dezembro com um mergulho no Oceano Pacífico ao largo da costa da Califórnia, se tudo correr como planeado.

A missão Artemis 1 de quase 26 dias foi concebida para testar a Orion e o enorme foguetão, o SLS (Sistema de Lançamento Espacial), que enviou a cápsula para o céu na semana passada, antes das missões planeadas da tripulação para a Lua.

O primeiro desses voos dos astronautas, Artemis 2, enviará a Orion à volta da Lua em 2024. A missão Artemis 3 vai então aterrar no solo lunar perto do Polo Sul da Lua em 2025 ou 2026. Seguir-se-ão outras missões de alunagem, à medida que a NASA constrói um posto de investigação da tripulação na região polar sul – um objectivo-chave do seu programa Artemis.

Veja aqui em directo a entrada da Orion na órbita retrógrada distante da Lua:

Pplware
Autor: Vítor M
25 Nov 2022



 

847: Homem vai viver na Lua antes de 2030

ESPAÇO/LUA/VIDA HUMANA

Previsão reforçada por chefe da NASA, poucos dias depois do lançamento da Artemis.

NASA

Artemis. Mesmo muita gente que não costuma estar atento a notícias sobre a Lua, ou o Espaço, deve ter ouvido este nome na semana passada.

O foguetão lunar de 98 metros, sem tripulantes, é o mais poderoso alguma vez construído pela NASA. Foi lançado na quarta-feira.

Faz parte do processo de os EUA tentarem voltar a colocar o Homem na Lua, pela primeira vez desde o fim do programa Apollo, há 50 anos.

Este regresso (concretizado) às explorações lunares deixou um chefe da NASA “a viver um sonho” e com uma sensação “inacreditável”.

Em entrevista à BBC, Howard Hu, chefe do programa de espaço-naves lunares Orion da NASA, disse que este é o primeiro passo de uma exploração espacial profunda, não só para os EUA, como também para todo o planeta.

“Acho que foi um dia histórico para a NASA, para todos que gostam do Espaço e da exploração espacial. Quer dizer, vamos voltar à Lua“, continuou.

A ideia é mesmo o Homem voltar à Lua. Não apenas de passagem; o objectivo é mesmo o Homem viver e trabalhar na Lua antes de 2030.

“Certamente, nesta década, teremos pessoas a viver na Lua durante umas temporadas, dependendo de quanto tempo estaremos na superfície. Terão habitats e rovers no solo”, afirmou.

Para já, a cápsula está a cumprir o previsto, na sua viagem. Deverá voltar à Terra no dia 11 de Dezembro.

A NASA quer colocar uma nave com pessoas, ao redor da Lua, em 2024. Pousar na Lua fica para o ano seguinte, ou 2026.

ZAP //
22 Novembro, 2022



 

843: Artemis 1: Cápsula Orion, da NASA, completa com sucesso o seu voo próximo à Lua

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ARTEMIS 1/LUA/NASA

A missão Artemis 1 continua no espaço e a decorrer como a NASA e os seus parceiros esperavam. Agora que a cápsula Orion está próxima da Lua, é hora de realizar algumas manobras mais críticas e que vão avaliar o futuro desta missão.

Esta cápsula da NASA atingiu um novo momento crítico e chegou ao pronto mais próximo da Lua. Voou a 130 km do satélite natural da Terra durante o voo mais próximo, enquanto realizava um teste ao seu sistema de propulsão.

Cápsula Orion passou a rasar a Lua

Foi durante dois minutos e 20 segundos que o motor principal da cápsula Orion este activo para corrigir a sua trajectória. Esta acção foi criada para testar mais uma das várias fases que esta cápsula terá de realizar nas futuras missões que vão acontecer.

No momento do teste, a Orion viajava 528 quilómetros acima da Lua e deslocava-se a 8.064 km por hora. No seu momento mais próximo da Lua passou a apenas 130 km desta, marcando a aproximação lunar mais próxima da missão Artemis 1. A cápsula acabou por ficar a viajar a velocidades que chegam a 8.211 km/h, agora que se afasta da Lua.

Artemis 1 vai continuar a sua missão

Esta foi a primeira de duas manobras necessárias para entrar na órbita retrógrada distante à volta da Lua. Na próxima sexta feita, dia 25, a Orion irá realizará a queima de inserção em órbita retrógrada distante, usando o Módulo de Serviço Europeu. A cápsula Orion vai permanecer nesta órbita por cerca de uma semana para testar os sistemas da espaço-nave.

A órbita retrógrada distante é conhecida como tal porque as naves nesta órbita viajam muito longe da Lua nos seus pontos mais distantes. Também o é porque viajam à volta da Lua em direcção oposta à direcção em que a o satélite natural orbita a Terra. Esta “altamente estável” e “permite que uma nave reduza o consumo de combustível e permaneça em posição enquanto viaja à volta da Lua”.

NASA vê esta missão como um sucesso

As estações terrestres na Terra perderam temporariamente o contacto com a Orion, quando a cápsula passou atrás da Lua. A Deep Space Network da NASA restabeleceu o contacto 34 minutos depois. Caso pretenda seguir este voo, a NASA tem disponível um site com toda a informação em tempo real.

Na informação partilhada, a NASA revelou que a Artemis 1 tem sido uma missão muito limpa”. A equipe trabalhou em 13 anomalias, a maioria das quais são “relativamente benignas”. A cápsula Orion está a “superar as expectativas” e é esperada que volte à Terra no dia 11 de Dezembro.

Pplware
Autor: Pedro Simões
22 Nov 2022



 

826: NASA: Teremos seres humanos a viver na Lua ainda esta década

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/VIDA/LUA

Quando será poderemos viver na Lua? Esta é uma questão que se tem colocado, face aos avanços que têm acontecido na área espacial. Howard Hu, considerado o “pai” da missão Artemis e responsável do projecto aeroespacial Orion da NASA referiu que em breve teremos seres humanos a viver na Lua.

O passo seguinte? Marte.

Seres humanos a viver na Lua: devem ser criados habitats

Até 2030 a NASA tem intenções de ter astronautas a viver e a trabalhar na Lua. Tal afirmação foi proferida por Howard Hu, líder do projecto aeroespacial Orion, da agência americana, ao programa de Laura Kuenssberg, da BBC. Para que tal aconteça deverão ser criados habitats específicos e aeronaves destinadas a apoiar o seu trabalho.

“Certamente, nesta década, teremos seres humanos a viver lá por alguns períodos. Terão habitats e rovers no solo”, afirmou, acrescentando que os astronautas enviados para a superfície da Lua estarão lá a fazer “fazer ciência”.

“É o primeiro passo que estamos a dar rumo à exploração profunda do Espaço a longo prazo, não apenas para os EUA mas para o Mundo. É um dia histórico para a NASA mas também para todos aqueles que amam o voo espacial humano”, referiu, durante a entrevista. Howard Hu disse ainda que a missão Artemis representa o início do regresso do ser humano à Lua.

Se tudo correr bem com a missão, o próximo voo já será tripulado. É provável que esse voo leve astronautas a pousarem na Lua, o que não acontece desde a Apollo 17, em Dezembro de 1972.

A missão Artemis 1, é a primeira etapa para a NASA voltar a colocar a humanidade em solo lunar, que deverá acontecer em 2024. A caminho do satélite natural, a viagem da cápsula poderá ser acompanhada por todos nós na Terra.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
20 Nov 2022



 

810: Artemis 1: Siga a nave Orion da NASA no seu caminho até à Lua

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ARTEMIS/LUA

Após vários adiamentos, no passado dia 16 de Novembro, o foguetão SLS da NASA, que carregava a nave Orion, finalmente disparou até ao espaço com o objectivo de chegar à Lua.

A missão Artemis 1, é a primeira etapa para a NASA voltar a colocar a humanidade em solo lunar, que deverá acontecer em 2024. A caminho do nosso satélite natural, a viagem da cápsula poderá ser acompanhada por todos nós na Terra.

A agência espacial norte-americana disponibiliza um site com informação em tempo real, assim como imagens, que nos faz sentir como se estivéssemos na parte de fora da nave.

A Artemis 1, o primeiro voo do programa Artemis, lançado no início da manhã de quarta-feira passada. Um foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), na sua primeira missão de sempre, enviou com sucesso uma nave espacial Orion não tripulada em direcção à Lua.

Embora o lançamento tenha terminado, podemos continuar a acompanhar em tempo real a missão de quase um mês neste website da NASA. E, se quiser, pode descarregar os dados da trajectória para criar as suas próprias aplicações, conforme sugeriu a agência.

Acompanha em directo o caminho da Orion até à Lua

O website mostra uma animação da Orion no espaço com o tempo decorrido da missão, a velocidade da cápsula e a sua distância da Terra e da Lua.

Podemos mudar a vista da nave espacial girando a câmara, assim como podemos mesmo escolher a perspectiva entre quatro câmaras da matriz solar, ou alternar entre as vistas da rota da missão até agora. Também é possível olhar para a nave espacial de perto.

Os dados da efeméride podem ser utilizados para seguir o Orion com a sua própria aplicação de software de voo espacial ou telescópio. Pode também ser usado para criar um modelo de física, animação, visualização, aplicação de monitorização ou outros projectos concebíveis.

Disse Erika Peters, editora do blog da NASA sobre este serviço.

A viagem “nos olhos” da Artemis 1

Os vectores de estado disponíveis, ou dados que descrevem a localização e movimentos da Orion no espaço, poderão também ser usados para aplicações de monitorização e visualização de dados abrindo uma janela de mais informação sobre esta viagem da NASA e também mais informação sobre o projecto.

Os dados visíveis online são os mesmos que são gerados por um grupo dentro do controlo da missão da NASA no Johnson Space Center em Houston.

O grupo, chamado operações de dinâmica de voo (FDO), é responsável por “manter um registo da localização da nave espacial e de onde ela vai estar.

O FDO ganha informação ao seguir a Orion na Rede do Espaço Profundo, que é um trio de enormes antenas parabólicas na Terra que permitem a comunicação com as missões da NASA através do sistema solar. Entre a informação de rastreio recebida e os modelos que a FDO gera, a equipa pretende fornecer precisão no caminho da Orion para alimentar os controladores de voo da Artemis.

Imagem: NASA
Fonte: NASA

Pplware
Autor: Vítor M
19 Nov 2022



 

744: NASA vai protagonizar o primeiro negócio na Lua — e abrir um precedente perigoso

NASA/LUA/NEGÓCIOS/STARTUP JAPONESA

A NASA e uma startup japonesa vão protagonizar a primeira transacção comercial no Espaço. O objectivo é abrir um precedente.

ispace

O Japão concedeu a uma startup a primeira licença de sempre para realizar actividades comerciais na Lua. A ispace vai recolher e vender uma pequena quantidade de solo lunar à NASA.

“Se a ispace transferir a propriedade dos recursos lunares para a NASA de acordo com o seu plano, será o primeiro caso no mundo de transacções comerciais de recursos espaciais na Lua por um operador privado”, sublinhou Sanae Takaichi, ministro de Estado do Japão para a Política Espacial.

“Este será um primeiro passo inovador para o estabelecimento da exploração espacial comercial por operadores privados”, acrescentou.

A transacção comercial pode não tardar. A empresa sediada em Tóquio planeia enviar a sua nave Hakuto-R para a Lua através da Falcon 9, da SpaceX, já no dia 22 de Novembro.

Segundo o Singularity Hub, o lander ajudará a entregar uma variedade de cargas, incluindo dois rovers, além de cumprir o contrato com a NASA.

O negócio está muito longe de ser lucrativo para a startup nipónica, que vai receber 5 mil dólares pelo regolito recolhido. O plano é dar à NASA qualquer sujidade que fique acumulada na base da nave. Afinal de contas, a poeira lunar pouco interessa à agência espacial.

O único objectivo é abrir um precedente de negociação entre empresas privadas para extrair e vender recursos na Lua.

O regolito é uma camada solta de material heterogéneo e superficial que cobre uma rocha sólida. Trata-se, portanto, de um material não consolidado e residual, uma vez que é formado por material originário da rocha fresca imediatamente subjacente.

A sua mineração pode extrair água, oxigénio, metais e um isótopo chamado hélio-3, que pode abastecer reactores de fusão nuclear, gerando energia livre de resíduos.

Estima-se que exista um milhão de toneladas de hélio-3 na Lua, ainda que apenas 25% possa ser trazido para a Terra. No entanto, esta quantidade é suficiente para responder à demanda de energia do nosso planeta durante, pelo menos, dois séculos. O hélio-3 pode valer quase 5 mil milhões de dólares por tonelada – e pode mesmo tornar-se o novo “ouro negro”, mas da Lua.

A exploração lunar é controversa. Os EUA têm promovido activamente a exploração comercial de recursos espaciais, nomeadamente através dos chamados Acordos de Artemis.

EUA, Japão, Luxemburgo e Emirados Árabes Unidos assinaram uma legislação nacional que concede às empresas os direitos sobre os recursos que extraem.

Uma voz de contestação chegou da Rússia. No ano passado, o director-geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, disse que países não deveriam usar a legislação nacional para tomar decisões sobre o quer fazer com os recursos espaciais.

Daniel Costa, ZAP //
16 Novembro, 2022



 

743: A humanidade está mais próxima da Lua! Lançamento do Artemis da NASA foi um sucesso

CIÊNCIA/NASA/ARTEMIS

Depois de inúmeros contratempos, a Missão Artemis 1 foi finalmente lançada. Inicialmente marcado para 29 de Agosto, o lançamento do foguetão que será o primeiro passo para voltar a levar terráqueos à Lua.

Está assim marcado oficialmente o início do programa Artemis da NASA.

A primeira parte da Missão da NASA está concluída

Foram fugas de combustíveis, depois tempestades tropicais e furacões. O universo parecia que estava a conspirar contra a missão da NASA, mas depois de um investimento na ordem dos quatro mil milhões de dólares, eis que o programa Artemis I arrancou oficialmente.

Este voo de teste destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos. O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à Lua há meio século.

Depois do sucesso de Artemis I…

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste. A missão de órbita lunar tem uma duração prevista de seis semanas.

Além disso, ao longo do caminho, a cápsula implantará 10 CubeSats projectados para realizar as suas próprias investigações científicas destinadas a ajudar futuras missões no espaço profundo.

O Artemis I irá fornecer à NASA os dados necessários para garantir que os astronautas possam voar com segurança para a Lua a bordo da cápsula Orion.

Dará também a oportunidade de verificar se o escudo térmico do veículo pode proteger adequadamente os astronautas a bordo quando ele reentrar na nossa atmosfera e cair no Oceano Pacífico.

Se tudo correr como esperado, a NASA poderá começar a planear a missão Artemis II, que será a primeira missão tripulada da Orion e enviará astronautas num sobrevoo lunar.

Antes mesmo desta última tentativa bem sucedida, a equipa da Space Force dos EUA teve que enfrentar mais uma fuga de hidrogénio e ainda um problema num radar de monitorização do foguetão. Tudo contratempos resolvidos a tempo do lançamento, ainda que tenha sido adiado por 1 hora, algo que já estava de certa forma nos planos.

Pplware
Autor: Maria Inês Coelho
16 Nov 2022



 

742: Será que é desta que a NASA consegue? Vai tentar lançar agora a missão Artemis 1

CIÊNCIA/ESPAÇO/NASA/ARTEMIS 1

A NASA quer voltar a pisar a Lua e assim retomar os seus planos para explorar o nosso satélite natural. Os planos estão definidos e o momento para serem iniciados estão já atrasados face ao que era a ideia original.

Tudo vai começar com a missão Artemis 1, que irá testar todos os elementos necessários, ainda sem a presença de qualquer astronauta. Depois de vários problemas, tudo aponta para que seja hoje que esta missão vai rumar à Lua e assim dar início a este projecto gigantesco. Assim, assista aqui a mais um momento único na história da humanidade.

A NASA vai tentar novamente

Foram já várias as vezes que a missão Artemis 1 esteve na plataforma de lançamento para rumar ao espaço. Em todas estas vezes existiram problemas associados ao tempo, que obrigaram a adiar o lançamento deste conjunto que será capaz de levar o Homem até à Lua.

A NASA vai tentar novamente um lançamento com sucesso, tendo já iniciado a contagem rumo a esse momento. Tudo deverá acontecer esta madrugada, perto das 6 da manhã (6:04 UTC), mas com a transmissão de todos os momentos de preparação a ter lugar antes.

Missão Artemis 1 vai rumar à Lua

O programa Artemis quer devolver o Homem à Lua durante a década actual. Antes deste passo gigante, a missão Artemis I terá de abrir caminho até ao satélite natural da Terra. O objectivo desta missão é levar uma cápsula Orion, não tripulada, para a órbita da Lua e avaliar todo o processo.

A viagem actual terá uma duração de 25 dias e irá orbitar a Lua, sendo depois seguida por uma tripulada, com o objectivo de também orbitar nosso satélite. A alunagem chegará com a missão Artemis III, algo que se espera vir a acontecer durante a segunda metade da década actual.

Mais do que a cápsula Orion neste voo

A Artemis I não será a única missão a bordo do enorme SLS. O lançamento servirá para colocar em órbita uma dezena de cubesats, missões secundárias como o BioSentinel, a primeira experiência de biologia no espaço profundo, que estudará os efeitos da radiação em seres vivos.

Está assim aberta a porta para que a Artemis 1 rume à Lua e que mostre que todo o trabalho realizado nos últimos anos pela NASA e os seus parceiros. Depois de vários problemas, a janela é a ideal e tudo estará pronto para este voo único.

Pplware
Autor: Pedro Simões
16 Nov 2022



 

679: NASA: Foguetão lunar resistiu ao furacão e está pronto para 1.º voo de teste

CIÊNCIA/NASA/FOGUETÃO LUNAR

A missão Artemis está já em curso e dela fazem parte vários ensaios até ao dia em que a cápsula Orion aterrará na Lua. Até lá, a NASA terá de enviar a Artemis I, que tem como objectivo chegar a orbitar o nosso satélite natural sem tripulação e regressar.

Contudo, o lançamento do SLS, o foguetão que levará a nave Orion para o espaço, tem sofrido vários atrasos. O último deveu-se a um novo furação que passou pela plataforma.

Com uma tempestade que ainda atingiu o foguetão, a equipa queixou-se que não foi avisada antecipadamente de mais este evento meteorológico que atingiu o SLS. Ao que parece está tudo OK com o veículo que está de novo pronto a voar. A data parece já ter sido marcada!

Missão Artemis I está de novo a mexer

O foguetão lunar da NASA necessita apenas de pequenas reparações após ter sofrido um furacão no bloco e está no bom caminho para o seu primeiro voo de ensaio na próxima semana, disse um alto funcionário na sexta-feira.

Neste momento, nada nos impede” de tentar um lançamento na quarta-feira.

Disse Jim Free, administrador da NASA.

Segundo Free, o vento nunca ultrapassou os limites do projecto do foguetão, pois o furacão Nicole varreu o Kennedy Space Center na quinta-feira. Mas o responsável da NASA reconheceu que se a equipa de lançamento tivesse sabido antecipadamente que um furacão iria atingir, provavelmente teriam mantido o foguete dentro de casa.

O foguete foi transferido para a plataforma no final da semana passada para a sua missão de demonstração de 4,1 mil milhões de dólares.

As rajadas atingiram os 160 km/h no topo da torre de lançamento, mas não foram tão fortes quanto no foguete. Os modelos de computador indicam que não deve haver problemas de força ou fadiga devido à tempestade, mesmo no interior do foguetão, referiu Free.

A NASA tinha como objectivo um lançamento antecipado na segunda-feira, mas colocou-o em espera durante dois dias por causa da tempestade.

Foguetão da NASA mais poderoso alguma vez construído

O foguete de 98 metros (que pesa 2.608 toneladas), conhecido como SLS (Space Launch System), é o mais poderoso alguma vez construído pela NASA. Uma cápsula da tripulação no topo do foguetão, com três manequins de teste a bordo, disparará para a Lua – o primeiro voo deste tipo em 50 anos, quando os astronautas da Apollo visitaram o nosso satélite pela última vez.

A NASA quer testar todos os sistemas antes de colocar os astronautas a bordo em 2024 para uma viagem à volta da lua.

Duas tentativas anteriores de lançamento, no final do verão, foram frustradas por fugas de combustível. O furacão Ian também forçou um regresso ao hangar no final de Setembro.

Pplware
Autor: Vítor M.
12 Nov 2022



 

“Colocar humanos na Lua dentro de dois anos parece-me realista”

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

No mês do lançamento de teste do programa Artemis, ex-astronauta da NASA Mike Massimino falou com o DN sobre o futuro do sector e deixa conselhos para quem quiser seguir a carreira.

Mike Massimino esteve mais do que uma vez na Estação Espacial Internacional e contribuiu para melhorar o telescópio Hubble.
© D.R.

Quando, em 1969, David Bowie chamava pelo Major Tom, no hino Space Oddity e, dois anos mais tarde, se questionava se haveria vida em Marte (Life on Mars?), estaria longe de imaginar que 40 anos volvidos, em 2009, se faria o primeiro tweet no espaço. O autor? Mike Massimino, na altura astronauta da NASA.

Entretanto reformou-se, mas continua a falar sobre o Espaço e astronomia (participou na série A Teoria do Big-Bang e atualmente é professor na Universidade Columbia, nos Estados Unidos. Pelo meio ainda escreveu um livro).

Por estes dias, discursou num evento da startup Unbabel, organizado no âmbito da Web Summit e, ainda que à distância, o DN conversou com o ex-astronauta sobre o futuro do sector espacial, que considera ser “cada vez mais entusiasmante”.

Sobretudo por um motivo: “Já não são apenas os governos e as agências governamentais, há também empresas privadas, como a Space X e a Blue Origin, que já começaram a levar mais pessoas ao espaço. É um paradigma completamente novo.”

“O espaço está cada vez acessível e próximo de nós, mas a Lua deve chegar primeiro, só depois se pode pensar em colocar humanos em Marte.”

Neste campo, há também planos para, em breve, colocar humanos novamente na Lua. O projecto não é novo – começou em 2017 – mas os primeiros lançamentos vão acontecer na próxima segunda-feira [dia 14], depois de já terem sido cancelados por problemas no propulsor que será testado. Apesar de tudo, Mike Massimino acredita que o programa Artemis é mesmo “o próximo grande passo para a Humanidade”.

“A Lua é o próximo local onde as pessoas chegarão. Colocar humanos lá dentro de dois anos parece-me realista; dentro de quatro, talvez colocar pessoas a andar novamente na superfície lunar”, acrescenta. E depois, o que se segue? “A intenção seguinte é construir uma base e criar uma colónia lunar.

A última vez que se colocou um humano na Lua foi há 50 anos e nunca mais se voltou a ir, temos de voltar a colocar astronautas lá e, desta vez, para ficar. Isto também é entusiasmante, e pode ser novamente uma oportunidade para entendimentos entre governos e empresas privadas trabalharem em conjunto”, defende.

Pensar mais além, neste momento, pode ser irrealista, alerta. “Tivemos recentemente a missão DART [que interceptou e desviou um asteróide], temos o telescópio espacial James Webb…

O espaço está cada vez acessível e próximo de nós, mas a Lua deve chegar primeiro, só depois se pode pensar em colocar humanos em Marte”, até porque “não convém esquecer que o acesso é mais difícil, são necessários mais recursos.

Já é difícil o suficiente colocar pessoas na Lua, é preciso ter paciência antes de pensar estarmos em Marte”, relembrando: “Seria preciso lidar com radiação, e em caso de emergências médicas é preciso pensar em como se solucionariam estas questões.”

Mike Massimino foi a primeira pessoa a fazer um tweet no espaço, em 2009. Já participou numa série televisiva e, actualmente, é professor na Universidade Columbia.

No contexto actual, há cada vez mais espaço para novas forças e entidades aparecerem nas ciências espaciais e nos estudos interplanetários – algo que pode ser feito, sobretudo, através de colaborações entre entidades, como defende Mike Massimino, que considera que a situação geopolítica actual – com uma guerra na Europa e, por exemplo, a China a procurar construir uma estação espacial própria – pode não prejudicar esta área. “A colaboração é sempre uma coisa boa.

Há que compreender isso. E mesmo com a guerra, agências espaciais como a NASA, a ESA (Agência Espacial Europeia) e outras entidades continuam a trabalhar com a agência espacial russa”, ressalva, acrescentando: “Essa é uma das coisas boas dos programas de estudo e pesquisas espaciais.

Essa interdependência entre as partes, que resulta nesta colaboração. Lançámos recentemente astronautas russos em cápsulas americanas, e vice-versa. Acho que isso vai continuar, apesar de tudo.”

Voltemos à Terra, a Portugal (de que Mike Massimino confessa gostar muito, “principalmente de Sagres, um dos sítios favoritos no planeta”) e a Lisboa, neste caso.

Com uma agência espacial criada há três anos, Portugal procura o seu espaço nos programas espaciais internacionais (a astrobióloga Zita Martins foi recentemente contratada pela ESA para o projecto Comet Interceptor).

Por isso, que conselho deixa Mike Massimino aos presentes na LangOps Universe (o evento da Unbabel onde discursou), caso queiram ser astronautas? “Olhem para o meu caso: fui rejeitado três vezes, falhei o exame de acuidade visual.

A educação é a chave neste processo e as contribuições em Terra são igualmente importantes. Estudem, porque precisamos um pouco de várias pessoas de áreas diferentes, desde economia a medicina. Estudem e apostem na educação”, remata.

rui.godinho@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Miguel Godinho
10 Novembro 2022 — 00:09