205: Deputados aprovam subida de cinco para 20 dias de falta em caso de morte de cônjuge

 

– Os “revolucionários” burgueses do BE, com a abstenção a esta medida mais que justa, mostram bem ao que vêem! Confiar nesta gajada? Chiça!

🇵🇹 LUTO // FALTAS

A medida resulta de uma proposta do PS aprovada com os votos a favor do PS, PSD e PCP e a abstenção do BE.

© Leonardo Negrão / Global Imagens

Os trabalhadores passam a poder faltar durante 20 dias, em vez dos actuais cinco dias, em caso de morte de cônjuge, segundo uma alteração ao Código do Trabalho aprovada esta terça-feira na especialidade pelos deputados.

A medida resulta de uma proposta do PS aprovada com os votos a favor do PS, PSD e PCP e a abstenção do BE no grupo de trabalho da Comissão do Trabalho, Segurança Social e Inclusão sobre as alterações à legislação laboral no âmbito da Agenda do Trabalho Digno.

O Código do Trabalho, na versão em vigor, determina que o trabalhador pode faltar justificadamente “até 20 dias consecutivos por falecimento de descendente ou afim no 1.º grau na linha recta” e ” até cinco dias consecutivos, por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim ascendente no 1.º grau na linha recta”.

A proposta agora aprovada aumenta de cinco para 20 dias de faltas em caso de morte de cônjuge. Além disso clarifica os tipos de parentesco incluídos nos 20 dias, detalhando que se aplicam por “falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens, filho ou entidade”.

Com esta alteração, a lei passa a prever, no caso dos cinco dias de faltas que estas são aplicáveis em caso de morte “de parente ou afim no 1.º grau na linha recta”.

Para o Bloco de Esquerda a nova redacção acaba por reduzir o período de faltas em caso de morte de genro ou nora, por exemplo, o que motivou que os deputados bloquistas optassem pela abstenção.

Também esta terça-feira, os deputados aprovaram uma proposta do PS de aditamento Código do Trabalho, que prevê a possibilidade de falta em caso de luto gestacional atribuindo três dias aos pais nesta situação.

O Código do Trabalho já prevê um regime de faltas por motivo de morte de cônjuge, parente ou afim, determinando que o trabalhador pode faltar justificadamente “até 20 dias consecutivos, por falecimento de descendente ou afim no 1.º grau na linha recta” ou “até cinco dias consecutivos, por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim ascendente no 1.º grau na linha recta”.

O novo texto vem prever que nos casos em que não haja lugar a esta “a trabalhadora pode faltar ao trabalho por motivo de luto gestacional até três dias consecutivos”, sendo dado o mesmo número de dias consecutivos também ao pai.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Janeiro 2023 — 18:13



 

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142: Helicóptero caiu perto de Kiev 🇺🇦. Ministro entre as vítimas mortais

 

🇺🇦 UCRÂNIA // QUEDA DE HELI // BROVARY

published in: 2 semanas 

Três crianças e três membros do governo ucraniano morreram na queda do helicóptero, em Brovary, nos arredores de Kiev. Há ainda a registar 29 feridos, entre os quais 15 crianças.

Queda de helicóptero na cidade de Brovary, nos arredores de Kiev
Foto Sergei SUPINSKY / AFP

Pelo menos 18 pessoas, entre as quais três crianças, morreram na sequência da queda de um helicóptero dos serviços de emergência junto a um infantário em Brovary, nos arredores de Kiev, disseram esta quarta-feira as autoridades ucranianas. O ministro da Administração Interna, Denis Monastyrsky, de 42 anos, é uma das vítimas mortais, confirmou o chefe da Polícia Nacional da Ucrânia, Ihor Klymenko. Há 29 feridos, incluindo 15 crianças, indicou o governador da região de Kiev, Oleksii Kuleba.

Foto Sergei SUPINSKY / AFP

Hoje, 18 de Janeiro, um helicóptero dos Serviços de Emergência caiu em Brovary. Como consequência do acidente morreram os dirigentes do Ministério da Administração Interna: o ministro, o vice-ministro e o secretário de Estado”, refere a nota da Polícia Nacional.

Foto Sergei SUPINSKY / AFP

Inicialmente, as autoridades ucranianas davam conta de 16 mortos.

Anton Gerashchenko, assessor do Ministério da Administração Interna, falou em “perdas trágicas” ao confirmar a morte dos três membros do governo.

“O Ministro da Administração Interna, Denys Monastyrsky, o seu primeiro vice, Yevhen Yenin, e o secretário de Estado, Yurii Lubkovych, morreram hoje na região de Kiev. Os meus colegas, os meus amigos. Que perda trágica. As mais profundas condolências às suas famílias”, escreveu na rede social Twitter.

Já o presidente ucraniano referiu-se ao acidente como uma “tragédia terrível”. “A dor é indescritível”, referiu Volodymyr Zelensky no Facebook.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, enviou as “mais sinceras condolências às famílias das vítimas”, ao presidente [Volodymyr] Zelensky, ao primeiro-ministro Denis Shmyhal e ao povo da Ucrânia”.

“Juntamo -nos à Ucrânia no luto após o trágico acidente de helicóptero em Brovary. O ministro Denys Monastyrsky era um grande amigo da UE”, escreveu Charles Michel no Twitter.

Nove das vítimas mortais seguiam a bordo do helicóptero, detalhou o chefe da Polícia Nacional da Ucrânia.

Ainda não se conhecem as circunstâncias que levaram à queda do helicóptero e ainda não foram divulgadas informações sobre o tipo de aparelho.

Ainda de acordo com a polícia a queda do helicóptero provocou um incêndio.

As primeiras informações foram divulgadas pela presidência ucraniana que já indicava a existência de vítimas.

“Na cidade de Brovary, leste de Kiev, um helicóptero caiu perto de um infantário e de um edifício de apartamentos (…). Há vítimas”, disse Kyrylo Timochenko, do gabinete da presidência através de um mensagem difundida pelo sistema digital de mensagens Telegram,

“No momento da tragédia, crianças e funcionários da instituição estavam no jardim de infância. Nesta altura, foram todos retirados nesta altura”, informou o governador da região de Kiev, Oleksii Kuleba.

“Ambulâncias, polícia e bombeiros encontram-se no local”, acrescentou.

Até ao momento, desconhece-se as circunstâncias que provocaram a queda do aparelho.

A cidade de Brovary está localizada a cerca de 20 quilómetros de Kiev. As forças russas e ucranianas lutaram pelo controlo de Brovary nas fases iniciais da guerra, em curso desde 24 de Fevereiro, até que as tropas russas se retiraram no início de Abril.

Com AFP

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Janeiro 2023 — 09:29



 

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124: O luto afecta o funcionamento do nosso cérebro — de formas que nem imaginávamos

 

CIÊNCIA // PSICOLOGIA // LUTO // TRAUMAS

published in: 3 semanas 

Apesar da sensação de sufoco eventualmente passar as consequências desta podem-se fazer sentir por um largo período de tempo no cérebro.

Tsanta Fifaliana / Pexels

É um período pelo qual todos os indivíduos passam irremediavelmente, pelo menos, uma vez na vida, mas que nem por isso se torna menos doloroso.

O luto pode ser, ao mesmo tempo confuso, avassalador e revoltante, pelo que não é de estranhar que, perante um conjunto tão avassalador de emoções, muitos tenham de recorrer a ajuda psicológica. Mas, enquanto as emoções estão ao rubro, que mudanças ocorrem no cérebro humano?

De acordo com a especialista em neurologia Lisa M. Shulman, da Faculdade de Medicina da Universidade de de Maryland, estes órgãos percepcionam a perda traumática como uma ameaça à nossa sobrevivência, pelo que reagem em função desta análise.

“De uma perspectiva evolutiva, os nossos cérebros desenvolveram-se para preservar a sobrevivência, pelo que qualquer coisa percebida como uma ameaça desencadeia uma resposta maciça do cérebro que tem repercussões em muitas regiões do corpo”, explicou à Live Science.

“Estamos habituados a pensar no trauma físico como uma ameaça, mas o trauma emocional grave tem efeitos semelhantes”.

Segundo Shulman, o cérebro responde da mesma forma a diferentes ameaças percepcionadas. Por outras palavras, tem uma reacção por defeito que é desencadeada por qualquer tipo de trauma emocional grave, quer este esteja relacionado com o luto, divórcio, perda de um emprego ou envolvimento numa luta.

“A amígdala [o centro do cérebro para as emoções], no fundo a parte primitiva do cérebro, está sempre atenta às ameaças”, aponta a especialista.

“Quando desencadeada, inicia uma cascata de eventos que colocam todo o corpo em alerta máximo — o coração acelera, o ritmo respiratório aumenta e a circulação sanguínea é aumentada para os músculos para se prepararem para lutar ou fugir”.

Mas Shulman explica que este não é um evento isolado quando se trata de luto. Em vez disso, dias, semanas e meses são preenchidos com lembretes que desencadeiam esta resposta, resultando na amígdala cada vez mais sensibilizada e hipervigilante.

“O cérebro primitivo é reforçado à custa do cérebro avançado, que é a sede do julgamento e do raciocínio”, disse ela. “O cérebro trabalha ao longo do tempo para responder à ameaça de trauma emocional, invocando mecanismos de defesa psicológica como a negação e a dissociação“.

Mary-Frances O’Connor, professora associada de psicologia na Universidade do Arizona, associa também o luto a um forte elemento evolutivo.

“O luto como resposta pode ter evoluído originalmente como resposta à separação“, disse à mesma fonte. “A fim de nos ajudar a manter as nossas ligações aos entes queridos quando vamos explorar o nosso mundo todos os dias – como as crianças que vão à escola ou o seu cônjuge que vai trabalhar — os poderosos neuro-químicos no cérebro fazem-nos ansiar por eles, e recompensam-nos quando estamos reunidos”.

O’Connor observa ainda que a morte de um ente querido é um acontecimento muito raro e sugere que o cérebro responde frequentemente como se o ente querido estivesse simplesmente desaparecido, em vez de desaparecer permanentemente.

“O cérebro quer que os encontremos, ou que façamos tal alarido que eles venham à nossa procura”, disse ela. “Isto não é necessariamente consciente, embora as pessoas enlutadas descrevam frequentemente a sensação de que o seu ente querido irá simplesmente regressar um dia”.

Apesar da sensação de sufoco eventualmente passar — o tempo cura tudo, diz a sabedoria popular — as consequências desta podem-se fazer sentir por um largo período de tempo no cérebro.

“O trauma emocional da dor resulta em alterações profundas na função cerebral devido ao stress repetitivo da luta ou resposta de voo e da neuro-plasticidade, que é a remodelação do cérebro em resposta à experiência e mudanças no nosso ambiente”, disse Shulman,

“Com o tempo, estes mecanismos resultam num fortalecimento do centro primitivo de medo do cérebro e num enfraquecimento do cérebro avançado [o córtex cerebral]”.

Estas mudanças são duradouras mas podem ser revertidas pela terapia e pelo crescimento pós-traumático, acrescentou ela. O crescimento pós-traumático é uma técnica que permite aos indivíduos encontrar uma forma de tirar um novo significado das suas experiências, a fim de viverem as suas vidas de forma diferente do que antes do trauma.

Uma Suryadevara, professora associada de psiquiatria na Universidade da Florida, disse que enquanto certos eventos, locais ou datas podem desencadear uma onda de dor, o cérebro das pessoas acaba por recuperar, embora os tempos de cura sejam diferentes de pessoa para pessoa.

“À medida que as pessoas se curam, o cérebro forma novas ligações neurais e compensa o trauma”, disse Suryadevara ao site Live Science. “Alguns indivíduos sofrem de ‘distúrbio de luto prolongado‘ onde os sintomas duram muito tempo, mas normalmente não é permanente”.

ZAP //
16 Janeiro, 2023



 

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