464: Portugueses voltam a usar máscara. “Estamos à espera do retrocesso nas regras”

– Embora já tenha levado com a 4ª. dose vacinal da Covid-19, nunca deixei de usar máscara quando saio de casa. Por uma questão de segurança e também de civismo dado que a pandemia ainda não se foi embora e as infecções e mortes continuam a existir diariamente. Infelizmente existem sempre aqueles acéfalos que se julgam imunes ao SARS-CoV-2 e à sua estupidez pessoal.

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Susan Jane Golding / Flickr

Transportes públicos, restaurantes. O “novo normal” para muita gente acentuou-se em Outubro.

Entre apertos, alívios, avanços ou retrocessos nas regras relacionadas com a COVID-19, duas datas destacaram-se neste ano, em Portugal.

O “dia da libertação” foi a 22 de Abril, quando deixou de ser obrigatório utilizar máscara nos espaços interiores fechados (as escolas eram um “trauma” para grandes e pequenos), com excepções para estabelecimentos de saúde, lares e transportes públicos.

O outro dia marcante para centenas de milhares de pessoas foi mais recente: 27 de Agosto, quando os utilizadores de transportes públicos também deixaram de ter de utilizar máscara.

No entanto, ao longo das últimas semanas, com o Outono, com alguma chuva (pouca), com ventos e com descida (ligeira) da temperatura, as máscaras voltaram a multiplicar-se à nossa frente, em alguns momentos.

Transportes públicos, precisamente: em muitos casos deixámos de ver somente 1% ou 2% das pessoas a utilizar máscara. Hoje, facilmente encontramos três ou quatro pessoas com máscara, só à nossa beira. A percentagem não é tão alta como a de pessoas que estão a olhar para o telemóvel, mas subiu.

Em diversos restaurantes acontece um fenómeno curioso: ao entrarmos, vemos um papel que indica “obrigatório desinfectar as mãos” ou outro onde se lê “uso obrigatório de máscara”.

O ZAP perguntou ao proprietário de um desses restaurantes porque aquele aviso (sobre a máscara) continua no vidro à entrada. A resposta foi clara: “Estamos à espera que isto volte atrás, as regras. Assim já está ali”.

Estas atitudes acabam por ir de encontro às indicações da Direcção-Geral da Saúde, que continua a recomendar – sem obrigar – o uso de máscaras nas farmácias, nos transportes públicos e nos aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

E vão de encontro às palavras de Fernando Almeida, presidente do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge: “Acho importante essa recomendação e isto faz parte daquilo a que nós sempre chamámos novo normal. E não é só por causa da COVID-19. É que também há a gripe, há outros vírus, o vírus sincicial respiratório. Portanto, é por uma melhor capacidade de prevenção”.

especialistas preocupados, não só com o fim da obrigatoriedade de máscara, mas também com fim do isolamento obrigatório (anunciado no mês passado), com o número residual e com o modelo de vigilância que ainda não foi implementado.

“A nossa capacidade de detectar os casos de COVID-19 está seriamente cortada, temos uma grande limitação e isso traduz-se num possível atraso de 15 dias na implementação de medidas, caso a situação se agrave“, avisou na rádio Renascença o presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges.

A Comissão Europeia e a Organização Mundial da Saúde já alertaram que os casos de coronavírus estão a aumentar.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
21 Outubro, 2022



 

“É agora que temos de nos proteger. Em Dezembro será tarde”

– Se no pico da pandemia, os grunhos labregos estavam-se marimbando para a sua (e dos outros) protecção, agora ainda muito menos. Nos transportes públicos, apenas uma pequena percentagem de pessoas responsáveis usam a máscara, assim como nos supers e hipers. Siga o bailarico!

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Quinze dias depois do início da campanha de vacinação com a quarta dose, o coordenador do Núcleo de Apoio ao Ministério da Saúde admite que esta começou com “baixa adesão”. Até agora, foram vacinadas cerca de 8% da população elegível. O objectivo é vacinar três milhões até ao Natal. E o coronel Penha Gonçalves lança um alerta: “Os picos vão voltar e a única arma que temos para nos proteger é a vacina.”

NO dia 8 de Setembro, Graça Freitas esteve presente no início desta quarta fase da vacinação para os idosos com 80 ou mais anos.

Portugal foi dos primeiros países da União Europeia a comprar as vacinas já adaptadas às novas variantes para iniciar o processo de reforço com a quarta dose mais cedo. Mas, a verdade, é que esta campanha de outono-inverno começou com “baixa adesão”, embora, agora, esteja “a ganhar a velocidade cruzeiro que se pretende”, assume ao DN o coordenador do Núcleo de Apoio ao Ministério da Saúde, coronel Penha Gonçalves.

“O nosso objectivo é conseguir vacinar cerca de 30 mil pessoas por dia e isso já começou a acontecer esta semana”, sustenta, explicando: “Foi feito um grande esforço para se começar mais cedo a protecção da população, e já com as vacinas adaptadas às novas variantes, porque temos a noção de que em Portugal há sempre um pico ligeiro em Novembro, antes de chegarmos ao Natal, e depois outro mais forte em Janeiro e Fevereiro.

E é agora que temos de ganhar protecção para esse horizonte temporal. Por isso, é muito importante que as pessoas percebam que este é o momento de se vacinarem e não de adiarem este processo”.

A campanha de reforço para o este outono-inverno, com a quarta dose, começou a 8 de Setembro. E até ontem, 15 dias depois, só cerca de 8% da população elegível para esta fase – cidadãos com 60 ou mais anos, pessoas com outras patologias, independentemente da idade, e profissionais de risco, critérios definidos pela Direcção-Geral da Saúde – é que tinham sido vacinadas.

Ao todo, cerca de 250 mil pessoas, mas o objectivo é vacinar três milhões. “Pretendemos oferecer a todas as pessoas acima dos 60 anos e às que integram os grupos de risco a oportunidade de serem vacinadas contra a covid antes do Natal, o que perfaz um grupo de três milhões”.

O médico militar e investigador, que ontem esteve na reunião semanal de trabalho na Administração Regional de Saúde, já com a presença do novo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e a nova secretária de Estado para a Promoção da Saúde, Margarida Tavares, para os colocar a par do processo, relembra que “o vírus da covid, e o da gripe também, continuam a circular na comunidade, não se foram embora. E a melhor maneira para se conviver com eles e tentar-se ter uma vida o mais normal possível é aderir à vacinação. Esta é a grande arma de protecção que continuamos a ter”.

De acordo com o cientista é “provável que os picos de infecções voltem a acontecer e a grande vantagem da vacinação é não termos problemas tão graves como teríamos se não estivéssemos vacinados. É preciso que as pessoas não o esqueçam. Uma pessoa vacinada não tem sintomas graves, não vai ao hospital e não morre. É disto que a vacina nos protege”.

O coronel acredita que “esta fase está a seguir um padrão idêntico ao do ano passado. Na semana de arranque houve pouca vacinação, mas depois o processo começou a acelerar”. Por outro lado, Penha Gonçalves diz perceber que a população não coloque, nesta altura, a questão do contágio. “Estamos a entrar num outono com temperaturas quentes e é natural que não se tenha a percepção real dos riscos, mas os picos vão aparecer e é preciso prevenir agora, em Dezembro será muito tarde”, reforça.

Questionado sobre alguns receios das pessoas em relação a esta dose, Penha Gonçalves destaca não haver razões, explicando: “Todas as vacinas que estamos a aplicar, para além de terem a componente contra a variante original, já têm também uma componente contra a variante Ómicron.

Portanto, vão dar um espectro de protecção ainda mais alargado do que as vacinas anteriores. Foi por isso que começámos mais cedo esta campanha”.

Portugal recebeu na segunda-feira uma tranche de cerca de meio milhão das novas vacinas da Pfizer com a componente já contra as variantes BA.4 e BA.5, sendo esta última a dominante nesta altura. No dia 26 de Setembro deve receber mais 400 mil novas doses, o que representa um milhão de doses para esta primeira faixa etária dos 80 ou mais anos.

Tal como nos processo anteriores a vacinação está a ser feita em primeiro lugar à população com 80 ou mais anos, começando depois a baixar para as outras faixas etárias. Penha Gonçalves relembra que todas as pessoas serão convocadas para a quarta dose por SMS e, mesmo os que não conseguirem responder à mensagem por alguma razão, podem comparecer na mesma no local e à hora indicados para fazerem a vacina, “porque temos lá os profissionais e a dose que lhes é destinada”.

Para esta fase, o Núcleo de Apoio à Vacinação mantém abertos cerca de 350 postos de vacinação, sendo que 2/3 estão a funcionar em centros de saúde e 1/3 em postos de vacinação fora destas unidades. Em Lisboa, por exemplo, mantém-se os postos no Templo Hindu, em Telheiras, no Pavilhão da Ajuda e nos serviços de saúde camarários, nas Olaias.

Ordem dos médicos apela à adesão à quarta dose

A pouca adesão na primeira semana também preocupou o bastonário da Ordem dos Médicos que, em conjunto com o coordenador do recém-criado Gabinete Estratégico para a Saúde Global, vieram ontem alertar que esta nova fase de vacinação é mais uma etapa no combate ao vírus da covid-19.

Em comunicado, estes dirigentes da Ordem sublinhavam que “o início da nova campanha de vacinação sazonal, com as vacinas de 2.ª geração adaptadas à variante Ómicron, representa uma nova etapa no combate à pandemia e visa prevenir pela vacinação o acréscimo de actividade por SARS-CoV-2 que se prevê que possa ocorrer nos próximos meses”, apelando mesmo “à população-alvo convocada pela DGA que adira, sem reservas, à campanha de modo a garantir a máxima imunização e a máxima prevenção nos meses finais da pandemia”.

No documento, é ainda salientado ser “fundamental que se mantenha a apertada vigilância clínica, epidemiológica e, em particular, virológica, para monitorizar o impacto da pandemia e o eventual aparecimento de novas variantes ou sub-variantes que possam justificar ajustes nas medidas de combate à pandemia”.

Recorde-se que a DGS, na semana passada, já veio recomendar à população o uso de máscara sempre que se encontre em locais fechados e com ajuntamentos, nomeadamente transportes públicos e zonas comerciais.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
22 Setembro 2022 — 00:11



 

Covid-19. Máscara em ambientes fechados com muitas pessoas deve ser “novo normal”, alerta INSA

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“É que também há a gripe, há outros vírus, o vírus sincicial respiratório. Portanto, é por uma melhor capacidade de prevenção”, justificou o presidente do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge.

© Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

O presidente do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) considerou esta terça-feira que o uso de máscara em ambientes fechados com aglomerados de pessoas deve ser encarado como o “novo normal” para prevenir a transmissão de vírus como o SARS-Cov-2.

Fernando Almeida comentava desta forma à agência Lusa a recomendação da Direcção-Geral da Saúde (DGS) para o uso de máscaras nas farmácias, nos transportes públicos e nos aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio

Acho importante [esta recomendação] e isto faz parte daquilo a que nós sempre chamámos do novo normal. E não é só por causa da covid-19. É que também há a gripe, há outros vírus, o vírus sincicial respiratório. Portanto, é por uma melhor capacidade de prevenção”, disse Fernando Almeida, à margem da conferência “Diagnóstico ‘In Vitro’: Mais Acesso, Melhor Saúde”, que decorreu no INSA, em Lisboa.

Por isso, prosseguiu, “em ambientes onde suspeitamos que vai haver muitas pessoas no estádio de futebol, uma viagem ou autocarro, comboio, naturalmente que aconselhamos, sobretudo as pessoas com deficiência, com mais idade, a usarem a máscara”.

Relativamente à realização de testes à covid-19, Fernando Almeida disse que diariamente são realizados cerca de 20.000, 30.000 testes por dia.

Segundo o presidente do INSA, o teste está agora a adaptar-se à patologia que foi “totalmente modificada” com a vacinação. “As pessoas que hoje fazem testes são aquelas que têm sintomatologia ou suspeitam que estão infectados (…). Isso é aquilo que nós queremos”, disse.

“Portanto, o teste hoje já não é tanto aquela questão de massificar, fazer a toda a gente. Hoje entramos numa utilização mais criteriosa do teste e diferente daquilo que são os objectivos da testagem”, rematou.

Na conferência, foi divulgado o estudo de avaliação do impacto dos diagnósticos ‘in vitro'(DIV) para a sustentabilidade do sistema de saúde, realizado pela NOVA IMS, que recomenda a criação de um modelo de ‘fast-track'(via verde) que possibilite uma rápida avaliação destes diagnósticos, tornando possível um maior acesso dos cidadãos à sua utilização, de forma a gerar poupança e a melhorar indicadores de saúde.

A criação desta autoridade independente para os DIV teria como objectivo regular e melhorar o acesso a testes de diagnóstico, operando de forma a garantir que existe um acesso qualificado a estes dispositivos, para dar acesso a cidadãos e profissionais de saúde a soluções de diagnóstico que durante anos não são disponibilizadas de forma equitativa no Serviço Nacional de Saúde, refere o estudo.

Para a realização do estudo, os investigadores falaram com peritos em sistemas de saúde, profissionais de saúde, associações de doentes para tentar perceber como é que todas estas entidades podem colaborar e articular-se para que – no caso de inovações que estejam cientificamente comprovadas, assim como o seu custo benefício – possam chegar às pessoas de forma rápida, disse à agência Lusa o coordenador do estudo, Guilherme Victorino.

Os peritos consideram que o DIV é uma componente fundamental do sistema de saúde, quer na prática clínica, quer para a saúde pública, sendo relevante para a gestão do doente, monitorização e rastreio populacional, bem como para a sustentabilidade global do Sistema.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Setembro 2022 — 19:56



 

286: DGS recomenda uso de máscara nos transportes públicos e nas farmácias

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

A recomendação é para qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados, nomeadamente, na utilização de transportes colectivos de passageiros.

© Artur Machado / Global Imagens

A Direcção-Geral de Saúde recomenda o uso de máscara nas farmácias, nos transportes públicos e nos aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio, segundo a orientação “Covid-19: Adequação das medidas de saúde pública”, agora actualizada.

A autoridade de saúde refere no documento que está publicado no seu ‘site’, actualizada na quinta-feira, que a orientação foi actualizada de acordo com “a actual situação epidemiológica e a melhor evidência científica”.

Esta recomendação surge cerca de três semanas após o Governo ter decretado o fim da obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes públicos de passageiros, em táxis e TVDE e aviões.

Assim, a Direcção-Geral da Saúde recomenda a utilização das máscaras “por qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados, nomeadamente, na utilização de transportes colectivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo, bem como no transporte de passageiros em táxi ou TVDE”.

O uso da máscara também é recomendado em plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, incluindo aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

É igualmente recomendado o seu uso nas farmácias comunitárias e “nos casos confirmados de covid-19, em todas as circunstâncias, sempre que [as pessoas] estejam fora do seu local de isolamento até ao 10.º dia após data do início de sintomas ou do teste positivo”.

A Direcção-Geral da Saúde aconselha também as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente as com doenças crónicas ou estados de imuno-supressão com risco acrescido para covid-19 grave, a utilizaram máscara sempre que se encontrem numa “situação de risco aumentado de exposição”.

Segundo a orientação, mantém-se o uso obrigatório de máscara em estabelecimentos de serviços de saúde, em estruturas residenciais ou de acolhimento ou serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou pessoas com deficiência, bem como unidades em unidades Rede Nacional de Cuidados.

Esta obrigatoriedade estende-se aos contactos com casos confirmados de covid-19 durante 14 dias após a data última exposição.

A DGS sublinha que, “num cenário de alinhamento com o actual panorama epidemiológico, importa que a transição das medidas de saúde pública, elaboradas e publicadas no âmbito da pandemia, seja efectuada de forma adequada à minimização do risco da doença para a população, especialmente a mais vulnerável”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Setembro 2022 — 15:49



 

127: Máscara. Findo o uso obrigatório, eis o balanço: Portugal pior que UE em quase tudo

… “o uso de máscara em transportes públicos deixa de ser obrigatório depois de mais de metade da população portuguesa (5,4 milhões) ter sido infectada; e depois de quase 25 mil pessoas terem morrido (24 797, segundo os dados mais recentes).”…
Actualmente, existem 27,8 mortes por dia e 6.054 novos infectados em cada 24 horas. Nada mais a acrescentar.

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A não ser nas unidades de saúde e nos lares de idosos, a vida voltou a ser possível sem máscara. Deixou de ser obrigatória nos transportes e até nas farmácias. O DN faz um balanço global comparativo da situação portuguesa em termos de mortos e infectados

António Costa/Global Imagens
© Maria João Gala/Global Imagens

É o fim de um tempo, poderoso símbolo do regresso à normalidade pré-covid – mas agora com a doença ainda por aí, continuando a infectar e a matar, mas fazendo parte da vida, como todas as outras doenças. A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou ontem que o uso de máscara nos transportes públicos deixou de ser obrigatório.

“Atendendo à manutenção da evolução favorável, com uma tendência controlada da utilização dos cuidados de saúde e também com a informação cientifica disponível, [o Conselho de Ministros] entendeu ser adequado pôr fim à obrigatoriedade de utilização de máscaras ou viseiras nos transportes públicos de passageiros e também em táxis e TVDE”, afirmou.

A obrigatoriedade foi imposta em 13 de Março de 2020, pelo decreto nº 10-A, quando ainda não tinha morrido ninguém de covid em Portugal (a primeira morte foi noticiada três dias depois).

Foi portanto há 892 dia (dois anos, cinco meses e nove dias). Ou seja, o uso de máscara em transportes públicos deixa de ser obrigatório depois de mais de metade da população portuguesa (5,4 milhões) ter sido infectada; e depois de quase 25 mil pessoas terem morrido (24 797, segundo os dados mais recentes).

O uso da máscara só se mantém agora obrigatório nas unidades de saúde e nos lares de idosos. Também deixou de o ser nas farmácias e nos aviões. O decreto governamental aguarda agora promulgação presidencial.

A máscara começou a tornar-se uma imposição logo em Março de 2020 e depois agravou-se em Outubro do mesmo ano, quando o Parlamento avançou para a obrigatoriedade do uso nas ruas, “sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”.

Só em Abril passado, mais de dois anos depois da chegada da pandemia a Portugal, é que o Governo determinou o fim da máscara nas salas de aula.

O balanço possível, agora após este regresso à normalidade, revela – a partir de dados da Our World In Data – que, nos dois itens mais importantes para a avaliar as consequências da pandemia – infectados e mortes – Portugal ficou pior do que a média europeia. Na verdade, só há um valor em que Portugal mostra uma situação (ligeiramente) melhor do que a da média da UE: no número total de mortos (per capita) registados desde o início da pandemia (ver quadros em cima).

27,8 mortes por dia

De resto, nas outras comparações com a UE, Portugal está sempre abaixo da média da UE. Está (bastante) pior nos valores (per capita) que revelam a situação actual (novos infectados por dia e novos mortos por dia) e também pior no número total de infectados per capita desde o início da pandemia. Ao todo, Portugal registou uma média de 27,8 mortos por dia desde que o covid-19 chegou e de 6054 novos infectados em cada 24 horas.

Dados comparados entre Portugal e UE. Fonte: Our World In Data
© Infografia DN

As comparações também não correm bem quando de um lado estão os valores nacionais e do outro os valores médios do mundo inteiro. Aí a situação é sempre pior seja qual for o item escolhido, infectados ou mortos, por dia actualmente ou no cômputo geral. Mas aqui pode também estar em causa o facto de as médias mundiais serem distorcidas pela falta de fiabilidade de muitos números nacionais.

Dados comparados entre Portugal e o mundo. Fonte: Our World In Data
© Infografia DN

Ontem a ministra da Saúde anunciou também que a vacinação contra a covid-19 e a gripe sazonal deverá arrancar no dia 5 de Setembro, antecipando um parecer da Agência Europeia de Medicamentos sobre vacinas combinadas dias antes.

“Aquilo que se mantém como planeamento do Ministério da Saúde é o início da campanha de vacinação combinada entre covid-19 (reforço sazonal) e gripe sazonal na semana que se inicia a 5 de Setembro”, disse Marta Temido.

A ministra falava aos jornalistas em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros e questionada sobre a preparação do período de outono e inverno na Saúde sublinhou que, quanto à pandemia da covid-19, a vacinação continua a ser a medida mais eficaz.

Remetendo para 2 de Setembro a apresentação da estratégia de reforço de vacinação contra a covid-19 e a gripe sazonal, Marta Temido antecipou que esse processo deverá arrancar na segunda-feira seguinte, dia 5.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
26 Agosto 2022 — 00:14

126: Covid-19. Farmácias recomendam uso de máscara em certos casos

– Já nem vale a pena comentar as imbecilidades desta governança! Cada um que se amanhe e faça o que melhor entender…!!! Se desde o início da pandemia e com regras sanitárias em vigor, existiam labregos que não as cumpriam, para quê agora a preocupação de quem quer continuar ou não a usar a máscara? EU VOU CONTINUAR A USÁ-LA!!!

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Associação Nacional apela a que “nas situações de maior vulnerabilidade” as pessoas continuem a usar a máscara sempre que vão a uma farmácia.

© Artur Machado / Global Imagens

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) recomenda a continuação do uso de máscara ou viseira nas farmácias, para prevenir a covid-19, em situações específicas e de mais vulnerabilidade.

“Nas situações de maior vulnerabilidade das pessoas que vivem com doença, ou na prestação de serviços de saúde nas farmácias realizados em gabinete de atendimento personalizado, a ANF recomenda a manutenção do uso de máscara ou viseira”, diz Ema Paulino, presidente da instituição, numa declaração enviada à agência Lusa.

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou hoje, após uma reunião do Conselho de Ministros, que deixa de ser obrigatório o uso de máscara nos transportes públicos e nas farmácias de venda ao público, medida que se mantinha até agora devido à pandemia de covid-19.

O uso de máscara mantém-se obrigatório em estabelecimentos prestadores de saúde e de idosos.

A ANF diz que as farmácias aguardam agora a publicação do decreto-lei com a indicação da data em que a medida entra em vigor.

Também a Ordem dos Farmacêuticos, citada no portal do sector farmacêutico “Netfarma”, diz não acompanhar a decisão hoje anunciada em Conselho de Ministros, já que “as farmácias são espaços de saúde” e “não faz sentido” dissociar os estabelecimentos prestadores de saúde das farmácias.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Agosto 2022 — 21:28

123: Máscaras deixam de ser obrigatórias nos transportes públicos

– EU VOU CONTINUAR A UTILIZAR MÁSCARA SEMPRE QUE ME DESLOQUE EM TRANSPORTE PÚBLICO OU EM QUALQUER ESPAÇO ONDE EXISTAM PESSOAS! PARECE-ME QUE A SITUAÇÃO DE PANDEMIA AINDA NÃO TERMINOU…!

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Também deixam de ser obrigatórias em farmácias. Mas continuam a ter que ser usadas em hospitais e lares

© Ricardo Ramos/Global Imagens

A máscara vai deixar de ser obrigatória nos transportes públicos e em farmácias, foi decidido esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Também deixa de ser obrigatória a utilização em táxis, TVDE e transporte aéreo.

“Atendendo à manutenção da evolução favorável, com uma tendência controlada da utilização dos cuidados de saúde e também com a informação cientifica disponível, [o Conselho de Ministros] entendeu ser adequado pôr fim à obrigatoriedade de utilização de máscaras ou viseiras nos transportes públicos de passageiros e também em táxis e TVDE”, afirmou Marta Temido.

A governante explicou ainda que o fim da obrigatoriedade do uso da máscara de protecção se estende às farmácias de venda ao público. No entanto, Marta Temido ressalvou que continua a ser necessário usar máscara nos hospitais e em lares de idosos.

“Mantém-se a obrigatoriedade de utilização de máscaras em estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, face à particular exposição das pessoas que a eles recorrem, e nos estabelecimentos residenciais para idosos e estruturas semelhantes”, sublinhou.

A situação de alerta foi prorrogada em todo o território nacional até 30 de Setembro de 2022.

Diário de Notícias
DN
25 Agosto 2022 — 14:37