140: Ex-comandante do grupo Wagner que fugiu para a Noruega teme pela sua vida

 

MERCENÁRIOS // WAGNER // UCRÂNIA // FUGAS

published in: 3 semanas 

Andrey Medvedev diz que está pronto para contar tudo o que sabe sobre o grupo Wagner, para que possa ser investigado.

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Andrey Medvedev, antigo comandante do grupo de mercenários russos Wagner, falou pela primeira vez de como temeu pela sua vida, antes de conseguir fugir para a Noruega.

O ex-comandante de 26 anos conseguiu fugir na sexta-feira e atravessou a fronteira para a Noruega, perto do vale Pasvikdalen, onde foi detido pelos guardas fronteiriços.

Medvedev, contou ao jornal britânico The Guardian, que​​​​​​ testemunhou o homicídio de vários combatentes do grupo enquanto esteve na Ucrânia, por desobediência a ordens superiores.

Os comandantes levavam-nos para um campo de tiro e alvejavam em frente de todos. Às vezes um tipo era alvejado, outras vezes eram alvejados aos pares”, disse.

O antigo comandante defende que ficou desiludido com o grupo Wagner, após testemunhar o assassinato e maus-tratos de prisioneiros russos que foram levados para a linha da frente.

Quanto à decisão de fugir, Andrey admite que o facto de o seu contrato ser repetidamente prorrogado pelo grupo sem o seu consentimento foi um factor crucial.

Segundo ele, a unidade onde esteve inserido era maioritariamente constituída por antigos prisioneiros que foram “atirados para a luta”. “Os prisioneiros eram utilizados como carne para canhão. Foi-me dado um grupo de condenados. No meu pelotão, apenas três em cada 30 homens sobreviveram”, disse.

Andrey Medvedev disse ainda que tinha comandado Yevgeny Nuzhin, um assassino que se rendeu às forças ucranianas mas que mais tarde foi alegadamente entregue à Rússia e executado.

“Temo que, por ter falado, o meu destino seja o mesmo que o de Nuzhin. Tenho medo pela minha vida”, disse Medvedev em declarações ao The Guardian em Dezembro, enquanto estava escondido na Rússia.

Agora na Noruega, Medvedev enfrenta acusações de entrar ilegalmente no país, mas diz que está pronto para contar tudo o que sabe sobre o grupo Wagner, de forma a poder ser investigado.

Diário de Notícias
DN
17 Janeiro 2023 — 16:30



 

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128: Ex-comandante do grupo russo Wagner foge para Noruega e prepara testemunho

 

– Este gajo será parente do outro russonazi terrorista 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 Medvedev do Kremlin? E enquanto foi combatente mercenário terrorista nazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺, quantos ucranianos assassinou?

MERCENÁRIOS NAZIS // GRUPO WAGNER // DESERTORES

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Andrei Medvedev pediu asilo político e protecção internacional e conseguiu ser alojado num centro para infractores das leis migratórias.

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Um ex-comandante do grupo mercenário russo Wagner revelou esta segunda-feira ter fugido da Rússia para a Noruega, escapando de cães de guarda enquanto o serviço federal de segurança (ex-KGB) tentava alvejá-lo pelas costas.

“Corri e corri e corri numa superfície gelada até chegar à primeira cidade [norueguesa] e pedir ajuda”, contou o veterano Andrei Medvedev.

Como indica num vídeo enviado à organização russa de defesa dos direitos humanos Gulagu.net – que mostrou as imagens no canal Telegram -, o ex-comandante do grupo Wagner conseguiu fugir da Rússia no dia 12, entrando na Noruega através da fronteira na cidade fronteiriça de Nikel, na região de Murmansk.

Ранее на этой неделе бывший командир печально известной группы наемников «Вагнер» пересек границу с Норвегией и подал прошение о предоставлении убежища. Его адвокат подтверждает это Dagbladet.

Андрей Медведев был арестован в пятницу вечером в Пасвике в Финнмарке по подозрению в нелегальном въезде в Норвегию из России через Пасвикдален.

Его адвокат Йенс Бернхард Херстад подтверждает это Dagbladet.
– Судя по обстоятельствам, с ним все в порядке, – говорит адвокат Херстад, не желающий больше комментировать дело.

– Мужчина подал прошение о предоставлении убежища в Норвегии, – сказал начальник штаба полицейского участка Финнмарка Тарьей Сирма-Теллефсен.
Полиция не хочет раскрывать никакой дополнительной информации о мужчине, кроме того факта, что он является иностранным гражданином.

Именно правозащитная организация Gulagu net первой сообщила о том, что Медведев, незадолго до этого командовавший подразделением печально известной наемнической группировки «Вагнер», вошел в Норвегию.
Говорят, что в декабре он обратился в организацию с просьбой помочь избежать аналогичного наказания своему подчиненному Евгению Нужину, зверски убитому членами «Вагнера».

https://www.dagbladet.no/nyheter/eks-leder-i-wagner-skal-ha-flyktet-til-norge/78267275

Medvedev pediu asilo político e protecção internacional e conseguiu ser alojado num centro para infractores das leis migratórias.

“Estou muito feliz por estar na Noruega e pelo tratamento que me deram”, garantiu.

Esta é a primeira vez desde o início da campanha militar russa na Ucrânia, em 24 de Fevereiro, que um ex-comandante de uma das unidades paramilitares do grupo Wagner, muito presente no leste ucraniano e acusado de ter matado milhares de ucranianos, foge da Rússia para a Europa.

Medvedev, que serviu no destacamento de assalto Wagner, concordou em testemunhar e expor o fundador do grupo mercenário, Yevgeny Prigozhin, acrescentou a Gulagu.net.

“Espero que o meu depoimento seja fundamental para a investigação sobre [o grupo] Wagner”, referiu o ex-combatente.

No início de Dezembro de 2022, o ex-comandante Wagner recorreu à Gulagu.net e ao seu fundador, Vladimir Osechkin, para pedir ajuda e evitar represálias extrajudiciais.

Medvedev deixou de combater pelo grupo Wagner assim que acabou o seu contrato de quatro meses, assinado em 6 de Julho de 2022.

“Durante esses meses [em que fez parte do grupo paramilitar], foi testemunha ocular de muitas execuções dos chamados ‘refuseniks’, aqueles que se recusaram a lutar contra os ucranianos e quiseram deixar o grupo mercenário”, lembrou a Gulagu.net.

“Depois de Medvedev ter deixado o grupo Wagner, o próprio Prigozhin e o seu serviço de segurança tomaram medidas para capturar Andrei”, acrescenta a organização, que sustenta que o ex-comandante pode agora dar um testemunho detalhado que pode ser usado como parte de uma investigação.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Janeiro 2023 — 12:22



 

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