1095: Artemis 1: Orion ainda teve um encontro próximo com a Lua antes de voltar para casa

TECNOLOGIA // ARTEMIS 1 // LUA

A missão Artemis 1 está a mostrar que a NASA se preparou bem para voltar à Lua. Nesta primeira jornada, apesar de ter vários contratempos antes de descolar, a Orion cumpriu os objectivos, até agora, e bateu mesmo um recorde, 50 anos depois da Apollo 17. Contudo, está na hora da nave voltar à Terra.

A NASA partilhou imagens notáveis onde mostrou a sua nave espacial a passar sobre a superfície lunar a uma altitude de apenas 1.106 km.

O flyby ou sobrevoo, que a certa altura levou a nave espacial não tripulada a 127 km da superfície da Lua, teve lugar nesta segunda-feira, 5 de Dezembro, pouco mais de três semanas depois de a Orion ter deixado a Terra na missão Artemis 1. A nave fez também uma aproximação semelhante à superfície lunar no mês passado.

Conforme podemos ver e ouvir no comentário em vídeo, a filmagem da cápsula lunar foi captada mesmo antes de uma queimadura de motor concebida para colocar a nave espacial num caminho para o seu regresso a casa no final desta semana.

O oficial da NASA, Jim Free, confirmou mais tarde o sucesso da queima do motor e partilhou uma fotografia deslumbrante mostrando a lua e uma lua crescente da Terra, bem como parte da nave espacial Orion.

O Orion partiu da Terra a 16 de Novembro no topo do novo foguetão do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da NASA, o foguetão mais poderoso alguma vez lançado.

A missão Artemis 1 foi concebida para testar o foguetão e a nave espacial antes de uma missão tripulada que seguirá a mesma rota que o voo actual.

Isto significa que vários astronautas (sortudos!) poderão um dia desfrutar destas mesmas incríveis vistas pessoalmente, enquanto voam a bordo da nave espacial Orion.

O programa Artemis da NASA também inclui um plano para construir um posto avançado permanente na Lua onde os astronautas possam viver e trabalhar, semelhante ao que fazem hoje na Estação Espacial Internacional.

A Lua poderia também ser utilizada como ponto de partida para as primeiras missões da tripulação a Marte, que, segundo a NASA, poderão ter lugar na década de 2030.

Até agora, a missão Artemis 1 excedeu as expectativas, com o foguetão SLS e a nave espacial Orion a terem um desempenho impecável. Todos os olhos estão agora virados para o regresso a casa da nave espacial no domingo, 11 de Dezembro.

Se a NASA conseguir apanhar esta última etapa da viagem, a agência espacial terá como objectivo lançar a missão Artemis II da tripulação em 2024.

Quer saber onde está a Orion neste momento? Este website da NASA segue passo a passo e poderá obter mais informações curiosas.

Pplware
Autor: Vítor M
06 Dez 2022



 

1009: NASA atinge mais de 423 mil km de distância e quebra recorde de Apollo

Nasa NASA / ORION / ARTEMIS 1 / LUA

Este é o ponto mais distante que uma nave espacial concebida para transportar humanos até ao espaço conseguiu alcançar. Na imagem captada pela NASA é possível ver a Terra e a Lua juntas, num dia em que “a Lua apareceu para eclipsar a Terra”.

© NASA

A Orion, cápsula espacial da NASA, atingiu, na segunda-feira, mais de 423 mil quilómetros, alcançando, assim, a sua distância máxima da Terra durante a missão Artemis I, e ultrapassando também o recorde de Apollo 13. Este é o ponto mais distante que uma nave espacial concebida para transportar humanos até ao espaço conseguiu atingir até agora.

Numa imagem captada pela NASA, a Orion consegue ter uma “visão única” da Terra e da Lua, “através de uma câmara montada numa das matrizes solares”. “A nave também captou imagens da Terra e da Lua juntas, num dia em que a Lua que apareceu para eclipsar a Terra”, explica a NASA em comunicado.

O recorde de Apollo 13 foi quebrado pela Orion no sábado, 26 de Novembro, quando a cápsula atingiu cerca de 400 mil quilómetros de distância da Terra.

A primeira fase da missão Artemis I tem uma duração de 25 dias e, para já, a Orion “mantém-se em boas condições enquanto continua a sua viagem em órbita retrógrada distante”, ou seja, “a milhares de quilómetros para lá da Lua”.

“A Artemis I teve um sucesso extraordinário e completou uma série de acontecimentos históricos”, disse o administrador da NASA Bill Nelson. “É incrível como esta missão tem corrido sem sobressaltos”, sublinha.

A Orion deve voltar à Terra a 11 de Dezembro.

A missão da NASA, Artemis, marca o início do programa com que os Estados Unidos pretendem regressar à superfície da Lua em 2025, colocando a primeira astronauta mulher e o primeiro astronauta negro em solo lunar.

No topo do foguetão está a cápsula Orion que, para esta primeira missão, está equipada com um “manequim” que vai registar os impactos do voo no corpo humano.

O lançamento da missão ocorreu após duas tentativas de lançamento em Agosto e Setembro, que foram canceladas devido a problemas técnicos.

TSF
Por Carolina Quaresma
30 Novembro, 2022 • 10:28



 

199: NASA volta a adiar lançamento de foguetão à Lua devido a fuga de combustível

ESPAÇO/NASA/ARTEMIS/ADIAMENTO

Não foi anunciada nenhuma nova data para outra tentativa

© EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH

A NASA cancelou este sábado o lançamento do foguetão que deveria orbitar a Lua, alegando que uma fuga de combustível atrasou a missão pela segunda vez.

A fuga ocorreu quando o hidrogénio líquido estava a ser bombeado para o foguetão. Nenhuma nova data para outra tentativa foi anunciada pela NASA.

O lançamento do foguetão lunar laranja e branco, que será o primeiro da plataforma de lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, na Florida, estava previsto para uma “janela de oportunidade” de duas horas que se abria a partir das 19:17 em Lisboa.

Pouco antes das 11 da manhã de Lisboa, o director de lançamento, Charlie Blackwell-Thompson, deu luz verde para começar a encher os depósitos do foguetão com combustível, mas cerca de uma hora depois foi detectado uma fuga na base.

O fluxo foi interrompido enquanto as equipas procuravam uma solução, mas a NASA acabou por voltar a cancelar a tentativa de lançamento do foguetão.

Na última segunda-feira o voo de teste do SLS, que tem acoplada no topo a nave Orion, que irá orbitar a Lua com três manequins a bordo, tinha já sido adiado devido a uma fuga de combustível, a uma falha numa válvula e ao insuficiente arrefecimento de um dos quatro motores principais.

A concretizar-se, o lançamento do SLS, sucessivamente adiado ao longo dos anos, marca o início do programa lunar Artemis, com que os Estados Unidos pretendem regressar à superfície da Lua em 2025, um ano depois do previsto, colocando no solo a primeira astronauta mulher e o primeiro astronauta negro. A última alunagem foi há cerca de 50 anos, em Dezembro de 1972.

Em 2024, a NASA quer levar astronautas novamente para a órbita lunar.

O SLS, de 98 metros de altura, é o foguetão mais potente da NASA desde o Saturno V, que levou astronautas à Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo. Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na Lua.

Tal como o Saturno V, o SLS não é reutilizável, pelo que terão de ser construídas novas unidades para novas missões.

O novo foguetão, que tem o dobro da altura do Elevador de Santa Justa, em Lisboa, transportará, na primeira missão, dez micro-satélites científicos (do tamanho de uma caixa de sapatos) que, depois de largados no espaço, permitirão estudar os efeitos da radiação, um asteróide ou a superfície gelada da Lua.

Parcialmente reutilizável, a nave Orion permanecerá no espaço mais tempo que qualquer outra nave para astronautas, sem acoplar a uma estação espacial, e regressará à Terra mais rápido e mais quente. O seu escudo térmico é o maior alguma vez construído.

A Orion tem um módulo europeu (da Agência Espacial Europeia, ESA) que a levará ao seu destino e de regresso a “casa”, permitindo aos astronautas de missões futuras terem luz, água, oxigénio, nitrogénio e controlo de temperatura.

Os manequins que seguem a bordo na primeira missão têm sensores para testar os efeitos da radiação, aceleração e vibração.

A nave irá voar em redor da Lua, depois de se separar do foguetão SLS, numa órbita distante durante algumas semanas antes de regressar à Terra e amarar no oceano Pacífico.

A primeira missão do programa Artemis tem a duração de mês e meio e serve para testar o desempenho e a segurança do voo do SLS e da Orion.

Com o novo programa lunar, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua a partir de 2028 com o intuito de enviar posteriormente astronautas para Marte. A partida para estas missões lunares ou para Marte será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway.

Na mitologia grega, Artemis (Ártemis em português) era irmã gémea de Apollo (Apolo) e deusa da caça e da Lua.

actualizado às 16.40

Diário de Notícias
Lusa/DN
03 Setembro 2022 — 16:40



 

197: NASA tenta lançar hoje pela segunda vez novo foguetão lunar

ESPAÇO/NASA/FOGUETÃO LUNAR/ARTEMIS

A concretizar-se, o lançamento do SLS, sucessivamente adiado ao longo dos anos, marca o início do programa lunar Artemis, com que os Estados Unidos pretendem regressar à superfície da Lua em 2025, um ano depois do previsto.

© NASA/Joel Kowsky

A agência espacial norte-americana (NASA) vai tentar lançar este sábado pela segunda vez o novo foguetão lunar SLS, depois de na segunda-feira a descolagem ter sido cancelada devido a problemas técnicos.

O lançamento será feito da base da NASA em Cabo Canaveral, na Florida, com uma “janela de oportunidade” de duas horas que se abre às 19:17 em Lisboa.

O voo de teste do SLS, que tem acoplada no topo a nave Orion, que irá orbitar a Lua com três manequins a bordo, foi adiado devido a uma fuga de combustível, a uma falha numa válvula e ao insuficiente arrefecimento de um dos quatro motores principais.

Na terça-feira, a equipa técnica reuniu-se para analisar os dados e decidiu fazer a segunda tentativa de lançamento hoje, afastando a possibilidade de sexta-feira, que estava prevista no calendário anterior (que inclui uma terceira data de descolagem, 5 de Setembro).

A concretizar-se, o lançamento do SLS, sucessivamente adiado ao longo dos anos, marca o início do programa lunar Artemis, com que os Estados Unidos pretendem regressar à superfície da Lua em 2025, um ano depois do previsto, colocando no solo a primeira astronauta mulher e o primeiro astronauta negro. A última alunagem foi há cerca de 50 anos, em Dezembro de 1972.

Em 2024, a NASA quer levar astronautas novamente para a órbita lunar.

O SLS, de 98 metros de altura, é o foguetão mais potente da NASA desde o Saturno V, que levou astronautas à Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo. Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na Lua.

Tal como o Saturno V, o SLS não é reutilizável, pelo que terão de ser construídas novas unidades para novas missões.

O novo foguetão, que tem o dobro da altura do Elevador de Santa Justa, em Lisboa, transportará, na primeira missão, dez micro-satélites científicos (do tamanho de uma caixa de sapatos) que, depois de largados no espaço, permitirão estudar os efeitos da radiação, um asteróide ou a superfície gelada da Lua.

Parcialmente reutilizável, a nave Orion permanecerá no espaço mais tempo que qualquer outra nave para astronautas, sem acoplar a uma estação espacial, e regressará à Terra mais rápido e mais quente. O seu escudo térmico é o maior alguma vez construído.

A Orion tem um módulo europeu (da Agência Espacial Europeia, ESA) que a levará ao seu destino e de regresso a “casa”, permitindo aos astronautas de missões futuras terem luz, água, oxigénio, nitrogénio e controlo de temperatura.

Os manequins que seguem a bordo na primeira missão têm sensores para testar os efeitos da radiação, aceleração e vibração.

A nave irá voar em redor da Lua, depois de se separar do foguetão SLS, numa órbita distante durante algumas semanas antes de regressar à Terra e amarar no oceano Pacífico.

A primeira missão do programa Artemis tem a duração de mês e meio e serve para testar o desempenho e a segurança do voo do SLS e da Orion.

Com o novo programa lunar, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua a partir de 2028 com o intuito de enviar posteriormente astronautas para Marte. A partida para estas missões lunares ou para Marte será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway.

Na mitologia grega, Artemis (Ártemis em português) era irmã gémea de Apollo (Apolo) e deusa da caça e da Lua.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Setembro 2022 — 10:03



150: Artemis. NASA cancela lançamento de foguetão

NASA/ARTEMIS I

Este voo de teste destinava-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos.

© EPA/Joel Kowsky

A NASA cancelou o lançamento do foguetão lunar para colocar uma cápsula de tripulação na órbita lunar, previsto para esta segunda-feira, ficando assim adiado para a próxima sexta-feira, 2 de Setembro, uma das duas datas alternativas, caso existisse algum contratempo. Isto se o problema for entretanto resolvido.

“O lançamento do Artemis I já não vai acontecer hoje”, anunciou a agência espacial norte-americana na rede social Twitter, referindo que as equipas tentaram solucionar um problema num dos motores do foguetão.

“As equipas vão continuar a recolher dados e vamos manter-vos informados sobre a próxima tentativa de lançamento”, lê-se ainda na mensagem.

Anteriormente, a NASA acreditava ser ainda possível cumprir hoje o lançamento do novo foguetão lunar para colocar uma cápsula de tripulação na órbita lunar, apesar da detecção de uma fuga de combustível, segundo a agência espacial norte-americana.

O director adjunto de lançamento da NASA, Jeremy Graeber, disse que os controladores de lançamento finalmente conseguiram reduzir a fuga para um nível seguro e aceitável, onde se manteve estável, uma vez que quase um milhão de galões de combustível encheram os tanques do núcleo do foguetão.

Graeber explicou que a NASA ainda tinha uma hipótese de lançamento esta segunda-feira de manhã, mas não vai marcar um novo tempo de descolagem até aos 10 minutos de espera na contagem decrescente, quando os gestores realizarem uma verificação. “Temos muito trabalho para chegarmos a esse ponto”, avisou.

A NASA interrompeu esta segunda-feira a contagem decrescente para o lançamento do voo de teste do seu novo foguetão lunar devido a uma fuga de combustível, anunciou a agência espacial norte-americana.

A fuga ocorreu no mesmo local em que surgiram infiltrações durante um teste de contagem decrescente na primavera, segundo a agência norte-americana AP.

Ao detectarem a fuga, os controladores de lançamento interromperam a operação de abastecimento, que já estava atrasada uma hora devido a trovoadas no mar.

O processo foi retomado lentamente para verificar se a fuga de hidrogénio poderá piorar, o que, a acontecer, deverá pôr fim à contagem decrescente.

O lançamento do foguetão, sem tripulação, está previsto para ocorrer hoje, durante uma “janela de oportunidade” de duas horas que se abre às 13:33 de Lisboa.

A NASA tinha indicado que se o voo não fosse possível hoje, haveria mais duas datas possíveis, 2 e 5 de Setembro.

Este voo de teste, a partir do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida, destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos.

O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à lua há meio século.

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste.

A missão de órbita lunar tem uma duração prevista de seis semanas.

Mesmo sem ninguém a bordo, milhares de pessoas prepararam-se para ver o lançamento do foguetão SLS, a sigla em inglês de Sistema de Lançamento Espacial.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, voou para Orlando com o marido, mas ainda não tinha feito a viagem de carro até ao Cabo Canaveral para o lançamento quando ocorreu a interrupção da contagem decrescente, segundo a AP.

A NASA espera levar astronautas para a órbita da Lua em 2024

As fugas de combustível prejudicaram o teste de contagem decrescente da NASA em Abril, o que provocou uma série de reparações.

O teste foi repetido com mais sucesso em Junho, mas também foram detectadas algumas fugas.

Os técnicos disseram que não saberiam ao certo se as reparações seriam suficientes até carregarem hoje os tanques do foguetão.

A missão Artemis I tem sofrido vários atrasos que levaram a que o orçamento deste teste em órbita lunar custasse 4.100 milhões de dólares (mais de 4.130 milhões de euros, ao câmbio actual).

Depois da missão Artemis I, a NASA espera em 2024 levar astronautas para a órbita da Lua (Artemis II) em 2024, e para a sua superfície (Artemis III) no final de 2025.

Com o programa lunar Artemis, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua a partir de 2028, com o intuito de enviar posteriormente astronautas para Marte.

A partida para estas missões lunares ou para Marte será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway.

Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na superfície da Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Agosto 2022 — 13:54

143: NASA dá ínicio à Missão Artemis com os olhos postos na Lua

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA/ARTEMIS

A agência norte-americana pretende levar o Homem à Lua 50 anos depois. Preparando, ao mesmo tempo, futuras missões espaciais.

© EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH

“Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade” disse Neil Armstrong depois de caminhar sobre a Lua. Foi em 1969, na missão Apollo, que o homem pisou pela primeira vez a Lua. O mundo inteiro via o momento pela televisão através de uma câmara instalada no Módulo Lunar (ML).

A última vez que o homem foi à Lua foi em 1972. 50 anos depois, a NASA inicia hoje a missão Artémis. Um marco para “todos nós que olhamos para a Lua e sonhamos com o dia em que a humanidade irá voltar à superfície lunar. Essa jornada, a nossa jornada, começa com o Artémis I”, como frisou o administrador da NASA e antigo astronauta, Bill Nelson.

A missão Artémis I — um voo teste sem tripulação, vai incluir o primeiro lançamento do enorme foguetão do novo Sistema de Lançamento Espacial –, tem lugar esta segunda-feira. O lançamento será feito no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida. O SLS, com um custo aproximado de 12 mil milhões de euros e a cápsula acoplada Orion vão ser responsáveis por levar o homem ao espaço no futuro.

Artémis I fará uma órbita à lua, incluindo um voo sobre a face oculta do satélite natural da terra, numa missão que irá durar 42 dias. Depois, voltará à Terra. Mike Sarafin, chefe da missão, diz que “o principal objectivo é expor o escudo térmico da Orion às condições de recuperação lunar”.

A cápsula viajará a cerca de 39.400km/h e experimentará temperaturas com cerca de metade do calor do sol. O voo seguinte será Artémis II, que já será tripulado, mas os astronautas não sairão da nave. Por sua vez, a Artémis III, prevista para 2025, levará posteriormente a bordo a primeira mulher e a primeira pessoa negra à Lua.

Viagens a Marte

O regresso do homem à Lua não é apenas voltar a pisar solo lunar, mas também iniciar um processo de colonização a longo prazo, tornando-se um ponto de partida para a exploração espacial e viagens a Marte. “A Lua é um sítio importante para a exploração de outros locais.

Não são precisos tantos recursos para levar o homem à Lua como seriam necessários numa missão mais prolongada”, adiantou ao DN Filipe Pires, coordenador do Núcleo de Divulgação, Centro de Astrofísica do Porto.

“Marte desperta interesse. Muita da exploração dos planetas pode ser feita por robôs”, no entanto, é importante que o homem consiga chegar lá, pois “toma decisões que os robôs por vezes não conseguem tomar”. Da última vez que o homem foi à Lua, levaram um geólogo, Harrison Schmitt, que recolheu amostras “de um valor científico incalculável. Tinha experiência”. Quando o homem chegar a Marte, o mesmo pode acontecer.

Nova estação espacial

“A estação espacial em construção servirá de local estratégico para futuras missões”, acrescenta. “Já para não falar que a Lua tem a vantagem de a força gravítica ser reduzida. A quantidade de combustível necessário para fugirmos do campo gravítico da Lua é muito menor do aquele que gastamos com o campo gravítico da Terra”.

A construção de uma nova estação espacial, Gateway, que irá orbitar a Lua é um dos objectivos desta missão onde está incluído o programa “Da Lua para Marte”.

A localização será na região do pólo sul da Lua, devido à disponibilidade da luz solar que vai facilitar a produção da energia ao longo do ano. Os astronautas estão apenas a três dias de casa nessa estação espacial. Além disto, Orion não será usada como um módulo de comando para pousar na Lua, como era feito nas missões Apollo.

O módulo de pouso lunar estará unido a essa estação espacial, que como orbita a Lua, possibilita que o pouso seja feito em qualquer parte, o que é uma novidade. A estação espacial será construída para ser utilizada como um ponto de paragem obrigatória para os astronautas. Primeiro deverão acoplar na estação para terem acesso ao módulo de pouso, para então prosseguir para a alunagem (pouso na Lua).

Uma vez em solo lunar, tudo o que será necessário para a missão já estará previamente localizado em regiões estratégicas, graças às parcerias com o sector privado, como a SpaceX, “o que acontece pela primeira vez”, conta Filipe Pires. Após concluírem as tarefas na Lua, os astronautas irão voltar para Gateway, de onde Orion regressará para a Terra.

Colaboração Internacional

“A forma como se encara a missão é diferente de há 50 anos. No final da década de 60, com a guerra fria, havia a corrida ao espaço entre os Estados Unidas da América e a União Soviética.

Havia a necessidade de afirmar poder e mostrar-se como uma super potência”, afirma Filipe. “Actualmente há mais colaboração e um espírito de exploração maior”, a missão Artémis não pertence só à agência norte-americana NASA.

A Agência Espacial Europeia, da UE (União Europeia), forneceu o módulo de serviço da cápsula Órion no Artémis I e colabora para construir o I-HAB da Gateway.

O Japão está a desenvolver uma nave de carregamento de carga para a estação lunar e estuda a criação de um rover pressurizado, um local para os astronautas tirarem seus volumosos trajes espaciais.

O Canadá também projecta um braço robótico para a estação Gateway. Além disso, outros 21 países assinaram os Acordos de Artémis, uma tentativa de Washington estabelecer regras para uma futura exploração internacional da lua.

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Joana Abreu
29 Agosto 2022 — 00:00

90: NASA identifica possíveis locais de pouso na Lua para a sua missão Artemis

CIÊNCIA/ESPAÇO/ARTEMIS III/LUA

A missão Artemis continua a evoluir para levar de novo humanos à Lua. Depois da NASA ter colocado o foguetão de Sistema de Lançamento Espacial (SLS) na posição de lançamento, agora é a vez da agência identificar 13 locais possíveis de pouco na Lua.

Estas regiões de aterragem candidatas situam-se perto do Polo Sul lunar. Cada região tem atributos para receber a alunagem da nave da Artemis III.

Artemis: A NASA já sabe onde irá pousar a nave tripulada na Lua

A NASA identificou 13 regiões de alunagem candidatas perto do Polo Sul lunar ao preparar-se para enviar astronautas de volta à Lua ao abrigo do programa Artemis.

Cada região contém múltiplos locais potenciais de aterragem para a nave que voará na missão Artemis III. Esta será a primeira das missões Artemis a levar astronautas até à superfície do nossa satélite natural e incluirá a primeira mulher a pôr os pés na Lua.

A selecção destas regiões significa que estamos um salto gigantesco mais próximo do regresso dos humanos à Lua pela primeira vez desde a missão Apollo.

Quando o fizermos, será diferente de qualquer missão que tenha surgido antes, quando os astronautas se aventuram em áreas escuras anteriormente inexploradas pelos humanos e lançam as bases para futuras estadias de longo prazo.

Disse Mark Kirasich, administrador da Divisão de Desenvolvimento da Missão Artemis na sede da NASA em Washington.

A NASA mostra aqui uma apresentação das 13 regiões candidatas à alunagem e desembarque para a Artemis III. Cada região é aproximadamente 15 por 15 quilómetros. Um local de desembarque é um local dentro dessas regiões com um raio aproximado de 100 metros. Crédito: NASA

Conforme podemos ver, a NASA identificou esses locais já devidamente conhecidos:

  • Faustini Rim A
  • Peak Near Shackleton
  • Connecting Ridge
  • Connecting Ridge Extension
  • de Gerlache Rim 1
  • de Gerlache Rim 2
  • de Gerlache-Kocher Massif
  • Haworth
  • Malapert Massif
  • Leibnitz Beta Plateau
  • Nobile Rim 1
  • Nobile Rim 2
  • Amundsen Rim

Cada uma destas regiões está localizada a seis graus de latitude do Polo Sul lunar. Entre elas, contêm um conjunto diversificado de características geológicas.

Juntas, as regiões oferecem opções de aterragem para todas as potenciais oportunidades de lançamento do veículo Artemis III.  Estas múltiplas regiões asseguram flexibilidade para o lançamento ao longo do ano porque locais de aterragem específicos estão fortemente ligados ao calendário da janela de lançamento.

A equipa de análise pesou outros critérios de aterragem com objectivos científicos específicos para a Artemis III. Isto incluía o objectivo de aterrar suficientemente perto de uma região permanentemente sombreada para possibilitar à tripulação conduzir um passeio lunar, ao mesmo tempo que limitava a perturbação ao aterrar.

Isto permitirá aos astronautas recolher amostras e realizar análises científicas numa área não comprometida, o que produzirá informações importantes sobre a profundidade, distribuição e composição do gelo da água que foi confirmado no Polo Sul da Lua.

Ao assegurar a proximidade a regiões permanentemente sombreadas e também ao ter em conta outras condições de iluminação, a equipa identificou regiões que podem cumprir o objectivo do moonwalk (passeio lunar).

Todas as 13 regiões contêm locais que proporcionam acesso contínuo à luz solar durante um período de 6,5 dias – a duração planeada da missão de superfície Artemis III.

Como fornece uma fonte de energia e minimiza as variações de temperatura, o acesso à luz solar é fundamental para uma estadia de longo prazo na Lua.

Agora a NASA discutirá as 13 regiões com as comunidades cientificas e de engenharia para solicitar informações sobre os méritos relativos de cada região.

Pplware
Autor: Vítor M