852: Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil

– Porque será que a Ucrânia não pode participar na investigação do míssil caído na Polónia? Se calhar porque o Zelensky tem razão e a Polónia e a NATO acobardaram-se e não querem retirar as consequências do artº. 5º.? Dá para começar a não acreditar em algumas “coisas” que vão acontecendo nesta guerra. Há “estórias” muito mal contadas…

POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO/UCRÂNIA DE FORA

A justiça polaca anunciou, esta segunda-feira, que Kiev ficará fora da investigação à explosão de um míssil na localidade de Przewodow, na Polónia e a cerca de dez quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil © Evgeniy Maloletka/AP

De acordo com o Kyiv Independent, a procuradoria polaca fez saber que não concorda com a participação do lado ucraniano.

“Não existe essa possibilidade legal e seria contra os procedimentos, já para não referir o interesse da investigação, na qual todas as possíveis versões são examinadas, incluindo a de que pode ter sido um míssil da defesa aérea ucraniana a cair”, adiantou fonte citadas pelo meio ucraniano.

Após o impacto do míssil antiaéreo na povoação polaca, que aconteceu no passado dia 15 e provocou a morte de duas pessoas, o Presidente ucraniano veio a público assegurar que o projéctil foi lançado pela Rússia, mas investigações posteriores indicam que poderá tratar-se de um míssil disparado pelas forças ucranianas e que se desviou da rota.

Entretanto, o Governo alemão anunciou hoje que disponibilizou-se para fornecer à Polónia um sistema de defesa antiaérea Patriot, depois da queda de um míssil em território polaco, que matou duas pessoas na semana passada.

“Oferecemo-nos para ajudar a Polónia a manter seguro o seu espaço aéreo com os nossos Eurofighter (aviões) e sistemas de defesa aérea Patriot, disse a ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, numa entrevista ao diário Rheinische Post.

A Alemanha já se tinha oferecido à Polónia para a apoiar com patrulhas aéreas. “Congratulo-me com a proposta alemã”, respondeu o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak, no Twitter, sobre o sistema de mísseis terra-ar Patriot, de fabrico norte-americano.

“Na minha conversa telefónica com as autoridades alemãs hoje vou propor que o sistema seja estacionado perto da fronteira com a Ucrânia”, acrescentou.

Unidades antiaéreas Patriot alemãs já estão destacadas na Eslováquia. Berlim pretende mantê-las lá “até ao final de 2023 e potencialmente até mais”, avançou também hoje a ministra da Defesa alemã.

MSN Notícias
SIC Notícias SIC Notícias
21.11.2022 16:46



 

779: Reunião de emergência: Coreia do Norte disparou míssil que caiu em águas japonesas

– O chavalo anda a brincar aos mísseis… Este quer ser igual ao filho da Putina. Talvez se queime, quem sabe?

MAR DO JAPÃO/COREIA DO NORTE/MÍSSEIS

A vice-presidente dos Estados Unidos (EUA) vai reunir-se esta sexta-feira de emergência com os líderes do Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, na sequência do lançamento da Coreia do Norte de um míssil intercontinental, informou a Casa Branca.

Kimimasa Mayama / EPA

Kamala Harris, que se encontra em Banguecoque, na Tailândia, a participar na cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), vai reunir-se com os cinco líderes para uma consulta “sobre o recente lançamento de um míssil balístico da RPDC [República Popular Democrática da Coreia]”, disse fonte da Casa Branca, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A Coreia do Norte disparou esta sexta-feira um míssil balístico intercontinental, que caiu no mar, em águas da Zona Económica Exclusiva (ZEE) do Japão, anunciou o Ministério da Defesa nipónico.

Num comunicado, o ministério disse que Pyongyang “lançou um míssil balístico do tipo ICBM de uma posição perto da costa oeste da península coreana aproximadamente às 10:14” (01:14 em Lisboa).

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, descreveu o lançamento como “absolutamente inaceitável”, confirmando que o míssil caiu em águas dentro da ZEE do Japão, perto da ilha de Hokkaido (norte), sem aparentemente ter causado quaisquer danos a navios ou aviões.

“A Coreia do Norte tem disparado repetidamente mísseis este ano com uma frequência sem precedentes e está a aumentar significativamente as tensões na península coreana”, indicou o ministro da Defesa japonês, Yasukazu Hamada.

Também o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse num comunicado que o lançamento provavelmente envolveu um míssil balístico intercontinental. O gabinete presidencial do país referiu que convocou uma reunião de segurança de emergência para discutir o lançamento norte-coreano.

Se confirmado, seria o primeiro lançamento de um míssil ICBM por parte da Coreia do Norte num período de duas semanas.

Especialistas independentes disseram que um ICBM, ainda em desenvolvimento, lançado por Pyongyang em 03 de Novembro, não conseguiu realizar o voo pretendido.

A Coreia do Norte tem dois tipos de ICBM e os testes de lançamento feitos em 2017 provaram que eles poderiam alcançar partes do território dos EUA.

Em comunicado, a Casa Branca disse que o lançamento vem aumentar desnecessariamente a tensão e representa um risco desestabilizador para a segurança na região. Constitui, além disso, uma violação flagrante de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Nesse sentido, Washington pediu a condenação internacional do lançamento e apelou à Coreia do Norte para que se sente à mesa de negociações para conversações sérias.

A Administração de Joe Biden indicou que a porta da diplomacia não está encerrada, mas que Pyongyang deve cessar de imediato as acções desestabilizadoras.

Já na quinta-feira, o regime de Kim Jong-un tinha disparado um míssil balístico em direcção ao mar do Japão.

Os lançamentos coincidem com a visita do Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, à vizinha Coreia do Sul e ocorrem depois de o regime de Pyongyang ter disparado cerca de trinta mísseis, no início de Novembro, em resposta a exercícios aéreos conjuntos de Seul e Washington.

Lusa // ZAP
18 Novembro, 2022



 

768: Moldova pede apoio da Roménia e Ucrânia para se defender de mísseis russos

– Oh! Deve ser engano! Um  míssil russonazi ☠️卐☠️ caído na Moldova junto à fronteira da Ucrânia? Isso era um míssil ucraniano… (ironia)

MOLDOVA/GUERRA/MÍSSEIS RUSSONAZIS

☠️卐☠️

 

A República da Moldova tem sido também alvo de ciber-ataques sem precedentes desde o outono passado.

gor Grosu.
© EPA/DUMITRU DORU

As autoridades da Moldova solicitaram à Roménia e à Ucrânia que monitorizem e protejam o seu espaço aéreo, informou esta quinta-feira o presidente da Assembleia Legislativa, Igor Grosu.

“A neutralidade não protege dos mísseis, mas deve ser defendida e, por isso, somos obrigados a defender o nosso espaço aéreo”, disse Grosu à rádio Chisinau.

“Beneficiámos de um programa da UE no valor de 40 milhões de euros, inclusive para isto [defesa do espaço aéreo]. Falamos também com os nossos parceiros ucranianos e romenos porque têm sistemas muito melhores”, disse Igor Grosu numa emissão televisiva do canal Jurnal.

Qualificando o momento de “complicado”, Grosu referiu dois incidentes recentes, em que mísseis russos entraram no espaço aéreo moldavo, tendo um caído em Naslavcea, no norte do país, junto à fronteira com a Ucrânia.

A República da Moldova tem sido também alvo de ciber-ataques sem precedentes desde o outono passado.

“Nunca tivemos tal onda de ataques e não só a correspondência de autoridades foi alvo, mas sistemas informáticos inteiros. As nossas avaliações mostram que vieram da Federação Russa”, disse o chefe da legislatura moldava.

Grosu anunciou também que dará entrada no parlamento um projecto de lei sobre o Serviço de Informações e Segurança, que fornecerá ferramentas adicionais na luta contra a espionagem.

A República da Moldova está “cheia de espiões da Federação Russa”, disse ​​​​​​​Grosu, acrescentando que haverá novas emendas legislativas que irão endurecer as penas para crimes de traição e outros associados.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 19:04



 

763: Como um míssil na Polónia está a afastar Zelensky da NATO

– Antes de estar confirmado se o míssil é ou não da defesa anti-aérea ucraniana ou directamente dos russonazis ☠️卐☠️, há que investigar com a participação de técnicos ucranianos que são os mais directamente interessados neste esclarecimento. E se for verdade que o míssil é proveniente dos russonazis ☠️卐☠️, estão com medo de activar o artigo 5º. da NATO? É importante não esquecer que os russonazis ☠️卐☠️ estão a utilizar mísseis fora da competência para que foram fabricados devido ao esgotamento dos seus stocks. E estes mísseis não têm a precisão dos tais “especiais” com que eles destroem estruturas e assassinam civis inocentes.

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UCRÂNIA/POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO

A queda de um míssil na Polónia está, pela primeira vez, a isolar Zelensky do Ocidente. O líder ucraniano defende que a Rússia está por trás do ataque.

Oleg Petrasyuk / EPAO Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

Duas pessoas morreram esta terça-feira após um míssil russo ter atingido uma zona agrícola polaca na vila de Przewodów, que fica perto da fronteira com a Ucrânia.

Inicialmente, o Presidente da Polónia, Andrzej Duda, sublinhou que não havia “provas conclusivas” da autoria do disparo do míssil. Contudo, adiantou que era “altamente provável” que Varsóvia pedisse a activação do Artigo 4.º da NATO — o passo anterior ao Artigo 5.º.

O Artigo 5.º da NATO dita que um ataque armado contra um ou vários países signatários do Tratado do Atlântico Norte é considerado um ataque contra todos.

Mais tarde, Andrzej Duda informou que o míssil que atingiu o seu território era ucraniano. Foi “provavelmente um incidente infeliz”, disse o líder polaco. O país optou, assim, por não accionar o Artigo 4º.

A NATO corroborou a posição da Polónia, considerando que o caso terá sido acidental e provavelmente era um míssil pertencente ao sistema ucraniano de defesa antiaérea.

“As averiguações ainda não foram concluídas”, salientou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, embora realce que tudo indique que se tenha tratado de um acidente.

“Não há qualquer indicação de que se trate de um ataque deliberado, nem temos indicação de que a Rússia tenha planeado qualquer acção militar ofensiva contra o território da NATO”, disse Stoltenberg, citado pelo Público.

Stoltenberg afastou o cenário de uma escalada da guerra e reiterou que a NATO não faz parte do conflito. O secretário-geral da NATO fez questão de reforçar que a Ucrânia não é culpada, visto que “tem o direito de abater os mísseis que são lançados contra as suas cidades e as suas infra-estruturas”.

É a “Rússia que tem a responsabilidade” pelas duas mortes na Polónia, “por ter causado a guerra que cria estas situações perigosas”, defende Stoltenberg.

Entretanto, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou que o míssil era russo. “O míssil não era nosso, sem qualquer dúvida”, declarou Zelensky na televisão. “Julgo que era um míssil russo”.

Ainda no mesmo dia, noutro discurso, o líder ucraniano garantiu que a posição da Ucrânia no caso da queda do míssil é “transparente”.

Zelensky apelou para que seja permitido à Ucrânia fazer parte da investigação internacional e que os seus especialistas tenham acesso aos dados e ao local onde caiu o míssil.

Enquanto isso, a Rússia negou ter disparado um míssil sobre uma povoação polaca perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto Varsóvia admitiu ser “altamente provável” que se tratasse de um projéctil antiaéreo ucraniano.

Ainda esta tarde, a Casa Banca considerou que “nada contradiz” a tese pela qual o míssil que caiu na Polónia era proveniente da defesa ucraniana, apesar de atribuir as “últimas responsabilidades” à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Como escreve o Diário de Notícias, Zelensky está isolado pela primeira vez ao insistir na autoria russa do disparo.

“Aquilo de que há muito tempo avisámos aconteceu. O terror não se limita às nossas fronteiras nacionais. Já se espalhou para o território da Moldávia. E hoje [anteontem], os mísseis russos atingiram a Polónia, o território do nosso país amigo. Polónia, os estados bálticos…

É apenas uma questão de tempo até que o terror russo vá mais longe. Temos de colocar o terrorista no seu lugar!”, disse o Presidente ucraniano na sua mensagem vídeo diária.

Do seu lado estão dirigentes da Estónia e da Lituânia, que lembraram à Polónia que iriam defender cada centímetro do território da NATO.

No entanto, o apoio dos estónios e dos lituanos é insuficiente para Zelensky. Todos os líderes ocidentais parecem receosos em acusar a Rússia da autoria do disparo do míssil, numa altura em que as provas indicam o contrário.

Daniel Costa, ZAP //
17 Novembro, 2022



 

753: Zelensky isolado pela primeira vez ao insistir na autoria russa do disparo

– Pelos relatos já conhecidos, penso que existe aqui muita coisa escondida e que não é do conhecimento geral. É preciso saber se os mísseis foram disparados pelos russonazis ☠️卐☠️ ou se foram pela defesa anti-aérea da Ucrânia que tem o pleno direito de se defender da invasão russonazi ☠️卐☠️. Para isso, é imprescindível que uma comissão ucraniana acompanhe a investigação desta situação. E, por fim, é preciso lembrar aos mais “distraídos” que existem muitos russonazis ☠️卐☠️ que estão desejosos de começar uma terceira guerra mundial: partido da guerra russonazi ☠️卐☠️, Tchtchénia, Grupo Wagner e Bielorrússia, principalmente.

POLÓNIA/UCRÂNIA/MÍSSEIS/ORIGEM

Hipótese de a NATO ser arrastada para o conflito esfumou-se com as indicações de que o projéctil que matou duas pessoas na Polónia terá sido disparado pela defesa aérea ucraniana. O presidente do país alvo da ocupação russa mantém versão que responsabiliza Moscovo.

Peritos forenses polacos investigam o local da queda do míssil, a seis quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
© Polícia polaca /AFP

A Ucrânia tinha acabado de receber o maior ataque de mísseis de cruzeiro desde o início da guerra, no aprofundar de um padrão que visa sobretudo as infra-estruturas de energia – milhões de ucranianos e moldavos ficaram às escuras -, quando se soube de uma explosão em Przewodów, no leste da Polónia, que causou a morte a duas pessoas.

O governo chefiado por Mateusz Morawiecki reuniu-se de emergência, bem como o conselho de segurança nacional, e enquanto as autoridades polacas se articulavam com a NATO, a suspeita de que um míssil tinha disparado pela Rússia para território da Aliança Atlântica foi tratada inicialmente por alguns países, Ucrânia incluída, quase como um facto adquirido.

A realidade – pelo menos assim indicam os dados preliminares – aponta antes para que tenha sido um projéctil disparado pelas forças ucranianas para derrubar um míssil russo. No entanto, apesar da precipitação na interpretação do incidente, Kiev insiste na tese de que foram os russos, deixando o presidente Volodymyr Zelensky isolado pela primeira vez, e ao mesmo tempo secundarizando as consequências do ataque que a Ucrânia sofreu.

A discussão sobre a origem do míssil que atingiu a Polónia deixou para segundo plano o maior ataque com mísseis de cruzeiro à Ucrânia.
© YURIY DYACHYSHYN / AFP

O presidente ucraniano, que horas antes se dirigira aos líderes do G20, reunidos em Bali, na Indonésia, com a sua visão de dez pontos para um processo de paz, reagiu pouco depois da explosão na Polónia na sua mensagem vídeo diária, ao pedir “acção” em resposta ao alegado ataque à Polónia. “Aquilo de que há muito tempo avisámos aconteceu. O terror não se limita às nossas fronteiras nacionais. Já se espalhou para o território da Moldávia.

E hoje [anteontem], os mísseis russos atingiram a Polónia, o território do nosso país amigo. Polónia, os estados bálticos… É apenas uma questão de tempo até que o terror russo vá mais longe. Temos de colocar o terrorista no seu lugar!”

Enquanto isso, mensagens de dirigentes da Estónia e da Lituânia emprestavam mais calor a uma temperatura febril – ao lembrarem à Polónia que iriam defender cada centímetro do território da NATO – alimentada por comentadores nas televisões e nas redes sociais e e declarações de outros membros do governo ucraniano.

Moscovo reagiu de pronto ao acusar os polacos de “provocação deliberada”. Mais tarde insistiu: “As fotografias dos destroços foram inequivocamente identificadas por peritos militares russos como fragmentos de um míssil antiaéreo guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”; e o Ministério da Defesa disse que os mísseis disparados foram dirigidos a alvos “a uma distância não inferior a 35 quilómetros da fronteira ucraniano-polaca”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, recordou o caso do avião MH17 – derrubado por pró-russos – para dizer que “ninguém deve acreditar na propaganda russa” e afirmou que Moscovo estava a “promover uma teoria da conspiração” para culpar a Ucrânia.

Depois de reacções cautelosas da NATO e do Pentágono, foi o próprio presidente norte-americano quem pôs água na fervura, ao dizer que era “improvável” que se tratasse de um míssil disparado pela Rússia: “Há muita informação que contesta isso.”

As palavras de Joe Biden foram ouvidas depois de uma reunião de emergência dos líderes do G7 e da NATO presentes em Bali, e que se seguiram a consultas com o homólogo Andrzej Duda e com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

O norueguês presidiu a uma reunião de emergência com os embaixadores da Aliança Atlântica e no final reiterou o que Biden dissera, e aproveitou para lembrar o papel da Rússia. “Não temos qualquer indicação de que tenha sido resultado de um ataque deliberado nem que a Rússia esteja a preparar acções ofensivas contra a NATO”, afirmou.

“Mas sejamos claros: isto não é responsabilidade da Ucrânia. A Rússia tema responsabilidade por continuar a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, disse Stoltenberg.

À sua vez, presidente e chefe do governo polacos disseram não haver provas de que a explosão que matou duas pessoas tivesse origem russa, apesar de Duda ter dito que o míssil será um S-300 de fabrico soviético. Morawiecki, por seu turno, disse que Varsóvia não iria invocar o artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte, o qual prevê consultas entre os aliados sobre a integridade territorial ou a segurança de uma das partes.

Perante esta concertação de posições a ocidente, Kiev reagiu com o pedido, por parte do secretário do Conselho de Defesa, Oleksiy Danilov, para fazer parte das equipas de investigação para “um exame conjunto do incidente” e mostrou-se disponível para “entregar a prova dos vestígios russos”. O presidente ucraniano defendeu que o seu país tem direito a integrar a investigação enquanto reiterava a sua versão.

“Não tenho dúvidas de que não foi um nosso míssil”, declarou, tendo afirmado que a sua posição está sustentada em relatórios do comando das forças armadas e pela força aérea ucranianas.

Mais tarde, na sua mensagem de vídeo diária, Zelensky voltou a pedir a participação de Kiev na investigação: “A posição ucraniana é muito transparente: esforçamo-nos por apurar todos os pormenores, todos os factos.

É por isso que precisamos dos nossos especialistas para nos juntarmos ao trabalho da investigação internacional e para termos acesso a todos os dados disponíveis para os nossos parceiros e ao local da explosão.” Zelensky disse também que estava a partilhar com os parceiros as informações de que dispõe – mas, para já, o presidente ucraniano está a falar sozinho.

Vitória militar “improvável”

No dia em que o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, presidiu a mais uma reunião Ramstein, isto é dos aliados e parceiros dos EUA para a obtenção de assistência militar para a Ucrânia, o chefe do Estado-Maior norte-americano acusou a Rússia de recorrer a uma “campanha de terror a fim de derrotar o ânimo” dos ucranianos, depois de não ter conseguido atingir os objectivos estratégicos, operacionais e tácticos da invasão.

O general Mark Milley, em primeiro plano, e o secretário da Defesa Lloyd Autin.
© Alex Wong/Getty Images/AFP

Para o general Mark Milley, porém, “a probabilidade de uma vitória militar ucraniana, definida como a expulsão dos russos de toda a Ucrânia, acontecer em breve não é elevada”. Daí que, segundo o militar, caso haja um abrandamento das hostilidades devido às condições no terreno, pode surgir uma solução política, “ou pelo menos o início das conversações para se iniciar uma solução política”.

A invasão em oito momentos

A Rússia envolveu-se numa guerra de procuração no leste da Ucrânia, em 2014, na sequência da revolta dos ucranianos que acabou com a fuga de Yanukovich, presidente aliado do Kremlin, e de seguida com a anexação da Crimeia. O conflito ganhou novas dimensões em 24 de Fevereiro, com uma invasão em grande escala, apesar de não ter sido declarada guerra.

Operação militar especial
Vladimir Putin anunciou uma “Operação Militar Especial” para “desnazificar” e “desmilitarizar” a Ucrânia, enquanto exigia garantias de que o país nunca aderiria à NATO. Pouco depois iniciaram-se ataques com mísseis em várias cidades e o início da invasão terrestre, com uma coluna militar com mais de 60 quilómetros oriunda da Bielorrússia a dirigir-se para Kiev. Contra as expectativas de muitos observadores, Volodymyr Zelensky recusa sair da capital, onde lidera a resistência.

Kherson cai, Kiev e Kharkiv resistem
As tropas russas obtêm a sua grande vitória: a tomada de Kherson, a única capital regional a cair resultado da invasão. Em contrapartida, as forças russas – que planeavam tomar a capital em dias – retiram as Forças Especiais que aterraram em Kiev e dão meia volta nos arredores após um mês de combates. O mesmo destino enfrentam na segunda maior cidade, Kharkiv (Cracóvia).

Crimes de guerra em Bucha
No início de Abril, a libertação de Bucha e de outras localidades a noroeste de Kiev põem a nu crimes de guerra cometidos pelas tropas invasoras. Moscovo diz que as filmagens de Bucha são fabricadas, mas a Amnistia Internacional conclui pela existência de “mortes deliberadas de civis”. Em Setembro, uma comissão independente da ONU encontra crimes de guerra, enquanto o Tribunal Penal Internacional diz estar a investigar, embora a Rússia não seja membro do acordo. A procuradoria ucraniana fala em 34 mil potenciais crimes de guerra.

Queda de Mariupol
Ao fim de meses de bombardeamentos que arrasaram a cidade e semanas de cerco aos militares ucranianos na siderurgia Azovstal, a Rússia toma a estratégica cidade de Mariupol e faz centenas de prisioneiros. Mais de 50 dos soldados do Batalhão Azov acabarão por morrer em Julho numa instalação prisional recém-inaugurada em Olenivka, com Kiev e Moscovo a trocarem acusações sobre a explosão mortal. No Donbass, a Ucrânia perde a batalha por Severodonetsk e a vizinha Lysychansk.

Contra-ofensiva
Munido pelos países da NATO de artilharia evoluída e capaz de infligir danos em alvos precisos, a Ucrânia anuncia a contra-ofensiva em Kherson, atingindo paióis, centros de comando, aeródromos e outros alvos militares e logísticos, enquanto em Setembro surpreende Moscovo com a libertação da região de Kharkiv e de partes de Lugansk. Em resposta, Putin decreta uma mobilização de 300 mil reservistas, provocando um êxodo de russos em idade militar.

“Referendos” e anexações
Entre 23 e 27 de Setembro, as autoridades instaladas pelo Kremlin nas regiões ucranianas de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia realizam referendos fraudulentos, cujos resultados, sem surpresa, são favoráveis à anexação russa. Dias depois, o líder russo preside a uma cerimónia no Kremlin onde é formalizada a anexação, que será apenas reconhecida pela Coreia do Norte.

Retirada de Kherson
Após uma retirada que começou semanas antes, com os funcionários russos, e terminou com os civis ucranianos – forçados, segundo Kiev – a servirem de escudo aos militares, Moscovo anunciou em 9 de Novembro a saída da capital de Kherson para a margem esquerda da região.

A retirada terminou no dia seguinte e poucas horas depois o Exército ucraniano chegava à cidade, que os russos deixaram sem água nem electricidade.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
16 Novembro 2022 — 23:31



 

Zelensky deixa garantia: “Não tenho dúvidas. Não foi o nosso míssil”

– Zelensky tem razão e todos os intervenientes devem aceitar a inclusão de técnicos ucranianos na equipa de investigação do incidente dado que, mesmo não sendo culpa ucraniana, eles são directamente interessados em que se apure a verdade. É que não se pode confiar em tudo o que os russonazis ☠️卐☠️ dizem!

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INVESTIGAÇÃO/MISSEIS/POLÓNIA/UCRÂNIA

As declarações do presidente da Ucrânia baseiam-se nas informações que recebeu do seu comando das forças armadas. Varsóvia e NATO consideraram “provável” que o míssil que atingiu a localidade polaca era um projéctil da defesa antiaérea ucraniana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
© Genya SAVILOV / AFP

Volodymyr Zelensky afirmou esta quarta-feira que não tem dúvidas de que o míssil que atingiu a localidade polaca de Przewodów, junto à fronteira com a Ucrânia, não era ucraniano. Duas pessoas morreram na sequência da queda do projéctil.

“Não tenho dúvidas de que não foi o nosso míssil”, disse o presidente ucraniano, citado pela agência de notícias Interfax. As declarações de Zelensky surgem depois da NATO e de Varsóvia considerarem “provável” que o projéctil era da defesa antiaérea ucraniana, de acordo com informações preliminares sobre o que aconteceu na terça-feira em solo polaco.

A afirmação de Zelensky é sustentada por relatórios do comando das forças armadas e pela força aérea ucranianas.

“Acredito que foi um míssil russo com base na credibilidade dos relatórios dos militares”, destacou.

O presidente ucraniano defende que as autoridades de Kiev devem ter acesso ao local, em Przewodów, que foi atingido pelo míssil. “Temos direito de estar na equipa de investigação? Claro”, afirmou em declarações a jornalistas.

Antes, já o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano, Oleksiy Danilov, pedia acesso ao local, onde decorreu a explosão provocada pela queda do projéctil. “A Ucrânia pede acesso imediato, para representantes da Defesa e da Guarda de Fronteiras, ao local atingido”, escreveu, na rede social Twitter.

Danilov disse querer “um exame conjunto do incidente”. “Estamos prontos para entregar a prova do vestígio russo que temos”, referiu, depois de Moscovo ter negado formalmente ser responsável por este lançamento.

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano acrescentou que Kiev “está à espera de informações dos parceiros, os quais concluíram que se tratava de um míssil de defesa aérea ucraniano”.

Afirmações de Zelensky são “irresponsáveis”, acusa a Hungria

A Hungria já reagiu às afirmações de Zelensky sobre o míssil que atingiu a localidade polaca Przewodów considerando que se tratam de declarações “irresponsáveis”.

Gergely Gulyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que os líderes mundiais reagiram de forma responsável aos desenvolvimentos na Polónia. Mas “o presidente ucraniano, ao acusar imediatamente os russos, foi um mau exemplo”, afirmou Gulyas, citado pela AFP.

O presidente polaco, Andrzej Duda, disse considerar “altamente provável” que o míssil que matou duas pessoas na terça-feira em Przewodów, perto da fronteira com a Ucrânia, tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana.

Também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, declarou hoje que a explosão ocorrida na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo convocou, entretanto, o embaixador polaco em Moscovo, indicou a diplomacia russa, um dia após um míssil ter feito dois mortos em território da Polónia, fazendo temer uma escalada do conflito na Ucrânia.

“O embaixador polaco foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo”, escreveu na plataforma digital Telegram a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, sem fornecer mais pormenores.

Kiev tinha acusado Moscovo da autoria de um ataque com um míssil à Polónia, o que a Rússia imediatamente negou.

Já esta quarta-feira, William Burns, o director dos serviços de informação dos EUA, CIA, esteve reunido com o presidente da Polónia, Andrzej Duda, em Varsóvia, na sequência do míssil que atingiu território polaco. O encontro sucedeu após a visita de Burns a Kiev.

A “situação geral de segurança” e os “recentes acontecimentos” em Przewodów foram os temas principais do encontro, informou Jacek Siewiera, o chefe dos serviços de segurança nacional da Polónia nas redes sociais.

Diário de Notícias
Com Lusa
Notícia actualizada às 19:13



 

749: Rússia diz que imagens mostram que míssil que atingiu Polónia é da defesa ucraniana

“… A Rússia negou ainda ter atacado Kiev na terça-feira e afirmou que os danos na capital ucraniana foram provocados pela defesa antiaérea ucraniana. “Toda a destruição nas áreas residenciais da capital ucraniana (…) é resultado directo da queda e autodestruição de mísseis antiaéreos lançados pelas forças ucranianas”, afirmou o ministério russo em comunicado.”

A desculpa mais porca e badalhoca que estes russonazis ☠️卐☠️ poderiam inventar nesta invasão e guerra que eles iniciaram contra a Ucrânia! Então a destruição causada em Kiev foi obra dos mísseis anti-aéreos ucranianos? O nazi que disse isto devia estar encharcado em vodka da mais reles! Um “ataque de precisão” precisavam os russonazis ☠️卐☠️ sobre Moscovo!

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ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /FANTOCHES

Ministério da Defesa russo diz que imagens mostram “fragmentos de um míssil antiaéreo guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”. E garante que também não é responsável pela destruição causada em Kiev por ataques na terça-feira.

A Rússia disse esta quarta-feira que as imagens captadas a partir do local da explosão na Polónia mostram fragmentos de um míssil ucraniano e que o ataque russo na Ucrânia mais próximo da Polónia foi a 35 quilómetros da fronteira polaca.

“Fotografias dos destroços foram inequivocamente identificadas por especialistas militares russos como fragmentos de um míssil antiaéreo guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”, disse o Ministério da Defesa russo num comunicado citado pela AFP.

“Ataques de precisão foram realizados em alvos apenas no território da Ucrânia e a uma distância não inferior a 35 quilómetros da fronteira ucraniana-polaca”, acrescentou.

A Rússia negou ainda ter atacado Kiev na terça-feira e afirmou que os danos na capital ucraniana foram provocados pela defesa antiaérea ucraniana.

“Toda a destruição nas áreas residenciais da capital ucraniana (…) é resultado directo da queda e autodestruição de mísseis antiaéreos lançados pelas forças ucranianas”, afirmou o ministério russo em comunicado.

A Associated Press avançou esta quarta-feira que os responsáveis norte-americanos acreditam que o incidente poderá ter sido causada pelo sistema de defesa antiaérea da Ucrânia, através de disparos feitos pelas forças ucranianas contra os mísseis russos.

Esta quarta-feira, Joe Biden terá dito isso mesmo aos membros do G7 e da NATO, segundo avança a Reuters, que cita uma fonte da NATO.

O presidente norte-americano já havia afirmado publicamente que é “improvável” que o ataque com recurso a míssil que atingiu esta terça-feira a Polónia tenha sido lançado a partir da Rússia.

Questionado sobre se o míssil foi disparado a partir da Rússia, o líder norte-americano disse que havia “informações preliminares que contestam” essa possibilidade. “É improvável que tenha sido disparado da Rússia, mas veremos”, acrescentou.

“Concordamos em apoiar a investigação da Polónia sobre a explosão. Vamo-nos certificar de que vamos descobrir exactamente o que aconteceu e vamos determinar colectivamente o nosso próximo passo”, afirmou, à margem da cúpula dos G20.

Uma declaração que o Kremlin elogiou. “Deve prestar-se atenção à resposta comedida e mais profissional do lado americano”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que: “Quanto ao incidente na Polónia, a Rússia não tem nada a ver com isso”.

Também a ministra da Defesa da Bélgica, Ludivine Dedonder, já admitiu que a explosão poderá ter sido provocada pela acção da defesa antiaérea da Ucrânia com a intenção de interceptar mísseis russos.

“De acordo com as informações disponíveis, os ataques foram da responsabilidade dos sistemas de defesa antiaérea ucranianos, utilizados para contra-atacar os mísseis russos”, afirmou em comunicado, antes de sugerir que o incidente está a ser objecto de uma “profunda investigação”.

A explosão na Polónia, um membro da NATO, despertou imediatamente a preocupação de que a aliança fosse atraída directamente para a guerra, uma vez que um ataque a um dos aliados é considerado um ataque à NATO.

No entanto, o próprio presidente polaco, Andrzej Duda, pediu calma, referindo que não havia “evidência inequívoca” de onde veio o míssil e que o via como um incidente “isolado”. “Nada nos indica que haverá mais”, prosseguiu.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que é “absolutamente essencial evitar a escalada da guerra na Ucrânia”.

Também a presidência francesa pediu “extrema cautela” sobre a origem do ataque, sublinhando que muitos países tinham os mesmos mísseis e alertando sobre os “riscos significativos de escalada”.

Já esta quarta-feira, a China pediu “calma” a todas as partes. “Na situação actual, todas as partes envolvidas devem manter a calma e a contenção para que seja evitada uma escalada”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em Pequim.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rapidamente culpou a Rússia pelo que chamou de “terror de mísseis russos”.

O incidente ocorreu depois de a Rússia ter lançado uma onda de ataques com mísseis na Ucrânia durante o dia de terça-feira, o que deixou milhões de residências ucranianas sem energia. Esses ataques foram apelidados de “bárbaros” por Biden e de “chapada na cara” do G20 por Zelensky.

Diário de Notícias
DN/AFP
16 Novembro 2022 — 10:16



 

748: PPM italiana diz que Moscovo é responsável por queda de míssil na Polónia

POLÓNIA/MÍSSEIS/UCRÂNIA/DEFESA ANTI-AÉREA

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou esta quarta-feira a Rússia responsável pela explosão de um míssil dentro do território polaco, que matou duas pessoas na terça-feira, embora o incidente tenha sido provavelmente causado por um míssil antiaéreo ucraniano.

Giorgia Meloni
© EPA/ANSA/MASSIMO PERCOSSI

“A hipótese de que foi um míssil antiaéreo ucraniano que caiu sobre a Polónia não altera a substância (do incidente), no nosso entendimento, e a responsabilidade pelo que aconteceu é totalmente russa”, disse Meloni numa conferência de imprensa após a cimeira do G20 (grupo das maiores economias mundiais) em Bali, Indonésia.

“Tivemos um brusco acordar com as notícias vindas da Polónia, pedimos informações, reunimo-nos e consultámos os nossos aliados”, disse a chefe do Governo de Itália.

“E com os nossos aliados, condenamos os ataques de mísseis de Moscovo”, afirmou.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, disse hoje que a explosão ocorrida na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

“A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa aérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos, mas deixem-me ser claro, isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou Jens Stoltenberg numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Também o Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu hoje que o míssil “tenha sido lançado pela Ucrânia”, e que nada indica que tenha sido um “ataque intencional” de nenhum dos lados do conflito.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de Fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Novembro 2022 — 14:20



 

747: NATO diz que míssil ucraniano atingiu Polónia mas não é culpa da Ucrânia

“… O Kremlin (Presidência russa) saudou a contenção dos Estados Unidos e reiterou que a Rússia “não tem nada a ver com o incidente na Polónia”.”

A ser verdade que foi um míssil ucraniano em defesa aérea dos mísseis russonazis ☠️卐☠️ não venham agora os russonazis ☠️卐☠️ com cinismo e hipocrisia dizerem que não têm nada a ver com o incidente quando são eles que invadiram a Ucrânia, iniciaram uma guerra ilegal ao arrepio da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, organização a que os russonazis ☠️卐☠️ pertencem – e que já deveriam ter sido expulsos pelos actos terroristas e assassinos praticados contra um país soberano – e são eles os responsáveis máximos pelo incidente! ORCS merdosos sem princípios, sem nada de nada!

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /CINISMO/HIPOCRISIA/FANATISMO

Jens Stoltenberg admitiu que a NATO vai “vai continuar focada na defesa antiaérea da Ucrânia”.

© EPA/FABIO FRUSTACI

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, disse esta quarta-feira que a explosão que matou duas pessoas na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

“A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa aérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos, mas deixem-me ser claro, isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou Jens Stoltenberg.

Falando em conferência de imprensa em Bruxelas após ter presidido a uma reunião do Conselho do Atlântico Norte para discutir a explosão de terça-feira na Polónia, perto da fronteira com a Ucrânia, o líder da Aliança Atlântica vincou: “A Rússia tem a responsabilidade última, uma vez que continua a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”.

De acordo com Jens Stoltenberg, “está em curso uma investigação sobre este incidente”, mas até ao momento não há “qualquer indicação de que este tenha sido o resultado de um ataque deliberado”.

“E não temos qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar acções militares ofensivas contra a NATO”, concluiu o secretário-geral da organização.

“Manifestamos total solidariedade para com a Polónia”, vincou, assegurando que o foco da NATO “vai continuar focada na defesa antiaérea da Ucrânia”.

Nestas declarações à imprensa no final de uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, o principal organismo de decisão política da NATO, Jens Stoltenberg assegurou que desde a invasão russa da Ucrânia a Aliança Atlântica “aumentou a vigilância” na região da Polónia e “acompanha a situação numa base contínua”.

“Ontem [terça-feira] à noite, falei com o Presidente polaco, Andrzej Duda, e com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e concordámos que precisamos de permanecer vigilantes e estreitamente coordenados”, assinalou.

“A NATO mantém-se unida e faremos sempre o necessário para proteger e defender os Aliados”, garantiu, apelando à Rússia para “pôr fim a esta guerra sem sentido”.

O Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu esta quarta-feira que o míssil que matou duas pessoas na Polónia, na terça-feira, “tenha sido lançado pela Ucrânia”, mas disse que nada indica que tenha sido um “ataque intencional”.

Duda declarou que a Polónia não vai invocar o artigo da NATO que prevê consultas entre aliados sempre que esteja ameaçada a “integridade territorial, a independência política ou a segurança” de qualquer dos Estados-membros da Aliança Atlântica.

A Polónia convocou uma reunião de emergência com os seus aliados da NATO depois de ter anunciado que um “projéctil de fabrico russo” tinha caído na localidade de Przewodów, que faz fronteira com a Ucrânia, na terça-feira, matando duas pessoas.

Pouco depois do incidente se ter tornado conhecido, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a explosão na Polónia tinha sido causada por um míssil russo.

O Ministério da Defesa russo negou que o míssil tenha sido disparado pelas suas forças, que bombardearam infra-estruturas de energia por toda a Ucrânia na terça-feira.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse hoje que havia informações preliminares que punham em causa que o míssil tivesse sido disparado a partir da Rússia.

O Kremlin (Presidência russa) saudou a contenção dos Estados Unidos e reiterou que a Rússia “não tem nada a ver com o incidente na Polónia”.

Fotos publicadas nos meios de comunicação social mostraram um veículo agrícola danificado junto a uma grande cratera e, de acordo com a imprensa polaca, as duas vítimas mortais eram trabalhadores agrícolas.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de Fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Diário de Notícias
DN
16 Novembro 2022 — 13:19



 

740: NATO rastreia míssil que caiu na Polónia e matou duas pessoas

– O único culpado por toda esta situação, pela invasão da Ucrânia, um país soberano, é apenas um: Vladimir Vladimirovitch Putin! Este ayatollah terrorista nazi ☠️卐☠️, com a sua sede imperialista, baseado na história da antiga URSS, de Pedro o grande e com formação e actuação no KGB, não passa de um assassino psicopata demente. Mas pelos vistos, todo o Mundo parece ter medo de enfrentá-lo com uma reacção igual à que ele tem utilizado contra a Ucrânia. Quando a Ucrânia ficar completamente DESTRUÍDA, com milhares de mortos, talvez acordem para a dura realidade. Quem será a seguir? O resto… é conversa da treta!

POLÓNIA/ATAQUE/MÍSSIL/TERRORISMO

A informação com pistas de radar [do míssil] foi fornecida à NATO e à Polónia, disse fonte militar.

© EPA/WOJTEK JARGILO

Um avião da NATO, que sobrevoava o espaço aéreo da Polónia, rastreou o míssil que explodiu no país na terça-feira e matou duas pessoas, disse fonte militar da Aliança à televisão norte-americana CNN.

“A informação com pistas de radar [do míssil] foi fornecida à NATO e à Polónia”, acrescentou a mesma fonte, que não foi identificada.

Os aviões da NATO têm realizado vigilância regular em torno da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de Fevereiro.

No entanto, a fonte da CNN não avançou quem lançou o míssil, nem de onde foi disparado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polónia confirmou na noite de terça-feira que um “projéctil de fabrico russo” atingiu o território deste país da NATO junto à fronteira com a Ucrânia, causando dois mortos.

“Na vila de Przewodów (…), um projéctil de fabrico russo caiu, matando dois cidadãos da República da Polónia”, de acordo com um comunicado do porta-voz do Ministério, Lukasz Jasina.

A NATO concordou hoje apoiar a investigação lançada pela Polónia sobre o suposto míssil de fabrico russo que atingiu o território.

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ser improvável que o míssil tenha sido disparado a partir da Rússia.

“Há informações preliminares que contestam isso”, disse Biden aos jornalistas quando questionado se o míssil foi disparado da Rússia. “É improvável nas linhas da trajectória que tenha sido disparado da Rússia, mas veremos”, acrescentou.

Diário de Notícias
Lusa/DN
16 Novembro 2022 — 07:44