743: A humanidade está mais próxima da Lua! Lançamento do Artemis da NASA foi um sucesso

CIÊNCIA/NASA/ARTEMIS

Depois de inúmeros contratempos, a Missão Artemis 1 foi finalmente lançada. Inicialmente marcado para 29 de Agosto, o lançamento do foguetão que será o primeiro passo para voltar a levar terráqueos à Lua.

Está assim marcado oficialmente o início do programa Artemis da NASA.

A primeira parte da Missão da NASA está concluída

Foram fugas de combustíveis, depois tempestades tropicais e furacões. O universo parecia que estava a conspirar contra a missão da NASA, mas depois de um investimento na ordem dos quatro mil milhões de dólares, eis que o programa Artemis I arrancou oficialmente.

Este voo de teste destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos. O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à Lua há meio século.

Depois do sucesso de Artemis I…

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste. A missão de órbita lunar tem uma duração prevista de seis semanas.

Além disso, ao longo do caminho, a cápsula implantará 10 CubeSats projectados para realizar as suas próprias investigações científicas destinadas a ajudar futuras missões no espaço profundo.

O Artemis I irá fornecer à NASA os dados necessários para garantir que os astronautas possam voar com segurança para a Lua a bordo da cápsula Orion.

Dará também a oportunidade de verificar se o escudo térmico do veículo pode proteger adequadamente os astronautas a bordo quando ele reentrar na nossa atmosfera e cair no Oceano Pacífico.

Se tudo correr como esperado, a NASA poderá começar a planear a missão Artemis II, que será a primeira missão tripulada da Orion e enviará astronautas num sobrevoo lunar.

Antes mesmo desta última tentativa bem sucedida, a equipa da Space Force dos EUA teve que enfrentar mais uma fuga de hidrogénio e ainda um problema num radar de monitorização do foguetão. Tudo contratempos resolvidos a tempo do lançamento, ainda que tenha sido adiado por 1 hora, algo que já estava de certa forma nos planos.

Pplware
Autor: Maria Inês Coelho
16 Nov 2022



 

338: Passado do Sol está…na Lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Cientistas apresentam novo estudo e mostram ter expectativa em relação às missões lunares que se aproximam.

Bessi / Flickr

Há muitos segredos do Sol que estão “escondidos” na superfície lunar, acredita uma equipa de cientistas.

A exploração sustentada da superfície lunar, na missão Artemis, deverá ser crucial para revelar, pelo menos, parte do passado da estrela que nos ilumina.

Estas são a análise e a expectativa dos cientistas, que publicaram uma análise recente no portal arXiv, intitulada Amostras lunares são cápsulas do tempo do sol.

Na expedição a prioridade será obter na Lua “amostras de alto interesse e protocolos para manipulação e análise de amostras”.

O Sol sempre influenciou todos os corpos do sistema solar: recebemos calor e luz do Sol, mas também uma chuva constante de partículas de alta energia e vento solar.

E, lembra o portal Universe Today, isto já acontece há cerca de 4.5 mil milhões de anos.

Mas fomos perdendo a noção do que era o Sol, do que aconteceu ao Sol ao longo de tantos anos. O desgaste provocado pelo vento, a erosão da água e os ciclos constantes das placas tectónicas: tudo contribuiu para que o passado da estrela ficasse longe ou fosse mesmo “enterrado”.

Certas actividades na Lua, como fluxos de lava (que trazem à superfície camadas mais profundas), podem revelar muito do passado do Sol.

Os cientistas acreditam que, por exemplo, podemos ver durante quanto tempo uma amostra lunar foi exposta a raios cósmicos e utilizar isso para modelar a taxa de produção de raios cósmicos do Sol nos últimos milhares de milhões de anos.

A mesma indicação pode surgir através dos rastos deixados por partículas de alta energia, enquanto se enterram na crosta.

Ao comparar diferentes amostras em diferentes profundidades e locais, poderemos entender a mudança no brilho do Sol ao longo do tempo.

E o melhor local para estudar essas mudanças será mesmo a Lua.

Entretanto, os cientistas terão de esperar mais um pouco: a Artemis I iria partir na próxima terça-feira mas a NASA adiou novamente a sua partida devido às previsões meteorológicas.

  ZAP //
24 Setembro, 2022