424: Monkeypox: Continente americano registou 90% dos casos na última semana

SAÚDE PÚBLICA/VÍRUS/MONKEYPOX/EUA

Um primeiro surto desta doença em países não endémicos foi detectado em maio na Europa, em países como Portugal e Espanha, mas desde então o vírus espalhou-se para outras regiões, principalmente na América Latina e nos EUA.

© Joe Raedle/Getty Images/AFP

Cerca de 90 por cento dos casos de infecção pelo vírus Monkeypox registados na última semana ocorreram no continente americano, revelou esta quarta-feira o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A nível global, os casos notificados foram mais de 70.000, entre os quais se registaram 26 mortes.

Um primeiro surto desta doença em países não endémicos foi detectado em Maio na Europa, em países como Portugal e Espanha, mas desde então o vírus espalhou-se para outras regiões, principalmente na América Latina e nos Estados Unidos.

O grupo de maior risco sãos homens que fazem sexo com homens, mas em geral qualquer pessoa pode ser infectada com varíola, que se espalha pelo contacto com lesões ou fluidos de uma pessoa infectada ou com objectos contaminados.

Nas últimas semanas, o declínio dos casos globais tem sido contínuo, embora na última semana 21 países tenham relatado um aumento, principalmente no continente americano, que registou 90% dos casos nos últimos sete dias, segundo a OMS.

“Mais uma vez, alertamos que um surto em declínio pode ser o surto mais perigoso, porque nos faz pensar que a crise acabou e baixar a guarda”, alertou Tedros.

O responsável da OMS sublinhou que esta organização está a trabalhar com países de todo o mundo para aumentar a capacidade de diagnóstico e acompanhar a evolução do surto.

Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu que existe preocupação com casos que foram relatados no Sudão, particularmente num campo de refugiados perto da fronteira com a Etiópia.

O Monkeypox é considerado pela OMS uma emergência de saúde pública internacional, da mesma forma que a covid-19.

Os sintomas mais comuns da infecção por Monkeypox são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Outubro 2022 — 08:02



 

384: Número de casos confirmados de Monkeypox em Portugal sobe para os 926

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/MONKEYPOX/INFECÇÕES

Segundo os dados da DGS, 99,1% das infecções foram registadas em homens, a maior parte dos quais pertence ao grupo etário entre os 30 e 39 anos.

O número de casos confirmados de infecção pelo vírus Monkeypox em Portugal subiu para 926, mais nove do que o total registado na última semana, anunciou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

“Em 03 de Maio foi detectada a presença do vírus Monkeypox (VMPX) em Portugal, com a confirmação laboratorial de cinco casos de infecção humana por VMPX. Desde então até 28 de Setembro de 2022, foram identificados 926 casos confirmados laboratorialmente”, adiantou a DGS em comunicado.

De acordo com a autoridade de saúde, até quarta-feira, foram reportados 851 casos no SINAVEmed (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica), a maior parte dos quais pertence ao grupo etário entre os 30 e 39 anos (44%).

Segundo os dados da DGS, 99,1% das infecções foram registadas em homens (843), tendo sido notificados oito casos em mulheres.

Relativamente à vacinação pós-exposição, a DGS adiantou que, desde 16 de Julho, já foram vacinados 500 contactos próximos.

Quanto à vacinação preventiva para grupos com risco acrescido de infecção, a autoridade de saúde avançou que se iniciou em Lisboa e Vale do Tejo e no Centro na segunda-feira, enquanto as restantes regiões “estão a organizar e a implementar a administração de vacinas neste contexto”.

Os sintomas mais comuns da infecção por Monkeypox são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

O vírus Monkeypox transmite-se por contacto físico próximo, nomeadamente com as lesões ou fluidos corporais, ou por contacto com material contaminado, como lençóis, atoalhados ou utensílios pessoais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Setembro 2022 — 20:41



 

313: Monkeypox: DGS define grupos prioritários para vacinação preventiva

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/MONKEYPOX/VACINAS

De acordo com a autoridade de saúde, “a estratégia logística de vacinação preventiva será gerida ao nível de cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis em consulta de especialidade”.

© D.R.

Homens que têm sexo com homens, mulheres e pessoas trans, em profilaxia pré-exposição para o VIH e profissionais de saúde com elevado risco de exposição ao vírus Monkeypox são alguns dos grupos abrangidos para a vacinação preventiva.

Os grupos elegíveis para a vacinação preventiva foram definidos pela Direcção-Geral da Saúde na norma relativa à vacinação humana por vírus Monkeypox, hoje actualizada e divulgada, e envolvem “pessoas com risco acrescido” de contrair a infecção.

Passam a ser elegíveis para vacinação pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, nomeadamente homens que têm sexo com homens (HSH), mulheres e pessoas trans, em tratamento preventivo contra o vírus da imunodeficiência humana (PrEP para VIH) e diagnóstico de, pelo menos, uma infecção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses, refere a DGS.

Fazem também parte destes grupos HSH que vivam com VIH e diagnóstico de pelo menos uma infecção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses, HSH e pessoas trans envolvidas em sexo comercial, homens que fazem sexo com homens com imuno-supressão grave.

Os profissionais de saúde, com elevado risco de exposição, envolvidos na colheita e processamento de produtos biológicos de casos de infecção, também fazem parte da estratégia de vacinação preventiva, segundo a norma da DGS.

De acordo com a autoridade de saúde, “a estratégia logística de vacinação preventiva será gerida ao nível de cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis em consulta de especialidade”.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, explicou que a vacinação preventiva arranca com a publicação da norma, mas ressalvou que o processo exige uma logística, nomeadamente ao nível da prescrição da vacina.

“No caso da pré-exposição, quando era identificado um caso, a autoridade de saúde identificava os seus contactos, contactava esses contactos, propunha-lhes a vacinação e orientava-os para a vacinação. Neste caso é diferente, as pessoas não foram expostas e não são contacto de casos”, disse Margarida Tavares.

Assim, explicou, estas pessoas serão orientadas a partir das suas consultas habituais, nomeadamente de Profilaxia Pré-Exposição para o VIH, de tratamento VIH, consultas de infecções sexualmente transmissíveis, no âmbito da infecciologia e da dermatologia, mas também por algumas organizações de base comunitária mais próximas de algumas destas “populações chave” que poderão orientar para vacinação em consultas médicas.

A ex-directora do Programa Prioritário para a área das Infecções Sexualmente Transmissíveis e Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana da DGS salientou também o facto de a Monkeypox ter atingido de forma “muito heterogénea o país”.

“Obviamente que as pessoas que vivem no Alentejo não têm a mesma incidência das pessoas que vivem em Lisboa”. Portanto, disse, as incidências são muito diferentes e por isso cada ARS irá definir junto dos seus serviços o processo de vacinação, adaptado à epidemiologia da situação que têm.

Sobre a norma hoje actualizada, Margarida Tavares disse que implica “duas grandes alterações”: alargar a vacinação pós-exposição para a vacinação preventiva e a alteração da via de administração da vacina e a dose administrada, tendo em conta o aumento da procura desta vacina globalmente.

Com a possibilidade de se administrar a vacina por via intra-dérmica, em vez da via subcutânea, pode utilizar-se um quinto da dose por pessoa e multiplicar, em média, por quatro o número de vacinas, realçou.

Margarida Tavares assinalou a “diminuição marcada” do número de infecções nas últimas quatro semanas, mas, afirmou, “isto não significa que estejamos confiantes ou que levantemos a guarda. Nada disso”.

“De facto, há uma diminuição, mas pode ainda não estar suficientemente sustentada. E nós, de facto, não queremos precipitar-nos”, disse, lembrando que a covid-19 também “andou em ondas”.

“E portanto, nós estamos neste momento numa fase claramente descendente em termos de incidência, mas nada nos garante que não possamos ter um novo aumento e, portanto, queremos ser muito cautelosos nesta descida”, rematou.

Segundo os últimos dados, Portugal registou pelo menos 908 casos de Monkeypox desde o início do surto.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Setembro 2022 — 14:49



 

288: DGS avança com a vacinação preventiva contra a Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/MONKEYPOX/VACINAS

Até agora, a vacina foi administrada a cerca de 400 pessoas que tiveram contactos de risco. O objectivo é vacinar preventivamente outros grupos que irão ser definidos pela DGS e que poderão abranger os profissionais do sexo, as pessoas que fazem PREP – Profilaxia Pré-Exposição ao VIH e profissionais de saúde.

© D.R.

Mais de 400 pessoas foram vacinadas contra a Monkeypox nos últimos dois meses em Portugal, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que vai avançar com a administração de doses reduzidas para abranger mais pessoas.

A vacinação pós-exposição iniciou-se em 16 de Julho em Portugal, com um total de 437 vacinados até 12 de Setembro de 2022, estando a DGS a discutir e a rever a norma “Abordagem de casos de infecção humana por vírus Monkeypox”, para enquadramento da administração de doses reduzidas, de acordo com novas orientações da Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla em inglês).

Na norma actualizada na quinta-feira à noite, a DGS refere que estão também a ser actualizadas “as condições de operacionalização / disponibilização e equidade na gestão da reserva limitada de vacinas para a abordagem da vacinação preventiva e respectiva definição dos critérios de elegibilidade, adicionalmente à vacinação pós-exposição”.

A EMA considera que a vacina autorizada na União Europeia contra a Monkeypox pode ser administrada também como injecção intra-dérmica numa dose mais baixa, permitindo multiplicar por cinco vezes as doses existentes.

Até agora, a vacina tem sido apenas administrada a pessoas que tiveram contactos de risco e o objectivo é vacinar preventivamente outros grupos que irão ser definidos pela DGS e que poderão abranger os profissionais do sexo, as pessoas que fazem PREP – Profilaxia Pré-Exposição ao VIH e profissionais de saúde.

No que diz respeito à abordagem clínica de grávidas confirmadas com infecção por Monkeypox, a DGS refere que têm de ser seguidas em consulta de alto risco de obstetrícia em hospital de apoio perinatal diferenciado, que implica procedimentos específicos de vigilância da gravidez e monitorização fetal.

“Pode justificar seguimento em ambulatório se a situação clínica for estável” e no caso de haver agravamento de sintomas a grávida deve ser internada.

A autoridade de saúde refere que é considerado contacto próximo, a pessoa que refere ter sido exposta directamente a lesões cutâneas, mucosas ou a fluidos corporais (sangue, urina, fezes, vómito, expectoração, entre outros) ou ainda a materiais, utensílios ou objectos contaminados, assim como partilha do mesmo espaço físico que não garanta afastamento físico superior a um metro de distância com caso suspeito, provável ou confirmado, sem protecção adequada.

Nos profissionais de saúde considera-se contacto próximo quando este ocorre sem a utilização de equipamento de protecção individual indicado ao tipo de exposição de acordo com as medidas de prevenção e controlo de infecção.

“São considerados contactos não próximos (de baixo risco), por exemplo, indivíduos que tiveram encontros sociais com um caso, que participaram num mesmo evento social ou outro, trabalharam na mesma empresa ou compartilharam o mesmo transporte num contexto de proximidade sem qualquer contacto físico”, refere a DGS.

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados não devem doar sangue, células, tecidos, órgãos, leite materno, sémen ou outras substâncias de origem humana até nova indicação das autoridades nacionais e europeias sobre o período de tempo em que se aplicam estas recomendações, salienta.

Os últimos dados da DGS, divulgados a 8 de Setembro, contabilizam 898 casos confirmados em Portugal, dos quais oito em mulheres.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Setembro 2022 — 12:00



 

232: Monkeypox: Número de casos confirmados em Portugal sobe para os 898

SAÚDE PÚBLICA/MONKEYPOX

Segundo os dados da DGS, 99% das infecções foram registadas em homens (823), tendo sido notificados oito casos em mulheres.

O número de casos confirmados de infecção pelo vírus Monkeypox em Portugal subiu para 898, mais 27 do que o total registado na última semana, anunciou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

“Todas as regiões de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira reportaram casos, dos quais 641 (77%) na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, adiantou a DGS na actualização semanal sobre a evolução da doença no país.

De acordo com a autoridade de saúde, até quarta-feira, foram reportados 831 casos no SINAVEmed (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica), a maior parte dos quais pertence ao grupo etário entre os 30 e 39 anos (44%).

Segundo os dados da DGS, 99% das infecções foram registadas em homens (823), tendo sido notificados oito casos em mulheres.

A DGS avançou ainda que a recente média de novos casos confirmados de infecção pelo vírus Monkeypox “corrobora a desaceleração observada na notificação e, por aproximação, da transmissão da infecção”.

Em 16 de Julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos e, até ao último domingo, tinham sido vacinadas 400 pessoas, adiantou ainda o departamento liderado por Graça Freitas, ao referir que continuam a ser identificados e orientados para esse processo os contactos elegíveis nas diferentes regiões do país.

De 01 de Janeiro a 07 de Setembro, foram reportados à Organização Mundial da Saúde 54.707 casos confirmados e 397 casos prováveis de infecção humana pelo vírus VMPX em 102 países, tendo sido registadas 18 mortes.

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, o número de novos casos reportados no mundo diminuiu 25,5% na semana de 29 de Agosto a 04 de Setembro, comparativamente com os sete dias anteriores.

Os 10 países com maior número de casos são os Estados Unidos da América (19.833), a Espanha (6.749), o Brasil (5.525), a França (3.646), a Alemanha (3.505), o Reino Unido (3.484), o Peru (1.724), o Canadá (1.289), a Holanda (1.172) e a Colômbia (938), que, no seu conjunto, representam 87,5% das infecções notificadas a nível global.

Os sintomas mais comuns da infecção por Monkeypox são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

O vírus Monkeypox transmite-se por contacto físico próximo, nomeadamente com as lesões ou fluidos corporais, ou por contacto com material contaminado, como lençóis, atoalhados ou utensílios pessoais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Setembro 2022 — 00:01



 

77: Monkeypox. Número de infecções em Portugal sobe para 810

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/MONKEYPOX

A DGS confirmou mais 40 casos de infecção pelo vírus Monkeypox face à última actualização, elevando para 810 o número total. A maioria das infecções reportadas concentra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo.

© Arquivo Global Imagens

O número de casos confirmados em Portugal de infecção pelo vírus Monkeypox subiu para 810, mais 40 do que o total comunicado na semana passada, informou na quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados da DGS são divulgados semanalmente às quintas-feiras e actualizados até à quarta-feira anterior. Os primeiros cinco casos foram confirmados em Portugal em 3 de maio.

A maioria dos casos reportados concentra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (582), seguindo-se a região do Norte (107).

Segundo a informação hoje divulgada pela DGS, dos 729 casos de infecção indicados até quarta-feira ao Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, a maior parte (308) são pessoas entre os 30 e os 39 anos e homens (723).

A 16 de Julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos de infectados, sendo que até 13 de Agosto foram vacinados 215 contactos.

A DGS refere que continuam a ser identificados e orientados para vacinação os contactos elegíveis nas diferentes regiões.

Segundo a Direcção-Geral da Saúde, os sintomas mais comuns da infecção são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

O vírus Monkeypox transmite-se por contacto próximo, nomeadamente com as lesões ou fluidos corporais, ou por contacto com material contaminado, como lençóis, atoalhados ou utensílios pessoais.

De acordo com a DGS, Portugal continua na lista dos 10 países com mais infecções, sendo o sexto país europeu com maior incidência.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Agosto 2022 — 08:12