892: Rússia nega ataque a Kiev e atribui responsabilidades à defesa antiaérea ucraniana

– “… “Não foi feito nenhum ataque em Kiev. Todos os danos na cidade relatados pelo regime de Kiev são consequência da queda de mísseis antiaéreos estrangeiros e ucranianos, instalados em áreas residenciais da capital ucraniana”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

Estes ORCS 💩💩💩 terroristas putinocratas russonazis ☠️卐☠️ mentem com todos os dentes que têm na cremalheira! Vídeos, imagens, relatos, passam por cima de tudo e apenas o que eles dizem corresponde à verdade. Até quando?

🇷🇺 UBIYTSA! 🇷🇺

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS ☠️卐☠️ FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV ☠️卐☠️
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI ☠️卐☠️ IZ UKRAINY

ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /TERRORISTAS/PUTINOCRATAS/ASSASSINOS

A Rússia negou hoje ter atacado Kiev na quarta-feira e remeteu para os mísseis antiaéreos “ucranianos e estrangeiros” a responsabilidade pelos danos causados na capital ucraniana.

At least four killed after Russian rocket hit residential building in Vyshhorod, Kyiv suburb © Fornecido por Lusa

“Não foi feito nenhum ataque em Kiev. Todos os danos na cidade relatados pelo regime de Kiev são consequência da queda de mísseis antiaéreos estrangeiros e ucranianos, instalados em áreas residenciais da capital ucraniana”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

A Ucrânia acusou na quarta-feira Moscovo de ter lançado mísseis contra Kiev, matando três pessoas, ferindo outras seis e danificando infra-estruturas que levaram a novas falhas de energia em várias cidades.

As autoridades locais de várias regiões da Ucrânia reportaram ataques múltiplos, sugerindo uma vaga concertada por parte das forças russas, que visaram sobretudo infra-estruturas críticas, nomeadamente energéticas, mas também prédios de habitação.

O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que “uma das instalações de infra-estruturas da capital foi atingida” e que houve “várias outras explosões em diferentes distritos” da cidade, que também interromperam o abastecimento de água.

Foram registadas falhas de energia em diversas partes de Kiev, em Kharkiv, em Lviv, e na região sul de Odessa.

O ataque aconteceu horas depois de as autoridades ucranianas terem reportado o lançamento de um ‘rocket’ durante a noite, que destruiu uma maternidade num hospital no sul da Ucrânia, matando um bebé de dois dias.

A situação foi ainda mais grave na cidade de Kherson (sul) – da qual a Rússia se retirou há quase duas semanas após meses de ocupação – onde houve cortes de linhas de energia e de água.

Muitos médicos da cidade tiveram de trabalhar sem luz, impossibilitados de usar elevadores para transportar pacientes para cirurgias e a operar com faróis, luzes de telemóveis e lanternas.

Segundo a operadora ucraniana Energoatom, os ataques obrigaram a desligar três centrais nucleares ucranianas da rede eléctrica – que, entretanto, já voltaram a funcionar -, provocando graves falhas de energia.

A Rússia tem vindo a atacar a rede eléctrica e outras instalações essenciais em solo ucraniano com mísseis e ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) há várias semanas, aparentemente com o objectivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.

A guerra na Ucrânia, desencadeada pela ofensiva militar russa iniciada em 24 de Fevereiro, mergulhou a Europa na crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Segundo a ONU, o conflito gerou mais de seis milhões de deslocados internos (pessoas que foram obrigadas a fugir do local habitual de residência, mas que permaneceram no país).

Também provocou mais de 7,8 milhões de refugiados, que se encontram maioritariamente em países europeus.

PMC (RJP) // SCA
Lusa Lusa
Patrícia Cunha
24.11.2022 • às 13:03




 

790: Casos de covid em Portugal aumentaram na última semana

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Com estes números, Portugal registou mais 1.202 casos de infecção e mais seis mortes em relação à última semana.

© D.R.

Portugal registou, entre 8 e 14 de Novembro, 6.478 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 51 mortes associadas à covid-19 e uma estabilização dos internamentos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se mais 1.202 casos de infecção, verificando-se ainda mais seis mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 570 pessoas, menos uma apenas do que no mesmo dia da semana anterior, com 42 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais oito do que na semana anterior.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 63 casos por 100 mil habitantes, tendo registado um aumento de 24% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus aumentou para 1,03 a nível nacional.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 2.412 casos na última semana, mais 256 do que no período anterior, e 24 óbitos, mais oito.

A região Centro contabilizou 887 casos (mais 114) e 11 mortes (mais duas) e o Norte totalizou 1.610 casos de infecção (mais 378) e 11 mortes (menos cinco).

No Alentejo foram registados 254 casos positivos (mais 12) e um óbito (o mesmo número da semana anterior) e no Algarve verificaram-se 228 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais oito) e três mortes (o mesmo número da semana anterior).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 300 novos contágios nos últimos sete dias (mais 105) e nenhuma morte, enquanto a Madeira registou 787 casos nesse período (mais 329) e um óbito (mais um), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 60 e os 69 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (1.064), seguindo-se a das pessoas entre os 50 e os 59 anos (1.034), enquanto as crianças até aos 9 anos foram o grupo com menos infecções nesta semana (206).

Dos internamentos totais, 230 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (124) e dos 60 aos 69 anos (84).

A DGS contabilizou ainda 13 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, quatro dos 10 aos 19 anos, 13 dos 20 aos 29 anos, 16 dos 30 aos 39 anos, 22 dos 40 aos 49 anos e 36 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 40 idosos com mais de 80 anos, seis pessoas entre os 70 e 79 anos, três entre os 60 e 69 anos e duas entre 40 e 49 anos.

Os dados indicam ainda que 71% dos idosos com mais de 80 anos já receberam a vacina de reforço sazonal contra a covid-19, percentagem que baixa para os 64% no grupo entre os 65 e 79 anos.

Quanto à vacina da gripe, a DGS refere que já foi administrada a 75% dos idosos com mais de 80 anos e a 61% das pessoas do grupo etário entre os 65 e 79 anos.

Diário de Notícias
DN / Lusa
18 Novembro 2022 — 20:07



 

740: NATO rastreia míssil que caiu na Polónia e matou duas pessoas

– O único culpado por toda esta situação, pela invasão da Ucrânia, um país soberano, é apenas um: Vladimir Vladimirovitch Putin! Este ayatollah terrorista nazi ☠️卐☠️, com a sua sede imperialista, baseado na história da antiga URSS, de Pedro o grande e com formação e actuação no KGB, não passa de um assassino psicopata demente. Mas pelos vistos, todo o Mundo parece ter medo de enfrentá-lo com uma reacção igual à que ele tem utilizado contra a Ucrânia. Quando a Ucrânia ficar completamente DESTRUÍDA, com milhares de mortos, talvez acordem para a dura realidade. Quem será a seguir? O resto… é conversa da treta!

POLÓNIA/ATAQUE/MÍSSIL/TERRORISMO

A informação com pistas de radar [do míssil] foi fornecida à NATO e à Polónia, disse fonte militar.

© EPA/WOJTEK JARGILO

Um avião da NATO, que sobrevoava o espaço aéreo da Polónia, rastreou o míssil que explodiu no país na terça-feira e matou duas pessoas, disse fonte militar da Aliança à televisão norte-americana CNN.

“A informação com pistas de radar [do míssil] foi fornecida à NATO e à Polónia”, acrescentou a mesma fonte, que não foi identificada.

Os aviões da NATO têm realizado vigilância regular em torno da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de Fevereiro.

No entanto, a fonte da CNN não avançou quem lançou o míssil, nem de onde foi disparado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polónia confirmou na noite de terça-feira que um “projéctil de fabrico russo” atingiu o território deste país da NATO junto à fronteira com a Ucrânia, causando dois mortos.

“Na vila de Przewodów (…), um projéctil de fabrico russo caiu, matando dois cidadãos da República da Polónia”, de acordo com um comunicado do porta-voz do Ministério, Lukasz Jasina.

A NATO concordou hoje apoiar a investigação lançada pela Polónia sobre o suposto míssil de fabrico russo que atingiu o território.

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ser improvável que o míssil tenha sido disparado a partir da Rússia.

“Há informações preliminares que contestam isso”, disse Biden aos jornalistas quando questionado se o míssil foi disparado da Rússia. “É improvável nas linhas da trajectória que tenha sido disparado da Rússia, mas veremos”, acrescentou.

Diário de Notícias
Lusa/DN
16 Novembro 2022 — 07:44



 

671: Portugal com 5.291 casos e 44 mortes por covid-19 entre 1 e 7 de Novembro

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Registaram-se menos 602 casos de infecção em relação à semana anterior, verificando-se ainda menos 12 mortes na comparação entre os dois períodos.

Portugal registou, entre 1 e 7 de Novembro, 5.291 infecções pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, 44 mortes associadas à covid-19 e um novo aumento dos internamentos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 602 casos de infecção, verificando-se ainda menos 12 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 571 pessoas, mais 46 do que no mesmo dia da semana anterior, com 34 doentes em unidades de cuidados intensivos, o mesmo número do que na semana anterior.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 51 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma redução de 11% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus aumentou para 0,97.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 2.170 casos entre 01 e 07 de Novembro, menos 125 do que no período anterior, e 16 óbitos, menos quatro.

A região Centro contabilizou 776 casos (menos 38) e nove mortes (menos quatro) e o Norte totalizou 1.233 casos de infecção (menos 205) e 15 mortes (mais uma).

No Alentejo foram registados 244 casos positivos (menos 48) e um óbito (menos cinco) e no Algarve verificaram-se 223 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais três) e três mortes (mais duas).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 189 novos contágios nos últimos sete dias (menos 60) e nenhuma morte, enquanto a Madeira registou 456 casos nesse período (menos 129), também sem qualquer óbito, de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 60 e os 69 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (944), seguindo-se a das pessoas entre os 70 e os 79 anos (826), enquanto as crianças até aos 9 anos foram o grupo com menos infecções nesta semana (147).

Dos internamentos totais, 229 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (140) e dos 60 aos 69 anos (80).

A DGS contabilizou ainda 11 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, um dos 10 aos 19 anos, 10 dos 20 aos 29 anos, 24 dos 30 aos 39 anos, 21 dos 40 aos 49 anos e 37 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 33 idosos com mais de 80 anos, seis pessoas entre os 70 e 79 anos, quatro entre os 60 e 69 anos e uma entre 40 e 49 anos.

Os dados indicam ainda que 69% dos idosos com mais de 80 anos já receberam a vacina de reforço sazonal contra a covid-19, percentagem que baixa para os 57% no grupo entre os 65 e 79 anos.

Quanto à vacina da gripe, a DGS refere que já foi administrada a 72% dos idosos com mais de 80 anos e a 56% das pessoas do grupo etário entre os 65 e 79 anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Novembro 2022 — 22:08



 

“Não há razão para alarme, mas autoridades têm de acautelar planos de contingência”

– Com o aumento de infecções de Covid-19 não há razão para alarme? Quando se deixou de usar máscara nos transportes públicos, nos supermercados, na rua, nas ramboiadas, etc.? Líricos…!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19

Portugal tem menos infecções por SARS-CoV-2, mas só porque as regras mudaram e há menos testagem. De qualquer forma, o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Carlos Antunes, chama a atenção para o facto de a situação no nosso país ser diferente da de outros países: a cobertura vacinal é superior e isso dá mais alguma protecção.

– Portugal com 5.920 casos e 53 mortes por covid-19 entre 25 e 31 de Outubro.

Vacinação com dose de reforço~já foi dada a mais de 50% da população elegível, na faixa dos mais de 80 anos já há 66% vacinada.

Portugal já atingiu os 5,72 milhões de infecções por SARS-CoV-2 desde o início da pandemia. Neste momento, e com os dados actualizados ao dia 2 de Novembro pela plataforma Our World in Data, a incidência registada indicava 157,27 casos por milhão de habitante.

Embora, e como destaca ao DN o professor Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que integra a equipa que faz a modelação da evolução da doença, tal incidência não seja representativa da realidade. Carlos Antunes explica ainda que o estarmos a registar menos casos “não significa que haja menos circulação do vírus.

Pelo contrário, esta continua elevada. O que significa é que as regras mudaram e por isso não temos um espelho da realidade, que é bem diferente da que está a ser reportada”.

Mas não somos o único país em que tal está a acontecer dentro do quadro europeu. No Reino Unido, Espanha, Holanda, Suécia, Dinamarca e até mesmo nos países Bálticos deixou de haver uma vigilância da doença pelo indicador mais directo, o da incidência. Tudo porque os Estados decidiram abandonar a estratégia de testagem massiva.

Por isso mesmo, e se olharmos para os dados da mesma plataforma internacional, veremos que o Reino Unido regista 90,92 casos por milhão de habitante, a Espanha 76,24, a Noruega 22,53, a Suécia 44,57 e a Dinamarca 129,52.

A excepção são países como a Itália, que tem 504,52 casos por milhão de habitante, a Alemanha, com 436,41, e França, com 297,11, mas estes “mantiveram a estratégia de testagem e até impuseram medidas restritivas para fazer face a uma nova onda vivida entre Setembro e Outubro, que já está controlada nesta altura”.

A nível mundial, a região com maior número de casos por milhão de habitante está na China, Taiwan, com 1.340,72 casos, seguem-se depois países como a Nova Zelândia, com 1.013,86 casos por milhão de habitante, e a Coreia do Sul, com 788,98. O Japão tem 374,73, a Austrália 189,46 e os EUA 106,89.

Em relação a Portugal, o professor assume que mantém a análise dos dados fornecidos pela Direcção-Geral da Saúde, embora admita que estes “tenham deixado de ser representativos, porque a vigilância é feita agora através dos internamentos, não tanto pelo que acontece nas enfermarias, mas mais nos cuidados intensivos, e dos óbitos”, salienta.

Ou seja, “não é feita a partir de indicadores directos, mas de indicadores secundários”. E, por isso mesmo, Carlos Antunes alerta para o facto de Portugal manter nas últimas semanas uma mortalidade que considera “robusta”.

“Tivemos um mínimo de um a seis óbitos por dia, mas agora a média é de nove por dia e de nove por milhão de habitante, o que considero ser um indicador muito robusto, porque os critérios de classificação por covid-19 se mantêm e isto dá-nos uma ideia de transmissibilidade nas faixas etárias mais idosas, que são as que acabam por falecer. Se este indicador revela um aumento, significa que a incidência também aumentou, pelo menos em Outubro.”

Portugal teve onda ligeira de casos em Outubro

Aliás, de acordo com a análise da equipa da Faculdade de Ciências, “em Setembro verificou-se um aumento abrupto de incidência nas faixas etárias mais jovens, o que significa que mais tarde iria atingir outras faixas, mas em Outubro houve um corte abrupto também na incidência, quase de um dia para o outro passámos para um terço dos casos, fruto das novas regras”.

Mas a consequência do aumento da incidência em Setembro fez-se no mês seguinte, através de “um aumento de internamentos nos cuidados intensivos e da mortalidade, que ainda se continua a verificar”.

Carlos Antunes refere que desta forma pode dizer-se que “o país já voltou a viver uma nova onda, não na dimensão que registaram países como França, Alemanha e Áustria, mas uma onda ligeira”.

Agora atravessa a fase em que a BA.5 está a deixar de ser preponderante para se passar à dominância da BQ.1.1, podendo “atingir os 50% no final do mês”.

Em relação ao que é expectável, o professor revela que “não há razão para alarme ou para preocupação, mas é preciso que as autoridade acautelem planos de contingência e reforço do sistema de saúde caso seja necessário, com recomendações ou até medidas de confinamento ligeiro.”

Embora sublinhe que Portugal tem “uma situação ligeiramente diferente da de outros países europeus, devido à sua elevada cobertura vacinal, o que também nos dá maior protecção contra a doença grave e morte”.

E exemplifica: “Basta olhar para a taxa de ocupação dos cuidados intensivos, que nesta altura está em cerca de 13% em relação à média definida para as 255 camas.

É claro que esta varia também de região para região, sabendo nós que o Norte está com uma ocupação de 17%, o Centro de 20%, Lisboa e Vale do Tejo com 11%, o Alentejo com 0% e o Algarve com 9%.” No mesmo país, “diferentes realidades, mas deste ponto de vista pode dizer-se que temos uma situação controlada e que não há pressão da covid-19 sobre o SNS”.

Quanto ao futuro, o analista vinca que estamos a entrar no inverno e “numa situação de nevoeiro cerrado, porque a dificuldade de projectar o que aí vem é ainda mais difícil sem vigilância da incidência.

Agora o que é possível perceber é que o vírus continua a modificar-se de uma forma rápida, mas que, e progressivamente no tempo, a humanidade também vai reforçando o seu sistema imunitário”.

E isto faz-nos poder “acreditar que a possibilidade de surgir uma nova variante com um nível patogénico bastante mais agressivo não se confirme”.

Retrato da situação

Infecções
O último Boletim da Direcção-Geral da Saúde, publicado nesta sexta-feira, dia 4, à noite, indica que entre os dias 25 e 30 de Outubro Portugal registou 5920 infecções por SARS-CoV-2, menos 1736 do que na semana anterior, com dias, como 31 de Outubro, a registarem apenas 325 – uma dos números mais baixos dos últimos meses. De acordo com o Boletim, o país está assim com uma média de 57 infecções diárias por 100 mil habitantes e com um R(t) – índice de transmissibilidade – bem abaixo de 1, precisamente 0,87.

Internamentos
Num dos indicadores que agora sustenta a monitorização da doença – os internamentos -, a situação parece estar controlada. Neste mesmo período foram contabilizados 525 internamentos, mais 37 do que na semana anterior, mas apenas 34 em Unidades de Cuidados Intensivos, menos um do que na semana anterior. Relativamente a óbitos, foram registados 53, mais seis do que na semana anterior.

Vacinação
O Boletim indica também que 66% da população com mais de 80 anos e elegível para a quarta dose, segundo reforço, já foi vacinada. Na faixa etária entre os 65 e os 79 anos esta percentagem é de 51%.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
06 Novembro 2022 — 00:05



 

590: Portugal com 5.920 casos e 53 mortes por covid-19 entre 25 e 31 de Outubro

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Registaram-se menos 1.736 casos de infecção e mais seis mortes em relação à semana anterior.

DN/Lusa
04 Novembro 2022 — 19:25

Portugal registou, entre 25 e 31 de Outubro, 5.920 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 53 mortes associadas à covid-19 e um novo aumento dos internamentos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 1736 casos de infecção, verificando-se ainda mais seis mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 525 pessoas, mais 47 do que no mesmo dia da semana anterior, com 34 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos um.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 57 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma redução de 23% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus baixou para 0,87.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 2.300 casos entre 25 e 31 de Outubro, menos 210 do que no período anterior, e 19 óbitos, menos quatro.

A região Centro contabilizou 823 casos (menos 1.261) e 13 mortes (mais seis) e o Norte totalizou 1.440 casos de infecção (menos 207) e 12 mortes (menos três).

No Alentejo foram registados 292 casos positivos (mais 25) e seis óbitos (mais cinco) e no Algarve verificaram-se 220 infecções pelo SARS-CoV-2 (menos 85) e uma morte (mais uma).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 247 novos contágios nos últimos sete dias (menos dois) e nenhuma morte, enquanto a Madeira registou 598 casos nesse período (mais quatro) e dois óbitos (mais um), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 60 e os 69 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (1.151), seguindo-se a das pessoas entre os 70 e os 79 anos (912), enquanto os jovens dos 10 aos 19 anos foram o grupo com menos infecções nesta semana (188).

Dos internamentos totais, 206 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (131) e dos 60 aos 69 anos (82).

A DGS contabilizou ainda oito internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, seis dos 10 aos 19 anos, 12 dos 20 aos 29 anos, 14 dos 30 aos 39 anos, 14 dos 40 aos 49 anos e 34 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 40 idosos com mais de 80 anos, sete pessoas entre os 70 e 79 anos, três entre os 60 e 69 anos e outras três entre 50 e 59 anos.

Os dados indicam ainda que 66% dos idosos com mais de 80 anos já recebeu a vacina de reforço sazonal contra a covid-19, percentagem que baixa para os 51% no grupo entre os 65 e 79 anos.

Quanto à vacina da gripe, a DGS refere que já foi administrada a 70% dos idosos com mais de 80 anos e a 50% das pessoas do grupo etário entre os 65 e 79 anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Novembro 2022 — 19:25



 

512: Portugal com 7.753 casos e 47 mortes por covid-19 entre 18 e 24 de Outubro

– Cada cidadão tem o pleno direito de comportar-se como bem entender. O que não tem o direito é a de colocar em perigo a saúde – e a vida – dos outros cidadãos entrando numa décalage de falta de civismo e de cidadania!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há mais 489 casos de infecção e regista-se um ligeiro aumento dos internamentos em relação à semana anterior.

Portugal registou, entre 18 e 24 de Outubro, 7.753 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 47 mortes associadas à covid-19 e um ligeiro aumento dos internamentos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se mais 489 casos de infecção, verificando-se o mesmo número de mortes nos dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 478 pessoas, mais 13 do que no mesmo dia da semana anterior, com 35 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais três.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 75 casos por 100 mil habitantes, tendo registado um aumento de 6% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus atingiu o limiar de 1,00.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 2.567 casos entre 18 e 24 de Outubro, menos 47 do que no período anterior, e 23 óbitos, mais dois.

A região Centro contabilizou 2.088 casos (mais 1.045) e sete mortes (menos duas) e o Norte totalizou 1.649 casos de infecção (menos 208) e 15 mortes (mais uma).

No Alentejo foram registados 267 casos positivos (menos 30) e um óbito (mais um) e no Algarve verificaram-se 345 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais 33), não tendo sido registada qualquer morte.

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 250 novos contágios nos últimos sete dias (menos 93) e nenhuma morte (menos duas), enquanto a Madeira registou 587 casos nesse período (menos 211) e um óbito (mais um), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 60 e os 69 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (1.416), seguindo-se a das pessoas entre os 70 e os 79 anos (1.293), enquanto as crianças até aos 9 anos foram o grupo com menos infecções nesta semana (220).

Dos internamentos totais, 185 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (135) e dos 60 aos 69 anos (72).

A DGS contabilizou ainda seis internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, três dos 10 aos 19 anos, sete dos 20 aos 29 anos, 11 dos 30 aos 39 anos, 18 dos 40 aos 49 anos e 30 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 29 idosos com mais de 80 anos, 11 pessoas entre os 70 e 79 anos, quatro entre os 60 e 69 anos, duas entre 50 e 59 anos e uma entre os 40 e 49 anos.

Os dados indicam ainda que 63% dos idosos com mais de 80 anos já recebeu a vacina de reforço sazonal contra a covid-19, percentagem que baixa para os 41% no grupo entre os 65 e 79 anos.

Quanto à vacina da gripe, a DGS refere que já foi administrada a 67% dos idosos com mais de 80 anos e a 41% das pessoas do grupo etário entre os 65 e 79 anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Outubro 2022 — 16:45



 

478: Portugal está numa situação estável, mas pode mudar. Tudo vai depender das novas sub-variantes

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SUB-VARIANTES

Os alertas e o impacto que as novas sub-variantes podem ter no aumento de casos não cessam. Desta vez, chegaram da parte da OMS/Europa, que diz: “Não podemos ser complacentes”. Em Portugal, internamentos e óbitos estão controlados, mas “é preciso manter a vigilância”, diz o professor da Faculdade de Ciências de Lisboa Carlos Antunes.

Portugal está a fazer o reforço vacinal dos maiores de 60 anos nesta época.

Na última semana, a Europa registou 1,4 milhões de infecções por covid-19 e 3.250 mortes. Os números foram anunciados ontem por Richard Pebody, chefe da Equipa de Alta Ameaça Patogénica da OMS/ Europa à Agência Lusa , que diz mesmo: “Não podemos dar-nos ao luxo de ser complacentes neste momento.”

O dirigente da OMS/Europa aproveitou a ocasião para destacar que o aumento do número de infecções está a ser sentido desde o início de Outubro, e com particular incidência na Alemanha, França e Itália, devendo obrigar todos os países a preparem-se para um eventual aumento de hospitalizações.

Richard Peabody justificou ainda este cenário com o facto de nos estarmos a aproximar do inverno, sabendo-se já ser normal um agravamento das doenças respiratórias neste período.

Em Portugal, por agora, e de acordo com a análise feita ao DN pelo professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que se tem dedicado à modelação da evolução da covid-19 desde o início da pandemia, “a situação parece estar estável, mas é preciso manter-se a vigilância através dos factores de gravidade da doença, devido ao impacto que as novas sub-variantes, BQ.1 e BQ.1.1, possam vir a ter na nossa população”.

O professor recorda mesmo que, em poucas semanas, e citando os relatórios do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), a prevalência destas novas sub-variantes passou de 0.9 para 4.9.

“Foi uma evolução muito rápida, portanto é provável que nesta altura a prevalência já seja da ordem dos 20% e que, no próximo mês, possa chegar aos 50%”, como já está a acontecer em alguns países europeus.

Daí que alerte, mais uma vez, para a necessidade de “estarmos preparados para o caso de termos de agir de forma individual e colectiva, se o número de infecções começar a aumentar e os internamentos e óbitos também”.

Carlos Antunes sublinhou o facto de se poder “considerar que Portugal está numa situação controlada” a todos os níveis, mas alerta que, nas últimas semanas, se tem vindo a registar “um aumento ligeiro de internamentos em cuidados intensivos e em óbitos”.

É certo que “este aumento está a ser mobilizado sobretudo por uma única região do país, Lisboa e Vale do Tejo (LVT), embora na última semana a Região Centro também tivesse começado a dar sinais deste aumento”, mas é preciso “continuar a vigilância”.

Segundo o professor da Faculdade de Ciências, de 2 a 17 de Outubro, o número de internamentos geral passou de 390 para 480, sendo que o número de camas em Intensivos passou de 22 para 38. Uma situação que considera que ainda tem a ver com o efeito da sub-variante da Ómicron, BA.5, que ainda é a dominante no país.

“O aumento de infecções começou nas camadas mais novas, ainda em Setembro, devido ao início das aulas, mas duas a três semanas depois propagou-se ao resto da população, levando a este aumento, mas sem grande repercussão em termos de óbitos”.

Os dados divulgados no dia 24 pela Direcção-Geral da Saúde, referentes a domingo, dia 23, revelavam a existência de 468 casos e 11 óbitos, embora a média diária seja de 6.5 de óbitos.

Carlos Antunes considera que o factor vacinação tem permitido também o controlo da situação relativa aos óbitos. “Podemos assumir que a situação dos óbitos está mais ao menos controlado pelo reforço vacinal, mas, e como sabemos que as sub-variantes BQ.1 e BQ1.1 também já estão em Portugal, é prematuro ajuizar que tal situação se irá manter”.

Ou melhor, “não sabemos o que estas sub-variantes ainda vão trazer para a Europa ou para Portugal”, especifica. Por isto, sublinha, “é preciso manter a monitorização através dos factores de gravidade”.

Estes são aliás os únicos factores, embora indirectos, que nos podem dar agora uma ideia de como a infecção está a evoluir no nosso país, porque “o número de infecções registadas apenas corresponde a cerca de 1/3 ou de 1/4 da realidade, pois há muitas pessoas infectadas que não são detectadas.

Os casos registados surgem basicamente de quem tem de ir a um hospital e tem de fazer teste”, uma das consequências do fim da estratégia de testagem massiva.

Basta perceber que no final de Setembro passámos de cerca de três mil infecções para mil. Portanto, o número de infecções pouco ou nenhum significado tem agora. O importante é a evolução da gravidade da doença”.

Mas a marcar o dia de ontem, fica o alerta do epidemiologista da OMS/ Europa sobre o facto de terem sido detectadas novas “sub-variantes da Ómicron mais transmissíveis do que as suas antecessoras e que muitas pessoas continuam por vacinar ou com a vacinação incompleta”, não se podendo assim “dizer com certeza o que pode acontecer a seguir”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
26 Outubro 2022 — 07:00



 

477: Países devem preparar-se para aumento de infecções e hospitalizações

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Na última semana a foram notificados na Europa mais de 1,4 milhões de casos positivos. O chefe da Equipa de Alta Ameaça Patogénica da OMS/Europa alerta para a possibilidade “outras variantes mais transmissíveis”.

© Fabrice COFFRINI / AFP

A Europa registou 1,4 milhões de infecções e 3.250 mortes na última semana, um novo aumento da covid-19 que obriga os países a preparem-se para um crescimento de casos e hospitalizações, alertou esta terça-feira a Organização Mundial da Saúde.

“Não podemos dar-nos ao luxo de ser complacentes neste momento”, adiantou à agência Lusa Richard Pebody, chefe da Equipa de Alta Ameaça Patogénica da OMS/Europa com sede em Copenhaga, ao salientar que o continente tem registado um aumento de contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2 desde o início de Outubro.

Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, “estamos preocupados com um possível aumento dos números da covid-19 e da doença correspondente”, reconheceu o epidemiologista.

Segundo disse, apenas na última semana foram notificados na Europa mais de 1,4 milhões de casos positivos e 3.250 óbitos, que elevaram para cerca de 260 milhões o total de infecções e mais 2,1 milhões de mortes desde o início da pandemia.

“Encorajamos os países a prepararem-se para possíveis novos aumentos de casos e internamentos por covid-19”, sublinhou Richard Pebody, tendo em conta que algumas sub-variantes da Ómicron são mais transmissíveis do que as suas antecessoras e que muitas pessoas continuam por vacinar ou têm a vacinação incompleta.

“Também é possível que haja outras variantes mais transmissíveis, por isso não podemos dizer com certeza o que pode acontecer a seguir”, referiu o especialista da OMS/Europa à Lusa, ao recordar que a forma mais eficaz de salvar vidas, proteger os sistemas de saúde e manter as sociedades e as economias abertas é “vacinar primeiro os grupos certos”.

De acordo com o responsável da Equipa de Alta Ameaça Patogénica, apesar de muitos países terem reduzido os testes e a sequenciação do SARS-CoV-2, é necessário “continuar à procura do vírus”, sob pena de ficarem “cada vez mais cegos” em relação aos seus padrões de transmissão e à sua evolução.

“Este vírus não vai desaparecer só porque os países pararam de procurá-lo. Continua a espalhar-se, continua a mudar e continua a causar hospitalizações e a tirar vidas”, alertou Richard Pebody, para quem a testagem e a sequência genética “continuam a ser medidas críticas para a monitorização” do SARS-CoV-2.

Perante isso, o epidemiologista adiantou que a OMS encoraja os países a “reiniciar ou manter a vigilância, a testagem, a sequenciação e rastreio de contactos”, para que seja possível proteger os grupos vulneráveis.

“A população em geral deve ter acesso a diagnósticos, vacinas e tratamentos, especialmente aqueles que estão em maior em risco. Aqueles que ainda precisam de ser vacinados têm de tomar a vacina, para se manterem a si e aos outros seguros”, destacou.

Além da covid-19, a chegada do outono e do inverno pode levar ao “ressurgimento da gripe”, depois de dois anos de fraca incidência dessa doença, resultando numa pressão adicional sobre os sistemas de saúde, disse.

Para responder a este aumento de pressão sobre os serviços de saúde, a OMS avançou com cinco “estabilizadores pandémicos”, medidas que considera críticas para proteger a população europeia nos próximos meses.

Entre estas medidas estão o aumento da vacinação da população em geral e a administração de uma segunda dose de reforço a pessoas imuno-comprometidas a partir dos cinco anos e aos seus contactos próximos.

Além disso, a OMS recomenda o uso de máscaras no interior e nos transportes públicos, a ventilação de espaços públicos e lotados, como escolas, escritórios e transportes públicos, e a aplicação de protocolos terapêuticos rigorosos para pessoas em risco de doença grave.

As decisões sobre as medidas de protecção a implementar “sempre foram dos Estados-membros com base na transmissão do vírus no seu país. O conselho da OMS continua a ser que uma máscara adequada deve ser usada em ambientes fechados, confinados, lotados e mal ventilados, sempre que possível”, adiantou Richard Pebody.

“Temos de reconhecer a fadiga pandémica. Todos nós só queremos que esta pandemia acabe, mas as medidas simples continuam a ser essenciais, especialmente em determinadas circunstâncias”, sublinhou o especialista da OMS/Europa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Outubro 2022 — 12:22



 

433: Portugal com 6.760 casos e 36 mortes por covid-19 entre 4 e 10 de Outubro

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Registaram-se menos 8.017 casos de infecção em relação à semana anterior, verificando-se ainda menos nove mortes na comparação entre os dois períodos.

Portugal registou, entre 4 e 10 de Outubro, 6.760 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 36 mortes associadas à covid-19 e um ligeiro aumento dos internamentos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 8.017 casos de infecção, verificando-se ainda menos nove mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 420 pessoas, mais 25 do que no mesmo dia da semana anterior, com 28 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais oito.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Outubro 2022 — 20:43