820: Rússia quer paz temporária, diz Zelensky, mas a Ucrânia recusa. Porquê? A iniciativa de Kiev e o receio tremendo de Moscovo

UCRÂNIA/INVASÃO/GUERRA/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta sexta-feira que rejeita qualquer proposta de “paz temporária” vinda da Rússia.

Rússia quer paz temporária, diz Zelensky, mas a Ucrânia recusa. Porquê? A iniciativa de Kiev e o receio tremendo de Moscovo © TVI24

“Os compromissos amorais conduzirão a mais derramamento de sangue. Uma paz genuína e duradoura só pode resultar do completo desmantelamento de todos os elementos da agressão russa”, disse Zelensky, que falava para um fórum de segurança no Canadá.

Mas porquê? À CNN Portugal, o major-general Isidro de Morais Pereira explicou o raciocínio que levou a esta tomada de posição.

“A Ucrânia alcançou uma coisa que é muito importante na guerra, a iniciativa. Um princípio-base da guerra é que, uma vez alcançada a iniciativa, nunca mais a devemos perder. Só a ofensiva conduz a resultados decisivos.

A Ucrânia não tinha a iniciativa, estava na defensiva quando foi invadida. No entanto, com o apoio ocidental em armamento, formação militar e recursos económicos e financeiros, conseguiu organizar-se e alcançar a iniciativa.

Primeiro, expulsou as forças russas de Kiev, depois afastou-as do oblast de Kharkiv e, agora, de parte significativa da região de Kherson. Um acordo de paz nesta altura não faz sentido absolutamente nenhum”, afirma.

“Neste momento, a paz interessa, sobretudo, a Putin, que percebeu que a Rússia não tem capacidade para anexar a Ucrânia, nem sequer conseguir aquele segundo objectivo, a Novorossiya, de Donetsk à Transnístria.

Os russos têm tanto receio que estão a fortificar a região de Melitopol e, inclusive a Crimeia, que é a região mais vulnerável do ponto de vista militar. O Zelensky sabe perfeitamente disso, porque conhece a História Militar”, completa.

Segundo o major-general, a Rússia iria usar uma eventual trégua para ganhar tempo e “treinar novos efectivos e constituir unidades, bem como para construir posições defensivas, algo que já está a fazer a cerca de 60 quilómetros da frente de combate”.

“Moscovo já percebeu que vai perder ainda mais terreno e está com um receio tremendo de perder a Crimeia. Está consciente de que perdeu a iniciativa, da forma desastrada com que mobilizou 300 mil homens e do desgaste das unidades que estão a combater na frente, algumas há muitos meses e apenas com 10 a 20% dos efectivos”.

No entanto, mesmo conseguindo um acordo de paz temporário, a tarefa russa não seria simples. “Desde a formação como efectivo até à constituição de unidades, é preciso pelo menos um ano. Ainda tem outro problema grave, os quadros.

Sargentos e oficiais levam anos a formar. A mobilização também tem corrido mal porque foi liderada pelos sargentos e oficiais, que compõem as estruturas em tempo de paz, só que têm sido levados para o campo de batalha.”

“Não é só no terreno que a Rússia tem problemas”, diz Isidro de Morais Pereira. “A Rússia está com problemas em formar pilotos de caça, que levam pelo menos um ano a formar. Não é só construir mais aviões. Porque é que a Rússia não tem a supremacia aérea? Porque não se pode dar ao luxo de perder mais aviões e, sobretudo, mais pilotos.

Nestes meses, já perderam mais aviões na Ucrânia do que em todos os dez anos da Guerra do Afeganistão. Os sistemas de defesa antiaérea fornecidos pelo Ocidente, como os IRIS-T, os NASAMS e os Flakpanzer Gepard, têm sido fulcrais”, conclui o major-general.

MSN Notícias
TVI TVI
Pedro Falardo
19.11.2022 às 19:50



 

807: Ucrânia rejeita qualquer tentativa de negociações com a Rússia

– Estamos no século XXI e não na Idade Média onde países faziam a guerra a outros países para conquistarem terrenos e aumentarem os seus territórios. Mas a actual rússianazi ☠️卐☠️ é isso que faz, invadindo a Ucrânia, um país soberano e pretendendo apossar-se ilegalmente das terras, ocupando-as contra o disposto na Carta das Nações Unidas de que é signatária e da qual já deveria ter sido expulsa há muito por acções de terrorismo, genocídio e assassínio do povo ucraniano. NÃO SE NEGOCEIA A PAZ COM TERRORISTAS ASSASSINOS!

UCRÂNIA/NEGOCIAÇÕES/REJEIÇÃO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Volodymyr Zelensky nega tentativa de negociações e admite que “uma paz genuína e duradoura só pode resultar do completo desmantelamento de todos os elementos da agressão russa”.

© Genya SAVILOV / AFP

A Ucrânia rejeitou este sábado qualquer tentativa de negociações com a Rússia apesar de os bombardeamentos inimigos das últimas semanas terem danificado metade da rede energética do país e de se aproximar o inverno.

“Os compromissos amorais conduzirão a mais derramamento de sangue. Uma paz genuína e duradoura só pode resultar do completo desmantelamento de todos os elementos da agressão russa”, disse o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que falava para um fórum de segurança no Canadá.

Zelensky procurou pôr fim aos rumores, que se intensificaram durante a cimeira do G20, nas últimas semanas, sobre a alegada pressão dos EUA sobre Kiev no sentido de negociar um acordo.

Kiev não quer sequer ouvir falar de tréguas durante o Campeonato do Mundo de futebol do Qatar, no qual nem a Ucrânia nem a Rússia participam. “Alguns chamar-lhe-iam o fim da guerra. Mas uma tal pausa só agravaria a situação”, argumentou o chefe de Estado ucraniano.

Na mesma linha, os seus conselheiros deixaram claro que a única opção é regressar às fronteiras internacionalmente reconhecidas após a queda da União Soviética.

“Haverá paz quando derrotarmos o exército russo na Ucrânia e regressarmos às fronteiras de 1991”, escreveu Andriy Yermak na sua conta na rede social Telegram.

Por seu lado, o braço direito de Zelensky, Mykhailo Podolyak, rejeitou a existência de negociações secretas entre o ocidente e a Rússia.

Entretanto, o chefe adjunto do Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev, disse acreditar que os EUA, a NATO e a União Europeia “não querem romper definitivamente com a Rússia, porque isso significaria a Terceira Guerra Mundial”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Novembro 2022 — 17:36