875: Zelensky pede reunião urgente na ONU para debater ataques russos

– “… “Assassinato de civis, destruição de infra-estrutura civil são actos de terror. A Ucrânia continua a exigir uma resposta resoluta da comunidade internacional a esses crimes”, disse Zelensky”

Parece que os “valentões” acagaçaram-se perante os russonazis 卐 putinocratas mas penso que é mais falta de 🍅🍅 ! Até quando deixam os assassinos de civis inocentes de todas as idades, assassinarem? Até quando não existirem mais ucranianos para abaterem? E depois entram de galo na Ucrânia a proclamarem que a terra é deles?

 

🇷🇺SMERTʹ RUSONAZAM🇷🇺

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS ☠️卐☠️ FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV ☠️卐☠️
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI ☠️卐☠️ IZ UKRAINY

Presidente ucraniana vai estar presente via videoconferência. Ataques russos causaram apagões na vizinha Moldávia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discursará numa reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira sobre os ataques russos que causaram apagões na vizinha Moldávia, disseram fontes diplomáticas à AFP.

Zelensky vai marcar presença no debate de emergência – solicitado por Kiev e previsto para começar às 21 horas de Lisboa – via videoconferência, disseram dois diplomatas à agência francesa.

O líder ucraniano disse num tweet que havia instruído o embaixador do seu país no órgão mundial, Sergiy Kyslytsya, a solicitar a reunião.

“Assassinato de civis, destruição de infra-estrutura civil são actos de terror. A Ucrânia continua a exigir uma resposta resoluta da comunidade internacional a esses crimes”, disse Zelensky.

Numa carta ao presidente do Conselho a solicitar a reunião, vista pela AFP, Kyslytsya escreveu que a Rússia “cometeu outro ato de terror contra a população civil da Ucrânia” com os ataques de quarta-feira.

O ataque aéreo atingiu a rede eléctrica da Ucrânia, que já estava a falhar, tendo provocado vários mortos e desconectado três centrais nucleares da rede.

Os militares ucranianos disseram que as forças russas dispararam esta quarta-feira cerca de 70 mísseis de cruzeiro contra alvos em todo o país.

A vizinha Moldávia chegou a dizer que estava a sofrer apagões generalizados causados ​pela nova barragem e a sua presidente, Maia Sandu, acusou a Rússia de deixar o seu país “no escuro”.

Diário de Notícias
DN/AFP
23 Novembro 2022 — 17:55



 

712: Caravana humanitária da ONU chega a Kherson com bens essenciais para milhares

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ONU/UCRÂNIA/KHERSON/CARAVANA HUMANITÁRIA

É a primeira vez que trabalhadores humanitários conseguem entrar em Kherson com ajuda humanitária desde o início de Março, segundo revelaram as Nações Unidas.

© FADEL SENNA / AFP

As Nações Unidas anunciaram esta segunda-feira a entrega de um conjunto de bens de primeira necessidade à população civil de Kherson, menos de 72 horas após as forças da Ucrânia terem recuperado o controlo desta cidade do sul do país.

Num comunicado, as Nações Unidas adiantam que a operação realizada por várias organizações do seu sistema foi liderada pela Coordenadora Humanitária da ONU, Denise Brown, e permitiu, entre outros aspectos, a entrega de alimentos, água e medicamentos a milhares de civis que estavam em falta desde que as tropas russas assumiram o controlo da cidade, nas primeiras semanas de Março passado.

É a primeira vez que trabalhadores humanitários conseguem entrar em Kherson com ajuda humanitária desde o início de Março, segundo frisa a organização internacional na mesma nota informativa.

“O povo de Kherson está a lutar para satisfazer as suas necessidades básicas, o que faz aumentar o trauma por ter sofrido meses de bombardeamentos constantes, por ter sido forçado a fugir das suas próprias casas, assistindo, pelo meio, à morte de familiares. As pessoas precisam de apoio urgente e estamos a agir rapidamente para as ajudar”, disse Denise Brown.

A cidade enfrenta falta de água e de electricidade, enquanto os mercados estão com pouca comida e as instalações de saúde carecem de medicamentos.

A caravana humanitária trouxe comida, água, ‘kits’ de higiene, materiais de abrigo e utensílios domésticos essenciais, incluindo roupas de cama, cobertores térmicos e lâmpadas solares, para mais de 6.000 pessoas em Kherson.

No próximo mês, acrescentou Denise Brown, um dos centros de saúde de Kherson irá receber mais medicamentos para tratar mais de mil pacientes.

Nesta caravana humanitária estiveram envolvidas a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Segundo as Nações Unidas, a comunidade humanitária vai continuar a mobilizar recursos, alimentos e medicamentos nos próximos dias para expandir as operações e levar mais ajuda às pessoas em todas as áreas da região de Kherson, agora sob controlo ucraniano.

Nas últimas semanas, a ajuda humanitária da ONU já apoiou com bens de primeira necessidade mais de 12 mil pessoas noutras cidades e localidades na região de Kherson, entretanto recuperadas pelo exército ucraniano, incluindo Novovorontsovka, Novooleksandrivka, Velyka Oleksandrivka e Vysokopillia.

Até agora, as organizações humanitárias já auxiliaram cerca de 100.000 pessoas, a maioria delas com dinheiro, na região de Kherson.

“Com o apoio dos nossos parceiros, principalmente das organizações locais, estou confiante de que poderemos fazer muito mais nos próximos dias e semanas. Devemos apoiar o povo de Kherson nesta altura em que tanto necessita”, afirmou a Coordenadora Humanitária da ONU.

Kherson foi umas regiões anexadas em Setembro pela Rússia, tal como aconteceu com Lugansk, Donetsk e Zaporijia, acção que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

Além disso, Kherson é também um dos alvos de uma contra-ofensiva lançada pelas forças de Kiev há cerca de dois meses.

Kherson era a única capital regional que as forças russas tinham ocupado nos mais de oito meses de guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro com uma invasão de território ucraniano por parte da Rússia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Novembro 2022 — 13:09



 

Guterres. Mundo tem de escolher entre “ser solidário” ou cometer “suicídio em massa”

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/ONU/GUTERRES

Para o secretário-geral das Nações Unidas, é “inaceitável, escandaloso e contraproducente” deixar a luta contra as alterações climáticas “em segundo plano”.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres
© EPA/MAXIM SHIPENKOV

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu esta segunda-feira que os conflitos mundiais não sejam usados como desculpa para fugir às responsabilidades relativas ao clima, defendendo que a humanidade tem de escolher entre “solidariedade ou suicídio em massa”.

No seu discurso perante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP27), Guterres considerou que, apesar dos múltiplos conflitos que assolam o mundo – como a guerra na Ucrânia ou o conflito no Sahel -, “as alterações climáticas têm uma escala e uma linha de tempo diferentes”, já que “constituem a questão definidora da época” actual e o “desafio central do século”.

Por isso, defendeu ser “inaceitável, escandaloso e contraproducente” deixar a luta contra as alterações climáticas “em segundo plano”, e sublinhou que “muitos dos conflitos actuais estão relacionados com o crescente caos climático”.

Reconhecendo que a invasão russa à Ucrânia expôs a dependência do mundo ocidental face aos combustíveis fósseis e criou uma crise energética no mundo, Guterres pediu que isso não seja usado como “uma desculpa para recuos” nos objectivos definidos relativamente ao clima.

Estes conflitos devem antes “ser uma razão para ter mais urgência, acção mais forte e responsabilidade efectiva”, disse.

O secretário-geral da ONU afirmou ainda que, face ao aquecimento global e aos seus cada vez mais rápidos impactos, a humanidade terá de “cooperar ou morrer”.

“A humanidade tem uma escolha: cooperar ou morrer. É um Pacto de Solidariedade Climática ou um Pacto de Suicídio Colectivo”, disse António Guterres.

A actividade humana é a causa do problema climático, pelo que “a acção humana deve ser a solução”, referiu, defendendo que “a confiança” entre “o Norte e o Sul” tem de ser restabelecida.

Guterres pediu que as economias desenvolvidas e emergentes estabeleçam um “pacto de solidariedade climática” para que todos os países “façam um esforço extra para reduzir as emissões nesta década, de acordo com a meta” de limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius e atingir emissões líquidas zero até 2050 em todo o mundo.

“Estamos perigosamente perto do ponto sem retorno”

“Mas essa meta de 1,5º está ligada à máquina de suporte de vida e a máquina está a tremer. Estamos perigosamente perto do ponto sem retorno”, disse, pedindo aos países do G20 (grupo das 19 economias mais desenvolvidas do mundo e União Europeia) que acelerem a sua transição verde “nesta década”.

Esse pacto de solidariedade climática também deve garantir que os países ricos e as instituições internacionais “fornecem ajuda técnica e financeira às economias emergentes para que estas acelerem a sua própria transição para as energias renováveis” e “acabem com a dependência de combustíveis fósseis”.

Para isso, é preciso “eliminar o carvão nos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] até 2030 e em todos os outros até 2040”, afirmou.

O secretário-geral da ONU lembrou aos Estados Unidos e à China, as duas maiores economias do mundo, que têm “uma responsabilidade particular de unir forças para tornar esse pacto uma realidade”, sublinhando que o acordo representa a “única esperança para alcançar as metas climáticas”.

Lembrando que a população mundial chega oficialmente aos 8 mil milhões de pessoas em 15 de Novembro, Guterres avançou uma questão: “O que diremos quando esse bebé 8 mil milhões tiver idade suficiente para nos perguntar: o que fizeram pelo nosso mundo e pelo nosso planeta quando tiveram oportunidade?”.

“Não esqueçamos que a guerra contra a natureza é, em si mesma, uma violação maciça dos direitos humanos”, acrescentou.

É preciso fazer mais para ajudar os países mais vulneráveis a lidar com as “perdas e danos” já sofridos devido ao aumento das tempestades, inundações, secas e outros fenómenos climáticos extremos, defendeu.

Embora esta questão seja um dos pontos de negociação mais sensíveis desta COP27, “a obtenção de resultados concretos sobre perdas e danos será o teste dos compromissos dos governos para o sucesso” da conferência, considerou.

Notícia actualizada às 13:57

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Novembro 2022 — 12:15



 

612: O planeta está a enviar um sinal de sofrimento: a crónica do caos climático

CIÊNCIA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/AVISOS

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou hoje que o “planeta está a enviar um sinal de sofrimento”, numa mensagem vídeo enviada aos participantes na Cimeira do Clima COP27, no Egipto, que arrancou de manhã.

ZAP // Marion / pixabay; André Kosters / Lusa

“No momento em que arranca a COP27, o nosso planeta está a enviar um sinal de sofrimento”, afirmou Guterres, citado pela agência de notícias AFP, referindo-se a uma “situação crónica do caos climático”.

A conferência climática da ONU arrancou hoje, em Sharm el-Sheikh, no Egipto, com um novo alerta sobre a aceleração do aquecimento global, cujo financiamento dos danos a países pobres está pela primeira vez, oficialmente, na lista dos debates.

Segundo dados divulgados hoje pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), os oito anos entre 2015 e 2022 serão os mais quentes já registados.

Até 18 de Novembro, delegados de quase 200 países tentarão dar um novo fôlego à luta contra o aquecimento global, enquanto as múltiplas e inter-relacionadas crises que abalam o mundo – guerra na Ucrânia, inflação e ameaça de recessão, crise alimentar – levantam receios de que o tema vai ficar em segundo plano.

“Vamos implementar juntos os nossos compromissos para a humanidade e para o nosso planeta”, apontou o ministro egípcio Sameh Choukri, que preside à cimeira.

Os impactos das alterações climáticas têm-se multiplicado, como mostram os diversos desastres que atingiram o planeta em 2022, desde as inundações históricas no Paquistão, às repetidas ondas de calor na Europa, além de furacões, incêndios, ou secas.

Os custos daqueles desastres já rondam as dezenas de milhares de milhões de euros, pelos quais os países do sul do globo, mais afectados, reivindicam uma compensação financeira.

O tema delicado das “perdas e danos” foi oficialmente adicionado à agenda das discussões, durante a cerimónia de abertura, enquanto até então era apenas objecto de diálogo previsto até 2024.

A desconfiança dos países em desenvolvimento é forte, enquanto não se cumpre a promessa dos países do norte de aumentar para 100.000 milhões de dólares por ano, a partir de 2020, a ajuda aos do sul, para reduzirem as emissões e se prepararem para os impactos.

Outra questão premente nas discussões prende-se com evitar um recuo nos compromissos de redução de emissões, que, mesmo assim, ainda são insuficientes.

Apenas 29 países apresentaram planos de redução aprimorados desde a COP de 2021, em Glasgow, na Escócia, embora tenham assumido o compromisso de o fazer.

2015 e 2022: a crónica do caos climático

Se as projecções para este ano se confirmarem, os oito anos de 2015 a 2022 serão os mais quentes jamais registados, alertou hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM) num relatório em que faz uma “crónica do caos climático”.

Esta “crónica do caos climático” mostra claramente que “a mudança se processa a uma velocidade catastrófica”, devastando vidas “em todos os continentes”, acrescentou, apelando para uma resposta através de “acções ambiciosas e credíveis” durante as duas semanas desta conferência sobre o clima no Egipto.

Com uma temperatura média estimada de 1,15°C superiores à da era pré-industrial, o ano de 2022 deverá classificar-se “apenas” como o quinto ou o sexto dos anos mais quentes, devido à influência não habitual, pelo terceiro ano consecutivo, do fenómeno oceânico La Niña, que provoca uma baixa das temperaturas.

“Mas isto não altera a tendência a longo prazo. É apenas uma questão de tempo até haver um novo ano mais quente”, insistiu a OMM, agência especializada da ONU.

Decisores políticos, académicos e ONGs reúnem-se entre hoje e 18 de Novembro em Sharm el-Sheikh na 27ª cimeira da ONU sobre alterações climáticas, COP27, para tentar travar o aquecimento do planeta, limitando o aquecimento global a 2ºC, e se possível a 1,5ºC, acima dos valores médios da época pré-industrial.

Líderes como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmaram a presença, e o Governo português vai ser representado pelo primeiro-ministro, António Costa.

ZAP // Lusa
6 Novembro, 2022



 

572: Por 185 votos contra 2 (e 2 abstenções), ONU pede fim do embargo a Cuba

INTERNACIONAL/ONU/CUBA/EMBARGO

Resolução que Havana apresenta há 30 anos foi aprovada com largo consenso, tendo tido só com o voto contra dos EUA e de Israel e a abstenção de Brasil e Ucrânia.

Estudantes universitários assistem, num ecrã gigante em Havana, ao discurso do chefe da diplomacia.
© EPA/Ernesto Mastrascusa

Com o voto contrário dos Estados Unidos e de Israel e abstenções do Brasil e da Ucrânia, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira, por esmagadora maioria, uma resolução apresentada por Cuba que pede o fim do embargo americano imposto há 60 anos.

Com 185 votos a favor, a resolução pede o “fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA contra Cuba” e defende a “igualdade soberana” dos Estados, a “não-ingerência nos seus assuntos internos” e a “liberdade de comércio e de navegação”.

A resolução tem sido aprovada todos os anos desde 1992, tendo o ano de 2020 sido a excepção, por causa das restrições da pandemia de covid-19.

Em 2016, num ano que ficou marcado pela visita do então presidente norte-americano Barack Obama à ilha, os EUA abstiveram-se pela única vez nesta votação. A administração de Donald Trump recuou e voltou a votar contra, com a actual, de Joe Biden, a manter a mesma política.

O voto desde ano foi quase igual ao do ano passado. A única diferença foi a Colômbia, que passou da abstenção para o voto a favor. O país tem desde Agosto, e pela primeira vez na História, um presidente de esquerda, Gustavo Petro.

Imposto em Fevereiro de 1962, em plena Guerra Fria, pelo então presidente John F. Kennedy, o embargo que tem sido reforçado progressivamente para asfixiar o regime comunista, “tem efeito de uma pandemia permanente, de um furacão constante”, lamentou o chefe da diplomacia cubano, Bruno Rodríguez, na tribuna da ONU.

Segundo o ministro, nos primeiros 14 meses da Administração de Biden, os “prejuízos” ocasionados pelo embargo ultrapassaram os seis mil milhões de dólares e 154 mil milhões em seis décadas.

Diário de Notícias
DN com AFP
03 Novembro 2022 — 19:02