876: Os críticos de Vladimir Putin: mortos, presos ou exilados

– Que esperam de um ditador assassino terrorista russonazi ☠️卐☠️ ?

DITADORES/TERRORISTAS/ASSASSINOS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

O político russo da oposição Ilya Yashin é o mais recente de uma longa fila de críticos do Kremlin a arriscar pesada pena de prisão

(imagem do presidente russo, Vladimir Putin © EPA/ALEXEI BABUSHKIN / SPUTNIK / KREMLIN)

O político russo da oposição Ilya Yashin, que viu a sua prisão preventiva estendida por mais seis meses por um tribunal de Moscovo esta quarta-feira, corre o risco de se tornar o mais recente de uma longa fila de críticos do Kremlin a ser condenado a pesadas penas de prisão – arrisca até 10 anos de cadeia por ter condenado a invasão russa na Ucrânia.

Outros foram mortos ou escaparam por pouco à morte enquanto outros ainda foram para o exílio. Aqui está uma lista dos críticos mais conhecidos de Putin.

MORTOS

Boris Nemtsov, um crítico do Kremlin e antigo vice-primeiro-ministro, foi morto a tiro em 2015 ao caminhar para casa através de uma ponte de Moscovo perto do Kremlin. Cinco homens tchetchenos foram condenados por matar Nemtsov, mas o cérebro do assassinato nunca foi encontrado.

Os aliados de Nemtsov apontaram o dedo da culpa ao Kremlin, bem como ao líder tchetcheno Ramzan Kadyrov, que negou a acusação. O carismático orador tinha atacado a anexação por Putin da Crimeia em 2014 e participado regularmente em protestos da oposição. Ele tinha 55 anos na altura da sua morte.

Em 2006, o assassinato da jornalista Anna Politkovskaya fora da sua casa em Moscovo tinha já chocado o mundo. Politkovskaya, jornalista da Novaya Gazeta, o principal jornal independente da Rússia, foi uma crítica feroz das tácticas do Kremlin na Chechénia.

O editor do jornal, Dmitry Muratov, dedicou este ano o seu Prémio Nobel da Paz a Politkovskaya e a outros jornalistas russos mortos pelo seu trabalho.

Outros críticos de Putin escaparam por pouco à morte.

PRESOS

O principal político russo da oposição, Alexei Navalny, foi envenenado com Novichok, um agente nervoso de fabrico soviético, numa viagem à Sibéria em 2020. Foi submetido a tratamento na Alemanha e regressou à Rússia em Janeiro de 2021, onde foi detido ao aterrar num aeroporto de Moscovo.

O opositor de 46 anos está a cumprir uma pena de nove anos de prisão por desvio de fundo. Navalny denunciou a ofensiva da Ucrânia de Putin a partir da prisão, chamando-lhe “tragédia” e um “crime contra o meu país”.

Vladimir Kara-Murza, um político da oposição, foi preso em Abril por espalhar informações “falsas” sobre o exército russo. Mais tarde foi acusado de alta traição e enfrenta até 20 anos de prisão. Kara-Murza, 41 anos, diz ter sido envenenado duas vezes.

Em Agosto, Yevgeny Roizman, antigo presidente da câmara de Yekaterinburg, foi detido pela sua crítica ao ataque da Rússia à Ucrânia. Após a sua prisão ter suscitado protestos, o político de 60 anos foi libertado, aguardando julgamento sob a acusação de “desacreditar” o exército russo.

EXILADOS

Alguns dos críticos de Putin têm estado no estrangeiro há anos, como o antigo magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky, que passou uma década na prisão depois de ter desafiado o líder russo no início do seu governo. Khodorkovsky está baseado em Londres e tem financiado projetos mediáticos críticos do Kremlin.

Muitos dos proeminentes aliados da Navalny fugiram da Rússia após as suas organizações terem sido banidas como “extremistas” no ano passado.

Mas a decisão de enviar tropas para a Ucrânia, que deu início a uma repressão sem precedentes em casa, provou ser um último prego no caixão para o movimento de oposição russo.

Os russos que se opõem ao ataque de Moscovo à Ucrânia estão agora espalhados pelo mundo, com muitos a fugir para a Europa e Israel.

O apresentador de televisão e animador Maxim Galkin, o marido da ícone pop russa Alla Pugacheva, tornou-se uma voz de liderança improvável contra a ofensiva da Ucrânia nas redes sociais. Com sede em Israel, a estrela televisiva de 46 anos de idade denuncia regularmente a ofensiva do exército russo na sua conta no Instagram.

AGENTES ESTRANGEIROS

Apesar de uma rara intervenção de Pugacheva – que é amplamente considerada intocável – Galkin tem sido rotulado como um “agente estrangeiro”. O rótulo, que tem conotações que remontam à era de Estaline, tem sido utilizado pelas autoridades para aumentar a pressão sobre os críticos.

Putin endureceu recentemente a lei draconiana do “agente estrangeiro” de 2012.

Muitos jornalistas e os principais meios de comunicação social independentes da Rússia foram condenados com esse rótulo, o que tornou o seu dia-a-dia muito mais difícil.

Todas as principais organizações de meios de comunicação independentes na Rússia foram encerradas ou suspenderam as operações.

Outras figuras populares que se pronunciaram contra a ofensiva da Ucrânia de Moscovo – tais como os rappers muito populares Oxxxymiron e Noize MC, bem como o escritor de ficção científica exilado Dmitry Glukhovsky – foram também rotulados de “agentes estrangeiros”.

Diário de Notícias
DN/AFP
23 Novembro 2022 — 17:19



 

783: Opositor de Putin garante que invasão não tem apoios de todos os russos

– O regime putinocrata russonazi ☠️卐☠️ segue as mesmas linhas de orientação de todos os regimes de ditadura fascista/nazi ☠️卐☠️. E este ayatollah putineiro russonazi ☠️卐☠️ não foge à regra. Ele e todos os putinocratas russonazis ☠️卐☠️ que andam à volta dele que são da mesma laia ou ainda piores. Não me esqueço do tempo do fascismo salazarista e da tenebrosa PIDE/DGS que utilizava os mesmos métodos e meios de repressão, tortura e assassínio. Pena que muita gente desse tempo já se tenha esquecido disso.

OPOSIÇÃO/RUSSOS/ACTIVISTAS

Vladimir Kara-Murzá pediu que seja rejeitada “a fachada de falsa unanimidade” anunciada pelo Kremlin.

© NATALIA KOLESNIKOVA / AFP

O opositor do regime russo, Vladimir Kara-Murzá, preso desde Abril, garantiu esta sexta-feira que a invasão da Ucrânia não tem apoio de todos os russos e pediu que seja rejeitada “a fachada de falsa unanimidade” anunciada pelo Kremlin.

Em discurso lido em Genebra pela sua mulher, que recebeu em seu nome o prémio de direitos humanos da organização não-governamental UN Watch, Kara-Murzá lembrou ainda que, antes da invasão à Ucrânia, já tinha chamado a atenção para a situação dos presos políticos na Rússia, num discurso que fez no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Esse problema atingiu proporções de crise. A Rússia de Vladimir Putin acaba de superar a União Soviética em número de presos políticos e o segmento que mais cresce é o dos opositores à guerra de Putin contra a Ucrânia”, acusou o activista.

Segundo o opositor de Putin, mais de 19 mil pessoas foram detidas pela polícia russa desde Fevereiro, em diferentes protestos contra a guerra, das quais 5.000 enfrentam, como ele, processos administrativos ou criminais.

“Dezenas de pessoas continuam presas: jornalistas, advogados, artistas, sacerdotes, políticos, militares”, enumerou o opositor do regime de Vladimir Putin, destacando que todos permanecem presos por “negarem ficar em silêncio perante a atrocidade”.

Por isso, dedicou-lhes o prémio recebido esta sexta-feira, na Suíça, após descrevê-los como “as vozes de uma Rússia melhor, mais livre e com mais esperança”.

“Espero que quando as pessoas do mundo livre pensarem e falarem do nosso país não se recordem apenas dos cleptocratas, dos abusadores e dos criminosos de guerra do Kremlin, mas também de nós, que os enfrentamos”, insistiu.

Kara-Murzá, que escrevia colunas críticas para com o regime do presidente russo, Vladimir Putin, em meios de comunicação norte-americanos como o Washington Post, decidiu voltar à Rússia em Abril, após o início da guerra na Ucrânia.

Em 11 de Abril foi preso por, alegadamente, difundir informações falsas sobre o exército russo durante um discurso que fez na Câmara dos Representados do Arizona, no mês anterior.

Em Outubro, segundo um dos seus advogados, foi acusado de alta traição por criticar publicamente as autoridades russas no estrangeiro, um crime punível na Rússia com penas de 12 a 20 anos de prisão.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2022 — 07:30



 

121: Ucrânia: Antigo autarca opositor de Putin detido por críticas a operação militar

– As “amplas liberdades democráticas” do regime putineiro. Prisões, assassínios, envenenamentos, campos de “treino”, etc..

REPRESSÃO/TERRORISMO/UNIÃO ZOVIÉTICA

Yevgeny Roizman enfrenta até cinco anos de prisão se for condenado, ao abrigo de uma nova lei adoptada após a Rússia enviar tropas para a Ucrânia em 24 de Fevereiro.

Yevgeny Roizman, antigo autarca da cidade de Ekaterinburg e opositor de Putin
© Alexei VLADYKIN / AFP

Um antigo presidente de câmara e opositor da actual liderança russa, identificado como Yevgeny Roizman, foi detido esta quarta-feira sob a acusação de desacreditar os militares russos, em mais um gesto de repressão dos críticos da invasão da Ucrânia.

Roizman, de 59 anos, é um crítico do Presidente russo, Vladimir Putin, e uma das figuras da oposição mais visíveis e carismáticas na Rússia.

Durante o seu mandato como autarca gozou de ampla popularidade em Ekaterinburg, uma cidade de 1,5 milhões nos Urais.

A polícia prendeu-o na sequência de buscas realizadas no seu apartamento e escritório e Roizman enfrenta até cinco anos de prisão se for condenado, ao abrigo de uma nova lei adoptada após a Rússia enviar tropas para a Ucrânia em 24 de Fevereiro.

Os tribunais russos multaram Roizman três vezes no início deste ano por acusações semelhantes.

Dias depois de Putin ter ordenado o envio de tropas para o território ucraniano, o parlamento russo aprovou legislação que proíbe a desvalorização dos militares e a difusão de “informações falsas” sobre as operações militares na Ucrânia.

Os tribunais russos têm aplicado cada vez mais multas e, ocasionalmente, penas de prisão aos críticos da acção de Moscovo na Ucrânia.

Segundo a Net Freedoms, um grupo de apoio jurídico focado em casos de liberdade de expressão, em meados de Agosto cerca de 4.000 processos relacionados com esta nova legislação estavam em curso na Rússia.

Outro grupo de direitos humanos, a OVD-Info, contou um total de 90 processos criminais.

O relatório do grupo, divulgado hoje, também apontava para 16.437 detenções realizadas no âmbito de protestos contra a ofensiva militar que cumpre esta quarta-feira seis meses.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Agosto 2022 — 14:17