543: 120 mil apoios a famílias foram rejeitados devido ao IBAN

APOIOS ÀS FAMÍLIAS/RECUSAS/IBAN/AT

Autoridade Tributária e Aduaneira

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) já processou mais de quatro milhões de pagamentos do apoio extraordinário às famílias, cerca de 85% do total, havendo 120 mil que foram rejeitados por terem IBAN inválido no Portal das Finanças.

Estes dados foram divulgados hoje pelo Ministério das Finanças que, em comunicado, precisa que após os 4.020.641 pagamentos de apoios já processados, a primeira fase de transferências “terminará com o processamento de mais cerca de 700 mil pagamentos, que se encontra em curso”.

Os mais de quatro milhões de pagamentos já efectuados correspondem a cerca de 85% dos apoios extraordinários previstos serem pagos pela AT.

O ministério liderado por Fernando Medina adianta também haver ainda cerca de 120 mil ordens de pagamento “que foram rejeitadas por terem IBAN inválidos no Portal das Finanças”.

Estes 120 mil agora observados são menos do que as rejeições registadas quando teve início esta operação, refere o comunicado, precisando que “até agora, já foram actualizados cerca de 2,1 milhões de IBAN no Portal das Finanças, desde início de Setembro”.

A rejeição não significa que as pessoas em causa não venham a receber o apoio uma vez que, tal como já foi referido, a AT continuará “a fazer sucessivas tentativas de transferência destes apoios extraordinários ao rendimento ao longo dos próximos seis meses”.

Desta forma, os contribuintes que ainda não o fizeram deverão verificar e/ou actualizar o seu IBAN no cadastro do Portal das Finanças.

Numa nova nota informativa publicada no Portal das Finanças é explicado que a AT disponibiliza aos contribuintes, “há largos anos, a possibilidade de registarem um IBAN associado ao seu registo/NIF, que fica registado na informação cadastral do contribuinte, sendo relevante na sua relação financeira com a AT”.

É o que sucede quando, por exemplo, uma pessoa abre actividade e tem de indicar um IBAN para associar aos recibos verdes que emite.

“Adicionalmente, e exclusivamente para efeitos de recebimento de reembolso de IRS, os contribuintes podem indicar na declaração de IRS um outro IBAN” para receber o reembolso do IRS, sendo este apenas utilizado para o pagamento do apoio quando o contribuinte “não tenha nenhum IBAN associado ao seu NIF ou o IBAN não se encontre no estado de ‘Confirmado’”.

Em causa está o apoio extraordinário de 125 euros a todas as pessoas residentes em território nacional, que tenham declarado rendimentos brutos anuais até 37.800, na declaração de rendimentos Modelo 3 de IRS relativa a 2021 e de 50 euros por pessoa considerada dependente “identificada na declaração, independentemente dos rendimentos obtidos pelos responsáveis ‘parentais’ ou pelo próprio dependente”.

Já nos casos em que a pessoa está na condição de pensionista ou é beneficiária de prestações sociais, o apoio é pago pela Segurança Social.

ZAP //Lusa
31 Outubro, 2022



 

540: Outra actualização ao Firefox para resolver problemas com a versão 22H2 do Windows 11

– Sou utilizador fiel do SO Windows desde a primeira versão a P/B sob MS-DOS, tendo adquirido todas versões seguintes até à versão 10. Não penso actualizar para a versão 11 até que a Microsoft entenda que não pode exigir aos utilizadores que tenham de mudar – e comprar – hardware (motherboard, CPU e memórias RAM), por ser exigência daquela empresa para o W11 ser instalado. Contudo, esta actualização do Firefox (106.0.3) já a tenho instalada, sendo o meu browser preferido. Sou informático quando ainda não existiam computadores domésticos, com formação técnica em Engenharia de Redes e Sistemas Informáticos, assemblador de PC’s, segurança e demais áreas informáticas.

BROWSERS/ACTUALIZAÇÕES/MOZILLA/FIREFOX

Apesar de manter um ritmo muito elevado de novas versões do Firefox, a Mozilla não tem descurado as questões das restantes versões. Sempre que necessita lança actualizações e correcções para assim ter um browser próximo da perfeição.

Esta situação está agora a repetir-se novamente, com a mais recente versão. O Firefox 106 está com algumas falhas e por isso surge agora mais uma correcção. Tem o número 106.0.3 e procura resolver problemas, em especial com a actualização 22H2 do Windows 11.

Foi há pouco que a nova versão do Firefox foi disponibilizada aos utilizadores deste browser. Ao contrário das situações anteriores, esta não acumula novidades e melhorias em diversas frentes, mas traz sim correcções de problemas reportados pelos utilizadores.

Com esta nova actualização, a Mozilla quer trazer ed volta a estabilidade que este browser nos habituou e que os utilizadores querem. Em primeiro lugar, este novo Firefox vai corrigir um problema que o Windows está a apresentar, em especial no arranque deste browser.

A Mozilla não detalhou as causas deste problema que está a afectar alguns utilizadores do sistema da Microsoft. Ainda assim, e após a sua instalação, a criadora do Firefox garante que com esta nova versão este problema do browser desaparece de forma completa.

Uma segunda situação que é corrigida com o Firefox 106.0.3 resulta da instalação da actualização 22H2 do Windows 11 e da novidade Moment 1. Esta acontecia com a utilização das Suggested Actions do sistema da Microsoft.

Em concreto, e após copiar um texto de uma simples página web, o browser da Mozilla deixava de responder, acabando por deixar de poder ser usado até ser reiniciado. As Suggested Actions permitem ao utilizador tomar algumas acções directamente com base no que o utilizador seleccionar ou copiar.

Esta nova versão está já disponível para os utilizadores instalarem. Deve surgir de forma automática para os utilizadores, mas pode também ser procurada, para assim eliminar os problemas que estão bem conhecidos e que afectam especialmente o Windows.

Pplware
Autor: Pedro Simões
31 Out 2022



 

539: O bolsonarismo venceu, está a vencer

OPINIÃO

Escrevo a uma hora em que os brasileiros ainda não acabaram de votar. O título desta crónica não é, portanto, sobre o resultado da segunda volta das Presidenciais brasileiras, é sobre uma sociedade que chegou a estas eleições profundamente dividida e, não apenas no Brasil, insuportavelmente reaccionária. Na verdade, o bolsonarismo, o trumpismo, ou o venturismo em terras lusas, representam o mesmo, são fruto do oportunismo mais básico.

Jogam com o medo das pessoas, que cresce nos tempos de maior incerteza; oferecem soluções simplistas que parecem tremendamente eficazes, mas que nunca funcionam, limitando-se a jogar a responsabilidade sobre o adversário político, visto como inimigo.

Esta marcha dos reaccionários, que se opõe aos avanços e transformações sociais (a começar pelos direitos das mulheres), é a base social destes políticos oportunistas e populistas.

E só é assim porque os partidos tradicionais, pilares essenciais do sistema democrático, estão, eles próprios, a não saber lidar com uma desregulação do mercado de trabalho, que o torna retrógrado.

Trabalhadores que passaram a colaboradores e recibos verdes que passaram a empreendedores acreditam cada vez mais que são os pobres e os imigrantes que os impedem de ter uma vida melhor, porque é suposto os pobres serem pobres, porque não lutam para sair da pobreza, e os imigrantes não se adaptam, porque querem impor-nos a sua cultura, transformando-se uns e outros num peso para o país.

Marcelo chegou a Belém já Costa estava em São Bento e tem medo de sair deixando Costa no mesmo lugar, mas muito pior que isso será deixar André Ventura como fazendo parte do seu legado ao país.

A este populismo mais básico que consolida o poder da extrema-direita no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e em tantos outros lados do mundo, respondem os democratas com um populismo mais soft, que coloca igualmente as culpas do que corre mal nos outros. Como se vê agora pela Europa, procurando atribuir ao Banco Central Europeu os males do mundo que estão para chegar.

Isto é também uma vitória dos movimentos reaccionários que procuram normalizar os comportamentos mais perversos e aproveitam todas as brechas abertas na Democracia. Uma trupe de políticos, comentadores e influencers, para quem não há liberdade de expressão sem o direito de mentir e ofender.

O que se segue, na rota da crise, aponta para dificuldades cada vez maiores dos trabalhadores, pobres ou com medo da pobreza, aumentando o potencial de crescimento dos populistas de extrema-direita.

Em Novembro há Intercalares nos Estados Unidos e poderemos confirmar que o trumpismo também está a vencer e se mantém forte, mesmo depois de os norte-americanos terem experimentado todas as misérias da presidência de Trump.

Por cá, seguimos cantando e rindo, reféns de um poder socialista que se diverte a dar primazia ao Chega, de uma oposição social-democrata que anda a toque de caixa com o que Ventura faz e diz, nem cuidando de perceber que estão todos a trabalhar para que um dia também seja possível em Portugal ter os reaccionários no poder.

Marcelo chegou a Belém já Costa estava em São Bento e tem medo de sair deixando Costa no mesmo lugar, mas muito pior que isso será deixar André Ventura como fazendo parte do seu legado ao país.

Jornalista

Diário de Notícias
Paulo Baldaia
31 Outubro 2022 — 00:30



 

538: A Minha Cozinha

Outra sugestão para quem pretende uma refeição rápida, saborosa e económica:

ALMÔNDEGAS À BOLONHESA

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Ingredientes:

– 1 emb. de Almôndegas à Bolonhesa congeladas

Preparação:

01.- Num tacho ao lume, coloque os cubos congelados do molho bolonhesa que acompanha as almôndegas.

02.- Deixe derreter em lume brando, mexendo regularmente.

03. Quando o molho estiver descongelado, junte as almôndegas congeladas e deixe cozinhar, tapando o tacho, durante cerca de 12 minutos (dependendo do tipo de fonte utilizada), agitando regularmente o tacho para as almôndegas não pegarem.

04.- Retire do lume e sirva de seguida com uma guarnição de batatas fritas a ar quente, sem óleo, na FRYER AIR PRO ou similares.

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31.10.2022



 

537: O ESO captura o fantasma de uma estrela gigante

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ESO

Uma teia de aranha fantasmagórica, dragões mágicos ou finos traços de fantasmas? O que é que estamos a ver nesta imagem do remanescente da super-nova da Vela? Esta bela tapeçaria de cores, que foi capturada com grande detalhe pelo VLT Survey Telescope, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, mostra os restos fantasmagóricos de uma estrela gigantesca.

Esta fina estrutura de nuvens rosa e laranja é tudo o que resta de uma estrela massiva que terminou a sua vida numa enorme explosão há cerca de 11 mil anos atrás. Quando as estrelas mais massivas chegam ao fim das suas vidas, geralmente explodem violentamente num evento chamado super-nova.

Estas explosões provocam ondas de choque que se deslocam pelo gás circundante, comprimindo-o e criando intrincadas estruturas filamentares. A energia libertada aquece os tentáculos gasosos, fazendo-os brilhar intensamente, como podemos ver na imagem.

Nesta imagem de 554 milhões de pixeis, temos uma vista extremamente detalhada do remanescente da super-nova da Vela, assim designada pela sua localização na constelação austral da Vela.

Caberiam nove luas cheias nesta imagem e a nuvem completa é ainda maior. Situado a apenas 800 anos-luz de distância da Terra, este remanescente de super-nova é um dos mais próximos que conhecemos.

Quando explodiu, as camadas mais exteriores da estrela progenitora foram ejectadas no gás circundante, dando origem a estes filamentos. O que resta da estrela é apenas uma bola ultra densa onde protões e electrões são forçados a juntar-se em neutrões — uma estrela de neutrões.

A estrela de neutrões do remanescente da Vela, que se encontra ligeiramente fora da imagem no canto superior esquerdo, é uma pulsar que roda sobre o seu próprio eixo à incrível velocidade de mais de 10 vezes por segundo.

Esta imagem trata-se de um mosaico de observações obtidas com a câmara de grande campo OmegaCAM, montada no VLT Survey Telescope (VST), no Observatório do Paranal do ESO, no Chile.

A câmara de 268 milhões de pixeis pode obter imagens através de vários filtros que deixam passar luz de diferentes cores. Nesta imagem particular do remanescente da Vela foram usados quatro filtros diferentes, aqui representados por uma combinação de magenta, azul, verde e vermelho.

O VST pertence ao Instituto Nacional de Astrofísica italiano, INAF, e com o seu espelho de 2,6 metros é um dos maiores telescópios dedicados ao rastreio do céu nocturno no visível. Esta imagem é um exemplo de um tal rastreio: o VPHAS+ (VST Photometric Hα Survey of the Southern Galactic Plane and Bulge).

Durante cerca de sete anos, este rastreio mapeou uma área considerável da nossa Galáxia, permitindo aos astrónomos compreender melhor como é que as estrelas se formam, evoluem e eventualmente morrem.

Informações adicionais

O Observatório Europeu do Sul (ESO) ajuda cientistas de todo o mundo a descobrir os segredos do Universo, o que, consequentemente, beneficia toda a sociedade. No ESO concebemos, construimos e operamos observatórios terrestres de vanguarda — os quais são usados pelos astrónomos para investigar as maiores questões astronómicas da nossa época e levar ao público o fascínio da astronomia — e promovemos colaborações internacionais em astronomia.

Estabelecido como uma organização intergovernamental em 1962, o ESO é hoje apoiado por 16 Estados Membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça), para além do Chile, o país de acolhimento, e da Austrália como Parceiro Estratégico.

A Sede do ESO e o seu centro de visitantes e planetário, o Supernova do ESO, situam-se perto de Munique, na Alemanha, enquanto o deserto chileno do Atacama, um lugar extraordinário com condições únicas para a observação dos céus, acolhe os nossos telescópios. O ESO mantém em funcionamento três observatórios: La Silla, Paranal e Chajnantor.

No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, assim como telescópios de rastreio, tal como o VISTA. Ainda no Paranal, o ESO acolherá e operará o Cherenkov Telescope Array South, o maior e mais sensível observatório de raios gama do mundo.

Juntamente com parceiros internacionais, o ESO opera o APEX e o ALMA no Chajnantor, duas infra-estruturas que observam o céu no domínio do milímetro e do submilímetro. No Cerro Armazones, próximo do Paranal, estamos a construir “o maior olho do mundo voltado para o céu” — o Extremely Large Telescope do ESO.

Dos nossos gabinetes em Santiago do Chile, apoiamos as nossas operações no país e trabalhamos com parceiros chilenos e com a sociedade chilena.

ESO-European South Observatory
eso2214pt — Foto de Imprensa
31 de Outubro de 2022



 

536: “Não se pode classificar o Estado Novo como fascista”

– Cairam-me os 🍅🍅 ao chão quando li o título desta peça! Nem sei por onde começar mas penso que para não entrar em divagações, o melhor é parar por aqui. Apenas acrescentando: o Estado Novo um estado fascista? Nop, nem o Estado Novo, nem Salazar, nem Marcelo, nem todos os fascistas que transitaram para partidos políticos pós golpe militar do 25’Abr’74 e que se camuflaram de “democráticos” alguma vez, em tempo algum, foram fascistas… Coitados do Mussolini, do Franco que nunca foram fascistas e do Adolfo que nunca foi nazi! Tudo gente revolucionária, esquerdista, defensora da Liberdade de expressão, de reunião… Nunca a lixívia cultural, através de um livro foi tão bem aplicada para limpar o passado! Ainda me recordo, no tempo da escola primária (1952), quando entrava um professor na sala de aula, tínhamos de nos levantar da carteira e fazer a saudação nazi!

LITERATURA DE VÃO DE ESCADA

ZAP // Desassosego / Wikipedia

Segundo o autor de uma tese de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas europeus, todo o fascismo é condenável, mas nem tudo o que é condenável é fascismo — e o Estado Novo não pode ser classificado como “fascismo”.

Em entrevista ao Diário de Notícias, Carlos Martins, doutorado em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sustenta que não se pode classificar o Estado Novo como fascista.

De acordo com o investigador, o Estado Novo foi um fenómeno político de características únicas, que, apesar das semelhanças, é distinto “de outras ideologias antidemocráticas habitualmente colocadas no extremo direito do espectro político”.

Carlos Martins, autor do livroFascismos para além de Hitler e Mussolini“, explica ao DN que, para compreender o fenómeno, é necessário que se use o conceito de fascismo “de forma rigorosa e precisa”.

Segundo o investigador, o Estado Novo foi um regime conservador, que, “numa época em que o conservadorismo se deixava influenciar pelo fascismo, integrou elementos vincadamente fascistas que, não sendo suficientes para modificar o regime, lhe dão ali um cunho fascizante — que não é o mesmo que ser fascista”.

O investigador considera necessário clarificar os perigos concretos que o fascismo representa, “em particular numa altura em que novos actores políticos [a direita radical populista, por exemplo], com propostas questionáveis”, se procuram legitimar dizendo-se “distintos do fascismo histórico”.

Mas, alerta, também não se pode conceder legitimidade a regimes como os de Salazar ou Franco, por exemplo, apenas por não deverem dever ser “incluídos no universo do fascismo”.

O fascismo puro, diz Carlos Martins, “não teve um impacto duradouro em Portugal, o que não quer dizer que não tenha havido uma fase do regime do Estado Novo que não tenha tido uma aproximação” — que considera ter acontecido na segunda metade dos Anos 30.

O Estado Novo foi, resume o investigador, um “regime conservador fascizante”.

O mais longo regime autoritário na Europa

O Estado Novo foi um regime autoritário, conservador, nacionalista, corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista, de cariz antiliberal, anti-parlamentarista, anti-comunista, e colonialista, que vigorou em Portugal sob a Segunda República durante 41 anos ininterruptos, de 1933 até ao seu derrube pela Revolução de 25 de Abril de 1974.

Como regime político, o regime foi também chamado de salazarismo, em referência a António de Oliveira Salazar, seu fundador e líder.

A Ditadura Nacional (1926-1933) e o Estado Novo de Salazar e Marcello Caetano (1933-1974) foram, conjuntamente, o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o séc. XX, estendendo-se por um período de 48 anos.

O regime criou a sua própria estrutura de Estado e um aparelho repressivo sustentado na polícia política PIDE, característico dos chamados Estados policiais, apoiando-se na censura, na propaganda, em organizações paramilitares (Legião Portuguesa), nas organizações juvenis (Mocidade Portuguesa), no culto do líder e na Igreja Católica.

Para muitos historiadores e politólogos, parece não haver dúvida de que se tratou de um regime fascista, de um fascismo catedrático, de um quase fascismo ou, até, segundo o politólogo Manuel de Lucena, de um “fascismo sem movimento fascista”.

Após 41 anos de vida, o regime caiu no dia 25 de Abril de 1974, após um golpe militar que contou com o apoio de uma população cansada da repressão, da censura, da guerra colonial e do abrandamento económico — e sem ter quase quem o defendesse.

ZAP //
31 Outubro, 2022

Carlos Martins é autor da tese de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas europeus.
© Reinaldo Rodrigues / Global Imagens



 

535: Vendeu a sua casa em 2021? Pode não ter direito aos 125 euros do Governo

SOCIEDADE/HABITAÇÃO/APOIO ÀS FAMÍLIAS

Segundo o Executivo, “os rendimentos de mais-valias são tratados do mesmo modo que os restantes, como sejam, os rendimentos do trabalho dependente”.

Quem vendeu a sua casa no ano passado arrisca-se a não receber o apoio extraordinário de 125 euros. Isto porque – e dependendo do valor da venda e das mais-valias – “os rendimentos de mais-valias são tratados do mesmo modo que os restantes, como sejam, os rendimentos do trabalho dependente”, esclarece o Governo.

A notícia é avançada pelo Negócios, depois de casos em que contribuintes cujo salário não atinge 37.800 euros de rendimento bruto anual (e que teriam direito ao subsídio) se terem apercebido que não o iriam receber.

Diário de Notícias
Dinheiro Vivo
31 Outubro 2022 — 09:20



 

534: Um enorme e “potencialmente perigoso” asteróide vai passar perto da Terra este Halloween

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

Kevin Gill / Flick

O asteróide tem quase o tamanho do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, que mede 828 metros de altura, e vai passar pela Terra a 68 vezes a velocidade do som.

De acordo com a NASA, um novo e “potencialmente perigoso” asteróide com quase o tamanho do edifício mais alto do mundo vai passar perto da Terra mesmo a tempo do Dia das Bruxas.

O asteróide chama-se 2022 RM4 e tem um diâmetro estimado entre 330 e 740 metros. Como termo de comparação, o Burj Khalifa, o arranha-céus mais alto do mundo, tem 828 metros de altura.

O asteróide vai acenar-nos no céu a uma velocidade a rondar os 84.500 quilómetros por hora, cerca de 68 vezes a velocidade do som, escreve o Live Science. No momento mais próximo, o asteróide vai estar a apenas 2,3 milhões de quilómetros do nosso planeta, o que corresponde a aproximadamente seis vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Este é assim classificado como um “near-Earth object” (objeto perto da Terra) por passar a menos de 193 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta. É também “potencialmente perigoso” por ser um grande objecto e passar a uma distância menor do que 7,5 milhões de quilómetros.

Quando são identificadas, estas potenciais ameaças são vigiadas de perto pelos astrónomos, que procuram sinais de que possam mudar repentinamente de trajectória e vir em direcção à Terra.

Recorrendo aos quatro telescópios do sistema ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), a NASA faz esta patrulha cósmica da Terra e mantém cerca de 28 mil asteróides debaixo de olho.

A agência norte-americana já estimou as trajectórias de todos os near-Earth objects para além do fim deste século e, por enquanto, não há nenhum perigo apocalíptico à vista.

Caso a situação venha a mudar, pelo menos podemos dormir mais descansados após o recente sucesso da missão DART da NASA, que testou o seu sistema de defesa planetário através do desvio de asteróides.

A China está também a desenvolver um plano semelhante, tendo o famoso asteróide Bennu como alvo. Apesar de ter apenas uma probabilidade de 1 em 2700 de colidir com a Terra, um choque com o Bennu seria devastador devido ao seu enorme tamanho.

Os cientistas chineses querem disparar ao mesmo tempo 23 foguetes de Longa Marcha-5, cada um com um peso de 900 toneladas, contra o asteróide.

ZAP //
31 Outubro, 2022



 

533: É melhor actualizar já o seu Chrome! Descoberta mais uma falha de segurança grave

– Muito raramente utilizo o browser Chrome, prefiro em primeiro lugar o Mozilla Firefox (106.0.2-64 bits) e em segundo lugar o Edge Canary (108.0.1461.0-64 bits). Mas para quem utiliza o Chrome aqui fica o aviso.

TECNOLOGIA/SEGURANÇA/CHROME/BROWSER

O Chrome é o browser de eleição da grande maioria dos utilizadores da Internet, dando-lhe tudo o que precisam para navegar. É uma proposta da Google que ao longo dos anos tem mostrado a sua capacidade.

Dada esta sua visibilidade, este browser está constantemente a ser avaliado e a serem procuradas vulnerabilidades. A mais recente acaba de chegar e já existe uma resposta para esta situação. Assim, é urgente que actualize imediatamente o Chrome, para evitar problemas de segurança: 107.0.5304.88 (Compilação oficial) (64 bits).

Mais uma falha de segurança no Chrome

A Google está a monitorizar de forma constante a segurança do seu browser. O Chrome, dada a sua exposição na Internet e a sua elevada utilização, é por vezes o veículo preferido para os atacantes se focarem nas suas vítimas.

Assim, dada esta importância, é essencial que seja mantido actualizado. Este cenário ganha agora uma importância ainda maior, visto ter sido descoberta mais uma vulnerabilidade neste browser. O Chrome está exposto e tem por isso de ser protegido.

Esta vulnerabilidade encontrada permite que os atacantes possam ter acesso aos dados mais sensíveis dos utilizadores, explorando uma simples falha. Do que é descrito, esta resulta de uma “type confusion exploit”.

Google já reagiu com uma correcção

Mesmo sendo um ataque conhecido, este não foi detalhado em toda a sua extensão. A Google prefere que a grande maioria dos seus utilizadores faça a actualização, para assim estarem protegidos e longe de problemas de segurança.

A correcção já existe e está a ser disseminada através da versão 107.0.5304.87/88, que está já disponível para actualização. Esta deve ser instalada de forma imediata para assim garantir a protecção dos seus dados e dos seus sistemas.

Do que se sabe, mesmo com esta falha, o Chrome está em 2022 mais estável e protegido. Até agora são apenas as 7 vulnerabilidades que foram reportadas e corrigidas, face às 58 que surgiram durante 2021. Desta vez, como sempre, tudo se resolve de forma rápida, com mais uma actualização que está já disponível.

Pplware
Autor: Pedro Simões
31 Out 2022



 

Semana de quatro dias. Governo quer avaliar “onde e como” será usado o tempo livre

– Embora Portugal seja um país de faz-de-conta que é um Estado de Direito e uma democracia, ainda não me esqueci dos tempos da ditadura do fascista Estado Novo salazarista. E mesmo nesses tempos de ditadura, onde imperava a tenebrosa PIDE/DGS, nunca existiu uma “avaliação” aos tempos livres das pessoas. Por isso, faço-de-conta que alguém da governança acordou mal disposto ou com os pés de fora da cama e lembrou-se desta aberração. Pela parte que me toca, não tenho de dar satisfações, seja a quem for, sobre os meus tempos livres embora já não me toque a semana dos 4 dias…

DITADURA/GOVERNO/”SOCIALISMO”

Experiências-pilotos poderão começar já em Junho do próximo ano. Sem cortes salariais e exclusivamente em empresas privadas voluntárias.

Só empresas privadas poderão aderir às experiências-piloto. Na imagem: fábrica da Autoeuropa.
© Paulo Spranger/Global Imagens

O governo vai levar aos parceiros sociais na quarta-feira um documento onde propõe que a semana de quatro dias comece a ser testada – apenas por empresas privadas voluntárias – em Junho de 2023, durante seis meses (portanto até Novembro, inclusivamente).

Depois, “está previsto existir um período de reflexão de um mês, em que a gestão vai reflectir sobre a experiência e determinar se mantém a nova organização, se volta à semana de cinco dias, ou se irá adoptar um modelo híbrido”.

De Novembro próximo até final de Janeiro do ano que vem decorrerá o período em que as empresas poderão manifestar interesse em aderir à experiência.

Em Fevereiro de 2023 serão seleccionadas as empresas. E depois, daí até ao início de Junho, serão preparadas em cada uma delas as experiências-piloto. Em 2024 será possível adoptar definitivamente o novo modelo.

No documento que será discutido – e ao qual o DN teve acesso -, “a experiência não pode envolver corte salarial” e “tem de implicar uma redução de horas semanais” que serão as empresas voluntárias a estipular, “por acordo entre a gestão e os trabalhadores”.

Em cada empresa, as experiências terão de “envolver a grande maioria dos trabalhadores”. Isto “excepto para grandes empresas”, onde poderão ser feitas “em apenas alguns estabelecimentos ou departamentos”.

O governo já determinou que o Estado não irá oferecer “qualquer contrapartida financeira” às empresas que se voluntariarem. Fornecerá, isso sim, “apoio técnico” através de um “serviço especializado em assessorar as empresas nesta mudança, com o foco na alteração dos processos internos e na resolução dos problemas que naturalmente surgem”.

“[Será] importante estudar o uso do tempo dos trabalhadores nos dias de descanso, para perceber onde e como é usado o tempo não-trabalhado.”

O modelo português vai inspirar-se nas experiências-piloto feitas no Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia (ver coluna ao lado).

No documento, avisa-se que se as empresas voluntárias “reconhecerem os benefícios da semana de quatro dias e a mantiverem depois de terminados os seis meses”, isso não implicará “assumir que estes benefícios ocorreriam em todas as empresas”, embora seja “um indicador importante para decidir avançar para um estudo mais aprofundado” com “novas fases mais ambiciosas”.

Mas acrescenta: “Se esta prática de gestão não funcionar nestas empresas – que serão as que têm um interesse genuíno em que funcione – então muito dificilmente obteria sucesso se fosse generalizada a outras empresas nacionais”, sendo um indicador “para não avançar”.

Segundo o documento governamental, na avaliação das experiências-piloto será “importante estudar o uso do tempo dos trabalhadores nos dias de descanso, para perceber onde e como é usado o tempo não-trabalhado”.

E ainda “medir os efeitos” no seu “bem-estar, qualidade de vida, saúde mental e saúde física”, bem como nos seus níveis “de compromisso com a empresa, satisfação com o trabalho e intenção de permanecer na organização”.

A avaliação – diz ainda a nota governamental – será feita “através de inquéritos (antes, durante e depois da experiência)”, os quais “serão desenhados para serem comparáveis com as outras experiências internacionais, mas adaptados à realidade portuguesa”, sendo o objectivo “promover o cruzamento dos dados gerados nestes inquéritos com as bases de dados oficiais”.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
30 Outubro 2022 — 00:15