1056: Passes e bilhetes da Carris Metropolitana sem aumentos em 2023 na região de Lisboa

– Seria excelente que o sr. Carlos Moedas não se “esquecesse” e agisse rapidamente no sentido de conceder GRATUITIDADE de passes aos DESEMPREGADOS DE LONGA DURAÇÃO que, já sem subsídios de qualquer espécie por parte da “Segurança” Social, têm de (sobre)viver à custa de familiares (enquanto estes puderem e/ou forem vivos!). Esta gratuitidade apenas foi concedida a >65 anos e a estudantes. Os DESEMPREGADOS não são seres humanos?

CARRIS  // TRANSPORTES PÚBLICOS // PASSES E BILHETES

Preços não mudam “mesmo tendo em conta que a Taxa de Actualização Tarifária permitida pela Autoridade de Mobilidade e Transportes para os títulos de transporte ocasionais (bilhetes) em 2023 é de 6,11%, e que essa mesma taxa irá ser aplicada, com grande probabilidade, na generalidade do país”, declarou a Área Metropolitana de Lisboa (AML)

© (Câmara Municipal da Moita)

Os passes do tarifário “Navegante” e os bilhetes ocasionais da Carris Metropolitana vão manter em 2023 os preços que são praticados este ano, anunciou esta sexta-feira a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Numa nota, a AML, que é autoridade de transporte, revela que tomou a decisão de manter os valores de 2022 dos títulos ocasionais da Carris Metropolitana para, entre outros objectivos, promover a utilização dos transportes públicos colectivos em toda a região.

Esta decisão acontece “mesmo tendo em conta que a Taxa de Actualização Tarifária permitida pela Autoridade de Mobilidade e Transportes para os títulos de transporte ocasionais (bilhetes) em 2023 é de 6,11%, e que essa mesma taxa irá ser aplicada, com grande probabilidade, na generalidade do país”, salientou a AML.

A Carris Metropolitana gere as redes municipais de 15 dos 18 municípios (uma vez que dentro dos concelhos do Barreiro, Cascais e Lisboa mantém-se tudo como está) e a totalidade da operação intermunicipal dos 18 concelhos metropolitanos.

A marca única Carris Metropolitana passa, em 01 de Janeiro de 2023, a assegurar o transporte de passageiros dentro de cada um dos concelhos de Amadora, Oeiras, Sintra, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, todos na margem norte do Tejo, onde deixam de operar as actuais empresas de transporte.

Desde 01 de Junho já é responsável pelo transporte de passageiros dentro dos municípios de Almada, Seixal, Sesimbra, Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, na margem sul.

Na rede municipal do Barreiro, o transporte continua a ser feito pelo operador interno Transportes Colectivos do Barreiro (TCB), em Cascais pela Mobi Cascais e em Lisboa pela Carris.

Para quem se desloca de um concelho para outro (incluindo Barreiro, Cascais e Lisboa), o transporte público rodoviário intermunicipal será sempre feito pela Carris Metropolitana.

A operação na margem norte deveria ter sido iniciada em Setembro, mas os problemas verificados na margem sul fez com que fosse adiada para 01 de Janeiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Dezembro 2022 — 18:38



 

518: Passe gratuito em Lisboa pode ser recarregado no Multibanco a partir de 2.ª feira

“… De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.”

Pobres dos DESEMPREGADOS que ficam sempre “esquecidos” destas magnânimas ofertas sociais! Ainda ninguém responsável pelo sector, incluindo o sr. Moedas, se lembrou dos DESEMPREGADOS que não possuem qualquer tipo de rendimento, pelo menos os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já terminaram e que continuam a ter de pagar (com o dinheiro de quem os apoia, se tiverem essa felicidade) o passe social de transporte.

TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS/CARREGAMENTOS

De acordo com a Câmara de Lisboa, o carregamento tem de ser feito mensalmente, à semelhança do que acontece com os outros títulos de transporte.

© André Luís Alves / Global Imagens

O recarregamento do passe gratuito para Lisboa poderá, a partir de segunda-feira, ser realizado através do Multibanco pelos maiores de 65 anos e jovens estudantes entre os 13 e 23 anos abrangidos, anunciou este sábado a Câmara Municipal.

“A partir de segunda-feira, 31 de Outubro, os lisboetas elegíveis para a gratuitidade do passe Navegante urbano (maiores de 65 anos) e do Navegante municipal Lisboa (jovens estudantes aderentes ao 4_18 ou ao sub23) passam a poder recarregar o título no Multibanco, evitando assim quaisquer deslocações aos espaços de atendimento ao cliente dos operadores”, avançou a autarquia lisboeta em comunicado.

Apesar de o passe ser gratuito, a Câmara de Lisboa salienta que “o carregamento é indispensável, sendo necessário fazê-lo mensalmente, à semelhança dos demais títulos de transporte”.

“Na prática, se, até aqui, os maiores de 65 anos e os jovens com idades entre os 13 e 23 anos se viam obrigados a proceder ao carregamento do passe Navegante num espaço de atendimento ao cliente, a introdução desta possibilidade na rede SIBS, vem somar aos mais de 300 agentes Payshop cerca de 12.000 caixas Multibanco, alargando massivamente a rede de carregamento”, destaca.

De acordo com a autarquia, “a disponibilização destes novos serviços de carregamento com assinatura Navegante, desenvolvidos em parceria com a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) enquadram-se na promoção de uma mobilidade cada vez mais eficiente, seja em termos ecológicos, seja em termos económicos e sociais”.

Para este ano, prevê-se que a medida represente uma despesa no montante máximo de 6,266 milhões de euros e, para os anos económicos de 2023, 2024 e 2025, uma verba de até 14,9 milhões de euros para cada ano.

Em 21 de Abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, válido até 31 de Dezembro de 2025, e que estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a excepção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitectura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

A medida começou por estar disponível para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos a partir de 25 de Julho deste ano e alguns dias depois, em 16 de Agosto, abriram as inscrições para os estudantes entre 13 e 23 anos, para que pudessem beneficiar dos passes gratuitos a partir do mês de Setembro.

De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.

Relativamente aos maiores de 65 anos, a gratuitidade nos transportes colectivos aplica-se nas redes da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP – Comboios de Portugal, “em que seja válido o título Navegante Urbano na modalidade ‘3.ª idade'”.

Para estudantes entre 13 e 23 anos, abrange as redes das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa, CP e Fertagus, através dos títulos Navegante Municipal nas modalidades 4_18 e sub23, e adesão é para quem tem domicílio fiscal no concelho de Lisboa e que apresentem também a declaração de matrícula emitida pelo estabelecimento de ensino na cidade.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Outubro 2022 — 11:34



 

401: BE vai propor passe nacional de nove euros para todos os transportes públicos

– “… O novo passe de nove euros, … “significava dinheiro na carteira de todos os trabalhadores, mais transportes colectivos, menos gasto de combustíveis e menos poluição, para responder à crise climática”.” O problema é para os desempregados que não têm NENHUM dinheiro na carteira… Não têm direito ao passe gratuito como os idosos >65 anos e estudantes, porquê? É esta a (in)justiça social deste país de gente pequenina que apenas olha para o seu umbigo?

SOCIEDADE/TRANSPORTES PÚBLICOS

Catarina Martins defende um passe nacional de nove euros, semelhante à Alemanha, como resposta à inflação e à crise climática.

© RUI MINDERICO/LUSA

A coordenadora nacional do BE, Catarina Martins, apresentou este sábado em Setúbal a primeira medida de alteração de especialidade no Orçamento de Estado para 2023 que visa criar um passe nacional para os transportes públicos de nove euros por mês.

“O Bloco propõe que seja criado um passe nacional de nove euros que possa permitir às pessoas utilizarem todos os transportes dos concelhos e das áreas metropolitanas, mas também os transportes rodoviários e os comboios que fazem as ligações de médio curso em Portugal”, disse.

“Portugal é o único país na Europa em que, nos pacotes sobre a inflação, nunca houve uma medida real para baixar os custos dos transportes e para promover o uso do transporte colectivo”, acrescentou a coordenadora do BE, lembrando que “estamos a viver a combinação de três crises: a crise da inflação, o problema do acesso à energia e também o problema da guerra da Ucrânia”.

Para Catarina Martins, que falava numa iniciativa em Setúbal no âmbito do Roteiro pela Justiça Climática, organizado pelo BE, o novo passe de âmbito nacional não só facilitaria as deslocações de estudantes e trabalhadores através dos transportes públicos durante a semana, como também as deslocações de fim de semana daqueles que estudam ou trabalham longe das suas famílias.

O novo passe de nove euros, que, segundo a coordenadora do BE, seria suportado pelas receitas e impostos do Fundo de Fomento Ambiental, que financia o Programa a de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART), “significava dinheiro na carteira de todos os trabalhadores, mais transportes colectivos, menos gasto de combustíveis e menos poluição, para responder à crise climática”.

“A nossa proposta não é particularmente inovadora. A Alemanha, durante os meses de verão, teve um passe a nove euros, que permitia a viagens de comboio em todo o país e que foi um sucesso muito grande na baixa das emissões de carbono, que é tão fundamental para responder à crise climática”, sublinhou Catarina Martins, defendendo que se a medida fosse aplicada todo o ano em Portugal havia uma redução da poluição e as pessoas poderiam utilizar mais os transportes colectivos.

Questionada pelos jornalistas sobre o Orçamento de Estado para 2023, Catarina Martins disse que o Governo está resignado com a perda de poder de compra dos portugueses devido à inflação.

“O Governo já se resignou ao facto de quem trabalha, de quem recebe salário e pensão, já ter perdido para a inflação o equivalente a um mês de salário ou um mês de pensão. E o salário do próximo ano vai manter esta perda.

O Governo fala-nos de aumentos que, do ponto de vista nominal, até parecem maiores do que no passado, mas, com a inflação tão alta, tudo o que o Governo está a anunciar é que vai haver uma perda real do poder de compra, tanto dos salários como das pensões, num país em que já é tão difícil a quem trabalha chegar até ao fim do mês”, disse.

“Para nós a solução era o Governo manter o que disse nos anos anteriores e a actualização das pensões e dos salários ser feita de acordo com a inflação do ano anterior, ou seja a inflação deste ano, o que significava que estávamos a falar de aumentos na casa dos sete ou oito por cento, tanto para os salários como para as pensões.

Era a única forma, nem é de as pessoas viverem melhor, era, pelo menos, não como continuarem a empobrecer todos os dias”, defendeu Catarina Martins.

Confrontada com o mau funcionamento da Carris Metropolitana na Península de Setúbal, designadamente a supressão de carreiras e o incumprimento de horários dos autocarros, a coordenadora do BE acusou o Governo e as Câmara Municipais de não quererem assumir responsabilidades.

“É preciso responsabilização. Tem de haver alguém a tomar decisões. E é por isso que o BE tem proposto que a Carris Metropolitana seja ouvida no Parlamento e responsabilizada. Se a Carris Metropolitana não é capaz de dar reposta, então o Governo tem de tirar consequências e mudar a Carris Metropolitana em diálogo com as autarquias.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08 Outubro 2022 — 14:32



 

357: Lisboa. Transportes grátis foram uma conquista, mas é preciso mais

“A gratuitidade nos transportes públicos em Lisboa para os menores de 23 anos e maiores de 65 foi uma das bandeiras da campanha de Carlos Moedas e a medida de maior visibilidade que o seu executivo tomou na área da mobilidade.”

“… “É uma medida que não só facilita bastante a mobilidade de uma fatia muito significativa de pessoas, reduzindo desigualdades de acesso e contribuindo para a diminuição da pobreza, como também esperamos que contribua para o aumento da utilização do transporte público, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono”, acrescenta Ângelo Pereira.”

UMA BANDEIRA RASGADA DE INJUSTIÇA! “ESQUECERAM-SE” DOS DESEMPREGADOS, ESPECIALMENTE DOS QUE JÁ NÃO TÊM QUALQUER TIPO DE SUBSÍDIO DE DESEMPREGO PORQUE O PRAZO TERMINOU E ESTÃO TODOS ENTREGUES À SUA SORTE! QUEM NÃO TEM QUALQUER TIPO DE RENDIMENTO, COMO PODE PAGAR € 30,00 DE PASSE CARRIS? COMO PODE CONTINUAR A SUA VIDA? PROCURAR TRABALHO? O SR. MOEDAS DEITA-SE DESCANSADO PORQUE O SEU ESTÁ GARANTIDO NO FINAL DO MÊS, ASSIM COMO TODOS OS VEREADORES. E SIM, ESTOU A GRITAR EMBORA OS RESPONSÁVEIS NÃO ME OUÇAM!

LISBOA/TRANSPORTES GRATUITOS/C.M.L./INJUSTIÇA

Autarquia tem vários projectos em consulta na área da mobilidade suave, mas é apontado ao executivo a falta de implementação de propostas que melhorem o serviço da Carris e retirem carros da cidade de Lisboa. Ao longo da semana, o DN avalia o estado da cidade de Lisboa, um ano após a eleição de Carlos Moedas para liderar a câmara.

A gratuitidade dos transportes públicos em Lisboa é uma referência do primeiro ano de mandato de Carlos Moedas.
© André Luís Alves / Global Imagens

A gratuitidade nos transportes públicos em Lisboa para os menores de 23 anos e maiores de 65 foi uma das bandeiras da campanha de Carlos Moedas e a medida de maior visibilidade que o seu executivo tomou na área da mobilidade. Essa é a opinião de Ângelo Pereira, o vereador que supervisiona esta área, mas também da oposição e especialistas, embora o elogio destes venha acompanhado por um “sim, mas”.

“Este executivo, numa cidade com a dimensão e a complexidade de Lisboa, liderou e colocou o debate sobre a redução das tarifas dos transportes públicos num novo patamar”, afirmou ao DN o vereador que tutela o Planeamento de Mobilidade, bem como a EMEL e a Carris e a Autoridade de Transportes.

“É uma medida que não só facilita bastante a mobilidade de uma fatia muito significativa de pessoas, reduzindo desigualdades de acesso e contribuindo para a diminuição da pobreza, como também esperamos que contribua para o aumento da utilização do transporte público, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono”, acrescenta Ângelo Pereira.

João Ferreira, vereador eleito pelo PCP, admite que esta medida “tem um alcance”, mas defende que não foi “implementada da melhor maneira” pois “devia ter sido implementada à escala metropolitana e não unicamente à escala da cidade de Lisboa”.

Para Rosário Macário, professora do Departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico e especialista em Transportes e Urbanismo, a gratuitidade dos passes em Lisboa “nestes grupos etários pode ser um incentivo à utilização do transporte público, mas não estamos perante uma transferência modal, como seria a ideia subjacente a esta promessa, a de reduzir a utilização do transporte individual e passar a ter uma maior intensidade do transporte colectivo. Este é um objectivo que tem de abranger toda a população.”

O alargamento da medida a toda a população tem a bênção da Quercus. “Somos fortemente críticos desta gestão em termos de transportes para a cidade e para a área metropolitana.

Depois, a questão dos transportes públicos serem tendencialmente gratuitos está a ser feita para determinados grupos populacionais, mas gostávamos que abrangesse o resto da população”, refere ao DN Marta Leandro, vice-presidente da associação ambiental.

“No que toca ao transporte público, que é o pilar essencial de qualquer política de mobilidade sustentável, o que tivemos foi essa medida isolada, dissociada de quaisquer medidas de melhoria da oferta.

A melhoria disruptiva dos serviços da Carris pura e simplesmente não aconteceu, não temos nem mais corredores BUS, nem aumento de frequência de determinadas carreiras, nem alargamento de horários à noite e fins de semana, que eram necessários em muitas zonas, nem reposição de carreiras que foram suprimidas e que deviam ser repostas. Não tivemos absolutamente nada”, diz João Ferreira, em jeito de balanço sobre a estratégia desta empresa municipal.

Críticas que encontram eco em Marta Leandro. “O funcionamento da Carris, que nunca foi muito eficiente, entrou agora em descalabro, com demoras extraordinárias e chega a haver quatro carreiras seguidas no espaço de poucos minutos, com autocarros a circularem sobrelotados e outros vazios”.

O trânsito é apontado como um problema que se mantém em Lisboa.
© André Luís Alves / Global Imagens

O trânsito em Lisboa é outra questão sempre actual, tendo a autarquia implementado neste último ano o Semáforos SIM Lx-Gestão Inteligente Semáforos, um projecto de modernização dos semáforos “no eixo central da cidade”.

“Uma etapa fundamental, de forma a minimizar os constrangimentos à circulação”, diz Ângelo Pereira, já que passa “a haver a capacidade de antecipar os diferentes cenários de tráfego susceptíveis de criar situações de congestionamento”.

Nesta área, e com o objectivo de retirar carros de Lisboa, está ainda por implementar a construção de mais parques de estacionamento na periferia da cidade. “Continuamos a ter graves problemas de trânsito que resultam, em grande parte, de um volume considerável de tráfego que todos os dias entra e sai da cidade associado aos movimentos pendulares. Nenhuma medida foi tomada no sentido de reduzir esse volume de tráfego”, acusa João Ferreira.

Sem realização à vista está ainda uma outra medida que constava do programa eleitoral de Carlos Moedas e que foi anunciada em Janeiro pelo vice-presidente da autarquia, Filipe Anacoreta Correia, na apresentação do Orçamento para 2022: a oferta de 50% de desconto no estacionamento da EMEL aos residentes da cidade.

“Não é uma prioridade imediata. Esta medida trata-se de uma compensação dada aos moradores face aos custos resultantes da entrada diária de todos os automobilistas não residentes, e não um incentivo à utilização do automóvel”, explica o vereador da Mobilidade.

Rosário Martinho considera esta proposta “simpática para os residentes”, mas deixa um alerta. “Isso implica um controlo muito eficaz, para que atrás dessa medida não comecem a ser utilizados esses descontos por pessoas que trabalham no município e que, eventualmente, podem declarar uma residência profissional. E não é desejável que isso aconteça”.

A mobilidade suave foi outra das bandeiras de Carlos Moedas. “Neste último ano, lançámos a consulta pública do Regulamento da Mobilidade Suave Partilhada, estamos a preparar, auscultando técnicos competentes, o Plano Municipal de Segurança Rodoviária, estamos a analisar os resultados da consulta pública do Regulamento de Mobilidade Eléctrica, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável está a ser elaborado e está em preparação o lançamento de uma auditoria à Rede Ciclável”, enumera o vereador Ângelo Pereira.

O futuro da ciclovia da Almirante Reis continua por decidir.
© André Luís Alves / Global Imagens

No que diz respeito a esta rede ciclável, uma das promessas de Carlos Moedas era a “eliminação de ciclovias com problemas, como seja a da Almirante Reis”. Mas, em Junho, depois de vários avanços e recuos, o presidente da autarquia acabou por retirar a proposta para proceder a alterações desta ciclovia. “É muito utilizada e, portanto, não deve ser retirada.

É preciso, porém, fazer uma análise aos fluxos de tráfego – até porque a Almirante Reis é uma saída muito importante da Baixa – para tomar decisões. Mas houve aqui, claramente, um jogo político, com um empurrar de responsabilidades que resultou em ninguém querer mexer na ciclovia neste momento”, defende a especialista em mobilidade.

Linha Circular do Metro: uma derrota de Carlos Moedas

No seu programa de governo, Carlos Moedas comprometia-se a transformar a Linha Circular do Metro e a futura Linha Amarela numa linha única “em laço” (Odivelas, Campo Grande, Rato, Cais do Sodré, Alameda, Campo Grande, Telheiras) para manter as ligações directas de Odivelas, norte de Lisboa e Telheiras ao centro da cidade.

Em Novembro, o seu executivo votou a favor de uma moção do PCP em que era pedido ao governo a “reavaliação imediata” do projecto, que então Moedas classificava como “um erro”. As obras da Linha Circular já estão em andamento, estando a sua entrada em actividade prevista para o último trimestre de 2024.

A actual rede do Metropolitano de Lisboa
© DR

Olhando para trás, João Ferreira, vereador do PCP na autarquia, admite que “o desenvolvimento da rede do Metro não é uma responsabilidade directa da câmara, mas também não terá sido feito tudo aquilo que era necessário para defender os interesses da cidade junto do governo neste domínio”.

“É certo que este presidente manifestou inicialmente a sua oposição a essa Linha Circular, mas a verdade é que ela avançou e não terá sido suficientemente persuasivo junto do governo para contrariar esta intenção, criando uma Linha Circular e dificultando a mobilidade às populações de várias zonas da cidade, nomeadamente de toda a zona norte, que deixa de ter uma ligação directa por Metro às zonas centrais da cidade, incluindo a freguesia mais populosa”, prossegue o vereador comunista, referindo-se ao Lumiar.

Como ficará a rede do Metro com a Linha Circular e a expansão da Linha Vermelha
© DR

Esta perda de acesso directo ao centro de Lisboa e as suas consequências em termos ambientais e de mobilidade é uma preocupação da Quercus, com a sua vice-presidente Marta Leandro a sublinhar também a incapacidade política demonstrada pelo executivo camarário em inverter o desenho desta linha.

“Para quem vem do eixo de uma das entradas norte de Lisboa, o eixo Odivelas-Loures, que são cerca de 300 mil pessoas que usam a actual Linha Amarela, o facto de serem obrigadas a mais uma comutação reduz a atractividade da solução do Metro, e pensamos que vai implicar uma redução do número de passageiros.

Ou seja, não estamos a pensar estrategicamente o Metro como uma forma de reduzir o uso do transporte privado e ser uma forma de contribuir para a criação da solução das alterações climáticas”.

ana.meireles@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Meireles
27 Setembro 2022 — 00:14



 

171: Uma questão de (sobre)vivência (3º. episódio)

3º. Episódio

De acordo com os dois anteriores episódios, aqui publicados EPISÓDIO 1 e EPISÓDIO 2, hoje, dia 31 de Agosto, a minha filha dirigiu-se novamente à loja da Carris de Santo Amaro com novos documentos solicitados ontem por um funcionário, depois de ter informado que os que ela levava (ontem, dia 30) não serviam para solicitar o passe Carris Social+.

– Uma certidão passada pela AT – Autoridade Tributária (vulgo Finanças) em como se encontrava dispensada de apresentar IRS por insuficiência de valores para cálculo do IRS;

– Uma declaração do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional em como se encontrava desempregada;

– Uma declaração da Segurança Social em como não se encontrava a receber subsídio de desemprego;

– Cartão de Cidadão para conferência de identidade.

Ora, ontem esteve SEIS HORAS (três horas da parte da manhã e três horas da parte da tarde) para ser atendida na loja da Carris sendo o desfecho dos documentos que apresentava não serem os indicados para obtenção do passe Carris Social+.

Hoje, dia 31, mais três horas de manhã na fila de espera com os novos documentos obtidos via Internet no Portal das Finanças, no IEFP e na SS Directa, mas levando os que ontem lhe tinham sido negados (espírito de santo orelha).

Conclusão: os que hoje levou não serviam e foram aceites os de ontem que não serviram…

O passe Carris Social+ foi aprovado, pagou os € 22,50 (€ 30,00 o normal) e veio magicando pelo caminho que raio de funcionários são estes que num dia não aceitam documentos oficiais e no outro dia já os aceitam…

Resta agora esperar que a governança, como já efectivou a gratuitidade dos passes sociais aos idosos +65 anos e estudantes, tenha em consideração – porque eles nunca passaram por isso -, que os DESEMPREGADOS não possuem receitas de qualquer espécie, nomeadamente os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já não recebem e estão entregues à sua “sorte” ou aos familiares que os ajudam.

Para aligeirar a situação inacreditável deste episódio, incluo uma metáfora já antiga: “apetece-me trepar aos candeeiros e apalpar o cu às lâmpadas…” 🙂

31.08.2022