518: Passe gratuito em Lisboa pode ser recarregado no Multibanco a partir de 2.ª feira

“… De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.”

Pobres dos DESEMPREGADOS que ficam sempre “esquecidos” destas magnânimas ofertas sociais! Ainda ninguém responsável pelo sector, incluindo o sr. Moedas, se lembrou dos DESEMPREGADOS que não possuem qualquer tipo de rendimento, pelo menos os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já terminaram e que continuam a ter de pagar (com o dinheiro de quem os apoia, se tiverem essa felicidade) o passe social de transporte.

TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS/CARREGAMENTOS

De acordo com a Câmara de Lisboa, o carregamento tem de ser feito mensalmente, à semelhança do que acontece com os outros títulos de transporte.

© André Luís Alves / Global Imagens

O recarregamento do passe gratuito para Lisboa poderá, a partir de segunda-feira, ser realizado através do Multibanco pelos maiores de 65 anos e jovens estudantes entre os 13 e 23 anos abrangidos, anunciou este sábado a Câmara Municipal.

“A partir de segunda-feira, 31 de Outubro, os lisboetas elegíveis para a gratuitidade do passe Navegante urbano (maiores de 65 anos) e do Navegante municipal Lisboa (jovens estudantes aderentes ao 4_18 ou ao sub23) passam a poder recarregar o título no Multibanco, evitando assim quaisquer deslocações aos espaços de atendimento ao cliente dos operadores”, avançou a autarquia lisboeta em comunicado.

Apesar de o passe ser gratuito, a Câmara de Lisboa salienta que “o carregamento é indispensável, sendo necessário fazê-lo mensalmente, à semelhança dos demais títulos de transporte”.

“Na prática, se, até aqui, os maiores de 65 anos e os jovens com idades entre os 13 e 23 anos se viam obrigados a proceder ao carregamento do passe Navegante num espaço de atendimento ao cliente, a introdução desta possibilidade na rede SIBS, vem somar aos mais de 300 agentes Payshop cerca de 12.000 caixas Multibanco, alargando massivamente a rede de carregamento”, destaca.

De acordo com a autarquia, “a disponibilização destes novos serviços de carregamento com assinatura Navegante, desenvolvidos em parceria com a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) enquadram-se na promoção de uma mobilidade cada vez mais eficiente, seja em termos ecológicos, seja em termos económicos e sociais”.

Para este ano, prevê-se que a medida represente uma despesa no montante máximo de 6,266 milhões de euros e, para os anos económicos de 2023, 2024 e 2025, uma verba de até 14,9 milhões de euros para cada ano.

Em 21 de Abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, válido até 31 de Dezembro de 2025, e que estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a excepção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitectura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

A medida começou por estar disponível para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos a partir de 25 de Julho deste ano e alguns dias depois, em 16 de Agosto, abriram as inscrições para os estudantes entre 13 e 23 anos, para que pudessem beneficiar dos passes gratuitos a partir do mês de Setembro.

De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.

Relativamente aos maiores de 65 anos, a gratuitidade nos transportes colectivos aplica-se nas redes da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP – Comboios de Portugal, “em que seja válido o título Navegante Urbano na modalidade ‘3.ª idade'”.

Para estudantes entre 13 e 23 anos, abrange as redes das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa, CP e Fertagus, através dos títulos Navegante Municipal nas modalidades 4_18 e sub23, e adesão é para quem tem domicílio fiscal no concelho de Lisboa e que apresentem também a declaração de matrícula emitida pelo estabelecimento de ensino na cidade.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Outubro 2022 — 11:34



 

357: Lisboa. Transportes grátis foram uma conquista, mas é preciso mais

“A gratuitidade nos transportes públicos em Lisboa para os menores de 23 anos e maiores de 65 foi uma das bandeiras da campanha de Carlos Moedas e a medida de maior visibilidade que o seu executivo tomou na área da mobilidade.”

“… “É uma medida que não só facilita bastante a mobilidade de uma fatia muito significativa de pessoas, reduzindo desigualdades de acesso e contribuindo para a diminuição da pobreza, como também esperamos que contribua para o aumento da utilização do transporte público, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono”, acrescenta Ângelo Pereira.”

UMA BANDEIRA RASGADA DE INJUSTIÇA! “ESQUECERAM-SE” DOS DESEMPREGADOS, ESPECIALMENTE DOS QUE JÁ NÃO TÊM QUALQUER TIPO DE SUBSÍDIO DE DESEMPREGO PORQUE O PRAZO TERMINOU E ESTÃO TODOS ENTREGUES À SUA SORTE! QUEM NÃO TEM QUALQUER TIPO DE RENDIMENTO, COMO PODE PAGAR € 30,00 DE PASSE CARRIS? COMO PODE CONTINUAR A SUA VIDA? PROCURAR TRABALHO? O SR. MOEDAS DEITA-SE DESCANSADO PORQUE O SEU ESTÁ GARANTIDO NO FINAL DO MÊS, ASSIM COMO TODOS OS VEREADORES. E SIM, ESTOU A GRITAR EMBORA OS RESPONSÁVEIS NÃO ME OUÇAM!

LISBOA/TRANSPORTES GRATUITOS/C.M.L./INJUSTIÇA

Autarquia tem vários projectos em consulta na área da mobilidade suave, mas é apontado ao executivo a falta de implementação de propostas que melhorem o serviço da Carris e retirem carros da cidade de Lisboa. Ao longo da semana, o DN avalia o estado da cidade de Lisboa, um ano após a eleição de Carlos Moedas para liderar a câmara.

A gratuitidade dos transportes públicos em Lisboa é uma referência do primeiro ano de mandato de Carlos Moedas.
© André Luís Alves / Global Imagens

A gratuitidade nos transportes públicos em Lisboa para os menores de 23 anos e maiores de 65 foi uma das bandeiras da campanha de Carlos Moedas e a medida de maior visibilidade que o seu executivo tomou na área da mobilidade. Essa é a opinião de Ângelo Pereira, o vereador que supervisiona esta área, mas também da oposição e especialistas, embora o elogio destes venha acompanhado por um “sim, mas”.

“Este executivo, numa cidade com a dimensão e a complexidade de Lisboa, liderou e colocou o debate sobre a redução das tarifas dos transportes públicos num novo patamar”, afirmou ao DN o vereador que tutela o Planeamento de Mobilidade, bem como a EMEL e a Carris e a Autoridade de Transportes.

“É uma medida que não só facilita bastante a mobilidade de uma fatia muito significativa de pessoas, reduzindo desigualdades de acesso e contribuindo para a diminuição da pobreza, como também esperamos que contribua para o aumento da utilização do transporte público, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono”, acrescenta Ângelo Pereira.

João Ferreira, vereador eleito pelo PCP, admite que esta medida “tem um alcance”, mas defende que não foi “implementada da melhor maneira” pois “devia ter sido implementada à escala metropolitana e não unicamente à escala da cidade de Lisboa”.

Para Rosário Macário, professora do Departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico e especialista em Transportes e Urbanismo, a gratuitidade dos passes em Lisboa “nestes grupos etários pode ser um incentivo à utilização do transporte público, mas não estamos perante uma transferência modal, como seria a ideia subjacente a esta promessa, a de reduzir a utilização do transporte individual e passar a ter uma maior intensidade do transporte colectivo. Este é um objectivo que tem de abranger toda a população.”

O alargamento da medida a toda a população tem a bênção da Quercus. “Somos fortemente críticos desta gestão em termos de transportes para a cidade e para a área metropolitana.

Depois, a questão dos transportes públicos serem tendencialmente gratuitos está a ser feita para determinados grupos populacionais, mas gostávamos que abrangesse o resto da população”, refere ao DN Marta Leandro, vice-presidente da associação ambiental.

“No que toca ao transporte público, que é o pilar essencial de qualquer política de mobilidade sustentável, o que tivemos foi essa medida isolada, dissociada de quaisquer medidas de melhoria da oferta.

A melhoria disruptiva dos serviços da Carris pura e simplesmente não aconteceu, não temos nem mais corredores BUS, nem aumento de frequência de determinadas carreiras, nem alargamento de horários à noite e fins de semana, que eram necessários em muitas zonas, nem reposição de carreiras que foram suprimidas e que deviam ser repostas. Não tivemos absolutamente nada”, diz João Ferreira, em jeito de balanço sobre a estratégia desta empresa municipal.

Críticas que encontram eco em Marta Leandro. “O funcionamento da Carris, que nunca foi muito eficiente, entrou agora em descalabro, com demoras extraordinárias e chega a haver quatro carreiras seguidas no espaço de poucos minutos, com autocarros a circularem sobrelotados e outros vazios”.

O trânsito é apontado como um problema que se mantém em Lisboa.
© André Luís Alves / Global Imagens

O trânsito em Lisboa é outra questão sempre actual, tendo a autarquia implementado neste último ano o Semáforos SIM Lx-Gestão Inteligente Semáforos, um projecto de modernização dos semáforos “no eixo central da cidade”.

“Uma etapa fundamental, de forma a minimizar os constrangimentos à circulação”, diz Ângelo Pereira, já que passa “a haver a capacidade de antecipar os diferentes cenários de tráfego susceptíveis de criar situações de congestionamento”.

Nesta área, e com o objectivo de retirar carros de Lisboa, está ainda por implementar a construção de mais parques de estacionamento na periferia da cidade. “Continuamos a ter graves problemas de trânsito que resultam, em grande parte, de um volume considerável de tráfego que todos os dias entra e sai da cidade associado aos movimentos pendulares. Nenhuma medida foi tomada no sentido de reduzir esse volume de tráfego”, acusa João Ferreira.

Sem realização à vista está ainda uma outra medida que constava do programa eleitoral de Carlos Moedas e que foi anunciada em Janeiro pelo vice-presidente da autarquia, Filipe Anacoreta Correia, na apresentação do Orçamento para 2022: a oferta de 50% de desconto no estacionamento da EMEL aos residentes da cidade.

“Não é uma prioridade imediata. Esta medida trata-se de uma compensação dada aos moradores face aos custos resultantes da entrada diária de todos os automobilistas não residentes, e não um incentivo à utilização do automóvel”, explica o vereador da Mobilidade.

Rosário Martinho considera esta proposta “simpática para os residentes”, mas deixa um alerta. “Isso implica um controlo muito eficaz, para que atrás dessa medida não comecem a ser utilizados esses descontos por pessoas que trabalham no município e que, eventualmente, podem declarar uma residência profissional. E não é desejável que isso aconteça”.

A mobilidade suave foi outra das bandeiras de Carlos Moedas. “Neste último ano, lançámos a consulta pública do Regulamento da Mobilidade Suave Partilhada, estamos a preparar, auscultando técnicos competentes, o Plano Municipal de Segurança Rodoviária, estamos a analisar os resultados da consulta pública do Regulamento de Mobilidade Eléctrica, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável está a ser elaborado e está em preparação o lançamento de uma auditoria à Rede Ciclável”, enumera o vereador Ângelo Pereira.

O futuro da ciclovia da Almirante Reis continua por decidir.
© André Luís Alves / Global Imagens

No que diz respeito a esta rede ciclável, uma das promessas de Carlos Moedas era a “eliminação de ciclovias com problemas, como seja a da Almirante Reis”. Mas, em Junho, depois de vários avanços e recuos, o presidente da autarquia acabou por retirar a proposta para proceder a alterações desta ciclovia. “É muito utilizada e, portanto, não deve ser retirada.

É preciso, porém, fazer uma análise aos fluxos de tráfego – até porque a Almirante Reis é uma saída muito importante da Baixa – para tomar decisões. Mas houve aqui, claramente, um jogo político, com um empurrar de responsabilidades que resultou em ninguém querer mexer na ciclovia neste momento”, defende a especialista em mobilidade.

Linha Circular do Metro: uma derrota de Carlos Moedas

No seu programa de governo, Carlos Moedas comprometia-se a transformar a Linha Circular do Metro e a futura Linha Amarela numa linha única “em laço” (Odivelas, Campo Grande, Rato, Cais do Sodré, Alameda, Campo Grande, Telheiras) para manter as ligações directas de Odivelas, norte de Lisboa e Telheiras ao centro da cidade.

Em Novembro, o seu executivo votou a favor de uma moção do PCP em que era pedido ao governo a “reavaliação imediata” do projecto, que então Moedas classificava como “um erro”. As obras da Linha Circular já estão em andamento, estando a sua entrada em actividade prevista para o último trimestre de 2024.

A actual rede do Metropolitano de Lisboa
© DR

Olhando para trás, João Ferreira, vereador do PCP na autarquia, admite que “o desenvolvimento da rede do Metro não é uma responsabilidade directa da câmara, mas também não terá sido feito tudo aquilo que era necessário para defender os interesses da cidade junto do governo neste domínio”.

“É certo que este presidente manifestou inicialmente a sua oposição a essa Linha Circular, mas a verdade é que ela avançou e não terá sido suficientemente persuasivo junto do governo para contrariar esta intenção, criando uma Linha Circular e dificultando a mobilidade às populações de várias zonas da cidade, nomeadamente de toda a zona norte, que deixa de ter uma ligação directa por Metro às zonas centrais da cidade, incluindo a freguesia mais populosa”, prossegue o vereador comunista, referindo-se ao Lumiar.

Como ficará a rede do Metro com a Linha Circular e a expansão da Linha Vermelha
© DR

Esta perda de acesso directo ao centro de Lisboa e as suas consequências em termos ambientais e de mobilidade é uma preocupação da Quercus, com a sua vice-presidente Marta Leandro a sublinhar também a incapacidade política demonstrada pelo executivo camarário em inverter o desenho desta linha.

“Para quem vem do eixo de uma das entradas norte de Lisboa, o eixo Odivelas-Loures, que são cerca de 300 mil pessoas que usam a actual Linha Amarela, o facto de serem obrigadas a mais uma comutação reduz a atractividade da solução do Metro, e pensamos que vai implicar uma redução do número de passageiros.

Ou seja, não estamos a pensar estrategicamente o Metro como uma forma de reduzir o uso do transporte privado e ser uma forma de contribuir para a criação da solução das alterações climáticas”.

ana.meireles@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Meireles
27 Setembro 2022 — 00:14



 

310: Moedas confirma tentativa de estender passes grátis a estudantes sem domicílio fiscal em Lisboa

“… é “um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos”, quando “muito poucas capitais na Europa o fizeram””… Estes políticos são uns autênticos mentecaptos! Ó senhor Moedas, Vexa “esqueceu-se” que os DESEMPREGADOS que já não têm subsídio de desemprego por ter terminado a duração do mesmo, não possuem MOEDAS na algibeira para comprar um passe social de € 30,00!!! E ainda diz que é um “orgulho” para Lisboa? Gostava de o ver na mesma situação…!!! Mas eu ainda vou tentar elucidar Vexa que apesar das miseráveis pensões de reforma, os idosos pagavam pelo passe social 3ª. idade metade do custo de um normal; os estudantes que de um modo geral estão adstritos às famílias, possuem mais facilidade de adquirirem o passe social; agora, os DESEMPREGADOS não possuem RENDIMENTOS de qualquer espécie, mormente os que já terminaram a duração do seu subsídio de desemprego e onde vão conseguir MOEDAS para pagar € 30,00 pelo passe? Acha isto humanamente aceitável?

PASSES GRATUITOS/C.M.L.

O autarca lisboeta acredita que foi importante “dar o passo” na tendência para a gratuitidade dos transportes e que é “um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos”, quando “muito poucas capitais na Europa o fizeram”.

Carlos Moedas
© Rodrigo Antunes/Lusa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou esta terça-feira que está a tentar resolver o problema dos estudantes deslocados que, por não terem morada fiscal na cidade, não têm acesso a passes gratuitos.

O autarca, que falava esta terça-feira na conferência “Os desafios da mobilidade na Área Metropolitana”, organizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), disse ainda que já 40.000 residentes em Lisboa aderiram aos passes gratuitos, 30.000 dos quais pessoas com mais de 65 anos e 10.000 estudantes.

Carlos Moedas destacou que um dos problemas detectados foi precisamente o dos jovens que vêm para Lisboa estudar, tal como ele veio de Beja, e que não têm direito a transportes públicos gratuitos porque não querem mudar a morada, “sobretudo aqueles que vêm das ilhas, que se mudarem a morada de casa mudam o agregado familiar”.

“Queria dizer aos jovens que estou a trabalhar para resolver esse problema, que estamos a trabalhar com a Área Metropolitana [de Lisboa] para que esses jovens que vêm de fora possam ter também essa capacidade”, afirmou.

As declarações do presidente da Câmara de Lisboa seguem-se a uma carta aberta de estudantes da Universidade de Lisboa, na qual defenderam a eliminação da obrigatoriedade de se ter domicílio fiscal na capital para se beneficiar da gratuitidade nos transportes públicos, de forma a “incluir todos os estudantes” matriculados em instituições de ensino superior na cidade.

Carlos Moedas afirmou, contudo, que “o importante foi dar o passo” na tendência para a gratuitidade dos transportes e que é “um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos”, quando “muito poucas capitais na Europa o fizeram”.

“Se nós conseguirmos ter essa política integrada na Área Metropolitana de Lisboa, se nós conseguirmos ser o exemplo que fomos com os transportes públicos gratuitos, daqui a cinco anos ou dez anos, a área metropolitana vai ser muito diferente.

Com a ajuda do Governo, vamos ser diferentes. Vamos conseguir dar este passo de ter transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos.

E, quem sabe, um dia o sonho que eu sei que muitos temos que isso seja possível para todos. Mas, não podemos também às vezes em Portugal ter a ideia que podemos fazer tudo logo. Não conseguimos fazer tudo logo. Vamos dar passos”, disse.

O presidente da Câmara de Lisboa destacou ainda a necessidade de utilização dos dados disponíveis e os novos desafios tecnológicos, nomeadamente as trotinetes, “estacionadas em todo o lado”.

“Nós não temos capacidade com GPS de as travar e de as por estacionadas num local próprio? Tecnologicamente não o conseguimos fazer? Temos que conseguir. Precisamos de um regulamento? Precisamos. Mas, antes do regulamento precisamos de ter com os operadores uma conversa séria sobre aquilo que se está a passar em Lisboa ao nível das trotinetes.

As trotinetes não podem estar paradas e caídas em todo o lado e as pessoas a caírem em cima das trotinetes. Não temos nada contra as trotinetes, mas elas têm que estar reguladas de uma maneira que hoje não estão. E essa regulação pode vir muito da tecnologia”, acrescentou.

TSF
Por Lusa
20 Setembro, 2022 • 13:45



 

62: 5.825 pessoas aderiram aos transportes gratuitos em Lisboa para maiores de 65 anos

– PORRA!!! VOLTO À CARGA! E OS DESEMPREGADOS? Sejam recentes ou de longa duração, os desempregados (sobre)vivem com a corda na garganta e continuam a respirar com ajudas familiares! Porque razão estes iluminados não contemplaram, com o passe gratuito, TODOS os desempregados enquanto estiverem nessa situação? É esta merda de política e de políticos que me causam uma raiva incontida! Um passe da terceira idade custa cerca de  € 16,00. Será que todos os idosos contemplados com esta gratuitidade, são assim tão carentes financeiramente – e existirão muitos que o são devido às miseráveis reformas – que tenham este benefício?

PASSE SOCIAL GRATUITO/IDOSOS

A informação foi prestada pela Câmara Municipal de Lisboa, indicando que o processo tem decorrido com “normalidade”. Há 15.392 residentes em Lisboa com mais de 65 anos com o passe Navegante Urbano 3.ª Idade

© Jorge Amaral / Global Imagens

A gratuitidade nos transportes públicos para maiores de 65 anos residentes em Lisboa, disponível desde 25 de Julho, registou 5.825 adesões na primeira semana, revelou esta terça-feira a Câmara Municipal.

“Entre os dias 25 e 31 de Julho registaram-se 5825 adesões na soma dos locais da Carris, Metro, CP e Fertagus”, indicou a autarquia, em resposta à agência Lusa, referindo que “o processo tem decorrido com toda a normalidade e tranquilidade”.

Segundo dados da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, empresa com informação global das diversas entidades onde é possível solicitar o passe gratuito, a partir de Março há registo de 15 392 residentes em Lisboa com mais de 65 anos com o passe Navegante Urbano 3.ª Idade, pelo que a adesão registada na primeira semana após a entrada em vigor da gratuitidade nos transportes públicos (5825 adesões) representa 37% desse universo de utentes.

Em resposta à Lusa, a TML referiu também que os dados a partir de Março deste ano referentes a residentes em Lisboa maiores de 65 anos contabilizavam ainda 12.135 utentes com passe Navegante +65, 552 com outros passes e 46.002 com cartão (sem passe).

Ainda segundo os dados da TML, os números a partir de Outubro de 2019 eram superiores, à excepção do número de utentes com cartão mas sem passe, que era de 29.222. Nessa altura, contabilizavam-se igualmente 24.321 utentes com passe Navegante Urbano 3.ª Idade, 19.175 com o Navegante +65 e 874 com outros passes.

Desde a semana passada, do dia 25 de Julho, os residentes em Lisboa “com idade igual ou superior a 65 anos” passaram a poder deslocar-se gratuitamente nos transportes públicos, enquanto os estudantes até aos 23 anos vão poder beneficiar da medida “a partir de Setembro”, informou o município de Lisboa, sob a presidência de Carlos Moedas (PSD).

Relativamente aos maiores de 65 anos, a gratuitidade nos transportes colectivos aplica-se nas redes da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP – Comboios de Portugal, “em que seja válido o título Navegante Urbano na modalidade ‘3.ª idade'”.

Para terem acesso à medida, os “utentes terão que ser titulares ou solicitar um cartão Navegante [ou um Lisboa Viva] com o perfil +65 e residir no concelho de Lisboa”, adiantou a câmara, referindo que o comprovativo de domicílio fiscal pode ser obtido no Portal das Finanças ou presencialmente num balcão das repartições.

“Após a adesão, para manter a gratuitidade, os utentes elegíveis devem continuar a carregar mensalmente o seu título”, acrescentou.

Desde Fevereiro de 2017, as crianças até aos 12 anos beneficiam de transportes públicos gratuitos em Lisboa, nas redes do Metropolitano e da Carris, enquanto os cidadãos com mais de 65 anos usufruíam de um desconto de 60% no passe Navegante Urbano, para “viajar na Carris, no Metro de Lisboa e na área urbana da CP, por apenas 15 euros”.

A partir deste mês de Agosto, a Carris colocou em funcionamento “mais duas lojas”, uma em Santo Amaro e outra no Arco do Cego, “próximo das lojas já existentes”, onde os clientes com mais de 65 anos poderão tratar, exclusivamente, de assuntos relacionados com a gratuitidade nos transportes públicos, nomeadamente adesões e carregamentos.

Segundo a Carris, estas duas lojas de reforço vêm “aumentar significativamente” a capacidade de resposta da empresa na implementação da medida, situando-se em locais onde “a procura é maior”.

As lojas de reforço estarão em funcionamento nos dias úteis, das 08:00 às 19:00, até 15 de Novembro, e “somam-se às restantes três lojas da Carris, localizadas em Santo Amaro e no Arco do Cego e ainda na Loja do Cidadão do Saldanha”.

“A partir de 16 Agosto, vai também ser possível tratar da gratuitidade para estudantes até aos 23 anos em todas estas lojas, sendo que, neste caso, o título só pode ser carregado a partir de 26 de Agosto, para utilização no mês de Setembro”, adiantou a Carris, referindo que, além da certidão de domicílio fiscal no concelho de Lisboa, os jovens terão que apresentar também a declaração de matrícula emitida pelo estabelecimento de ensino.

No caso dos estudantes, a gratuitidade abrange as redes das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa, CP e Fertagus, através dos títulos Navegante Municipal nas modalidades 4_18 e sub23.

Em 21 de Abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, válido até 31 de Dezembro de 2025, e que estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a excepção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitectura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

Esta medida do município de Lisboa insere-se nas metas da sustentabilidade ambiental, no combate às alterações climáticas e na melhoria da mobilidade das pessoas, através da promoção de uma mobilidade eficiente, económica e ambientalmente sustentável, e prevê-se, para este ano, uma despesa no montante máximo de 6,266 milhões de euros e, para os anos económicos de 2023, 2024 e 2025, uma verba de até 14,9 milhões de euros para cada ano.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Agosto 2022 — 20:00