615: Elon Musk apela ao voto nos candidatos republicanos

– Musk é o gato escondido com rabo de fora como sói dizer-se! Lá terá o Trump regresso novamente ao voto na matéria de fake news no Twitter! Não é que me interesse particularmente, mas Trump é outro dos perigos para a Paz Mundial!

“… A recomendação de voto de Musk está a alimentar preocupações nos eleitores norte-americanos, que temem que o novo dono do Twitter use esta rede social com fins políticos.”

EUA/ELON MUSK/TENDÊNCIAS/REPUBLICANOS

Elon Musk acredita que os militantes dos dois partidos dificilmente irão alterar o seu sentido de voto, pelo que o seu apelo de esta é dirigido aos independentes, “que são quem realmente decidirá”.

© EPA/Carina Johansen NORWAY OUT

O empresário Elon Musk apelou esta segunda-feira ao voto no Partido Republicano, nas eleições intercalares de amanhã, terça-feira, argumentando a necessidade de tornar o Congresso norte-americano um contrapeso à Casa Branca controlada pelos Democratas.

“A partilha de poder limita os piores excessos de ambos os partidos. É por isso que recomendo o voto por um Congresso Republicano”, escreveu Musk no Twitter, a rede social que adquiriu recentemente.

A recomendação de voto de Musk está a alimentar preocupações nos eleitores norte-americanos, que temem que o novo dono do Twitter use esta rede social com fins políticos.

O empresário tem dito que acredita que os militantes dos dois partidos dificilmente alterarão o seu sentido de voto, pelo que o seu apelo de esta segunda-feira é dirigido aos independentes, “que são quem realmente decidirá”.

Nas últimas semanas, Musk recebeu elogios do ex-Presidente Republicano Donald Trump, que aplaudiu a compra do Twitter por Musk, dizendo que esta rede social passou a estar nas mãos de “uma pessoa sã”.

As eleições intercalares norte-americanas, em 8 de Novembro, determinarão qual o partido que controlará o Congresso nos dois últimos anos do mandato do Presidente Joe Biden, estando também em jogo 36 governos estaduais e vários referendos estaduais a medidas sobre questões-chave, incluindo aborto e drogas leves.

Em disputa estarão todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes, onde os democratas actualmente têm uma estreita maioria de cinco assentos, e ainda 35 lugares no Senado, onde os democratas têm uma maioria apenas graças ao voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

As eleições podem não apenas mudar a cara do Congresso norte-americano, mas também levar ao poder governadores e autoridades locais totalmente comprometidos com as ideias de Donald Trump.

Uma derrota muito pesada nestas próximas eleições pode complicar ainda mais o cenário de um segundo mandato presidencial para Joe Biden.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Novembro 2022 — 17:58



 

548: “Assassino de planetas” detectado pela primeira vez próximo da Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

NOIRlab
Conceito artístico de um asteróide numa órbita do Sol mais próxima do que a órbita da Terra

Um asteróide de cerca de 1,5 quilómetros de tamanho foi detectado, pela primeira vez, na proximidade da Terra, anunciaram esta segunda-feira cientistas.

O asteróide, denominado 2022 AP7, “está no caminho da Terra, o que o torna num asteróide potencialmente perigoso”, disse um astrónomo do Instituto Carnegie para a Ciência, Scott Sheppard.

A ameaça não é imediata, uma vez que se encontra “muito longe” da Terra, mesmo ao atravessar a órbita do planeta, sublinhou.

Mas, como qualquer asteróide, a trajectória vai ser lentamente modificada devido às forças gravitacionais exercidas sobre ele, nomeadamente pelos planetas, o que torna qualquer previsão a longo prazo muito difícil, adiantou o cientista.

Este é o “maior objecto potencialmente perigoso descoberto nos últimos 8 anos”, de acordo com um comunicado de imprensa do NOIRLab norte-americano, que opera vários observatórios.

Este asteróide próximo da Terra leva cinco anos a circundar o Sol, e no seu ponto mais próximo passará a vários milhões de quilómetros da Terra.

O risco é portanto hipotético, mas, em caso de colisão, um asteróide deste tamanho teria “um impacto devastador na vida tal como a conhecemos“, explicou Scott Sheppard.

A poeira lançada para a atmosfera bloquearia a luz solar, arrefecendo o planeta e causando uma extinção em massa.

A descoberta foi feita através do telescópio Victor M. Blanco, no Chile, com os resultados publicados na revista científica The Astronomical Journal.

“A nossa pesquisa encontrou até agora dois asteróides próximos da Terra com cerca de 1km de largura — uma dimensão a que chamamos de assassinos de planetas, explica Sheppard.

Cerca de 30 mil asteróides de todos os tamanhos, incluindo mais de 850 a medir um quilómetro ou mais, foram catalogados nas proximidades da Terra, sem que nenhum represente uma ameaça para o planeta durante os próximos 100 anos.

De acordo com Scott Sheppard, há 20 a 50 grandes Objectos Próximos da Terra por detectar. “A maioria deles está em órbitas que tornam a detecção difícil“, acrescentou.

Para se preparar para uma descoberta mais grave, a agência espacial norte-americana NASA realizou em Setembro a Missão DART,  que lançou uma nave espacial contra um asteróide não perigoso — provando ser possível alterar a sua trajectória.

ZAP // Lusa
1 Novembro, 2022



 

519: Estudo descobre perigo escondido da aspirina

SAÚDE PÚBLICA/ASPIRINA/PERIGOS

vfutscher / Flickr

Os pacientes com fibrilhação auricular que tomam aspirina ao mesmo tempo que tomam anti-coagulantes têm um maior risco de sofrer hemorragias.

Um novo estudo publicado na JAMA Network Open descobriu um risco escondido na toma da aspirina para quem já toma medicamentos anti-coagulantes.

A pesquisa descobriu que o risco de hemorragias aumenta significativamente quando tomam a aspirina ao mesmo tempo que são medicados com anti-coagulantes.

A amostra incluiu 6700 pacientes que estavam a ser tratados devido a coágulos no sangue e fibrilhação auricular — um tipo de arritmia cardíaca em que existem batimentos cardíacos muito irregulares, e habitualmente rápidos, com 80 a 160 batimentos por minuto, e que está associado a um maior risco de AVC. Estima-se que cerca de 200 000 a 250 000 indivíduos tenham fibrilhação auricular em Portugal.

Os pacientes tomaram aspirina em conjugação com a varfarina, um anti-coagulante comum. “Sabemos que a aspirina não é uma panaceia como se pensava e pode, de facto, levar a mais hemorragias em alguns desses pacientes, por isso trabalhamos com as clínicas para reduzir o uso de aspirina entre pacientes que não precisam de a tomar”, explica Geoffrey Barnes, autor principal do estudo.

A toma de aspirina caiu 46,6% durante o período de análise e o risco de complicações causadas por hemorragias caiu 32,3% por causa disto. Isto traduz-se em menos uma grande hemorragia por cada 1000 pacientes que deixaram de tomar o fármaco.

“Quando iniciamos este estudo, já havia um esforço dos médicos para reduzir o uso de aspirina, e as nossas conclusões mostram que acelerar essa redução previne complicações hemorrágicas graves o que, por sua vez, pode salvar a vida dos pacientes“, refere Barnes.

Esta não é a primeira pesquisa a apontar para um possível perigo da toma de aspirina para estes pacientes. Um estudo anterior descobriu que quem tomava varfarina e aspirina tinha mais hemorragias e mais visitas às urgências do que quem só tomava varfarina. Os resultados foram semelhantes para quem tomava aspirina e anti-coagulantes orais, escreve o SciTech Daily.

Para algumas pessoas, a aspirina pode salvar vidas. Muitos pacientes com histórico de AVC, ataque cardíaco ou um histórico de doenças cardiovasculares beneficiam da medicação.

O desafio surge quando algumas pessoas tomam aspirina sem o histórico de doenças cardiovasculares ao mesmo tempo que tomam anti-coagulantes.

  ZAP //
29 Outubro, 2022



 

449: Portugal sem recolha de lixo é hipótese real

PORTUGAL/LIXO/RECOLHA EM RISCO

Alan Stanton / Flickr

Aumento do preço dos combustíveis origina prejuízo nas empresas que tratam da recolha do lixo. Contratos não foram actualizados.

Portugal poderá ficar sem recolha de lixo, em breve. O aviso é da Associação Portuguesa dos Empregadores de Resíduos de Limpeza Urbana.

A questão que pode originar este cenário é o aumento inédito nos preços dos combustíveis, desde que a guerra na Ucrânia começou.

Os contratos entre Câmaras Municipais e empresas que limpam as ruas têm precisamente o preço dos combustíveis como pressuposto.

Os valores de gasóleo e gasolina aumentaram e essas empresas começaram a apresentar prejuízos – porque os contratos são assinados com validade de entre 5 a 10 anos, não tendo sido actualizados.

“Se eu tiver um aumento do preço dos combustíveis, o valor da prestação de serviço aos municípios tem de aumentar. Mas se eu tiver uma descida, o preço também tem de descer”, explicou André Almeida, porta-voz da Associação Portuguesa dos Empregadores de Resíduos de Limpeza Urbana.

Se os contratos não forem alterados, deixar de recolher o lixo é mesmo o próximo passo: “Ou as coisas mudam ou – eu não tenho nenhuma duvida e temos de ser claros em afirmá-lo – a saúde pública está em causa neste país“, avisou, na rádio Renascença.

José Emílio Viana, do Sindicato Nacional da Indústria e da Energia, deixou outro aviso: a possibilidade de despedimentos colectivos no sector.

“O incumprimento do serviço público trará o incumprimento para com os trabalhadores, eventualmente a existência de despedimentos colectivos… São estas as nossas preocupações”, reforçou.

As empresas querem ter mais apoios por parte do Estado e há reunião marcada para esta segunda-feira, com o Ministério do Ambiente.

  ZAP //
17 Outubro, 2022



 

Fruta de outono “altamente contaminada” com pesticidas perigosos

– E depois admiram-se que “apareçam” cancros e outras doenças mortais, devido à merda que comemos…

FRUTA/CONTAMINAÇÃO/PESTICIDAS

Relatório indica que as peras portuguesas eram das mais contaminadas. No caso das maçãs, metade delas estavam contaminadas.

© Henriques da Cunha / Global Imagens

A fruta do outono na Europa, a portuguesa incluída, está “altamente contaminada” com pesticidas perigosos, indica um relatório da organização não-governamental “Pesticides Action Network Europe” (PAN Europa) hoje divulgado.

Com base em dados oficiais, o relatório indica que grande parte de peras europeias (49%), uvas de mesa (44%), maçãs (34%), ameixas (29%) e framboesas (25%) foram vendidas com resíduos de pesticidas ligados ao aumento do risco de cancro, deformidades congénitas, doenças cardíacas e outros problemas graves de saúde.

A organização nota mesmo que a maior parte dos pesticidas em causa é uma ameaça ainda que em doses muito baixas.

Do documento, intitulado “Pesticide Paradise”, salienta-se que as peras portuguesas eram das mais contaminadas (68%), atrás das peras belgas (71%) e neerlandesas (70%). Entre as menos contaminadas estavam as romenas, letãs e suecas.

Em relação às maçãs, eram as neerlandesas as mais contaminadas, quase três quartos (71%), seguidas das gregas (54%). No caso das maçãs portuguesas, metade delas (50%) estavam contaminadas. Sem pesticidas estavam as norueguesas, eslovenas e suecas.

No caso das framboesas, Portugal estava bem melhor posicionado do que o pior classificado, a Noruega, com 61% de contaminação. O valor para as framboesas portuguesas era de 11%.

Ainda de acordo com os dados da PAN Europa quase metade das ameixas húngaras e gregas estavam contaminadas, enquanto as uvas gregas e italianas eram as mais poluídas (56% e 47% respectivamente). Sobre Portugal, em relação a estes frutos, faltaram dados para uma “visão geral fiável da possível contaminação”.

A PAN Europa analisou 44.137 amostras de frutas frescas testadas pelos governos entre 2011 e 2020 e concluiu que a situação em relação aos pesticidas se agravou, e que a contaminação de maçãs, peras e ameixas quase duplicou desde 2011, aumentando 110%, 107% e 81%, respectivamente.

Em 2020, um terço (33%) de todos os frutos testados estavam contaminados, quando em 2011 o valor não ia além de 20%.

No documento lembra-se que a União Europeia aprovou duas leis em 2009, para eliminar gradualmente os pesticidas mais tóxicos e levar os agricultores a usarem alternativas, e acrescenta-se que a “eliminação progressiva dos pesticidas falhou” porque os governos seguem directrizes que foram escritas em parceria com as grandes empresas químicas, que “conseguem o oposto do que a lei pretendia”, promovendo os pesticidas dessas empresas.

Pedro Horta, da organização ambientalista portuguesa Zero, entidade que faz parte da PAN Europa, diz também, citado no documento, que a fruta está a ficar cada vez mais contaminada porque “a indústria está a escrever as regras” e estão a ser ignoradas as soluções não químicas.

“A Comissão Europeia tinha conhecimento do fracasso da eliminação progressiva desde pelo menos 2018, mas não tomou qualquer medida significativa”, acusa a PAN Europa, acrescentando nas conclusões do relatório que é como se, “em vez de dar um passo em direcção a uma agricultura sem toxinas, a União Europeia (UE) estivesse a dar um passo em direcção a uma agricultura totalmente tóxica”, independentemente da estratégia recente conhecida como “Do prado ao prato”.

O relatório revela, diz a ONG, que não faltam alternativas mas que o problema é que a indústria dos pesticidas neutralizou essa substituição e a UE e os Estados seguem um documento de orientação que é na verdade a posição da indústria.

A PAN Europa defende a revisão do documento que serve de orientação, para que um novo seja implementado até final do próximo ano, e se torne eficaz o princípio da substituição, devendo os Estados adoptar um plano nacional e rever todas as autorizações de pesticidas que tenham alternativas, uma informação pormenorizada que devem depois dar aos cidadãos.

A PAN Europa foi criada em 1983 e é uma rede de ONG europeias que promovem alternativas sustentáveis aos pesticidas, trabalhando nomeadamente para reduzir amplamente o uso dos pesticidas e promover uma agricultura biológica e sustentável.

O relatório agora publicado surge precisamente 60 anos depois da publicação do livro “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, que documenta os efeitos nocivos dos pesticidas.

Desde a publicação do livro, em 27 de Setembro de 1962, o uso de pesticidas aumentou e a extinção de espécies, empurrada por esses produtos, acontece 1.000 vezes mas depressa do que o normal, diz a PAN Europa, deixando ainda outro dado: estima-se que as doenças ligadas a pesticidas custam aos europeus até 32 mil milhões de euros por ano.

Diário de Notícias
Lusa/DN
27 Setembro 2022 — 09:49



 

312: AT alerta contribuintes para novo email fraudulento sobre lista de devedores

– Em minha opinião, maior fraude é tributar institucionalmente um contribuinte que recebe de pensão de reforma € 629,00 e ter de pagar € 1.670,00 de IRS pelo facto de ter ficado viúvo, ficando sem os subsídios de férias e de natal, que já nem chegam para a liquidação!

AT/PISHING/AVISO

A Autoridade Tributária sublinha que “estas mensagens são falsas e devem ser ignoradas”, alertando que visam unicamente “convencer o destinatário a descarregar software malicioso” pelo que “em caso algum” os contribuintes devem efectuar esta operação.

© Jose Carlos Pratas / Global Imagens

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) alertou para novo email fraudulento que está a ser enviado a alguns contribuintes sobre a necessidade de procederem à regularização da sua situação tributária.

“A Autoridade Tributária e Aduaneira tem conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de correio electrónico supostamente provenientes da AT, as quais trazem um anexo para alegadamente se proceder à regularização da situação tributária”, refere a AT num alerta agora publicado no Portal das Finanças.

Entre as mensagens fraudulentas incluem-se as que começam por dizer que está em curso uma actualização da lista de devedores na Internet, e que procuram convencer o contribuinte a proceder à regularização da sua situação tributária, para ‘evitar’ que o seu nome passe a constar da referida lista, convidando-o a abrir o ficheiro (malicioso) em anexo.

A AT sublinha que “estas mensagens são falsas e devem ser ignoradas”, alertando que visam unicamente “convencer o destinatário a descarregar ‘software’ malicioso” pelo que “em caso algum” os contribuintes devem efectuar esta operação.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Setembro 2022 — 15:47



 

256: Cientistas alertam: o mundo não está preparado para a próxima super-erupção

VULCANOLOGIA/ERUPÇÕES

Além dos elementos provocados ou acelerados pelos seres humanos, existem outros que, de forma natural, poderão não poupar a humanidade. Exemplo disso são as erupções vulcânicas, apontadas por dois investigadores como um perigo desvalorizado.

Na opinião dos autores de um novo artigo, a preparação para possíveis asteróides é mais prudente, apesar de a probabilidade de uma super-erupção ser superior.

A Terra recebeu-nos carregada de perigos, antes mesmo de os potencializarmos ou criarmos nós mesmos. Aliás, mesmo que a humanidade consiga sobreviver, apesar das alterações climáticas ou de eventos como a guerra, existem outras ameaças naturais à nossa espécie.

Conforme ressalva o Science Alert, um dos perigos mais flagrantes é a possibilidade de um ou mais asteróides devastar os seres humanos da mesma forma que devastou os dinossauros, há milhões e milhões de anos. Por isso, cientistas estudam e procuram formas de precaver a vida na Terra.

Contudo, segundo dois investigadores, a ansiedade relativamente aos asteróides não pode sobrepor-se a outro perigo colossal: os vulcões. Na opinião de ambos, enquanto a preparação para os asteróides tem sido prudente, com governos e agências a direccionar centenas de milhões de dólares para a defesa planetária, o investimento na preparação para uma super-erupção tem sido deixado para trás e sido desvalorizado.

Ao longo do próximo século, as erupções vulcânicas em grande escala têm centenas de vezes mais probabilidades de ocorrer do que os impactos de asteróides e cometas.

Escreveram Michael Cassidy e Lara Mani, professor de vulcanologia na Universidade de Birmingham e associada de investigação no Centro de Estudos de Risco Existencial da Universidade de Cambridge, respectivamente, alertando que “isto precisa de mudar”.

Michael Cassidy, professor de vulcanologia na Universidade de Birmingham

Vulcões são desvalorizados, mas representam um perigo iminente

Conforme se lê no Science Alert, embora os vulcões sejam menos “exóticos” do que as bolas de fogo que recebemos do espaço, essas estruturas geológicas já estão espalhadas pela Terra, “muitas vezes cobertas por cenários pitorescos que escondem o seu potencial destrutivo”.

Além disso, apesar de os humanos já terem conhecido violentas erupções, a verdade é que a última super-erupção aconteceu há cerca de 22.000 anos, de acordo com o US Geological Survey.

Super-erupção

Aquela com uma magnitude 8, a classificação mais alta no Volcanic Explosivity Index.

A mais recente erupção de magnitude 7 aconteceu em 1815, no Mount Tambora, na Indonésia, e matou cerca de 100.000 pessoas. Além da acção devastadora e direita da lava que o vulcão libertou, as consequências indirectas surgiram em efeito dominó: as cinzas e o fumo consequente reduziram as temperaturas globais em cerca de 1º C, em média, causando o “Ano Sem Verão”, em 1816, e provocando falhas generalizadas de colheitas, que promoveram a fome, surtos de doenças e violência.

Apesar de a monitorização dos vulcões, bem como os apoios direccionados à assistência em caso de catástrofe, tenha melhorado desde essa altura, ainda não é suficiente para o risco que enfrentamos.

Afinal, a população humana cresceu exacerbadamente, os dois autores ressalvam que continua a haver áreas urbanas a nascer muito perto de vulcões considerados perigosos.

Os autores do artigo publicado na Nature, garantiram que são precisas uma série de melhoramentos, por forma a garantir que uma super-erupção não destrói a humanidade:

  • Investigação interdisciplinar para ajudar a prever como uma super-erupção pode prejudicar a civilização, identificando riscos para o comércio, agricultura, energia e infra-estruturas;
  • Monitorização mais abrangente dos vulcões, incluindo monitorização terrestre e observação aérea e por satélite;
  • Sensibilização e educação da comunidade, uma vez que as pessoas precisam de saber se vivem em zonas de perigo vulcânico, precisam de aprender como se preparar para uma erupção, e o que fazer quando esta acontecer;
  • Definição, pelas autoridades, de formas de transmitir alertas públicos quando os vulcões entram em erupção, como mensagens de texto com detalhes sobre evacuações, dicas para sobreviver a uma erupção, ou instruções para abrigos e instalações de cuidados de saúde.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
11 Set 2022



 

220: Pensionistas arriscam perder 600 euros por ano a partir de 2024 (ou mais, até ao fim da vida)

– Para os que desconhecem e em geito de esclarecimento, informo que sou um ATEU RELIGIOSO e PARTIDÁRIO, ou seja, não tenho crenças religiosas, nem deuses religiosos ou políticos para adorar, assim como desenvolvo um forte ateísmo partidário, embora tenha uma base política assente nas minhas convicções, na minha forma de pensar e nos já muitos anos de vida e de experiência pessoal.

SOCIEDADE/PENSIONISTAS/PERDAS

Prestação extraordinária no valor de meia pensão terá, a prazo, custos para os pensionistas. Perda acumulada até ao final da vida para um pensionista com 65 anos e que recebe uma reforma de 886,4 euros brutos mensais em 2022, ultrapassa os 13.400 euros, segundo as simulações do economista Jorge Bravo para o Expresso. E pode chegar aos 15 mil euros

Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social © Mário Cruz/Lusa

Em Outubro, os reformados vão receber um cheque equivalente a meia pensão e, em Janeiro do próximo ano, a maioria contará com um aumento de aproximadamente 4%.

No curto prazo terão mais dinheiro no bolso mais cedo, numa altura em que o custo de vida está a disparar mas, a médio e longo prazo, com esta fórmula do Governo de António Costa, vão perder dinheiro.

Quanto? De acordo com simulações feitas pelo economista e professor da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Bravo, para o Expresso, um reformado de 65 anos poderá perder, em média, cerca de 600 euros por ano até ao final da vida.

As contas não são para levar ao euro, mas dão uma ideia sobre o custo do “contrato com as gerações futuras” a que António Costa aludiu esta segunda-feira, quando apresentou o programa “famílias primeiro”.

Vamos às contas que, segundo Jorge Bravo, representam “um corte brutal de rendimento”.

Expresso
Elisabete Miranda, Sónia M. Lourenço, Carlos Esteves
06.09.2022 às 18:43



 

Uso “desenfreado” de trotinetes aumentou “medo de usar o espaço público” em invisuais

– No local onde resido, existem primatas que deixam as trotinetes deitadas no passeio, em diagonal, ocupando toda a largura do mesmo. Só de primatas… E já não mencionando os outros primatas que depois de fazerem o exame de código da estrada e na posse da tão almejada licença de condução, desatam a fazer dos passeios parques de estacionamento, ocupando-os na totalidade, em cima das passadeiras, nas paragens dos transportes públicos, etc.. São os primatas labregos “civilizados”…

SOCIEDADE/TROTINETES

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal recebe inúmeras denúncias de acidentes relacionados com o mau uso de trotinetes.

© Pedro Correia/Global Imagens

O uso “desenfreado e sem civismo” de trotinetes aumentou o medo de usar o espaço público nas pessoas invisuais, agudizando o sentimento de isolamento de quem não vê, denunciou esta terça-feira a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal.

“O que acontece a muitos invisuais é que quando a bengala se apercebe da trotinete já está demasiado perto e o choque já não é evitável. O medo que isto aconteça leva a que muitos invisuais deixem de circular no espaço público”, explicou à Lusa o presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), Rodrigo Santos.

As dificuldades em circular num passeio público não são de hoje, as trotinetes são só o mais recente item da lista: “É o carro parado só cinco minutos, é a carrinha de caixa aberta que só está a fazer uma descarga, é a mota estacionada em cima do passeio. A juntar a estas, uma mais nova, as trotinetes”, apontou o responsável.

Em muitos municípios, o uso de trotinetes está regulamentando, como acontece, por exemplo, no Porto, onde o regulamento dos Serviços de Partilha em Modos Suaves de Transporte da Câmara Municipal estipula que é “proibida a circulação de veículos de serviços de partilha em arruamentos pedonais, praças, jardins urbanos e passeios”, mas são diários os relatos de desrespeito pela lei.

“Infelizmente, chegam-nos vários relatos de trotinetes a circular nos passeios, em velocidades de automobilismo, em corridas. É muito giro para os turistas mas perigoso para um peão, ainda mais para um invisual. O problema não está na trotinete, mas no uso desenfreado e sem civismo de quem a usa”, salientou.

Rodrigo Santos explicou que “são inúmeros” os acidentes relatados pelos associados da ACAPO: “São várias as mazelas físicas de encontrões, atropelamentos, quedas. E depois há a questão das bengalas que ficam partidas e isso para um invisual é ficar duplamente impedido de ver”, chamou a atenção.

Além das trotinetes a circular, à ACAPO chega outra queixa, as trotinetes mal estacionadas: “É ver junto dos interface de transportes públicos, seja no Cais do Sodré, no Oriente, em Lisboa, seja na Trindade ou em S. Bento, no Porto, as inúmeras trotinetes abandonadas, amontoadas e espalhadas. É em passadeiras, é junto às paragens. Vai além da imaginação”, enumerou.

Segundo o responsável, o mau uso de trotinetes e o desrespeito pelas leis de circulação daquele veículo têm consequências “além das físicas” e “até mais graves”.

“O medo de ter acidentes, de se magoarem, de tropeçarem numa trotinete mal parada leva a que muitos invisuais evitem sair de casa. O que é que isto provoca? Aumenta o sentimento de solidão, isolamento, de falta de integração na vida das cidades. São mazelas que vão muito além das físicas”, denunciou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Agosto 2022 — 17:17