891: Varsóvia rejeita sistema anti-mísseis de Berlim e diz que deveria ir para Kiev

POLÓNIA/BERLIM/ANTI-MÍSSEIS

O Governo polaco rejeitou um sistema anti-mísseis oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.

© EPA/Tytus Zmijewski

A resposta da Polónia à oferta alemã foi recebida pela Ucrânia, que está desesperada para proteger o seu espaço aéreo, enquanto bombardeamentos russos danificam as estruturas de energia em todo o país.

Mas, entretanto, a ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, salientou que a utilização dos sistemas de defesa da NATO fora do seu território precisa ser acordada por todos os Estados-membros.

“É importante para nós que a Polónia possa contar com aliados para que haja apoio entre todos, mesmo em tempos difíceis”, disse Lambrecht à imprensa em Berlim.

“É por isso que nos oferecemos para apoiar o policiamento aéreo e os [mísseis] Patriot, que fazem parte de uma defesa aérea integrada da NATO, ou seja, destinam-se ao território da NATO. Se foram usados fora da área da NATO, isso deve ser previamente acordado com a NATO e com os aliados”, acrescentou.

Na Polónia, os críticos do partido populista no poder acusaram-no de sacrificar a segurança do país com uma guerra vizinha na Ucrânia em prol de um combate político doméstico que explora o sentimento anti-alemão para lucros de curto prazo.

“Esta proposta afecta a credibilidade da Polónia e, pior de tudo, a sua segurança. Os alemães recebem um sinal claro de que não queremos a ajuda deles, o potencial de defesa do céu polaco vai ser menor.

Na pior guerra na Europa desde 1945, este é um erro imperdoável”, escreveu o vice-editor diário Rzeczpospolita, Michal Szuldrzynski.

O partido populista no poder da Polónia, que vai enfrentar eleições no próximo outono e que vê a sua popularidade prejudicada devido a uma inflação de 18%, vem a intensificar a sua mensagem anti-alemã — que há muito faz parte da sua retórica.

Após a invasão russa da Ucrânia, a NATO reforçou as suas defesas ao longo do seu flanco oriental, incluindo a Polónia, enquanto Varsóvia trabalhou para fortalecer as suas forças armadas com a aquisição de armas.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2022 — 22:13



 

852: Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil

– Porque será que a Ucrânia não pode participar na investigação do míssil caído na Polónia? Se calhar porque o Zelensky tem razão e a Polónia e a NATO acobardaram-se e não querem retirar as consequências do artº. 5º.? Dá para começar a não acreditar em algumas “coisas” que vão acontecendo nesta guerra. Há “estórias” muito mal contadas…

POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO/UCRÂNIA DE FORA

A justiça polaca anunciou, esta segunda-feira, que Kiev ficará fora da investigação à explosão de um míssil na localidade de Przewodow, na Polónia e a cerca de dez quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil © Evgeniy Maloletka/AP

De acordo com o Kyiv Independent, a procuradoria polaca fez saber que não concorda com a participação do lado ucraniano.

“Não existe essa possibilidade legal e seria contra os procedimentos, já para não referir o interesse da investigação, na qual todas as possíveis versões são examinadas, incluindo a de que pode ter sido um míssil da defesa aérea ucraniana a cair”, adiantou fonte citadas pelo meio ucraniano.

Após o impacto do míssil antiaéreo na povoação polaca, que aconteceu no passado dia 15 e provocou a morte de duas pessoas, o Presidente ucraniano veio a público assegurar que o projéctil foi lançado pela Rússia, mas investigações posteriores indicam que poderá tratar-se de um míssil disparado pelas forças ucranianas e que se desviou da rota.

Entretanto, o Governo alemão anunciou hoje que disponibilizou-se para fornecer à Polónia um sistema de defesa antiaérea Patriot, depois da queda de um míssil em território polaco, que matou duas pessoas na semana passada.

“Oferecemo-nos para ajudar a Polónia a manter seguro o seu espaço aéreo com os nossos Eurofighter (aviões) e sistemas de defesa aérea Patriot, disse a ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, numa entrevista ao diário Rheinische Post.

A Alemanha já se tinha oferecido à Polónia para a apoiar com patrulhas aéreas. “Congratulo-me com a proposta alemã”, respondeu o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak, no Twitter, sobre o sistema de mísseis terra-ar Patriot, de fabrico norte-americano.

“Na minha conversa telefónica com as autoridades alemãs hoje vou propor que o sistema seja estacionado perto da fronteira com a Ucrânia”, acrescentou.

Unidades antiaéreas Patriot alemãs já estão destacadas na Eslováquia. Berlim pretende mantê-las lá “até ao final de 2023 e potencialmente até mais”, avançou também hoje a ministra da Defesa alemã.

MSN Notícias
SIC Notícias SIC Notícias
21.11.2022 16:46



 

835: A fronteira quebrada no rio Bug

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

POLÓNIA/SOLIDARIEDADE/UCRÂNIA

O afluxo de refugiados ucranianos à Polónia é um êxodo sem precedentes na história da Europa. A sua escala e a resposta maciça da sociedade polaca, que nove meses depois da invasão russa da Ucrânia acolhe mais de três milhões de ucranianos, apanhou todos de surpresa.

Se forem incluídas as pessoas da anterior onda de emigração da Ucrânia, que teve início em 2014 com a guerra no Donbas, vivem hoje na Polónia cerca de 3-3,5 milhões de ucranianos.
© Wojtek RADWANSKI / AFP

Alguns dias antes da guerra na Ucrânia, com a situação instável na fronteira Polónia-Bielorrússia forçada por imigrantes trazidos pelo regime de Minsk de vários países do mundo, ressoava na opinião pública polaca o debate sobre a capacidade de a Polónia aceitar refugiados. Os peritos no fenómeno das migrações enganaram-se.

Numa entrevista publicada pelo semanário Krytyka Liberalna, a 22 de Fevereiro, o professor Maciej Duszczyk, do Centro de Estudos sobre Migração da Universidade de Varsóvia, questionado se a Polónia seria capaz de receber um milhão de refugiados da Ucrânia, disse: “Definitivamente não.

O exemplo mais simples: vejamos o que aconteceu na Alemanha em 2015 e 2016, quando cerca de um milhão de refugiados acabou de chegar ao país. Os Estados alemães não conseguiram lidar com tal afluência de pessoas. A sociedade civil tinha de ser envolvida. E isto num país duas vezes maior que o nosso, com uma Administração muito mais eficiente e uma forte autoridade local descentralizada.”

No texto publicado apenas horas antes da invasão russa, Duszczyk previa que, no caso de uma vaga de refugiados, a Polónia poderia acolher entre 100 mil e 150 mil. Sublinhava que viveriam “em condições dramaticamente más”. A vida desenhou um cenário diferente.

70% dos polacos ajudam

De acordo com as autoridades polacas, entre 24 de Fevereiro e 11 de Novembro chegaram à Polónia 7,7 milhões de vítimas da invasão russa. Durante o mesmo período, 5,8 milhões de pessoas seguiram em direcção oposta.

O governo de Mateusz Morawiecki estima que desta onda de refugiados estejam actualmente a viver na Polónia cerca de 1,9 milhões de ucranianos e que 1,4 milhões terão encontrado alojamento em casas de famílias.

Os primeiros refugiados a chegar receberam alojamento principalmente em pavilhões desportivos e em instalações pertencentes à Igreja Católica. O facto que os ucranianos chegados serem na sua maioria cristãos ortodoxos não constituiu um problema.

A ajuda foi também direccionada para áreas ocupadas pela Rússia — só durante as primeiras quatro semanas da guerra a Igreja Católica polaca enviou 147 camiões e 180 outras grandes viaturas para a Ucrânia, transportando principalmente alimentos, num valor total de 5,5 milhões de euros. Nas semanas seguintes, o apoio à população ucraniana intensificou-se por parte de entidades tanto religiosas como seculares, mas também de instituições governamentais, autarquias e ONG.

As autoridades de Varsóvia estimam que a ajuda fornecida pelo Estado polaco aos refugiados tenha excedido os mil milhões de euros, dos quais 800 milhões foram desembolsados a partir de um fundo especial do governo.

Segundo o chefe do Instituto Polaco de Economia (PIE), Piotr Arak, mais de 70% dos polacos adultos já se juntaram na ajuda aos refugiados e durante os três primeiros meses do conflito os cidadãos doaram para este fim dois mil milhões de euros. “Graças a uma decisão sem precedentes das autoridades polacas, foram concedidos aos ucranianos os mesmos direitos que os polacos têm, com excepção da possibilidade de votar”, observou Arak.

Estimou que, se forem incluídas as pessoas da anterior onda de emigração da Ucrânia, que teve início em 2014 com a guerra no Donbas, vivem hoje na Polónia cerca de 3-3,5 milhões de ucranianos.

Refugiado, ou seja, cidadão

Os refugiados vindos do outro lado do rio Bug, após o início da guerra, têm na Polónia o direito a prestações familiares e de educação, entre elas um pagamento mensal de 110 euros por cada criança.

Recebem também assistência psicológica gratuita, alimentação e acesso a cuidados médicos. “Será difícil para nós retribuir a gentileza que aqui vivemos de muitas pessoas e instituições”, explica Olga, de Kiev, que desde Março encontrou abrigo na área metropolitana de Varsóvia. “Os procedimentos realizados por funcionários polacos no âmbito do acolhimento aos refugiados são muito eficientes.

No ponto de recepção temporária junto ao estádio do Legia foi-me dado em poucas horas tudo o que é preciso para viver: alojamento gratuito, um cartão para chamadas telefónicas e Internet, um número de identificação para registar os meus filhos na escola e ter acesso a um médico, bem como uma oportunidade de trabalho”, conta a ucraniana.

Outra vítima da guerra, Anna Yashina, cita as palavras do presidente Volodymyr Zelensky, quando este disse, em Março, que, graças à abertura dos polacos aos milhões de refugiados “de facto, já não há fronteira entre a Ucrânia e a Polónia”. Acrescentou que até que a guerra esteja terminada não tenciona regressar à terra natal.

A maioria dos refugiados adultos ucranianos não está desocupada. De acordo com o Ministério do Trabalho polaco, mais de 400 mil pessoas, ou cerca de 60% dos refugiados em idade activa, já encontraram um emprego. Mais de metade declara que está a ganhar melhor salário, comparando com a vida na Ucrânia.

Um estudo da Gremi Personal mostra que quase 52% dos refugiados ucranianos que trabalham na Polónia acreditam que a sua estada neste país lhes deu um melhor nível de vida.

O empresário Dominik Piwowarczyk, proprietário da empresa de comércio e serviços D&D, de Varsóvia, acredita que o aparecimento de refugiados ucranianos no mercado de trabalho polaco pode torná-lo mais dinâmico a longo prazo.

“Em vários lugares substituíram os polacos que emigraram para a Europa Ocidental nos últimos anos”, disse, salientando que permanece um mistério a questão da estabilidade das finanças públicas, sobrecarregadas com o pagamento de apoios sociais aos numerosos recém-chegados.

As autoridades da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) também apontam o pesado fardo que a ajuda concedida à Ucrânia representa para o orçamento do governo polaco.

Estimam que no final de Dezembro de 2022 as despesas relacionadas com a manutenção dos refugiados de guerra ascenderão na Polónia a 8,4 mil milhões de euros e serão as mais elevadas entre os países membros da organização.

Corações abertos e carteiras também

A 10 de Novembro, no Parlamento Europeu, representantes polacos argumentaram que as declarações generalizadas de solidariedade da UE para com as vítimas do conflito não chegam e que “a abertura dos corações deve ser acompanhada pela abertura das carteiras”.

Marta Majewska, presidente da câmara da cidade fronteiriça de Hrubieszów, participante do evento, disse acreditar que até ao momento as autoridades locais polacas não sentiram qualquer apoio por parte da UE. Acrescentou que a sua cidade, de 17 mil habitantes, só na primeira semana da guerra recebeu 10 mil vítimas do conflito.

“A palavra solidariedade […] assume hoje uma nova dimensão histórica e um novo significado. Nós, como Polónia, temos o direito de contar com esta solidariedade, temos o direito de esperar esta solidariedade”, disse Majewska em Bruxelas, recordando que mais de 90% dos ucranianos chegados à Polónia são mulheres e crianças.

Apesar de Bruxelas, desde o início da guerra, ter anunciado a sua prontidão para apoiar as vítimas, os primeiros fundos da UE destinados a este fim chegaram à Polónia apenas em Outubro — 144,6 milhões de euros. O ministro do Interior polaco, Mariusz Kamiński, admite que, embora a quantia seja “pequena face às necessidades”, este apoio mostra que a UE aprecia a Polónia.

Aponta que Varsóvia tinha solicitado a Bruxelas mais 40 milhões de euros, esperando, na sequência da destruição pela Rússia de infra-estruturas críticas ucranianas, uma nova vaga de migrantes no inverno. Segundo o eurodeputado Jan Olbrycht, a Europa deve fazer um ajustamento urgente no seu orçamento.

“A guerra mudou a situação. Não existem fundos suficientes no orçamento da UE para 2021-2027 que possam ser realojados, entre outras coisas, ao apoio económico-financeiro à Ucrânia”, observou o membro do partido de oposição Plataforma Cívica.

Entretanto, na sociedade polaca a disponibilidade para ajudar os ucranianos mistura-se com fadiga e até mesmo queixas. Uns pedem mais empenho da Comissão Europeia, enquanto outros exigem que os ucranianos cuidem por si da sua própria subsistência. “Os polacos já ajudaram demais, tirando dos seus próprios bolsos. Penso que alguns dos refugiados permanecem aqui apenas para beneficiar de apoio social.

Muitos deles receberam aqui apoio com o qual nem os próprios polacos podem contar”, aponta a enfermeira de Varsóvia Teresa Lis, salientando que muitos cidadãos polacos que pagam contribuições para a saúde pública foram “expulsos” das filas de espera dos hospitais e clínicas médicas para dar lugar aos ucranianos.

“A prioridade é agora dada aos ucranianos, o que irrita muitos doentes”, disse Lis, evidenciando que está aborrecida, entre outras coisas, com a grande presença na Polónia de médicos e enfermeiros ucranianos.

“Uma vez que há uma guerra na Ucrânia, o seu lugar é com os seus compatriotas que sofrem. As equipas médicas estrangeiras com fraco conhecimento da língua ucraniana não os substituirão lá”, acrescentou.

As 104 palavras polacas

Os peritos em segurança salientam que o afluxo maciço de ucranianos à Polónia é uma área de interesse para o Kremlin, com o alvo de espalhar fake news e manipulações, a intensificarem-se à medida que a guerra continua. O site CyberDefense24 aponta que a desinformação russa pode alimentar-se com o ressentimento histórico.

Salienta que a retórica utilizada por estas fontes apresenta frequentemente figuras controversas, como Stepan Bandera, co-fundador da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN-B), que através do Exército Insurrecto Ucraniano (UPA) levou a cabo a limpeza étnica da população polaca durante a II Guerra Mundial.

“A questão do alegado privilégio, principalmente financeiro, dos ucranianos na Polónia é também uma narrativa extremamente popular e antagónica. É de esperar que no contexto da inflação crescente e da situação cada vez mais difícil de muitas famílias polacas sejam usados estes slogans para fins de desinformação”, explicou.

Os manipuladores pró-russos também estão activos na Ucrânia, espalhando notícias sobre um alegado plano de Varsóvia de anexar territórios ucranianos. Apenas poucos se deixam enganar.

Segundo um inquérito apresentado pelo Top Lead, 97% dos ucranianos que vivem hoje na sua terra natal consideram a Polónia um país amigo. O presidente Zelensky falou sobre esta atitude na sexta-feira, por ocasião do 104.º aniversário da independência da Polónia.

Utilizou simbolicamente 104 palavras polacas para agradecer aos vizinhos o apoio, o qual ele supõe ficará impresso na memória dos ucranianos: “Recordarão como nos receberam, como nos ajudaram. Os polacos são nossos aliados, a vossa pátria é nossa irmã. A vossa amizade será para sempre. A nossa amizade será para sempre. O nosso amor, para sempre. Juntos seremos vitoriosos.”

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Marcin Zatyka
21 Novembro 2022 — 00:30



 

Polónia considera Lavrov ‘persona non grata’, Rússia diz que é provocação

– Para estes imbecis putinocratas russonazis ☠️卐☠️ até uma rajada de vento contrária é uma provocação! E a invasão da Ucrânia, um país soberano, o que é ó estafermo?

ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /PUTINOCRATAS/ASSASSINOS

A Rússia denunciou hoje uma decisão “provocatória” de Varsóvia após a Polónia ter recusado a entrada no país do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, para uma reunião ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Russian Security Council meeting © Fornecido por Lusa

“A decisão da Polónia (…) é provocatória e sem precedentes”, disse a diplomacia russa numa declaração.

“Varsóvia não só se desacreditou a si própria desta forma, como causou danos irreparáveis à autoridade de toda a Organização” para a segurança e cooperação na Europa, acrescenta a declaração.

MSN Notícias
CP // NS
Lusa Lusa
19.11.2022



 

764: Kiev queria arrastar NATO para conflito com incidente na Polónia, afirmam analistas russos

– Existe muita coisa neste episódio do míssil caído na Polónia que não bate certo. E esta acusação a Zelensky é gravíssima a ser verdade.
01.- Seria o Zelensky tão estúpido para disparar um míssil para a Polónia para envolver a NATO no conflito provocado pelos russonazis, sabendo ele que hoje é fácil saber-se as origens das munições?
02.- Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética. Este diz que o míssil é um modelo ultrapassado dos tempos da união soviética;
03.- Vladimir Soloviv, comentador, disse ironicamente que: “Até que enfim a Ucrânia entrou na NATO, ainda que só com um míssil e em território polaco”, acrescentando ter “pena dos dois polacos que perderam a vida”, e, invocando a 2ª Guerra Mundial, lembrou que “muitos outros polacos morreram às mãos do regime nazi”. A mesma acusação que os russonazis fazem aos ucranianos;
04.- “Olga Skabeeva, popular apresentadora do programa “60 Minutos”, que passa quotidianamente no canal “Rússia 1”, sublinhou que, “enquanto vozes da razão de alguns países dizem que nada se deve afirmar antes de uma investigação pormenorizada, Zelensky investigou tudo numa noite e concluiu que o míssil foi disparado por forças russas”.
Segundo a apresentadora russa, os “fragmentos deixados pela explosão no local indicam tratar-se de um míssil ucraniano C-300″.”
Esta apresentadora diz que o míssil é um ucraniano c-300 enquanto o outro diz que é um míssil ultrapassado dos tempos da união soviética.
O melhor é ficar aguardando, se é que vai ser identificado o míssil, pelas conclusões do assunto.

POLÓNIA/UCRÂNIA/MÍSSIL/SUPOSIÇÕES/CULPAS

Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética

Kiev queria arrastar NATO para conflito com incidente na Polónia, afirmam analistas russos © Ukrinform

A Ucrânia terá premeditado o disparo do míssil que atingiu a Polónia na terça-feira, para arrastar a NATO para o conflito, disseram esta quarta-feira vários analistas e comentadores russos.

Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética.

“As forças ucranianas continuam a utilizar armamento soviético tecnicamente ultrapassado. Os mísseis mais modernos destroem-se no ar quando vão falhar o alvo, o que não aconteceu com este, que se abateu numa zona agrícola e explodiu”, disse Skatchko.

Ainda segundo Skatchko, “tratou-se de uma provocação da Ucrânia, com o fim de intensificar ainda mais o conflito e assim continuar a receber do Ocidente ajuda em armas e dinheiro, sem os quais o regime [do Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky não sobreviverá”.

No mesmo programa, Vitali Kisseliov, perito militar, coronel da auto-proclamada República Popular de Lugansk, afirmou “tratar-se claramente de uma provocação previamente organizada”, sugerindo que as duas vítimas mortais resultaram de um erro de planeamento.

O míssil que se abateu sobre solo polaco fez recear um envolvimento da NATO no conflito, pelo facto de a Polónia estar abrangida pelo compromisso de defesa colectivo da Aliança atlântica.

A Rússia negou ter disparado o míssil sobre uma povoação polaca perto da fronteira com a Ucrânia, que na terça-feira provocou dois mortos numa localidade perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto Varsóvia admitiu ser “altamente provável” que se tratasse de um projéctil antiaéreo ucraniano.

Ainda esta tarde, a Casa Banca considerou que “nada contradiz” a tese pela qual o míssil que caiu na Polónia era proveniente da defesa ucraniana, apesar de atribuir as “últimas responsabilidades” à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Contudo, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reafirmou hoje que o míssil era russo.

Também hoje, e numa alusão à intenção ucraniana de aderir à Aliança Atlântica, o conhecido comentador Vladimir Soloviov, ironizou ao abrir o seu programa diário: “Até que enfim a Ucrânia entrou na NATO, ainda que só com um míssil e em território polaco”.

Mais adiante, Soloviov disse ter “pena dos dois polacos que perderam a vida”, e, invocando a 2ª Guerra Mundial, lembrou que “muitos outros polacos morreram às mãos do regime nazi”.

Olga Skabeeva, popular apresentadora do programa “60 Minutos”, que passa quotidianamente no canal “Rússia 1”, sublinhou que, “enquanto vozes da razão de alguns países dizem que nada se deve afirmar antes de uma investigação pormenorizada, Zelensky investigou tudo numa noite e concluiu que o míssil foi disparado por forças russas”.

Segundo a apresentadora, os “fragmentos deixados pela explosão no local indicam tratar-se de um míssil ucraniano C-300”.

O objectivo do presidente ucraniano, referiu, seria “arrastar a Rússia para um confronto militar directo com a NATO”, mas nem “Washington, nem Bruxelas quiseram desencadear uma guerra mundial por causa de um tractor, duas vítimas e um depósito de cereais de uma aldeia polaca”.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

MSN Notícias
Expresso Expresso
Lusa
16.11.2022 às 21:13



 

763: Como um míssil na Polónia está a afastar Zelensky da NATO

– Antes de estar confirmado se o míssil é ou não da defesa anti-aérea ucraniana ou directamente dos russonazis ☠️卐☠️, há que investigar com a participação de técnicos ucranianos que são os mais directamente interessados neste esclarecimento. E se for verdade que o míssil é proveniente dos russonazis ☠️卐☠️, estão com medo de activar o artigo 5º. da NATO? É importante não esquecer que os russonazis ☠️卐☠️ estão a utilizar mísseis fora da competência para que foram fabricados devido ao esgotamento dos seus stocks. E estes mísseis não têm a precisão dos tais “especiais” com que eles destroem estruturas e assassinam civis inocentes.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

UCRÂNIA/POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO

A queda de um míssil na Polónia está, pela primeira vez, a isolar Zelensky do Ocidente. O líder ucraniano defende que a Rússia está por trás do ataque.

Oleg Petrasyuk / EPAO Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

Duas pessoas morreram esta terça-feira após um míssil russo ter atingido uma zona agrícola polaca na vila de Przewodów, que fica perto da fronteira com a Ucrânia.

Inicialmente, o Presidente da Polónia, Andrzej Duda, sublinhou que não havia “provas conclusivas” da autoria do disparo do míssil. Contudo, adiantou que era “altamente provável” que Varsóvia pedisse a activação do Artigo 4.º da NATO — o passo anterior ao Artigo 5.º.

O Artigo 5.º da NATO dita que um ataque armado contra um ou vários países signatários do Tratado do Atlântico Norte é considerado um ataque contra todos.

Mais tarde, Andrzej Duda informou que o míssil que atingiu o seu território era ucraniano. Foi “provavelmente um incidente infeliz”, disse o líder polaco. O país optou, assim, por não accionar o Artigo 4º.

A NATO corroborou a posição da Polónia, considerando que o caso terá sido acidental e provavelmente era um míssil pertencente ao sistema ucraniano de defesa antiaérea.

“As averiguações ainda não foram concluídas”, salientou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, embora realce que tudo indique que se tenha tratado de um acidente.

“Não há qualquer indicação de que se trate de um ataque deliberado, nem temos indicação de que a Rússia tenha planeado qualquer acção militar ofensiva contra o território da NATO”, disse Stoltenberg, citado pelo Público.

Stoltenberg afastou o cenário de uma escalada da guerra e reiterou que a NATO não faz parte do conflito. O secretário-geral da NATO fez questão de reforçar que a Ucrânia não é culpada, visto que “tem o direito de abater os mísseis que são lançados contra as suas cidades e as suas infra-estruturas”.

É a “Rússia que tem a responsabilidade” pelas duas mortes na Polónia, “por ter causado a guerra que cria estas situações perigosas”, defende Stoltenberg.

Entretanto, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou que o míssil era russo. “O míssil não era nosso, sem qualquer dúvida”, declarou Zelensky na televisão. “Julgo que era um míssil russo”.

Ainda no mesmo dia, noutro discurso, o líder ucraniano garantiu que a posição da Ucrânia no caso da queda do míssil é “transparente”.

Zelensky apelou para que seja permitido à Ucrânia fazer parte da investigação internacional e que os seus especialistas tenham acesso aos dados e ao local onde caiu o míssil.

Enquanto isso, a Rússia negou ter disparado um míssil sobre uma povoação polaca perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto Varsóvia admitiu ser “altamente provável” que se tratasse de um projéctil antiaéreo ucraniano.

Ainda esta tarde, a Casa Banca considerou que “nada contradiz” a tese pela qual o míssil que caiu na Polónia era proveniente da defesa ucraniana, apesar de atribuir as “últimas responsabilidades” à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Como escreve o Diário de Notícias, Zelensky está isolado pela primeira vez ao insistir na autoria russa do disparo.

“Aquilo de que há muito tempo avisámos aconteceu. O terror não se limita às nossas fronteiras nacionais. Já se espalhou para o território da Moldávia. E hoje [anteontem], os mísseis russos atingiram a Polónia, o território do nosso país amigo. Polónia, os estados bálticos…

É apenas uma questão de tempo até que o terror russo vá mais longe. Temos de colocar o terrorista no seu lugar!”, disse o Presidente ucraniano na sua mensagem vídeo diária.

Do seu lado estão dirigentes da Estónia e da Lituânia, que lembraram à Polónia que iriam defender cada centímetro do território da NATO.

No entanto, o apoio dos estónios e dos lituanos é insuficiente para Zelensky. Todos os líderes ocidentais parecem receosos em acusar a Rússia da autoria do disparo do míssil, numa altura em que as provas indicam o contrário.

Daniel Costa, ZAP //
17 Novembro, 2022



 

753: Zelensky isolado pela primeira vez ao insistir na autoria russa do disparo

– Pelos relatos já conhecidos, penso que existe aqui muita coisa escondida e que não é do conhecimento geral. É preciso saber se os mísseis foram disparados pelos russonazis ☠️卐☠️ ou se foram pela defesa anti-aérea da Ucrânia que tem o pleno direito de se defender da invasão russonazi ☠️卐☠️. Para isso, é imprescindível que uma comissão ucraniana acompanhe a investigação desta situação. E, por fim, é preciso lembrar aos mais “distraídos” que existem muitos russonazis ☠️卐☠️ que estão desejosos de começar uma terceira guerra mundial: partido da guerra russonazi ☠️卐☠️, Tchtchénia, Grupo Wagner e Bielorrússia, principalmente.

POLÓNIA/UCRÂNIA/MÍSSEIS/ORIGEM

Hipótese de a NATO ser arrastada para o conflito esfumou-se com as indicações de que o projéctil que matou duas pessoas na Polónia terá sido disparado pela defesa aérea ucraniana. O presidente do país alvo da ocupação russa mantém versão que responsabiliza Moscovo.

Peritos forenses polacos investigam o local da queda do míssil, a seis quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
© Polícia polaca /AFP

A Ucrânia tinha acabado de receber o maior ataque de mísseis de cruzeiro desde o início da guerra, no aprofundar de um padrão que visa sobretudo as infra-estruturas de energia – milhões de ucranianos e moldavos ficaram às escuras -, quando se soube de uma explosão em Przewodów, no leste da Polónia, que causou a morte a duas pessoas.

O governo chefiado por Mateusz Morawiecki reuniu-se de emergência, bem como o conselho de segurança nacional, e enquanto as autoridades polacas se articulavam com a NATO, a suspeita de que um míssil tinha disparado pela Rússia para território da Aliança Atlântica foi tratada inicialmente por alguns países, Ucrânia incluída, quase como um facto adquirido.

A realidade – pelo menos assim indicam os dados preliminares – aponta antes para que tenha sido um projéctil disparado pelas forças ucranianas para derrubar um míssil russo. No entanto, apesar da precipitação na interpretação do incidente, Kiev insiste na tese de que foram os russos, deixando o presidente Volodymyr Zelensky isolado pela primeira vez, e ao mesmo tempo secundarizando as consequências do ataque que a Ucrânia sofreu.

A discussão sobre a origem do míssil que atingiu a Polónia deixou para segundo plano o maior ataque com mísseis de cruzeiro à Ucrânia.
© YURIY DYACHYSHYN / AFP

O presidente ucraniano, que horas antes se dirigira aos líderes do G20, reunidos em Bali, na Indonésia, com a sua visão de dez pontos para um processo de paz, reagiu pouco depois da explosão na Polónia na sua mensagem vídeo diária, ao pedir “acção” em resposta ao alegado ataque à Polónia. “Aquilo de que há muito tempo avisámos aconteceu. O terror não se limita às nossas fronteiras nacionais. Já se espalhou para o território da Moldávia.

E hoje [anteontem], os mísseis russos atingiram a Polónia, o território do nosso país amigo. Polónia, os estados bálticos… É apenas uma questão de tempo até que o terror russo vá mais longe. Temos de colocar o terrorista no seu lugar!”

Enquanto isso, mensagens de dirigentes da Estónia e da Lituânia emprestavam mais calor a uma temperatura febril – ao lembrarem à Polónia que iriam defender cada centímetro do território da NATO – alimentada por comentadores nas televisões e nas redes sociais e e declarações de outros membros do governo ucraniano.

Moscovo reagiu de pronto ao acusar os polacos de “provocação deliberada”. Mais tarde insistiu: “As fotografias dos destroços foram inequivocamente identificadas por peritos militares russos como fragmentos de um míssil antiaéreo guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”; e o Ministério da Defesa disse que os mísseis disparados foram dirigidos a alvos “a uma distância não inferior a 35 quilómetros da fronteira ucraniano-polaca”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, recordou o caso do avião MH17 – derrubado por pró-russos – para dizer que “ninguém deve acreditar na propaganda russa” e afirmou que Moscovo estava a “promover uma teoria da conspiração” para culpar a Ucrânia.

Depois de reacções cautelosas da NATO e do Pentágono, foi o próprio presidente norte-americano quem pôs água na fervura, ao dizer que era “improvável” que se tratasse de um míssil disparado pela Rússia: “Há muita informação que contesta isso.”

As palavras de Joe Biden foram ouvidas depois de uma reunião de emergência dos líderes do G7 e da NATO presentes em Bali, e que se seguiram a consultas com o homólogo Andrzej Duda e com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

O norueguês presidiu a uma reunião de emergência com os embaixadores da Aliança Atlântica e no final reiterou o que Biden dissera, e aproveitou para lembrar o papel da Rússia. “Não temos qualquer indicação de que tenha sido resultado de um ataque deliberado nem que a Rússia esteja a preparar acções ofensivas contra a NATO”, afirmou.

“Mas sejamos claros: isto não é responsabilidade da Ucrânia. A Rússia tema responsabilidade por continuar a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, disse Stoltenberg.

À sua vez, presidente e chefe do governo polacos disseram não haver provas de que a explosão que matou duas pessoas tivesse origem russa, apesar de Duda ter dito que o míssil será um S-300 de fabrico soviético. Morawiecki, por seu turno, disse que Varsóvia não iria invocar o artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte, o qual prevê consultas entre os aliados sobre a integridade territorial ou a segurança de uma das partes.

Perante esta concertação de posições a ocidente, Kiev reagiu com o pedido, por parte do secretário do Conselho de Defesa, Oleksiy Danilov, para fazer parte das equipas de investigação para “um exame conjunto do incidente” e mostrou-se disponível para “entregar a prova dos vestígios russos”. O presidente ucraniano defendeu que o seu país tem direito a integrar a investigação enquanto reiterava a sua versão.

“Não tenho dúvidas de que não foi um nosso míssil”, declarou, tendo afirmado que a sua posição está sustentada em relatórios do comando das forças armadas e pela força aérea ucranianas.

Mais tarde, na sua mensagem de vídeo diária, Zelensky voltou a pedir a participação de Kiev na investigação: “A posição ucraniana é muito transparente: esforçamo-nos por apurar todos os pormenores, todos os factos.

É por isso que precisamos dos nossos especialistas para nos juntarmos ao trabalho da investigação internacional e para termos acesso a todos os dados disponíveis para os nossos parceiros e ao local da explosão.” Zelensky disse também que estava a partilhar com os parceiros as informações de que dispõe – mas, para já, o presidente ucraniano está a falar sozinho.

Vitória militar “improvável”

No dia em que o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, presidiu a mais uma reunião Ramstein, isto é dos aliados e parceiros dos EUA para a obtenção de assistência militar para a Ucrânia, o chefe do Estado-Maior norte-americano acusou a Rússia de recorrer a uma “campanha de terror a fim de derrotar o ânimo” dos ucranianos, depois de não ter conseguido atingir os objectivos estratégicos, operacionais e tácticos da invasão.

O general Mark Milley, em primeiro plano, e o secretário da Defesa Lloyd Autin.
© Alex Wong/Getty Images/AFP

Para o general Mark Milley, porém, “a probabilidade de uma vitória militar ucraniana, definida como a expulsão dos russos de toda a Ucrânia, acontecer em breve não é elevada”. Daí que, segundo o militar, caso haja um abrandamento das hostilidades devido às condições no terreno, pode surgir uma solução política, “ou pelo menos o início das conversações para se iniciar uma solução política”.

A invasão em oito momentos

A Rússia envolveu-se numa guerra de procuração no leste da Ucrânia, em 2014, na sequência da revolta dos ucranianos que acabou com a fuga de Yanukovich, presidente aliado do Kremlin, e de seguida com a anexação da Crimeia. O conflito ganhou novas dimensões em 24 de Fevereiro, com uma invasão em grande escala, apesar de não ter sido declarada guerra.

Operação militar especial
Vladimir Putin anunciou uma “Operação Militar Especial” para “desnazificar” e “desmilitarizar” a Ucrânia, enquanto exigia garantias de que o país nunca aderiria à NATO. Pouco depois iniciaram-se ataques com mísseis em várias cidades e o início da invasão terrestre, com uma coluna militar com mais de 60 quilómetros oriunda da Bielorrússia a dirigir-se para Kiev. Contra as expectativas de muitos observadores, Volodymyr Zelensky recusa sair da capital, onde lidera a resistência.

Kherson cai, Kiev e Kharkiv resistem
As tropas russas obtêm a sua grande vitória: a tomada de Kherson, a única capital regional a cair resultado da invasão. Em contrapartida, as forças russas – que planeavam tomar a capital em dias – retiram as Forças Especiais que aterraram em Kiev e dão meia volta nos arredores após um mês de combates. O mesmo destino enfrentam na segunda maior cidade, Kharkiv (Cracóvia).

Crimes de guerra em Bucha
No início de Abril, a libertação de Bucha e de outras localidades a noroeste de Kiev põem a nu crimes de guerra cometidos pelas tropas invasoras. Moscovo diz que as filmagens de Bucha são fabricadas, mas a Amnistia Internacional conclui pela existência de “mortes deliberadas de civis”. Em Setembro, uma comissão independente da ONU encontra crimes de guerra, enquanto o Tribunal Penal Internacional diz estar a investigar, embora a Rússia não seja membro do acordo. A procuradoria ucraniana fala em 34 mil potenciais crimes de guerra.

Queda de Mariupol
Ao fim de meses de bombardeamentos que arrasaram a cidade e semanas de cerco aos militares ucranianos na siderurgia Azovstal, a Rússia toma a estratégica cidade de Mariupol e faz centenas de prisioneiros. Mais de 50 dos soldados do Batalhão Azov acabarão por morrer em Julho numa instalação prisional recém-inaugurada em Olenivka, com Kiev e Moscovo a trocarem acusações sobre a explosão mortal. No Donbass, a Ucrânia perde a batalha por Severodonetsk e a vizinha Lysychansk.

Contra-ofensiva
Munido pelos países da NATO de artilharia evoluída e capaz de infligir danos em alvos precisos, a Ucrânia anuncia a contra-ofensiva em Kherson, atingindo paióis, centros de comando, aeródromos e outros alvos militares e logísticos, enquanto em Setembro surpreende Moscovo com a libertação da região de Kharkiv e de partes de Lugansk. Em resposta, Putin decreta uma mobilização de 300 mil reservistas, provocando um êxodo de russos em idade militar.

“Referendos” e anexações
Entre 23 e 27 de Setembro, as autoridades instaladas pelo Kremlin nas regiões ucranianas de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia realizam referendos fraudulentos, cujos resultados, sem surpresa, são favoráveis à anexação russa. Dias depois, o líder russo preside a uma cerimónia no Kremlin onde é formalizada a anexação, que será apenas reconhecida pela Coreia do Norte.

Retirada de Kherson
Após uma retirada que começou semanas antes, com os funcionários russos, e terminou com os civis ucranianos – forçados, segundo Kiev – a servirem de escudo aos militares, Moscovo anunciou em 9 de Novembro a saída da capital de Kherson para a margem esquerda da região.

A retirada terminou no dia seguinte e poucas horas depois o Exército ucraniano chegava à cidade, que os russos deixaram sem água nem electricidade.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
16 Novembro 2022 — 23:31



 

Zelensky deixa garantia: “Não tenho dúvidas. Não foi o nosso míssil”

– Zelensky tem razão e todos os intervenientes devem aceitar a inclusão de técnicos ucranianos na equipa de investigação do incidente dado que, mesmo não sendo culpa ucraniana, eles são directamente interessados em que se apure a verdade. É que não se pode confiar em tudo o que os russonazis ☠️卐☠️ dizem!

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

INVESTIGAÇÃO/MISSEIS/POLÓNIA/UCRÂNIA

As declarações do presidente da Ucrânia baseiam-se nas informações que recebeu do seu comando das forças armadas. Varsóvia e NATO consideraram “provável” que o míssil que atingiu a localidade polaca era um projéctil da defesa antiaérea ucraniana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
© Genya SAVILOV / AFP

Volodymyr Zelensky afirmou esta quarta-feira que não tem dúvidas de que o míssil que atingiu a localidade polaca de Przewodów, junto à fronteira com a Ucrânia, não era ucraniano. Duas pessoas morreram na sequência da queda do projéctil.

“Não tenho dúvidas de que não foi o nosso míssil”, disse o presidente ucraniano, citado pela agência de notícias Interfax. As declarações de Zelensky surgem depois da NATO e de Varsóvia considerarem “provável” que o projéctil era da defesa antiaérea ucraniana, de acordo com informações preliminares sobre o que aconteceu na terça-feira em solo polaco.

A afirmação de Zelensky é sustentada por relatórios do comando das forças armadas e pela força aérea ucranianas.

“Acredito que foi um míssil russo com base na credibilidade dos relatórios dos militares”, destacou.

O presidente ucraniano defende que as autoridades de Kiev devem ter acesso ao local, em Przewodów, que foi atingido pelo míssil. “Temos direito de estar na equipa de investigação? Claro”, afirmou em declarações a jornalistas.

Antes, já o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano, Oleksiy Danilov, pedia acesso ao local, onde decorreu a explosão provocada pela queda do projéctil. “A Ucrânia pede acesso imediato, para representantes da Defesa e da Guarda de Fronteiras, ao local atingido”, escreveu, na rede social Twitter.

Danilov disse querer “um exame conjunto do incidente”. “Estamos prontos para entregar a prova do vestígio russo que temos”, referiu, depois de Moscovo ter negado formalmente ser responsável por este lançamento.

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano acrescentou que Kiev “está à espera de informações dos parceiros, os quais concluíram que se tratava de um míssil de defesa aérea ucraniano”.

Afirmações de Zelensky são “irresponsáveis”, acusa a Hungria

A Hungria já reagiu às afirmações de Zelensky sobre o míssil que atingiu a localidade polaca Przewodów considerando que se tratam de declarações “irresponsáveis”.

Gergely Gulyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que os líderes mundiais reagiram de forma responsável aos desenvolvimentos na Polónia. Mas “o presidente ucraniano, ao acusar imediatamente os russos, foi um mau exemplo”, afirmou Gulyas, citado pela AFP.

O presidente polaco, Andrzej Duda, disse considerar “altamente provável” que o míssil que matou duas pessoas na terça-feira em Przewodów, perto da fronteira com a Ucrânia, tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana.

Também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, declarou hoje que a explosão ocorrida na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo convocou, entretanto, o embaixador polaco em Moscovo, indicou a diplomacia russa, um dia após um míssil ter feito dois mortos em território da Polónia, fazendo temer uma escalada do conflito na Ucrânia.

“O embaixador polaco foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo”, escreveu na plataforma digital Telegram a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, sem fornecer mais pormenores.

Kiev tinha acusado Moscovo da autoria de um ataque com um míssil à Polónia, o que a Rússia imediatamente negou.

Já esta quarta-feira, William Burns, o director dos serviços de informação dos EUA, CIA, esteve reunido com o presidente da Polónia, Andrzej Duda, em Varsóvia, na sequência do míssil que atingiu território polaco. O encontro sucedeu após a visita de Burns a Kiev.

A “situação geral de segurança” e os “recentes acontecimentos” em Przewodów foram os temas principais do encontro, informou Jacek Siewiera, o chefe dos serviços de segurança nacional da Polónia nas redes sociais.

Diário de Notícias
Com Lusa
Notícia actualizada às 19:13



 

749: Rússia diz que imagens mostram que míssil que atingiu Polónia é da defesa ucraniana

“… A Rússia negou ainda ter atacado Kiev na terça-feira e afirmou que os danos na capital ucraniana foram provocados pela defesa antiaérea ucraniana. “Toda a destruição nas áreas residenciais da capital ucraniana (…) é resultado directo da queda e autodestruição de mísseis antiaéreos lançados pelas forças ucranianas”, afirmou o ministério russo em comunicado.”

A desculpa mais porca e badalhoca que estes russonazis ☠️卐☠️ poderiam inventar nesta invasão e guerra que eles iniciaram contra a Ucrânia! Então a destruição causada em Kiev foi obra dos mísseis anti-aéreos ucranianos? O nazi que disse isto devia estar encharcado em vodka da mais reles! Um “ataque de precisão” precisavam os russonazis ☠️卐☠️ sobre Moscovo!

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /FANTOCHES

Ministério da Defesa russo diz que imagens mostram “fragmentos de um míssil antiaéreo guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”. E garante que também não é responsável pela destruição causada em Kiev por ataques na terça-feira.

A Rússia disse esta quarta-feira que as imagens captadas a partir do local da explosão na Polónia mostram fragmentos de um míssil ucraniano e que o ataque russo na Ucrânia mais próximo da Polónia foi a 35 quilómetros da fronteira polaca.

“Fotografias dos destroços foram inequivocamente identificadas por especialistas militares russos como fragmentos de um míssil antiaéreo guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”, disse o Ministério da Defesa russo num comunicado citado pela AFP.

“Ataques de precisão foram realizados em alvos apenas no território da Ucrânia e a uma distância não inferior a 35 quilómetros da fronteira ucraniana-polaca”, acrescentou.

A Rússia negou ainda ter atacado Kiev na terça-feira e afirmou que os danos na capital ucraniana foram provocados pela defesa antiaérea ucraniana.

“Toda a destruição nas áreas residenciais da capital ucraniana (…) é resultado directo da queda e autodestruição de mísseis antiaéreos lançados pelas forças ucranianas”, afirmou o ministério russo em comunicado.

A Associated Press avançou esta quarta-feira que os responsáveis norte-americanos acreditam que o incidente poderá ter sido causada pelo sistema de defesa antiaérea da Ucrânia, através de disparos feitos pelas forças ucranianas contra os mísseis russos.

Esta quarta-feira, Joe Biden terá dito isso mesmo aos membros do G7 e da NATO, segundo avança a Reuters, que cita uma fonte da NATO.

O presidente norte-americano já havia afirmado publicamente que é “improvável” que o ataque com recurso a míssil que atingiu esta terça-feira a Polónia tenha sido lançado a partir da Rússia.

Questionado sobre se o míssil foi disparado a partir da Rússia, o líder norte-americano disse que havia “informações preliminares que contestam” essa possibilidade. “É improvável que tenha sido disparado da Rússia, mas veremos”, acrescentou.

“Concordamos em apoiar a investigação da Polónia sobre a explosão. Vamo-nos certificar de que vamos descobrir exactamente o que aconteceu e vamos determinar colectivamente o nosso próximo passo”, afirmou, à margem da cúpula dos G20.

Uma declaração que o Kremlin elogiou. “Deve prestar-se atenção à resposta comedida e mais profissional do lado americano”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que: “Quanto ao incidente na Polónia, a Rússia não tem nada a ver com isso”.

Também a ministra da Defesa da Bélgica, Ludivine Dedonder, já admitiu que a explosão poderá ter sido provocada pela acção da defesa antiaérea da Ucrânia com a intenção de interceptar mísseis russos.

“De acordo com as informações disponíveis, os ataques foram da responsabilidade dos sistemas de defesa antiaérea ucranianos, utilizados para contra-atacar os mísseis russos”, afirmou em comunicado, antes de sugerir que o incidente está a ser objecto de uma “profunda investigação”.

A explosão na Polónia, um membro da NATO, despertou imediatamente a preocupação de que a aliança fosse atraída directamente para a guerra, uma vez que um ataque a um dos aliados é considerado um ataque à NATO.

No entanto, o próprio presidente polaco, Andrzej Duda, pediu calma, referindo que não havia “evidência inequívoca” de onde veio o míssil e que o via como um incidente “isolado”. “Nada nos indica que haverá mais”, prosseguiu.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que é “absolutamente essencial evitar a escalada da guerra na Ucrânia”.

Também a presidência francesa pediu “extrema cautela” sobre a origem do ataque, sublinhando que muitos países tinham os mesmos mísseis e alertando sobre os “riscos significativos de escalada”.

Já esta quarta-feira, a China pediu “calma” a todas as partes. “Na situação actual, todas as partes envolvidas devem manter a calma e a contenção para que seja evitada uma escalada”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em Pequim.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rapidamente culpou a Rússia pelo que chamou de “terror de mísseis russos”.

O incidente ocorreu depois de a Rússia ter lançado uma onda de ataques com mísseis na Ucrânia durante o dia de terça-feira, o que deixou milhões de residências ucranianas sem energia. Esses ataques foram apelidados de “bárbaros” por Biden e de “chapada na cara” do G20 por Zelensky.

Diário de Notícias
DN/AFP
16 Novembro 2022 — 10:16



 

748: PPM italiana diz que Moscovo é responsável por queda de míssil na Polónia

POLÓNIA/MÍSSEIS/UCRÂNIA/DEFESA ANTI-AÉREA

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou esta quarta-feira a Rússia responsável pela explosão de um míssil dentro do território polaco, que matou duas pessoas na terça-feira, embora o incidente tenha sido provavelmente causado por um míssil antiaéreo ucraniano.

Giorgia Meloni
© EPA/ANSA/MASSIMO PERCOSSI

“A hipótese de que foi um míssil antiaéreo ucraniano que caiu sobre a Polónia não altera a substância (do incidente), no nosso entendimento, e a responsabilidade pelo que aconteceu é totalmente russa”, disse Meloni numa conferência de imprensa após a cimeira do G20 (grupo das maiores economias mundiais) em Bali, Indonésia.

“Tivemos um brusco acordar com as notícias vindas da Polónia, pedimos informações, reunimo-nos e consultámos os nossos aliados”, disse a chefe do Governo de Itália.

“E com os nossos aliados, condenamos os ataques de mísseis de Moscovo”, afirmou.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, disse hoje que a explosão ocorrida na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

“A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa aérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos, mas deixem-me ser claro, isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou Jens Stoltenberg numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Também o Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu hoje que o míssil “tenha sido lançado pela Ucrânia”, e que nada indica que tenha sido um “ataque intencional” de nenhum dos lados do conflito.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de Fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Novembro 2022 — 14:20