798: Rússia tem cada vez menos mísseis cruzeiro para atacar a Ucrânia?

– Subscrevo o comentário de um dos leitores do Pplware neste artigo e passo a citar: “Mais do que arranjar anti-aéreas a Ucrânia deve ser “autorizada” a usar o armamento Ocidental em todo o lado incluindo território Russo. Os mísseis que destruíram a Ucrânia vieram ou da Bielorrússia ou de território Russo, ou de navios e aviões Russos no Mar Negro e no espaço aéreo Russo e é estúpido que a Ucrânia não possa contra-atacar e destruir essas plataformas atiradoras quando já tem armas para o fazer. Escalada da guerra? Mas o que é que acham que está a acontecer? O ataque à Polónia – que o Ocidente “desinformou” para não ter de declarar guerra – não é uma escalada?”

TERRORISMO/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /INVASÃO/GUERRA/UCRÂNIA

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia não tem fim à vista. As “baixas” humanas têm sido muitas e os gastos em armamento são exorbitantes… mas será que a Rússia está mesmo a ficar sem mísseis cruzeiro?

Se por um lado há indicações do ocidente que a Rússia tem cada vez menos mísseis cruzeiro, por outro lado o número de ataques não tem abrandado.

Mísseis Cruzeiro estão a ser fornecidos pelo Irão?

Na terça-feira, a Rússia levou a cabo o maior bombardeamento contra as estruturas energéticas desde o início da guerra. O ocidente tem referido que as reservas de mísseis balísticos russos estão a ficar esgotadas, mas a verdade é que continuam a existir muitos ataques.

No mês passado, o próprio ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, insistiu que a Rússia já tinha gastado cerca de 70% das suas reservas de mísseis balísticos, referência a TVI.

O mesmo diziam os serviços secretos britânicos que, num relatório publicado em Outubro, apontavam para uma severa degradação da capacidade balística russa, após a intensificação dos ataques.

Por outras palavras, a Rússia estaria a ficar sem mísseis. Mas, semana após semana, os ataques continuaram.

De acordo com a Forbes, há ataques a custar 700 mil euros à Rússia. Relativamente aos “stock” de mísseis, há uma forte possibilidade deste tipo de armamento à Coreia do Norte e ao Irão.

Outro dos cenários, prende-se com a incapacidade ocidental de analisar e recolher com precisão o número de armas na posse da Rússia. De referir que a Rússia herdou uma enorme quantidade de armamento da União Soviética e é bem possível que tenha mantido um elevado número de armas no activo, para o caso de um conflito com a NATO.

Outra explicação pode passar pela capacidade russa de construir novos mísseis a um ritmo mais acelerado do que se pensava possível.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
19 Nov 2022



 

755: Activistas da Ucrânia usam filmes e séries para informar os russos sobre o conflito

UCRÂNIA/ACTIVISTAS/GUERRA/TORRENTS OF TRUTH

A Rússia está a tentar conquistar o território da Ucrânia desde Fevereiro deste ano, num conflito que tem agitado a Europa e o mundo. Pela possibilidade de a informação estar a chegar aos russos de forma adulterada, há activistas ucranianos a utilizar filmes e séries para dizer a verdade.

A iniciativa surgiu a partir do grupo Torrents of Truth.

Enquanto as forças armadas e os voluntários permanecem na linha da frente, desde 24 de Fevereiro, alguns activistas ucranianos estão a tentar informar as pessoas que vivem na Rússia sobre a realidade do conflito. Em tempos de guerra, é habitual que a informação não seja sempre legítima. Aliás, vimos por aqui que o Kremlin já difundiu vídeos de propaganda.

Assim sendo, e para que a informação chegue também à Rússia, um grupo de activistas está a utilizar filmes e séries pirateadas como meio para entregar a verdade sobre o conflito na Ucrânia.

Torrents of Truth procura informar os russos do conflito na Ucrânia através de filmes e séries

Os cidadãos da Rússia não têm acesso a serviços de streaming ou filmes devido às sanções que foram impostas – os próprios cinemas começaram a exibir filmes piratas para manter o negócio em funcionamento. Por isso, e para satisfazer as suas necessidades de entretenimento, os russos recorrem a torrents.

O Torrents of Truth é um movimento liderado pelo jornalista Volodymyr Biriukov, que, com a ajuda de outros activistas, edita arquivos de filmes e séries populares da Netflix e da Marvel para inserir mensagens sobre o que está a acontecer na guerra. Os vídeos são carregados como torrents, para que as pessoas que vivem na Rússia possam descarregar e aceder.

O objectivo do movimento passa por contornar propaganda russa que controla tudo aquilo que é transmitido no país. Para isto, o grupo abriga-se numa nova lei que legaliza o roubo de propriedade intelectual para combater as sanções económicas.

A maioria dos russos não sabe o que realmente se está a passar na Ucrânia. É-lhes impossível descobrir a verdade num país onde o Kremlin proíbe dizer a verdade em canais de televisão e em jornais. O objetivo do Torrents of Truth é abrir um novo canal disfarçado massivo que dê força aos jornalistas face a esta guerra de informação.

Explicou Guillaume Rukhomovsky, diretor criativo da 72andSunny, uma das agências que apoia o movimento.

Por exemplo, quando alguém descarrega Doctor Strange In The Multiverse of Madness (2022) RUS SUBS Russian Subtitles 1080p HDTS x264 e o coloca a reproduzir, é interrompido por uma mensagem do Torrents of Truth.

Os vídeos são apresentados como uma publicidade, na qual os activistas detalham as atrocidades cometidas pela Rússia em algumas cidades da Ucrânia. No final, o jornalista ucraniano pede ao espectador para aceder ao ficheiro ReadMe.txt que inclui fontes fiáveis de informação.

“Isto não é o que esperavas ver. Mas é algo que deverias ver. A verdade.”, lê-se no início do vídeo, depois da introdução que, normalmente, antecederia o filme.

Até agora, existem 21 torrents alterados em circulação. Os ficheiros incluem filmes, séries, e software como o Photoshoo e a Adobe Master Collection.

De acordo com o Torrents of Truth, 43% dos russos obtém filmes e séries de televisão ilegalmente. Por isso, 62 milhões de pessoas poderão estar expostas às mensagens enviadas pelo movimento.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
16 Nov 2022



 

743: A humanidade está mais próxima da Lua! Lançamento do Artemis da NASA foi um sucesso

CIÊNCIA/NASA/ARTEMIS

Depois de inúmeros contratempos, a Missão Artemis 1 foi finalmente lançada. Inicialmente marcado para 29 de Agosto, o lançamento do foguetão que será o primeiro passo para voltar a levar terráqueos à Lua.

Está assim marcado oficialmente o início do programa Artemis da NASA.

A primeira parte da Missão da NASA está concluída

Foram fugas de combustíveis, depois tempestades tropicais e furacões. O universo parecia que estava a conspirar contra a missão da NASA, mas depois de um investimento na ordem dos quatro mil milhões de dólares, eis que o programa Artemis I arrancou oficialmente.

Este voo de teste destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos. O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à Lua há meio século.

Depois do sucesso de Artemis I…

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste. A missão de órbita lunar tem uma duração prevista de seis semanas.

Além disso, ao longo do caminho, a cápsula implantará 10 CubeSats projectados para realizar as suas próprias investigações científicas destinadas a ajudar futuras missões no espaço profundo.

O Artemis I irá fornecer à NASA os dados necessários para garantir que os astronautas possam voar com segurança para a Lua a bordo da cápsula Orion.

Dará também a oportunidade de verificar se o escudo térmico do veículo pode proteger adequadamente os astronautas a bordo quando ele reentrar na nossa atmosfera e cair no Oceano Pacífico.

Se tudo correr como esperado, a NASA poderá começar a planear a missão Artemis II, que será a primeira missão tripulada da Orion e enviará astronautas num sobrevoo lunar.

Antes mesmo desta última tentativa bem sucedida, a equipa da Space Force dos EUA teve que enfrentar mais uma fuga de hidrogénio e ainda um problema num radar de monitorização do foguetão. Tudo contratempos resolvidos a tempo do lançamento, ainda que tenha sido adiado por 1 hora, algo que já estava de certa forma nos planos.

Pplware
Autor: Maria Inês Coelho
16 Nov 2022



 

700: NASA lançou um “disco voador” insuflável (vídeo)

CIÊNCIA/ESPAÇO/NASA/TECNOLOGIA

Na passada quinta-feira, o foguetão Atlas V descolou da Base da Força Espacial de Vandenberg na Califórnia e tinha na agenda duas tarefas para executar. Uma era convencional, mas a outra era… especial. Lançar um espécie de disco voador.

A primeira tarefa foi transportar um novo satélite meteorológico (JPSS-2) que nos ajudará na nossa previsão, monitorização e controlo de crises climáticas. A segunda… bom, vamos conhecer esse tal “disco voador”.

O foguete Atlas V da United Launch Alliance transportou o satélite JPSS-2 e lançou um sistema bizarro, que se chama LOFTID – Low-Earth Orbit Flight Test of an Inflatable Decelerator.

Embora o seu nome não diga muito, pode tornar-se um dos nossos aliados mais valiosos em missões espaciais a Marte, Vénus ou Titan.

O que é o LOFTID?

Basicamente, consiste numa espécie de travão para facilitar os desembarques, tanto noutros planetas ou luas, como no regresso à Terra.

Isto porque Marte tem uma atmosfera muito menos densa do que a do nosso planeta, o que representa um desafio considerável quando se trata de travar as naves espaciais e aterrá-las na sua superfície.

A atmosfera é suficientemente espessa para proporcionar alguma resistência, mas demasiado fina para desacelerar a nave tão rapidamente como o faria na atmosfera terrestre.

Explicou a NASA.

Segundo a NASA, actualmente, podemos transportar cerca de uma tonelada métrica para a superfície do planeta vermelho, o suficiente para levar algo como o Rover Perseverança. Contudo, como será possível aterrar cargas maiores para futuras missões mais ambiciosas ou até mesmo levar equipamento experimental, ou tripulações humanas?

De facto tem de haver forma de fazer aterrar estes equipamentos mais pesados para explorações bem mais exigentes.

NASA prepara um disco voador para aterrarmos em Marte

A NASA sabe que os actuais aeroshells (aero-escudos), as conchas rígidas que ajudam à desaceleração e protegem as naves espaciais durante a entrada atmosférica, representam uma solução limitada e decidiu procurar uma alternativa.

Então criaram um modelo insuflável que pode ser fabricado e implantado numa escala muito maior. Este “disco gigante”, é protegido por um escudo térmico flexível e – uma vez activo na atmosfera – actua como um enorme sistema de travagem.

Esta é a filosofia do LOFTID, capaz de iniciar a desaceleração nas zonas superiores da atmosfera, a uma maior altitude.

Cada vez mais com o foco em Marte e noutros planeta (e luas) a agência espacial norte-americana desenvolveu um modelo que os cientistas testaram esta semana. O disco tem cerca de seis metros de diâmetro e é constituído por várias camadas, incluindo carboneto de silício.

Com um dispositivo como o LOFTID, relata a CNN, poderíamos chegar a Marte com 20 a 40 toneladas métricas, muito mais do que a tecnologia que utilizamos agora.

A concha aerodinâmica destacável de LOFTID, uma estrutura insuflável protegida por um escudo térmico flexível, actua como um travão gigante ao atravessar a atmosfera marciana. O dispositivo está preparado para sobreviver a descidas para a atmosfera a velocidades vertiginosas que, entre outras coisas, o sujeitam a temperaturas de cerca de 1.600 °C e pode ser armazenado num cilindro relativamente pequeno, com cerca de 1,2 metros de largura.

Revelou a NASA no seu site dedicado a esta missão.

A experiência desta semana, para a qual a NASA forneceu actualizações com cada novo desenvolvimento, dará aos cientistas uma melhor compreensão das capacidades do LOFTID.

Cerca de 90 minutos após a descolagem, o dispositivo separou-se do satélite polar e empreendeu a sua própria experiência, reentrando na atmosfera terrestre durante uma manobra que foi cuidadosamente registada pelos seus sensores incorporados.

Os investigadores recolheram dados para avaliar o comportamento do seu escudo térmico e a resposta do material.

Mais um pequeno passo para conquistar Marte

O material acabou por cair no Oceano Pacífico, a cerca de 800 do Havai, um par de horas após a descolagem. O processo foi bem documentado e mostra o LOFTID a descer sob um para-quedas mesmo antes de acabar a flutuar na água.

Os peritos recuperaram tanto o escudo térmico como o módulo de dados de ejecção, um pequeno dispositivo que foi ejectado com uma cópia de segurança de todos os eventos registados durante o teste.

Uma breve e curiosa experiência que pode um dia facilitar-nos muito mais a colocação dos pés no planeta vermelho ou durante as manobras de regresso ao nosso próprio planeta.

Pplware
Autor: Vítor M.
13 Nov 2022



 

649: O mistério de um meteorito de Marte que faz os porcos vomitarem

CIÊNCIA/MARTE

Em 1929, o meteorito Lafayette, uma rocha marciana que caiu na Terra, foi encontrado numa gaveta da Purdue University, em Indiana (EUA). Mas o que estava a fazer aquela rocha ali? Ninguém fazia menor ideia. Quase 100 anos depois, um cientista escocês, de Glasgow, estabeleceu uma estreita ligação com uma toxina que fazia os porcos vomitarem.

Curiosamente, o meteorito Lafayette é uma das poucas rochas marcianas a ter caído na Terra. Estudos recentes sugerem que esta rocha interagiu com uma salmoura hidrotérmica com uma temperatura até 150 °C, possivelmente numa cratera de impacto há 700 milhões de anos. Contudo… ainda não estava tudo descoberto!

Toxina de vómito de porco é a chave para o mistério do meteorito marciano

De acordo com uma teoria, o meteorito marciano foi trazido por um estudante negro (precisão importante) que o viu pousar numa lagoa enquanto pescava. No entanto, nada parecia confirmar esta hipótese antes de Áine O’Brien, geoquímica da Universidade de Glasgow, iniciar a investigação após receber em 2020 parte do meteorito localizado no Museu de História Natural de Londres.

O objectivo original da experiência era realizar uma espectrometria de massa para obter evidências sobre a possibilidade de vida em Marte. Mas foi bem diferente:

Acabamos com uma lista de centenas de compostos químicos diferentes. A maioria deles tinha nomes muito longos e chatos, mas um em especial chamou-me a atenção: vomitoxina.

Referiu a investigadora, Aine O’Brien da Universidade de Glasgow.

O’Brien descobriu mais tarde que este composto estava presente num fungo que contamina cereais como milho, trigo e aveia. No entanto, ao ingerir estes alimentos em momentos específicos, os suínos foram consideravelmente afectados pela propriedade emética (que provoca o vómito) dessa toxina.

A investigação realmente começou quando a geoquímica mencionou a vomitoxina ao seu supervisor.

Ele sugeriu que este fungo poderia estar a afectar as plantações no Indiana. E de facto acabou por se tornar um fenómeno enorme nesse estado americano. Foi assim que nasceu a investigação.

Referiu a investigadora.

Dra Áine O’Brien, da Universidade de Glasgow, no laboratório do Centro de Investigação Ambiental das Universidades Escocesas (SUERC) (Crédito fotográfico: Universidade de Glasgow / Chris James)

De Glasgow a Indiana

Foram os registos da prevalência do fungo no condado de Tippecanoe, Indiana, que revelaram ser este o elemento que causou declínios significativos nos rendimentos das colheitas em 1919 e 1927, a maior queda já registado nos vinte anos anteriores a 1931 (ano em que Lafayette foi identificado como um meteorito marciano).

Resta saber como e por quem Lafayette foi encontrado. E tudo parecia encaixar-se na teoria do aluno.

Primeiro, as equipas rapidamente perceberam que a poeira das plantações afectadas poderia ter transportado a vomitoxina para os cursos de água ao redor. O meteorito marciano poderia, portanto, ter sido contaminado ao cair numa lagoa, como a história implicava.

À medida que descem pela atmosfera da Terra, os meteoritos aquecem e causam um rastro de fogo pelo céu. A equipa de investigação então catalogou avistamentos de bolas de fogo no sul de Michigan e no norte de Indiana. Bingo: um destes eventos foi relatado em 1919 e um segundo em 1927. Tudo parecia coincidir.

Por outro lado, o mistério em torno da identidade do aluno ainda pairava. Dada a condição imaculada da rocha, os cientistas deduziram que ela havia sido recolhida logo após a sua queda, o que significava que o indivíduo estava nos bancos da universidade em 1919 ou 1927.

Da esquerda para a direita: Hermanze Edwin Fauntleroy, Clinton Edward Shaw, Julius Lee Morgan e Clyde Silance

De acordo com os anuários dos estudantes negros matriculados na época listou apenas quatro nomes: Julius Lee Morgan, Clinton Edward Shaw, Hermanze Edwin Fauntleroy e Clyde Silance. Impossível, no entanto, ir mais longe na investigação – no momento, pelo menos.

Esta amostra de meteorito permitiu-nos aprender muitas informações sobre Marte. Então, só por isso, o aluno merece crédito, certo?

Pergunta Aine O’Brien.

Mesmo que a identidade deste homem provavelmente nunca seja conhecida, a geoquímica está feliz por ter conseguido entender como este meteorito poderia ter caído numa gaveta.

Pplware
Autor: Vítor M
10 Nov 2022



 

623: NASA criou uma ‘Máquina do Tempo’ que mostra o impacto real das alterações climáticas

CIÊNCIA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/NASA

As alterações climáticas são um dos maiores problemas que o mundo tem em mãos, estando a ser projectadas muitas iniciativas para apaziguar as suas consequências cada vez mais claras. A nova Máquina do Tempo Climática da NASA mostra o seu verdadeiro avanço, ao longo dos anos.

Siga para o artigo e explore esta máquina desenvolvida pela NASA.

Ainda que possam ser demasiado evidentes para uns, para outros, as alterações climáticas, bem como as suas consequências, não são um problema real. Seja qual for a sua posição relativamente ao assunto, a NASA desenvolveu uma Máquina do Tempo Climática que poderá ser do seu interesse.

Esta linha temporal permite perceber a evolução das alterações climáticas entre 1884 e 2021, ano em que os dados publicados pela agência espacial terminam.

A Máquina do Tempo Climática permite avançar, progressivamente, ao longo dos anos, de modo a acompanhar, de forma muito real, as várias alterações registadas.

Além de um preocupante aumento da temperatura média do planeta, os viajantes no tempo podem consultar outros dados, relativamente à subida do nível médio do mar, a diminuição do gelo no Árctico e os níveis de dióxido de carbono na atmosfera.

Esta Máquina do Tempo Climática da NASA dá conta daquilo que tem sido motivo de aviso pelos cientistas e estudiosos do clima: as emissões de carbono têm aumentado e os níveis históricos são preocupantes.

Embora a subida em alguns graus possa não parecer grave, um aumento da temperatura média global, por pequeno que seja, é efectivamente perigoso. Aliás, no ano 536, as temperaturas médias, na Europa, caíram 2,5 graus Celsius, devido a um inverno vulcânico, resultante de uma erupção vulcânica.

Nesse ano, classificado como “o pior da história”, registaram-se extinções, em todo o mundo, devido à morte da maioria das culturas, registou-se um aumento de mortes por doença devido a desnutrição e deficiência de vitamina D, e as guerras por recursos tornaram-se cada vez mais frequentes.

Mais do que isso, o aumento da cobertura de gelo marinho e a incidência solar mínima, devido ao inverno vulcânico, causaram um arrefecimento global durante mais de um século.

Hoje em dia, em 2022, os cientistas acreditam que as temperaturas globais poderão exceder o limite de 1,5 graus Celsius estabelecido pelo Tratado de Paris, em 2015, e subir até 3,2 graus Celsius, até ao final deste século.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
07 Nov 2022



 

599: Asteróide 2022 AP7, escondido no brilho do Sol poderá um dia esmagar a Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

Existem milhões de asteróides já identificados, vigiados e as órbitas calculadas não mostram perigo algum para a Terra. O problema são os desconhecidos, os que não os podemos ver a vir em direcção a nós.

São rochas gigantes o suficiente para causar eventos de extinção em massa. Sim, não podem ser vistos porque estão escondidos pela luz do Sol.

Um exemplo é o objecto “potencialmente perigoso” de 1,5 km de largura, chamado de 2022 AP7. Este é uma das várias grandes rochas espaciais que os astrónomos descobriram recentemente perto das órbitas da Terra e de Vénus.

Asteróide “assassino” está na rota da Terra

Quanto mais conhecemos da nossa vizinhança galáctica, mas percebemos que a Terra “tem tido sorte”. Isto é, o nosso planeta, felizmente, tem estado a salvo de impactos catastróficos há muitos milhões de anos. Contudo, é sabido que não está em causa se voltaremos a ser um alvo para estas rochas, o que está em causa é quando será esse dia.

Actualmente, o asteróide 2022 AP7 atravessa a órbita da Terra enquanto o nosso planeta está no lado oposto do Sol, mas os cientistas dizem que ao longo de milhares de anos, esta rocha e a Terra começarão lentamente a cruzar o mesmo ponto mais próximo, aumentando assim as probabilidades de um impacto catastrófico.

O asteróide, descoberto ao lado de dois outros asteróides próximos da Terra utilizando o Observatório Inter-americano Cerro Tololo no Chile, foi descrito num estudo publicado a 29 de Setembro no The Astronomical Journal.

Até agora, encontrámos dois grandes asteróides próximos da Terra [NEAs] que têm cerca de 1 km de diâmetro, um tamanho a que chamamos assassinos de planetas. Os asteróides “planet killer” são rochas espaciais suficientemente grandes para causar um evento global de extinção em massa, se fossem esmagar a Terra.

Disse o autor principal do estudo Scott Sheppard, astrónomo do Instituto Carnegie para a Ciência em Washington, D.C., numa declaração.

Encontrar estas rochas é muito complicado

Para descobrir estes asteroides, os astrónomos treinaram o Dark Energy Camera do Telescópio Cerro Tololo Víctor M. Blanco de 4 metros no sistema solar interno. O brilho do Sol torna as observações impossíveis durante a maior parte do dia, pelo que os investigadores tinham apenas duas janelas de 10 minutos de crepúsculo cada noite para fazer as suas observações.

Apenas cerca de 25 asteróides com órbitas completamente dentro da órbita da Terra foram descobertos até à data devido à dificuldade de observar perto do clarão do Sol. Provavelmente só restam alguns NEAs com tamanhos semelhantes para encontrar, e estes grandes asteróides não descobertos provavelmente têm órbitas que os mantêm no interior das órbitas da Terra e de Vénus a maior parte do tempo.

Explicou Sheppard.

A NASA segue os locais e órbitas de cerca de 28.000 asteróides, seguindo-os com o ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), um conjunto de quatro telescópios que podem varrer todo o céu nocturno a cada 24 horas.

A agência espacial assinala qualquer objecto espacial que se encontre num raio de 193 milhões de km da Terra como um “objecto próximo da Terra” e classifica qualquer corpo grande num raio de 7,5 milhões de km do nosso planeta como “potencialmente perigoso”.

Desde que o ATLAS foi posto em linha em 2017, avistou mais de 700 asteróides próximos da Terra e 66 cometas. Dois dos asteróides detectados pelo ATLAS, 2019 MO e 2018 LA, atingiram de facto a Terra, o primeiro explodiu ao largo da costa sul de Porto Rico e o segundo aterrou perto da fronteira do Botswana e da África do Sul. Felizmente, estes asteróides eram pequenos e não causaram nenhum dano.

Nos próximos 100 anos nenhum asteróide conhecido vai colidir com a terra, mas e os outros asteróides?

A NASA estimou as trajectórias de todos os objectos próximos da Terra para além do final do século. A Terra não enfrenta nenhum perigo conhecido de colisão apocalíptica de asteróides durante pelo menos os próximos 100 anos, de acordo com a NASA. Mas isto não significa que os astrónomos pensem que devem parar de procurar.

Em Março de 2021, por exemplo, um meteoro do tamanho de uma bola de bowling explodiu sobre Vermont com a força de 200 quilos de TNT. Ainda mais dramaticamente, uma explosão de 2013 de um meteoro sobre Chelyabinsk, Rússia, gerou uma explosão aproximadamente igual a cerca de 400 a 500 quilo-toneladas de TNT, ou 26 a 33 vezes a energia libertada pela bomba de Hiroshima, e feriu cerca de 1.500 pessoas.

As agências espaciais de todo o mundo já estão a trabalhar em possíveis formas de desviar um asteróide perigoso, se alguma vez nos dirigimos.

No passado dia 26 de Setembro, a nave espacial Double Asteroid Redirection Test (DART) redireccionou o asteróide não perigoso Dimorphos, desviando-o da rota, alterando a órbita do asteróide em 32 minutos no primeiro teste do sistema de defesa planetário da Terra.

A China também sugeriu que está nas fases iniciais de planeamento de uma missão de redireccionamento de asteróides. Ao lançar 23 Long March 5 foguetes para o asteróide Bennu, que irá oscilar num raio de 7,4 milhões de km da órbita da Terra entre os anos 2175 e 2199, o país espera desviar a rocha espacial de um impacto potencialmente catastrófico com o nosso planeta.

Pplware
Autor: Vítor M
05 Nov 2022



 

563: Já se dorme no chão do Twitter para conseguir cumprir as metas impostas por Elon Musk

– Voltámos ao tempo da escravatura! Mas cada um é livre para pensar neste acto de escravidão laboral. O Twitter para mim… já foi…

TWITTER/ESCRAVATURA/ELON MUSK

Depois de comprar o Twitter, Elon Musk rapidamente começou a mudar esta rede social. Para o conseguir está a impor metas quase impossíveis aos seus funcionários, que aparentemente já estão a fazer de tudo para o conseguir, incluindo dormir no chão para não se gastar tempo e estar sempre disponível.

A pressão é grande e muitos consideram que é desnecessária. Elon Musk tem uma ideia bem diferente e quer as suas equipas produzam o máximo, mesmo que isso traga problemas. Em causa estão os empregos e o seu futuro no Twitter.

Elon Musk deixou dois desafios aos programadores do Twitter. Em primeiro lugar quer criar uma paywall eficiente e funcional para começar a cobrar por outras funcionalidades. Em segundo, quer que as verificações e outros elementos sejam mudados e passem a ser pagos.

A acompanhar estas duas ideias, deixou um recado importante. A data para entregar destas mudanças está definida e se falharem não vão ficar a trabalhar no Twitter. Isso levou agora à situação caricata de haver quem durma nos escritórios do Twitter para estar sempre disponível.

Foi a directora de gestão de produtos do Twitter, Esther Crawford, que foi apanhada a dormir no chão, dentro de um saco-cama e com um tapa olhos. Esta sua acção é para estar sempre disponível para a sua equipa e ajudar em todos os momentos.

Esta publicação criou uma onda de críticas no Twitter, em especial por ser algo incomum, ainda mais nos EUA. Isso levou a que Esther Crawford viesse responder que este seu sacrifício serve apenas para conseguir corresponder às expectativas da sua equipa que está a realizar um esforço para cumprirem as metas de Elon Musk.

A expectativa criada é que literalmente se trabalhe 24 horas por dia, 7 dias por semana, para conseguir ultrapassar os desafios apresentados ao Twitter. Ainda assim, muitos comentam que não pode haver este tipo de práticas e que os programadores e restante equipa devem ser protegidos.

Na verdade, esta é uma prática que o próprio Elon Musk praticava na Tesla. Quando a empresa lutava para conseguir aumentar os seus níveis de produção, o seu CEO dormia no chão da fábrica para estar sempre presente e ajudar nas decisões que precisavam ser tomadas.

Pplware
Autor: Pedro Simões
03 Nov 2022



 

522: Aquarist, o jogo para apreciadores de aquários e afins

– Ora aqui está um jogo que vai ser do agrado do meu amigo do FB e antigo vizinho Carlos Borges, que sei ser um aquariófilo entusiasta. Como eu, que em tempos idos, fui também um ferrenho aquariófilo, criador de espécies tropicais, construtor de aquários e comerciante de peixes exóticos. Ainda não experimentei o jogo porque só agora li a notícia mas não vou perder tempo a instalá-lo na minha máquina.

– Infelizmente este jogo é pago assim como todos os seus acessórios o que é uma pena. Mas ninguém dá nada a ninguém sem um retorno…Confira preços: https://store.steampowered.com/app/1430760/Aquarist__construa_aqurios_cultive_peixes_desenvolva_seu_negcio/?l=brazilian

AQUARIOFILIA/JOGO

Os amantes de aquariofilia e da arte de criar ecossistemas marinhos em pequenos (ou grandes aquários) terão em Aquarist um jogo à sua medida.

O titulo que já se encontra disponível para PC e Nintendo switch, encontra-se também a caminho da Xbox One e da Xbox Series X. Venham conhecer melhor…

É uma paixão que, de certa forma, também acaba por se tornar numa arte. A aquariofilia e a construção de aquários é uma ocupação que leva milhares de pessoas a tentar recriar da melhor forma e também mais bela, os ecossistemas nativos de muitas espécies de peixes (e não só), em suas casas.

E parece que para todos esses apaixonados chegou (para já, apenas ao PC e à Nintendo Switch) um jogo que é capaz de os fazer sorrir, Aquarist.

Com lançamento previsto também para Xbox One e Xbox Series X, o jogo promete horas de divertimento a construir aquários, que tanto vão do tamanho de pequenos expositores de sala de estar, até grandes piscinas com tubarões lá dentro.

Os estúdios polacos FreeMind S.A. (a versão da Switch foi desenvolvida por Ultimate Games S.A.), responsáveis pelo jogo, desenvolveram o jogo de forma a permitir aos jogadores um vasto leque de opções de criação e gestão dos nossos aquários pelo que, quer tenham ou não experiência na vida real neste tipo de arte, vão encontrar em Aquarist, uma experiência vasta e completa.

Em Aquarist, o jogador é o dono de uma loja de aquários. A jogabilidade conta com vários elementos de gestão da própria loja, assim como, criação de aquários, claro.

O jogador irá criar, restaurar, gerir e proceder à manutenção de vários aquários, enquanto trabalha nos seus negócios e completa quests e tarefas especificas do jogo.

O progresso no jogo, disponibiliza expansões ao nosso negócio, incluindo novos aquários, novos acessórios, novas espécies de planta assim como também, de novas espécies de peixes para os nossos aquários. No jogo, poderemos encontrar uma grande variedade de plantas e peixes de diferentes tipos de habitats, abrindo assim as possibilidades aos jogadores para criarem os seus aquários com liberdade, criatividade e imaginação.

“Aquarist é um jogo calmo e relaxante orientado claramente para apaixonados por aquários. O jogo pode ser caracterizado por apresentar uma grande dose de realismo e atenção ao pormenor. Por exemplo, com a criação de um ecossistema especifico, teremos de conseguir manter no aquário todas as condições para esse ambiente, de forma a que as plantas e peixes nativas possam sobreviver.” referiu Rafał Jelonek da Ultimate Games S.A.

Aquarist já se encontra disponível para PC e Nintendo Switch, com a versão Xbox One e Xbox Series X ainda sem data concreta.

Pplware
Autor: Paulo Silva
29 Out 2022



 

473: “Cheque” de 125 euros: Segurança Social paga a partir de amanhã

APOIO/SEGURANÇA SOCIAL/125,00 €/PAGAMENTO

A Segurança Social (SS) vai começar a fazer o pagamento dos apoios extraordinários já a partir desta segunda-feira, dia 24 de Outubro aos beneficiários em Portugal Continental.

Se ainda não recebeu via Autoridade Tributária, talvez o pagamento seja via SS. Veja se cumpre os requisitos.

125 euros pagos a trabalhadores que não tenham entregue IRS em 2021

É já amanhã que a SS vai começar a pagar o apoio extraordinário aos Portugueses. Segundo a informação, o apoio de 125 euros será pago a trabalhadores que não tenham entregue IRS relativo ao ano de 2021 ou para beneficiários que recebem prestações sociais. 

Relativamente ao apoio de 50 euros, irão receber os beneficiários de abono de família e os  menores de 18 anos que estejam registados em agregados na Segurança Social.

O pagamento é feito preferencialmente por transferência bancária. Caso não seja possível proceder ao pagamento por IBAN, será feito por vale postal.

Pode consultar o valor que vai receber acedendo à Segurança Social Directa, menu Posição Actual > Valores a receber > Apoio Extraordinário efeitos inflação.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, indicou recentemente que os apoios extraordinários para fazer face à inflação já chegaram a 3,8 milhões de portugueses, totalizando 1.123 milhões de euros.

Tal como referido, a Segurança Social, começará a efectuar o pagamento dos 125 euros na próxima segunda-feira, abrangendo 1,6 milhões de beneficiários, nomeadamente pessoas que recebem prestações sociais como o rendimento social de inserção ou o subsídio de desemprego.

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Autor: Pedro Pinto
23 Out 2022