748: PPM italiana diz que Moscovo é responsável por queda de míssil na Polónia

POLÓNIA/MÍSSEIS/UCRÂNIA/DEFESA ANTI-AÉREA

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou esta quarta-feira a Rússia responsável pela explosão de um míssil dentro do território polaco, que matou duas pessoas na terça-feira, embora o incidente tenha sido provavelmente causado por um míssil antiaéreo ucraniano.

Giorgia Meloni
© EPA/ANSA/MASSIMO PERCOSSI

“A hipótese de que foi um míssil antiaéreo ucraniano que caiu sobre a Polónia não altera a substância (do incidente), no nosso entendimento, e a responsabilidade pelo que aconteceu é totalmente russa”, disse Meloni numa conferência de imprensa após a cimeira do G20 (grupo das maiores economias mundiais) em Bali, Indonésia.

“Tivemos um brusco acordar com as notícias vindas da Polónia, pedimos informações, reunimo-nos e consultámos os nossos aliados”, disse a chefe do Governo de Itália.

“E com os nossos aliados, condenamos os ataques de mísseis de Moscovo”, afirmou.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, disse hoje que a explosão ocorrida na Polónia “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.

“A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa aérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos, mas deixem-me ser claro, isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou Jens Stoltenberg numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Também o Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu hoje que o míssil “tenha sido lançado pela Ucrânia”, e que nada indica que tenha sido um “ataque intencional” de nenhum dos lados do conflito.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de Fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Novembro 2022 — 14:20