840: Navalny vai processar prisão por não lhe dar botas de inverno

– Para se deduzirem juízos de valor, é necessário conhecer a pessoa em causa e eu apenas não compreendo que o Navalny, depois da cura na Alemanha do envenenamento pelos russonazis ☠️卐☠️ putinocratas, regressou à rússia, sabendo o que lhe esperava. A não ser que a prisão lhe desse trunfos políticos como activista. Mas depois da tentativa de envenenamento, tudo é possível por parte de assassinos terroristas profissionais…

ACTIVISTAS/NAVALNY/ANTI-RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Alexei Navalny disse que a falta de roupas de inverno significa escolher entre não sair da cela ou ficar doente, que é “fortemente desencorajado” na prisão.

O opositor russo Alexey Navalny
© EPA/MOSCOW CITY COURT PRESS

O líder da oposição russa preso, Alexei Navalny, disse esta segunda-feira que vai processar a sua prisão de segurança máxima por não lhe dar botas de inverno, altura em que as temperaturas na Rússia caem abaixo de zero.

Estou a processar a minha prisão e a exigir botas de inverno”, disse Navalny no Twitter.

O homem de 46 anos está a cumprir uma pena de prisão de nove anos perto de Vladimir, uma cidade a cerca de 230 quilómetros a leste de Moscovo, onde as temperaturas na segunda-feira caíram para os -6 graus Celsius.

Navalny disse que a prisão já tinha mudado para roupas de inverno há “semanas”, mas os guardas recusaram-se a dar-lhe botas. “Os meus guardas prisionais recusam-se propositadamente a dar-me as minhas botas de inverno”, disse ele.

Navalny disse que a falta de roupas de inverno significa escolher entre não sair da cela ou ficar doente, que é “fortemente desencorajado” na prisão.

O activista anti-corrupção, que sobreviveu a um ataque com Novichok em 2021, acrescentou que já havia adoecido lá.

“O meu pátio de exercícios é de cimento coberto de gelo e bem mais pequeno do que a minha cela. Veja se você pode andar nele com botas de outono”, disse ele. “Mas você tem que andar. É a única hora e meia de ar fresco que você consegue.”

Navalny denunciou da prisão a ofensiva do presidente Vladimir Putin na Ucrânia.

O activista disse esta segunda-feira que recentemente recebeu “muitas cartas sobre depressão, melancolia e apatia”. Ele pediu aos russos que “se animem”.

“Termine seu latte de abóbora e faça algo para trazer a Rússia para mais perto da liberdade”, escreveu ele, no seu habitual estilo irónico. Navalny, cujo nome Putin se recusa a pronunciar publicamente, foi o único político da oposição na Rússia capaz de galvanizar protestos em todo o país nos últimos anos.

Ele disse recentemente que as autoridades prisionais o mantiveram dentro e fora de confinamento solitário.

Navalny foi preso no ano passado quando voltou da Alemanha para a Rússia, depois de se recuperar do ataque de envenenamento.

Diário de Notícias
DN/AFP
21 Novembro 2022 — 16:10



 

783: Opositor de Putin garante que invasão não tem apoios de todos os russos

– O regime putinocrata russonazi ☠️卐☠️ segue as mesmas linhas de orientação de todos os regimes de ditadura fascista/nazi ☠️卐☠️. E este ayatollah putineiro russonazi ☠️卐☠️ não foge à regra. Ele e todos os putinocratas russonazis ☠️卐☠️ que andam à volta dele que são da mesma laia ou ainda piores. Não me esqueço do tempo do fascismo salazarista e da tenebrosa PIDE/DGS que utilizava os mesmos métodos e meios de repressão, tortura e assassínio. Pena que muita gente desse tempo já se tenha esquecido disso.

OPOSIÇÃO/RUSSOS/ACTIVISTAS

Vladimir Kara-Murzá pediu que seja rejeitada “a fachada de falsa unanimidade” anunciada pelo Kremlin.

© NATALIA KOLESNIKOVA / AFP

O opositor do regime russo, Vladimir Kara-Murzá, preso desde Abril, garantiu esta sexta-feira que a invasão da Ucrânia não tem apoio de todos os russos e pediu que seja rejeitada “a fachada de falsa unanimidade” anunciada pelo Kremlin.

Em discurso lido em Genebra pela sua mulher, que recebeu em seu nome o prémio de direitos humanos da organização não-governamental UN Watch, Kara-Murzá lembrou ainda que, antes da invasão à Ucrânia, já tinha chamado a atenção para a situação dos presos políticos na Rússia, num discurso que fez no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Esse problema atingiu proporções de crise. A Rússia de Vladimir Putin acaba de superar a União Soviética em número de presos políticos e o segmento que mais cresce é o dos opositores à guerra de Putin contra a Ucrânia”, acusou o activista.

Segundo o opositor de Putin, mais de 19 mil pessoas foram detidas pela polícia russa desde Fevereiro, em diferentes protestos contra a guerra, das quais 5.000 enfrentam, como ele, processos administrativos ou criminais.

“Dezenas de pessoas continuam presas: jornalistas, advogados, artistas, sacerdotes, políticos, militares”, enumerou o opositor do regime de Vladimir Putin, destacando que todos permanecem presos por “negarem ficar em silêncio perante a atrocidade”.

Por isso, dedicou-lhes o prémio recebido esta sexta-feira, na Suíça, após descrevê-los como “as vozes de uma Rússia melhor, mais livre e com mais esperança”.

“Espero que quando as pessoas do mundo livre pensarem e falarem do nosso país não se recordem apenas dos cleptocratas, dos abusadores e dos criminosos de guerra do Kremlin, mas também de nós, que os enfrentamos”, insistiu.

Kara-Murzá, que escrevia colunas críticas para com o regime do presidente russo, Vladimir Putin, em meios de comunicação norte-americanos como o Washington Post, decidiu voltar à Rússia em Abril, após o início da guerra na Ucrânia.

Em 11 de Abril foi preso por, alegadamente, difundir informações falsas sobre o exército russo durante um discurso que fez na Câmara dos Representados do Arizona, no mês anterior.

Em Outubro, segundo um dos seus advogados, foi acusado de alta traição por criticar publicamente as autoridades russas no estrangeiro, um crime punível na Rússia com penas de 12 a 20 anos de prisão.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2022 — 07:30



 

125: Governo aprova decreto sobre instalação de telefones fixos em celas prisionais

… “Este decreto-lei, que altera o Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, visa reforçar os contactos dos reclusos “com a família e com pessoas com quem mantenham relação pessoal significativa, em condições mais dignas, com mais privacidade e nos horários após o trabalho e a escola dos filhos”. Esqueceram-se foi de mencionar que também vai permitir aos criminosos, a continuação dos contactos com os seus gangues e organizar melhor os seus crimes…

PRISÕES/BENEFÍCIOS/COMUNICAÇÕES

Trata-se de um sistema já experimentado em Portugal, no âmbito dos projectos-piloto implementados em 2020 e 2021 nos Estabelecimentos Prisionais do Linhó, Odemira, Leiria, Santa Cruz do Bispo/Feminino e Caldas da Rainha.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o decreto-lei que vai permitir a instalação de telefones fixos nos espaços de alojamento das prisões e estabelecer o respectivo regime de utilização.

Este decreto-lei, que altera o Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, visa reforçar os contactos dos reclusos “com a família e com pessoas com quem mantenham relação pessoal significativa, em condições mais dignas, com mais privacidade e nos horários após o trabalho e a escola dos filhos”.

Conforme refere o comunicado do Conselho de Ministros, trata-se de um sistema já experimentado em Portugal, no âmbito dos projectos-piloto implementados em 2020 e 2021 nos Estabelecimentos Prisionais do Linhó, de Odemira, de Leiria, de Santa Cruz do Bispo/Feminino e de Caldas da Rainha, que abrangeram a instalação de 846 telefones fixos.

“A avaliação muito positiva destes projectos-piloto aponta para o seu alargamento a todos os estabelecimentos prisionais”, conclui a nota da reunião do Governo.

Na mesma reunião, foi aprovada a resolução que nomeia o jurista e mestre em Direito Olívio Mota Amador para o cargo de vice-Presidente do Mecanismo Nacional Anti-corrupção (MENAC), entidade dedicada à prevenção da corrupção na administração pública e que é presidido pelo magistrado jubilado António Pires Henriques da Graça.

O MENAC tem por missão a promoção da transparência e da integridade na acção pública e a garantia da efectividade de políticas de prevenção da corrupção e tem poderes sancionatórios (multas) em relação a entidades, públicas e privadas, que não cumpram o que está previsto na lei para prevenir este crime.

A organização da informação relacionada com a criminalidade económico-financeira é também uma missão desta agência, incluindo “criar bancos de informação e operar uma plataforma comunicacional que facilite a troca de informações sobre estratégias e boas práticas de prevenção, detecção e repressão da corrupção”.

Destina-se ainda a “instituir, em articulação com a Procuradoria-Geral da República, um procedimento de análise retrospectiva de processos penais findos referentes a corrupção e infracções conexas, com o objectivo de reforçar o conhecimento sobre estas infracções e de melhorar práticas de prevenção, detecção e repressão”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Agosto 2022 — 16:32