988: Polícia checa investiga 49 pessoas por apoio público à Rússia

🇨🇿 REP. CHECA / INVESTIGAÇÃO / APOIOS

A polícia da República Checa está a investigar 49 pessoas por apoiarem publicamente a Rússia na guerra contra a Ucrânia, uma ofensa prevista no código penal, informou hoje a estação de rádio pública IRozhlas.

© Reuters

Só este mês, foram denunciados à polícia 86 casos de notório apoio à invasão russa à Ucrânia ou celebração da morte de ucranianos, que levaram a polícia a abrir investigação em 57 por cento dos casos, disse o porta-voz da polícia checa, Ondrej Moravcík, à estação de rádio.

O artigo 365.º do código penal checo estabelece que quem aprovar publicamente um crime cometido ou elogiar abertamente os autores do crime será punido com um ano de prisão.

Outro artigo pune com pena de entre um e cinco anos o apoio ou a propagação de movimentos e correntes que visem manifestamente a opressão de direitos e liberdades ou proclamem o ódio nacional, racial, religioso ou de classe.

Mostrar simpatia por esses movimentos e correntes é punível no sistema penal checo com penas de prisão de entre seis meses e três anos.

O procurador-geral do Estado alertou, em 26 de Fevereiro, dois dias após a invasão russa da Ucrânia, para as penas previstas no código penal para estes actos.

Desde então, o número total de casos relacionados com a Ucrânia investigados pela polícia aumentou para 1.000, estando actualmente pendentes 300.

As frases de apoio à Rússia foram ouvidas em três protestos registados em Setembro contra o actual Governo de coligação checo (centro-direita), o que levou o primeiro-ministro, o conservador Petr Fiala, a denunciar os organizadores como “pró-russos”.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
29/11/22 10:36
por Lusa



 

912: Ucrânia proíbe exportação de lenha devido a cortes na electricidade

🇷🇺 UBIYTSA! 🇷🇺

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS ☠️卐☠️ FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV ☠️卐☠️
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI ☠️卐☠️ IZ UKRAINY

UCRÂNIA/LENHA/EXPORTAÇÃO/CANCELAMENTO

Kiev já havia vetado a exportação de carvão em Setembro e agora fez o mesmo com a lenha.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O Governo ucraniano ordenou esta sexta-feira a proibição da exportação de lenha, assumindo que pode ser um material fundamental para garantir o aquecimento face a um inverno que, em princípio, será marcado por problemas no abastecimento de electricidade.

Kiev já havia vetado a exportação de carvão em Setembro e agora fez o mesmo com a lenha.

O primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmigal, explicou que em algumas zonas, sobretudo as próximas da frente de combate, a lenha já é a principal fonte de aquecimento, segundo a agência de notícias UNIAN.

Os ataques russos à infra-estrutura de energia da Ucrânia provocaram cortes de electricidade, inclusive em Kiev, onde apenas um terço das casas tiveram o aquecimento restaurado na manhã desta sexta-feira.

O presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, adiantou no serviço de mensagens Telegram que foram instalados 400 pontos de aquecimento na cidade para garantir o bem-estar da população.

Esses postos também permitem o carregamento de dispositivos electrónicos, como telemóveis.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Novembro 2022 — 23:20



 

772: Pessoas impedidas de entrar no Portugal-Nigéria com T-shirt da Amnistia

– Neste Portugal dos pequeninos, o “excesso de zelo” serve de desculpa para muita merda que se vai fazendo…

AMNISTIA INTERNACIONAL PORTUGAL/FPF/UEFA

Federação Portuguesa de Futebol explicou que a organização do encontro, a cargo da UEFA, não tinha sido informada da iniciativa, pelo que alguns seguranças agiram “com excesso de zelo”. A partir do momento em que a FPF soube do caso, quem quis pôde entrar com as camisolas.

Publico nas bancadas.
© Gerardo Santos / Global Imagens

A Amnistia Internacional denunciou esta quinta-feira casos de pessoas que receberam uma T-shirt em prol dos direitos humanos antes do Portugal-Nigéria em futebol, em Alvalade, que foram depois impedidas de entrar com elas vestidas.

“Foi com tristeza e pesar que a Amnistia Internacional Portugal viu ser restringida uma acção de solidariedade para com os trabalhadores migrantes no Qatar pelos seguranças no Estádio de Alvalade”, pode ler-se em comunicado divulgado por aquela organização em Portugal.

As cerca de mil T-shirts, que se assemelham aos coletes de trabalhadores da construção civil, da ‘Equipa Esquecida’, os migrantes que morreram, sofreram lesões e abusos de direitos humanos nos preparativos do Mundial2022, foram entregues antes do Portugal-Nigéria, particular de preparação.

Segundo a Amnistia, várias pessoas denunciaram que seguranças no recinto os obrigavam “a tirar e entregar-lhes as camisolas”, o que foi comprovado por uma equipa de activistas daquela organização.

“Tendo-lhes sido dada a mesma indicação: que apenas poderiam entrar se despissem as camisolas e as deixassem fora, colocando-as no lixo. Por fim, os seguranças recusaram-se a restituir as camisolas abandonadas aos activistas da organização”, pode ler-se na nota.

A Amnistia acrescenta que os seguranças “justificaram esta acção respondendo às pessoas que estão a seguir indicações da Federação Portuguesa de Futebol”, instituição a quem pediram já “esclarecimentos urgentes”.

À Lusa, fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) explicou que a organização do encontro, a cargo da UEFA, não tinha sido informada da iniciativa, atribuindo esta acção a “alguns seguranças com excesso de zelo”.

Segundo a mesma fonte, a partir do momento em que a federação soube do caso, outros adeptos puderam entrar com as camisolas, defendeu.

“Esperamos que tudo não passe de um mal-entendido e que a Federação Portuguesa de Futebol possa esclarecer ou dissociar-se deste triste episódio de falta de respeito pela liberdade de expressão dos adeptos da nossa selecção”, considerou Pedro A. Neto, director executivo da Amnistia Internacional Portugal.

Aquela organização “teme que este episódio seja mais uma mancha num evento que deveria também ser uma oportunidade de inclusão, respeito e promoção dos direitos humanos”, sentindo que foi restringido um direito à liberdade de expressão.

O Campeonato do Mundo masculino de futebol vai decorrer entre 20 de Novembro e 18 de Dezembro, com a selecção portuguesa apurada e inserida no grupo H, com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 22:10