491: Nova espécie de pterossauro encontrado em Angola

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Uma equipa de cientistas identificou em Angola os restos fósseis de um pterossauro que habitou o local há entre 210 milhões e 65 milhões de anos. Estas criaturas viveram ao mesmo tempo que os dinossauros.

Alguns pterossauros, tais como os azhdarchidae gigantes, foram os maiores animais voadores da Terra, com asas que chegavam aos 12 metros e uma altura comparável à das girafas. As espécies recém-identificadas tinham uma envergadura estimada de 4,8 metros, revelou o Sci News.

Designada epapatelo otyikokolo, esta espécie viveu no que é hoje o território angolano no período Cretáceo, há entre 71,6 e 71,4 milhões de anos, segundo um estudo publicado na Diversity.

“As descobertas de pterossauros em África têm sido relativamente esparsas, com as principais concentrações de fósseis no continente a ocorrer em países do norte, com ocorrências díspares mais a sul”, indicou Alexandra Fernandes, paleontóloga do Museu da Lourinhã, da Universidade NOVA de Lisboa e da Bayerische Staatssammlung für Paläontologie und Geologie.

“Esta distribuição deve-se, provavelmente, à escassa amostragem de campo e à potencial indisponibilidade de exposições mesozóicas em toda a África subsariana. Além disso, a maior parte do que tem sido desenterrado em África são ossos isolados”, indicou a especialista.

De acordo com os investigadores, o epapatelo otyikokolo pertence à família dos pterossauros Pteranodontia.

Os restos fossilizados de vários indivíduos de Epapatelo otyikokolo e outros pterossauros foram encontrados na parte superior da Formação Mucuio, perto da comuna de Bentiaba, na província do Namibe, em Angola.

“Colocamos a hipótese de que os pterossauros angolanos entraram no reino marinho enquanto se alimentavam, da mesma forma que as modernas aves marinhas – como os alcatrazes e os pelicanos castanhos”, disseram os autores.

  ZAP //
26 Outubro, 2022