761: PCP está a ser “queimado em lume brando” e devia “corrigir” posição sobre Ucrânia

– O PZP está a ser queimado em lume brando por única e exclusiva responsabilidade dos seus dirigentes e ponto final. Porque pelos vistos e tendo em conta a sua actuação ao longo dos anos, existe subserviência à Federação Russa (antes URSS), mesmo que jurem a pés juntos que não, é falso! E depois existem os cronistas da ordem que escrevem artigos impregnados de lixívia a fim de branquearem certo tipo de situações. Tal e qual os dirigentes russonazis ☠️卐☠️ em ordem à invasão e guerra com que atacaram, invadiram e assassinam milhares de civis indefesos de todas as idades, num país soberano, a Ucrânia. Mas a Ucrânia, para os comunas tugas não existe, perfilhando a mesma ideia dos russonazis ☠️卐☠️ putineiros.

OPINIÃO

O antigo secretário-geral da CGTP Arménio Carlos defendeu que o PCP deve “corrigir” a sua posição em relação à guerra na Ucrânia.

Rodrigo Antunes / Lusa
O ex-secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos

A posição do Partido Comunista Português (PCP) em relação à guerra na Ucrânia é polémica desde o primeiro dia. Inicialmente, o PCP recusou condenar a Rússia pelo ataque à Ucrânia, embora todos os partidos já o tivessem feito.

Em Março, os comunistas votaram contra a resolução do Parlamento Europeu a condenar a invasão russa. Mais tarde, pela voz de João Oliveira, o partido acabou por reconhecer a invasão, mas acusou Volodymyr Zelensky de incorporar nazis nas Forças Armadas.

Uma série de eventos sucederam, com os comunistas a nunca serem muito incisivos na sua condenação das acções de Vladimir Putin. Em entrevista ao programa Hora da Verdade, do Público e Rádio Renascença, Arménio Carlos lamenta ver o PCP “queimar em lume brando” por não ter respondido directamente à questão sobre se houve ou não invasão da Ucrânia pela Rússia.

“Como militante de base eu tenho esta opinião, que expressei há muitos meses. Continuo a expressar, porque aquilo que eu sinto, aquilo que me dói, aquilo que me custa, é que na sociedade portuguesa, com esta situação, o Partido Comunista continua a ser queimado em lume brando.

É isso que eu não quero, porque não é isso que está na origem das posições do partido. O partido sempre foi contra a guerra, pela paz”, disse o sindicalista.

Com a chegada de Paulo Raimundo ao poder, o antigo secretário-geral da CGTP desafia até o partido a “corrigir” a sua posição.

“Acho que, neste momento, o partido só ganhará…Porque isto é assim. Quando alguma coisa não corre bem, nós também temos que dizer: não correu bem, não era aquilo que pensávamos, corrigir. Acho que o partido devia fazer isso”, aconselhou o antigo secretário-geral da CGTP.

Segundo Arménio Carlos, o partido “tem uma posição correta” sobre aquilo que levou à guerra, mas “o problema de fundo não é esse”.

“O problema de fundo é não se responder de uma forma objectiva a uma pergunta que foi feita: se houve ou não houve invasão na Ucrânia”, atirou.

Arménio Carlos salienta que, nas suas últimas intervenções, Paulo Raimundo “já deu mais algumas nuances” sobre a condenação da invasão russa.

O novo secretário-geral do PCP assumiu que a posição do partido quanto à guerra na Ucrânia é “simples e simultaneamente complexa”. Mas mantém o discurso habitual, frisando que a Rússia é um “cão atiçado” por EUA, NATO e União Europeia.

“Não há dúvida de que há uma intervenção militar russa na Ucrânia” que o PCP “não relativiza”, começa por notar Raimundo, antes de recorrer a uma história de infância para ilustrar que o Kremlin foi instigado.

“Tenho um amigo de infância e – miúdos de seis, sete anos – ele tinha um cachorrinho. Então a brincadeira que se montou – que era uma coisa completamente absurda – era três crianças que à vez atiçavam o cão.

Quando o cão vinha para morder gritavam e o cão, coitado, baixava… Esse meu amigo, que era o dono do cão, quando foi a vez dele de fazer esse movimento de atiçar o cão, o cão deu-lhe 20 e tal dentadas. Ao dono! E a pergunta é: a culpa é do cão? O cão é culpado desse ato?”, questionou Paulo Raimundo.

ZAP //
7 Novembro, 2022



 

Jerónimo de Sousa aponta ao “reforço” do PCP, contra “campanha de calúnias”

– Engraçado… Ao ler este artigo e contextualizando-o internacionalmente, parece estar a ver/ouvir os discursos dos ORCS russonazis ☠️卐☠️ a proferirem o mesmo tipo de linguagem – forças reaccionárias, natureza da NATO, a guerra e as sanções -, embora a ex-URSS já não tenha nada a ver com comunismo – até a bandeira mudaram da cor vermelha com a foice e o martelo para as três listas branca, vermelha e azul). Interessante, mas nada de estranhar…!

POLÍTICA/PZP/CONFERÊNCIA NACIONAL

Na sua última intervenção como líder do PCP, Jerónimo de Sousa insurgiu-se contra a “campanha antidemocrática” contra o partido e deixou um caderno de encargos ao sucessor Paulo Raimundo, que será eleito em Comité Central ao final desta tarde de sábado. E despediu-se com muito afecto.

Jerónimo de Sousa
© Reinaldo Rodrigues / Global Imagens

Jerónimo de Sousa, naquele que foi o último discurso como líder ao partido, entrou no Pavilhão Alto do Moinho, em Corroios, Seixal, sob forte aplauso e o grito em uníssono “PCP, PCP” e punhos erguidos dos delegados comunistas que participam na Conferência Nacional que marcará a mudança de liderança do PCP para as mãos de Paulo Raimundo.

“Sabemos dos impactos negativos nos planos eleitorais, da expressão institucional, das nossas dificuldades, das nossas insuficiências e atrasos que estão identificados e importa superar”, assumiu perante os seus camaradas.

A Internacional abriu os trabalhos e Jerónimo, nestas últimas palavras enquanto secretário-geral, reafirmou os princípios do PCP e recebeu novamente palmas quando disse que o partido é vítima “de campanhas de deturpação” de “calúnias e tentativas de chantagem”.

“A classe dominante – os senhores do mando do país – ambicionaria que, perante a ofensiva, o partido tivesse soçobrado e abdicado dos seus princípios, se submetesse a sua agenda e aos seus critérios.

Que escondesse ao povo a verdade sobre os aproveitamentos da pandemia, as opções de classe do PS, os projectos das forças reaccionárias, a natureza da NATO, a guerra e as sanções. Enganaram-se e vão continuar enganados!” As palmas irromperam novamente no Pavilhão.

Jerónimo de Sousa já se tinha insurgido contra “o imperialismo” e contra a o “aproveitamento da pandemia, da instigação da confrontação e principalmente das sanções”. Nunca mencionou a palavra Rússia, apenas aludiu à intensificação da guerra na Ucrânia.

Que, disse, resulta num processo de degradação de condições de vida dos portugueses, sem que o Orçamento do Estado para 2023, a ser debatido no Parlamento, responda ao “aumento do custo de vida”.

“A governação mostra cada vez mais um PS inclinado para a direita”, afirmou. Ele que deu a mão ao PS em 2015 para formar a geringonça, mas que em 2021 chumbou o OE para este ano e ajudou a fazer cair o governo de António Costa.”A proposta de Orçamento do Estado aprofundará o empobrecimento da maioria da população”, assegurou.

Além do “embuste do aumento das reformas”, da “farsa da revalorização salarial” do chamado Acordo de Rendimentos, da “retoma do processo privatizador da TAP”, o líder comunista cessante atacou o processo de revisão constitucional em curso e para o qual também contribuiu com um projecto de lei.

“É explicito e crescente o confronto com a Constituição portuguesa por parte de forças reaccionárias com o objectivo da sua revisão e subversão”. Jerónimo associou sempre PS, PSD, CDS, Chega e IL tudo num mesmo bolo.

Caderno de encargos para o país e partido

Mesmo de saída da liderança., e continuando a participar na vida do partido como prometeu, Jerónimo de Sousa deixou um caderno de encargos para o país e para o partido. Paulo Raimundo, sentado na mesa da direcção do partido ouviu-o, a poucas horas de lhe suceder. Entrou, aliás, no Pavilhão ao seu lado.

Das “lutas” para Portugal: aumento dos salários; promoção dos direitos das crianças e pais; bater-se por melhores condições de vida da juventude; valorização das reformas e das funções sociais do Estado, entre outras.

O “reforço” do partido foi a grande mensagem deixada para o camarada que lhe vai suceder. Jerónimo de Sousa apontou à “formação de quadros”, ao recrutamento de novos militantes, maior intervenção junto “da classe operária”, tal como “promover uma ampla iniciativa a partir das organizações locais do partido”.

No plano da imprensa, o líder comunista cessante, que deixa estas funções no partido após 18 anos (em 2004 foi eleito secretário-geral do PCP) sublinhou a campanha em torno do órgão oficial do PCP, O Avante!, a iniciar em Abril de 2023, para aumentar a promoção e venda do jornal.

Com o quadro de fundo de um partido que tem encolhido nas urnas – de 12 deputados ainda saídos das eleições de 2019, a bancada parlamentar passou para 6 nas de 2022 – Jerónimo de Sousa rematou a garantir que “o PCP influenciou e influencia a evolução da vida nacional”, “um dever do qual o PCP não abdica”.

A Conferência Nacional rendeu-se em palmas e “assim se vê a força do PC” soou no Pavilhão do Alto do Moinho com grande intensidade. Uma ovação de sete minutos de pé.

Os trabalhos prosseguem esta tarde com intervenções de delegados dos vários distritos do país e culminará amanhã com a intervenção do novo secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, que será eleito ao final da tarde na reunião do Comité Central.

A Conferência Nacional do PCP, a quarta em 100 anos, foi organizada com o objectivo de reenquadrar a acção do partido em contexto de maioria absoluta do PS, aumento da inflação e consequente degradação das condições de vida da generalidade da população, e também de incerteza em relação ao redesenho do mapa geopolítico internacional.

Diário de Notícias
Paula Sá
12 Novembro 2022 — 11:21



 

169: PCP critica ex-líder soviético em texto sem uma palavra de pesar

– As voltas que o Mundo dá…!!! A velha e gasta K7 social-fascista pela voz do cabecilha do PZP! Acusa Mikhail Gorbachev de ter aberto portas ao imperialismo capitalista ocidental, mas é subserviente e apoiante de um oligarca imperialista terrorista, mais que capitalista chamado Vladimir Vladimirovitch Putin!!!

POLÍTICA/PZP/UNIÃO ZOVIÉTICA

“Gorbachev foi um dos principais responsáveis pela destruição da União Soviética e a restauração do capitalismo na Rússia, quando o que se impunha era o aperfeiçoamento do socialismo”, lê-se na abertura do breve comunicado de apenas um parágrafo e 123 palavras.

Jerónimo de Sousa
© PAULO CUNHA/LUSA

O PCP emitiu esta quarta-feira uma nota fortemente crítica do ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, responsabilizando-o pela restauração do capitalismo na Rússia, sem qualquer palavra de pesar pela sua morte na terça-feira.

“Gorbachev foi um dos principais responsáveis pela destruição da União Soviética e a restauração do capitalismo na Rússia, quando o que se impunha era o aperfeiçoamento do socialismo”, lê-se na abertura do breve comunicado de apenas um parágrafo e 123 palavras.

Para os comunistas, a intervenção de Gorbachev “contribuiu para abrir caminho à contra-ofensiva do imperialismo para recuperar as posições perdidas ao longo do século XX e impor a sua hegemonia no plano mundial, com as graves consequências que daí advieram para os direitos dos trabalhadores, a soberania dos povos, a segurança na Europa e a paz no mundo”.

A comprovar esta ideia estão, segundo o PCP, “as guerras da Jugoslávia, do Iraque, da Líbia, da Síria, do Iémen, da Ucrânia, entre outras”.

“O reconhecimento e rasgados elogios que lhe são despendidos pelos responsáveis dos EUA, da UE e da NATO falam por si”, termina o comunicado do PCP.

Mikhail Gorbachev morreu na terça-feira aos 91 anos, adiantaram as agências de notícias russas Tass, RIA Novosti e Interfax, que citaram o Hospital Clínico Central.

O gabinete de Gorbachev havia dito que o ex-chefe de Estado estava em tratamento no hospital, mas, até ao momento, não foram fornecidos mais pormenores.

Como último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev travou uma batalha perdida para salvar um império fragilizado, mas produziu reformas extraordinárias que levaram ao fim da Guerra Fria.

O antigo secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), entre 1985 e 1991, desencadeou uma série de mudanças que resultaram no colapso do Estado soviético autoritário, na libertação das nações do Leste Europeu do domínio russo e no fim de décadas de confronto nuclear Leste-Oeste.

A Tass informou que o ex-chefe de Estado vai ser enterrado no cemitério Novodevichy, em Moscovo, ao lado da sua mulher.

Diário de Notícias
DN/Lusa
31 Agosto 2022 — 11:56