764: Kiev queria arrastar NATO para conflito com incidente na Polónia, afirmam analistas russos

– Existe muita coisa neste episódio do míssil caído na Polónia que não bate certo. E esta acusação a Zelensky é gravíssima a ser verdade.
01.- Seria o Zelensky tão estúpido para disparar um míssil para a Polónia para envolver a NATO no conflito provocado pelos russonazis, sabendo ele que hoje é fácil saber-se as origens das munições?
02.- Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética. Este diz que o míssil é um modelo ultrapassado dos tempos da união soviética;
03.- Vladimir Soloviv, comentador, disse ironicamente que: “Até que enfim a Ucrânia entrou na NATO, ainda que só com um míssil e em território polaco”, acrescentando ter “pena dos dois polacos que perderam a vida”, e, invocando a 2ª Guerra Mundial, lembrou que “muitos outros polacos morreram às mãos do regime nazi”. A mesma acusação que os russonazis fazem aos ucranianos;
04.- “Olga Skabeeva, popular apresentadora do programa “60 Minutos”, que passa quotidianamente no canal “Rússia 1”, sublinhou que, “enquanto vozes da razão de alguns países dizem que nada se deve afirmar antes de uma investigação pormenorizada, Zelensky investigou tudo numa noite e concluiu que o míssil foi disparado por forças russas”.
Segundo a apresentadora russa, os “fragmentos deixados pela explosão no local indicam tratar-se de um míssil ucraniano C-300″.”
Esta apresentadora diz que o míssil é um ucraniano c-300 enquanto o outro diz que é um míssil ultrapassado dos tempos da união soviética.
O melhor é ficar aguardando, se é que vai ser identificado o míssil, pelas conclusões do assunto.

POLÓNIA/UCRÂNIA/MÍSSIL/SUPOSIÇÕES/CULPAS

Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética

Kiev queria arrastar NATO para conflito com incidente na Polónia, afirmam analistas russos © Ukrinform

A Ucrânia terá premeditado o disparo do míssil que atingiu a Polónia na terça-feira, para arrastar a NATO para o conflito, disseram esta quarta-feira vários analistas e comentadores russos.

Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética.

“As forças ucranianas continuam a utilizar armamento soviético tecnicamente ultrapassado. Os mísseis mais modernos destroem-se no ar quando vão falhar o alvo, o que não aconteceu com este, que se abateu numa zona agrícola e explodiu”, disse Skatchko.

Ainda segundo Skatchko, “tratou-se de uma provocação da Ucrânia, com o fim de intensificar ainda mais o conflito e assim continuar a receber do Ocidente ajuda em armas e dinheiro, sem os quais o regime [do Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky não sobreviverá”.

No mesmo programa, Vitali Kisseliov, perito militar, coronel da auto-proclamada República Popular de Lugansk, afirmou “tratar-se claramente de uma provocação previamente organizada”, sugerindo que as duas vítimas mortais resultaram de um erro de planeamento.

O míssil que se abateu sobre solo polaco fez recear um envolvimento da NATO no conflito, pelo facto de a Polónia estar abrangida pelo compromisso de defesa colectivo da Aliança atlântica.

A Rússia negou ter disparado o míssil sobre uma povoação polaca perto da fronteira com a Ucrânia, que na terça-feira provocou dois mortos numa localidade perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto Varsóvia admitiu ser “altamente provável” que se tratasse de um projéctil antiaéreo ucraniano.

Ainda esta tarde, a Casa Banca considerou que “nada contradiz” a tese pela qual o míssil que caiu na Polónia era proveniente da defesa ucraniana, apesar de atribuir as “últimas responsabilidades” à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Contudo, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reafirmou hoje que o míssil era russo.

Também hoje, e numa alusão à intenção ucraniana de aderir à Aliança Atlântica, o conhecido comentador Vladimir Soloviov, ironizou ao abrir o seu programa diário: “Até que enfim a Ucrânia entrou na NATO, ainda que só com um míssil e em território polaco”.

Mais adiante, Soloviov disse ter “pena dos dois polacos que perderam a vida”, e, invocando a 2ª Guerra Mundial, lembrou que “muitos outros polacos morreram às mãos do regime nazi”.

Olga Skabeeva, popular apresentadora do programa “60 Minutos”, que passa quotidianamente no canal “Rússia 1”, sublinhou que, “enquanto vozes da razão de alguns países dizem que nada se deve afirmar antes de uma investigação pormenorizada, Zelensky investigou tudo numa noite e concluiu que o míssil foi disparado por forças russas”.

Segundo a apresentadora, os “fragmentos deixados pela explosão no local indicam tratar-se de um míssil ucraniano C-300”.

O objectivo do presidente ucraniano, referiu, seria “arrastar a Rússia para um confronto militar directo com a NATO”, mas nem “Washington, nem Bruxelas quiseram desencadear uma guerra mundial por causa de um tractor, duas vítimas e um depósito de cereais de uma aldeia polaca”.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

MSN Notícias
Expresso Expresso
Lusa
16.11.2022 às 21:13



 

“Uma escusa é uma denúncia, que é um direito fundamental da democracia”, diz bastonário

– Neste particular, até dou uma certa dose de razão ao PR quando afirma que – e passo a citar – “as escusas é o de que “é um elemento inovatório” de oposição ao governo no actual quadro político e “não a verdadeira situação que se vive no SNS“. Este bastonário e a outra bastonária sempre foram contra esta governança. Por motivos políticos e não por motivos das respectivas áreas. A saúde, o SNS, têm carências, nada é perfeito neste Portugal dos pequeninos, mas malhar apenas por malhar, é feio para quem escolheu a profissão de médico ou de enfermeiro. E ambas as classes, depois de terminarem os seus cursos, fizeram os respectivos juramentos. Na ordem dos médicos: No momento de ser admitido como
Membro da Profissão Médica:
Prometo solenemente consagrar a minha vida ao serviço da Humanidade. Darei aos meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos. Exercerei a minha arte com consciência e dignidade. A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação. Mesmo após a morte do doente respeitarei os segredos que me tiver confiado. Manterei por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica. Os meus Colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente.
Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade. Faço estas promessas solenemente,
livremente e sob a minha honra.
Na ordem dos enfermeiros: ““Solenemente, na presença de Deus e desta assembleia, juro: Dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e fidelidade; guardar os segredos que me forem confiados; respeitar o ser humano desde a concepção até depois da morte; não praticar actos que coloquem em risco a integridade física ou psíquica do ser humano; actuar junto à equipe de saúde para o alcance da melhoria do nível de vida da população; manter elevados os ideais de minha profissão, obedecendo os preceitos da ética, da legalidade e da mora, honrando seu prestígio e suas tradições”.” Ninguém lhes apontou uma arma à cabeça para escolherem as respectivas profissões. E se ambas as classes estão descontentes, sigam as directrizes passistas quando pediu aos jovens para saírem da sua zona de conforto e emigrarem. Afinal são todos da mesma cor política…! Importa perceber quem pode ou não ser responsabilizado em caso de erro médico, sendo certo que o direito do utente nunca sai beliscado. E uma escusa, é simplesmente a razão apresentada para justificar ou desculpar algo ou alguém, ou seja, uma DESCULPA ou JUSTIFICAÇÃO. Sejam, no mínimo, honestos com a profissão que desempenham e cumpram os respectivos juramentos!

SAÚDE PÚBLICA/ESCUSAS DE RESPONSABILIDADE/DEMAGOGIAS

O número de escusas de responsabilidade entregues pelos médicos “aumentou brutalmente” este ano, com o objectivo de denunciar as condições de trabalho no SNS. Mas Marcelo Rebelo de Sousa veio argumentar que estas “não valem nada juridicamente”. E a classe médica já reagiu.

“Os médicos, ou qualquer outro profissional de saúde, têm o dever de denunciar o que está a correr mal nos seus serviços, até para salvaguardarem os doentes”, diz bastonário.,

A falta de médicos tem vindo a gerar graves constrangimentos na actividade das unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Profissionais, sindicatos e ordem têm catalogado esta crise como sem precedentes e profissionais de todo o país, de serviços de urgência e de internamentos, têm vindo a denunciar as condições em que têm estado a trabalhar, muitas vezes, para não encerrarem serviços.

Segundo explicou o próprio bastonário do Médicos ao DN, “o objectivo da escusa é atenuar a responsabilidade civil e disciplinar de um médico nas situações em que considera estar a exercer sem condições adequadas ao exercício da sua função.

É um meio que pode ser usado por um médico ou por qualquer outro profissional da saúde”, mas serve também “para resguardar os próprios doentes, no caso de algo correr menos bem”.

A verdade é que este tipo de declaração, que não foi usado durante a pandemia, embora já o fosse no período anterior, “aumentou brutalmente este ano”. E isto porque, refere o bastonário, “os médicos atingiram um limite” e “estão a denunciar o que não está bem”.

Mas para o Presidente da República, as declarações de escusa de responsabilidade entregues por médicos “não valem nada juridicamente”, segundo afirmou numa entrevista à CNN, que será emitida na íntegra esta noite.

A posição assumida pelo Presidente ‘irritou’ o sector da saúde, sobretudo a classe médica, ainda por cima porque o argumento usado para justificar as escusas é o de que “é um elemento inovatório” de oposição ao governo no actual quadro político e “não a verdadeira situação que se vive no SNS”, comentaram ao DN fontes médicas.

O bastonário dos médicos, Miguel Guimarães, apesar de sublinhar que, à hora que falava com o DN, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir as declarações do Presidente na íntegra, admite ter “estranhado” a posição veiculada, considerando mesmo que “nenhum órgão de soberania deve interferir com a justiça.

E argumenta: “No caso de algo correr menos bem com um doente, numa situação em que o médico apresentou uma escusa de responsabilidade pelas condições em que estava a trabalhar, será um juiz que irá avaliar se o médico teve ou não responsabilidade, se o caso for para a justiça. Do ponto de vista disciplinar, essa avaliação caberá à Ordem fazê-la”.

Miguel Guimarães defende que “os médicos, ou qualquer outro profissional de saúde, têm o dever de denunciar o que está a correr mal nos seus serviços, até para salvaguardarem os doentes”. Mas vai mais longe: “Uma escusa de responsabilidade é uma denúncia e a denúncia é um dever e um direito fundamental da democracia, no dia em que isto acabar, acaba também a democracia. E se alguém critica isto tem de explicar muito bem o que está a criticar”.

O representante da classe médica comentou ainda que, este tipo de declaração, parece ser uma crítica à entrega de escusas de responsabilidade, o que considera “não ser justo”. “Não acho justo que critique este meio usado pelos médicos e não critique um governo que não dá as condições adequadas aos médicos do SNS para poderem exercer as suas funções”.

Aliás, sublinha mesmo: “Com estas intervenções políticas, vindas de um órgão de soberania, prevejo um futuro negro para a Saúde em Portugal, porque se há cada vez mais médicos a saírem do SNS, com esta argumentação haverá muitos mais a quererem ir embora”.

Sindicatos reagem a Marcelo

Mas não foi só a Ordem dos Médicos que reagiu. Os sindicatos médicos também o fizeram. O Sindicato Independente dos Médicos afirma em comunicado esperar do Presidente da República um papel que “obrigasse o Governo a fortalecer o SNS”, considerando que a sua intervenção “constitui um juízo de prognóstico de longo alcance jurídico”, que deverá “ser corrigido junto das entidades empregadoras destinatárias, do Governo e até da magistratura”.

Em comunicado, a estrutura sindical solicita mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa “encontre um modo de reparar o alarme que foi suscitado, melhor esclarecendo os limites da desconsideração tecida sobre as virtualidades jus-laborais das inúmeras “escusas de responsabilidade” que os trabalhadores médicos se têm visto compelidos a apresentar nos seus locais de trabalho”.

Do lado da Federação Nacional dos Médicos, o presidente, Noel Carrilho, reagiu à Lusa, sublinhando ainda não ter ouvido a entrevista, dizendo que “a principal preocupação que deve existir relativamente há ‘imensa quantidade’ de médicos que colocam a escusa de responsabilidade “não deve ser da sua validade jurídica ou não”, mas o problema que subjaz a essa decisão dos médicos.

“Os médicos não estão a querer dirimir responsabilidades, estão a querer colocar a tónica da responsabilidade em quem a tem não oferecendo as condições mínimas necessárias para que o trabalho se possa desenvolver com os mínimos de qualidade”, salientou ainda.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses também reagiu considerando as declarações do presidente da República sobre escusa de responsabilidade uma “apreciação jurídica”, defendendo que seria importante que exercesse “a magistratura de influência” a apoiar melhores condições de trabalho no sector da saúde.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
11 Agosto 2022 — 21:20
Publicado na edição do DN de 28.08.2022