DIREITO A RSI NEGADO PELA “SEGURANÇA” SOCIAL

Não tenho palavras suficientes para expressar a minha RAIVA, embora contida, com o despacho que a “segurança” social deu ao pedido de RSI efectuado pela minha filha Vera.

No processo de pedido, juntaram-se TODOS os documentos – que nem eram solicitados – não só sobre as RECEITAS, como as DESPESAS do agregado familiar, neste caso eu que sou o único parente da Vera e que se encontra DESEMPREGADA há mais de SEIS ANOS, tendo deixado de receber este mês de Setembro o direito ao subsídio social de desemprego por ter esgotado esse direito.

O meu rendimento, pelos vistos, referenciado pela SS, no valor de € 1.290,62, é uma quantia que chega e sobra para manter a sobrevivência de duas pessoas adultas.

Pelos vistos, estes “contabilistas” de vão de escada, fazem apenas as contas aos rendimentos, IGNORANDO as DESPESAS. Ou seja, a “fortuna” recebida pela pensão de reforma do pai é mais que suficiente para dar uma vida com um mínimo de dignidade e sustento a ele e à filha.

Só que nos mapas que foram anexados ao processo de pedido de RSI, constavam as despesas mensais com renda da casa € 531,00, IRS €1.669,68, mais despesas com alimentação, passe social, farmácia, electricidade, gás, água e Internet, com cópias de todos os documentos destas despesas, fazem com que os subsídios de férias e de natal já nem cheguem para liquidar o IRS.

Não possuindo a requerente do RSI qualquer tipo de rendimento, estando o pai a suportar todas as despesas familiares, já em situação de racionamento e contenção, será justo o indeferimento do RSI?

Para gente que nunca trabalhou na puta da vida, que nunca efectuou descontos ou pagou impostos, o RSI é atribuído sem qualquer problema porque os rendimentos não são declarados. Será isto também justo?

27.Set.2022