981: Sida matou 650 mil pessoas no ano passado

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA / SIDA / MORTES

O número total de novas infecções no ano passado foi semelhante ao registado em 2020, enquanto as mortes caíram 5,79%, embora a taxa de mortalidade tenha sido observada especialmente alarmante entre as crianças.

Cerca de 650 mil pessoas morreram de Sida em 2021 e um milhão e meio de pessoas foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) no ano passado, segundo o relatório anual do Programa das Nações Unidas de Combate ao ​​​​​​​VIH/Sida (ONUSIDA) divulgado esta terça-feira.

O número total de novas infecções no ano passado foi semelhante ao registado em 2020, enquanto as mortes caíram 5,79%, embora a taxa de mortalidade tenha sido observada especialmente alarmante entre as crianças.

Segundo o ONUSIDA, 15% de todas as mortes no ano passado ocorreram entre crianças com menos de 14 anos, apesar de representarem menos de 15% das pessoas a viver com o VIH no mundo.

No total, 38,4 milhões de pessoas têm VIH em todo o mundo, de acordo com as últimas estatísticas disponíveis, 1,5% a mais do que em 2020, quando a doença afectava cerca de 37,8 milhões de pessoas, segundo o relatório apresentado dois dias antes do Dia Mundial de Combate à Sida, que se assinala em 01 de Dezembro.

De qualquer forma, as novas infecções caíram 54% desde o pico da doença em 1996 e as mortes caíram 32% desde 2004, quando dois milhões de pessoas perderam a vida devido à Sida.

Quase dois terços das infecções globais ocorreram por contacto sexual entre pessoas pertencentes a grupos de risco (profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injectáveis e pessoas transexuais).

A parte positiva é que em 2021 aumentou o número de pessoas com acesso à terapia anti-retroviral, que subiu 5,22%, chegando a 28,7 milhões de pessoas tratadas.

Por região, a África Oriental e Austral responde por quase metade do total de casos de Sida no mundo: 20,6 milhões, dos quais 78% têm acesso ao tratamento anti-retroviral.

O tratamento é menos comum no norte do continente africano e na Ásia Central, onde apenas metade da população afectada tem as terapias necessárias.

O documento destacou a desigualdade de género na luta contra a Sida em diferentes regiões do mundo e mostra o seu impacto nas mulheres na África subsariana, onde as adolescentes entre 15 e 19 anos têm duas vezes mais chances de serem infectadas do que homens da mesma faixa etária.

Cerca de 63% das novas infecções por VIH na região eram mulheres, quase 10 pontos percentuais a mais do que nas estatísticas globais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Novembro 2022 — 09:25



 

OMS altera nome da Monkeypox. A partir de agora é “mpox”

SAÚDE PÚBLICA / MONKEYPOX = MPOX / OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou o nome da doença “monkeypox” para “mpox” para evitar uma linguagem racista e estigmatizante como aconteceu quando o surto se expandiu no início do ano.

© EPA/IDREES MOHAMMED

“Após uma série de consultas com peritos mundiais, a OMS começará a utilizar o novo termo “mpox” como sinónimo de “monkeypox”, afirma a OMS em comunicado.

Segundo a OMS, os dois nomes poderão ser utilizados simultaneamente durante um ano, período após o qual o nome monkeypox será eliminado.

“Isto serve para mitigar as preocupações levantadas pelos especialistas acerca da confusão causada por uma mudança de nome no meio de um surto global e também dá tempo para completar o processo de actualização da Classificação Internacional de Doenças e para actualizar as publicações da OMS”, adianta.

Segundo a organização, quando o surto de “monkeypox” se expandiu no início deste ano, “foi observada e comunicada à OMS uma linguagem racista e estigmatizante na Internet, noutros contextos e nalgumas comunidades”.

“Em várias reuniões, públicas e privadas, vários indivíduos e países manifestaram preocupação e pediram à OMS que propusesse um caminho para alterar o nome”, sublinha.

A OMS, em conformidade com o processo de actualização da Classificação Internacional de Doenças, realizou consultas para recolher opiniões de uma série de peritos, bem como de países e do público em geral, que foram convidados a apresentar sugestões para novos nomes.

Vários órgãos consultivos foram ouvidos durante o processo de consulta, incluindo peritos dos comités consultivos médicos e científicos e de classificação e estatística, que constituíam representantes de autoridades governamentais de 45 países diferentes.

Com base nestas consultas, e em discussões posteriores com o Director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a OMS recomenda a adopção do novo sinónimo “mpox” em inglês para a doença.

O termo “mpox” será incluído na lista oficial de doenças que a OMS irá actualizar em 2023.

De acordo com a OMS, as considerações para as recomendações incluíram a fundamentação, adequação científica, extensão do uso actual, pronúncia, uso em diferentes línguas, ausência de referências geográficas ou zoológicas, e a facilidade de recuperação de informação científica histórica.

Normalmente, o processo de actualização da Classificação Internacional de Doenças pode demorar até vários anos, mas neste caso o processo foi acelerado, embora seguindo as etapas padrão.

A OMS adoptará o termo “mpox” nas suas comunicações e encoraja outros a seguirem esta recomendação, “para minimizar qualquer impacto negativo contínuo do nome actual e da adopção do novo nome”.

Desde o início do surto na Europa, que se estendeu a outros países como Estados Unidos, Canadá, Brasil, foram confirmados mais de 81.000 casos (55 dos quais fatais) em cerca de 100 países, entre os quais Portugal, com 948 casos.

A OMS/Europa apoiou organizações da sociedade civil com informações e orientações durante todo o surto e com a divulgação de boas práticas, partilhando aprendizagens de países com estratégias de resposta criativas e eficazes, como a criação de uma equipa de resposta rápida em Portugal, que foi um dos primeiros países da Europa a dar sinais de estabilização da transmissão da doença.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Novembro 2022 — 14:36



 

917: Quase 200 centros de saúde já têm horário alargado

SAÚDE PÚBLICA/CENTROS DE SAÚDE/HORÁRIO ALARGADO

Este aumento da capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários pretende responder à maior procura da população nos meses de outono e inverno, e diminuir a afluência aos serviços de urgência em situações não emergentes.

© Global Imagens

Quase duas centenas de centros de saúde estão já a funcionar em todo o país com horário alargado, disponível para consulta no portal do SNS, uma medida que visa diminuir a pressão sobre as urgências hospitalares.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, divulgado hoje, “de norte a sul do país, são 176 os centros de saúde a funcionar com horários de atendimento alargado (dias úteis) ou complementar (fim de semana e feriados), disponibilizando uma resposta de proximidade à comunidade em situações de saúde não emergente”.

Este aumento da capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários pretende responder à maior procura da população nos meses de outono e inverno, e diminuir a afluência aos serviços de urgência em situações não emergentes.

Na última semana, registou-se uma procura mais elevada das urgências hospitalares, sobretudo nas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde os doentes urgentes (pulseira amarela) tiveram de esperar, na terça-feira de manhã, uma média de 14 horas para serem atendidos, quando o tempo recomendado é de 60 minutos.

Na quarta-feira, o ministro Manuel Pizarro apresentou o Plano Estratégico do Ministério da Saúde: Resposta Sazonal em Saúde – Inverno 2022-2023, dando conta que os centros de saúde iriam ter horário alargado ou com atendimentos suplementares e que o portal do SNS (Serviço Nacional de Saúde) disponibilizaria essa informação actualizada diariamente.

A ideia é que as pessoas tenham um acesso fácil à informação de que serviços de saúde estão abertos e possam acorrer a esses locais, evitando a sobrelotação das urgências hospitalares.

Na altura da apresentação do plano, o governante indicou que estavam abertos 36 centros de saúde com horário alargado na região de Lisboa e Vale do Tejo, e mais “quatro ou cinco” na região Norte.

Hoje são já 176 as unidades de cuidados de saúde primários com horário alargado, cuja informação está em constante actualização na área dedicada ao plano de inverno no portal do SNS.

A nota do Ministério da Saúde destaca ainda a importância de os utentes ligarem primeiro o serviço SNS 24 (808 24 24 24), para uma triagem e encaminhamento adequado de cada situação, para uma resposta mais célere e também para o melhor planeamento da actividade do SNS.

Segundo a tutela, está também em curso a operacionalização da “Via Verde ACeS” nos Serviços de Urgência (SU), existindo já protocolo celebrado com 24 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), de um total de 55, em articulação com unidades hospitalares.

Esta resposta permite que os utentes não urgentes — ou seja, pulseira branca, azul ou verde — sejam encaminhados dos hospitais para os centros de saúde, com data e hora previamente definidas, sendo atendidos, no máximo, em 24 horas.

A caminho do inverno, o Ministério da Saúde pede a todos os cidadãos elegíveis, que se vacinem contra a gripe sazonal e COVID-19. A modalidade casa aberta, que dispensa marcação, está desde esta semana disponível para maiores de 65 anos.

Diário de Notícias
Lusa/DN
26 Novembro 2022 — 11:11



 

Diabetes. “A educação é o instrumento principal além da própria medicação”

SAÚDE PÚBLICA/DIA MUNDIAL DA DIABETES

Prevenir, diagnosticar e educar são as três componentes essenciais para combater a diabetes. Vida nas cidades pode causar aparecimento da doença, segundo José Manuel Boavida.

Presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal garante que é necessário reforçar o diagnóstico da doença.
© Jorge Amaral/Global Imagens

“Cerca de 537 milhões de adultos no mundo vivem com diabetes – número que poderá aumentar se não forem tomadas medidas que revertam esta tendência”. Este é o alerta que o médico José Manuel Boavida e o arquitecto Gonçalo Folgado pretendem deixar no Dia Mundial da Diabetes, que se assinala esta segunda-feira.

Em Portugal a situação da diabetes é preocupante e o panorama actual é difícil de identificar devido à falta de diagnósticos, segundo José Manuel Boavida, presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP). A isto, junta-se as consequências da pandemia na doença, que ainda estão por apurar…

“O impacto da pandemia ainda é difícil de avaliar, mas há estudos que apontam para o aumento do aparecimento da diabetes induzida pela própria infecção de covid-19.

O facto de as pessoas terem estado mais resguardadas e com receio da actividade física pode ter levado a alterações até na alimentação”, explica ao DN.

Segundo José Boavida, “grande parte do número de novas pessoas com diabetes está associado a zonas de pobreza e vulnerabilidade” e as fragilidades da covid-19 podem ter afectado especialmente a saúde dos mais necessitados .

“Acredito que estejamos perante um aumento que é temporário, mas poderá tornar-se profundo se a crise económica e social se agravar. Hoje, a diabetes é uma doença social muito determinada por esses factores”, diz.

Nesse sentido, o médico alerta para o reforço dos diagnósticos precoces. “É muito mais fácil tratar a diabetes e fazer com que entre em remissão quando é diagnosticada nos primeiros anos”, logo “é necessário que existam rastreios sistemáticos das pessoas em risco e fazer-se análises apropriadas para determinar se têm ou não têm diabetes”.

No âmbito do Dia Mundial da Diabetes, a principal mensagem de José Manuel Boavida remete para a educação e consciencialização da prevenção e tratamento da doença.

“A diabetes é essencialmente uma doença tratada pelos próprios doentes, com o conhecimento que adquirem após educação, sabendo gerir a medicação, hábitos e recorrendo aos profissionais de saúde sempre que existem alterações”, justifica.

“A educação é a fonte para a autonomia e para a capacidade de as pessoas atingirem o controlo da diabetes. Essa educação tem de ser sistematicamente implementada antes de as pessoas em risco desenvolverem diabetes e posteriormente também. A educação é o instrumento principal além da própria medicação”, reforça.

Prevenir a doença em Lisboa

De acordo com José Manuel Boavida, a diabetes é uma “doença social” que se verifica essencialmente nas zonas urbanas graças à mudança para hábitos alimentares menos saudáveis causados pelo afastamento das zonas rurais. Portanto, “as cidades têm que ser olhadas como fonte de aparecimento da diabetes e devemos encontrar correcção para alguns dos problemas”.

Em vista ao combate da diabetes nas cidades, o Programa de prevenção da Diabetes e Obesidade na cidade de Lisboa – Cities Changing Diabetes – lança esta segunda-feira o Foodscapes Toolkit, uma ferramenta que permite avaliar o impacto do ambiente urbano na saúde pública, com vista à definição de medidas que promovam o bem-estar físico e social.

Ao DN, Gonçalo Folgado, arquitecto e presidente da associação LOCALS APPROACH (parceira do projecto), explica que durante cerca de um ano, foram realizados estudos no bairro 2 de Maio na Ajuda, em Lisboa, para entender os comportamentos dos residentes e “poder tornar Lisboa mais saudável no combate à diabetes”.

Entre os resultados, concluiu-se que a freguesia da Ajuda tem uma oferta reduzida de alimentos saudáveis e que existe, na generalidade, alguma dificuldade no acesso aos estabelecimentos de venda de bens essenciais.

“55% dos inquiridos deste estudo admitem que subir a encosta com o peso das compras é um dos desafios para uma alimentação saudável”, partilha Gonçalo.

Perante estes dados, a equipa responsável pela Foodscapes Toolkit defende a aplicação de benefícios como a instalação de uma cozinha comunitária, workshops de culinária, a instalação de escadas rolantes “para ligar o alto da Ajuda à parte de baixo da Ajuda”, um livro de receitas da comunidade, descontos em ginásios locais e a criação de um supermercado no Polo Universitário da Ajuda para aumentar a oferta alimentar.

Fora estas dificuldades, Gonçalo Folgado realça ainda o dinheiro e a literacia alimentar como desafios que podem impedir uma alimentação saudável. “Com a inflação, tem sido cada vez mais difícil conseguir comprar alimentos não processados e até nos estabelecimentos muitas vezes fica mais barato beber uma cerveja do que uma garrafa de água”, afirma.

Além disso admite que em Portugal “ainda há alguma resistência no sentido de comer mais saudável”. “Somos um povo um pouco conservador porque achamos que as receitas dos nossos avós e dos nossos pais são sempre as mais nutritivas, o que nem sempre é verdade e há que haver esforço para uma alimentação saudável e uma vida activa que possa prevenir o aparecimento da diabetes”, resume.

ines.dias@dn.pt

Diário de Notícias
Inês Dias
14 Novembro 2022 — 07:00



 

695: Estudo descobre como a Parkinson se espalha pelo cérebro

CIÊNCIA/PARKINSON

A pesquisa pode ter resolvido um mistério antigo sobre a doença e descoberto como os agregados de alfa-sinucleína se espalham pelo cérebro e causam a progressão da Parkison.

(CC0/PD) StockSnap / pixabay

Um novo estudo publicado na Nature Communications resolveu um mistério sobre a doença de Parkinson. De acordo com a pesquisa, os agregados da proteína alfa-sinucleína espalham-se nos cérebros de pacientes com a doença de Parkinson através de um processo de ejecção do lixo celular.

Durante este processo, conhecido como exocitose de lisossomos, os neurónios libertam lixo de proteínas que não pode ser degradado ou reciclado. Esta descoberta tem grandes implicações nos tratamentos e na prevenção da doença.

A Parkinson é uma doença neurológica caracterizada pela perda de neurónios num padrão que se espalha pelo cérebro. Ao longo de vários anos, a doença progride e os pacientes começam a sofrer com tremores e a ter problemas de mobilidade.

Ainda não se sabe muitos detalhes sobre a progressão da doença, pelo que os actuais tratamentos apenas aliviam alguns dos tremores, mas não conseguem travar o avanço da doença.

Nas últimas décadas, foi descoberto que a morte dos neurónios causada pela doença surge no seguimento da propagação de agregados anormais de alfa-sinucleína pelo cérebro, relata o SciTech Daily. Experiências anteriores e ratos e primatas não-humanos mostraram que injectar estes agregados no cérebro pode iniciar alguma da degeneração típica da Parkinson.

Os detalhes sobre como os neurónios fazem esta transmissão entre si nunca foram bem entendidos. No novo estudo, a equipa mostrou que estes agregados de alfa-sinucleína originam-se dentro dos próprios neurónios e depois acumulam-se dentro dos “caixotes do lixo” em forma de cápsula que existem nos lisossomos.

Os lisossomos contém enzimas que desfazem as proteínas e outro lixo molecular e transformam-nas em blocos de construção, essencialmente digerindo e reciclando-o.

Mas os investigadores encontraram provas de que os agregados não são degradados pelos lisossomos e que são simplesmente cuspidos dos seus neurónios de nascença.

Nesse processo, chamado de exocitose, o lisossomo move-se para a membrana celular e funde-se com ela, de modo que o conteúdo do lisossomo é descarregado – como está, sem qualquer encapsulamento – no fluido que envolve a célula.

Os investigadores também mostraram em outros experimentos que, ao reduzir a taxa de exocitose lisossomal, é possível reduzir a concentração aparente de agregados capazes de se espalhar — o que pode vir a ser usado nos tratamentos da Parkinson.

A equipa está agora a dedicar-se a estudos sobre o impacto deste fenómeno no desenvolvimento da Alzheimer.

ZAP //
13 Novembro, 2022



 

609: Governo aumenta pagamentos a Unidades de Cuidados Continuados Integrados

– Infelizmente e durante mais de SEIS ANOS, lutei sozinho como cuidador de minha esposa (Alzheimer e DPOC), sem qualquer ajuda, sem qualquer apoio dado que os custos com os cuidados continuados ou cuidados paliativos eram incomportáveis com o nosso orçamento familiar. E na altura ainda não existia o Estatuto do Cuidador Informal.

SAÚDE PÚBLICA/GOVERNO/CUIDADOS CONTINUADOS

A actualização do preço corresponde a um aumento de 5,5% para as unidades de média duração e reabilitação (UMDR) e de 15,3% para as unidades de longa duração e manutenção (ULDM). Segundo o gabinete do ministro da Saúde, a portaria que ditará esta actualização de tabela será publicada “ainda esta semana”.

Ministro da saúde, Manuel Pizarro
© TIAGO PETINGA/LUSA

As unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) vão receber financiamento extraordinário por parte do Estado, um reforço que terá efeitos retroactivos a Janeiro deste ano, anunciou o ministro da Saúde.

“Vamos aumentar o preço que pagamos pela presença dos utentes na rede. Vamos fazer isto fazendo com que os pagamentos sejam feitos com esta actualização a 1 de Janeiro de 2022, num acordo que fizemos e que se prolongará até ao final de 2023”, disse o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, em Valpaços, no distrito de Vila Real.

Já em comunicado, o Ministério da Saúde divulgou também este domingo que, “em termos globais”, a actualização do preço corresponde a um aumento de 5,5% para as unidades de média duração e reabilitação (UMDR) e de 15,3% para as unidades de longa duração e manutenção (ULDM).

“O Governo fixa novos valores de remuneração dos internamentos de utentes encaminhados para a RNCCI, com efeitos retroactivos a 1 de Janeiro de 2022, reconhecendo o impacto do aumento de custos nas instituições e tendo como objectivo contribuir para a sustentabilidade do sector”, lê-se no comunicado.

Ainda de acordo com o gabinete do ministro da Saúde, a portaria que ditará esta actualização de tabela será publicada “ainda esta semana”.

A portaria é assinada em conjunto pelo Ministério da Saúde, o Ministério do Trabalho e Segurança Social e o Ministério das Finanças.

Em Valpaços, onde participou na inauguração nas novas instalações do Hospital da Santa Casa da Misericórdia local, Manuel Pizarro disse que este é um esforço financeiro justo, porque as unidades estão a enfrentar dificuldades.

O ministro da Saúde explicou que este é “um acordo de médio prazo que prevê que não haverá novas actualizações até ao final de 2023”.

“Mas cria o clima de cooperação necessária para pedirmos com justiça ao sector solidário que nos ajude a alargar a resposta às necessidades dos portugueses”, concluiu.

Já a nota do Ministério da Saúde acrescenta que também será feito “um alargamento do suplemento de 25 euros na diária de internamento sempre que os utentes tenham diagnóstico de úlcera de pressão, maioritariamente acamados, passando a aplicar-se este pagamento adicional, até aqui para doentes transferidos dos hospitais, a utentes que já eram seguidos para esse efeito pelas equipas dos cuidados primários”.

A RNCCI é constituída por vários tipos de respostas, sendo as mais representativas em termos de oferta as ECCI que são equipas multidisciplinares de prestação de serviços de cuidados de continuados domiciliários.

Somam-se as ULDM com internamentos com mais de 90 dias, as UMDR com internamentos com duração entre 30 e 90 dias, e as Unidade de Convalescença (UC) com internamentos até 30 dias.

Na nota enviada este domingo às redacções, o Ministério da Saúde sublinha que, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “está previsto, ao longo dos próximos anos, um aumento muito significativo da capacidade de resposta nesta área”.

A tutela diz que, até ao final de 2025, vão ser criados na rede geral da RNCCI mais 5.500 lugares de internamento, passando-se das actuais 9.552 camas para 15.052.

No sábado, a secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes, no encerramento do 4.º Encontro Nacional de Cuidadores Informais, que decorreu em Leiria, também se referiu à RNCCI, no âmbito do anúncio da criação de vagas de reforço em estruturas para idosos ou lares residenciais para pessoas com deficiência, permitindo ainda o descanso do cuidador informal.

Ana Sofia Antunes garantiu que a portaria do descanso do cuidador se encontra “em fase final de negociação” e também prevê valores de descontos para a colocação de pessoas em cuidados continuados para descanso do cuidador.

Ainda em Valpaços, Manuel Pizarro repetiu o apelo à vacinação, admitindo que os portugueses têm pela frente “um inverno exigente” porque, “ao catálogo das infecções, com a gripe à cabeça, veio juntar-se agora a covid-19”.

“Queria aproveitar esta ocasião para fazer um apelo à vacinação. Temos muito a fazer nos serviços de saúde, mas é preciso que as pessoas também dêem o seu contributo vacinando-se.

A campanha está a correr muito bem. 1,8 milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe e já tomaram a dose de reforço da covid-19 (…).

Queremos chegar a meio de Dezembro com três milhões de portugueses, todos os que têm mais de 60 anos ou vulnerabilidades em função de certas doenças, vacinados”, disse Pizarro.

Questionado sobre se acredita que o uso de máscara voltará a ser obrigatório, o governante disse que aguardará pela avaliação que os peritos de saúde farão esta semana.

“Em primeiro lugar, em segundo lugar e em terceiro lugar o que temos de fazer é vacinar as pessoas com maior vulnerabilidade. E veremos depois se serão necessárias novas medidas de saúde pública. Para já não me parece que sejam necessárias”, disse.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Novembro 2022 — 15:53



 

502: Farmácias passarão a poder renovar medicação de doentes crónicos. Mas só se prescritos no SNS

– “… “Felizmente, nós não temos tido casos de medicamentos a falhar, que não tenham boa alternativa terapêutica e continuamos a trabalhar em conjunto com o Infarmed, em conjunto com as farmácias, em conjunto com a indústria farmacêutica, de forma a garantir que, a ocorrerem falhas, elas não digam respeito a medicamentos que são essenciais”” Ó senhor ministro da saúde, Vossa Excelência desconhece completamente as faltas de medicamentos nas farmácias, seja por estarem esgotados, sejam por terem sido descontinuados. Quer um de muitos exemplos? Há mais de três décadas, depois de vir da guerra do Ultramar, tomo um medicamento para estabilizar/regular a pressão arterial (INIBACE que foi descontinuado há anos, substituído pelo CILAZAPRIL que há várias semanas encontra-se em estado que não se sabe se esgotado se descontinuado.) O médico de família, para não parar com a medicação, receitou um substituto, o RAMIPRIL. Mas existem mais… Seria melhor informar-se disso…

MEDICAMENTOS/FALTAS/INFORMAÇÃO ERRADA

OE prevê o desenvolvimento de “um mecanismo de renovação automática da prescrição para os doentes crónicos, numa interacção SNS/farmácias de oficina”.

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro,
© Carlos Pimentel/Global Imagens

O ministro da Saúde anunciou esta quinta-feira que, em 2023, as farmácias poderão distribuir os medicamentos prescritos nos hospitais para tratamento de algumas doenças e fazer a renovação automática da medicação para doentes crónicos prescrita pelo Serviço Nacional de Saúde.

O ministro falou destas duas medidas inscritas na proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) na conferência anual da Plataforma Saúde em Diálogo, com o tema Saúde: Novos Caminhos, um Desígnio Comum”.

Segundo a proposta do OE2023, aprovada na generalidade no parlamento, o Governo vai promover “a implementação de sistemas de acesso de proximidade, nas farmácias de oficina, aos medicamentos prescritos nos hospitais para o tratamento de patologias a seleccionar”.

Manuel Pizarro notou que 150 mil pessoas têm que de deslocar “mês após mês” ao hospital, algumas tendo de fazer centenas de quilómetros, para fazer “um ato de saúde que é apenas o ato de levantar a última receita do seu médico” para ter os medicamentos essenciais para a sua vida.

“Eu acho que somos capazes de fazer melhor do que isto, de simplificar isto, sem nenhum risco de redução da qualidade e acompanhamento da prescrição” e com “maior comodidade” para as pessoas, utilizando recursos que já existem na comunidade: as farmácias de oficina, que têm “profissionais qualificadíssimos”.

Por outro lado, também já existe uma estrutura de distribuição “muito qualificada”.

Outra medida inscrita no OE2023 é o desenvolvimento de “um mecanismo de renovação automática da prescrição para os doentes crónicos, numa interacção SNS/farmácias de oficina”.

Segundo o governante, esta medida terá um “enorme impacto na vida de centenas de milhares de pessoas com doença crónica”, que têm muitas vezes que sobrecarregar os serviços de saúde de proximidade e profissionais para um ato de renovação da medicação crónica.

Mas, ressalvou, esta medida tem de ser analisada com “todo o cuidado do ponto de vista técnico”, com os médicos, com os farmacêuticos, com os enfermeiros, “porque um medicamento crónico para uma doença crónica pode não ser uma prescrição crónica”.

“Nós seremos capazes de entender e conseguir criar mecanismos adequados para que isso se processe, tirando partido de vantagens adicionais, desde logo a revisão da terapêutica por um outro profissional habilitado, que pode nalguns casos eliminar duplicações e complicações que resultam até em alguns caso de uma menor literacia de uma parte da população, para as quais nem sempre é evidente que duas caixas de medicamentos com um aspecto físico distinto podem corresponder ao mesmo medicamento”, comentou.

Questionado à margem da conferência sobre a falta de alguns medicamentos, Manuel Pizarro esclareceu que “a esmagadora maioria dos medicamentos não tem nenhum problema de abastecimento”.

“Felizmente, nós não temos tido casos de medicamentos a falhar, que não tenham boa alternativa terapêutica e continuamos a trabalhar em conjunto com o Infarmed, em conjunto com as farmácias, em conjunto com a indústria farmacêutica, de forma a garantir que, a ocorrerem falhas, elas não digam respeito a medicamentos que são essenciais”, afirmou.

Também questionado sobre o processo negocial com os sindicatos dos enfermeiros, que foram retomadas na quarta-feira, Manuel Pizarro disse esperar conseguir chegar “a bom porto”, mas recordou que as “negociações continuarão na próxima semana”.

Diário de Notícias
27 Outubro 2022 — 20:07



 

492: Ómega 3 vegetal tem um benefício que desconhecíamos

SAÚDE PÚBLICA/ÓMEGA 3/VEGETAIS/ALIMENTAÇÃO

Tyrrell Fitness And Nutrition / Unsplash

O ácido ómega 3 de origem vegetal também é benéfico para as pessoas com insuficiência cardíaca, indica um estudo de investigadores espanhóis publicado numa revista científica norte-americana sobre Cardiologia.

Os efeitos benéficos para o coração dos ácidos gordos ómega 3 são conhecidos, mas a maioria dos estudos centrou-se nos provenientes do peixe.

No caso do estudo divulgado no Journal of the American College of Cardiology, foi analisada a variante daquele ácido que se encontra em alimentos de origem vegetal, como óleo de linhaça, quinoa, nozes, espinafres, brócolos e cogumelos.

Os investigadores do Hospital Germans Trias i Pujol e do Instituto de Investigação Médica Hospital do Mar, na Catalunha, analisaram amostras de sangue de 902 pacientes com insuficiência cardíaca, seguidos durante três anos, constatando que níveis mais altos de ómega 3 vegetal reduziam o risco de se ser hospitalizado e de morrer.

Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, o estudo revela que as pessoas com níveis baixos do ácido e que sofrem daquela doença têm maior risco (quase 40%) de serem hospitalizadas e de morrer.

A insuficiência cardíaca vai piorando gradualmente, podendo ser controlada com medicação, assim como com uma dieta adequada.

Para Antoni Bayés-Genís, director clínico do Instituto do Coração do Hospital Germans Trias e co-investigador principal do estudo, a relevância deste “é fornecer evidências sobre um factor modificável do estilo de vida, o dietético, que está relacionado com uma menor mortalidade e necessidade de admissão hospitalar no contexto de insuficiência cardíaca”.

“Este é um primeiro passo para fornecer aos cardiologistas uma nova estratégia, segura, barata e acessível, que permite melhorar a qualidade de vida” daqueles doentes, adiantou Bayés-Genís, citado pela EFE.

ZAP //Lusa
26 Outubro, 2022



 

478: Portugal está numa situação estável, mas pode mudar. Tudo vai depender das novas sub-variantes

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SUB-VARIANTES

Os alertas e o impacto que as novas sub-variantes podem ter no aumento de casos não cessam. Desta vez, chegaram da parte da OMS/Europa, que diz: “Não podemos ser complacentes”. Em Portugal, internamentos e óbitos estão controlados, mas “é preciso manter a vigilância”, diz o professor da Faculdade de Ciências de Lisboa Carlos Antunes.

Portugal está a fazer o reforço vacinal dos maiores de 60 anos nesta época.

Na última semana, a Europa registou 1,4 milhões de infecções por covid-19 e 3.250 mortes. Os números foram anunciados ontem por Richard Pebody, chefe da Equipa de Alta Ameaça Patogénica da OMS/ Europa à Agência Lusa , que diz mesmo: “Não podemos dar-nos ao luxo de ser complacentes neste momento.”

O dirigente da OMS/Europa aproveitou a ocasião para destacar que o aumento do número de infecções está a ser sentido desde o início de Outubro, e com particular incidência na Alemanha, França e Itália, devendo obrigar todos os países a preparem-se para um eventual aumento de hospitalizações.

Richard Peabody justificou ainda este cenário com o facto de nos estarmos a aproximar do inverno, sabendo-se já ser normal um agravamento das doenças respiratórias neste período.

Em Portugal, por agora, e de acordo com a análise feita ao DN pelo professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que se tem dedicado à modelação da evolução da covid-19 desde o início da pandemia, “a situação parece estar estável, mas é preciso manter-se a vigilância através dos factores de gravidade da doença, devido ao impacto que as novas sub-variantes, BQ.1 e BQ.1.1, possam vir a ter na nossa população”.

O professor recorda mesmo que, em poucas semanas, e citando os relatórios do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), a prevalência destas novas sub-variantes passou de 0.9 para 4.9.

“Foi uma evolução muito rápida, portanto é provável que nesta altura a prevalência já seja da ordem dos 20% e que, no próximo mês, possa chegar aos 50%”, como já está a acontecer em alguns países europeus.

Daí que alerte, mais uma vez, para a necessidade de “estarmos preparados para o caso de termos de agir de forma individual e colectiva, se o número de infecções começar a aumentar e os internamentos e óbitos também”.

Carlos Antunes sublinhou o facto de se poder “considerar que Portugal está numa situação controlada” a todos os níveis, mas alerta que, nas últimas semanas, se tem vindo a registar “um aumento ligeiro de internamentos em cuidados intensivos e em óbitos”.

É certo que “este aumento está a ser mobilizado sobretudo por uma única região do país, Lisboa e Vale do Tejo (LVT), embora na última semana a Região Centro também tivesse começado a dar sinais deste aumento”, mas é preciso “continuar a vigilância”.

Segundo o professor da Faculdade de Ciências, de 2 a 17 de Outubro, o número de internamentos geral passou de 390 para 480, sendo que o número de camas em Intensivos passou de 22 para 38. Uma situação que considera que ainda tem a ver com o efeito da sub-variante da Ómicron, BA.5, que ainda é a dominante no país.

“O aumento de infecções começou nas camadas mais novas, ainda em Setembro, devido ao início das aulas, mas duas a três semanas depois propagou-se ao resto da população, levando a este aumento, mas sem grande repercussão em termos de óbitos”.

Os dados divulgados no dia 24 pela Direcção-Geral da Saúde, referentes a domingo, dia 23, revelavam a existência de 468 casos e 11 óbitos, embora a média diária seja de 6.5 de óbitos.

Carlos Antunes considera que o factor vacinação tem permitido também o controlo da situação relativa aos óbitos. “Podemos assumir que a situação dos óbitos está mais ao menos controlado pelo reforço vacinal, mas, e como sabemos que as sub-variantes BQ.1 e BQ1.1 também já estão em Portugal, é prematuro ajuizar que tal situação se irá manter”.

Ou melhor, “não sabemos o que estas sub-variantes ainda vão trazer para a Europa ou para Portugal”, especifica. Por isto, sublinha, “é preciso manter a monitorização através dos factores de gravidade”.

Estes são aliás os únicos factores, embora indirectos, que nos podem dar agora uma ideia de como a infecção está a evoluir no nosso país, porque “o número de infecções registadas apenas corresponde a cerca de 1/3 ou de 1/4 da realidade, pois há muitas pessoas infectadas que não são detectadas.

Os casos registados surgem basicamente de quem tem de ir a um hospital e tem de fazer teste”, uma das consequências do fim da estratégia de testagem massiva.

Basta perceber que no final de Setembro passámos de cerca de três mil infecções para mil. Portanto, o número de infecções pouco ou nenhum significado tem agora. O importante é a evolução da gravidade da doença”.

Mas a marcar o dia de ontem, fica o alerta do epidemiologista da OMS/ Europa sobre o facto de terem sido detectadas novas “sub-variantes da Ómicron mais transmissíveis do que as suas antecessoras e que muitas pessoas continuam por vacinar ou com a vacinação incompleta”, não se podendo assim “dizer com certeza o que pode acontecer a seguir”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
26 Outubro 2022 — 07:00



 

458: Estudo sugere que o arroz branco faz tão mal à saúde como a fast-food e doces

SAÚDE PÚBLICA/ARROZ BRANCO/FAST-FOOD

charles haynes / Flickr

A pesquisa descobriu uma correlação entre o alto consumo de grãos refinados, como o arroz branco e alguns tipos de massa, e um maior risco de doença arterial coronária prematura.

Um novo estudo que será apresentado pelo American College of Cardiology Middle East tem más notícias para os amantes de um dos ingredientes mais usados na cozinha portuguesa e na dieta mediterrânica. Segundo a pesquisa, comer arroz branco faz tão mal à saúde quanto comer doces.

Os investigadores no Irão recrutaram 1168 participantes saudáveis e compararam-nos com 1369 pacientes com doença coronária. Todos os participantes preencheram um questionário sobre os seus hábitos alimentares, incluindo a frequência com que comem grãos integrais e grãos refinados.

A pesquisa descobriu uma correlação entre um maior consumo de grãos refinados, como o arroz branco, e um maior risco de se desenvolver doença arterial coronária prematura.

O autor principal do estudo, Mohammad Amin Khajavi Gaskarei, considera que impacto negativo de uma dieta rica em arroz branco é semelhante ao de comer muita fast-food.

“Uma dieta que inclui o consumo de uma grande quantidade de grãos poucos saudáveis e refinados pode ser considerada semelhante a uma dieta rica em açúcares e óleos prejudicais à saúde”, alerta, citado pelo Daily Mail.

Os grãos refinados são digeridos rapidamente pelo corpo porque lhes foi retirada a fibra, o que leva a um aumento rápido dos níveis de açúcar no sangue após a refeição.

Ao longo do tempo, ter níveis altos de açúcar no sangue causa danos nos vasos sanguíneos e nos nervos que controlam o coração. O consumo de grãos refinados também aumenta a quantidade de gordura no sangue, aumentando o risco da formação de uma placa nas paredes das artérias.

Os grãos integrais, como o arroz integral, incluem o grão inteiro, enquanto que os grãos refinados foram moídos para se transformarem em farinha. Isto é feito para que o seu prazo de validade seja maior e para que tenham uma textura mais fina e agradável, mas causa uma grande perda nutritiva nos grãos. Muitas massas e bolachas são também feitas à base de grãos refinados.

“À medida que mais estudos mostram um aumento no consumo de grãos refinados globalmente, bem como o seu impacto na saúde geral, é importante que encontremos maneiras de incentivar e educar as pessoas sobre os benefícios do consumo de grãos integrais”, recomenda Gaskarei.

  ZAP //
19 Outubro, 2022