Moscovo pede à Noruega que pare de “perseguir” russos e convoca diplomata

– Este putinocrata russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 a apregoar moral e princípios quando ele e a seita dele actuam contra o Direito Internacional, a ONU e o Conselho de Segurança de onde já deveriam ter sido EXPULSOS por serem um ESTADO TERRORISTA! A desfaçatez demonstra o estado psicopata demencial em que esta gajada se encontra! Na Noruega mandam os noruegueses, pá! Isso é INGERÊNCIA num país soberano, como estão a fazer actualmente à Ucrânia! Se os noruegueses e restantes países da União Europeia são acusados de russofobia, vocês são ocidentalfóbicos. Tens mesmo cara de quem gosta de vodka!

🇷🇺 UBIYTSA! 🇷🇺

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

ORCS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 /NORUEGA/INGERÊNCIA

Nas últimas semanas, quase uma dezena de russos foi detida na Noruega por fotografar ou usar drones em locais considerados sensíveis.

© Russian Foreign Ministry/Handout via REUTERS

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia pediu às autoridades norueguesas, esta segunda-feira, que parem de “perseguir” cidadãos russos por motivos étnicos.

Esta posição foi dada a conhecer num comunicado, no qual Moscovo revela que convocou o embaixador norueguês na Rússia devido à detenção e julgamento de cidadãos russos pelo uso ilegal de veículos aéreos não tripulados em território norueguês.

“Pedimos às autoridades norueguesas que abandonem tais ações russofóbicas e a perseguição de cidadãos russos com base na nacionalidade”, aponta a tutela liderada por Sergei Lavrov, num comunicado citado pela agência estatal russa TASS.

Na mesma nota, o Ministério dos Negócios Estrangeiros revela que convocou o embaixador norueguês em Moscovo, Robert Kvile.

“Em conexão com as detenções e julgamentos nos últimos meses contra cidadãos russos sob acusações de uso supostamente ilegal de drones, o embaixador Robert Kvile, do Reino da Noruega, foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia em 28 de Novembro. Foi informado de que tais práticas eram inadmissíveis”, lê-se.

“Foi observado que as sentenças contra os russos são politicamente motivadas e não têm nada a ver com os princípios da justiça justa e imparcial”, acrescenta o Ministério.

Recorde-se que, nas últimas semanas, quase uma dezena de russos foi detida na Noruega por ter sobrevoado o território com drones – proibição imposta face à guerra na Ucrânia – ou por ter fotografado locais considerados sensíveis.

No passado dia 23 de Novembro, um russo, de 34 anos, foi condenado a cumprir 90 dias de prisão na Noruega por esta mesma razão.

É de realçar que a Noruega tornou-se o principal fornecedor de gás natural da Europa após o corte dos fornecimentos russos. Estes drones têm sobrevoado locais estratégicos, como plataformas de petróleo e gás.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
28/11/22 15:34
por Carmen Guilherme



 

533: É melhor actualizar já o seu Chrome! Descoberta mais uma falha de segurança grave

– Muito raramente utilizo o browser Chrome, prefiro em primeiro lugar o Mozilla Firefox (106.0.2-64 bits) e em segundo lugar o Edge Canary (108.0.1461.0-64 bits). Mas para quem utiliza o Chrome aqui fica o aviso.

TECNOLOGIA/SEGURANÇA/CHROME/BROWSER

O Chrome é o browser de eleição da grande maioria dos utilizadores da Internet, dando-lhe tudo o que precisam para navegar. É uma proposta da Google que ao longo dos anos tem mostrado a sua capacidade.

Dada esta sua visibilidade, este browser está constantemente a ser avaliado e a serem procuradas vulnerabilidades. A mais recente acaba de chegar e já existe uma resposta para esta situação. Assim, é urgente que actualize imediatamente o Chrome, para evitar problemas de segurança: 107.0.5304.88 (Compilação oficial) (64 bits).

Mais uma falha de segurança no Chrome

A Google está a monitorizar de forma constante a segurança do seu browser. O Chrome, dada a sua exposição na Internet e a sua elevada utilização, é por vezes o veículo preferido para os atacantes se focarem nas suas vítimas.

Assim, dada esta importância, é essencial que seja mantido actualizado. Este cenário ganha agora uma importância ainda maior, visto ter sido descoberta mais uma vulnerabilidade neste browser. O Chrome está exposto e tem por isso de ser protegido.

Esta vulnerabilidade encontrada permite que os atacantes possam ter acesso aos dados mais sensíveis dos utilizadores, explorando uma simples falha. Do que é descrito, esta resulta de uma “type confusion exploit”.

Google já reagiu com uma correcção

Mesmo sendo um ataque conhecido, este não foi detalhado em toda a sua extensão. A Google prefere que a grande maioria dos seus utilizadores faça a actualização, para assim estarem protegidos e longe de problemas de segurança.

A correcção já existe e está a ser disseminada através da versão 107.0.5304.87/88, que está já disponível para actualização. Esta deve ser instalada de forma imediata para assim garantir a protecção dos seus dados e dos seus sistemas.

Do que se sabe, mesmo com esta falha, o Chrome está em 2022 mais estável e protegido. Até agora são apenas as 7 vulnerabilidades que foram reportadas e corrigidas, face às 58 que surgiram durante 2021. Desta vez, como sempre, tudo se resolve de forma rápida, com mais uma actualização que está já disponível.

Pplware
Autor: Pedro Simões
31 Out 2022



 

514: Segurança em Lisboa. Planos na gaveta, um vazio de acção e polícias quase só para a TV

SOCIEDADE/LISBOA/POLICIAMENTO/SEGURANÇA

Um ano depois das eleições autárquicas não há ainda medidas significativas para a segurança da cidade. Carlos Moedas exige mais polícias e esquadras, mas a reorganização da PSP de Lisboa, aprovada em 2014, não saiu do papel e 70% dos residentes denunciam que as suas áreas são “escassamente policiadas”.

A noite de Lisboa tem sido o principal alvo de atenção em matéria da segurança da cidade
© Rita Chantre / Global Imagens

Há várias “cidades” que “coabitam dentro da cidade de Lisboa” e só um “conhecimento mais profundo pode fundamentar a tomada de decisão sobre como intervir no sentimento de segurança em cada área” da capital: “com que mensagem, para que público e recorrendo a que medidas”.

Esta é uma das principais conclusões do estudo sobre “O sentimento de segurança e a vitimação na cidade de Lisboa, feito pelo Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova, a pedido da câmara municipal.

Apesar de registar que 80% dos inquiridos se sentem seguros na cidade, este estudo, que tem por base um inquérito a uma amostra representativa de residentes, revela que 69% dos inquiridos mencionam questões relacionadas com a segurança como uma preocupação.

Entre estes, 23% refere-se à falta de segurança, num sentido genérico, como um dos problemas centrais de quem habita em Lisboa; 10% refere o tráfico e o consumo de droga, e mais de 16% das respostas revelam a preocupação com os assaltos e a violência nas ruas.

“Com elevado grau de certeza é possível dizer que o sentimento de insegurança figura entre os problemas de vida urbana que os inquiridos mais identificam“, sinalizam os investigadores da Universidade Nova.

A razão mais apontada para esta percepção é de que “a área de residência é escassamente policiada (70,3%)”. Dos que ainda observam policiamento, 41% afirma que esse patrulhamento é “pouco frequente”.

A confirmação que a falta de policiamento preocupa os lisboetas vai ao encontro do que pensa o presidente da autarquia, Carlos Moedas – e a sua pressão levou a PSP a activar uma esquadra móvel nas zonas com maiores ajuntamentos nocturnos -, mas não teve, ainda, resposta suficiente de quem pode decidir: o Ministério da Administração Interna (MAI) e a PSP.

Plano há oito anos na gaveta

Em 2014 foi aprovado e publicado em deliberação da CML o “Plano de Reorganização do Dispositivo Operacional da PSP em Lisboa”, um acordo do governo, autarquia e PSP, mas não saiu da gaveta.

“Do ponto de vista da CML, aquilo a que a cidade está vinculada é ao acordado oficialmente em 2014, plasmado na nossa Deliberação n.º 244/CM/2014, que continua a vigorar”, frisa o vereador com este pelouro, Ângelo Pereira.

“Constatamos que, passados oito anos, infelizmente não foi cumprida a obrigação de colocar mais polícias a patrulhar as ruas, que até agora só foi activada uma unidade móvel da PSP, e que durante estes últimos quatro anos foram encerradas 14 esquadras e apenas duas novas foram abertas, estando por construir as seis novas esquadras que estão previstas no Plano para substituir as que encerraram”, afiança.

As críticas à “falta de policiamento” e à falta de uma “estratégia de segurança” para a cidade são transversais e atingem também os empresários da noite.

“É preciso morrer alguém para se falar de segurança em Lisboa. Fala-se uns dias, surgem uns planos, depois passa. Até morrer alguém outra vez”, sublinha José Gouveia, da Associação Nacional de Discotecas.

A noite e a diversão nocturna têm sido os focos mediáticos da insegurança em Lisboa, com notícias de assaltos e mortes, como a do agente da PSP, Fábio Guerra.

“Sentimos que a Polícia Municipal tem vontade e vem para a rua, mas tem poderes limitados. A PSP veio agora com a unidade móvel, que é mais um placebo sem lógica nenhuma, com apenas dois polícias.

A PSP prefere estar nas operações stop, numa autêntica pesca de peixe morto. Onde é preciso estar não está. Não há qualquer policiamento.

Bastava uma patrulha de mota a fazer toda a zona entre as docas e o Cais do Sodré – são apenas três minutos – para se sentir segurança. De três em três minutos havia um polícia à porta. Mas não há. Quando era a pandemia havia dezenas de motas a mandar as pessoas para casa“, assinala este responsável.

Noite sem policiamento

Um polícia vale mais que dois ou três seguranças. Estamos dispostos a pagar bem. Até pode ser três ou quatro vezes mais caro. Dois gratificados na zona da 24 de Julho faziam a diferença”, diz.

Ricardo Tavares, da Associação Portuguesa de Bares, Discotecas e Animadores, lamenta a “falta de diálogo” da Câmara para se chegar a “acordos equilibrados que sirvam o interesse de todos, de quem se quer divertir, dos operadores e dos moradores” e garante que têm “estado na linha da frente” a fazer propostas.

“Temos tentado junto à CML que alguma coisa mude. Por exemplo, manter as esplanadas do tempo da pandemia, que serviram também para conter ajuntamentos que são sempre uma oportunidade para assaltos e violência. Servem de medida de segurança.

Os gangues desapareceram, mas agora voltaram às dezenas. Mas há juntas de freguesia que não querem esplanadas e a noite ficou mais desorganizada e com maior risco”, afirma.

Em 2018, na sequência do caso do Urban Beach, o ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e o ex-presidente da CML, Fernando Medina, anunciaram o plano “Noite + Segura”com um conjunto de medidas preventivas, como a video-vigilância em todos os acessos de espaços nocturnos, registo de ocorrências contra-ordenacionais e criminais através de uma plataforma informática partilhada entre CML, PSP e outras entidades envolvidas.

PSP declara aumento da violência

Numa avaliação de risco feita a pedido do Governo, a PSP identificou 23 espaços de diversão nocturna em Lisboa cuja actividade era “susceptível de alteração da ordem pública”.

Questionado sobre este plano, o MAI não tem relatórios de acompanhamento da execução desta política pública, mas garante, genericamente, que “foram implementadas medidas de carácter preventivo, envolvendo a adequação de vias de acesso e locais de estacionamento para viaturas de emergência, reforço da iluminação, restrições horárias da venda ambulante de comida e bebida, distribuição de panfletos, sensibilização para a venda de bebidas alcoólicas a menores ou maior vigilância policial”.

Nem os empresários da noite, nem quem a frequenta, veem polícias, mas o MAI diz que “a PSP mantém acções permanentes e regulares nesses locais, reforçando o policiamento de visibilidade e proximidade“.

Avança o gabinete de José Luís Carneiro que, depois de uma “paragem na implementação e avaliação do programa, imposta pela pandemia, ele irá agora ser retomado – no quadro da Estratégia Integrada de Segurança Urbana que está em preparação – para promover a segurança, paz e tranquilidade públicas e prevenir a criminalidade nas zonas de diversão nocturna”.

Será a secretária de Estado Isabel Oneto a coordenar esta estratégia, a mesma governante que, com Eduardo Cabrita, tinha coordenado o “Noite + Segura”.

Para provar a visibilidade, foi notada a presença no passado sábado, do director nacional da PSP, Magina da Silva, numa destas operações de prevenção na zona do Cais do Sodré, acompanhado pelas televisões.

“A intensidade da violência usada para cometer crimes graves e violentos, com recurso a armas brancas e armas de fogo está a aumentar”, alertou.

Questionada pelo DN sobre os dados concretos de Lisboa em que o director se baseou para esta afirmação, a PSP não respondeu. Assim como não esclareceu nenhuma das questões colocadas pelo DN sobre a segurança em Lisboa, nem sobre a sua actividade.

“Fecho de esquadras gerou sentimento de insegurança”

O vereador do PCP, João Ferreira, tem a convicção de que, com a perda do “policiamento de proximidade”, aumentou o “sentimento insegurança” em Lisboa.

E o problema não é de agora. Já tem, pelo menos, dez anos. “O encerramento de esquadras desde 2012 gerou um claro sentimento de insegurança, porque dificultou um policiamento de natureza mais preventiva e menos reactiva. Acabou aquilo que deve acontecer: o policiamento de proximidade”, considera.

A conclusão é simples: “Quando as esquadras fecham, as zonas da cidade onde elas existiam não ficam mais seguras”.

A lista de encerramentos é extensa e percorre toda cidade. “Tivemos o encerramento de esquadras na Praça do Comércio, Cais do Sodré, em Alcântara, no Bairro do Cabrinha, no Rossio, na Mouraria, na Gomes Freire, em Santa Marta, em Arroios, e esta é uma zona onde existe um claro sentimento de insegurança, no Rego, em Marvila, em Chelas, no Bairro do Condado, Bela Vista, Alta de Lisboa, Carnide… tudo isto foram esquadras que encerraram em Lisboa nos últimos anos”, lembra o vereador comunista.

Tal como elenca as esquadras que foram fechadas, João Ferreira não deixa esquecer as promessas de quem as encerrou. “Na altura diziam que as esquadras fechavam, mas que os polícias continuavam à mesma na rua. Mas não foi isso que aconteceu”, constata.

O resultado depois destes anos, sublinha, é que “nem esquadra, nem, em muitos destes sítios, polícias ou pelo menos com a regularidade desejável”.

João Ferreira reconhece que Carlos Moedas até tem admitido que esta situação “é um problema, até tem defendido a reabertura de esquadras, embora tenhamos nós muitas dúvidas de que seja por via daquelas carrinhas, ditas esquadras móveis, que o problema se vá resolver”.

O presidente da câmara, diz o vereador do PCP, precisa de perceber que, “nalguns casos, é mesmo necessário reabrir as esquadras que encerraram”.

E há um exemplo, a esquadra de Carnide, que, para João Ferreira, não faz sentido que se mantenha fechada: “A esquadra fechou por falta de condições, mas o espaço é da câmara! Portanto, a câmara tem mais é de fazer as obras e criar as condições para que a esquadra reabra rapidamente”.

Beatriz Gomes Dias, do BE, pede, tal como o PCP, uma “resposta de proximidade, uma polícia de proximidade”, mas entende que só “respostas aos problemas sociais, com políticas sociais robustas, ajudam a reduzir algumas percepções de insegurança que possam existir em determinados territórios da cidade”.

A vereadora bloquista verifica que há várias Lisboas numa “cidade desigual e que é policiada de forma desigual”. Ou seja, “há territórios onde se pede um policiamento como se houvesse um estado de excepção e noutros é um policiamento mais de proximidade e pedagógico.”

Rui Tavares, do Livre, recorre às estatísticas para dizer que “Lisboa é uma cidade segura”, mas alerta que “há categorias da criminalidade a que é preciso estar atento” e que surgem nos relatórios de Segurança Interna.

“Alguma delinquência grupal, juvenil, alguma criminalidade com origem no discurso do ódio. Vemos uma preocupação cada vez mais maior dos Serviços de Segurança com a extrema-direita e é preciso estar atento. Temos que estar atentos”, alerta.

Inês Drummond, vereadora do PS, referiu apenas que “a segurança não é um problema grave que se coloque em Lisboa”.

Ao longo da semana, o DN avalia o estado da cidade de Lisboa, um ano após a eleição de Carlos Moedas para liderar a câmara. O tema de amanhã será Habitação e Turismo.

Diário de Notícias
Valentina Marcelino e Artur Cassiano
28 Setembro 2022 — 00:13



 

Uso “desenfreado” de trotinetes aumentou “medo de usar o espaço público” em invisuais

– No local onde resido, existem primatas que deixam as trotinetes deitadas no passeio, em diagonal, ocupando toda a largura do mesmo. Só de primatas… E já não mencionando os outros primatas que depois de fazerem o exame de código da estrada e na posse da tão almejada licença de condução, desatam a fazer dos passeios parques de estacionamento, ocupando-os na totalidade, em cima das passadeiras, nas paragens dos transportes públicos, etc.. São os primatas labregos “civilizados”…

SOCIEDADE/TROTINETES

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal recebe inúmeras denúncias de acidentes relacionados com o mau uso de trotinetes.

© Pedro Correia/Global Imagens

O uso “desenfreado e sem civismo” de trotinetes aumentou o medo de usar o espaço público nas pessoas invisuais, agudizando o sentimento de isolamento de quem não vê, denunciou esta terça-feira a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal.

“O que acontece a muitos invisuais é que quando a bengala se apercebe da trotinete já está demasiado perto e o choque já não é evitável. O medo que isto aconteça leva a que muitos invisuais deixem de circular no espaço público”, explicou à Lusa o presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), Rodrigo Santos.

As dificuldades em circular num passeio público não são de hoje, as trotinetes são só o mais recente item da lista: “É o carro parado só cinco minutos, é a carrinha de caixa aberta que só está a fazer uma descarga, é a mota estacionada em cima do passeio. A juntar a estas, uma mais nova, as trotinetes”, apontou o responsável.

Em muitos municípios, o uso de trotinetes está regulamentando, como acontece, por exemplo, no Porto, onde o regulamento dos Serviços de Partilha em Modos Suaves de Transporte da Câmara Municipal estipula que é “proibida a circulação de veículos de serviços de partilha em arruamentos pedonais, praças, jardins urbanos e passeios”, mas são diários os relatos de desrespeito pela lei.

“Infelizmente, chegam-nos vários relatos de trotinetes a circular nos passeios, em velocidades de automobilismo, em corridas. É muito giro para os turistas mas perigoso para um peão, ainda mais para um invisual. O problema não está na trotinete, mas no uso desenfreado e sem civismo de quem a usa”, salientou.

Rodrigo Santos explicou que “são inúmeros” os acidentes relatados pelos associados da ACAPO: “São várias as mazelas físicas de encontrões, atropelamentos, quedas. E depois há a questão das bengalas que ficam partidas e isso para um invisual é ficar duplamente impedido de ver”, chamou a atenção.

Além das trotinetes a circular, à ACAPO chega outra queixa, as trotinetes mal estacionadas: “É ver junto dos interface de transportes públicos, seja no Cais do Sodré, no Oriente, em Lisboa, seja na Trindade ou em S. Bento, no Porto, as inúmeras trotinetes abandonadas, amontoadas e espalhadas. É em passadeiras, é junto às paragens. Vai além da imaginação”, enumerou.

Segundo o responsável, o mau uso de trotinetes e o desrespeito pelas leis de circulação daquele veículo têm consequências “além das físicas” e “até mais graves”.

“O medo de ter acidentes, de se magoarem, de tropeçarem numa trotinete mal parada leva a que muitos invisuais evitem sair de casa. O que é que isto provoca? Aumenta o sentimento de solidão, isolamento, de falta de integração na vida das cidades. São mazelas que vão muito além das físicas”, denunciou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Agosto 2022 — 17:17

53: Portugal inacessível. Pessoas com mobilidade reduzida não entram em lojas e restaurantes

… ““É impossível sair à rua sem encontrar um obstáculo. Por muito que uma pessoa com deficiência planeie o seu percurso, haverá sempre dificuldades… quer seja uma passadeira mal rebaixada ou a falta de acesso ao interior dos estabelecimentos”“… E ainda o mais visível, o estacionamento selvagem em cima dos passeios, das passadeiras, nas paragens dos transportes públicos, bloqueios de portas de prédios, etc.. E que faz a Polícia e as entidades competentes sobre estas infracções, apesar de estarem notificadas? ABSOLUTAMENTE NADA porque os infractores ao Código da Estrada, continuam diária e ininterruptamente a praticar as mesmas infracções, 24 horas por dia, obrigando as pessoas a circularem pela estrada com risco da própria vida! Portugal é uma república de e das Bananas, onde os labregos são reis e senhores dos passeios! O lema desta escumalha é: eu estou bem, os outros que se fodam!

SEGURANÇA PESSOAL/MOBILIDADE REDUZIDA

Falta de acesso a estabelecimentos e discriminação nos transportes públicos são algumas das dificuldades das pessoas com mobilidade reduzida em Portugal.

Em 2018 a associação Savador entregou na Assembleia da República um dossier com reclamações por dificuldade de acessibilidade.
© Orlando Almeida / Global Imagens

Posso não mudar todas as mentalidades, mas se conseguir mudar uma ou duas já causa efeito”. Nuno de Carvalho Mata é utilizador de cadeira de rodas e “dá visibilidade à causa” da falta de acessibilidade que se faz sentir pelos caminhos de Portugal, através das redes sociais.

Recentemente, enquanto passeava pela Baixa de Lisboa, Nuno viu-se numa situação de impotência: não conseguia entrar em praticamente nenhuma loja. Assim, partilhou a história com os seus seguidores, tendo em vista alertar as autarquias e levá-las a tomar uma decisão face às dificuldades de muitos cidadãos com mobilidade reduzida.

Em conversa com o DN, Nuno Mata explica que “Lisboa não é uma cidade muito acessível. Dá para andar de cadeira de rodas na rua apenas nas partes mais planas”. Porém, “o maior problema é o acesso aos estabelecimentos, tais como lojas, restaurantes e cafés… a maior parte não cumpre as leis de acessibilidade”, revela.

No entanto, esta não é uma adversidade específica da cidade de Lisboa, mas sim “um problema transversal no nosso país”, aponta.

Nuno alerta que “todos somos potenciais deficientes e podemos ter um acidente que nos muda a vida”. Assim, é necessário que a sociedade tenha mais consciência e empatia pelas pessoas com dificuldades motoras. “Além disso, somos um país com uma população bastante envelhecida, onde muitos têm dificuldade em aceder a certos sítios”, diz.

Resolver estes problemas é urgente e, segundo Nuno Mata, para se criarem soluções “tem que se começar na base”. “As escolas de arquitectura e engenharia têm de acordar para este problema”, admite. “Semanalmente abrem estabelecimentos novos em Lisboa… muitos fizeram obras e continuam sem as condições de acessibilidade. Tanto no Terreiro do Paço como na Baixa-Chiado, fazem-se constantemente obras e as lojas continuam na mesma”, frisa.

Assim, considera que “as Câmaras Municipais deviam dar incentivos fiscais para os estabelecimentos se adaptarem”. Contudo, isto não chega: “Os responsáveis deviam receber realmente as pessoas com necessidades e perceber o que está a correr mal.

Deviam vir ao terreno e entender quais são as necessidades das pessoas com mobilidade reduzida. Por mais pequenas que sejam as atitudes, os pormenores fazem uma grande diferença”.

As dificuldades das pessoas com mobilidade reduzida são diárias e um ato tão simples como visitar uma loja ou restaurante pode tornar-se um pesadelo. “Em 70% dos casos uma simples rampa resolvia o problema. Para a maior parte das pessoas, cinco centímetros não é nada, mas para alguém como eu isso pode ser um obstáculo ou um muro”, sublinha.

Através da Associação Nuno Mata, pretende alertar para situações do quotidiano em que se evidenciem os (muitos) problemas das pessoas com dificuldades motoras. E mais recentemente, nas redes sociais, tem sido motivo de conversa, com os seus testemunhos que surpreendem os mais distraídos.

Outra associação, a Salvador, tem como missão auxiliar pessoas com mobilidade reduzida. Entre os vários pedidos de ajuda diários, Joana Gorgueira, gestora de projecto na área das acessibilidades da associação, conta que “hoje em dia ainda não existe uma rua completamente acessível em Portugal”.

“É impossível sair à rua sem encontrar um obstáculo. Por muito que uma pessoa com deficiência planeie o seu percurso, haverá sempre dificuldades… quer seja uma passadeira mal rebaixada ou a falta de acesso ao interior dos estabelecimentos”, informa.

Tendo em conta as dificuldades que se sentem na cidade de Lisboa, Joana acredita que “sendo a capital, deveria dar o exemplo neste tipo de situações”. Logo, “tem que existir um bom plano de acessibilidades com áreas específicas de execução.

Isto é, temos que pensar as cidades para toda a gente e planeá-las bem. Além disso, uma fiscalização activa, e não só por consequência de uma reclamação, tem de existir. Tanto em espaços públicos como também em estabelecimentos privados, é essencial acontecer uma mudança”.

Mais importante do que isto, “tem que haver uma mudança de mentalidades da sociedade em geral. As pessoas têm que começar a pensar: se tiver a possibilidade de tornar um espaço acessível, mesmo que a lei não o obrigue, porque não pensar nesse cenário?”.

Joana e Nuno destacam ainda as dificuldades sentidas pelas pessoas de acessibilidade reduzida na calçada portuguesa e alertam para testemunhos de discriminação em transportes públicos – nomeadamente em autocarros e comboios e nos TVDE. “Parece estranho uma pessoa ser discriminada desta maneira, mas ainda acontece”, reconhece Joana.

Apesar de terem sido feitos esforços nos últimos anos para melhorar a acessibilidade, todos concordam que duas coisas são certas: “ainda existe um longo percurso a ser feito” e “Portugal não é um país inclusivo para as pessoas com mobilidade reduzida”.

ines.dias@dn.pt

Diário de Notícias
Inês Dias
16 Agosto 2022 — 00:09