1052: Ucrânia, Apagões põem em risco doentes crónicos a ser tratados

– E para quando lançarem umas valentes bojardas de alta precisão sobre Moscovo, S. Petersburgo, Estalinegrado…???

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🇺🇦 UCRÂNIA // APAGÕES // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Os apagões causados pelos ataques russos com mísseis e drones contra a infra-estrutura eléctrica civil ucraniana põem em perigo os ucranianos gravemente doentes que dependem do fornecimento ininterrupto de electricidade.

© Getty Images

“Maksym depende de duas coisas. Cuidados permanentes e electricidade”, disse à EFE Liliia Leptso enquanto vigia o seu filho de nove anos, que está a olhar para uns desenhos animados num ‘tablet’ junto à sua cama.

Liliia pode garantir a primeira necessidade, mas preocupa-a a segunda, já que os apagões em Volia-Vysotska, uma povoação próxima da cidade de Zhovkva – no oblast de Lviv, oeste da Ucrânia – onde vive, são cada vez mais frequentes e prolongados.

Maksym tinha cinco meses quando começou a perder a capacidade de respirar por si mesmo e lhe diagnosticaram atrofia muscular espinal de tipo 1, uma doença neurológica que conduz a uma rápida perde de neurónios motores e afecta os músculos de uma forma que pode levar a uma morte precoce.

Graças aos esforços da mãe, assim como de várias fundações de caridade, a criança sobreviveu. Depende de vários dispositivos médicos que necessitam de electricidade, o mais importante dos quais um respirador ao qual está sempre ligado.

Como Maksym também não consegue falar, ouvir ou até mesmo tossir por si mesmo, precisa destes dispositivos que o ajudam nessas funções ou alertam quando precisa de ajuda urgente.

Liliia disse à agência EFE que a noite passada foi especialmente difícil, porque a electricidade foi cortada durante mais de 12 horas. Depois de esgotadas as baterias que alimentam os dois ventiladores ligou um gerador a gasóleo para fornecer energia.

Quer comprar uma bateria maior, mas preocupa-a o que pode acontecer se o gerador se avariar e se os apagões durarem mais tempo.

Apesar de repleto de equipamento médico, o quarto não parece uma unidade hospitalar. Está cheio de desenhos e jogos e a mãe fala frequentemente com o filho.

“Somos os dois muito carinhosos”, disse Liliia, que sublinha que Maksym dispõe de todas as capacidades intelectuais, apesar da doença.

Liliia contou que ficou horrorizada nos primeiros três dias da invasão. Ligava a televisão na cozinha com o volume no máximo e abraçava o filho enquanto ouvia as notícias sem parar. Ao filho explicou como conseguiu que tinha começado uma guerra.

“Não sabes o que isso significa. Dá medo. Mas farei tudo o que puder para te proteger”, disse a mãe, lembrando o que disse ao filho na altura.

Lembrou também que cobriu o filho com mantas para protegê-lo dos vidros partidos quando as janelas estremeciam durante as explosões que se sucediam nas proximidades.

Apesar disso, nunca considerou sair da Ucrânia.

“É a minha casa, o meu país. Além disso, não poderia garantir eu mesma o mesmo nível de cuidados no estrangeiro”, confessou.

Na Ucrânia pode ter a ajuda de uma enfermeira, na qual confia. Consegue água de um poço e os fornos a lenha mantêm quente a casa.

“Se compararmos a nossa situação com o que se passa em outros lugares da Ucrânia, não nos podemos queixar”, disse.

Liliia está em contacto com dezenas de pais cujos filhos têm a mesma doença e, inclusivamente, ofereceu-se para acolher em sua casa uma menina cujo estado se deteriorou depois de dois meses na cidade ocupada de Kherson.

Para estas crianças, explicou, “um momento sem os cuidados adequados pode ter graves consequências”.

Hania Poliak, voluntária que ajuda crianças em condições semelhantes, disse à EFE que foram enviados para a Ucrânia uma dezena de geradores através do ‘Pallium for Ukraine’, uma iniciativa polaca para garantir o fornecimento de energia.

“Os geradores e as baterias são apenas uma solução parcial insuficiente se os apagões durarem semanas”, lamentou, sublinhando a necessidade de armazenas grandes quantidades de combustível ou carregar em algum lado as baterias.

Também há a possibilidade de saída para o estrangeiro, mas as alternativas de alojamento são limitadas, já que estas crianças não podem ficar em albergues ou em grandes instalações sem um quarto individual.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
02/12/22 23:13
por Lusa



 

965: Ucrânia pode ficar totalmente às escuras num próximo ataque

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UCRÂNIA/TERRORISMO RUSSONAZI 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 /ENERGIA

A Ucrânia pode ficar totalmente às escuras num próximo ataque. A Rússia tem concentrado os seus ataques às infra-estruturas energéticas do país.

Sergey Kozlov / EPA

Até sexta-feira, mais de 6 milhões de casas continuavam afectadas por cortes de energia na Ucrânia, dois dias após os ataques em massa da Rússia contra infra-estruturas energéticas do país.

Kiev, com cerca de 600.000 casas sem electricidade à noite, e a sua região, assim como as províncias de Odessa, Lviv, Vinnytsia e Dnipropetrovsk, eram as mais afectadas pelos cortes.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde Outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O conselheiro presidencial da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, disse, este domingo, que os ataques russos são “simplesmente de fascismo do século XXI”.

Os ataques são “sobre cirurgias interrompidas, diálises canceladas, ventiladores desligados, ambulâncias que não chegaram” e não apenas sobre a luz, considerou o conselheiro presidencial ucraniano.

A Rússia, por sua vez, afirma visar apenas infra-estruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.

As autoridades ucranianas estimam que cerca de 50% das instalações de energia da Ucrânia foram danificadas nos recentes ataques.

Apesar dos mais recentes ataques, a Ucrânia vai recuperando a energia, com 80% do território a ter novamente electricidade e água, segundo a Euronews.

Na CNN Portugal, o major-general Agostinho Costa, especialista em assuntos de segurança, disse que acredita que haverá um novo ataque à Ucrânia que “poderá levar a um apagão geral”.

Com a chegada do inverno e das temperaturas baixíssimas, a Europa poderá estar “à beira de uma nova vaga de refugiados”, sugere Agostinho Costa.

Daniel Costa, ZAP // Lusa
28 Novembro, 2022



 

959: Ucrânia: Zelensky quer população preparada para novos ataques russos no inverno

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UCRÂNIA/INVERNO/ATAQUES RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Presidente da Ucrânia pediu mais uma vez unidade entre os cidadãos ucranianos, e maior atenção aos alertas aéreos.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O Presidente da Ucrânia avisou, no domingo, os cidadãos para estarem preparados para as consequências de novos ataques da Rússia, depois de ter acusado Moscovo de usar o frio contra a população.

Volodymyr Zelensky afirmou que as tropas russas estão a preparar novos ataques: “sabemos isso com certeza. E enquanto tiverem mísseis, infelizmente não vão parar”.

“Mas a nossa capacidade de nos ajudarmos uns aos outros e de cuidarmos dos mais vulneráveis, a nossa ajuda mútua é um dos elementos de protecção contra o terror, assim como a nossa força”, acrescentou, no vídeo que grava diariamente para a população ucraniana.

Neste sentido, pediu mais uma vez unidade entre os cidadãos ucranianos, e maior atenção aos alertas aéreos.

“Juntos e ajudando-nos uns aos outros, superaremos também este desafio da guerra: este inverno, esta tentativa da Rússia de usar o frio contra o povo”, considerou.

As declarações do Presidente foram feitas depois de a maioria das regiões do país ter conseguido restabelecer o fornecimento de energia, no domingo, na sequência de bombardeamentos russos contra infra-estruturas energéticas, na semana passada.

Também este fim de semana, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de tentar usar o inverno como arma.

Stoltenberg lembrou “como é perigoso” para a população europeia “depender da Rússia” para o fornecimento de gás natural.

“Temos agora de avaliar a nossa dependência de regimes autoritários, especialmente da China”, indicou o responsável.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Novembro 2022 — 11:56



 

Kherson continua “vulnerável” a bombardeamentos russos

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Os russos retiraram da cidade a 11 de Novembro, mas continuam a atacá-la diariamente. Só no domingo foram 54 bombardeamentos.

© Getty Images

Os ataques a Kherson continuam a acumular-se, mesmo após a retirada russa da cidade que ocupou durante nove meses. Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, no relatório publicado esta segunda-feira, a cidade foi bombardeada 54 vezes no domingo, um novo máximo para a região.

No relatório matinal publicado diariamente pelos serviços secretos britânicos, através do Twitter, é referido que, só na passada quinta-feira, foram mortas dez pessoas devido aos ataques russos.

Para o Reino Unido. Kherson está “vulnerável porque continua ao alcance da maioria dos sistemas de artilharia russos, agora a disparar a partir da margem este do Rio Dnipro, atrás de linhas defensivas recentemente consolidadas”.

“Muitos dos danos estão provavelmente a ser infligidos em Kherson pelo uso de muitos lançadores de ‘rockets’, principalmente por sistemas BM-21 Grad”, acrescenta o relatório.

Também esta manhã, a organização norte-americana Institute for the Study of War (ISW, do inglês ‘Institute for the Study of War’) apontou para as posições defensivas russas em Kherson, considerando que os russos “claramente percepcionam que as forças ucranianas podem atravessar o Rio Dnipro e conduzir operações contra-ofensivas a leste de Kherson, possivelmente ameaçando todas as linhas críticas de comunicação desde a Crimeia ao território russo”.

Segundo apurou o ISW, e que também tem sido alertado por outras organizações internacionais, as forças invasoras estão a “cavar trincheiras e áreas de concentração”, acreditando que a contra-ofensiva em direcção à Crimeia surgirá eventualmente.

A cidade de Kherson esteve sob controlo russo durante praticamente nove meses de guerra, após ser tomada nos primeiros dias da invasão. Os ucranianos conseguiram finalmente libertar a cidade a 11 de Novembro, após a retirada russa e, desde então, têm sido descobertas mais valas comuns e câmaras de tortura, sinais da presença da opressão russa na região.

As condições de vida na cidade continuam muito difíceis, com o acesso a luz e água potável a ser muito escasso, apesar dos esforços das forças ucranianas em restaurar as infra-estruturas críticas na área.

O conflito na Ucrânia já fez quase 6.600 mortos civis, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

No entanto, a entidade adverte que o real número de mortos poderá ser muito superior, devido às dificuldades em contabilizar os mortos em zonas sitiadas ou ocupadas pelos russos, como em Mariupol, por exemplo, onde se estima que tenham morrido milhares de pessoas.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
28/11/22 07:57
por Hélio Carvalho



 

953: Kherson bombardeada 54 vezes; Russos preparam linha defensiva

– Os filhos da Putina, os putinofantoches terroristas, assassinos, mercenários, não descansam enquanto não destruírem totalmente a Ucrânia. Para quando umas valentes bojardas de “alta precisão” sobre Moscovo e S. Petersburgo?

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As dificuldades energéticas dos ucranianos começam a ser debeladas, depois de um período em que o fornecimento eléctrico esteve suspenso para milhões de pessoas devido aos ataques a infra-estruturas críticas, especialmente em Kyiv. Segundo as autoridades na capital da Ucrânia, a maioria dos residentes voltou a ter água e luz, mas em muitas zonas do país os habitantes estão a sentir o impacto de um doloroso inverno, sem as condições de anos anteriores.

© Getty Images

Segundo o ministério da Defesa do Reino Unido, o foco da guerra continua a ser em Kherson.

Os russos retiraram da cidade a 11 de Novembro, depois de terem ocupado Kherson durante toda a guerra mas, dizem os britânicos, a cidade continua a ser muito atacada – só no domingo foram registados 54 bombardeamentos.

Outro local ocupado pelas forças russas é Zaporíjia, mas a Ucrânia acredita que não será por muito tempo. No domingo, a empresa estatal de energia nuclear, a Energoatom, anunciou que “há sinais” de uma retirada russa.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
28/11/22 07:58



 

Electricidade restaurada em Kherson; Russos “pagarão”

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Após nove meses de guerra, a Ucrânia enfrenta agora problemas no fornecimento de electricidade, com Kyiv a ordenar a proibição de exportar lenha do país, de forma a assegurar o aquecimento face a um inverno que se prevê difícil, e a União Europeia a garantir que está a trabalhar para ajudar.

© Reuters

Já alguns consideram que estes ataques contra as infra-estruturas essenciais da Ucrânia são um sinal do “desespero” do presidente da Rússia, Vladimir Putin, tal como declarou o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace.

Ontem, Putin reuniu-se com mães de soldados russos, momento que aproveitou para pedir que não acreditem nas “mentiras” sobre a operação militar. No mesmo dia, a diplomacia russa disse rejeitar a doutrina de declarar certos países como “estados terroristas”.

Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto
26/11/22 07:42

 



 

911: Ucrânia: Milhões em Kiev ainda sem luz e aquecimento dois dias após ataques russos

– Estes ORCS russonazis terroristas assassinos ☠️卐☠️ putinocratas de merda, não passam de uma seita de cobardolas que, não conseguindo ganhar no terreno e tendo de recuar fugindo dos ucranianos, atacam cobardemente e assassinam civis indefesos de todas as idades.

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O presidente do conselho de administração da empresa estatal de electricidade Ukrenergo referiu que o sistema energético ucraniano passou agora “a fase mais difícil” após o ataque.

© EPA/OLEG PETRASYUK

Quase metade dos habitantes de Kiev continuavam esta sexta-feira sem electricidade e dois terços sem aquecimento, dois dias depois dos ataques russos terem voltado a visar infra-estruturas críticas, numa altura em que as temperaturas negativas chegam à região.

“Um terço das casas em Kiev já tem aquecimento, os especialistas continuam a trabalhar para restaurar o abastecimento de energia. Metade dos utilizadores ainda estão sem electricidade”, disse Vitaly Klitschko, o presidente da câmara da capital ucraniana, onde residem cerca de três milhões de pessoas.

“Durante o dia, as empresas de energia planeiam ligar a electricidade a todos os utilizadores”, disse, numa altura em que as temperaturas na região estão próximas de zero graus.

O presidente do conselho de administração da empresa estatal de electricidade Ukrenergo, Volodymyr Kudrytsky, referiu que o sistema energético ucraniano passou agora “a fase mais difícil” após o ataque.

A electricidade está parcialmente restaurada e “o sistema energético está mais uma vez ligado ao sistema energético da União Europeia”,explicou.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde Outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Temos de aguentar este inverno – um inverno que todos vão recordar”, disse na sexta-feira no Facebook.

Por seu lado, o governador da região sul de Kherson, Yaroslav Yanushevich, anunciou a retirada de todos os pacientes de hospitais da cidade, de onde as tropas de Moscovo se retiraram há duas semanas, devido a “constantes bombardeamentos russos”.

A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infra-estruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.

Na frente, os combates continuaram em várias áreas e um ataque russo na noite de quinta-feira em Kherson matou 11 pessoas e feriu quase 50, de acordo com a Presidência ucraniana.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6.595 mortes de civis e 10.189 feridos, segundo a ONU, que sublinhando que estes são os números que foi possível confirmar mas estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Novembro 2022 — 16:07




 

879: Ucrânia: 30 vítimas civis entre mortos e feridos e milhões sem luz e aquecimento

– Que porra de merda é esta onde um estado que faz parte da ONU e do Conselho de Segurança, com direito de veto, considerado estado terrorista pelo Parlamento Europeu, continuar a fazer parte destas organizações sem SER EXPULSO? E que desde há NOVE MESES, depois de ter invadido um país soberano, não ter parado de destruir, bombardear estruturas civis, assassinar milhares de civis desde crianças (487) a idosos? Isto é permitido só porque são os russonazis ☠️卐☠️ que o fazem? Estão a massacrar um Povo, a destruir o seu País, provocando um genocídio que faz lembrar a II Guerra Mundial quando os nazis de Hitler mataram milhões de pessoas e estes novos nazis seguem o mesmo rumo? Que COBARDIA é esta senhores da guerra?

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

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Escalada de ataques deixou completamente sem electricidade regiões como Lviv, no oeste, Zaporijia e Odessa, no sul, e Chernihiv, no norte.

© GENYA SAVILOV / AFP

Novos ataques russos na Ucrânia fizeram 30 vítimas civis, entre mortos e feridos, e deixaram esta quarta-feira milhões de pessoas sem electricidade, acesso a água e aquecimento, quando se registam já temperaturas negativas nalgumas regiões, segundo as Nações Unidas.

Um balanço feito pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) indica que a escalada de ataques deixou completamente sem electricidade regiões como Lviv, no oeste, Zaporijia e Odessa, no sul, e Chernihiv, no norte.

Os apagões estão também a afectar grandes partes das regiões centrais de Vinnytsya e Dnipro, Khmelnitsk, mais a oeste, Kharkiv e Sumi no nordeste, Mykolaiv no sul e a capital, Kiev.

Em Kiev, toda a população – estimada em cerca de três milhões de pessoas – ficou esta quarta-feira sem água, e as autoridades informaram que estão a trabalhar 24 horas por dia para restabelecer o abastecimento, o que também aconteceu em partes de Odessa.

Os ataques atingiram, além de infra-estruturas, edifícios residenciais em Kiev e nas cidades de Chabany e Vyshhorod, nos arredores da capital, e as autoridades confirmaram que pelo menos 30 civis foram mortos ou feridos nas três localidades.

Na região de Zaporijia, há relatos de um recém-nascido morto devido a um ataque aéreo que atingiu uma maternidade em Vilniansk, e de crianças mortas e feridas nos distritos de Kherson e Berislav.

Os ataques também atingiram pessoas que tentavam receber ajuda, quando uma instalação governamental em Zaporijia, usada por voluntários para distribuir mantimentos, foi atingida, matando e ferindo alguns civis que ali se encontravam, refere o balanço da OCHA.

As equipas de assistência humanitária na Ucrânia estão a trabalhar para apoiar as pessoas que enfrentam os desafios impostos pela crise energética, que já era grave e agora piorou com a nova vaga de ataques desta quarta-feira.

Nas últimas semanas, mais de 430.000 pessoas receberam algum tipo de assistência directa para enfrentarem o inverno, e quase 400 geradores foram entregues pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), pela UNICEF, pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) para garantir energia em hospitais, escolas e outras instalações críticas.

O Governo informou a população de que foram estabelecidos mais de 4.000 pontos de aquecimento em todas as regiões da Ucrânia, e as Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a fornecer abastecimentos a essas instalações.

De acordo com o Ministério da Energia, falhas temporárias de energia afectaram todas as centrais nucleares ucranianas.

Os ataques desta quarta-feira ocorreram horas depois de o Parlamento Europeu ter aprovado uma resolução declarando a Federação Russa como “estado patrocinador do terrorismo”, afirmando que ataques deliberados e atrocidades cometidas contra a Ucrânia violam os direitos humanos e o direito humanitário internacional.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Novembro 2022 — 20:11



 

873: Rússia lança mais de 70 mísseis. Três mortos em Kiev, cortes de água e luz

– Ó senhora embaixadora, não basta os EUA estarem com a Ucrânia! É preciso de IMEDIATO, começarem a bombardear Moscovo e S. Petersburgo! Os ucranianos estão a servir de carne para canhão sem que exista qualquer tipo de represália contra os nazis! Esta merda já está a cheirar mais que mal! Quando é que começam a mandar umas bojardas de “alta precisão” para aterrarem em Moscovo e S. Petersburgo (para começar…) ??? Estes FDP enquanto elas não começarem a cair-lhes em cima da cornadura, não param! Isto é a retaliação russonazi ☠️卐☠️ sobre a decisão do Parlamento Europeu ter considerado – e bem – os russonazis ☠️卐☠️ como estado terrorista!

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Há relatos que indicam cortes de energia no norte e no centro de Kiev na sequência do mais recente ataque russo. Foram ainda reportadas explosões em Lviv e Kremenchuk.

© SERGEI SUPINSKY/AFP

As forças russas lançaram esta quarta-feira mais de 70 mísseis e atingiram várias cidades, incluindo a capital da Ucrânia, Kiev, disseram as autoridades ucranianas.

Foram danificadas infra-estruturas críticas, nomeadamente na capital, naquele que é o mais recente ataque de uma série que provocou apagões em todo o país, isto numa altura em que descem as temperaturas. Pelo menos três pessoas morreram em Kiev.

“O inimigo está a lançar ataques com mísseis contra a infra-estrutura crítica na cidade de Kiev. Fiquem em abrigos até ao fim do alerta aéreo”, disse o município nas redes sociais, com o presidente da Câmara, Vitali Klitschko, a revelar que infra-estrutura crítica foi atingida.

“Como resultado do ataque, um prédio residencial de dois andares foi danificado. Três pessoas morreram e seis ficaram feridas”, disse a administração militar da cidade numa mensagem divulgada na rede social Telegram.

Há cortes de energia no norte e no centro de Kiev. Também há falhas no abastecimento de água na cidade.

Devido a esta nova série de ataques russos, “o abastecimento de água foi suspenso em Kiev”, disse Vitali Klitschko nas redes sociais. “Toda” a região circundante de Kiev ficou sem energia, avançou também o governador regional, Oleksiy Kuleba.

Estão a ser reportados outros ataques das forças de Moscovo nas regiões de Mykolaiv e Dnipropetrovsk, mas também em Lviv e Kremenchuk, na região de Poltava, segundo o jornal britânico The Guardian. Cortes de energia estão a ser relatados um pouco por todo o país.

A cidade de Lviv, no oeste, ficou completamente sem energia, disse o presidente da autarquia.

“Toda a cidade está sem energia. Estamos a aguardar informações adicionais de especialistas em energia”, disse o autarca Andriy Sadovyi nas redes sociais, alertando que também pode haver interrupções no abastecimento de água da cidade.

Perante esta nova série de ataques das forças russas, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia voltou a reforçar a necessidade do país em ter “todos os sistemas de defesa aérea o mais rápido possível”.

Dmytro Kuleba escreveu na rede social Twitter que a Rússia está a “celebrar” o reconhecimento, por parte do Parlamento Europeu, de que é “um Estado terrorista”, com o lançamento de “novos mísseis contra a capital da Ucrânia e outras cidades”.

Mykhailo Podolyak, assessor do gabinete do presidente da Ucrânia, declarou esta quarta-feira, nas redes sociais, que está em curso um novo “ataque maciço” às infra-estruturas críticas do país.

Três centrais nucleares desligadas da rede

Todas as três centrais nucleares ainda sob controlo ucraniano foram desligadas da rede eléctrica, disse a operadora nuclear da Ucrânia, devido aos novos ataques aéreos russos que atingiram o país.

A Energoatom disse em comunicado que os ataques activaram protocolos de emergência nas centrais nucleares de Rivnenska, Pivdennoukrainska e Khmelnytska e que “como resultado… todos os reactores foram automaticamente desligados” da rede eléctrica, informou a empresa nas redes sociais.

Apagões na vizinha Moldávia devido aos ataques russos contra a Ucrânia

A Moldávia anunciou que o país estava a enfrentar apagões generalizados como resultado de uma nova onda de ataques russos às infra-estruturas de energia na vizinha Ucrânia.

“Como resultado dos bombardeamentos da Rússia no sistema de energia ucraniano, na última hora tivemos apagões de electricidade em todo o país. A [empresa] Moldelectrica está a trabalhar para restabelecer o fornecimento de electricidade”, escreveu o vice-primeiro-ministro da Moldávia, Andrei Spinu, no Facebook.

A embaixadora dos EUA em Kiev afirmou que Moscovo está a “punir a Ucrânia por ousar ser livre” ao lançar novos ataques “cruéis” em todo o país.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Bridget A. Brink destaca a “força do povo ucraniano” e diz que irá falhar “a tentativa da Rússia de dominar a Ucrânia, mergulhando-a no frio e na escuridão”. A diplomata norte-americana reforça que os EUA estão com a Ucrânia.

Em actualização

Diário de Notícias
DN/AFP
23 Novembro 2022 — 15:06



 

835: A fronteira quebrada no rio Bug

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

POLÓNIA/SOLIDARIEDADE/UCRÂNIA

O afluxo de refugiados ucranianos à Polónia é um êxodo sem precedentes na história da Europa. A sua escala e a resposta maciça da sociedade polaca, que nove meses depois da invasão russa da Ucrânia acolhe mais de três milhões de ucranianos, apanhou todos de surpresa.

Se forem incluídas as pessoas da anterior onda de emigração da Ucrânia, que teve início em 2014 com a guerra no Donbas, vivem hoje na Polónia cerca de 3-3,5 milhões de ucranianos.
© Wojtek RADWANSKI / AFP

Alguns dias antes da guerra na Ucrânia, com a situação instável na fronteira Polónia-Bielorrússia forçada por imigrantes trazidos pelo regime de Minsk de vários países do mundo, ressoava na opinião pública polaca o debate sobre a capacidade de a Polónia aceitar refugiados. Os peritos no fenómeno das migrações enganaram-se.

Numa entrevista publicada pelo semanário Krytyka Liberalna, a 22 de Fevereiro, o professor Maciej Duszczyk, do Centro de Estudos sobre Migração da Universidade de Varsóvia, questionado se a Polónia seria capaz de receber um milhão de refugiados da Ucrânia, disse: “Definitivamente não.

O exemplo mais simples: vejamos o que aconteceu na Alemanha em 2015 e 2016, quando cerca de um milhão de refugiados acabou de chegar ao país. Os Estados alemães não conseguiram lidar com tal afluência de pessoas. A sociedade civil tinha de ser envolvida. E isto num país duas vezes maior que o nosso, com uma Administração muito mais eficiente e uma forte autoridade local descentralizada.”

No texto publicado apenas horas antes da invasão russa, Duszczyk previa que, no caso de uma vaga de refugiados, a Polónia poderia acolher entre 100 mil e 150 mil. Sublinhava que viveriam “em condições dramaticamente más”. A vida desenhou um cenário diferente.

70% dos polacos ajudam

De acordo com as autoridades polacas, entre 24 de Fevereiro e 11 de Novembro chegaram à Polónia 7,7 milhões de vítimas da invasão russa. Durante o mesmo período, 5,8 milhões de pessoas seguiram em direcção oposta.

O governo de Mateusz Morawiecki estima que desta onda de refugiados estejam actualmente a viver na Polónia cerca de 1,9 milhões de ucranianos e que 1,4 milhões terão encontrado alojamento em casas de famílias.

Os primeiros refugiados a chegar receberam alojamento principalmente em pavilhões desportivos e em instalações pertencentes à Igreja Católica. O facto que os ucranianos chegados serem na sua maioria cristãos ortodoxos não constituiu um problema.

A ajuda foi também direccionada para áreas ocupadas pela Rússia — só durante as primeiras quatro semanas da guerra a Igreja Católica polaca enviou 147 camiões e 180 outras grandes viaturas para a Ucrânia, transportando principalmente alimentos, num valor total de 5,5 milhões de euros. Nas semanas seguintes, o apoio à população ucraniana intensificou-se por parte de entidades tanto religiosas como seculares, mas também de instituições governamentais, autarquias e ONG.

As autoridades de Varsóvia estimam que a ajuda fornecida pelo Estado polaco aos refugiados tenha excedido os mil milhões de euros, dos quais 800 milhões foram desembolsados a partir de um fundo especial do governo.

Segundo o chefe do Instituto Polaco de Economia (PIE), Piotr Arak, mais de 70% dos polacos adultos já se juntaram na ajuda aos refugiados e durante os três primeiros meses do conflito os cidadãos doaram para este fim dois mil milhões de euros. “Graças a uma decisão sem precedentes das autoridades polacas, foram concedidos aos ucranianos os mesmos direitos que os polacos têm, com excepção da possibilidade de votar”, observou Arak.

Estimou que, se forem incluídas as pessoas da anterior onda de emigração da Ucrânia, que teve início em 2014 com a guerra no Donbas, vivem hoje na Polónia cerca de 3-3,5 milhões de ucranianos.

Refugiado, ou seja, cidadão

Os refugiados vindos do outro lado do rio Bug, após o início da guerra, têm na Polónia o direito a prestações familiares e de educação, entre elas um pagamento mensal de 110 euros por cada criança.

Recebem também assistência psicológica gratuita, alimentação e acesso a cuidados médicos. “Será difícil para nós retribuir a gentileza que aqui vivemos de muitas pessoas e instituições”, explica Olga, de Kiev, que desde Março encontrou abrigo na área metropolitana de Varsóvia. “Os procedimentos realizados por funcionários polacos no âmbito do acolhimento aos refugiados são muito eficientes.

No ponto de recepção temporária junto ao estádio do Legia foi-me dado em poucas horas tudo o que é preciso para viver: alojamento gratuito, um cartão para chamadas telefónicas e Internet, um número de identificação para registar os meus filhos na escola e ter acesso a um médico, bem como uma oportunidade de trabalho”, conta a ucraniana.

Outra vítima da guerra, Anna Yashina, cita as palavras do presidente Volodymyr Zelensky, quando este disse, em Março, que, graças à abertura dos polacos aos milhões de refugiados “de facto, já não há fronteira entre a Ucrânia e a Polónia”. Acrescentou que até que a guerra esteja terminada não tenciona regressar à terra natal.

A maioria dos refugiados adultos ucranianos não está desocupada. De acordo com o Ministério do Trabalho polaco, mais de 400 mil pessoas, ou cerca de 60% dos refugiados em idade activa, já encontraram um emprego. Mais de metade declara que está a ganhar melhor salário, comparando com a vida na Ucrânia.

Um estudo da Gremi Personal mostra que quase 52% dos refugiados ucranianos que trabalham na Polónia acreditam que a sua estada neste país lhes deu um melhor nível de vida.

O empresário Dominik Piwowarczyk, proprietário da empresa de comércio e serviços D&D, de Varsóvia, acredita que o aparecimento de refugiados ucranianos no mercado de trabalho polaco pode torná-lo mais dinâmico a longo prazo.

“Em vários lugares substituíram os polacos que emigraram para a Europa Ocidental nos últimos anos”, disse, salientando que permanece um mistério a questão da estabilidade das finanças públicas, sobrecarregadas com o pagamento de apoios sociais aos numerosos recém-chegados.

As autoridades da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) também apontam o pesado fardo que a ajuda concedida à Ucrânia representa para o orçamento do governo polaco.

Estimam que no final de Dezembro de 2022 as despesas relacionadas com a manutenção dos refugiados de guerra ascenderão na Polónia a 8,4 mil milhões de euros e serão as mais elevadas entre os países membros da organização.

Corações abertos e carteiras também

A 10 de Novembro, no Parlamento Europeu, representantes polacos argumentaram que as declarações generalizadas de solidariedade da UE para com as vítimas do conflito não chegam e que “a abertura dos corações deve ser acompanhada pela abertura das carteiras”.

Marta Majewska, presidente da câmara da cidade fronteiriça de Hrubieszów, participante do evento, disse acreditar que até ao momento as autoridades locais polacas não sentiram qualquer apoio por parte da UE. Acrescentou que a sua cidade, de 17 mil habitantes, só na primeira semana da guerra recebeu 10 mil vítimas do conflito.

“A palavra solidariedade […] assume hoje uma nova dimensão histórica e um novo significado. Nós, como Polónia, temos o direito de contar com esta solidariedade, temos o direito de esperar esta solidariedade”, disse Majewska em Bruxelas, recordando que mais de 90% dos ucranianos chegados à Polónia são mulheres e crianças.

Apesar de Bruxelas, desde o início da guerra, ter anunciado a sua prontidão para apoiar as vítimas, os primeiros fundos da UE destinados a este fim chegaram à Polónia apenas em Outubro — 144,6 milhões de euros. O ministro do Interior polaco, Mariusz Kamiński, admite que, embora a quantia seja “pequena face às necessidades”, este apoio mostra que a UE aprecia a Polónia.

Aponta que Varsóvia tinha solicitado a Bruxelas mais 40 milhões de euros, esperando, na sequência da destruição pela Rússia de infra-estruturas críticas ucranianas, uma nova vaga de migrantes no inverno. Segundo o eurodeputado Jan Olbrycht, a Europa deve fazer um ajustamento urgente no seu orçamento.

“A guerra mudou a situação. Não existem fundos suficientes no orçamento da UE para 2021-2027 que possam ser realojados, entre outras coisas, ao apoio económico-financeiro à Ucrânia”, observou o membro do partido de oposição Plataforma Cívica.

Entretanto, na sociedade polaca a disponibilidade para ajudar os ucranianos mistura-se com fadiga e até mesmo queixas. Uns pedem mais empenho da Comissão Europeia, enquanto outros exigem que os ucranianos cuidem por si da sua própria subsistência. “Os polacos já ajudaram demais, tirando dos seus próprios bolsos. Penso que alguns dos refugiados permanecem aqui apenas para beneficiar de apoio social.

Muitos deles receberam aqui apoio com o qual nem os próprios polacos podem contar”, aponta a enfermeira de Varsóvia Teresa Lis, salientando que muitos cidadãos polacos que pagam contribuições para a saúde pública foram “expulsos” das filas de espera dos hospitais e clínicas médicas para dar lugar aos ucranianos.

“A prioridade é agora dada aos ucranianos, o que irrita muitos doentes”, disse Lis, evidenciando que está aborrecida, entre outras coisas, com a grande presença na Polónia de médicos e enfermeiros ucranianos.

“Uma vez que há uma guerra na Ucrânia, o seu lugar é com os seus compatriotas que sofrem. As equipas médicas estrangeiras com fraco conhecimento da língua ucraniana não os substituirão lá”, acrescentou.

As 104 palavras polacas

Os peritos em segurança salientam que o afluxo maciço de ucranianos à Polónia é uma área de interesse para o Kremlin, com o alvo de espalhar fake news e manipulações, a intensificarem-se à medida que a guerra continua. O site CyberDefense24 aponta que a desinformação russa pode alimentar-se com o ressentimento histórico.

Salienta que a retórica utilizada por estas fontes apresenta frequentemente figuras controversas, como Stepan Bandera, co-fundador da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN-B), que através do Exército Insurrecto Ucraniano (UPA) levou a cabo a limpeza étnica da população polaca durante a II Guerra Mundial.

“A questão do alegado privilégio, principalmente financeiro, dos ucranianos na Polónia é também uma narrativa extremamente popular e antagónica. É de esperar que no contexto da inflação crescente e da situação cada vez mais difícil de muitas famílias polacas sejam usados estes slogans para fins de desinformação”, explicou.

Os manipuladores pró-russos também estão activos na Ucrânia, espalhando notícias sobre um alegado plano de Varsóvia de anexar territórios ucranianos. Apenas poucos se deixam enganar.

Segundo um inquérito apresentado pelo Top Lead, 97% dos ucranianos que vivem hoje na sua terra natal consideram a Polónia um país amigo. O presidente Zelensky falou sobre esta atitude na sexta-feira, por ocasião do 104.º aniversário da independência da Polónia.

Utilizou simbolicamente 104 palavras polacas para agradecer aos vizinhos o apoio, o qual ele supõe ficará impresso na memória dos ucranianos: “Recordarão como nos receberam, como nos ajudaram. Os polacos são nossos aliados, a vossa pátria é nossa irmã. A vossa amizade será para sempre. A nossa amizade será para sempre. O nosso amor, para sempre. Juntos seremos vitoriosos.”

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Marcin Zatyka
21 Novembro 2022 — 00:30