989: Autoridades ucranianas investigam locais de alegada tortura em Kherson

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ORCS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 / TORTURA / KHERSON / UCRÂNIA

Os ucranianos acusam os russos de torturar civis na periferia da cidade recentemente libertada, à semelhança do que já foi encontrado e confirmado em outros locais, como Bucha e Izium.

© Getty Images

As autoridades ucranianas estão a investigar alegadas denúncias de tortura por parte de civis na cidade de Kherson, que os russos ocuparam durante quase nove meses até a sua libertação este mês.

Segundo avança esta terça-feira a Associated Press (AP), a polícia ucraniana já encontrou cinco locais de alegada tortura na cidade, e outros quatro na região com o mesmo nome.

Cinco pessoas contaram à agência de notícias norte-americana que foram torturadas, agredidas, presas, interrogadas e electrocutadas em câmaras fechadas, e questionadas sobre possíveis ligações às forças armadas ucranianas.

Os relatos são, para especialistas em direitos humanos consultados pela AP, apenas a ponta do icebergue no que diz respeito a abusos de direitos humanos pelas forças russas em Kherson.

“Durante meses temos recebido informações sobre tortura e outro tipo de repressão de civis. Tenho medo das descobertas horríveis em Kherson ainda por fazer”, disse à AP a activista Oleksandra Matviichuk, directora do Centro de Liberdades Cívicas ucraniano, organização que foi uma das condecoradas com o Prémio Nobel da Paz de 2022.

A polícia ucraniana alega ter encontrado provas para mais de 460 crimes de guerra cometidos pelos russos em Kherson. Segundo Andrii Kovanyi, porta-voz da polícia de Kherson, a tortura levada a cabo pelos russos terá ocorrido e duas esquadras, numa cadeia, uma prisão e uma clínica privada, onde foram encontrados bastões de borracha, bastões de basebol e uma máquina usada para aplicar choques eléctricos.

As autoridades admitem ainda que está a ser difícil trabalhar nestas alegações, já que todos os dias surgem novos relatos sobre possível tortura contra civis, e o sistema judicial está sobrecarregado.

As histórias ouvidas em Kherson são semelhantes a outros locais de tortura, descobertos durante a contra-ofensiva ucraniana em várias partes do país, nomeadamente em Izium, na região de Donetsk.

Foram também encontradas valas comuns na periferia da cidade de Kherson, outra prática que tem sido comum pelos soldados russos em zonas ocupadas.

As primeiras valas foram encontradas em Bucha, depois da retirada das forças invasoras da região de Kyiv, e foram visitadas por vários líderes europeus que condenaram as forças russas e acusaram-nas de crimes contra a humanidade.

O conflito na Ucrânia já fez quase 6.600 mortos civis, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, a entidade adverte que o real número de mortos poderá ser muito superior, devido às dificuldades em contabilizar os mortos em zonas sitiadas ou ocupadas pelos russos, como em Mariupol, por exemplo, onde se estima que tenham morrido milhares de pessoas.

Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto
29/11/22 09:35
por Notícias ao Minuto



 

975: ONG que ganhou Nobel da Paz 2022 documenta 31 casos de tortura em Kherson

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RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 / CRIMES DE GUERRA / UCRÂNIA

A organização não governamental (ONG) ucraniana Centre for Civil Liberties (CGS), galardoada com o prémio Nobel da Paz 2022, documentou recentemente 31 casos de tortura perpetrados pelo Exército russo Kherson, elevando o número total nacional para 300.

© Getty Images

“Até agora, documentámos 300 casos de tortura em todo o país e 31 na região de Kherson”, disse hoje à agência de notícias EFE a directora-executiva do CGS, Oleksandra Romantsova.

Romantsova espera que esses 300 documentados de tortura, executados desde a invasão russa da Ucrânia em 24 de Fevereiro, cheguem ao Tribunal Penal Internacional (TPI) “em alguns anos”.

“Precisamos de informações pessoais dos autores dos crimes, pois é necessária que a acusação seja pessoal”, diz sobre o processo de documentação — não de investigação criminal — que a CGS já iniciou.

“Todos os casos de tortura irão para o TPI, espero que todos”, disse a activista, de Nicolaiev, cidade próxima de Kherson, recentemente libertada pelo Exército ucraniano.

A CGS também tem conhecimento de mais 10.000 crianças ucranianas separadas das suas famílias e “deslocadas à força”, um número fornecido à organização humanitária pelo Provedor de Justiça.

“Sabemos os nomes”, disse Romantsova sobre essas crianças, embora reconhecendo que ainda não sabe quantos menores perderam os seus pais durante a guerras e a ocupação, já que não há estatísticas oficiais.

Quanto aos abusos sexuais, existe uma linha telefónica em todo o país e foram denunciados 30 casos, enquanto o procurador-geral abriu inquérito a nove deles.

“Ninguém fala sobre esses crimes. Vamos saber quando a guerra acabar e as pessoas se sentirem mais seguras”, disse a activista ucraniana.

Relativamente ao total de desaparecidos, a CGS considera o número oficial de 50 mil casos, um estatuto que, segundo a mesma, deve ser qualificado, porque sabe que muitos se encontram na Rússia.

Ao todo, o banco de dados do CGS dá hoje um total 26.000 crimes de guerra, o que faz a sua directora-executiva falar em “genocídio” contra o povo ucraniano.

De acordo com Romantsova, são crimes de guerra sistemáticos que “estão a acontecer em todos os lugares e seguem o mesmo padrão”.

O procurador-geral considera que estes crimes de guerra já ascendem a 50.000, sem incluir as estatísticas de Kherson, algo que leva Romantsova a prever um número muito superior.

“Quando os novos dados forem revelados, não espero menos de 200.000 casos [de crimes de guerra] no total”, diz.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
28/11/22 23:55
por Lusa



 

Ucrânia diz que descobriu quatro “locais de tortura” usados pelos russos em Kherson

– Os putinocratas Peskov, Medvedev, Lavrov, Kadyrov, Lukaschenko e demais pandilha, não têm nada a dizer sobre isto? Ah pois, são fake news ucranianas, eles é que dizem a verdade na sua propaganda podre e imunda.

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TERRORISMO/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /UCRÂNIA/TORTURA

As autoridades de Kiev encontraram “locais de tortura em quatro prédios”.

© EPA/OLEG PETRASYUK

O Ministério Público ucraniano fez saber, esta segunda-feira, que foram descobertos quatro “locais de tortura” usados pelos russos enquanto ocupavam Kherson, uma cidade no sul da Ucrânia que as forças de Kiev recuperaram em 11 de Novembro.

Em Kherson, as autoridades ucranianas “continuam a determinar os crimes da Rússia”, afirmou o Ministério Público da Ucrânia na rede social Telegram. A mensagem indica que as autoridades de Kiev encontraram “locais de tortura em quatro prédios”.

Entre os quatro prédios visitados pelos investigadores estão “centros de detenção provisória” de antes da guerra, “onde, durante a tomada da cidade, os ocupantes detiveram pessoas ilegalmente e as torturaram brutalmente”.

Os investigadores apreenderam partes de “bastões de borracha, um bastão de madeira, um dispositivo usado pelos ocupantes para electrocutar civis, uma lâmpada incandescente e balas”, explicou a fonte, dez dias depois do regresso do exército ucraniano a Kherson.

“O trabalho para estabelecer os locais de tortura e detenção ilegal de pessoas continua”, disse o Ministério Público, que observou que também que deseja “identificar todas as vítimas” da ocupação russa.

Desde a reconquista de Kherson, em 11 de Novembro, Kiev tem denunciado vários “crimes de guerra” e “atrocidades” russas na região, mas, até ao momento, Moscovo não reagiu às acusações.

Na sexta-feira, um relatório divulgado pelo Observatório de Conflitos dos Estados Unidos referiu que, entre Março e Outubro, mais de 220 pessoas foram detidas ou desapareceram às mãos das tropas russas em Kherson.

O relatório indicou também que 55 dos detidos ou desaparecidos foram torturados, enquanto cinco morreram durante o cativeiro ou pouco depois da sua libertação. Seis dessas pessoas terão sofrido violência sexual ou de género.

Também o comissário dos direitos humanos do parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, denunciou, na semana passada, terem sido descobertas várias valas comuns, tendo as investigações demonstrado que as forças russas torturaram prisioneiros ucranianos com recurso, por exemplo, a choques eléctricos. Também existem relatos de execuções e de espancamentos com barras de ferro.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN/AFP
21 Novembro 2022 — 13:19



 

793: Rússia acusa Kiev de executar mais de uma dezena de soldados russos

– Desconheço se é verdade o que estes putinocratas russonazis ☠️卐☠️ afirmam, mas parece-me que eles estão a contar a história ao contrário! Ou seja, o que eles têm vindo a fazer na Ucrânia é precisamente bombardear, destruir infra-estruturas civis, prédios, escolas, lares, hospitais, creches e assassinar civis inocentes de crianças a idosos! Não apresentam queixa disso às Nações Unidas, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Conselho da Europa, Amnistia Internacional (AI) e outras organizações? ‘Tadinhos dos “inocentes santinhos” que não fazem mal a uma mosca! Já se esqueceram do genocídio que fizeram em Mariupol, Azovstal, Kherson e em TODAS as localidades ucranianas por onde passaram e ocupam? Estas e muitas outras, são as “informações do regime” que estes russonazis ☠️卐☠️ passam na terra deles, mantendo na ignorância o povo russo da realidade no terreno! Adolf Hitler procedia da mesma forma!

TERRORISMO/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /PUTINOCRATAS/ASSASSINOS

O Ministério da Defesa da Rússia garante que alguns dos seus soldados foram mortos com tiros na cabeça, falando numa prática “ignorada pelos benfeitores ocidentais” da Ucrânia.

© EPA/ANASTASIA VLASOVA

O Ministério da Defesa russo acusou esta sexta-feira as forças ucranianas de terem executado “com tiros na cabeça” mais de uma dezena de soldados russos que estavam imobilizados depois de detidos.

“Ninguém será capaz de justificar o assassínio deliberado e metódico de mais de dez militares russos imobilizados por degenerados das Forças Armadas ucranianas com tiros directos na cabeça como uma excepção trágica”, refere-se num comunicado oficial do ministério.

O “assassínio brutal” dos militares russos, cujas imagens foram divulgadas nas redes sociais, “não é o primeiro nem o único exemplo de crimes de guerra” de Kiev, alega.

“É uma prática difundida dentro do Exército ucraniano, activamente apoiada pelo regime de Kiev e ignorada pelos seus benfeitores ocidentais”, lê-se no documento, em que se afirma ainda que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e respectivos partidários terão de responder “por cada prisioneiro torturado e assassinado”.

O Conselho de Direitos Humanos russo, ligado ao Kremlin, disse que vai pedir uma reacção da comunidade internacional ao vídeo, alegadamente gravado na localidade de Makiivka, na região ucraniana de Lugansk.

Na passada segunda-feira, o governador de Lugansk leal a Kiev, Serhiy Gaidai, afirmou na conta que mantém na rede social Telegram que as tropas ucranianas haviam libertado Makiivka.

O Conselho divulgou no Telegram que encaminhará informações sobre a execução de soldados russos às Nações Unidas, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Conselho da Europa, Amnistia Internacional (AI) e outras organizações.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2022 — 16:33



 

Ucrânia: “Dimensão da tortura” em Kherson é pior do que em outras regiões

– Próprio de um regime nazi. Esses russonazis ☠️卐☠️ só param quando começarem a cair uns mísseis de “alta precisão” sobre Moscovo… Numa guerra deste tipo, em que o invasor russonazi ☠️卐☠️ e os seus mercenários invadem um país soberano, bombardeia estruturas críticas, assassina milhares de civis inocentes de todas as idades, não há que ter contemplações de qualquer género. Ferro neles!

TERRORISMO/UCRÂNIA/KHERSON/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

“Nunca vi uma tal escala e visitei pessoalmente todos os centros de tortura nas diferentes regiões da Ucrânia. A dimensão é simplesmente terrível”, afirmou Dmytro Lubinets, comissário dos direitos humanos do parlamento ucraniano.

Ponte destruída em Kherson.
© EPA/OLEG PETRASYUK

O comissário dos direitos humanos do parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, manifestou-se hoje chocado com a “dimensão da tortura” durante a ocupação russa na região de Kherson, que agora se revela.

Numa declaração emitida na televisão, Lubinets disse que as descobertas feitas pelas forças ucranianas após terem retomado parte da região são diferentes das encontradas nas regiões de Kiev ou Kharkov, onde foram descobertas numerosas valas comuns.

“Nunca vi uma tal escala e visitei pessoalmente todos os centros de tortura nas diferentes regiões da Ucrânia. A dimensão é simplesmente terrível”, sublinhou.

Segundo Lubinets, as investigações demonstraram que as forças russas torturaram prisioneiros ucranianos com choques eléctricos, espancaram-nos com barras de ferro, partiram ossos e, por vezes, executaram-nos.

O Ministro do Interior ucraniano, Denys Monastyrskyi, anunciou que já foram exumados nas áreas recuperadas de Kherson os corpos de 63 pessoas com sinais de tortura.

“É necessário ter em conta que a procura só agora começou”, acrescentou o ministro, citado pela agência noticiosa Interfax, sublinhando ser provável que muitos mais locais de tortura e valas sejam encontrados.

Monastyrskyi acentuou que 11 centros de detenção operados pelos russos durante o período em que controlavam a parte de Kherson agora recuperada foram descobertos e que quatro deles mostram vestígios de tortura de prisioneiros, incluindo civis.

A parte ocidental da província de ​​​​​​​Kherson, a oeste do rio Dnipro, ocupada em Março pelas tropas russas, foi recuperada pelas forças ucranianas em 11 de Novembro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2022 — 00:07



 

752: Entre espancamentos e electrocussões, o cativeiro de um ucraniano na ocupação russa de Kherson

– Dirão os russonazis ☠️卐☠️ Lavrov, Peskov, Medvedev, Prighozin & companhia, que tudo isto é mentira, culpando o ocidente satânico de falsas informações. Os presos dos russonazis ☠️卐☠️ até são tratados com carinho, humanismo, blá, blá, blá…

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TERRORISMO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ASSASSINOS

Anatoli Stozki foi preso duas vezes pelas forças russas e na segunda foi espancado de tal forma que chegou a urinar sangue.

Foto International Observers Ukraine

Foto International Observers Ukraine

Detido duas vezes em Kherson, cidade no sul da Ucrânia que esteve sob ocupação russa durante oito meses, Anatoli Stozki relatou à AFP os interrogatórios a que foi submetido pelos serviços russos e pró-russos, pontuados por espancamentos e choques eléctricos.

Anatoli que, armado com uma metralhadora, entrou numa unidade da força de defesa territorial ucraniana a 24 de Fevereiro, no início da invasão russa, estava em Kherson a 2 de Março quando as forças de Moscovo entraram na cidade. Ele foi ordenado a ficar em casa com a sua arma e aguardar instruções.

“Depois de duas ou três semanas, os russos encontraram a lista daqueles que havíamos recrutados para a defesa territorial e começaram a prender-nos”, contou a repórteres da AFP na sua casa no centro da cidade, alguns dias depois da libertação de Kherson, a 11 de Novembro.

A 25 de Abril, “eles chegaram”. “Eu estava com a minha esposa e a minha filha de 3 anos. Dei-lhes a minha arma porque ameaçaram matar a minha família”, explicou.

Anatoli Stozki foi então levado, encapuçado, para o que acredita ser uma esquadra de polícia próxima. Foi colocado numa cela e “amarrado a uma cadeira”.

“Três ou quatro pessoas interrogaram-me. Bateram-me com um bastão e colocaram uma pistola, ou uma espingarda na minha cabeça. Bateram dos dois lados da cabeça, em cima e nas orelhas, mas não deixaram marcas”, disse.

Segundo ele, homens encapuçados – dos serviços de segurança russos – questionaram-no sobre a sua arma. “Eles perguntaram-me onde é que eu a consegui, quem me a deu e por que não a entreguei” depois de os russos terem entrado na cidade.

Ficaram com o seu passaporte, tiraram as suas impressões digitais e amostras de ADN e disseram que agora estava numa base de dados, que deveria ficar na cidade e colaborar com os russos.

Foi libertado a 4 de Maio, na rua, com a cabeça tapada.

Coberto de hematomas

“Quando cheguei a casa, estava coberto de hematomas”, contou Anatoli. “Pensei em sair da cidade, mas tive medo”, acrescentou.

Em vez disso, enviou a sua esposa e filha para um posto de controlo em Zaporizhzhia, 300 quilómetros a nordeste de Kherson.

Foi então preso pela segunda vez a 6 de Julho. Desta vez, por homens do Ministério da Segurança do Estado da República Popular de Donetsk, região anexada por Moscovo no final de Setembro.

“Vieram à minha casa e disseram-me: ‘sabemos que já foi preso, mas o interrogatório foi incompleto. Agora vai dizer-nos quem conhece e onde estão os depósitos de armas'”, relatou.

“Nos primeiros cinco ou seis dias espancaram-me. À noite, não me deixavam dormir. A cada duas horas, entravam na minha cela e obrigavam-me a levantar e a dizer o meu nome.

Ficava algemado a um cano”, afirmou. Cada vez que os seus captores entravam na cela, devia colocar um saco na cabeça para não os ver. Um dia, foi levado para outra cela para interrogatório.

Descargas eléctricas

“Amarraram as minhas mãos e pés, atiraram-me ao chão e electrocutar-me”, relatou Anatoli, acreditando que foi electrocutado com “um dispositivo especial, porque a energia vinha de uma caixa”.

Segundo ele, raramente era permitido ir à casa de banho. Urinava em garrafas vazias entregues na cela.

“Durante as duas primeiras semanas eu urinava sangue. Os meus rins estavam em mau estado. Nas celas havia buracos na parede, e eu conseguia comunicar-me com outros presos. Isso permitiu-me não perder a minha sanidade”, acrescentou, especificando que era alimentado uma vez a cada três dias.

No final, foi libertado a 20 de agosto, após um mês e meio de detenção. Não voltou para casa e escondeu-se com parentes, temendo ser preso novamente. Perdeu 25 quilos durante o cativeiro.

Segundo ele, o segundo local de detenção foi um antigo prédio comercial no centro da cidade. De lá, podia ver as bandeiras do Japão, dos Estados Unidos e da Ucrânia caídas no chão na entrada. O prédio de quatro andares está localizado na rua Pylypa Orlyk.

Os jornalistas da AFP tentaram entrar, sem sucesso, porque “está a decorrer uma investigação”, disseram no acesso ao local.

“Pensei em suicídio”, comentou Anatoli, que completou 50 anos na prisão. “Mas pensar na minha família me deu forças para suportar tudo isso”, desabafou.

Diário de Notícias
DN/AFP
16 Novembro 2022 — 17:33