518: Passe gratuito em Lisboa pode ser recarregado no Multibanco a partir de 2.ª feira

“… De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.”

Pobres dos DESEMPREGADOS que ficam sempre “esquecidos” destas magnânimas ofertas sociais! Ainda ninguém responsável pelo sector, incluindo o sr. Moedas, se lembrou dos DESEMPREGADOS que não possuem qualquer tipo de rendimento, pelo menos os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já terminaram e que continuam a ter de pagar (com o dinheiro de quem os apoia, se tiverem essa felicidade) o passe social de transporte.

TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS/CARREGAMENTOS

De acordo com a Câmara de Lisboa, o carregamento tem de ser feito mensalmente, à semelhança do que acontece com os outros títulos de transporte.

© André Luís Alves / Global Imagens

O recarregamento do passe gratuito para Lisboa poderá, a partir de segunda-feira, ser realizado através do Multibanco pelos maiores de 65 anos e jovens estudantes entre os 13 e 23 anos abrangidos, anunciou este sábado a Câmara Municipal.

“A partir de segunda-feira, 31 de Outubro, os lisboetas elegíveis para a gratuitidade do passe Navegante urbano (maiores de 65 anos) e do Navegante municipal Lisboa (jovens estudantes aderentes ao 4_18 ou ao sub23) passam a poder recarregar o título no Multibanco, evitando assim quaisquer deslocações aos espaços de atendimento ao cliente dos operadores”, avançou a autarquia lisboeta em comunicado.

Apesar de o passe ser gratuito, a Câmara de Lisboa salienta que “o carregamento é indispensável, sendo necessário fazê-lo mensalmente, à semelhança dos demais títulos de transporte”.

“Na prática, se, até aqui, os maiores de 65 anos e os jovens com idades entre os 13 e 23 anos se viam obrigados a proceder ao carregamento do passe Navegante num espaço de atendimento ao cliente, a introdução desta possibilidade na rede SIBS, vem somar aos mais de 300 agentes Payshop cerca de 12.000 caixas Multibanco, alargando massivamente a rede de carregamento”, destaca.

De acordo com a autarquia, “a disponibilização destes novos serviços de carregamento com assinatura Navegante, desenvolvidos em parceria com a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) enquadram-se na promoção de uma mobilidade cada vez mais eficiente, seja em termos ecológicos, seja em termos económicos e sociais”.

Para este ano, prevê-se que a medida represente uma despesa no montante máximo de 6,266 milhões de euros e, para os anos económicos de 2023, 2024 e 2025, uma verba de até 14,9 milhões de euros para cada ano.

Em 21 de Abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, válido até 31 de Dezembro de 2025, e que estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a excepção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitectura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

A medida começou por estar disponível para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos a partir de 25 de Julho deste ano e alguns dias depois, em 16 de Agosto, abriram as inscrições para os estudantes entre 13 e 23 anos, para que pudessem beneficiar dos passes gratuitos a partir do mês de Setembro.

De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.

Relativamente aos maiores de 65 anos, a gratuitidade nos transportes colectivos aplica-se nas redes da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP – Comboios de Portugal, “em que seja válido o título Navegante Urbano na modalidade ‘3.ª idade'”.

Para estudantes entre 13 e 23 anos, abrange as redes das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa, CP e Fertagus, através dos títulos Navegante Municipal nas modalidades 4_18 e sub23, e adesão é para quem tem domicílio fiscal no concelho de Lisboa e que apresentem também a declaração de matrícula emitida pelo estabelecimento de ensino na cidade.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Outubro 2022 — 11:34



 

357: Lisboa. Transportes grátis foram uma conquista, mas é preciso mais

“A gratuitidade nos transportes públicos em Lisboa para os menores de 23 anos e maiores de 65 foi uma das bandeiras da campanha de Carlos Moedas e a medida de maior visibilidade que o seu executivo tomou na área da mobilidade.”

“… “É uma medida que não só facilita bastante a mobilidade de uma fatia muito significativa de pessoas, reduzindo desigualdades de acesso e contribuindo para a diminuição da pobreza, como também esperamos que contribua para o aumento da utilização do transporte público, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono”, acrescenta Ângelo Pereira.”

UMA BANDEIRA RASGADA DE INJUSTIÇA! “ESQUECERAM-SE” DOS DESEMPREGADOS, ESPECIALMENTE DOS QUE JÁ NÃO TÊM QUALQUER TIPO DE SUBSÍDIO DE DESEMPREGO PORQUE O PRAZO TERMINOU E ESTÃO TODOS ENTREGUES À SUA SORTE! QUEM NÃO TEM QUALQUER TIPO DE RENDIMENTO, COMO PODE PAGAR € 30,00 DE PASSE CARRIS? COMO PODE CONTINUAR A SUA VIDA? PROCURAR TRABALHO? O SR. MOEDAS DEITA-SE DESCANSADO PORQUE O SEU ESTÁ GARANTIDO NO FINAL DO MÊS, ASSIM COMO TODOS OS VEREADORES. E SIM, ESTOU A GRITAR EMBORA OS RESPONSÁVEIS NÃO ME OUÇAM!

LISBOA/TRANSPORTES GRATUITOS/C.M.L./INJUSTIÇA

Autarquia tem vários projectos em consulta na área da mobilidade suave, mas é apontado ao executivo a falta de implementação de propostas que melhorem o serviço da Carris e retirem carros da cidade de Lisboa. Ao longo da semana, o DN avalia o estado da cidade de Lisboa, um ano após a eleição de Carlos Moedas para liderar a câmara.

A gratuitidade dos transportes públicos em Lisboa é uma referência do primeiro ano de mandato de Carlos Moedas.
© André Luís Alves / Global Imagens

A gratuitidade nos transportes públicos em Lisboa para os menores de 23 anos e maiores de 65 foi uma das bandeiras da campanha de Carlos Moedas e a medida de maior visibilidade que o seu executivo tomou na área da mobilidade. Essa é a opinião de Ângelo Pereira, o vereador que supervisiona esta área, mas também da oposição e especialistas, embora o elogio destes venha acompanhado por um “sim, mas”.

“Este executivo, numa cidade com a dimensão e a complexidade de Lisboa, liderou e colocou o debate sobre a redução das tarifas dos transportes públicos num novo patamar”, afirmou ao DN o vereador que tutela o Planeamento de Mobilidade, bem como a EMEL e a Carris e a Autoridade de Transportes.

“É uma medida que não só facilita bastante a mobilidade de uma fatia muito significativa de pessoas, reduzindo desigualdades de acesso e contribuindo para a diminuição da pobreza, como também esperamos que contribua para o aumento da utilização do transporte público, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono”, acrescenta Ângelo Pereira.

João Ferreira, vereador eleito pelo PCP, admite que esta medida “tem um alcance”, mas defende que não foi “implementada da melhor maneira” pois “devia ter sido implementada à escala metropolitana e não unicamente à escala da cidade de Lisboa”.

Para Rosário Macário, professora do Departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico e especialista em Transportes e Urbanismo, a gratuitidade dos passes em Lisboa “nestes grupos etários pode ser um incentivo à utilização do transporte público, mas não estamos perante uma transferência modal, como seria a ideia subjacente a esta promessa, a de reduzir a utilização do transporte individual e passar a ter uma maior intensidade do transporte colectivo. Este é um objectivo que tem de abranger toda a população.”

O alargamento da medida a toda a população tem a bênção da Quercus. “Somos fortemente críticos desta gestão em termos de transportes para a cidade e para a área metropolitana.

Depois, a questão dos transportes públicos serem tendencialmente gratuitos está a ser feita para determinados grupos populacionais, mas gostávamos que abrangesse o resto da população”, refere ao DN Marta Leandro, vice-presidente da associação ambiental.

“No que toca ao transporte público, que é o pilar essencial de qualquer política de mobilidade sustentável, o que tivemos foi essa medida isolada, dissociada de quaisquer medidas de melhoria da oferta.

A melhoria disruptiva dos serviços da Carris pura e simplesmente não aconteceu, não temos nem mais corredores BUS, nem aumento de frequência de determinadas carreiras, nem alargamento de horários à noite e fins de semana, que eram necessários em muitas zonas, nem reposição de carreiras que foram suprimidas e que deviam ser repostas. Não tivemos absolutamente nada”, diz João Ferreira, em jeito de balanço sobre a estratégia desta empresa municipal.

Críticas que encontram eco em Marta Leandro. “O funcionamento da Carris, que nunca foi muito eficiente, entrou agora em descalabro, com demoras extraordinárias e chega a haver quatro carreiras seguidas no espaço de poucos minutos, com autocarros a circularem sobrelotados e outros vazios”.

O trânsito é apontado como um problema que se mantém em Lisboa.
© André Luís Alves / Global Imagens

O trânsito em Lisboa é outra questão sempre actual, tendo a autarquia implementado neste último ano o Semáforos SIM Lx-Gestão Inteligente Semáforos, um projecto de modernização dos semáforos “no eixo central da cidade”.

“Uma etapa fundamental, de forma a minimizar os constrangimentos à circulação”, diz Ângelo Pereira, já que passa “a haver a capacidade de antecipar os diferentes cenários de tráfego susceptíveis de criar situações de congestionamento”.

Nesta área, e com o objectivo de retirar carros de Lisboa, está ainda por implementar a construção de mais parques de estacionamento na periferia da cidade. “Continuamos a ter graves problemas de trânsito que resultam, em grande parte, de um volume considerável de tráfego que todos os dias entra e sai da cidade associado aos movimentos pendulares. Nenhuma medida foi tomada no sentido de reduzir esse volume de tráfego”, acusa João Ferreira.

Sem realização à vista está ainda uma outra medida que constava do programa eleitoral de Carlos Moedas e que foi anunciada em Janeiro pelo vice-presidente da autarquia, Filipe Anacoreta Correia, na apresentação do Orçamento para 2022: a oferta de 50% de desconto no estacionamento da EMEL aos residentes da cidade.

“Não é uma prioridade imediata. Esta medida trata-se de uma compensação dada aos moradores face aos custos resultantes da entrada diária de todos os automobilistas não residentes, e não um incentivo à utilização do automóvel”, explica o vereador da Mobilidade.

Rosário Martinho considera esta proposta “simpática para os residentes”, mas deixa um alerta. “Isso implica um controlo muito eficaz, para que atrás dessa medida não comecem a ser utilizados esses descontos por pessoas que trabalham no município e que, eventualmente, podem declarar uma residência profissional. E não é desejável que isso aconteça”.

A mobilidade suave foi outra das bandeiras de Carlos Moedas. “Neste último ano, lançámos a consulta pública do Regulamento da Mobilidade Suave Partilhada, estamos a preparar, auscultando técnicos competentes, o Plano Municipal de Segurança Rodoviária, estamos a analisar os resultados da consulta pública do Regulamento de Mobilidade Eléctrica, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável está a ser elaborado e está em preparação o lançamento de uma auditoria à Rede Ciclável”, enumera o vereador Ângelo Pereira.

O futuro da ciclovia da Almirante Reis continua por decidir.
© André Luís Alves / Global Imagens

No que diz respeito a esta rede ciclável, uma das promessas de Carlos Moedas era a “eliminação de ciclovias com problemas, como seja a da Almirante Reis”. Mas, em Junho, depois de vários avanços e recuos, o presidente da autarquia acabou por retirar a proposta para proceder a alterações desta ciclovia. “É muito utilizada e, portanto, não deve ser retirada.

É preciso, porém, fazer uma análise aos fluxos de tráfego – até porque a Almirante Reis é uma saída muito importante da Baixa – para tomar decisões. Mas houve aqui, claramente, um jogo político, com um empurrar de responsabilidades que resultou em ninguém querer mexer na ciclovia neste momento”, defende a especialista em mobilidade.

Linha Circular do Metro: uma derrota de Carlos Moedas

No seu programa de governo, Carlos Moedas comprometia-se a transformar a Linha Circular do Metro e a futura Linha Amarela numa linha única “em laço” (Odivelas, Campo Grande, Rato, Cais do Sodré, Alameda, Campo Grande, Telheiras) para manter as ligações directas de Odivelas, norte de Lisboa e Telheiras ao centro da cidade.

Em Novembro, o seu executivo votou a favor de uma moção do PCP em que era pedido ao governo a “reavaliação imediata” do projecto, que então Moedas classificava como “um erro”. As obras da Linha Circular já estão em andamento, estando a sua entrada em actividade prevista para o último trimestre de 2024.

A actual rede do Metropolitano de Lisboa
© DR

Olhando para trás, João Ferreira, vereador do PCP na autarquia, admite que “o desenvolvimento da rede do Metro não é uma responsabilidade directa da câmara, mas também não terá sido feito tudo aquilo que era necessário para defender os interesses da cidade junto do governo neste domínio”.

“É certo que este presidente manifestou inicialmente a sua oposição a essa Linha Circular, mas a verdade é que ela avançou e não terá sido suficientemente persuasivo junto do governo para contrariar esta intenção, criando uma Linha Circular e dificultando a mobilidade às populações de várias zonas da cidade, nomeadamente de toda a zona norte, que deixa de ter uma ligação directa por Metro às zonas centrais da cidade, incluindo a freguesia mais populosa”, prossegue o vereador comunista, referindo-se ao Lumiar.

Como ficará a rede do Metro com a Linha Circular e a expansão da Linha Vermelha
© DR

Esta perda de acesso directo ao centro de Lisboa e as suas consequências em termos ambientais e de mobilidade é uma preocupação da Quercus, com a sua vice-presidente Marta Leandro a sublinhar também a incapacidade política demonstrada pelo executivo camarário em inverter o desenho desta linha.

“Para quem vem do eixo de uma das entradas norte de Lisboa, o eixo Odivelas-Loures, que são cerca de 300 mil pessoas que usam a actual Linha Amarela, o facto de serem obrigadas a mais uma comutação reduz a atractividade da solução do Metro, e pensamos que vai implicar uma redução do número de passageiros.

Ou seja, não estamos a pensar estrategicamente o Metro como uma forma de reduzir o uso do transporte privado e ser uma forma de contribuir para a criação da solução das alterações climáticas”.

ana.meireles@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Meireles
27 Setembro 2022 — 00:14



 

286: DGS recomenda uso de máscara nos transportes públicos e nas farmácias

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

A recomendação é para qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados, nomeadamente, na utilização de transportes colectivos de passageiros.

© Artur Machado / Global Imagens

A Direcção-Geral de Saúde recomenda o uso de máscara nas farmácias, nos transportes públicos e nos aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio, segundo a orientação “Covid-19: Adequação das medidas de saúde pública”, agora actualizada.

A autoridade de saúde refere no documento que está publicado no seu ‘site’, actualizada na quinta-feira, que a orientação foi actualizada de acordo com “a actual situação epidemiológica e a melhor evidência científica”.

Esta recomendação surge cerca de três semanas após o Governo ter decretado o fim da obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes públicos de passageiros, em táxis e TVDE e aviões.

Assim, a Direcção-Geral da Saúde recomenda a utilização das máscaras “por qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados, nomeadamente, na utilização de transportes colectivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo, bem como no transporte de passageiros em táxi ou TVDE”.

O uso da máscara também é recomendado em plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, incluindo aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

É igualmente recomendado o seu uso nas farmácias comunitárias e “nos casos confirmados de covid-19, em todas as circunstâncias, sempre que [as pessoas] estejam fora do seu local de isolamento até ao 10.º dia após data do início de sintomas ou do teste positivo”.

A Direcção-Geral da Saúde aconselha também as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente as com doenças crónicas ou estados de imuno-supressão com risco acrescido para covid-19 grave, a utilizaram máscara sempre que se encontrem numa “situação de risco aumentado de exposição”.

Segundo a orientação, mantém-se o uso obrigatório de máscara em estabelecimentos de serviços de saúde, em estruturas residenciais ou de acolhimento ou serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou pessoas com deficiência, bem como unidades em unidades Rede Nacional de Cuidados.

Esta obrigatoriedade estende-se aos contactos com casos confirmados de covid-19 durante 14 dias após a data última exposição.

A DGS sublinha que, “num cenário de alinhamento com o actual panorama epidemiológico, importa que a transição das medidas de saúde pública, elaboradas e publicadas no âmbito da pandemia, seja efectuada de forma adequada à minimização do risco da doença para a população, especialmente a mais vulnerável”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Setembro 2022 — 15:49



 

272: Informação sobre transportes da Área Metropolitana de Lisboa será disponibilizada em tempo real em aplicação

CARRIS/INFORMAÇÃO/APP

Horários e possíveis constrangimentos vão estar disponíveis, em tempo real, na aplicação da Moovit.

© Leonardo Negrão/Global Imagens

Os horários e possíveis constrangimentos na circulação dos transportes da Área Metropolitana de Lisboa vão estar disponíveis, em tempo real, na aplicação da Moovit, através de um protocolo assinado esta quarta-feira com empresa israelita de mobilidade.

O protocolo assinado entre a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) e a Moovit “regula a parceria para a disponibilização de dados da Carris Metropolitana” nesta aplicação, segundo explicaram à agência Lusa os dois promotores.

“Vai melhorar a forma como nós chegamos às pessoas, como damos informação às pessoas. Para darmos mais informação fiável, com um parceiro de créditos firmados neste mundo das aplicações”, justificou à Lusa o vogal da TML Rui Lopo.

O responsável explicou que a integração na aplicação da Moovit vai permitir que os utilizadores saibam “em tempo real onde anda o autocarro” e também os constrangimentos que possam ocorrer durante a circulação.

“Há um conjunto de funcionalidades que a Moovit disponibiliza que nós agora, gradualmente, vamos implementando. A questão das notificações, as pessoas saberem linha a linha os problemas que possam existir”, apontou.

Mais tarde, em comunicado, a TML adiantou que esta parceria “possibilita o acesso à informação, de forma fácil, aos cerca de 80 mil utilizadores diários da Carris Metropolitana.

A nota acrescenta que a Moovit “já integrou 260 linhas e 4.290 paragens de autocarros da Carris Metropolitana na aplicação, que serão incrementados com o aumento de oferta previsto e com a expansão da rede à margem norte”.

Por seu turno, o director de marketing e comunicação da Moovit, Yovav Meydad, destacou o facto de os utilizadores da aplicação passarem a obter todas as informações que necessitam, mesmo que vivam longe do centro da cidade de Lisboa.

“Este protocolo é muito importante para nós porque permite aos utilizadores da Moovit, de toda a Área Metropolitana de Lisboa, receber informação precisa sobre como viajar de um ponto para o outro, usando qualquer tipo de transporte público. Eles podem fazê-lo utilizando uma única aplicação”, sublinhou.

Actualmente, a aplicação da Moovit está disponível em 3.500 cidades de 112 países.

Rui Lopo adiantou que a TML estabeleceu também parcerias com a Google para que a informação da Carris Metropolitana esteja também disponível na aplicação “google maps”.

A Carris Metropolitana é a marca comum sob a qual vão funcionar as operações de transporte público rodoviário na AML, gerindo as redes municipais de 15 dos 18 municípios (Barreiro, Cascais e Lisboa mantêm as operações locais) e a totalidade da operação inter-municipal dos 18 concelhos.

Para tal foi criada a empresa Transportes Metropolitanos de Lisboa, detida a 100% pela entidade inter-municipal.

A área 1 inclui Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra; a área 2 Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira; a área 3 Almada, Seixal e Sesimbra; e a área 4 Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

Os novos autocarros amarelos da Carris Metropolitana começaram a operar em 01 de Junho nos concelhos de Setúbal, Alcochete, Moita, Montijo e Palmela (área 4) e em 01 de Julho nos de Almada, Seixal e Sesimbra (área 3), todos eles no distrito de Setúbal.

O início da operação da Carris Metropolitana nos concelhos da margem norte do Tejo, no distrito de Lisboa (áreas 1 e 2), foi adiado para 01 de Janeiro de 2023 por não estarem “garantidas as condições consideradas essenciais”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Setembro 2022 — 14:01