1052: Ucrânia, Apagões põem em risco doentes crónicos a ser tratados

– E para quando lançarem umas valentes bojardas de alta precisão sobre Moscovo, S. Petersburgo, Estalinegrado…???

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🇺🇦 UCRÂNIA // APAGÕES // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Os apagões causados pelos ataques russos com mísseis e drones contra a infra-estrutura eléctrica civil ucraniana põem em perigo os ucranianos gravemente doentes que dependem do fornecimento ininterrupto de electricidade.

© Getty Images

“Maksym depende de duas coisas. Cuidados permanentes e electricidade”, disse à EFE Liliia Leptso enquanto vigia o seu filho de nove anos, que está a olhar para uns desenhos animados num ‘tablet’ junto à sua cama.

Liliia pode garantir a primeira necessidade, mas preocupa-a a segunda, já que os apagões em Volia-Vysotska, uma povoação próxima da cidade de Zhovkva – no oblast de Lviv, oeste da Ucrânia – onde vive, são cada vez mais frequentes e prolongados.

Maksym tinha cinco meses quando começou a perder a capacidade de respirar por si mesmo e lhe diagnosticaram atrofia muscular espinal de tipo 1, uma doença neurológica que conduz a uma rápida perde de neurónios motores e afecta os músculos de uma forma que pode levar a uma morte precoce.

Graças aos esforços da mãe, assim como de várias fundações de caridade, a criança sobreviveu. Depende de vários dispositivos médicos que necessitam de electricidade, o mais importante dos quais um respirador ao qual está sempre ligado.

Como Maksym também não consegue falar, ouvir ou até mesmo tossir por si mesmo, precisa destes dispositivos que o ajudam nessas funções ou alertam quando precisa de ajuda urgente.

Liliia disse à agência EFE que a noite passada foi especialmente difícil, porque a electricidade foi cortada durante mais de 12 horas. Depois de esgotadas as baterias que alimentam os dois ventiladores ligou um gerador a gasóleo para fornecer energia.

Quer comprar uma bateria maior, mas preocupa-a o que pode acontecer se o gerador se avariar e se os apagões durarem mais tempo.

Apesar de repleto de equipamento médico, o quarto não parece uma unidade hospitalar. Está cheio de desenhos e jogos e a mãe fala frequentemente com o filho.

“Somos os dois muito carinhosos”, disse Liliia, que sublinha que Maksym dispõe de todas as capacidades intelectuais, apesar da doença.

Liliia contou que ficou horrorizada nos primeiros três dias da invasão. Ligava a televisão na cozinha com o volume no máximo e abraçava o filho enquanto ouvia as notícias sem parar. Ao filho explicou como conseguiu que tinha começado uma guerra.

“Não sabes o que isso significa. Dá medo. Mas farei tudo o que puder para te proteger”, disse a mãe, lembrando o que disse ao filho na altura.

Lembrou também que cobriu o filho com mantas para protegê-lo dos vidros partidos quando as janelas estremeciam durante as explosões que se sucediam nas proximidades.

Apesar disso, nunca considerou sair da Ucrânia.

“É a minha casa, o meu país. Além disso, não poderia garantir eu mesma o mesmo nível de cuidados no estrangeiro”, confessou.

Na Ucrânia pode ter a ajuda de uma enfermeira, na qual confia. Consegue água de um poço e os fornos a lenha mantêm quente a casa.

“Se compararmos a nossa situação com o que se passa em outros lugares da Ucrânia, não nos podemos queixar”, disse.

Liliia está em contacto com dezenas de pais cujos filhos têm a mesma doença e, inclusivamente, ofereceu-se para acolher em sua casa uma menina cujo estado se deteriorou depois de dois meses na cidade ocupada de Kherson.

Para estas crianças, explicou, “um momento sem os cuidados adequados pode ter graves consequências”.

Hania Poliak, voluntária que ajuda crianças em condições semelhantes, disse à EFE que foram enviados para a Ucrânia uma dezena de geradores através do ‘Pallium for Ukraine’, uma iniciativa polaca para garantir o fornecimento de energia.

“Os geradores e as baterias são apenas uma solução parcial insuficiente se os apagões durarem semanas”, lamentou, sublinhando a necessidade de armazenas grandes quantidades de combustível ou carregar em algum lado as baterias.

Também há a possibilidade de saída para o estrangeiro, mas as alternativas de alojamento são limitadas, já que estas crianças não podem ficar em albergues ou em grandes instalações sem um quarto individual.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
02/12/22 23:13
por Lusa



 

1048: Comissão Europeia quer criminalizar subversão das sanções à Rússia na UE

🇪🇺 COMISSÃO EUROPEIA // SANÇÕES // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A Comissão Europeia propôs hoje criminalizar a subversão das sanções aplicadas pela União Europeia (UE) à Rússia, estabelecendo regras comuns no espaço comunitário para facilitar a investigação e punição de tais violações das medidas restritivas nos países europeus.

© Lusa

“A Comissão Europeia apresenta hoje uma proposta para harmonizar as infracções penais e as penas pela violação das medidas restritivas da UE [pois], embora a agressão russa à Ucrânia ainda decorra, é primordial que as medidas restritivas da UE sejam plenamente aplicadas e que a violação dessas medidas não seja compensadora”, salienta a instituição em comunicado de imprensa.

A proposta visa “estabelecer regras comuns da UE, o que facilitará a investigação, a perseguição e a punição de violações das medidas restritivas em todos os Estados-membros”, destaca Bruxelas, vincando que a subversão das sanções passará a ser classificada como “infracção penal grave”.

Em causa estão questões como a mobilização de fundos ou recursos económicos para pessoas ou entidades abrangidas nas listas de sanções, o não congelamento desses fundos, a autorização de entrada de pessoas abrangidas no território de um Estado-membro ou em trânsito, a realização de transacções com países terceiros que são proibidas ou restringidas por medidas restritivas da UE, o comércio de bens ou serviços cuja importação ou exportação está vedada ou limitada, a concretização de actividades financeiras proibidas ou restringidas e ainda a prestação de outros serviços como de consultoria jurídica, serviços fiduciários e consultoria fiscal.

Dependendo da infracção, um cidadão poderá estar sujeito a uma pena máxima de pelo menos cinco anos de prisão, enquanto as empresas poderão ser alvo de penalizações não inferiores a 5% do total do volume anual de negócios mundial.

Cabe agora ao Parlamento e ao Conselho discutirem e votarem a proposta.

Na passada segunda-feira, o Conselho da UE já iniciou, por unanimidade, o processo para que a subversão das sanções impostas pelo bloco comunitário à Rússia seja integrada na lista de crimes reconhecidos, de forma a evitar que Moscovo, alvo de sanções europeias sem precedentes, consiga contornar as medidas restritivas.

Estas sanções — que incluem sanções individuais, sanções económicas e medidas em matéria de vistos — juntam-se às medidas em vigor impostas à Rússia desde 2014, na sequência da anexação da península da Crimeia e da não aplicação dos acordos de Minsk.

As sanções económicas visam impactar a economia russa e impedir que o Kremlin (Presidência russa) tenha capacidade de prosseguir com a guerra, enquanto as medidas individuais abrangem as pessoas responsáveis pelo apoio, financiamento ou execução de acções que comprometam a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia.

Apesar de as medidas restritivas serem adoptadas ao nível da UE, os Estados-membros têm definições diferentes do que constitui uma violação das medidas restritivas e de quais as sanções que deverão ser aplicadas em caso de violação, o que poderá conduzir a diferentes níveis de execução e a um risco de evasão, permitindo, por exemplo, que pessoas sancionadas continuem a ter acesso aos seus activos, situação que Bruxelas quer contornar.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
02/12/22 12:41
por Lusa



 

Guerra mostra que UE “não é suficientemente forte”

🇫🇮 FINLÂNDIA / UNIÃO EUROPEIA / RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A primeira-ministra da Finlândia afirmou hoje que a Europa “não é suficientemente forte” para fazer frente a Moscovo sozinha, numa avaliação “muito honesta” das capacidades europeias na sequência da invasão russa da Ucrânia.

© Getty Images

Em visita à Austrália, Sanna Marin disse que a invasão e ocupação da vizinha Ucrânia pela Rússia tinham exposto as fraquezas e erros estratégicos da Europa ao lidar com Moscovo.

“Tenho de ser muito honesta (….) convosco, a Europa não é suficientemente forte. Neste momento, estaríamos em apuros sem os Estados Unidos”, disse a líder do país, candidato à adesão à NATO, numa intervenção no Lowy Institute, um grupo de reflexão sediado em Sydney.

Marin insistiu que a Ucrânia precisa de ser ajudada em “todos os sentidos”, acrescentando que os EUA têm desempenhado um papel central no fornecimento de armas, dinheiro e ajuda humanitária necessários a Kiev para travar o avanço da Rússia.

“Temos de garantir que também reforçamos estas capacidades em termos de defesa europeia, indústria de defesa europeia e que podemos lidar com diferentes tipos de situações”, disse.

A Finlândia tornou-se independente da Rússia há quase 105 anos e, pouco tempo depois, infligiu pesadas perdas ao exército soviético invasor.

A líder finlandesa criticou as políticas da UE que destacavam a importância do envolvimento com o Presidente russo, Vladimir Putin, e disse que o bloco europeu devia ter ouvido os Estados-membros que faziam parte da antiga União Soviética.

Desde que aderiram à UE em 2004, nações como a Estónia e a Polónia vinham a instar outros membros do bloco a adoptar uma linha mais dura em relação a Putin, uma posição evitada por França, Alemanha, Itália e Grécia, que favoreciam o estreitamento dos laços económicos com Moscovo.

“Durante muito tempo, a Europa construiu uma estratégia em relação à Rússia para reforçar os nossos laços económicos, para comprar energia à Rússia… pensámos que isto evitaria uma guerra”, mas esta abordagem acabou por se mostrar “totalmente errada”, criticou Marin.

“Eles não se importam com laços económicos, não se importam com sanções. Eles não querem saber de nada disso”, frisou.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
02/12/22 08:27
por Lusa



 

1044: Ataques russos em 7 regiões da Ucrânia. Há três civis mortos em Kherson

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🇺🇦 UCRÂNIA  / KHERSON  / ATAQUES / RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Os ataques russos voltaram, na quinta-feira, a danificar o fornecimento de energia eléctrica em Kherson. Esta sexta-feira, os alvos foram as áreas residenciais e civis.

© Getty Images

Três pessoas morreram e sete ficaram feridas, nas últimas 24 horas, resultado de vários bombardeamentos russos na região de Kherson, no sul da Ucrânia.

“Os ocupantes russos bombardearam o território da região de Kherson 42 vezes. O inimigo ataca intencionalmente a infra-estrutura civil da região e mata civis”, refere o governador regional, Yaroslav Yanushevych, na rede social Telegram, acrescentando que há vítimas a declarar na sequência deste ataque.

“Há vítimas entre a população civil – mataram três pessoas e sete residentes da região ficaram feridos em vários graus de gravidade”, afirmou.

Yanushevych disse ainda que as tropas russas se focaram em “vasculhar as áreas residenciais de Kherson”, atingindo prédios e apartamentos com mísseis.

Херсонська область. Інформація щодо ворожих обстрілів за минулу добу 1 грудня.

Російські окупанти 42 рази обстріляли територію Херсонщини. Ворог цілеспрямовано атакує цивільну інфраструктуру області та вбиває мирних жителів.

Херсонський район – росіяни продовжують гатити по житлових кварталах Херсона, ворожі снаряди поцілили в приватні та багатоквартирні будинки. Також ворог обстріляв такі населені пункти району: Понятівку, Токарівку, Інгулець, Молодіжне, Дніпровське, Дар’ївку, Янтарне, Іванівку, Микільське, Зеленівку, Музиківку та територію поблизу Степанівки.

Бериславський район – російські окупанти обстріляли Новоолександрівку, Золоту Балку, Республіканець, Українку, Гаврилівку та Качкарівку.

На жаль, через російські обстріли є жертви серед цивільного населення. Рашисти вбили 3 людей, ще 7 жителів Херсонщини отримали поранення різного ступеня тяжкості.

De acordo com o The Kyiv Independent, também foram registados ataques a áreas civis nas regiões de Donetsk, Kharkiv, Zaporíjia, Dnipropetrovsk, Sumy e Luhansk. Há feridos e danos a registar em várias infra-estruturas.

Recorde-se que, na quinta-feira, os ataques russos voltaram a danificar gravemente o fornecimento de energia eléctrica em Kherson, a cidade recentemente libertada pelos ucranianos que foi controlada pela Rússia durante quase nove meses.

O governador da região revelou que “a tensão na rede eléctrica desapareceu”. “Isto aconteceu devido ao forte bombardeamento da cidade pelos invasores russos. A empresa de energia está a trabalhar para eliminar o problema”, garantiu.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
02/12/22 11:06
por Notícias ao Minuto



 

1042: Biden pronto para falar com Putin – mas com uma condição

🇺🇸 BIDEN / 🇷🇺 PUTIN / CONDIÇÕES

Presidente dos EUA não poupou em novas críticas ao presidente da Rússia. E está surpreendido com a “crueldade” das forças russas.

Brendan Smialowski / AFP
Vladimir Putin e Joe Biden apertam as mãos na Cimeira EUA-Rússia de Villa La Grange, Genebra, 16 de Junho de 2021

“Sabia que eles eram cruéis, mas não antecipava que fossem tanto”.

Joe Biden repetiu e reforçou críticas à postura da Rússia na guerra da Ucrânia, com foco no presidente Vladimir Putin.

“Putin está a infligir uma dor incrível na população civil, ao atacar hospitais, jardins de infância e maternidades. É doentio”, declarou o presidente dos Estados Unidos da América.

Em conferência de imprensa, Biden comentou que Putin tenta “derrubar todos aqueles que impedem as suas ambições imperiais” – mesmo que isso origine crises eléctrica e alimentar entre o povo ucraniano.

Mas avisou: “Vladimir Putin não vai ter sucesso”.

Um jornalista perguntou a Joe Biden se está disponível para falar pessoalmente com Vladimir Putin.

O presidente dos EUA aceita essa conversa mas com uma condição: o presidente da Rússia deveria acabar com a guerra na Ucrânia. “Putin deve retirar-se da Ucrânia, o que não está a fazer”.

Além disso, esse eventual encontro só seria possível se os países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) concordassem.

Joe Biden esteve a falar com os jornalistas ao lado de Emmanuel Macron, presidente de França.

Os dois países continuam contra a Rússia e a apoiar “totalmente” os ucranianos, algo que Macron subscreveu “completamente”.

O presidente de França admitiu que vai continuar a falar com Vladimir Putin, para tentar “evitar a escalada da guerra”.

Mas, já em 2019, num encontro entre os três líderes, Volodymyr Zelensky (presidente da Ucrânia) mostrava uma “vontade sincera de negociar”, enquanto Putin era “quem queria guerra”.

Paris vai ser o palco de uma cimeira internacional no dia 13 de Dezembro, para para falar sobre a paz na Ucrânia e discutir o apoio ao país durante o próximo Inverno.

ZAP //
02 Dezembro, 2022



 

1037: Zelensky anuncia restrições a organizações religiosas ligadas à Rússia

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🇺🇦 UCRÂNIA / ORTODOXOS / RESTRIÇÕES / RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A Ucrânia vai limitar no seu território as actividades das organizações religiosas filiadas à Rússia e questionar o estatuto da igreja ortodoxa dependente do patriarcado de Moscovo, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Zelensky
© EPA

“O Conselho de Segurança Nacional e de Defesa encarregou o Governo de propor à Verkhovna Rada (parlamento) um projecto-lei para tornar impossível as actividades na Ucrânia de organizações religiosas filiadas aos centros de influência na Rússia”, declarou no seu habitual discurso nocturno por vídeo.

Segundo Zelensky, o Estado ucraniano deverá ainda averiguar sobre o estatuto da Igreja ortodoxa ucraniana relacionado “com a presença de uma ligação canónica com o patriarcado de Moscovo e, se necessário, adoptar as medidas previstas na lei”.

Estas medidas segurem-se às operações de busca efectuadas em Novembro pelos serviços de segurança ucranianos no principal mosteiro de Kiev, a capital, e local de residência do primado da Igreja ortodoxa ucraniana, e em outros locais de culto, justificadas pelas suspeitas de ligações com Moscovo.

Os serviços secretos ucranianos anunciaram de seguida a confiscação de milhares de dólares e de “literatura pró-russa”.

A Ucrânia, um país com maioria de população ortodoxa, está dividida entre uma Igreja dependente do patriarcado de Moscovo — que no entanto anunciou a ruptura das ligações com a Rússia no final de Maio devido à invasão do país — e por uma outra Igreja representada pelo patriarcado de Kiev e que em 2019 prestou obediência ao patriarca Bartolomeu, sediado em Istambul.

Já no oeste do país, é significativa a influência da Igreja greco-católica, que cumpre a liturgia ortodoxa mas presta obediência ao Papa.

O patriarca Kirill, o chefe supremo da Igreja ortodoxa russa, tem manifestado um importante apoio ao Presidente Vladimir Putin e denunciou as acções policiais na Ucrânia como um “acto de intimidação” dirigido aos crentes.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Dezembro 2022 — 23:18



 

1036: Lavrov defende ataques às infra-estruturas, um crime de guerra segundo a ONU

– Este gajo é outro demente psicopata em estado terminal. Diz ele, o psicopata, que “centrais eléctricas ajudam a “matar russos””. E a destruição dessas centrais eléctricas, pelos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺, que levam electricidade às populações e que ajudam a matar civis inocentes? Esta escumalha causa-me o mais profundo desprezo e nojo absoluto. Nem têm noção do que dizem! A puta da Stolichnaya é lixada!

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ORCS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 / LAVROV / DESTRUIÇÃO / ASSASSÍNIOS

Ministro dos Negócios Estrangeiros alega que centrais eléctricas ajudam a “matar russos” e compara a situação nos territórios ucranianos a Estalinegrado.

Lavrov é chefe da diplomacia de Putin desde 2004.
© EPA/MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DA RÚSSIA

Impedido pelo governo polaco de participar na conferência ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que decorre até esta sexta-feira em Lodz, o chefe da diplomacia russo dedicou uma conferência de imprensa a alvejar a Ucrânia, o Ocidente e até o Papa Francisco, justificou os ataques às infra-estruturas energéticas e comparou a situação que se vive em território ucraniano à Batalha de Estalinegrado.

Sergei Lavrov justificou os ataques russos a centrais eléctricas e outras infra-estruturas civis, alegando que estas “fornecem potencial de combate às Forças Armadas da Ucrânia, aos batalhões nacionalistas, e delas depende a entrega de uma grande quantidade de armas com as quais o Ocidente está a inundar a Ucrânia para matar russos”.

Uma explicação pouco clara, mas sem dúvida ao arrepio das leis da guerra. “Temos de salientar que dirigir intencionalmente ataques contra civis e alvos civis, ou seja, alvos que não são objectivos militares, equivale a um crime de guerra”, disse a porta-voz do gabinete do alto comissário para os Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, quando a Rússia começou, em 10 de Outubro, a onda de ataques à rede de produção de energia.

O porta-voz do MNE ucraniano respondeu às declarações do ministro russo acenando com o tribunal de crimes de guerra, cuja criação havia sido defendida na véspera pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

“Será que Lavrov vai negar a sua participação nos crimes do regime de Putin no tribunal internacional, ou vai admitir a culpa de imediato, para não sofrer durante muito tempo?”, escreveu Oleg Nikolenko.

No mesmo dia em que Lavrov se mostrou favorável à destruição do sector energético da Ucrânia, a cidade de Kherson voltou a ficar sem electricidade devido a ataques da outra margem do Dniepre.

Os serviços da empresa eléctrica haviam retomado o fornecimento da corrente a 20% da cidade, libertada no passado dia 11, mas agora voltou ao ponto zero. Além destas pessoas, há seis dias cerca de seis milhões de ucranianos estavam sem acesso a electricidade, tinha dito o presidente Zelensky.

Ainda perante os jornalistas, Lavrov não se deteve e defendeu igualmente os ataques do Exército russo em regiões que Moscovo disse ter anexado, como Kherson ou Zaporíjia, traçando uma comparação com Estalinegrado.

“Era também nosso território e lá derrotámos de tal forma os alemães que eles fugiram”, disse. A cidade que hoje se chama Volgogrado foi arrasada numa das batalhas mais mortíferas da Segunda Guerra Mundial.

O ministro há mais anos no mesmo cargo no regime de Putin negou que a estratégia de bombardeamento de infra-estruturas tenha como objectivo levar Kiev à mesa de negociações.

“Nunca pedimos negociações.” No entanto, caso essas se materializassem, o Ocidente teria de aceder à exigência de que todos os países a leste da Alemanha teriam de abandonar a NATO.

Lavrov deixou ainda palavras de censura ao pontífice. Francisco havia dito em entrevista que as minorias tchetchena e buriate são “as mais cruéis” entre os soldados na Ucrânia, ao que o ministro russo aproveitou para dizer que o “Papa fez declarações incompreensíveis e nada cristãs”.

E ainda…

Mais cartas armadilhadas

A polícia espanhola está a investigar uma série de correspondência armadilhada enviada a diversos altos cargos políticos, incluindo ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, à ministra da Defesa Margarita Robles e à Embaixada dos EUA, semelhante à que explodiu na embaixada ucraniana, ferindo um funcionário de uma empresa de segurança.

Dos cinco pacotes, quatro foram detonados de forma controlada e um foi neutralizado, o que permitiu recuperar todo o seu conteúdo para análise.

A Justiça anunciou ter alargado a investigação inicial de um possível delito de terrorismo – a carta enviada à Embaixada da Ucrânia -, para cobrir todos os outros incidentes.

Xi e Modi apelam para a paz

O presidente chinês e o primeiro-ministro indiano, que não condenam a invasão russa, fizeram apelos à paz, em declarações separadas. “Resolver a crise ucraniana através de meios políticos é do maior interesse da Europa e do interesse comum de todos os países da Eurásia”, disse Xi Jinping num encontro com o presidente do Conselho Europeu Charles Michel.

O belga, por sua vez, voltou a instar Xi a “usar a sua influência” junto de Vladimir Putin. “Hoje não precisamos lutar pela nossa sobrevivência, o nosso tempo não deveria ser o da guerra”, escreveu Narendra Modi num artigo ao assumir a presidência do G20.

Sanções à indústria dos mísseis

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros pediu ao alto-representante da UE que inclua a indústria russa de mísseis no futuro pacote de sanções, após os bombardeamentos terem danificado as infra-estruturas energéticas da Ucrânia. O encontro entre Dmytro Kuleba e Josep Borrell decorreu à margem de uma reunião da OSCE, em Lodz, Polónia.

Nova troca de prisioneiros

Após mais uma troca de 50 prisioneiros de guerra, ocorrida na quinta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que o número de “heróis” postos em liberdade se cifra agora em 1319. “Não vamos parar enquanto não recuperarmos todos os nossos”, proclamou.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
01 Dezembro 2022 — 23:06



 

1035: Ucrânia: Zelensky diz que mais de 1.300 prisioneiros foram libertados pelos russos

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🇺🇦 UCRÂNIA / PRISIONEIROS / GUERRA / RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Rússia e a Ucrânia trocaram esta quinta-feira mais 50 prisioneiros de guerra detidos pelas duas partes.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou na quinta-feira que mais de 1300 prisioneiros ucranianos foram libertados pelos russos no decurso da actual guerra.

Zelensky referiu-se a este número durante o seu habitual discurso nocturno, ao pronunciar-se sobre a libertação de mais 50 militares detidos pela Rússia.

O chefe de Estado ucraniano precisou tratarem-se de quatro oficiais e 46 sargentos e soldados do Exército, Defesa territorial, Guardas nacionais, Marinha e guardas fronteiriços.

“No total, desde 24 de Fevereiro mais de 1.300 ucranianos foram devolvidos do cativeiro russo. Traremos os restantes. Toda a Ucrânia será livre. Todos os ucranianos estarão em casa”, disse.

A Rússia e a Ucrânia trocaram esta quinta-feira mais 50 prisioneiros de guerra detidos pelas duas partes, informaram respectivamente o ministério da Defesa russo e o gabinete presidencial ucraniano.

“Como resultado do processo de negociação, 50 militares russos em perigo de morte no cativeiro fora devolvidos do território controlado por Kiev”, assinalou o ministério da Defesa russo dirigido por Serguei Shoigu.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Dezembro 2022 — 07:16




 

1029: Rússia contesta resolução do Bundestag alemão sobre Holodomor ucraniano

– ““Os alemães estão a tentar reescrever sua história e esquecer o arrependimento pelos horrores da Segunda Guerra Mundial”

E vocês, russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 , estão a escrever um genocídio em pleno século XXI, próprio da Idade Média, invadindo e destruindo um país soberano, assassinando milhares de civis inocentes desde crianças a idosos, contra a Carta das Nações Unidas de que são membros mas que já deveriam ter sido expulsos por serem um estado terrorista, do Direito Internacional, por prática de crimes de guerra contra a Humanidade, violações, roubos, etc.. As vossas mentes psicopatas estão a ferver com a URSS gloriosa de outras eras…

🇷🇺 RUSONAZSʹKI VBYVTSI 🇷🇺

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RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 / HOLODOMOR UCRANIANO / TERRORISMO / ESTALINE / URSS / GENOCÍDIO

Moção aprovada pelo parlamento alemão descreve como genocídio a fome que em 1932 e 1933 matou milhões de pessoas na Ucrânia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov
© RUSSIAN FOREIGN MINISTRY / HANDOUT / AFP

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo rejeitou esta quinta-feira a moção aprovada pelo parlamento alemão que descreve como genocídio a fome que em 1932 e 1933 matou milhões de pessoas na Ucrânia, considerando ser uma tentativa de “demonização da Rússia”.

“Ao mesmo tempo [os deputados alemães] silenciam que a terrível fome não grassava não apenas na Ucrânia, mas também em todo o território do nosso país, ceifando milhões de vidas”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado publicado no seu site.

Segundo a diplomacia russa, os legisladores da coligação que governa a Alemanha resolveram “apoiar esse mito político-ideológico (genocídio) encorajado pelas autoridades ucranianas por iniciativa de forças ultranacionalistas, nazistas e russofóbicas”.

“Estamos perante uma nova tentativa de justificar e promover a campanha de demonização da Rússia levada a cabo pela Ucrânia”, enfatizou.

Segundo Moscovo, a “ação provocatória” do parlamento alemão (Bundestag) tem uma causa óbvia: “Os alemães estão a tentar reescrever sua história e esquecer o arrependimento pelos horrores da Segunda Guerra Mundial”.

No texto aprovado pela câmara baixa do Bundestag sublinha-se que a morte de milhões de ucranianos pela fome (Holodomor) não foi o resultado de más colheitas, mas antes responsabilidade do Governo soviético, então chefiado por Estaline.

Para consolidar o seu poder e impulsionar a industrialização da União Soviética a qualquer custo, o regime de Estaline confiscou colheitas, deportou camponeses e usou a fome como punição, bloqueando as regiões afetadas para impedir a fuga dos famintos, continua.

“Apenas no inverno de 1932-1933 morreram de fome na Ucrânia entre três e 3,5 milhões de pessoas”, lembra a moção, que assinala ainda que o massacre visava também reprimir a consciência nacional ucraniana.

A moção conclui instando o Governo a apoiar a comemoração das vítimas do Holodomor e a impedir as tentativas da Rússia de impor sua narrativa histórica “unilateral” sobre os acontecimentos.

Vários parlamentos de países europeus reconheceram o Holodomor como genocídio, incluindo os dos países bálticos, Polónia, Hungria, República Checa ou Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Dezembro 2022 — 12:13



 

Ucrânia. “Milhões em risco de temperaturas mortais” após ataques

– A propaganda russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 não pode escamotear factos e realidades. Estes terroristas assassinos têm de ser julgados e punidos com a máxima severidade. Não estamos na Idade Média – onde eles pensam estar -, para se tentar conquistar territórios soberanos, livres e independentes! Esta choldra de psicopatas dementes mentais, tem de ser erradicada pois são um perigo para a Paz no Mundo e para a Humanidade.

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A ONU alertou esta quarta-feira que o início do inverno na Ucrânia origina novas dimensões na crise humanitária, pois deixa milhões em risco de temperaturas mortais devido aos ataques a residências e infra-estruturas de energia.

© Danylo Antoniuk/Anadolu Agency via Getty Images

“O início do inverno traz novas dimensões à crise humanitária, pois ataques e danos a residências deixam milhões em risco de temperaturas mortais que podem cair abaixo dos 20 graus centígrados negativos”, realçou, num comunicado, o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).

Esta agência das Nações Unidas lembrou que em Novembro começaram a cair os primeiros nevões, depois de novos ataques contra infra-estruturas de energia que causaram “‘blackouts’ generalizados e interrupções no aquecimento e no abastecimento de água”.

“Apesar das reparações em andamento, em 28 de Novembro, o sistema de energia ucraniano conseguiu cobrir apenas 70% da procura. Como consequência, a população em todas as regiões do país sofre constantes quebras de energia, afectando também o acesso da população à água e ao aquecimento, já que o sistema de bombeamento precisa de energia eléctrica para funcionar”, destacou a agência no relatório.

A situação é mais crítica no oeste e na capital ucraniana, Kiev, a mais afectada pelos últimos ataques às infra-estruturas energéticas.

Mas em Mykolaiv, no sul, por exemplo, a estação que bombeava água foi atingida apenas uma semana depois de ter sido consertada, depois de ter sido atingida pela primeira vez em Abril deixando, desde então, todas as 250 mil pessoas sem água canalizada.

Em Kherson, no sul da Ucrânia, a interrupção dos serviços públicos e a falta de bens essenciais vitais continuam a impor enormes desafios à população, tal como outras áreas onde a Ucrânia recuperou recentemente o controlo às forças russas.

“Os trabalhadores humanitários continuam a trabalhar contra o relógio para apoiar as pessoas com serviços e mantimentos para o inverno, bem como para levar a tão necessária ajuda às áreas retomadas pela Ucrânia”, sublinhou o OCHA.

As organizações humanitárias estão ainda a fornecer geradores em coordenação com as autoridades para garantir o fornecimento de energia em instalações críticas, como hospitais, escolas e pontos de aquecimento.

No relatório sobre a situação humanitária, este organismo identifica 17,7 milhões de pessoas em necessidade, sendo que até 29 de Novembro o OCHA chegou a 13,5 milhões.

Cerca de 9,3 milhões de pessoas têm necessidade de bens alimentares, sendo que entre 31 de Outubro e 14 de Novembro, 19 organismos entregaram alimentos suficientes para as necessidades de 1,4 milhões de pessoas em todas as 24 regiões ucranianas e na capital.

No entanto, os trabalhadores humanitários “continuam a receber relatórios sobre proprietários de gado na região de Khersonska que são incapazes de pastar os seus animais devido a minas terrestres e contaminação por munições não detonadas”.

Sobre o financiamento, o OCHA indica que angariou 3.200 milhões de dólares (cerca de 3.000 milhões de euros) dos 4.300 milhões de dólares (cerca de 4.150 milhões de euros) que necessitam as organizações humanitárias.

Quanto a necessidades de saúde, o OCHA estima que cerca de 14,5 milhões de pessoas na Ucrânia precisem de assistência médica, com a situação a ser “particularmente crítica nas áreas das regiões de Donetsk, Kharkivska e Khersonska”, onde Kiev recuperou o controlo nos últimos meses.

Cerca de 6,5 milhões de ucranianos foram deslocados internamente, enquanto os países europeus receberam 7,89 milhões de refugiados.

O relatório aponta ainda que segundo dados do sistema de vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ataques aos cuidados de saúde, até 24 de Novembro registaram-se 703 ataques contra estas infra-estruturas, 70 ocorridos nas últimas duas semanas. No total, estes ataques causaram pelo menos 100 mortos e 129 feridos.

O OCHA estima também que cerca de 3,4 milhões de crianças ucranianas precisem de intervenções de protecção infantil.

“Há uma grande necessidade de serviços de apoio psico-social para crianças, mas poucas organizações podem fornecê-los. Os cortes de electricidade afectam negativamente as actividades de protecção infantil dos parceiros, pois nem todos os locais têm geradores disponíveis”, refere o organismo no relatório.

A ofensiva militar lançada pela Rússia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
01/12/22 00:05
por Lusa