643: Covid-19. Vacinação a partir dos 50 anos vai avançar em breve

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO/>50 ANOS

A taxa de vacinação nas pessoas acima dos 80 anos é inferior ao que o Governo gostaria. A secretária de Estado da Promoção da Saúde faz, por isso, um apelo. “Gostaríamos que fosse mais e faço aqui um apelo a todas as pessoas mais velhas: não deixem de se vacinar”.

© MIGUEL A. LOPES / LUSA

As pessoas a partir dos 50 anos vão poder vacinar-se contra a covid-19 em breve, anunciou a secretária de Estado da Promoção da Saúde, que apela aos mais velhos que não deixem de se vacinar.

Numa entrevista ao jornal Público, Margarida Tavares explica que a estratégia da Direcção-Geral da Saúde (DGS) “foi mais cautelosa” – o plano era o de vacinar apenas as pessoas a partir dos 60 anos até Dezembro – porque as autoridades queriam concentrar-se nas classes etárias de maior risco, mas que, em breve, a idade para a vacinação vai baixar para os 50 anos.

“Essa medida vai ser anunciada pela Direcção-Geral da Saúde em breve”, revela.

Margarida Tavares reconhece que a taxa de vacinação nas pessoas acima dos 80 anos – que está abaixo dos 70% – é inferior ao que o Governo gostaria e apela à vacinação dos mais velhos: “Gostaríamos que fosse mais e faço aqui um apelo a todas as pessoas mais velhas: não deixem de se vacinar”.

Sobre o inverno, reconhece que “não vai ser fácil”, com a circulação, em simultâneo, do vírus que provoca a covid-19, do da gripe e do vírus sincicial respiratório.

“Como infecciologista, sabia que, volvido algum tempo, estaríamos a assistir a uma dinâmica dos vírus respiratórios que foi totalmente alterada e não me surpreende nada que o vírus sincicial respiratório se tenha antecipado e que os casos de gripe sejam mais precoces”, afirma.

A secretária de Estado fala ainda do plano de contingência para o inverno que o Governo está a preparar e, quanto à reunião de peritos agendada para sexta-feira no Infarmed, diz que “vai ser apenas um momento de reflexão e transparência”, não devendo ser tomadas novas medidas de contenção.

Contudo, alerta que as máscaras “não desapareceram” e que são “altamente recomendadas para as pessoas que têm sintomas respiratórios, quando estão próximas de outras pessoas”. “Vamos recomendá-las vivamente nos espaços fechados. Eventualmente, vamos fazer recomendações mais apertadas para os transportes públicos, por exemplo”, revela.

Depois de o ministro Manuel Pizarro ter esta semana admitido criar Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo C temporárias para responder à falta de médicos de família, uma possibilidade que o Bloco de Esquerda considerou ser a “privatização” dos cuidados primários de saúde, Margarida Tavares admite que a “constituição de cooperativas de médicos poderá ser uma resposta” para algumas regiões.

“Em algumas regiões do país, até por períodos limitados de tempo, a constituição de cooperativas de médicos poderá ser uma resposta, por exemplo, com médicos reformados”, afirma.

Contudo, a governante diz que “será uma possibilidade remota, localizada no tempo e no espaço e ponderada caso a caso”, insistindo: “Não nos passa pela cabeça privatizar os cuidados de saúde primários”.

Sobre os programas prioritários da DGS, refere que “precisam de ser reforçados” e reconhece a falta de meios da Direcção-Geral da Saúde, lembrando que a estrutura também “está muito pesada e difícil de gerir”.

A este propósito, a secretária de Estado da Promoção da Saúde adianta que será criada uma nova estrutura, dentro do Ministério da Saúde,” para “reorganizar a promoção da saúde e dar-lhe o devido espaço, recursos e meios e uma visão moderna da saúde”.

A governante acrescenta ainda que o Governo tenciona ir mais longe na legislação do tabaco e que quer “regulamentar melhor a questão do fumo em espaços fechados”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Novembro 2022 — 08:14



 

Vacina de reforço da covid-19 disponível em “casa aberta” para maiores de 75 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS/CASA ABERTA

Foram vacinados, entre o dia 7 de Setembro e quinta-feira, mais de 1,7 milhões de utentes contra a covid-19 e mais de 1,7 milhões contra a gripe em Portugal Continental, dos quais mais de 1,3 milhões receberam as duas vacinas em simultâneo.

© Miguel Pereira da Silva / GLOBAL IMAGENS

As pessoas com 75 ou mais anos podem, a partir desta sexta-feira, tomar a dose de reforço da vacina contra a covid-19 na modalidade de “casa aberta”, anunciaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

No âmbito da campanha de vacinação outono/inverno, esta modalidade está agora disponível para o reforço sazonal contra a covid-19 para pessoas com 75 ou mais anos de idade, “descendo assim a faixa etária para que mais utentes possam deslocar-se aos locais de vacinação sem ser preciso marcação”, referem os SPMS em comunicado.

Recomendam, no entanto, o recurso às senhas digitais para facilitar a organização deste processo.

A “Casa Aberta” continua também disponível para grupos profissionais prioritários, com recurso a senhas digitais, e para a vacinação e reforço de pessoas entre os 18 e 59 anos e vacinação primária acima dos 12 anos

Segundo dados dos SPMS, foram vacinados, entre o dia 7 de Setembro e quinta-feira, mais de 1,7 milhões de utentes contra a covid-19 e mais de 1,7 milhões contra a gripe em Portugal Continental, dos quais mais de 1,3 milhões receberam as duas vacinas em simultâneo.

A campanha de reforço sazonal contra a covid-19 dirige-se a pessoas com 60 ou mais anos, grávidas com idade igual ou superior a 18 anos e doenças definidas pela norma publicada pela Direcção-Geral da Saúde.

São também abrangidas pessoas com 12 ou mais anos com patologias de risco, estudantes em estágio clínico, bombeiros envolvidos no transporte de doentes e profissionais de Estabelecimentos Prisionais.

Para os residentes ou profissionais de Estabelecimentos Residenciais Para Idosos e na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e para profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados estão indicadas as duas vacinas.

A vacinação contra a gripe é também recomendável para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos e imunodeprimidos e grávidas.

As vacinas estão também disponíveis para os grupos prioritários, nomeadamente profissionais de saúde.

Desde o dia 7 de Setembro que decorre a campanha de reforço sazonal em vários centros de vacinação espalhados pelo país, e irá prolongar-se até Dezembro, tendo como prioridade proteger as pessoas mais vulneráveis, prevenindo a doença grave, a hospitalização e a morte.

“O objectivo é vacinar este ano 3 milhões de pessoas elegíveis e por isso reforça-se a importância da adesão à vacinação, em particular dos mais vulneráveis, para ficarem desde já mais protegidos para os próximos meses”, salientam os SPMS.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Novembro 2022 — 09:23



 

528: Teve febre, arrepios ou dores musculares após a vacina da covid-19? Quantos mais destes efeitos secundários, melhor

– Sinceramente, não sei se hei-de chorar ou rir após ler este artigo! É catastroficamente hilariante. Já tomei as 4 doses da vacina contra a Covid-19, sendo que a última dose, há dias atrás, foi cumulada com a da gripe. Em nenhuma das doses tive febre, dores musculares, arrepios senão uma ligeira impressão quando tocava no local da injecção, o que é normal. Quer dizer, embora depois o “especialista” desdiga, como não tive sintomas, a vacina não produziu anti-corpos, ou antes, não tenho de me preocupar porque no meu caso, os anti-corpos reagiram só que não tive sintomas… É de DOIDOS! Devem de ser efeitos secundários não da vacina mas da mudança da hora… só pode!!! Eu, quando for grande, também quero ser “especialista” de doenças infecciosas…

VACINA/COVID-19/SINTOMAS/HILARIANTE

vacinação pediátrica contra a covid-19 © CNN Portugal

As pessoas que comunicaram ter tido efeitos secundários às vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna, como febre, arrepios ou dores musculares, tiveram tendência para apresentar uma maior resposta dos anticorpos após a vacinação, segundo uma nova investigação.

A presença destes sintomas após a vacinação está associada a maiores respostas dos anticorpos em comparação com a presença apenas de dor ou erupção cutânea no local da injecção ou nenhum sintoma, sugere o artigo publicado na semana passada, na revista JAMA Network Open.

“Em conclusão, estes resultados sustentam o reenquadramento dos sintomas após a vacinação como sinais de eficácia da vacina e suportam as directrizes para reforços da vacina em adultos mais velhos”, escreveram os investigadores – da Columbia University, em Nova Iorque, da University of Vermont e da Boston University – no seu artigo.

Contudo, apesar de algumas pessoas terem efeitos secundários reduzidos e localizados, ou até nenhum sintoma, mesmo nestes casos, a vacina também provoca respostas imunitárias robustas. Quase todos os participantes do estudo apresentaram uma resposta de anticorpos positiva após concluírem a série de duas doses de vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna.

“Não quero que um paciente me diga ‘Bolas, não tive nenhuma reacção, não me doeu o braço, não tive febre. A vacina não funcionou.’ Não quero que esta conclusão se espalhe por aí”, afirmou William Schaffner, professor na Divisão de Doenças Infeciosas, no Vanderbilt University Medical Center, e diretor clínico na National Foundation for Infectious Diseases, que não esteve envolvido no novo estudo.

“Isto tem mais o propósito de tranquilizar as pessoas que tiveram uma reacção de que o seu sistema imunitário está a responder, na verdade, de uma forma bastante positiva, à vacina, embora lhes tenha causado desconforto”, afirmou Schaffner.

Os investigadores analisaram dados de 928 adultos que auto-declararam os sintomas que tiveram depois de receberem as vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, e que também enviaram uma gota de sangue seco para o teste aos anticorpos. A maioria dos participantes eram adultos caucasianos, com uma idade média de 65 anos.

O estudo verificou que após qualquer uma das doses da vacina, 446 (48%) dos participantes comunicaram sintomas sistémicos, enquanto que 12% comunicaram apenas sintomas locais e 40% não comunicaram qualquer sintoma.

Entretanto, foi observada reactividade de anticorpos em 99% dos participantes que apresentaram sintomas sistémicos (444 inquiridos), em 99% dos que apenas registaram sintomas locais (108 inquiridos) e em 98% daqueles que não apresentaram qualquer tipo de sintoma (365 inquiridos).

“Muitas pessoas especularam ao longo dos últimos anos se as pessoas que apresentam uma maior reacção à vacina poderiam, na realidade, ter uma resposta imunitária mais vigorosa”, disse Schaffner. “E parece que estes dados sustentam essa ideia”.

MSN Notícias
CNN Portugal
29.10.2022



 

444: Mais de 38 mil reacções adversas em 25,6 milhões de vacinas

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAS/REACÇÕES ADVERSAS

Entre as reacções adversas mais notificadas constam febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga, calafrios, náusea, dor articular, dor generalizada, mal-estar geral, tonturas, aumento do volume dos gânglios linfáticos, vómitos e fraqueza.

© MIGUEL A. LOPES / LUSA

O Sistema Nacional de Fármaco-vigilância (SNF) registou um total de 38.800 reacções adversas às vacinas contra a covid-19, o que representa 1,5 caso em cada mil inoculações, indicou a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

“Com o decorrer do programa de vacinação, e o estímulo para a notificação de suspeitas reacções adversas associadas a vacinas contra a covid-19, este valor tem aumentado.

No entanto, ao considerarmos o número de casos de reacções adversas face ao número total de vacinas administradas, verifica-se que as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de 1,5 casos por mil vacinas administradas”, refere o relatório do Infarmed sobre a monitorização da segurança das vacinas em Portugal.

Segundo o documento, até 30 de Setembro foram administradas cerca de 25,6 milhões de vacinas contra o coronavírus SARS-CoV-2 e registados 38.800 casos de reacção adversa (RAM), entre os quais 8.293 considerados graves.

“Dos casos de RAM classificados como graves, cerca de 84% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (incluindo o absentismo laboral) e outras consideradas clinicamente significativas pelo notificador, quer seja profissional de saúde ou utente”, indicou o Infarmed.

No que diz respeito ao total de casos graves, 136 (0,4%) foram de morte, que “ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos”, refere o relatório, que ressalva, porém, que estes “acontecimentos não podem ser considerados relacionados com uma vacina contra a covid-19 apenas porque foram notificados de forma espontânea ao Sistema Nacional de Fármaco-vigilância”.

O Infarmed precisa que a vacinação contra a covid-19 “não reduzirá as mortes provocadas por outras causas, por exemplo, problemas de saúde não relacionados com a administração de uma vacina, pelo que durante as campanhas de vacinação é expectável que as mortes por outras causas continuem a ocorrer, por vezes em estreita associação temporal com a vacinação, e sem que necessariamente haja qualquer relação com a vacinação”.

De acordo com o Infarmed, na faixa etária entre os 5 e 11 anos, os 50 casos notificados como graves referem-se na sua maioria a situações já descritas na informação das vacinas, como febre, vómitos, diarreia, mal-estar e cefaleia, e foram notificadas duas miocardites que evoluíram positivamente para cura.

Já no grupo dos jovens entre os 12 e os 17 anos, a maioria dos 123 casos considerados graves estavam relacionados com síncope ou pré-síncope e reacções alérgicas, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas.

Vinte destes casos foram notificados como miocardite e pericardite, doenças inflamatórias com causa variada, normalmente associadas a infecções virais nestas faixas etárias.

Os dados do Infarmed indicam ainda que o maior número de reacções adversas foi registado em pessoas que receberam a vacina Comirnaty (Pfizer), a mais utilizada em Portugal, com 24.674 casos, mas estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em grupos populacionais distintos de idade, género, perfil de saúde e em períodos e contextos epidemiológicos distintos.

O documento adianta também que existe uma maior preponderância de notificação de RAM por parte do género feminino, o que é a tendência normal de notificação para qualquer outro medicamento, o que pode “dever-se a uma maior atenção das mulheres à sua saúde, bem como ao seu maior interesse por temáticas da área da saúde e bem-estar”.

Entre as reacções adversas mais notificadas constam febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga, calafrios, náusea, dor articular, dor generalizada, mal-estar geral, tonturas, aumento do volume dos gânglios linfáticos, vómitos e fraqueza.

“As RAM notificadas com maior frequência enquadram-se no perfil reatogénico comum de qualquer vacina, que inclui, entre outras, reacções locais após a injecção ou reacções sistémicas como pirexia (febre), cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor muscular), tendo sido detectadas ainda na fase de ensaios clínicos e descritas na informação destas vacinas”, indicam ainda o relatório.

O Sistema Nacional de Fármaco-vigilância, criado em 1992, funciona sob a coordenação do Infarmed e monitoriza a segurança de todos os medicamentos autorizados, incluindo vacinas, através da recolha e avaliação de suspeitas de reacções adversas a medicamentos.

De acordo com o Infarmed, que cita a Direcção-Geral da Saúde, Portugal contabilizava, até ao final de Setembro, mais de 5,5 milhões de casos de infecção por SARS-CoV-2 e 25 mil mortes.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Outubro 2022 — 13:42



 

431: 26,8% das pessoas com 65 ou mais anos já se vacinaram

SAÚDE PÚBLICA/VACINAÇÃO/GRIPE/ >65 ANOS

A vacinação contra a gripe, que teve início em Setembro é recomendável, segundo a DGS, para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos, imunodeprimidos e grávidas.

26,8% das pessoas com 65 ou mais anos já se vacinaram

© Global Imagens

Mais de um em cada quatro portugueses com 65 ou mais anos de idade já terão sido vacinados contra a gripe desde o início da vacinação deste grupo prioritário, indicam os dados da primeira vaga do vacinómetro.

Segundo os primeiros resultados do vacinómetro para a época gripal 2022/2023, a que a agência Lusa teve acesso, terá sido vacinada 26,8% desta população.

O vacinómetro, promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da empresa biofarmacêutica Sanofi Pasteur, acompanha a vacinação contra a gripe ao longo da época gripal em tempo real, através de questionários.

Os dados revelam que, desde o início da época gripal 2022/2023, da população incluída nas recomendações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), já terão sido vacinadas 22,3% das pessoas com doença crónica — 22,3% das pessoas com diabetes e 22,5% da população com doença cardiovascular — e 21% dos profissionais de saúde em contacto directo com doentes.

Quanto ao grupo etário entre os 60 e os 64 anos, os dados apontam para uma vacinação de 11,3%, sendo que 41,3% se vacinou por iniciativa própria.

A vacinação contra a gripe, que teve início em Setembro é recomendável, segundo a DGS, para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos, imunodeprimidos e grávidas.

No grupo etário dos 80 anos de idade ou mais, 56,0% afirmou já ter sido vacinada.

Na protecção das grávidas com a vacina da gripe, o vacinómetro indica uma cobertura de 42,0%, sendo que 39,7% das mulheres grávidas inquiridas não vacinadas disseram que ainda tencionam fazê-lo.

Em relação à população entre os 18-59 anos de idade, o relatório mostra uma taxa de vacinação de 2,2%.

Da população vacinada com 65 ou mais anos de idade (recomendação da DGS), 35,8% é do Algarve, 31,4% da área metropolitana de Lisboa, 20,3% da região Centro e 28,0% da região Norte.

Os dados do vacinómetro indicam igualmente que 9,1% dos vacinados no grupo dos 65 ou mais anos de idade fizeram-no pela primeira vez este ano.

Dos doentes crónicos vacinados, 10,4 % fizeram-no pela primeira vez este ano e 69,1% das pessoas não vacinadas pertencentes a este grupo pretendem ainda vacinar-se nesta época gripal.

Quanto aos profissionais de saúde, 14,9% foram vacinados pela primeira vez este ano e 49,8% das pessoas inquiridas neste grupo e que ainda não estão vacinadas pretendem fazê-lo.

Na amostra estudada, do total de vacinados, 42,2% fê-lo por recomendação médica, 19,5% por iniciativa própria, porque procuram estar sempre protegidos, 18,6 % porque foram notificados para agendamento pelo SNS e 15% no contexto de uma iniciativa laboral.

A vacinação para os grupos recomendados e com gratuitidade decorre em cinco fases, através de convocatória por SMS para a administração em simultâneo das vacinas contra a gripe e contra a covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para covid-19).

A 1.ª fase, iniciada a 07 de Setembro, abrangia as pessoas com 80 ou mais anos de idade ou com comorbilidades, a 2.ª fase, que arrancou no dia 15 de Setembro, incluía os residentes em lares, a 3.ª (desde 21 Setembro) incluía os profissionais de saúde, a 4.ª (07 Outubro) pessoas com 70 ou mais anos de idade e a 5.ª fase, irá arrancar a 12 de Novembro, vai incluir as pessoas com 60 ou mais anos de idade.

Diário de Notícias
Lusa/DN
14 Outubro 2022 — 08:33



 

425: UE e OMS alertam para chegada de nova vaga de Covid-19 e apelam à vacinação

– Não é de admirar a eventual nova vaga da pandemia (que ainda persiste) do Covid-19! Os atrasados mentais labregos continuam a desrespeitar as mais elementares regras de saúde pública e de protecção individual, colocando em perigo a comunidade com que se cruzam. Nos transportes públicos, a grande maioria deixou de usar máscara, desinfecção das mãos? Não existe! Qual a admiração? Cá em casa já foi efectuado o upgrade: 4ª. dose de reforço covid-19 + gripe

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO/NOVA VAGA

Roungroat / Rawpixel

As organizações alertam para o crescimento dos casos de influenza sazonal e da potencial circulação conjunta deste vírus com o SARS-CoV-2, que tem tido os números muito elevados.

A União Europeia (UE) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertaram esta quarta-feira para o aumento dos casos de covid-19, que sugerem ter começado uma nova vaga de infecções, e apelam para o reforço da vacinação.

Numa declaração conjunta divulgada esta quarta-feira, a Comissão Europeia, a OMS e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) referem que a pandemia da covid-19 ainda não acabou e os números de casos têm estado a subir, “indicando que começou uma nova vaga” com a chegada do outono.

Os signatários — a comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, o director regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, e a directora do ECDC, Andrea Ammon — salientam que “infelizmente” os números da Covid-19 têm subido, estando embora longe dos de 2021, e recomendam a necessidade de protecção “especialmente dos mais vulneráveis, através de todos os instrumentos disponíveis, incluindo a vacinação”.

O comunicado alerta ainda para o esperado crescimento dos casos de influenza sazonal e da potencial circulação conjunta deste vírus com o SARS-CoV-2, que causa a covid-19, e que aumentará a pressão sobre os hospitais e outros cuidadores de saúde.

“Juntamente com as medidas de saúde pública [como uso de máscara e o distanciamento físico], a vacinação continua a ser um dos instrumentos mais efetivos contra ambos os vírus”, sublinham os signatários.

ZAP  // Lusa
12 Outubro, 2022