Vacina de reforço da covid-19 disponível em “casa aberta” para maiores de 75 anos

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Foram vacinados, entre o dia 7 de Setembro e quinta-feira, mais de 1,7 milhões de utentes contra a covid-19 e mais de 1,7 milhões contra a gripe em Portugal Continental, dos quais mais de 1,3 milhões receberam as duas vacinas em simultâneo.

© Miguel Pereira da Silva / GLOBAL IMAGENS

As pessoas com 75 ou mais anos podem, a partir desta sexta-feira, tomar a dose de reforço da vacina contra a covid-19 na modalidade de “casa aberta”, anunciaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

No âmbito da campanha de vacinação outono/inverno, esta modalidade está agora disponível para o reforço sazonal contra a covid-19 para pessoas com 75 ou mais anos de idade, “descendo assim a faixa etária para que mais utentes possam deslocar-se aos locais de vacinação sem ser preciso marcação”, referem os SPMS em comunicado.

Recomendam, no entanto, o recurso às senhas digitais para facilitar a organização deste processo.

A “Casa Aberta” continua também disponível para grupos profissionais prioritários, com recurso a senhas digitais, e para a vacinação e reforço de pessoas entre os 18 e 59 anos e vacinação primária acima dos 12 anos

Segundo dados dos SPMS, foram vacinados, entre o dia 7 de Setembro e quinta-feira, mais de 1,7 milhões de utentes contra a covid-19 e mais de 1,7 milhões contra a gripe em Portugal Continental, dos quais mais de 1,3 milhões receberam as duas vacinas em simultâneo.

A campanha de reforço sazonal contra a covid-19 dirige-se a pessoas com 60 ou mais anos, grávidas com idade igual ou superior a 18 anos e doenças definidas pela norma publicada pela Direcção-Geral da Saúde.

São também abrangidas pessoas com 12 ou mais anos com patologias de risco, estudantes em estágio clínico, bombeiros envolvidos no transporte de doentes e profissionais de Estabelecimentos Prisionais.

Para os residentes ou profissionais de Estabelecimentos Residenciais Para Idosos e na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e para profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados estão indicadas as duas vacinas.

A vacinação contra a gripe é também recomendável para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos e imunodeprimidos e grávidas.

As vacinas estão também disponíveis para os grupos prioritários, nomeadamente profissionais de saúde.

Desde o dia 7 de Setembro que decorre a campanha de reforço sazonal em vários centros de vacinação espalhados pelo país, e irá prolongar-se até Dezembro, tendo como prioridade proteger as pessoas mais vulneráveis, prevenindo a doença grave, a hospitalização e a morte.

“O objectivo é vacinar este ano 3 milhões de pessoas elegíveis e por isso reforça-se a importância da adesão à vacinação, em particular dos mais vulneráveis, para ficarem desde já mais protegidos para os próximos meses”, salientam os SPMS.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Novembro 2022 — 09:23



 

568: Pfizer/BioNTech. Vai ser testada vacina combinada contra a covid-19 e gripe

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/COVID-19/GRIPE

Os ensaios de fase 1 da vacina combinada contra a covid-19 e a gripe do consórcio Pfizer/BioNTech vai decorrer nos EUA e irá envolver 180 voluntários.

© JUSTIN LANE/EPA

O consórcio Pfizer/BioNTech anunciou esta quinta-feira que vai começar a testar esta semana uma vacina combinada contra o SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, e a gripe, o que poderá abrir caminho para uma melhor absorção de inoculação para ambas as doenças.

As duas empresas afirmaram, em comunicado, que a vacina em causa é de dose única e resulta de uma combinação da vacina contra a gripe baseada em RNA mensageiro (mRNA) ​​​​da Pfizer e da de reforço contra a covid-19 adaptada à variante Ómicron, desenvolvida pelas duas empresas.

Os testes de fase 1 vão ocorrer nos Estados Unidos e está previsto que participem 180 voluntários, dos 18 aos 64 anos. O primeiro participante deste estudo vai ser imunizado esta semana. “O período de acompanhamento para cada participante será de um total de seis meses”, explica o consórcio.

A responsável pelo desenvolvimento de vacinas da farmacêutica norte-americana Pfizer, Annaliesa Anderson, afirmou que a vacina combinada “poderá simplificar as práticas de imunização contra estes dois patógenos respiratórios, levando potencialmente a uma melhor aceitação da vacina para ambas as doenças”.

“Mesmo com as vacinas contra a gripe sazonal existentes, a carga deste vírus é grave em todo o mundo, causando milhares de mortes e hospitalizações todos os anos”, destacou a responsável.

O CEO e co-fundador da alemã BioNTech, Ugur Sahin, indicou que o objectivo é disponibilizar “uma maneira eficiente de receber imunização contra as duas doenças respiratórias graves com vírus em evolução, que exigem adaptação à vacina”.

Recorde-se que a Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech desenvolveram uma das vacinas mais utilizadas para combater a covid-19.

Os fabricantes das vacinas Moderna e Novavax também estão a testar inoculações combinadas contra covid-19 e gripe.

Diário de Notícias
DN/AFP
03 Novembro 2022 — 12:28



 

528: Teve febre, arrepios ou dores musculares após a vacina da covid-19? Quantos mais destes efeitos secundários, melhor

– Sinceramente, não sei se hei-de chorar ou rir após ler este artigo! É catastroficamente hilariante. Já tomei as 4 doses da vacina contra a Covid-19, sendo que a última dose, há dias atrás, foi cumulada com a da gripe. Em nenhuma das doses tive febre, dores musculares, arrepios senão uma ligeira impressão quando tocava no local da injecção, o que é normal. Quer dizer, embora depois o “especialista” desdiga, como não tive sintomas, a vacina não produziu anti-corpos, ou antes, não tenho de me preocupar porque no meu caso, os anti-corpos reagiram só que não tive sintomas… É de DOIDOS! Devem de ser efeitos secundários não da vacina mas da mudança da hora… só pode!!! Eu, quando for grande, também quero ser “especialista” de doenças infecciosas…

VACINA/COVID-19/SINTOMAS/HILARIANTE

vacinação pediátrica contra a covid-19 © CNN Portugal

As pessoas que comunicaram ter tido efeitos secundários às vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna, como febre, arrepios ou dores musculares, tiveram tendência para apresentar uma maior resposta dos anticorpos após a vacinação, segundo uma nova investigação.

A presença destes sintomas após a vacinação está associada a maiores respostas dos anticorpos em comparação com a presença apenas de dor ou erupção cutânea no local da injecção ou nenhum sintoma, sugere o artigo publicado na semana passada, na revista JAMA Network Open.

“Em conclusão, estes resultados sustentam o reenquadramento dos sintomas após a vacinação como sinais de eficácia da vacina e suportam as directrizes para reforços da vacina em adultos mais velhos”, escreveram os investigadores – da Columbia University, em Nova Iorque, da University of Vermont e da Boston University – no seu artigo.

Contudo, apesar de algumas pessoas terem efeitos secundários reduzidos e localizados, ou até nenhum sintoma, mesmo nestes casos, a vacina também provoca respostas imunitárias robustas. Quase todos os participantes do estudo apresentaram uma resposta de anticorpos positiva após concluírem a série de duas doses de vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna.

“Não quero que um paciente me diga ‘Bolas, não tive nenhuma reacção, não me doeu o braço, não tive febre. A vacina não funcionou.’ Não quero que esta conclusão se espalhe por aí”, afirmou William Schaffner, professor na Divisão de Doenças Infeciosas, no Vanderbilt University Medical Center, e diretor clínico na National Foundation for Infectious Diseases, que não esteve envolvido no novo estudo.

“Isto tem mais o propósito de tranquilizar as pessoas que tiveram uma reacção de que o seu sistema imunitário está a responder, na verdade, de uma forma bastante positiva, à vacina, embora lhes tenha causado desconforto”, afirmou Schaffner.

Os investigadores analisaram dados de 928 adultos que auto-declararam os sintomas que tiveram depois de receberem as vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, e que também enviaram uma gota de sangue seco para o teste aos anticorpos. A maioria dos participantes eram adultos caucasianos, com uma idade média de 65 anos.

O estudo verificou que após qualquer uma das doses da vacina, 446 (48%) dos participantes comunicaram sintomas sistémicos, enquanto que 12% comunicaram apenas sintomas locais e 40% não comunicaram qualquer sintoma.

Entretanto, foi observada reactividade de anticorpos em 99% dos participantes que apresentaram sintomas sistémicos (444 inquiridos), em 99% dos que apenas registaram sintomas locais (108 inquiridos) e em 98% daqueles que não apresentaram qualquer tipo de sintoma (365 inquiridos).

“Muitas pessoas especularam ao longo dos últimos anos se as pessoas que apresentam uma maior reacção à vacina poderiam, na realidade, ter uma resposta imunitária mais vigorosa”, disse Schaffner. “E parece que estes dados sustentam essa ideia”.

MSN Notícias
CNN Portugal
29.10.2022



 

313: Monkeypox: DGS define grupos prioritários para vacinação preventiva

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/MONKEYPOX/VACINAS

De acordo com a autoridade de saúde, “a estratégia logística de vacinação preventiva será gerida ao nível de cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis em consulta de especialidade”.

© D.R.

Homens que têm sexo com homens, mulheres e pessoas trans, em profilaxia pré-exposição para o VIH e profissionais de saúde com elevado risco de exposição ao vírus Monkeypox são alguns dos grupos abrangidos para a vacinação preventiva.

Os grupos elegíveis para a vacinação preventiva foram definidos pela Direcção-Geral da Saúde na norma relativa à vacinação humana por vírus Monkeypox, hoje actualizada e divulgada, e envolvem “pessoas com risco acrescido” de contrair a infecção.

Passam a ser elegíveis para vacinação pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, nomeadamente homens que têm sexo com homens (HSH), mulheres e pessoas trans, em tratamento preventivo contra o vírus da imunodeficiência humana (PrEP para VIH) e diagnóstico de, pelo menos, uma infecção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses, refere a DGS.

Fazem também parte destes grupos HSH que vivam com VIH e diagnóstico de pelo menos uma infecção sexualmente transmissível (IST) nos últimos 12 meses, HSH e pessoas trans envolvidas em sexo comercial, homens que fazem sexo com homens com imuno-supressão grave.

Os profissionais de saúde, com elevado risco de exposição, envolvidos na colheita e processamento de produtos biológicos de casos de infecção, também fazem parte da estratégia de vacinação preventiva, segundo a norma da DGS.

De acordo com a autoridade de saúde, “a estratégia logística de vacinação preventiva será gerida ao nível de cada região de saúde, após identificação dos cidadãos elegíveis em consulta de especialidade”.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, explicou que a vacinação preventiva arranca com a publicação da norma, mas ressalvou que o processo exige uma logística, nomeadamente ao nível da prescrição da vacina.

“No caso da pré-exposição, quando era identificado um caso, a autoridade de saúde identificava os seus contactos, contactava esses contactos, propunha-lhes a vacinação e orientava-os para a vacinação. Neste caso é diferente, as pessoas não foram expostas e não são contacto de casos”, disse Margarida Tavares.

Assim, explicou, estas pessoas serão orientadas a partir das suas consultas habituais, nomeadamente de Profilaxia Pré-Exposição para o VIH, de tratamento VIH, consultas de infecções sexualmente transmissíveis, no âmbito da infecciologia e da dermatologia, mas também por algumas organizações de base comunitária mais próximas de algumas destas “populações chave” que poderão orientar para vacinação em consultas médicas.

A ex-directora do Programa Prioritário para a área das Infecções Sexualmente Transmissíveis e Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana da DGS salientou também o facto de a Monkeypox ter atingido de forma “muito heterogénea o país”.

“Obviamente que as pessoas que vivem no Alentejo não têm a mesma incidência das pessoas que vivem em Lisboa”. Portanto, disse, as incidências são muito diferentes e por isso cada ARS irá definir junto dos seus serviços o processo de vacinação, adaptado à epidemiologia da situação que têm.

Sobre a norma hoje actualizada, Margarida Tavares disse que implica “duas grandes alterações”: alargar a vacinação pós-exposição para a vacinação preventiva e a alteração da via de administração da vacina e a dose administrada, tendo em conta o aumento da procura desta vacina globalmente.

Com a possibilidade de se administrar a vacina por via intra-dérmica, em vez da via subcutânea, pode utilizar-se um quinto da dose por pessoa e multiplicar, em média, por quatro o número de vacinas, realçou.

Margarida Tavares assinalou a “diminuição marcada” do número de infecções nas últimas quatro semanas, mas, afirmou, “isto não significa que estejamos confiantes ou que levantemos a guarda. Nada disso”.

“De facto, há uma diminuição, mas pode ainda não estar suficientemente sustentada. E nós, de facto, não queremos precipitar-nos”, disse, lembrando que a covid-19 também “andou em ondas”.

“E portanto, nós estamos neste momento numa fase claramente descendente em termos de incidência, mas nada nos garante que não possamos ter um novo aumento e, portanto, queremos ser muito cautelosos nesta descida”, rematou.

Segundo os últimos dados, Portugal registou pelo menos 908 casos de Monkeypox desde o início do surto.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Setembro 2022 — 14:49



 

288: DGS avança com a vacinação preventiva contra a Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/MONKEYPOX/VACINAS

Até agora, a vacina foi administrada a cerca de 400 pessoas que tiveram contactos de risco. O objectivo é vacinar preventivamente outros grupos que irão ser definidos pela DGS e que poderão abranger os profissionais do sexo, as pessoas que fazem PREP – Profilaxia Pré-Exposição ao VIH e profissionais de saúde.

© D.R.

Mais de 400 pessoas foram vacinadas contra a Monkeypox nos últimos dois meses em Portugal, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que vai avançar com a administração de doses reduzidas para abranger mais pessoas.

A vacinação pós-exposição iniciou-se em 16 de Julho em Portugal, com um total de 437 vacinados até 12 de Setembro de 2022, estando a DGS a discutir e a rever a norma “Abordagem de casos de infecção humana por vírus Monkeypox”, para enquadramento da administração de doses reduzidas, de acordo com novas orientações da Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla em inglês).

Na norma actualizada na quinta-feira à noite, a DGS refere que estão também a ser actualizadas “as condições de operacionalização / disponibilização e equidade na gestão da reserva limitada de vacinas para a abordagem da vacinação preventiva e respectiva definição dos critérios de elegibilidade, adicionalmente à vacinação pós-exposição”.

A EMA considera que a vacina autorizada na União Europeia contra a Monkeypox pode ser administrada também como injecção intra-dérmica numa dose mais baixa, permitindo multiplicar por cinco vezes as doses existentes.

Até agora, a vacina tem sido apenas administrada a pessoas que tiveram contactos de risco e o objectivo é vacinar preventivamente outros grupos que irão ser definidos pela DGS e que poderão abranger os profissionais do sexo, as pessoas que fazem PREP – Profilaxia Pré-Exposição ao VIH e profissionais de saúde.

No que diz respeito à abordagem clínica de grávidas confirmadas com infecção por Monkeypox, a DGS refere que têm de ser seguidas em consulta de alto risco de obstetrícia em hospital de apoio perinatal diferenciado, que implica procedimentos específicos de vigilância da gravidez e monitorização fetal.

“Pode justificar seguimento em ambulatório se a situação clínica for estável” e no caso de haver agravamento de sintomas a grávida deve ser internada.

A autoridade de saúde refere que é considerado contacto próximo, a pessoa que refere ter sido exposta directamente a lesões cutâneas, mucosas ou a fluidos corporais (sangue, urina, fezes, vómito, expectoração, entre outros) ou ainda a materiais, utensílios ou objectos contaminados, assim como partilha do mesmo espaço físico que não garanta afastamento físico superior a um metro de distância com caso suspeito, provável ou confirmado, sem protecção adequada.

Nos profissionais de saúde considera-se contacto próximo quando este ocorre sem a utilização de equipamento de protecção individual indicado ao tipo de exposição de acordo com as medidas de prevenção e controlo de infecção.

“São considerados contactos não próximos (de baixo risco), por exemplo, indivíduos que tiveram encontros sociais com um caso, que participaram num mesmo evento social ou outro, trabalharam na mesma empresa ou compartilharam o mesmo transporte num contexto de proximidade sem qualquer contacto físico”, refere a DGS.

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados não devem doar sangue, células, tecidos, órgãos, leite materno, sémen ou outras substâncias de origem humana até nova indicação das autoridades nacionais e europeias sobre o período de tempo em que se aplicam estas recomendações, salienta.

Os últimos dados da DGS, divulgados a 8 de Setembro, contabilizam 898 casos confirmados em Portugal, dos quais oito em mulheres.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Setembro 2022 — 12:00



 

287: Portugal recebe segunda-feira primeiras doses da nova vacina contra a BA.4 e BA.5

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS

Estão previstas chegar 504.000 doses na segunda-feira e mais 498.240 doses a 26 de Setembro. Esta é a é a primeira vacina adaptada às linhagens BA.4 e BA.5 e está recomendada para ser administrada como reforço da imunização contra o coronavírus.

© Amin Chaar / Global Imagens

Portugal recebe na segunda-feira mais de meio milhão de doses da nova vacina da Pfizer desenvolvida para combater especificamente as linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron, responsáveis pela quase totalidade das infecções registadas no país.

Fonte da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) adiantou esta sexta-feira à agência Lusa que, até ao final do mês, está prevista a chegada a Portugal de cerca de um milhão das mais recentes vacinas aprovadas na União Europeia e que receberam “luz verde” do regulador europeu (EMA) na última segunda-feira.

“Nesta primeira entrega estão previstas chegar ao nosso país 504.000 doses a 19 de Setembro e 498.240 doses a 26 de Setembro da referida vacina”, adiantou o regulador nacional, avançando que “seguir-se-ão mais entregas nos meses seguintes”.

De acordo com os últimos dados do Instituto Ricardo Jorge (INSA), a linhagem BA.5 é dominante em Portugal desde maio, sendo responsável por 95,1% dos contágios, enquanto a BA.4 regista uma prevalência de 4,5% que se mantém estável nas últimas semanas.

Esta nova vacina, desenvolvida pela farmacêutica Pfizer e pelo laboratório BioNTech, é a primeira adaptada às linhagens BA.4 e BA.5 e está recomendada para ser administrada como reforço da imunização contra o coronavírus que provoca a covid-19 em pessoas a partir dos 12 anos.

No início do mês, a EMA tinha recomendado a autorização de outras duas vacinas adaptadas à linhagem BA.1 da variante Ómicron, que já estão a ser utilizadas na campanha de vacinação de reforço para o outono e inverno que arrancou em 7 de Setembro em Portugal.

“Juntamente com a vacina adaptada Original/Ómicron BA.1 recentemente autorizada, espera-se que esta nova vacina adaptada ajude a manter a protecção ideal contra a covid-19 à medida que o vírus evolui”, adiantou a EMA em comunicado.

A estratégia da União Europeia passa por disponibilizar uma “ampla gama de vacinas adaptadas que visam diferentes variantes do SARS-CoV-2, para que os Estados-membros tenham várias opções para atender às suas necessidades ao projectar as suas campanhas de vacinação”, salientou ainda o regulador europeu, alertando não ser possível prever como o vírus evoluirá e quais variantes que circularão no próximo inverno.

Embora as vacinas adaptadas estejam autorizadas para pessoas com 12 ou mais anos que receberam pelo menos a vacinação primária, a EMA e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) recomendam que a prioridade do reforço seja dada às pessoas com maior risco de contrair formas graves de covid-19.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Setembro 2022 — 14:30



 

192: Portugal vai receber cerca de 600 mil vacinas adaptadas na próxima semana

– Curioso a oposição chungosa não pedir a demissão da directora-geral da saúde…

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As vacinas adaptadas aprovadas até ao momento pela Agência Europeia do Medicamento são as das farmacêuticas Pfizer e Moderna, ambas com tecnologia RNA mensageiro.

© EPA/Carl Court

Cerca de 600 mil vacinas adaptadas contra a covid-19 chegam na próxima semana a Portugal para iniciar o reforço da vacinação de três milhões de pessoas, com um dispositivo com capacidade para administrar 280 mil vacinas por semana.

Segundo o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, em declarações em conferência de imprensa na sede deste organismo em Lisboa sobre o arranque da campanha de vacinação de outono contra a gripe e a covid-19, Portugal recebe na próxima semana as primeiras doses das novas vacinas adaptadas contra a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, esperando-se cerca de 500 mil doses de uma das vacinas aprovadas e cerca de 100 mil da outra.

As vacinas adaptadas aprovadas até ao momento pela Agência Europeia do Medicamento são as das farmacêuticas Pfizer e Moderna, ambas com tecnologia RNA mensageiro (mRNA).

“A campanha de vacinação de outono é dirigida a cerca de três milhões de pessoas, que serão chamadas à vacinação contra a covid-19 e contra a gripe. Inicia-se na próxima quarta-feira, 7 de Setembro, e prevê-se que termine no dia 17 de Dezembro”, adiantou o coronel Penha-Gonçalves, coordenador da campanha de vacinação, sobre o calendário previsto.

O coordenador da vacinação referiu ainda que os primeiros a ser chamados à vacinação serão os maiores de 80 anos com comorbilidades, cujo processo de convocatória arranca esta sexta-feira, e que a campanha irá decorrer “de forma escalonada”, por faixas etárias, avançando à medida que se esgotem os agendamentos na faixa etária precedente.

“Nesta campanha de outono vamos focar-nos na faixa etária dos mais de 60 anos e dos grupos de risco. Para executar esta campanha foi estabelecido um dispositivo que tem uma capacidade semanal de agendamento de cerca de 280 mil pessoas, está distribuído por todo o território nacional em 397 pontos de vacinação, dois terços dos quais estão localizados em centros de saúde e um terço em centros de vacinação”, adiantou ainda o responsável.

Segundo Penha-Gonçalves, Portugal recebe as primeiras doses em 6 de Setembro e a vacinação arranca “em locais limitados” em 07 de Setembro, em cerca de uma dezena de pontos de vacinação de norte a sul do país, “generalizando-se depois o processo a todo o dispositivo na quinta-feira”, 08 de Setembro.

Ainda sobre esta campanha, o coordenador disse que a vacinação contra a gripe e contra a covid-19 ocorrerá “preferencialmente em co-administração”, mas nestes três meses o dispositivo prevê continuar a fazer vacinação primária e vacinação pediátrica contra a covid-19, para quem ainda não completou os esquemas vacinais.

Sobre a modalidade Casa Aberta, o coronel Penha-Gonçalves esclareceu que nesta campanha estará disponível para cada faixa etária depois de terminado o período de agendamento definido para vacinação desse intervalo de idades, ou seja, quando começar a vacinação das pessoas agendadas entre os 70 e os 79 anos, a faixa etária dos 80 e mais anos passa a poder receber a dose de reforço na modalidade Casa Aberta se tiver falhado a sua data de agendamento.

Independentemente da idade ou das doses de reforço anteriores, todas as doses de reforço que forem administradas nesta campanha de vacinação serão feitas com as novas vacinas adaptadas, “igualmente protectoras” e, por isso, vão ser administradas “indiferenciadamente”, frisou o coronel Penha-Gonçalves.

“Não há escolha de vacinas”, reiterou.

Numa conferência de imprensa em que também estavam presentes o presidente do Infarmed e a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, ninguém quis comentar a demissão da ministra da Saúde, Marta Temido, por todos os participantes serem representantes de “entidades externas”, como justificou Graça Freitas, mas o coronel Penha-Gonçalves deixou a garantia que a saída não terá impactos na operacionalização da campanha de vacinação, a ser preparada desde Junho.

“As orientações que precisamos para operacionalizar este plano já as tivemos, portanto, estamos muito confortáveis para continuar a executar o plano”, disse.

Questionada sobre a campanha se dirigir apenas aos maiores de 60 anos e sobre eventuais receios de um pico de novos casos, Graça Freitas disse que a estratégia em curso é ajustável.

“Vamos monitorizar atentamente a forma como o vírus se vai distribuir, as variantes que poderão circular ou não no próximo inverno e estas estratégias têm capacidade de ser ajustadas”, disse a directora-geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Setembro 2022 — 17:33


 

191: Agência Europeia de Medicamentos alerta para possíveis novas variantes da covid-19 no inverno

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/NOVAS VARIANTES

A União Europeia vai lançar uma campanha de doses de reforço da vacina contra a covid-19 adaptadas à variante Ómicron. A Agência Europeia de Medicamentos garante que as vacinas protegem a população das formas graves da doença.

© Carlos Alberto / Global Imagens

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) alertou esta sexta-feira que novas variantes do coronavírus podem aparecer durante o inverno, mas garantiu que as vacinas protegerão a população contra as formas graves da doença.

Diante da perspectiva de uma nova onda de contágios antes do final do ano, a União Europeia prepara-se para lançar uma campanha de doses de reforço da vacina contra a covid-19.

Esta campanha será realizada com vacinas adaptadas – que a EMA aprovou na quinta-feira – para a variante Ómicron e com aquelas desenvolvidas contra a primeira variante do vírus, que apareceu pela primeira vez na China em 2019, detalhou a EMA.

Mas “as pessoas não devem esperar por uma vacina específica”, assumiu o chefe da estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri. “Pode haver uma nova variante emergente que hoje não podemos prever”, acrescentou.

A EMA aprovou na quinta-feira as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna contra a sub-variante Ómicron BA.1.

Em meados de Setembro, espera-se também a aprovação de uma nova vacina da Pfizer contra as sub-variantes BA.4 e BA.5 da Ómicron.

Essas vacinas adaptadas à Ómicron seriam reservadas principalmente para as pessoas mais vulneráveis, como idosos, grávidas e trabalhadores do sector de saúde, sublinhou Cavaleri.

Por outro lado, não está “excluído” que novas variantes mais próximas Ómicron surjam neste inverno, disse a instituição.

Diário de Notícias
DN/AFP
02 Setembro 2022 — 18:02


 

189: Bruxelas apela Estados-membros para evitarem surtos no outono e inverno

– Por cá, como somos um povo inteligente, as máscaras deixaram de ser obrigatórias nos transportes públicos e nas farmácias, locais onde a contaminação é maior que nas ruas. Mas enfim, vamos cantando e rindo que o pagode quer é festa!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/GRIPE/VACINAS

A Comissão Europeia instou esta sexta-feira os Estados-membros da União Europeia (UE) a agir para evitar surtos de covid-19 no outono e inverno, preparando planos de vacinação para incluir vacinas adaptadas e de reforço e equacionando reintrodução das restrições.

“Hoje [sexta, 2 de Setembro], a Comissão propõe medidas concretas para evitar um surto de casos de covid-19 na próxima época de outono e inverno.

A Comissão insta os Estados-membros a criarem as estratégias e estruturas necessárias, incluindo para a vacinação e vigilância da covid-19, para responder a futuros surtos de uma forma rápida e sustentada”, anunciou o executivo comunitário em comunicado.

Vincando que “o principal objectivo das acções propostas pela Comissão é aumentar a utilização de vacinas, incluindo vacinas adaptadas e novas e assegurar que todos os cidadãos estejam bem protegidos”, Bruxelas pede que os países “desenvolvam estratégias nacionais de vacinação” e assegurem capacidades logísticas suficientes “para administrar as vacinas logo que as vacinas novas e adaptadas sejam entregues”.

Para o executivo comunitário, é necessário que as autoridades nacionais melhorem a adesão ao curso de vacinação primária e à primeira dose de reforço entre os elegíveis, dêem prioridade à administração de doses de reforço adicionais para grupos populacionais específicos, como pessoas acima de 60 anos ou doentes graves, combinem a vacinação anticovid-19 com a contra gripe e ainda que façam uma “comunicação clara aos cidadãos sobre os benefícios da vacinação”.

Além da vacinação, a Comissão Europeia pede a “vigilância de vírus respiratórios como a gripe” e destaca que medidas restritivas como a utilização de máscaras faciais ou a limitação da dimensão das concentrações “continuam a ser uma parte crucial da caixa de ferramentas dos Estados-membros” para limitar a propagação.

“É importante que todos os Estados-membros estejam preparados para reintroduzir medidas de saúde pública com base em limiares claros”, sendo que “quaisquer medidas implementadas nas escolas devem ser adaptadas ao contexto educativo e ao grupo etário e mantidas num nível mínimo para evitar qualquer perturbação da educação”, adianta Bruxelas.

No caso da livre circulação de pessoas e mercadorias, a instituição avança que irá, no que toca a viagens de países terceiros, “propor brevemente uma revisão da recomendação do Conselho a fim de ter em conta a alteração da situação epidemiológica, o aumento da vacinação em todo o mundo e a evolução dos requisitos de entrada nos Estados-membros”.

Além disso, Bruxelas pede “sistemas e capacidades fortes em matéria de saúde em todos os Estados-membros”.

Citada na nota, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, assinala que “a pandemia ainda está muito presente”, avisando que esta será uma “nova época de desafios”.

“Devemos agir agora, em conjunto, de uma forma coordenada e sustentada para ajudar a evitar outro surto de casos graves de covid-19”, conclui a responsável europeia pela tutela.

A posição surge um dia depois de a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado a autorização de duas vacinas adaptadas para reforçar a protecção contra a covid-19, nomeadamente contra a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Setembro 2022 — 15:12


 

188: Vacinação contra a Covid-19 inicia-se a 7 de Setembro

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O novo plano de vacinação contra a covid-19 e a gripe sazonal inicia-se a 7 de Setembro e dirige-se a pessoas com 80 ou mais anos de idade ou com comorbidades (n.w.: Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente. = COMORBILIDADE).

© Artur Machado / Global Imagens

O plano de vacinação contra a covid-19 para a época de outono e inverno 2022/2023 foi esta sexta-feira apresentado. Graça Freitas anunciou que o plano de vacinação vai iniciar-se no dia 7 de Setembro “simultaneamente para a Covid-19 e para a gripe” sazonal.

“O início da campanha realiza-se vacinando as pessoas com 80 ou mais anos de idade e as pessoas com doenças, com comorbidades”, indicou a directora-geral da Saúde.

“A DGS ouviu a Comissão Técnica de Vacinação Covid e outros peritos, nomeadamente peritos relacionados com a área da gripe, e recomenda a vacinação sazonal contra a covid-19 e contra a gripe para as populações de maior risco”, continuou Graça Freitas.

De acordo com a directora-geral da Saúde, o objectivo será “maximizar a protecção nos próximos meses”.

O plano de vacinação apresentado hoje pela directora-geral da Saúde, Graça Freitas, o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo e o coordenador do Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde, coronel Carlos Penha-Gonçalves, indica que novas vacinas “adaptadas” à variante Ómicron já estarão disponíveis, após terem sido aprovadas esta quinta-feira pela Agência Europeia do Medicamento.

“Estas vacinas têm um perfil de eficácia e segurança adaptados às actuais variantes de SARS-CoV-2 em circulação”, garantiu Graça Freitas.

Diário de Notícias
DN
02 Setembro 2022 — 15:37