UE vai suspender “o acordo de facilitação de vistos” com a Rússia

– Um país pária, terrorista, genocida, assassino de milhares de civis desde crianças a idosos, que invade um país soberano sob falsos pretextos, bombardeando e destruindo bens desse país (hospitais, escolas, creches, supermercados, residências civis, etc.), não pode sentar-se nem ter direito a veto na Organização das Nações Unidas! EXPULSÃO IMEDIATA!

UE/VISTOS/UNIÃO ZOVIÉTICA

A decisão foi tomada na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que decorreu em Praga.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho
© EPA/MARTIN DIVISEK

A União Europeia vai suspender com “o acordo de facilitação de vistos”, assinado “na primeira década deste século”, no “quadro de uma parceria estratégica”, com a Rússia. A decisão foi tomada esta quarta-feira numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), que decorreu em Praga.

O chefe da diplomacia português, João Gomes Cravinho, realçou à saída do encontro “a enorme vontade, com sucesso, de se manter a unidade dentro da União Europeia”.

Reconhecendo que “houve momentos mais intensos na discussão”, destaca o facto de ter existido “sempre uma grande vontade de encontrar uma solução partilhada por todos”. “Isso foi possível com o final do acordo de facilitação de vistos”, anunciou.

O ministro dos Negócios estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, citado pela Reuters, referiu que se trata de uma suspensão do acordo com a Rússia e que não será imposta uma proibição geral da concessão de vistos, já que não há unanimidade entre os 27.

João Gomes Cravinho recordou que o acordo que visa a facilitação de vistos foi assinado com a Rússia no âmbito de um quadro de uma parceria estratégica com a UE.

Mas esta parceria estratégica com a Rússia “já não existe”, afirmou. “Não há razão nenhuma para termos em relação à Rússia um mecanismo de facilitação de vistos que nós não temos com outros países do mundo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português após a reunião dos ministros da UE.

Esta decisão, refere o chefe da diplomacia português, vai originar “um grau de exigência muito maior, a um crivo mais apertado na verificação da documentação parta quem viaja para a União Europeia”.

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DN
31 Agosto 2022 — 14:25