871: Do catering ao poder. Líder do Grupo Wagner é uma ameaça para Putin

– Pior a emenda que o soneto…

RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ASSASSINOS/GRUPO WAGNER

A influência do líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, tem crescido de vento em popa. O oligarca que se começou por destacar no catering é agora uma ameaça para Putin.

Kremlin / Wikipedia
Yevgeny Prigozhin (dir), o cozinheiro-chefe de Vladimir Putin (c)

Yevgeny Viktorovich Prigozhin é o oligarca russo responsável pelo infame Grupo Wagner e confidente próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

Prigozhin é conhecido comochef de Putin” porque os seus restaurantes e empresas de catering ofereciam jantares aos quais Putin comparecia com dignitários estrangeiros.

O Grupo Wagner surgiu pela primeira vez na Crimeia após a sua anexação, em 2014, e desde então tem presença na Síria, na Líbia e noutras zonas de África.

Prigozhin sempre negou qualquer ligação ao grupo até Setembro de 2022, altura em que admitiu ter criado a empresa paramilitar privada numa publicação na rede social russa VKontakte.

“Eu mesmo limpei as armas antigas, separei os coletes à prova de bala e encontrei especialistas que poderiam ajudar-me com isto. A partir desse momento, no dia 1 de maio de 2014, nasceu um grupo de patriotas, que mais tarde passou a ser chamado Batalhão Wagner”, disse o oligarca no comunicado, publicado pela sua empresa de catering, Concord.

O russo é até procurado pelo FBI “pelo seu alegado envolvimento em conspirações para afectar os EUA, prejudicando e obstruindo a Comissão Eleitoral dos EUA”, lê-se num comunicado da autoridade norte-americana.

Prigozhin será responsável pela proliferação de desinformação, tanto nas eleições dos EUA, como noutros processos eleitorais na Europa.

O jornal Público falou com especialistas que realçam a crescente influência do chef de Putin, que “pode mesmo ser uma ameaça” para o Presidente russo.

Embora seja um confidente de Putin, isso não o impediu de criticar as acções militares de Moscovo na Ucrânia em várias ocasiões. Num encontro em Outubro, Prigozhin terá mesmo confrontado Putin pela má gestão no campo de batalha, segundo o The Washington Post.

“A saída da sombra de Prigozhin pode ser vista como uma afirmação de poder”, disse uma fonte do projecto All Eyes on Wagner (AEW), ao jornal português.

Em Setembro, Yevgney Prigozhin foi filmado numa prisão a tentar recrutar reclusos para lutar na guerra na Ucrânia. “Ninguém volta a ficar atrás das grades”, prometeu.

Mais recentemente, o Grupo Wagner esteve em destaque pelas piores razões, ao divulgar um vídeo onde é possível ver Yevgeny Nuzhin, soldado russo que acabou por se entregar às tropas ucranianas, a ser assassinado por via de uma marreta.

As imagens foram divulgadas no Telegram pelo Grey Zone, um site ligado ao grupo, com o título “Punição de um traidor”.

A associação do grupo paramilitar ao neonazismo é frequente, assim, como o seu papel para encobrir baixas e custos financeiros nos conflitos em que a Rússia participa.

Citado pelo jornal The Guardian, o dissidente Mikhail Khodorkovsky sublinha que Prigozhin já tem tanto poder quanto alguns dos membros do Governo russo.

“Faz parte do círculo mais próximo de Putin. E no sistema russo é tudo sobre Putin. Só que ele tem-se destacado dos restantes devido ao Grupo Wagner, que, por exemplo, em África funciona como uma extensão de Moscovo, actuando nos locais onde as forças ocidentais fraquejam, como o Mali ou a República Centro-Africana”, descreve Christopher Kinsey, investigador do Kings College, citado pelo Público.

Daniel Costa ZAP //
23 Novembro, 2022



 

863: O manipulador eleitoral e chefe dos mercenários ao serviço do Kremlin 

– É destes terroristas criminosos profissionais contratados, que o putinocrata se rodeia, para realizar muitas das acções que ele não consegue produzir pessoalmente. Este nazi faz parte da escumalha que apelida os ucranianos que defendem o seu país, de nazis!

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TERRORISMO/ASSASSINOS/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Yevgeny Prigozhin esteve durante anos na sombra como empresário do círculo de Putin. Agora assume ser o dono de uma “fábrica de trolls” e o chefe do grupo Wagner.

Prigozhin ganhou o nome de “chef de cozinha de Putin”.
© Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP

De ajudar a orquestrar a interferência nas eleições ocidentais ao recrutamento de prisioneiros para lutar como mercenários na Ucrânia, Yevgeny Prigozhin, de 61 anos, está a emergir como um dos homens mais leais e ambiciosos do presidente russo.

Natural de São Petersburgo, como Vladimir Putin, após anos a operar nas sombras, está a tornar-se cada vez mais uma figura pública que os analistas dizem estar de olho num papel político na Rússia.

Na véspera das eleições de dia 8 nos EUA, Prigozhin – que recentemente se assumiu como o homem por detrás do esquivo mas poderoso grupo mercenário Wagner – admitiu também ter tentado alterar o resultado destas e de anteriores votações na América.

“Senhores, interferimos, estamos a interferir e vamos interferir”, disse. “Cuidadosamente, precisamente, cirurgicamente”, prosseguiu, numa declaração interpretada como uma provocação.

Sancionado por Washington e Bruxelas, Prigozhin foi acusado de dirigir uma “fábrica de trolls” online para se intrometer em eleições realizadas em vários países ocidentais.

Em Setembro, admitiu ter fundado o grupo Wagner cujos combatentes estiveram na vanguarda da ofensiva de Moscovo na Ucrânia. Este mês, o grupo Wagner abriu a primeira sede em São Petersburgo.

Durante anos, Prigozhin rejeitara com irritação as alegações de que estava ligado ao Wagner e o Kremlin tinha também negado quaisquer ligações.

A presença do grupo foi notada em zonas de conflito, incluindo a Síria, Líbia, Mali, e República Centro-Africana, onde foi acusado de abusos e captura do poder estatal.

Em Setembro, surgiu um vídeo de um careca com forte semelhança com Prigozhin num pátio de uma prisão, oferecendo contratos a reclusos para lutar na Ucrânia com um conjunto arrepiante de condições.

“Se chegar à Ucrânia e decidir que não é para si, consideraremos isso como deserção e dar-lhe-emos um tiro. Alguma pergunta, rapazes?” disse o homem. “Ninguém se entrega”, ordenou, acrescentando que os recrutas deveriam levar granadas em caso de captura. “Se morrerem, o vosso corpo será repatriado para o local que escreveram no formulário.”

Não foi possível verificar se o homem era Prigozhin, mas a sua empresa Concord não negou. “Claro que se eu fosse um prisioneiro sonharia em juntar-me a esta equipa amigável para poder não só redimir a minha dívida para com a Pátria, mas também pagá-la com juros”, afirmou ele.

Este mês, o grupo Wagner abriu a primeira sede em São Petersburgo.
© Olga MALTSEVA / AFP

Chef de Putin

Prigozhin veio de um meio modesto para se tornar parte do círculo de Putin. Passou nove anos na prisão no período final da URSS, condenado por fraude e roubo. No caos dos anos 90, iniciou um negócio de sucesso moderado na venda de cachorros-quentes.

A partir daí, entrou no negócio dos restaurantes e abriu um de luxo em São Petersburgo cujos clientes incluíam Putin, fazendo depois a transição do trabalho no KGB para a política local. A empresa de restauração que fundou a certa altura trabalhou para o Kremlin, ganhando Prigozhin o nome de “chef de cozinha de Putin”.

Prigozhin tem sido descrito como um bilionário com fortuna construída graças a contratos estatais, embora a extensão da sua riqueza seja desconhecida.

Uma das imagens mais conhecidas mostra-o no Kremlin em 2011, debruçando-se sobre um Putin sentado e oferecendo-lhe um prato enquanto o líder russo espreita para trás com olhar de aprovação.

Sofreu sanções económicas de Washington, que o acusou de ter desempenhado um papel de ingerência nas presidenciais de 2016, em particular através da sua “fábrica de trolls” na Internet.

Na altura, Prigozhin negou qualquer envolvimento e em 2020 pediu 50 mil milhões de dólares em compensação aos Estados Unidos.

Em Julho de 2018, três jornalistas russos que investigavam as operações do grupo Wagner na República Centro-Africana para o órgão de comunicação de investigação Dossier foram mortos numa emboscada.

Os países ocidentais acusaram o grupo de combate privado de ter ido em auxílio da junta militar do Mali, numa iniciativa que contribuiu para a decisão da França de pôr fim a uma operação militar quase com uma década de duração.

Prigozhin foi invulgarmente falador após o envenenamento do líder da oposição Alexei Navalny, que adoeceu num voo na Sibéria, tendo sido transferido para a Alemanha em 2020.

Os dois nunca fizeram segredo da sua inimizade, com o grupo anti-corrupção da Navalny a acusar uma empresa que trabalhava com a Concord de servir comida nas escolas perigosa para a saúde das crianças.

Prigozhin processou Navalny, entretanto condenado e a cumprir pena de prisão, por difamação e um tribunal ordenou que o grupo de activistas pagasse mais de um milhão de dólares em indemnizações. “Tenciono despojar este grupo de pessoas sem escrúpulos das suas roupas e sapatos”, afirmou então.

Diário de Notícias
DN/AFP
23 Novembro 2022 — 00:08



 

752: Entre espancamentos e electrocussões, o cativeiro de um ucraniano na ocupação russa de Kherson

– Dirão os russonazis ☠️卐☠️ Lavrov, Peskov, Medvedev, Prighozin & companhia, que tudo isto é mentira, culpando o ocidente satânico de falsas informações. Os presos dos russonazis ☠️卐☠️ até são tratados com carinho, humanismo, blá, blá, blá…

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TERRORISMO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ASSASSINOS

Anatoli Stozki foi preso duas vezes pelas forças russas e na segunda foi espancado de tal forma que chegou a urinar sangue.

Foto International Observers Ukraine

Foto International Observers Ukraine

Detido duas vezes em Kherson, cidade no sul da Ucrânia que esteve sob ocupação russa durante oito meses, Anatoli Stozki relatou à AFP os interrogatórios a que foi submetido pelos serviços russos e pró-russos, pontuados por espancamentos e choques eléctricos.

Anatoli que, armado com uma metralhadora, entrou numa unidade da força de defesa territorial ucraniana a 24 de Fevereiro, no início da invasão russa, estava em Kherson a 2 de Março quando as forças de Moscovo entraram na cidade. Ele foi ordenado a ficar em casa com a sua arma e aguardar instruções.

“Depois de duas ou três semanas, os russos encontraram a lista daqueles que havíamos recrutados para a defesa territorial e começaram a prender-nos”, contou a repórteres da AFP na sua casa no centro da cidade, alguns dias depois da libertação de Kherson, a 11 de Novembro.

A 25 de Abril, “eles chegaram”. “Eu estava com a minha esposa e a minha filha de 3 anos. Dei-lhes a minha arma porque ameaçaram matar a minha família”, explicou.

Anatoli Stozki foi então levado, encapuçado, para o que acredita ser uma esquadra de polícia próxima. Foi colocado numa cela e “amarrado a uma cadeira”.

“Três ou quatro pessoas interrogaram-me. Bateram-me com um bastão e colocaram uma pistola, ou uma espingarda na minha cabeça. Bateram dos dois lados da cabeça, em cima e nas orelhas, mas não deixaram marcas”, disse.

Segundo ele, homens encapuçados – dos serviços de segurança russos – questionaram-no sobre a sua arma. “Eles perguntaram-me onde é que eu a consegui, quem me a deu e por que não a entreguei” depois de os russos terem entrado na cidade.

Ficaram com o seu passaporte, tiraram as suas impressões digitais e amostras de ADN e disseram que agora estava numa base de dados, que deveria ficar na cidade e colaborar com os russos.

Foi libertado a 4 de Maio, na rua, com a cabeça tapada.

Coberto de hematomas

“Quando cheguei a casa, estava coberto de hematomas”, contou Anatoli. “Pensei em sair da cidade, mas tive medo”, acrescentou.

Em vez disso, enviou a sua esposa e filha para um posto de controlo em Zaporizhzhia, 300 quilómetros a nordeste de Kherson.

Foi então preso pela segunda vez a 6 de Julho. Desta vez, por homens do Ministério da Segurança do Estado da República Popular de Donetsk, região anexada por Moscovo no final de Setembro.

“Vieram à minha casa e disseram-me: ‘sabemos que já foi preso, mas o interrogatório foi incompleto. Agora vai dizer-nos quem conhece e onde estão os depósitos de armas'”, relatou.

“Nos primeiros cinco ou seis dias espancaram-me. À noite, não me deixavam dormir. A cada duas horas, entravam na minha cela e obrigavam-me a levantar e a dizer o meu nome.

Ficava algemado a um cano”, afirmou. Cada vez que os seus captores entravam na cela, devia colocar um saco na cabeça para não os ver. Um dia, foi levado para outra cela para interrogatório.

Descargas eléctricas

“Amarraram as minhas mãos e pés, atiraram-me ao chão e electrocutar-me”, relatou Anatoli, acreditando que foi electrocutado com “um dispositivo especial, porque a energia vinha de uma caixa”.

Segundo ele, raramente era permitido ir à casa de banho. Urinava em garrafas vazias entregues na cela.

“Durante as duas primeiras semanas eu urinava sangue. Os meus rins estavam em mau estado. Nas celas havia buracos na parede, e eu conseguia comunicar-me com outros presos. Isso permitiu-me não perder a minha sanidade”, acrescentou, especificando que era alimentado uma vez a cada três dias.

No final, foi libertado a 20 de agosto, após um mês e meio de detenção. Não voltou para casa e escondeu-se com parentes, temendo ser preso novamente. Perdeu 25 quilos durante o cativeiro.

Segundo ele, o segundo local de detenção foi um antigo prédio comercial no centro da cidade. De lá, podia ver as bandeiras do Japão, dos Estados Unidos e da Ucrânia caídas no chão na entrada. O prédio de quatro andares está localizado na rua Pylypa Orlyk.

Os jornalistas da AFP tentaram entrar, sem sucesso, porque “está a decorrer uma investigação”, disseram no acesso ao local.

“Pensei em suicídio”, comentou Anatoli, que completou 50 anos na prisão. “Mas pensar na minha família me deu forças para suportar tudo isso”, desabafou.

Diário de Notícias
DN/AFP
16 Novembro 2022 — 17:33



 

736: Responsável pelo grupo Wagner nega envolvimento em execução brutal

“… “Os funcionários da Wagner distinguem-se pela sua excelente disciplina e estrita adesão aos padrões internacionais e regras de comportamento social globalmente aceites”, acrescenta o chefe desta organização conhecida pelos seus métodos violentos.” 🙂

A cartilha destes russonazis ☠️卐☠️ é igual em todo o lado, seja no Kremlin, seja na horda de mercenários assassinos que servem o ayatollah terrorista russonazi putineiro.

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RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /GRUPO WAGNER/ASSASSINOS

O caso começou com a publicação de um vídeo, transmitido por contas Wagner nas redes sociais próximas do grupo de mercenários, de um homem acusado de ter-se rendido às forças ucranianas antes de ser recapturado pelos russos.

Vladimir Putin e Evgueni Prigozhin, empresário que fundou o Grupo Wagner
© Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP

O responsável pelo grupo russo de mercenários Wagner negou esta terça-feira qualquer envolvimento na execução brutal de um suposto membro da sua organização acusado de deserção na Ucrânia, depois de ter saudado a morte do homem.

O caso começou com a publicação de um vídeo, transmitido por contas Wagner nas redes sociais próximas do grupo de mercenários, de um homem acusado de ter-se rendido às forças ucranianas antes de ser recapturado pelos russos.

Vê-se o homem, que se apresenta como Evgueni Nuzhin, ser morto de forma particularmente brutal, com o crânio golpeado com uma marreta.

Numa primeira mensagem publicada no domingo, o líder do grupo Wagner, Evgueni Prigozhin, empresário próximo ao Kremlin, elogiou o “trabalho magnífico”, qualificando o homem morto como “um cão”.

Posteriormente, num comunicado de imprensa publicado esta terça-feira, Prigozhin nega qualquer envolvimento do seu grupo na execução e aponta os serviços secretos norte-americanos como responsáveis, sem fundamentar as suas acusações.

“É da responsabilidade dos serviços de informação dos Estados Unidos, que sequestram pessoas, incluindo cidadãos russos, em todo o mundo”, disse Prigozhin, pedindo aos procuradores russos que abram uma investigação.

“Os funcionários da Wagner distinguem-se pela sua excelente disciplina e estrita adesão aos padrões internacionais e regras de comportamento social globalmente aceites”, acrescenta o chefe desta organização conhecida pelos seus métodos violentos.

A organização não-governamental (ONG) russa Gulagu.net, especializada na defesa de detidos, afirmou que Evgueni Nuzhin era um preso que tinha sido recrutado num estabelecimento prisional russo para lutar na Ucrânia.

Evgueni Prigozhin é acusado de ter visitado prisões na Rússia para recrutar presos, em troca de penas reduzidas.

Desde 2014, o grupo Wagner é acusado de servir aos interesses do regime do Presidente russo, Vladimir Putin, e de cometer abusos em várias zonas de conflito, incluindo a Síria e em países africanos.

O jornal de investigação russo Novaya Gazeta publicou, com suporte de vídeo, que os homens de Wagner espancaram um prisioneiro na Síria com marretas em 2017, para depois o decapitar e queimar.

Em Setembro, Evgueni Prigozhin, de 61 anos, admitiu ter fundado a Wagner após anos negando o facto.

Na semana passada, o empresário russo também se gabou de ter realizado operações de influência eleitoral nos Estados Unidos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Novembro 2022 — 10:35



 

733: Guerra na Ucrânia: chefe de grupo mercenário russo ironiza vídeo que mostra assassinato brutal de desertor

Tu e outros ORCS russonazis ☠️卐☠️ como tu é que precisavam desse “tratamento”.

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RUSSONAZI ☠️卐☠️ /Yevgeny Prigozhin/GRUPO ASSASSINOS WAGNER

“Uma morte de cão para um cachorro.”

É com essas palavras que o chefe do grupo militar privado russo Wagner defende um vídeo brutal que supostamente mostra a morte de um de seus mercenários enviados para lutar na Ucrânia – que tinha desertado e mudado de lado em Setembro.

A filmagem do assassinato foi postada no fim de semana em um canal do Telegram afiliado ao grupo Wagner, o Gray Zone. A BBC não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade do vídeo.

Aviso: este artigo contém detalhes que podem ser sensíveis para alguns leitores

As imagens mostram o que parece ser a execução sumária de Yevgeny Nuzhin, um homem de 55 anos condenado por assassinato na Rússia e recrutado na prisão em Agosto para lutar pelos russos na Ucrânia.

Esse grupo de ex-prisioneiros havia sido enviado no mesmo mês de Agosto para a região ocupada de Luhansk, no leste ucraniano, onde foram distribuídos em esquadrões de combate.

Nuzhin foi capturado pelos ucranianos em Setembro, e deu detalhes de sua rendição em uma entrevista a um jornalista ucraniano.

Ele disse que tinha sido recrutado pessoalmente pelo chefe do grupo mercenário, mas que sua intenção era se entregar assim que chegasse ao palco dos combates.

O mercenário afirmou que fora contratado com a promessa de perdão total de sua pena, um salário e compensação para sua família em caso de morte em combate. A razão dada para o recrutamento foi que “a pátria está em perigo”.

Segundo Nuzhin, os esquadrões eram “bucha de canhão” e qualquer ato de desobediência significaria execução sumária.

Em determinado momento, ele foi designado para retirar cadáveres de soldados mortos. Foi durante uma dessas operações que Nuzhin conseguiu escapar e se render.

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner © Getty Images

Mas ele aparece no vídeo postado no Telegram contando que, em 11 de Novembro, foi atacado em Kiev (não está claro como ele andava pela capital ucraniana se era prisioneiro), perdeu a consciência e acordou no porão onde estava sendo realizada a filmagem.

Logo depois disso, um homem não identificado aparece no vídeo atacando Nuzhin com uma marreta. Este cai no chão e é espancado até a morte.

‘Excelente trabalho’

O chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, um aliado do presidente russo Vladimir Putin, disse em um comunicado que Nuzhin “traiu seu povo, traiu seus companheiros”.

Ele sarcasticamente descreve o vídeo como “excelente trabalho bem dirigido que pode ser assistido de uma só vez”.

“Acho que o nome do filme é ‘Uma morte de cão para um cachorro'”, disse Prigozhin.

Já o Kremlin tentou se distanciar do vídeo. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o assunto “não é da nossa conta”.

Prigozhin é um ex-dono de restaurante e um colaborador próximo de Putin.

Ele montou o grupo Wagner, uma empresa de recrutamento de mercenários, em 2014 — mas só reconheceu publicamente o fato em Setembro passado.

O grupo apareceu pela primeira vez em 2014 no leste da Ucrânia, no início do conflito entre forças ucranianas e grupos pró-Rússia russos no Donbas. Desde então, o Wagner esteve envolvido em combates na Síria e em vários países africanos.

Desde a invasão da Ucrânia em Fevereiro, vários de seus membros foram acusados ​​de cometer crimes de guerra.

Em Setembro, Prigozhin foi visto recrutando condenados para o grupo de mercenários em uma prisão russa.

MSN Notícias
BBC News BBC News
15.11.2022