1070: É estupidamente fácil ganhar a III Guerra Mundial, não era?

III GUERRA MUNDIAL // INTERNET // ANÁLISES

Graças à nossa dependência da Internet e tendo em conta que estamos numa época de guerras cibernéticas, uma possível Terceira Guerra Mundial seria “estupidamente fácil de ganhar”.

(dr) Policy Exchange
Submarino militar nas proximidades de um cabo submarino de comunicações

Ganhar uma eventual III Guerra Mundial seria estupidamente fácil: bastaria cortar a Internet ao mundo.

E se há país bem colocado para o fazer, mantendo a sua própria Internet “local” a funcionar, é a Rússia, que em 2019 se desligou, com sucesso, da internet mundial.

O impacto de um apagão mundial da Internet seria catastrófico para a humanidade e lançaria o pânico em todo o planeta, assegurou a semana passada Esther Paniagua, autora do livro Error 404 em entrevista à BBC.

Tal apagão mundial poderia ser facilmente causado por um ataque de hackers que provocasse uma disrupção dos protocolos de comunicação em que se baseia a Internet, diz a autora.

Mas Paniagua tem outra preocupação: a fragilidade dos gigantescos cabos submarinos que ligam continentes, através dos quais flui a maior parte da informação que circula na Internet.

Assim, na eventualidade de uma III Guerra Mundial, um país que tivesse interesse táctico num apagão mundial poderia atacar estes cabos, provocando graves perturbações no fluxo de informação em todo o mundo.

O analista Steve Weintz explicou em 2018 no  The National Interest que bastaria cortar os cabos de fibra óptica que passam pelo fundo do oceano para causar uma séria destruição nas comunidades inimigas.

A maioria dos dados são transferidos através destes cabos de fibra submarinos, explica o autor, apontando que, na realidade, só uma pequena parte dos dados passa pelos sistemas de satélite.

Para exemplificar os efeitos devastadores recorrentes da perda da Internet e das demais comunicações, o colunista menciona um acontecimento nas ilhas Marianas, no oceano Pacífico. Naquela altura, uma queda acidental de rochas rompeu o único cabo de fibra óptica que conectava o arquipélago com a rede internacional.

Como consequência, todos o voos foram cancelados, os terminais multibanco não funcionavam nos estabelecimentos e não havia qualquer conexão via Internet ou telemóvel.

Posteriormente, um navio especializado em Taiwan reparou o cabo, mas o incidente mostrou os inúmeros problemas que uma perda de conexão pode causar.

Por tudo isto, Weintz está convencido de que, em caso de um conflito, um dos lados pode vencer o inimigo cortando os cabos de alta velocidade. Esta ruptura pode ser feita nas profundezas no mar ou nos lugares onde estes cabos passam na costa, tornando-os assim especialmente vulneráveis.

Telegeography.com / Asia Times
Mapa da rede mundial de cabos submarinos de telecomunicações

Segundo o colunista, para fazer o corte apenas são necessários submarinos que cheguem às profundezas do oceano. E nesse aspecto, a União Soviética trabalhou arduamente para desenvolver a sua capacidade de desenvolver operações em águas profundas. Consequentemente, a Rússia herdou as suas conquistas.

Steve Weintz nota que a Rússia tem a maior frota de águas profundas do mundo. “Juntamente com a sua crescente frota de resgate submarino e forças especiais marítimas, a Rússia agora tem uma capacidade de guerra submarina híbrida muito poderosa”, concluiu.

Não é a primeira vez que uma suposta ameaça russa aos cabos de Internet é discutida. No entanto, e apesar das declarações alarmistas, os especialistas em comunicações dizem que a possibilidade disto acontecer acaba por ser muito menos aterrorizante do que o imaginário militar.

Cortar cabos submarinos parece ser assim uma forma estupidamente simples de ganhar uma Guerra Mundial. Ou assim parecia, em 2018.

Recentemente, um novo agente entrou em campo nos jogos de guerra: a Starlink. Em 2020, a empresa de Elon Musk lançou os primeiros dos seus 42 mil satélites — com os quais construiu uma rede capaz de fornecer acesso por satélite à Internet em qualquer parte do mundo.

O objectivo da Starlink é comercial — é mais um fornecedor de acesso à Internet, a competir no mercado com uma oferta diferenciada das tradicionais plataformas baseadas em comunicações terrestres.

Mas a verdade é que a sua rede de satélites tem aplicações militares óbvias — como acaba de o provar a Ucrânia, que, em plena guerra com a Rússia, dispunha do “melhor e mais resistente serviço de Internet“.

Além de ajudar o país a manter as comunicações e o contacto com o mundo exterior, a Starlink ajudou também os drones ucranianos a atingir e destruir tanques russos.

Assim, actualmente, ganhar uma III Guerra Mundial poderia não ser tão simples quanto parecia há uns anos. Além de cortar os cabos submarinos, seria necessário deitar abaixo os satélites de Elon Musk.

No que parece ser uma resposta à intervenção da Starlink na Guerra da Ucrânia, a Rússia lançou recentemente o Projecto Kalina, uma arma laser anti-satélite gigante que estará a ser construída perto do radiotelescópio RATAN-600, em Zelenchukskaya, na zona sudoeste do país.

Mas isso parece não preocupar Elon Musk — que garante que a sua empresa consegue colocar satélites em órbita mais rapidamente do que um adversário os poderia derrubar.

Sim, era estupidamente fácil ganhar a III Guerra Mundial…

ZAP //
4 Dezembro, 2022



 

1068: “Médico do rabo” explica porque não devemos usar papel higiénico

SAÚDE PESSOAL // PAPEL HIGIÉNICO

Brad Morris, conhecido nas redes sociais como “o médico do rabo” explica porque é que você não devia usar papel higiénico.

Kev Bation / Unsplash

Conhecido como “o médico do rabo” [The Butt Doctor] nas redes sociais, Brad Morris visa acabar com o estigma em torno da saúde anorretal e do cólon. Em declarações no podcast “I’ve Got News For You”, do site news.com.au, o especialista explica porque é que não é um fã de papel higiénico.

Morris diz que limpar “muito vigorosamente” depois de usar a sanita pode levar a muitos problemas.

“A maioria dos problemas que vejo na pele à volta do ânus deve-se ao excesso de tentativas de higiene, e muito raramente é devido a uma higiene insensível. É uma área muito sensível”, disse Morris ao apresentador Andrew Bucklow.

O médico australiano respondia a uma pergunta de um ouvinte, que o questionava sobre se limpar o rabo com muita força poderia ser perigoso.

“Não entendo porque é que usamos papel higiénico para nos limparmos”, refere Morris. Se, por exemplo, nos sujássemos noutra parte do corpo qualquer, não nos limparíamos com papel higiénico.

“Acho que precisamos repensar culturalmente o que fazemos, e talvez olhar para bidés e usar água para lavar”, já que esfregar demasiado pode “traumatizar a pele”, acrescenta.

Se já alguma vez reparou que passa demasiado tempo a limpar, talvez isso seja um sinal de que não é a melhor forma de o fazer, argumenta o médico.

Morris alerta ainda as pessoas que passam demasiado tempo na casa de banho, nomeadamente agarrados ao telemóvel, nas redes sociais. O especialista sugere que coisas como esta mantêm-no em negócio.

O ideal são cerca de “dois a três minutos sem esforço, sem pressa […], mas permitindo que aconteça de maneira eficiente e rápida”.

Ficar sentado por muito tempo significa que “você está predispor-se a problemas com o canal anal”, podendo causar “problemas de longo prazo em alguns músculos” e afectando “a capacidade de fazer cocó com eficiência para sempre”.

ZAP //
3 Dezembro, 2022



 

1064: Uma questão de “segurança nacional”. Director do FBI alerta para riscos do uso do TikTok

🇺🇸 EUA // SEGURANÇA // TIK-TOK // 🇨🇳 CHINA

O responsável do FBI também destacou que a China pode utilizar a rede social de partilha de vídeos para recolher dados dos seus utilizadores, que podem ser usados para operações de espionagem.

solen-feyissa / Flickr

O director do FBI, Chris Wray, manifestou hoje preocupações de segurança nacional em relação ao TikTok, alertando que o controlo da famosa rede social pertence a um Governo chinês que não partilha os mesmos valores dos Estados Unidos.

Wray realçou que a polícia federal norte-americana está preocupada com o facto de os chineses terem a capacidade de controlar o algoritmo de recomendação da aplicação, o que lhes permite “manipular o conteúdo e, se quiserem, utilizá-lo para influenciar operações”.

O responsável do FBI também destacou que a China pode utilizar a rede social de partilha de vídeos para recolher dados dos seus utilizadores, que podem ser usados para operações de espionagem.

“Todas estas coisas estão nas mãos de um Governo que não partilha os nossos valores e que tem uma missão que está em desacordo com o que é do melhor interesse dos Estados Unidos.

Isso deve-nos preocupar”, sublinhou Wray durante uma audiência na Escola de Políticas Públicas Gerald R. Ford, da Universidade de Michigan.

Estas preocupações são semelhantes às que o director do FBI tinha levantado durante as aparições no Congresso norte-americano em Novembro, quando a questão foi levantada.

O TikTok é propriedade da ByteDance, com sede em Pequim. Um porta-voz desta rede social não respondeu imediatamente a estas declarações, noticiou a agência Associated Press (AP).

Em Setembro, durante uma audiência no Senado, a directora de operações da TikTok, Vanessa Pappas, garantiu que a empresa protege todos os dados de utilizadores norte-americanos e que as autoridades ligadas ao Governo chinês não têm acesso a estes. “Nunca partilharemos dados, ponto final”, vincou Pappas.

Preocupado com a influência da China sobre o TikTok, o Governo de Donald Trump ameaçou em 2020 proibir a aplicação nos EUA e pressionou a ByteDance a vender o TikTok a uma empresa norte-americana.

As autoridades dos EUA e a empresa estão agora em negociações sobre um possível acordo que resolveria as preocupações de segurança dos norte-americanos, um processo que Wray disse estar a decorrer em agências do Governo dos EUA, liderado por Joe Biden.

Lusa // ZAP
3 Dezembro, 2022



 

1060: Há um novo objecto brilhante no céu. O problema? É um satélite artificial

TECNOLOGIA // SATÉLITES

O satélite Blue Walker tem um conjunto de antenas de 64 metros quadrados e é a maior estrutura comercial em órbita terrestre baixa.

KPNO/NOIRLab/IAU/SKAO/NSF/AURA/R. Sparks

Os humanos estão a colocar cada vez mais satélites em órbita, numa representação do progresso tecnológico e científico que tem acontecido ao longo dos anos. Acontece que esta atitude tem problemas inerentes e o satélite Blue Walker 3 é um bom exemplo.

Concebida para operar uma rede de comunicações, a infra-estrutura recentemente lançada é agora um dos objectos mais brilhantes no céu nocturno. O que constitui um grande problema para investigadores e amadores com especial interesse nas temáticas do Espaço.

Enquanto os astrónomos têm telescópios também em órbita, muitas das observações do Universo são registadas a partir da superfície terrestre.

Todas as estrelas, à excepção das mais brilhantes, podem agora ser ofuscadas pelo brilho do satélite, de acordo com o Centro da União Astronómica Internacional para a Protecção do Céu Escuro e Silencioso da Interferência da Constelação de Satélites (IAU CPS).

“O BlueWalker 3 é uma grande mudança de paradigma na do satélite da constelação e deve dar-nos a todos motivos para pararmos”, explicou Piero Benvenuti, director do mesmo organismo.

“É exactamente o que os astrónomos não querem“, disse, por sua vez, a astrónoma Meredith Rawls, da Universidade de Washington em Seattle, à revista Science. “Vai aparecer como uma sequência super brilhante em imagens e detectores de câmara potencialmente saturados nos observatórios”.

O BlueWalker 3 é, tal como descreve o Science Alert, um impressionante segmento de hardware. O seu conjunto de antenas de 64 metros quadrados é a maior estrutura comercial em órbita terrestre baixa, capaz de reflectir muito mais luz do que os satélites SpaceX Starlink, por exemplo.

A longo prazo, o objectivo da empresa-mãe do BlueWalker, a AST SpaceMobile, é obter mais de 100 satélites no céu até ao final de 2024, muitos potencialmente até maiores do que o BlueWalker 3. Esta é, por isso, uma preocupação significativa para os cientistas.

Além desta existe o facto de o BlueWalker ter sido concebido para funcionar como uma torre de comunicações no Espaço, o que implica o uso frequências de rádio terrestres que podem interferir com os telescópios rádio — telescópios instalados em áreas muito afastadas de zonas com cobertura de rede móvel.

“As frequências alocadas aos telemóveis já são difíceis de observar mesmo em zonas rádio silenciosas que criamos para as nossas instalações”, descreveu Philip Diamond, Diretor-Geral do Square Kilometer Array Observatory. “Novos satélites como o BlueWalker 3 têm o potencial de piorar a situação e comprometer a nossa habilidade de fazer ciência caso não seja propriamente mitigada.”

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos é a entidade responsável por regular as redes de comunicação tanto no país como internacionalmente.

ZAP //
2 Dezembro, 2022



 

1059: De onde veio o oxigénio da Terra? A resposta pode ser inesperada

CIÊNCIA // GEOCIÊNCIA

A quantidade de oxigénio na atmosfera da Terra torna-a um planeta habitável. 21% da atmosfera consiste neste elemento. Mas no passado remoto – já no período Neoarqueano, há entre 2,8 a 2,5 mil milhões de anos – este oxigénio estava quase ausente.

niksnut / Flickr
O vulcão Mauna Loa

Então, como é que a atmosfera da Terra se tornou oxigenada?

Um nova pesquisa publicada na Nature Geoscience, acrescenta uma nova possibilidade tentadora: que pelo menos parte do oxigénio inicial da Terra veio de uma fonte tectónica por meio do movimento e destruição da crosta terrestre.

A Terra Arqueana

O éon arqueano representa um terço da história do nosso planeta, entre há 2,5 mil milhões de anos a quatro mil milhões de anos.

Esta Terra alienígena era um mundo aquático, coberto por oceanos verdes, envolto numa névoa de metano e completamente sem vida multicelular. Outro aspecto estranho deste mundo era a natureza da sua actividade tectónica.

Na Terra moderna, a actividade tectónica dominante é chamada de placas tectónicas, onde a crosta oceânica – a camada mais externa da Terra sob os oceanos – afunda no manto da Terra (a área entre a crosta terrestre e o seu núcleo) em pontos de convergência chamados zonas de subducção. No entanto, há um debate considerável sobre se as placas tectónicas operavam na era arqueana.

Uma característica das zonas de subducção modernas é a sua associação com magmas oxidados. Estes magmas são formados quando sedimentos oxidados e águas profundas – água fria e densa perto do fundo do oceano – são introduzidos no manto da Terra. Isso produz magmas com alto teor de oxigénio e água.

A pesquisa teve como objectivo testar se a ausência de materiais oxidados nas águas e sedimentos arqueanos de fundo poderia impedir a formação de magmas oxidados. A identificação de tais magmas em rochas magmáticas neoarqueanas poderia dar evidências de que a subducção e as placas tectónicas já existiam há 2,7 mil milhões de anos.

A experiência

Foram recolhidas amostras de rochas granitóides com entre 2750 e 2670 milhões de anos em toda a sub-província de Abitibi-Wawa da Província Superior – o maior continente arqueano preservado que se estende por mais de 2000 km de Winnipeg até o extremo leste de Quebeque. Isso permitiu investigar o nível de oxidação dos magmas gerados ao longo da era Neoarqueana.

Medir o estado de oxidação dessas rochas magmáticas – formadas por meio do arrefecimento e cristalização de magma ou lava – é um desafio. Eventos pós-cristalização podem ter modificado essas rochas através de deformação posterior, soterramento ou aquecimento.

Então, decidimos olhar para o mineral apatita que está presente nos cristais de zirconita dessas rochas. Os cristais de zirconita podem suportar as intensas temperaturas e pressões dos eventos pós-cristalização. Eles retêm pistas sobre os ambientes em que foram originalmente formados e fornecem idades precisas para as próprias rochas.

Pequenos cristais de apatita com menos de 30 mícrons de largura – o tamanho de uma célula da pele humana – estão presos nos cristais de zirconita e contêm enxofre. Ao medir a quantidade de enxofre na apatita, podemos estabelecer se a apatita cresceu a partir de um magma oxidado.

Os cientistas conseguiram medir com sucesso a fugacidade de oxigénio do magma Arqueano original – que é essencialmente a quantidade de oxigénio livre nele – usando uma técnica especializada chamada Espectroscopia de Estrutura de Borda Próxima de Absorção de Raios-X (S-XANES) no Síncrotron Avançado da Fonte de Fótons no Argonne National Laboratory no Illinois.

Criar oxigénio a partir da água?

A equipa descobriu que o teor de enxofre do magma, que inicialmente rondava zero, aumentou para 2000 partes por milhão à volta de há 2705 milhões de anos. Isso indicou que os magmas se tornaram mais ricos em enxofre.

Além disso, a predominância de S6+ – um tipo de íon de enxofre – na apatita sugeriu que o enxofre era de uma fonte oxidada, combinando com os dados dos cristais de zirconita hospedeiros.

Estas novas descobertas indicam que os magmas oxidados se formaram na era neoarqueana, há 2,7 mil milhões de anos. Os dados mostram que a falta de oxigénio dissolvido nos reservatórios oceânicos arqueanos não impediu a formação de magmas oxidados ricos em enxofre nas zonas de subducção. O oxigénio nesses magmas deve ter vindo de outra fonte e foi finalmente libertado na atmosfera durante as erupções vulcânicas.

A ocorrência destes magmas oxidados correlaciona-se com os principais eventos de mineralização de ouro na Província Superior e no Yilgarn Craton (Austrália Ocidental), demonstrando uma conexão entre essas fontes ricas em oxigénio e a formação global de depósitos de minério de classe mundial.

As implicações desses magmas oxidados vão além da compreensão da geodinâmica da Terra primitiva. Anteriormente, pensava-se improvável que os magmas arqueanos pudessem ser oxidados, quando a água do oceano e as rochas ou sedimentos do fundo do oceano não o eram.

Embora o mecanismo exacto não seja claro, a ocorrência desses magmas sugere que o processo de subducção, onde a água do oceano é levada centenas de quilómetros para dentro do nosso planeta, gera oxigénio livre. Isso então oxida o manto sobrejacente.

O estudo mostra que a subducção arqueana pode ter sido um factor vital e imprevisto na oxigenação da Terra, os primeiros sopros de oxigénio há 2,7 mil milhões de anos e também o Grande Evento de Oxidação, que marcou um aumento no oxigénio atmosférico em dois por cento há entre 2,45 e 2,32 mil milhões de anos.

Tanto quanto sabemos, a Terra é o único lugar no sistema solar – passado ou presente – com placas tectónicas e subducção activa. Isso sugere que este estudo poderia explicar parcialmente a falta de oxigénio e, finalmente, a vida nos outros planetas rochosos no futuro também.

ZAP // The Conversation
2 Dezembro, 2022



 

1058: O Universo é um holograma: teoria reforçada com mensagem enviada por wormhole

CIÊNCIA // ASTRONOMIA // UNIVERSO

Investigadores criaram um wormhole e enviaram uma mensagem através do mesmo. “Tive um ataque de pânico quando vi os resultados”.

Kjordand / Wikimedia

Para quem defende que o Universo é um holograma, este relatório publicado na revista Nature junta-se à lista de argumentos dessas pessoas.

É uma ideia que o portal Live Science reforça, ao anunciar a primeira simulação quântica de um wormhole holográfico num processador quântico.

Os especialistas criaram um “buraco de minhoca” holográfico e conseguiram enviar uma mensagem através do mesmo. É o primeiro registo do género.

Na ficção científica, um wormhole é um portal espaço-temporal através do qual as naves podem percorrer distâncias inimagináveis com facilidade. É como uma ponte entre duas regiões remotas do Universo.

Agora, sem ficção científica, foi mesmo criado no computador quântico Sycamore 2, da Google, e entre os wormholes foi enviada uma mensagem como se fosse através de um túnel espaço-temporal. Foram criados circuitos super-condutores para transmitir informações.

Não foi a gravidade que originou este processo; foi um processo quântico, de ligação de duas partículas, no qual a medição de uma afecta a outra no mesmo segundo.

“É um pequeno passo para interrogar a gravidade quântica no laboratório, Quando vimos os dados, tive um ataque de pânico”, disse a autora principal, Maria Spiropulu.

Mas Maria avisou: estamos “muito, muito longe” de enviar pessoas ou outros seres vivos através deste método. “Há uma diferença entre algo ser possível na teoria e na realidade”, alertou.

“Mas é um grande salto”, completou.

Os cientistas informaram também que nesta experiência não foi criada qualquer ruptura de espaço e tempo.

ZAP //
3 Dezembro, 2022



 

1057: Descoberto dinossauro-nadador (com mais de mil dentes)

CIÊNCIA // PALEONTOLOGIA // DINOSSAUROS

Espécie Natovenator polydontus foi encontrada na Mongólia. Aparentemente era uma ave mergulhadora.

Natovenator polydontus

Natovenator polydontus, um “caçador-nadador com muitos dentes”.

Assim foi baptizada a nova espécie de dinossauros, encontrada por cientistas na Mongólia, na província Omnogovi.

Os fósseis foram apresentados num estudo publicado nesta quinta-feira na revista Communications Biology.

A espécie era uma ave mergulhadora, parecida com um pássaro, explica a ABC.

Um estudante da Universidade de Alberta encontrou os fósseis de um dinossauro que terá habitado na Terra há cerca de 72 milhões de anos, durante o Cretácico.

Encontrou um crânio, coluna vertebral, um membro anterior e os restos de dois membros posteriores.

O animal apresentava um corpo aerodinâmico, pescoço alongado semelhante a um ganso, costelas a apontar para a cauda, ​​semelhante a aves mergulhadoras, focinho longo e achatado – e mais de mil pequenos dentes na boca.

Os especialistas informam que esta espécie é a primeira de um Theropoda (dinossauro carnívoro que andava sobre duas pernas) com um corpo aerodinâmico semelhante a algumas aves.

O estilo de vida destes dinossauros deveria ser anfíbio, que andava por terra e água.

“É uma descoberta valiosa e pode mudar o nosso preconceito sobre o estilo de vida dos dinossauros”, afirmaram os autores do estudo.

ZAP //
3 Dezembro, 2022



 

1049: “Tonturas, perturbações do sono e náuseas”. Putin cai das escadas e levanta novas suspeitas sobre a sua saúde

– Se este russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 morrer, existem piores russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 para o substituir. Não vai melhorar a situação, antes piorar. Medveded, Peskov, Lavrov & companhia, são outros russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terroristas assassinos da pior espécie.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇷🇺 RUSONAZSʹKI VBYVTSI 🇷🇺

🇷🇺 RÚSSIA – ESTADO TERRORISTA 🇷🇺

RUSSONAZI PUTINOFANTOCHE 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 // DESTRAMBELHOU-SE

O Presidente russo Vladimir Putin terá caído das escadas na residência oficial, em Moscovo, tendo batido com o cóccix no chão.

EPA/Mikhail Metzel / Kremlin Pool / Sputnik
Vladimir Putin

De acordo com o Jornal de Notícias, o canal russo General SVR avançou no Telegram que Putin sofreu um acidente doméstico, aparentemente sem consequências graves, na quinta-feira. Segundo o canal, o líder russo caiu sete degraus numa escadaria no Kremlin e bateu com o cóccix no chão.

O canal indicou ainda que o Putin sofre de “um cancro do trato intestinal” e na queda sujou as calças. “O acidente aconteceu em frente a três guarda-costas que ajudaram o Presidente a levantar-se. Depois de o sentarem num sofá próximo, chamaram os médicos de serviço na residência” oficial.

O canal, que diz ter fontes junto dos funcionários próximos de Putin, afirmou que os médicos levaram o líder russo para a casa de banho e limparam-no. “Os problemas oncológicos do trato intestinal provocaram uma reacção involuntária”, adiantou ainda o General SVR.

Depois de limpo, Putin foi observado e foi diagnosticado com “um hematoma no cóccix”. Sem nenhum problema grave, participou, a seguir, num encontro com jovens cientistas em Moscovo.

O canal dá ainda conta que Putin “também sofre de tonturas, perturbações do sono, dor abdominal e náuseas constantes”. Além disso, tem ataques de tosse frequentes e manifestações de Alzheimer.

ZAP //
2 Dezembro, 2022



 

1043: Refeição mais antiga do mundo descoberta em fóssil com 550 milhões de anos

CIÊNCIA / PALEONTOLOGIA / ALIMENTAÇÃO

Através de análises aos fósseis para encontrar moléculas de fitoesterol, os cientistas conseguiram determinar que as criaturas viviam de uma dieta de algas, que eram abundantes na altura.

A maioria das pessoas tem dificuldades em lembrar-se do que comeu na sua última refeição. A Ediacara biota, os organismos grandes mais antigos do mundo, por outro lado, pode ter mais dificuldade em responder a essa pergunta — isto porque estão mortos há 550 milhões de anos.

Mas agora, uma equipa da Universidade Nacional Australiana (ANU), encontrou a resposta. Numa colaboração com a Ilya Bobrovskiy, do Centro Alemão de Investigação de Geociências GFZ, em Potsdam, os investigadores conseguiram identificar os restos das últimas refeições de um par de fósseis de Ediacara biota encontrados na Rússia em 2018. Acontece que comeram algas do fundo do oceano.

Descobriram que uma das duas criaturas — uma criatura parecida com uma lesma chamada Kimberalla — tinha boca e intestino, e digeriu a comida da mesma forma que os animais actuais.

A outra — Dickinsonia, que se assemelhava a um peixe com nervuras ou uma trilobita muito grande e media 1,4m de comprimento — era uma besta mais básica, sem olhos, boca ou tripa, e absorvia comida através do seu corpo à medida que se movia ao longo do fundo do oceano.

“As nossas descobertas sugerem que os animais da Ediacara biota eram um mix de seres esquisitos como a Dickinsonia, e animais mais avançados como a Kimberella que já tinham algumas propriedades fisiológicas semelhantes às dos humanos e outros animais actuais”, disse Bobrovskiy.

Através de análises aos fósseis para encontrar moléculas de fitoesterol preservadas — compostos naturais encontrados nas plantas — eles conseguiram determinar que as criaturas viviam de uma dieta de algas, que eram abundantes na altura.

“Os cientistas já sabiam que Kimberella deixou marcas de alimentação ao raspar as algas que cobriam o fundo do mar, o que sugeria que o animal tinha estômago“, explicou o co-autor do estudo, Jochen Brocks, igualmente investigador da ANU. “Só depois de analisarmos as moléculas do intestino da Kimberella é que conseguimos determinar o que estava a comer exactamente e como digeria os alimentos.

“Os alimentos ricos em energia podem explicar porque é que os organismos da Ediacara biota eram tão grandes. Quase todos os fósseis que vieram antes da Ediacara biota eram unicelulares e microscópicos em tamanho”.

ZAP //
2 Dezembro, 2022



 

1022: Mudar um detalhe na alimentação pode afastar um assassino silencioso

SAÚDE PÚBLICA / ALIMENTAÇÃO / SAL

Os cientistas há muito que sabem que uma dieta rica em sal pode causar hipertensão, que está ligada à insuficiência cardíaca.

bktrl / Flickr

Uma nova investigação revelou que, além da quantidade, a frequência com que se salpica sal nos alimentos pode ter um grande impacto na saúde do coração, como noticiou o Sun.

No novo estudo, publicado no Journal of the American College of Cardiology, os investigadores concluíram que não é necessário deixar completamente de comer sal para reduzir o risco. Na verdade, basta diminuir a frequência de adição de sal aos alimentos após estes serem cozinhados.

Segundo Lu Qi, professor na Universidade de Tulane, nos Estados Unidos (EUA), as pessoas que adicionam um sal aos seus alimentos com menos frequência têm um risco muito menor de ocorrência de doenças cardíacas, independentemente de outros factores relacionados com o estilo de vida e doenças pré-existentes.

“Também descobrimos que quando os pacientes combinam uma dieta DASH [Dietary Approaches to Stop Hypertension] com uma baixa frequência de adição de sal, tinham o mais baixo risco de doenças cardíacas”, indicou. A dieta DASH promove a diminuição do consumo de sal, gordura, açúcar, carnes vermelhas e álcool.

No estudo, 176.570 participantes do Biobank do Reino Unido receberam um questionário para avaliar a frequência com que adicionavam sal aos alimentos. O inquérito não incidiu sobre o sal que adicionavam durante a confecção dos pratos. Foram também recolhidos os seus dados relativamente a eventos cardiovasculares.

Os investigadores descobriram que as mulheres que tinham um índice de massa corporal mais baixo, um consumo moderado de álcool, que não fumavam e que se exercitavam, adicionavam sal aos seus alimentos com menos frequência.

Também detectaram uma associação entre a adição de sal e o risco de doenças cardíacas entre os fumadores e a população que pertencia a um contexto socioeconómico mais baixo.

ZAP //
30 Novembro, 2022